18 de dez de 2009

Remanescente de Supernova N49, por 3 telescópios espaciais

Hubble, Chandra e Spitzer, os três grandes teslescópios espaciais da NASA, trabalharam em equipe para fazer esta maravilhosa imagem da remanescente de supernova N49. Sob a luz visível, esta é a remanescente mais brilhante da Grande Nuvem de Magalhães. A sua forma, não é a mais comum, a maioria das supernovas são esféricas. Os novos dados recolhidos pelos três telescópios, revelaram que a sua estranha forma estará relacionada ao fato da remanescente se expandir mais para uma zona onde existe uma maior densidade de gás.
Fonte: TERRA

16 de dez de 2009

M 87 - Um jacto extragaláctico

Instrumento: Wide Field Planetary Camera 2 (WFPC2). Emanando a alta velocidade a partir do centro da galáxia M 87, este jacto cósmico é um dos fenómenos mais espectaculares da Natureza. Constituído por electrões e outras partículas subatómicas, este jacto, que se desloca quase à velocidade da luz, é alimentado por um buraco negro que reside no centro da galáxia. Numa primeira análise, M 87, também conhecida por NGC 4486, parece ser uma galáxia elíptica gigante normal. Contudo, desde 1918 que se notou a existência de um "raio de luz curioso", emanando do centro de M 87. Na década de 50, quando o ramo da radioastronomia se encontrava em desenvolvimento, foi descoberta uma fonte de rádio extremamente forte associada a M 87 e ao seu jacto. Após décadas de investigação, descobriu-se que a fonte desta actividade intensa é um buraco negro colossal no centro da galáxia, com uma massa de aproximadamente 2 mil milhões de massas solares. M 87 situa-se a cerca de 50 milhões de anos-luz de distância. Apesar de bastante distante, o seu jacto extragaláctico é o mais bem conhecido e estudado.
Fonte: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).

Verão no Pólo Norte de Marte

Esta fotografia obtida pela sonda Mars Global Surveyor em Março de 1999 mostra o aspecto do Pólo Norte de Marte no início do Verão. As zonas claras são constituídas por gelo de água que nunca chega a "derreter" durante o Verão no hemisfério norte. Durante o Inverno todo este gelo de água se encontra coberto por uma camada de gelo de dióxido de carbono. Mas, ao contrário do que sucede no Pólo Sul, quando o Verão chega e a temperatura sobe, todo o gelo de CO2 sublima deixando a calote polar como a vemos na imagem. A zona escura que quase circula a calote polar é formada essencialmente por dunas de areia. O diâmetro da calote polar é de cerca de 1100 quilómetros.
Fonte: NASA/JPL/Malin Space Science Systems.

14 de dez de 2009

Telescópio Espacial Hubble fotografa 'escombros' de explosão de estrela

No centro da Nebulosa do Caranguejo, pulsar gira 30 vezes por segundo. Estrela de nêutrons tem o o tamanho de uma cidade pequena.
Créditos:(NASA, ESA, J. Hester, A. Loll-ASU; Davide De Martin, Skyfactory)
Foto obtida pelo telescópio espacial Hubble mostra a "bagunça" que a explosão de uma estrela provoca. A imagem mostra a Nebulosa do Caranguejo, aglomerado de remanescentes de uma supernova de mil anos. Em seu centro há um pulsar, uma estrela de nêutrons com massa semelhante ao Sol mas com as dimensões de uma pequena cidade. Este 'miolo' da Nebulosa do Caranguejo tem uma rotação de aproximadamente 30 giros por segundo.
Fonte:NASA

Imagem do telescópio espacial Hubble mostra nascimento de estrelas

Fenômeno registrado ocorre na Galáxia M83, ou ‘Cata-vento do Sul’.Wide Field Camera 3 foi instalada no Hubble em maio.
crédito: Nasa, ESA, R. O'Connell (Univ. Virginia), B. Whitmore (Space Telescope Science Institute), M. Dopita (Australian National Univ.), e comitê de supervisão científica da Wide Field Camera 3
A nova câmera (WFC3, de Wide Field Camera 3) instalada no Telescópio Espacial Hubble em maio deste ano captou a mais detalhada imagem de nascimento de estrelas. O processo de formação estelar, flagrado na galáxia espiral M83, é mais rápido, especialmente em seu núcleo, do que o presente na Via-Láctea. A WFC3 (de Wide Field Camera 3) revela estrelas em diferentes estágios de evolução, fornecendo aos astrônomos subsídios para dissecar a história de sua formação. Também é possível visualizar os remanescentes de cerca de 60 explosões de supernovas, as explosões de estrelas massivas, podem ser vistas na imagem, cinco vezes mais nítidos do que os registros anteriores.
Fonte: Astronomy.com

Nasa lança novo telescópio espacial para fazer ‘cartografia’ do cosmos

Wise vai gastar nove meses registrando milhões de fotos.Último mapeamento semelhante ocorreu há 26 anos.
Telescópio vai orbitar a terra a 525 km de altura (Foto: Nasa, via France Presse)
A Nasa, a agência espacial americana, lançou nesta segunda-feira (14) da base Vandenberg da Força Aérea americana, na Califórnia um novo telescópio espacial, o Wise (de Wide-field Infrared Survey Explorer). O aparelho, que vai orbitar a Terra passando pelos polos a uma altura de 525 quilômetros, deverá escanear o espaço durante nove meses com o objetivo de mapear o cosmos em luz infravermelha. Tanto galáxias distantes quanto asteroides relativamente próximos da Terra (e qualquer objeto celeste entre uma coisa e outra) serão alvos de milhões de fotografias. O último boletim da Nasa indica que os canais do tanque de refrigeração estão desobstruídos, o equipamento está estabilizado em seu curso, os painéis solares estão fornecendo energia e informações já têm sido transmitidas. O Wise foi lançado ao espaço a bordo de um foguete Delta II.  "A última vez em que mapeamos todo o céu com esses comprimentos de onda específicos de infravermelho foi há 26 anos”, afirmou Edward Wright, da Universidade da Califórnia em Los Angeles (UCLA), cientista-chefe da missão.
                                      Fonte: http://www.nasa.gov/

Estrela de Barnard

Estrela de Barnard, Esta estrela pálida é a segunda mais próxima do SOL a seguir a alfa Centauri 3 (Proxima Centauri). Está localizada a cerca de 6 anos-luz na parte mais a norte da constelação Ophiuchus, o Serpentário - a oeste da estrela Cebalarai ou Kelb al Rai (beta Ophiuchi). A estrela foi nomeada em honra do seu descobridor, o notável astrónomo Edward Emerson Barnard (1857-1923), que descobriu em 1916 que a estrela tem o mais rápido movimento próprio de todas as estrelas conhecidas (10,3 segundos de arco por ano). Esta elevada velocidade aparente é o resultado da sua proximidade do Sol bem como a velocidade real a que viaja no espaço. De facto, a estrela Barnard aproxima-se do Sol rapidamente a 140 quilometros por segundo e estará a cerca de 3,8 anos-luz por volta de 11 800 D.C. Como outras anãs vermelhas, contudo, não é visível à vista desarmada. A estrela de Barnard possui o movimento próprio mais elevado de todas as estrelas: 10,3 segundo de arco anualmente; isto é, que percorre céu um ângulo igual ao diàmetre aparente da Lua (1/2°) em 180 anos. Um movimento próprio elevado é geralmente uma forte indicação da proximidade da estrela em questão; por exemplo a estrela de Barnard é a segunda estrela mais cerca de nós se se considera o sistema Alfa Centauri como um conjunto.

