30 de set de 2009

Estrela Antares

Alpha Scorpii conhecida como Antares é a estrela (na verdade é uma estrela binária) mais brilhante da Constelação de Escorpião e estando localizada no centro da mesma. Por sua forte coloração avermelhada e localização na constelação é conhecida também por Coração do Escorpião. 
Antares é uma supergigante vermelha, distante aproximadamente 600 anos-luz da Terra, 700 vezes maior que nosso Sol, e aproximadamente 980 milhões de vezes o volume da Terra (estima-se um raio aproximadamente igual a órbita de Marte) e 10.000 vezes mais brilhante, porém a sua massa está calculada entre 15 e 18 vezes a massa solar. A temperatura média de sua superfície é de aproximadamente 3500 K (aproximadamente 3226,85 °C). O grande tamanho e a pouca massa leva Antares a ter uma densidade muito baixa.É conhecida como uma das quatro estrelas guardiãs do céu.
O nome Antares é derivado de Anti-Ares (Anti-Marte), pois Antares se assemelha em sua cor avermelhada e brilho a Marte, rivalizando com o planeta.
Fonte:Astronomia Viva

Estrela Vega

Alpha Lyrae (α Lyr) mais conhecida como Vega é a estrela mais brilhante da constelação de Lira e a quinta estrela mais brilhante do céu, separada do nosso sistema solar por 25 anos-luz o que equivale a 236.520.000.000.000 de quilômetros da terra (aproximadamente 1.576.800 UA de distância), o que a torna uma das estrelas mais próximas do nosso Sol. Vega tem como diâmetro 4.315.000 km, em comparação com a Terra (12.756 km) Vega é 338 vezes maior e 3 vezes maior do que o nosso sol. Considerada uma estrela nova, com pouco mais de 1 milhão de anos desde sua formação, um décimo do tempo do nosso Sol, tem duas vezes e meia a massa e cinqüenta vezes mais intensidade de brilho que nossa estrela.

Astrônomos calcularam a temperatura da estrela em cerca de 10.000 Kelvin nas regiões polares e 7.600 Kelvin na linha equatorial. Vega tem um anel de poeira e gases a sua volta, o que na época de sua descoberta, nos anos 80, imaginou-se ser um início de formação planetária, mas estudos mais recentes chegaram a conclusão de que mais provavelmente se trata de detritos de massas celestes, devido exatamente a idade relativamente jovem de Vega. Mesmo que ali existam planetas, é pouco provável que exista vida neles, devido ao pouco tempo de formação da estrela. O famoso cientista e escritor Carl Sagan, ao escrever um de seus maiores sucessos literários, Contato - estrelado no cinema pela atriz Jodie Foster – coloca Vega como ponto de encontro de uma civilização infinitamente mais adiantada que a nossa.
Representação da estrela Vega
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

29 de set de 2009

Imagens revelam como será a morte do Sol

Imagens de várias nebulosas planetárias, obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble (Foto: STScI/Nasa/ESA)
Objetos mostram o que vai acontecer com nossa estrela daqui a 5 bilhões de anos.  Fenômeno ocorre após o astro consumir todo o combustível em seu núcleo. Quatro objetos diferentes estão dando aos astrônomos pistas importantes de como será o futuro trágico do nosso Sol. Eles foram observados em detalhe pelo Telescópio Espacial Hubble e, pelo menos vistos de longe, são bem bonitos.  De perto, no entanto, eles representam o último suspiro de estrelas como a nossa. Depois de queimar hidrogênio (substância mais abundante do Universo) em seu interior por cerca de 10 bilhões de anos, a escassez desse material faz com que a estrela inche e se dilua, tornando-se uma gigante vermelha. Durante essa fase, ela usa outro combustível -- hélio -- para continuar vivendo.  Ocorre que esse combustível também vai acabar. Quando isso acontece, a estrela implode sobre si mesma, conduzida pela gravidade. O que resta é uma anã branca, no interior. Ao redor, gerada pela atmosfera da estrela moribunda, surge uma chamada nebulosa planetária. Essa nuvem de gás, composta pelos restos da atmosfera da estrela morta, existe por pouco tempo -- cerca de 10 mil anos, contra os 10 bilhões de anos da vida do astro.  As imagens acima mostram as nebulosas planetárias em diferentes estágios de evolução, da mais nova (à esquerda e acima) à mais velha (à direita e abaixo). Os cientistas esperam que os dados ajudem a prever como vai ser daqui a 5 bilhões de anos, quando o Sol também chegar à fase final de sua vida.
Fonte:G1

Achado primeiro planeta extra-solar habitável

Situado a 20,5 anos-luz do Sol, Gliese 581c teria condições de 
brigar água líquida em sua superfície.
Representação artística do sistema planetário em órbita da estrela Gliese 581. No primeiro plano, o planeta extra-solar recém-descoberto, capaz de ter água líquida em sua superfície (arte: ESO).
Um planeta parecido com a Terra, possivelmente com condições de abrigar vida, foi descoberto por astrônomos europeus. Com cinco vezes a massa da Terra e o raio 50% maior que o de nosso planeta, Gliese 581c é o menor planeta extra-solar já encontrado. Sua temperatura média foi estimada entre 0 e 40ºC, o suficiente para abrigar água líquida em sua superfície. O planeta percorre uma órbita de 13 dias em torno da estrela Gliese 581, uma anã-vermelha situada a 20,5 anos-luz do Sistema Solar, na constelação de Libra. A distância entre os dois astros é 14 vezes menor que aquela que separa a Terra do Sol. Ainda assim o planeta está situado em uma região habitável, já que Gliese 581 tem um terço da massa do Sol e uma luminosidade 50 vezes menor.

 A superfície do planeta deve ser rochosa ou coberta por oceanos, de acordo com modelos usados pela equipe de Stéphane Udry, do Observatório de Genebra (Suíça), responsável pela descoberta. Os pesquisadores submeteram um artigo que descreve o novo astro para publicação na revista Astronomy and Astrophysics . Gliese 581c foi identificado por um aparelho acoplado a um telescópio do Observatório do Sul da Europa situado no Chile. “O instrumento mede variações na velocidade radial da estrela provocadas pela atração gravitacional que o planeta exerce sobre ela”, explica à CH On-line Thierry Forveille, astrônomo do Observatório de Grenoble (França) e co-autor do estudo. “O método é o mesmo usado na descoberta da maior parte dos planetas extra-solares, mas os avanços na precisão das medições têm permitido encontrar planetas de massa menor.”    
Situada a 20,5 anos-luz do Sistema Solar, a Gliese 581 é uma das cem estrelas mais próximas do Sol (foto: Digital Sky Survey).
 
Sistema com três planetas

A mesma equipe havia identificado há dois anos um outro planeta na órbita da Gliese 581, com massa 15 vezes maior que a da Terra, similar à de Netuno. Novas medições acabaram mostrando que havia mais dois planetas no sistema – além do Gliese 581c, o grupo descreve no mesmo artigo um terceiro planeta, com massa oito vezes maior que a da Terra.   A equipe espera confirmar em breve que há água líquida na superfície do novo astro. “Se tivemos sorte, a orientação da órbita de Gliese