Evolução estelar

Em astronomia, evolução estelar é a seqüência de mudanças que uma estrela sofre durante seu tempo de vida, os milhares, milhões ou bilhões de anos durante os quais ela emite luz e calor. Durante o curso deste tempo, a estrela irá mudar radicalmente. A evolução estelar não é estudada pela observação do ciclo de vida de uma simples estrela; a maioria das mudanças estelares ocorre tão vagarosamente que só seriam detectáveis depois de muitos e muitos séculos. Ao invés disto, astrofísicos tentam entender como as estrelas evoluem pela observação de numerosas estrelas, cada uma em um diferente ponto da vida do ciclo da vida, e simulando estrutura estelar com modelos de computadores.
Fonte: Astronomy.com

Anã Negra

Uma estrela anã negra é um objeto astronômico hipotético: uma anã branca tão velha que esfriou o suficiente para não mais emitir luz. Para a idade do universo estimada atualmente em 13,7 bilhões de anos, não se espera que nenhuma anã branca tenha tido tempo suficiente para esfriar a tal ponto.

Evolução
Uma estrela anã branca é o que sobra de uma estrela de 8 a 10 massas solares depois de ter queimado todo o seu hidrogênio e hélio em elementos mais pesados como carbono, oxigênio, e nitrogênio, não podendo levar adiante qualquer fusão nuclear de seus sub-produtos. Ela então começa a esfriar com a emissão de radiação térmica. Mesmo se estrelas anãs negras existissem, elas seriam extremamente difíceis de serem detectadas, desde que, por definição, elas emitiriam pouquíssima radiação, pois sua temperatura superficial estaria não muito acima da temperatura da radiação de fundo do universo (~ 3 K). Seriam apenas detectáveis indiretamente, através de sua influência gravitacional sobre objetos próximos. Ambas, as anãs negras e as anãs brancas, são estrelas degeneradas.

Nenhuma relação com "anãs marrons"
Anãs negras não devem ser confundidas com anãs marrons, as quais são formadas quando uma nuvem de gás contrai para formar uma estrela, mas não possui massa suficiente para iniciar e manter o processo de fusão nuclear do hidrogênio. "Anãs marrons" chegaram a ser chamadas algumas vezes de "anãs negras" nos anos de 1960. Tão pouco, deve-se confundir anãs negras com buracos negros ou estrelas de nêutrons, apesar de ambos serem resultado do processo de esfriamento de estrelas, porém mais massivas que 10 massas solares.
Fonte: Astronomy.com

11 de dez de 2009

NGC 6397

 O enxame globular NGC 6397 encontra-se na constelação austral de “Ara” e fica aproximada a 7200 anos-luz de distância do nosso sistema solar. Este enxame é o segundo mais próximo de nós, e contem cerca de 400 mil estrelas e a sua idade estimada segundo modelos evolucionários é de 13400 +-/800 milhões de anos. Esta foto é composta por três exposições individuais nas bandas B, V e I, pela câmara WFI do telescópio de 2,2m ESO/MPI no observatório de La Silla, no Chile.
Fonte: Portal do Astronomo.org

Nebulosa da América do Norte (NGC 7000)


Esta nebulosa deve parte da sua fama à sua forma peculiar, dado fazer lembrar o continente Norte Americano. Obtida por Johannes Schedler, esta imagem mostra-nos a emissão proveniente de hidrogénio ionizado (HII) registada no seio desta nebulosa situada a cerca de 2000 anos-luz de distância na constelação do Cisne. Esta nebulosa, em conjunto com a sua vizinha nebulosa do Pelicano, faz parte de uma enorme região de hidrogénio ionizado, constituindo uma região activa de formação de estrelas com mais de 5000 massas solares.
Crédito: Johannes Schendler (http://panther-observatory.com/).

Lua Rhea

                                                     Crédito: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA.
É uma lua, mas não é a nossa. Trata-se de Rhea, a segunda maior lua de Saturno, logo a seguir a Titã. E esta imagem, mais uma das muitas obtidas recentemente pela sonda Cassini, mostra-nos um conjunto de traços com uma coloração ligeiramente diferente do resto da superfície. Imagens de alta resolução revelaram que estes traços correspondem a grandes zonas de fracturas existentes na superfície de Rhea. Rhea é composto essencialmente por gelos, possuindo um diâmetro de cerca de 1500 km. Foi o 14º satélite de Saturno a ser descoberto.
Fonte: Portal do Astronomo

10 de dez de 2009

Planeta X

O "planeta X" é um suposto corpo celeste do sistema solar cuja órbita estaria além da de Netuno. Neste caso, X é a letra x (incógnita, em matemática) e não o número romano 10. Quando do surgimento desta conjectura, no século XIX, alguns astrônomos propuseram que irregularidades observadas na órbita de Netuno e de outros gigantes gasosos pudessem ser causadas por este planeta hipotético. Isto foi motivado pela descoberta do próprio Netuno, cuja órbita e massa foram previstas com base nas observações das perturbações orbitais de Urano. O sobrevôo de Netuno pela sonda espacial Voyager 2 permitiu a obtenção de uma medição mais precisa para a massa deste planeta. Cálculos posteriores, baseados no novo valor para a massa, demonstraram que as irregularidades orbitais na verdade não existiam.
Plutão - A busca pelo planeta X provocou a descoberta de Plutão, em 1930. Plutão, porém, não foi considerado o Planeta X porque sua massa não era suficiente para explicar as irregularidades então registradas na órbita de Netuno.

Éris - Embora a União Astronômica Internacional tenha considerado a possibilidade de classificar Éris (anteriormente conhecido como 2003 UB313), descoberto em 2003, como um planeta, aquele corpo celeste tampouco foi considerado o planeta X, por ser muito pequeno.

Conclusões recentes -  Para a maioria dos astrônomos, a hipótese do planeta X foi cabalmente rejeitada quando as missões das sondas Voyager e Pioneer permitiram recalcular as massas dos gigantes gasosos e não detectaram nenhuma forte atração gravitacional imprevista além da órbita de Netuno.A busca pelo planeta X provocou a descoberta de Plutão, em 1930. Plutão, porém, não foi considerado o Planeta X porque sua massa não era suficiente para explicar as irregularidades então registradas na órbita de Netuno.
Fonte:Solar View

O que é um buraco branco?

Um buraco branco é uma reversão no tempo de um buraco negro, outra singularidade no tempo espacial. A matéria surge imprevisivelmente de um buraco branco. Um exemplo de um buraco branco é a singularidade original do Big Bang. Os buracos brancos seriam um tipo de “extensão” de um buraco negro. Dentro de um Buraco negro poderia existir um tipo de wormhole (buraco de minhoca) para os que nunca ouviram falar, ele é mais ou menos um “túnel” que liga duas regiões do espaço (como se pode perceber é um outro objeto que por em quanto só existe na teoria), de modo que se você entrar por uma boca dele você sai instantaneamente do outro lado. De fato se tivesse um negócio parecido com um desses dentro do buraco negro, a matéria tragada por ele poderia sair num buraco branco (o outro lado do túnel), que do ponto de vista teórico seria exatamente o oposto do buraco negro. Simplificando, segundo a teoria da relatividade o buraco negro é uma região no espaço em que nada pode escapar já o buraco branco seria uma região no espaço em que nada pode “cair”. Como oposto de um buraco negro, um buraco branco expele violentamente a matéria. O buraco branco é um farol brilhante e uma fonte aparentemente infinita de matéria e de energia. Ninguém jamais viu um buraco branco, e muitos acreditam que ele se auto destruiria rapidamente. A matéria expelida se unificaria gravitacionalmente e entraria em colapso, formando um buraco negro que engoliria o buraco branco.
Fonte: http://www.brasilescola.com

Radiação Espacial

As viagens espaciais sempre estiveram no imaginário científico do ser humano, porém explorar os planetas do Sistema Solar e, quem sabe um dia, alcançar as distantes galáxias são fatos que encontram barreiras não somente financeiras e tecnológicas, mas também moleculares, e uma delas é a radiação espacial (também chamada de radiação cósmica). Segundo o Centro Médico da Universidade de Georgetown, EUA, há a afirmação que a radiação de alta energia existente no espaço pode acelerar o envelhecimento do astronauta a causar estresse oxidativo às células. A radiação de alta energia está presente nas emissões solares, é composta por prótons energéticos, partículas de ferro e radiação gama. No planeta Terra, essa radiação é bloqueada pela atmosfera, protegendo os seres vivos na crosta terrestre. Em períodos longos no espaço, os riscos da radiação comprometer a saúde dos astronautas aumentam, podendo gerar câncer de intestino. Essa pesquisa tem sido levantada para orientar no planejamento de uma futura missão à Marte. Em 2004, as Academias Nacionais dos EUA já haviam publicado via relatório, que a incidência de câncer nos astronautas era maior do que na população geral. O relatório tem exigido o desenvolvimento de novas tecnologias de proteção a radiação. Cientistas realizaram pesquisas em camundongos que ficaram expostos à radiação de alta energia similar a que é encontrada no espaço. Detectaram alto nível oxidativo, repleto de radicais livres, nas células gastrointestinais dos camundongos. A radiação espacial é composta por raios cósmicos, que por sua vez, são formados por prótons em alta velocidade e núcleos atômicos vindos de diversas direções ao Sistema Solar. Sob a atmosfera, a proteção ocorre em virtude do campo magnético do nosso planeta; missões lunares são menos perigosas, pois a Lua bloqueia boa parte dessa radiação.
Fonte: Ultimo Segundo

Fontes intensas de raios-X em M 101

Esta imagem de raios-X da galáxia M 101, em conjunto com outras imagens de outras galáxias, apontam para a existência de uma nova classe de objectos emissores de raios-X. Estes objectos são mais luminosos nesta banda do espectro electromagnético do que muitas estrelas de neutrões e buracos negros estelares, o que implica que as regiões que produzem estes raios-X são muito mais extensas. Uma explicação possível para a existência desta fontes é que elas são produzidas por buracos negros de massas intermédias, isto é, buracos negros com massas da ordem da centena de massas solares. Estes teriam uma massa intermédia entre os buracos negros estelares, com cerca de uma dezena de massas estelares, e buracos negros super-maciços, com milhões de massas solares, existentes nos núcleos de muitas galáxias.              
Fonte: NASA        

Novas estrelas nas galáxias da Antena


Esta imagem em cor falsa mostra um conjunto de estrelas novas, recém formadas, escondidas no coração das galáxias da "Antena". Estas duas galáxias, conhecidas por NGC 4038 e NGC 4039, situam-se a cerca de 68 milhões de anos-luz de distância e têm estado em colisão durante os últimos 800 milhões de anos. Esta imagem resulta da combinação de uma imagem de infravermelhos obtida pelo Telescópio Espacial Spitzer e de uma imagem no óptico obtida por um telescópio terrestre, pondo em evidência a tremenda actividade de formação de novas estrelas devido à colisão das duas galáxias.
Fonte: NASA/JPL-Caltech

9 de dez de 2009

O Caldeirão de Estrelas no coração da Via Láctea

Um nova imagem em mozaico em infravermelho obtida pelo Spitzer Space Telescope ofereceu uma estonteante visão do alvoroçado núcleo de nossa galáxia. A imagem mostra centenas de milhares de estrelas,principalmente velhas, entre nuvens fantasticamente detalhadas de poeira iluminadas por estrelas mais jovens e volumosas. "Com o Spitzer, nós podemos perscrutar direito no coração de nossa própria galáxia e podemos enxergar detalhes empolgantes, " disse Dr. Susan Stolovy do Spitzer Science Center. "Este quadro é preenchido com características fascinantes que nós há pouco começamos a explorar ". O núcleo da Via Làctea realmente é um lugar muito ocupado. Estrelas estão agrupadas junta como passageiros de metrô correndo ao redor de um supermassivo buraco negro que encontra-se exatamente ao centro da galáxia.

Nosso sol está localizado a 26,000 ano-luz situado em um região mais calma, espaçosa, nos "subúrbios" galácticos. Ele completa uma volta completa ao redor do núcleo da galáxia em 225 milhões de anos, o que siginifica que completou 20 destas viagens ao curso de sua vida de 4,5 bilhões de anos. Em contraste, estrelas ao centro galáctico completam uma volta completa em poucos milhões de anos ou menos. "Uma pergunta que nós esperamos responder é como as estrelas podem se formar tão eficazmente em um lugar como o centro galáctico", disse Stolovy. Ao que parece estrelas podem se formar em um ambiente com forças de maré e campos magnéticos extremamente fortes".

Observar o centro da Via Láctea da Terra é dificil pois o disco espiral da galáxia está preenchido com pó frio. Assim é virtualmente impossível observar a luz visível que vem desta região distante porque o pó obscurece ela em um fator de trilhões de vezes. Mas a luz infra-vermelha pode atravessar este manto de poeira. A luz infra-vermelha nesta imagem da Spitzer tem comprimentos de onda 10 vezes mais longos do que o olho humano pode ver, e é obscurecido em uma ordem de apenas quatro vezes. A vantagem de se observar no infra-vermelho, combinada com a soberba qualidade de imagem da Spitzer, resultou na visão mais profunda e detalhada de uma extensão considerável do centro galáctico. A extensão da região da imagem, situada na constelação de Sagitário, é de 900 ano-luz e abrange a mesma área no céu do que três luas cheias ocupariam.

Objecto Herbig-Haro (HH) 46/47

 Esta imagem obtida com o telescópio espacial de infravermelhos Spitzer da NASA põe em evidência o "outflow" molecular criado por uma estrela jovem em formação. Ao ser sensível à radiação infravermelha, o Spitzer consegue penetrar no interior da nuvem onde a estrela se está a formar, mostrando a própria estrela e os jactos por ela emanados. Estes jactos são os responsáveis pelos conhecidos objectos Herbig-Haro (HH) 46/47. Objectos HH são zonas de choque entre o material expelido por uma estrela em formação (proto-estrela) e o meio envolvente, resultando em zonas de gás luminoso embebidas no interior de uma nuvem escura. Eles formam-se quando gás supersónico é ejectado a partir de uma proto-estrela e interage com o meio interestelar. A imagem mais pequena foi obtida no óptico e mostra a nuvem escura vista em silhueta contra o fundo estelar.
Fonte:portal do astronomo

Constelação do Cão Maior

Imagem da constelação do Cão Maior. As estrelas mais brilhantes, normalmente utilizadas para identificar a constelação, surgem bem destacadas. Existem muitos objectos de interesse nesta região do céu. A estrela mais brilhante da imagem é Sirius, que é a estrela mais brilhante do céu nocturno. Encontra-se a cerca de 8,7 anos luz de distância e possui como estrela companheira uma anã branca cerca de 10.000 vezes menos brilhante que a estrela principal. A estrela principal tem cerca de 2 vezes a massa do Sol e é 26 vezes mais brilhante do que o Sol. Perto do centro da imagem é também visível um enxame aberto de estrelas designado M 41,   
Crédito: © Bill & Sally Fletcher, Science & Art .

7 de dez de 2009

Vida e Origem dos Cometas

A vida média dos cometas não ultrapassa 10 milhões de anos. Acredita-se que os núcleos dos cometas estão vagando pelo espaço fora do sistema solar. Devido ao movimento do Sol ao redor do núcleo galático esses objetos são capturados pelo campo gravitacional do Sol e se transformam em cometas. Foi susposto na década de 50 por Jan Hendrik Oort (1900) existência de uma nuvem de cometas (Nuvem de Oort), próxima do Sol (em relação às distâncias galáticas), a cerca de 100.000 ua. Essa nuvem está distribuida de forma esférica ao redor do Sol. Sua origem pode ser os próprios restos do sistema solar, que se solidificou nessa região. Algumas anomalias gravitacionais provocadas pelas estrelas próximas, podem tirar alguns corpos de suas posições e esses serem atraídos pelo Sol. Ao entrarem em direção ao sistema solar, esses corpos poderão adquirir três tipos de órbita: 

Elíptica
- são os cometas periódicos. Esse tipo de órbita é geralmente é provocada pela influência gravitacional dos planetas, pricipalmente Júpiter e Saturno, que têm a tendência de prenderem os cometas ao sistema solar.

Parabólica e Hiperbólica
- que se aproximam uma única vez do Sol e retornam ao espaço inter-estelar. São os cometas não periódicos.
Fonte: ESTADÃO

Espaço interestrelar

O espaço interestrelar é uma região do espaço que fica fora do Sistema Solar. Depois da heliosfera fica o espaço interestrelar que não faz parte do Sistema Solar. O espaço interestrelar é formado por gases como hidrogênio e hélio que vem de outros sistemas planetários e estrelas. No espaço interestrelar fica a chamada Matéria escura.

Expansão do universo traz limites para exploração humana

Imagem do projeto GigaGalaxy Zoom mostra área central da Via-Láctea; aceleração da expansão do universo limita exploração

Quão longe um astronauta conseguiria viajar em seu tempo de vida? Resposta: bilhões de anos-luz. No entanto, mesmo com foguetes que pudessem nos levar para perto da velocidade da luz --equipamentos fictícios em termos práticos--, a expansão do universo acabaria por nos deixar para trás. A energia escura --a força misteriosa por trás da aceleração da expansão do universo-- coloca um limite na exploração humana dele, diz Juliana Kwan, da Universidade de Sydney em New South Wales, Austrália, que agora refinou o possível limite futuro de nossas viagens.

Luz
Desde que os astrônomos descobriram que a expansão do universo está acelerando, muitos tentaram imaginar o quanto isto iria restringir o que poderíamos sequer ver com telescópios no futuro. Ocorre que regiões distantes do universo vão acabar por se expandir tão rápido que a luz de qualquer objeto lá pode jamais nos alcançar. O mais distante que a luz emitida por nosso Sol hoje poderia alcançar estaria por volta de 13,7 bilhões de anos-luz de distância. Isso corresponde, em anos, à idade atual do nosso universo.

 
Superfoguete" 
De acordo com cálculos anteriores feitos por Jeremy Heyl, da Universidade da Colúmbia Britânica, em Vancouver, e publicados em artigo no periódico "Physical Review", um "foguete super-avançado" poderia fazer todo este percurso em um tempo de vida humana. Uma aceleração por volta de nove metros por segundo a cada segundo poderia conseguir alcançar 99% do caminho para o "horizonte" da expansão. Apesar da vasta distância, isto iria tomar cerca de 50 anos para um astronauta, porque o tempo passaria mais lentamente na nave devido à relatividade.

Agora, em um artigo que aparece no "Publications of the Astronomical Society of Australia", Juliana Kwan e seus colegas descobriram que a viagem poderia levar ainda menos tempo. Baseados nos valores cósmicos mais recentes para a energia escura e outros parâmetros, eles mostraram que um astronauta poderia fazer a jornada em apenas 30 anos. Mas seus cálculos também sugerem que fazer a tripulação retornar para casa já seria um desafio em si. Mesmo pequenas incertezas na força da energia escura --assunto altamente discutido hoje-- ou a densidade total de matéria no universo poderia fazer com que uma espaçonave não pudesse alcançar a Terra por milhões de anos-luz.

Começar a desaceleração apenas um segundo mais tarde poderia fazê-la ultrapassar a Via Láctea, diz Kwan: "Você efetivamente ficaria perdido no espaço".  Além disso, mesmo se você parasse no lugar certo, você ainda ficaria desapontado no retorno. Cerca de 70 bilhões de anos teriam passado na Terra, então o Sol já teria acabado há muito tempo, levando a Terra com ele, e a paisagem estaria praticamente toda escura. Afinal, comparado com esse gigantesco tempo de retorno, de acordo com o físico Caius Lucius Selhorst, da Universidade do Vale do Paraíba, o Sol, atualmente com 4,5 bilhões de anos, já está na metade de sua vida prevista.
Fonte: Universidade de Sydney

6 de dez de 2009

Via Láctea e Andrômeda

Foto no infravermelho da Via-Láctea. Cortesia:- COBE project, NASA
 Nossa estrela mãe, o Sol, e sua vizinha mais próxima, Alfa Centauro, não são estrelas isoladas no espaço. Elas fazem parte de um conjunto de cerca de 1 bilhão de outras estrelas que formam a nossa Galáxia, a Via-Láctea.  Em uma noite de céu limpo e em um local afastado das luzes da cidade, podemos ver uma faixa de aspecto leitoso no céu. Esta faixa leitosa de luz difusa pode ser vista de qualquer local da Terra e em qualquer época do ano. Até a invenção do telescópio ninguém sabia o que significava essa faixa leitosa ou Via-Láctea ("Milky Way" em inglês). Foi só há cerca de 300 anos que os primeiros telescópico revelaram que essa faixa era composta de estrelas. Há 70 anos, telescópios mais poderosos fizeram uma revelação mais surpreendente ainda. A Via-Láctea é apenas uma dentre milhões e milhões de outras galáxias. A foto acima mostra a nossa galáxia vista de lado, pois, da posição de nosso Sistema Solar não podemos vê-la de outro modo. Mas, na realidade, a Via-Láctea é uma galáxia espiral muito parecida com a galáxia vizinha, Andrômeda, mostrada na figura abaixo. O nosso Sistema Solar acha-se afastado cerca de 40.000 anos-luz do centro da Via-Láctea que mede cerca de 100.000 anos-luz de diâmetro. Em outros termos, nós nos encontramos na periferia da Via-Láctea.         
Galáxia de Andrômeda (M31). Cortesia:- NASA
A galáxia de Andrômeda é a mais próxima da Via-Láctea. Acredita-se que a Via-Láctea seja muito parecida com Andrômeda. Juntas, estas duas galáxias fazem parte de um grupo com várias outras galáxias, chamado Grupo Local de Galáxias. A luz difusa de Andrômeda é causada por centenas de bilhões de estrelas que fazem parte da mesma. Na foto, as diversas estrelas isoladas que aparecem ao redor de Andrômeda, são na realidade estrelas de nossa galáxia que estão em frente à Andrômeda que se acha bem mais atrás. Andrômeda é também chamada de M31, pois é o trigésimo primeiro objeto de uma lista (Lista de Messier) de objetos celestes de luz difusa. Andrômeda está tão longe que sua luz leva mais de 2 milhões de anos para chegar até nós, ou seja, a foto que vemos acima, corresponde ao que era Andrômeda a 2 milhões de anos atrás. Entretanto, mesmo 2 milhões de anos não é grande coisa comparado com a idade do Universo. É muito provável que a Andrômeda de hoje seja praticamente o que mostra a foto. Muita coisa ainda precisa ser esclarecida com relação a nossa galáxia vizinha. Um fato que permanece sem explicação é o núcleo duplo de Andrômeda.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/

4 de dez de 2009

Qual é a idade do Universo?

O Universo tem 13,7 bilhões de anos, com uma margem de erro de 0,2 bilhão para mais ou para menos. Dito assim, parece simples, mas, para chegar a esse valor, os cientistas se bateram durante quase 80 anos. Em 1929, o astrônomo americano Edwin Hubble percebeu que as galáxias estavam se afastando umas das outras e descobriu que, quanto maior a distância, mais alta a velocidade de distanciamento. Isso significa que o Universo está se expandindo, e, portanto, ele deve ter tido um começo. O trabalho do americano possibilitou que o modelo de Universo estático, que dominava a ciência, fosse revisto e desse origem à tese do big-bang.

A par ti r do cálculo da distância e da velocidade atuais, seria possível descobrir há quanto tempo as galáxias estão se movimentando – e, portanto, quando foi exatamente que o nosso Universo começou.  Para mapear o Universo e descobrir sua idade, o astrônomo desenvolveu uma relação, conhecida como Lei de Hubble. Ele mesmo fez as contas e chegou à conclusão de que o Universo tinha 2 bilhões de anos. Acontece que, na época, já se sabia que a Terra e o Sol eram mais velhos do que isso (para o nosso planeta falava-se em 6,5 bilhões, e hoje temos como certa a idade de 4,5 bilhões). Algo estava muito errado aí, e era o valor da constante de Hubble, calculada a partir da distância estimada entre as galáxias.

 O pesquisador dizia que ela tinha o valor de 550 quilômetros por segundo por megaparsec (unidade de medida que corresponde a 3 milhões de anos-luz). Começou então u m lento e difícil trabalho de recálculos e refinamentos dessa constante. Cada nova informação a respeito das distâncias entre os corpos espaciais provocava nova onda de tensão entre os astrônomos. Em 1952, o astrônomo alemão Walter Baade provou que o Universo era pelo menos duas vezes mais velho do que a Terra. Nos anos seguintes, boa parte dos cientistas adotou 20 bilhões de anos.

Era um valor confortável, já que a idade de muitas estrelas era estimada entre 14 e 16 bilhões. Nos anos seguintes, um grupo de físicos chegou à conclusão de que o cálculo mais cor reto estava em torno dos 10 bilhões. A partir do final da década de 1980, com o auge da construção de telescópio s espaciais, novos pesquisadores chegaram aos resultados mais variados, sempre dentro da faixa de 10 a 20 bilhões. Até que, em 1996, o telescópio espacial Hubble forneceu dados que levaram os pesquisadores ao número preocupante de 8 bilhoes.

 Houve quem chegasse a duvidar da teoria do big-bang. No começo da década de 1990, o satélite europeu Hipparcos mediu a distância de milhares de estrelas com uma precisão 100 vezes maior do que a que se conseguia até aquele momento. Com isso, a idade das estrelas mais velhas foi reduzida de 16 para 13 bilhões. Ainda assim, era preciso refazer os cálculos ou explicar os dados fornecidos pelo Hubble.Foi o que dezenas de pesquisadores fizeram e, pela primeira vez, chegaram todos a resultados muito parecidos. Hoje, a constante de Hubble fica em torno de 71 quilômetros por segundo por megaparsec, e a idade do Universo está fixada, com um grau razoável de segurança, em 13,7 bilhões. Pelo menos até que novas informações venham a exigir novos cálculos.

Revelado o tamanho do Universo

O Universo tem pelo menos 156 bilhões de anos-luz (um ano-luz equivale a 9,5 trilhões de km) de largura. Estimativa feita por astrônomos norte-americanos com base em dados obtidos por sonda dedicada ao estudo da radiação cósmica de fundo, também chamada de eco do Big Bang — a explosão primordial que teria dado origem ao Cosmo. O eco contém informações sobre como era o Universo em seus primórdios e como seria o seu desenvolvimento. Estima-se que o Cosmo tenha cerca de 13,7 bilhões de anos de idade, mas a expansão observada desde o Big Bang faz com que medidas tradicionais de distância não se apliquem. Esta estimativa de idade é proveniente de duas linhas independentes de investigação: a que pesquisa a idade das estrelas e a que estuda a expansão do Universo. Elas indicam que a radiação que nos chega proveniente dos primórdios do Universo está viajando há mais de 13 bilhões de anos. Mas as conclusões a que se chegam a partir desse dado — de que o raio do Universo tem 13,7 bilhões de anos-luz e de que sua largura é de 27,4 bilhões de anos-luz — não estariam corretas. Os astrônomos chegaram à conclusão de que o Universo é bem mais complexo, sobretudo porque está em expansão desde o Big Bang quando a energia, o espaço e o tempo surgiram.

Pesquisadores refizeram cálculos sobre o Cosmo

Em estudo publicado na ‘Physics Review Letters’, Neil Cornish, da Universidade do Estado de Montana, e sua equipe sustentam que a distância coberta pela luz aumenta com a expansão do Universo e que, por isso, medições tradicionais não se aplicariam para estimar o tamanho do Cosmo. Um milhão de anos depois do Big Bang, por exemplo, o Universo era cerca de mil vezes menor do que é hoje. De acordo com a nova teoria, isso significaria que a medida de um ano-luz (a distância percorrida pela luz em um ano) daquela época seria equivalente, hoje, a mil anos-luz. Quando essa expansão é levada em conta, conclui-se que o Universo seria muito maior do que se imaginava. Não se poderia mais dizer que a radiação dos primórdios do Universo viajou 78 bilhões de anos-luz até nos alcançar. Significaria que o ponto inicial de uma luz que vemos hoje não está viajando há 13,7 bilhões de anos, mas está a 78 bilhões de anos-luz de distância.
Fonte: Astronomy.com

"Casulos estelares" podem ter sido berço de buracos negros

Os buracos negros não podem ser detectados diretamente pelos astrônomos, mas sim por sinais indiretos, como movimento de matéria estelar girando em torno deles. [Imagem: NASA]

 
Buracos negros gigantes
Um estudo feito nos Estados Unidos propõe uma nova teoria para a formação de buracos negros "supermassivos" - com massas milhões ou até bilhões de vezes maiores que a do Sol -, sugerindo que eles se formaram em "casulos" de gás dentro de estrelas. O estudo apresenta uma alternativa à teoria mais aceita hoje em dia sobre a formação desses eventos cósmicos, a de que eles surgiram a partir da união de um grande número de buracos negros pequenos.
 
Questão genética
O astrônomo que liderou o estudo, Mitchell Begelman, da Universidade do Colorado, analisou os buracos negros surgidos a partir de estrelas supermassivas que nasceram nos primórdios do universo. Segundo ele, em alguns casos, o núcleo dessas estrelas entra em colapso, formando buracos negros - que, devido ao tamanho dessas estrelas, já nascem maiores do que buracos negros comuns. Em um segundo estágio de formação, esses buracos negros passam a engolir a matéria ao redor, dentro da estrela, formando um "casulo" e inchando até engolir o que restou do material que formava a estrela. "O que é novo aqui é que acreditamos ter encontrado um novo mecanismo relativamente rápido de formação desses gigantes", disse Begelman.

Invisíveis
Os buracos negros são objetos cósmicos extremamente densos, formados, acredita-se, pelo colapso de estrelas, e com um campo gravitacional tão forte que nada, nem mesmo a luz, é capaz de escapar da sua atração. Esses eventos não podem ser detectados diretamente pelos astrônomos, mas sim por sinais indiretos, como movimento de matéria estelar girando em torno deles.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br

Química das estrelas denuncia presença de planetas extrassolares

Visão artística de uma estrela jovem cercada por um disco protoplanetário, a partir do qual os planetas se formarão. Nesse processo, algum fenômeno físico ainda não explica causa a destruição do lítio presente na estrela.[Imagem: ESO/L. Calçada]
A ciência levou séculos para destruir a ideia mística de que a Terra era o centro do Universo. Não foi tanto tempo, mas demorou para que os próprios cientistas admitissem que havia planetas circundando outras estrelas que não o Sol. Quanto tempo ainda levará para que a ciência admita que a vida não é exclusividade da Terra é uma questão em aberto. Mas é também uma questão que está ficando mais fácil de responder conforme aumenta a quantidade de planetas extrassolares localizados, que já se contam às centenas. E esse número agora deverá aumentar em um ritmo ainda mais intenso.


Olhando para as estrelas - E uma nova técnica poderá facilitar ainda mais a localização de planetas fora do Sistema Solar. A sonda espacial Corot está fazendo um trabalho brilhante, o telescópio Kepler já está aquecendo seus instrumentos científicos e os próprios cálculos dos astrônomos melhoraram muito, permitindo que planetas fossem encontrados até mesmo no arquivo morto do telescópio Hubble. Mas ficaria ainda mais fácil encontrar sistemas planetários espalhados pela galáxia se fosse possível detectá-los analisando diretamente apenas a sua estrela, sem precisar esperar que os planetas transitem entre a estrela e nossos observatórios.

Lítio sumido - Isto agora é possível, graças a uma descoberta feita por cientistas do observatório europeu ESO. "Por quase 10 anos nós vimos tentando descobrir o que distingue as estrelas com sistemas planetários das estrelas solitárias," conta Garik Israelian, um dos autores da pesquisa. "Nós agora descobrimos que a quantidade de lítio presente nas estrelas semelhantes ao Sol depende se ela tem ou não planetas." Há décadas os astrônomos perceberam que o Sol tinha uma quantidade pequena demais de lítio em comparação com outras estrelas, mas ninguém havia encontrado uma explicação razoável para a anomalia. Com a descoberta de centenas de planetas extrassolares - também conhecidos como exoplanetas  os cientistas puderam finalmente comparar as estrelas em torno das quais esses planetas giram. E descobriram um traço distintivo: a baixa concentração de lítio. "A explicação desse quebra-cabeças de mais de 60 anos surgiu para nós de forma extremamente simples. Falta lítio no Sol porque ele tem planetas," diz Israelian.

Elemento pré-histórico - Depois de analisar mais de 500 estrelas, incluindo 70 que possuem planetas, os cientistas descobriram que a maioria das estrelas com planetas possui menos de 1% da quantidade de lítio existente nas estrelas sem planetas. Os cientistas descartaram várias outras possibilidades para explicar a ausência de lítio, incluindo a idade das estrelas. Ao contrário da maioria dos outros elementos mais leves do que o ferro, os núcleos leves do lítio, do berilo e do boro não são produzidos em quantidades significativas nas estrelas. Os cientistas acreditam que o lítio especificamente, composto de apenas três prótons e quatro nêutrons, deve ter sido produzido nos primeiros momentos do Universo, logo após o Big Bang.

Seleção de estrelas candidatas - Desta forma, a maioria das estrelas tem quantidades semelhantes de lítio, a menos que elas o destruam. Os mecanismos pelos quais o nascimento dos planetas destrói o lítio de suas estrelas ainda estão por ser desvendados.  "Há várias formas pelas quais um planeta pode conturbar os movimentos internos da matéria no interior da sua estrela, com isso causando rearranjos na distribuição dos vários elementos químicos e possivelmente causando a destruição do lítio. A bola agora está com os teóricos, para que eles tentem vislumbrar qual possibilidade é mais plausível," disse Michel Mayor, outro membro da equipe. Sem depender da explicação, o fato é que os cientistas agora contam com uma nova forma, mais rápida e mais barata, de procurar por sistemas planetários. A técnica também deverá ser utilizada pelas equipes que já utilizam outros métodos, refinando o seu campo de busca e selecionando as estrelas mais promissoras para que novos planetas possam ser encontrados.
Fonte: Inovação Tecnologica

Astrônomos encontram estrela 35 vezes mais quente que o Sol

A Nebulosa do Inseto, que está a cerca de 35 mil anos-luz da Terra, na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares já vistas. [Imagem: Anthony Holloway & Tim O'Brien, JBCA.]
Astrônomos da Universidade de Manchester, na Grã-Bretanha, descobriram uma das estrelas mais quentes da galáxia, com uma temperatura 35 vezes maior do que a temperatura do Sol. Segundo os cientistas, esta é a primeira vez que a estrela, que fica na Nebulosa do Inseto, foi observada e retratada. A sua temperatura é superior a 200 mil graus Celsius. "Esta estrela foi muito difícil de ser encontrada porque ela está escondida atrás de uma nuvem de poeira e gelo no meio da nebulosa", disse o professor Albert Zijlstra, da Universidade de Manchester.

Futuro do Sol
 

De acordo com o pesquisador, nebulosas planetárias como a do Inseto se formam quando estrelas que estão morrendo ejetam gás no espaço. "Nosso Sol vai fazer isso em cerca de cinco bilhões de anos. A Nebulosa do Inseto, que está a cerca de 35 mil anos-luz [da Terra,] na constelação de Escorpião, é uma das nebulosas planetárias mais espetaculares." "Nós fomos extremamente sortudos que tivemos a oportunidade para capturar esta estrela próximo ao seu ponto mais quente. De agora em diante ela vai se resfriar na medida em que vai morrendo", disse o autor do artigo, Cezary Szyszka, que trabalha no European Southern Observatory.

Mecanismo desconhecido
 

Zijlstra e sua equipe usaram o telescópio Hubble para encontrar a estrela. Em setembro, o telescópio foi reformado, com a instalação de mais uma câmera. As imagens capturadas pelo Hubble serão publicadas na próxima semana na revista científica Astrophysical Journal. "Este é um objeto verdadeiramente excepcional." egundo o cientista Tim O'Brein, da Universidade de Manchester, ainda não se sabe como uma estrela do tipo ejeta sua massa para formação de nebulosas.

Buracos negros devoram estrelas de dentro para fora

     
Visão artística de um buraco negro sugando matéria de uma estrela vizinha.[Imagem: NASA]

Erupções de raios gama

O modelo atualmente aceito pela comunidade científica propõe que o plasma aquecido por neutrinos no disco de matéria que se forma ao redor de um buraco negro está na origem das erupções de raios gama, feixes monumentais de radiação de altíssima energia que volta e meia chegam até a Terra. Esses flashes contêm radiação similar à radiação emitida pela explosão de armas nucleares - felizmente a atmosfera terrestre a absorve inteiramente, nunca atingindo o solo, o que fez com que elas somente fossem descobertas por telescópios espaciais.

Engolidores de estrelas

Mas o professor Serguei Komissarov, da Universidade de Leeds, na Inglaterra, não apenas não acredita que esse modelo explique bem a realidade, como acha que esses jatos cósmicos de alta energia têm uma origem bem mais dramática. Segundo ele, as erupções de raios gama vêm diretamente dos buracos negros, quando eles avançam em direção às estrelas vizinhas e as engolem. Para elaborar sua teoria, Komissarov baseou-se em dados coletados pelo observatório espacial Swift, que indicam que a fonte central do jato de radiação opera por até 10.000 segundos - muito mais do que o modelo baseado em neutrinos consegue explicar. O matemático acredita que esta é uma evidência para a origem eletromagnética das erupções de raios gama, ou seja, os jatos de radiação viriam diretamente de um buraco negro em alta rotação e seria o estresse magnético causado por esta rotação que focaria e aceleraria o fluxo de radiação. Para que o mecanismo previsto pela "teoria dos neutrinos" faça sentido, a estrela que está colapsando deveria estar girando extremamente rápido, o que aumentaria a duração do próprio colapso estelar, conforme a gravidade sofresse a oposição da fortíssima força centrífuga.

Parasitas cósmicos

Uma explicação alternativa, particularmente peculiar, envolve não uma estrela que está entrando em colapso, mas uma estrela invadida por buraco negro que componha com ela um sistema binário. O buraco negro age como um parasita, mergulhando em direção à estrela normal, girando-a com sua fortíssima força gravitacional enquanto avança em direção ao centro da estrela, devorando-a de dentro para fora. "O modelo de neutrinos não consegue explicar as erupções de raios gama particularmente longas e nem as observações do Swift, uma vez que a velocidade na qual o buraco negro engole a estrela cai rapidamente. Mas o mecanismo magnético explica as duas situações," diz Komissarov. "Nosso conhecimento sobre a quantidade de matéria que se junta ao redor de um buraco negro e a velocidade de rotação da estrela nos permitem calcular qual será a duração das erupções de raios gama - e os resultados se correlacionam muito bem com as observações dos telescópios," acrescenta ele.

3 de dez de 2009

O que é uma Nebulosa Planetária

NGC 6543, Nebulosa Olho de gato
Uma nebulosa planetária é um objecto astronómico que é constituido por um invólucro brilhante de gases e plasma, formado por certos tipos de estrelas no período final do seu ciclo de vida. Não estão de todo relacionadas com planetas; o seu nome é originário de uma suposta similitude de aparência com planetas gigantes gasosos. Têm um período de existência pequeno (dezenas de milhares de anos) quando comparado com o tempo de vida típico das estrelas (vários bilhões de anos). Existem cerca de 1500 destes objectos na nossa galáxia.

As nebulosas planetárias são objectos importantes em astronomia por desempenharem um papel na evolução química das galáxias, libertando material para o meio interestelar, enriquecendo-o com elementos pesados e outros produtos de nucleossíntese (carbono, nitrogênio, oxigénio e cálcio). Noutras galáxias, as nebulosas planetárias poderão ser os únicos objectos observáveis de maneira a poderem ser retiradas informações acerca da abundância de elementos químicos.Nos anos mais recentes, as imagens fornecidas pelo telescópio espacial Hubble revelaram que as nebulosas planetárias poderão adquirir morfologias extrememente complexas e variadas. Cerca de um quinto são esféricas, mas a maioria não adopta esta morfologia. Os mecanismos producentes desta grande variedade de formas não são totalmente conhecidos mas as estrelas binárias, o vento estelar e os campos magnéticos podem desempenhar um papel importante.
NGC 6853, Nebulosa do Haltere
Fonte:Wikipédia

Observações de Nebulosa planetárias

 As nebulosas planetárias são geralmente objectos ténues e nenhum é visível a olho nu. O primeiro destes objectos a ser descoberto foi a nebulosa de Dumbbell na constelação de Vulpecula, observado por Charles Messier em 1764 e listado como M27 no seu catálogo astronómico. Para os primeiros observadores (com telescópios de baixa resolução), M27 e outras nebulosas a seguir descobertas, assemelhavem-se a gigantes gasosos. William Herschel, que descobriu o planeta Urano, chamou-lhes 'nebulosas planetárias' apesar de não terem qualquer semelhança com planetas.

NGC 2392, Nebulosa do Esquimó

Tempo de vida
  Os gases das nebulosas planetárias afastam-se da estrela central a uma velocidade aproximada de alguns quilómetros por hora. Simultaneamente à expansão dos gases, a estrela central arrefece à medida que irradia a sua energia - as reacções de fusão pararam porque a estela não tem a massa necessária para gerar no seu núcleo as temperaturas requeridas para se dar a fusão de carbono e oxigénio. Eventualmente, a temperatura estelar irá arrefecer de tal maneira que não poderá ser libertada suficiente radiação ultravioleta para ionizar a nuvem gasosa cada vez mais distante. A estrela transforma-se numa anã branca e o gás adjacente recombina-se, tornando-se invisível. Para uma nebulosa planetária tipica deverão passar 10 mil anos entre a sua formação e a recombinação dos gases.

Nebulosas Difusas

As nebulosas brilhantes - são, geralmente, vastas concentrações de gás e de poeira em que as estrelas estiveram ou estão sendo formadas. Há três tipos principais de nebulosas difusas luminosas:

Nebulosa de Emissão - Nuvens interestelares de hidrogênio incandescente por causa da intensa radiação de estrelas quentes, dentro da nebulosa. As nebulosas de emissão são tipicamente vermelhas.

Nebulosa de ReflexãoAs nuvens de gás e de poeira não emitem nenhuma luz própria, mas brilham porque refletem a luz das estrelas próximas. As nebulosas de reflexão são tipicamente azuis.

Remanescente de Supernova - Uma estrela supermassiva, no fim de sua vida, explodirá, ejetando suas camadas exteriores no espaço interestelar. O exemplo mais famoso é a Nebulosa do Caranguejo, que é o resto da supernova que explodiu em 1054.
Três nebulosas famosas. Na esquerda está a nebulosa do Casulo (IC 5146) - uma densa nebulosa
de emissão em Cygnus. No meio está M78 - uma nebulosa de reflexão perto da nebulosa de Orion.
Na direita está a Nebulosa do Caranguejo - o resto de uma estrela que explodiu.
NGC 7635 é uma nebulosa brilhante que se encontra a 12.000 anos-luz de distância.
Ésta nebulosa é chamada também de Nebulosa da Bolha, por razões óbvias.
Fonte: Atlas Zevallos

Nebulosa Tromba de Elefante (IC 1396)

Esta imagem da nebulosa "Tromba de Elefante" é uma das primeiras imagens obtidas pelo novo telescópio espacial Spitzer. Obtida na região do infravermelho do espectro electromagnético, esta imagem põe a descoberto diversas estrelas jovens em formação nesta região extremamente interessante situada a cerca de 2450 anos-luz de distância. O Telescópio Espacial Spitzer era anteriormente conhecido como Space Infrared Telescope Facility (SIRTF) e tem como objectivo o estudo do Universo na região do infravermelho.
Fonte:  W. Reach (SSC/Caltech), JPL, Caltech, NASA.
Telescópio: Spitzer Space Telescope.

Nebulosa N159

Crédito: M. Heydari-Malayeri (Paris Observatory), WFPC2, HST, ESA, NASA.Telescópio: Telescópio Espacial Hubble (HST).
Na sua procura de estrelas maciças, o Telescópio Espacial Hubble penetrou no interior de mais uma região espectacular de formação de estrelas. Esta nebulosa, designada N159, tem mais de 150 anos-luz de extensão e situa-se na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães. As razões para a sua forma bipolar são ainda
desconhecidas.
Fonte: Portal do Astronomo

A galáxia de Andrómeda (M 31)

Porque é que a galáxia de Andrómeda tem um anel gigante à sua volta? Vista no ultra-violeta, M 31 parece mais uma galáxia anelar do que uma galáxia espiral. De facto, nesta imagem obtida pelo satélite GALEX, lançado no passado mês de. Abril, é bem patente a existência de um anel de estrelas jovens e de várias regiões de formação de estrelas. A origem deste anel com mais de 150000 anos-luz de extensão é desconhecida. A galáxia Andrómeda encontra-se a mais de 3 milhões de anos-luz de distância e é suficientemente brilhante para ser visível ,mesmo sem a ajuda de binóculos, na direcção da constelação com o mesmo nome.
Crédito: GALEX, Caltech, NASA.
Telescópio: GALaxy Evolution Explorer (GALEX).

30 de nov de 2009

Espaço sideral

 Espaço sideral é todo o espaço do universo não ocupado por corpos celestes e suas eventuais atmosferas. É a porção vazia do universo, região em que predomina o vácuo. O termo também pode ser utilizado para se referir a todo espaço que transcende a atmosfera terrestre.

Conceituações
Em astronomia, usa-se a denominação "espaço externo" ou "espaço sideral" para fazer referência a todo espaço que transcende o espaço englobado pela atmosfera terrestre. O espaço sideral é frequentemente subdividido em três subespaços:

1.Espaço interplanetário
designação usada sobretudo para se referir aos espaços existentes entre os planetas do nosso próprio sistema solar. Por extensão, inclui as distâncias entre os eventuais planetas de qualquer sistema estelar, inclusive o nosso.

2.Espaço interestelar
designação usada para se referir às porções de quasi-vácuo existentes entre as estrelas. Refere-se sobretudo aos espaços entre as estrelas da nossa própria galáxia: a Via Láctea.

3.Espaço intergalático
designação usada para se referir às desoladas vastidões existentes entre as galáxias. Da Via Láctea à sua galáxia-satélite mais próxima, a Grande Nuvem de Magalhães, esta vastidão é da ordem de 152 mil anos-luz de distância. E, da Via Láctea até Andrômeda (que é sua galáxia-irmã e a mais próxima com forma e tamanho similares), são cerca de 2 milhões e 200 mil anos-luz de distância. A partir daí, as distâncias são imensamente maiores.
Fonte: Wikipédia
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...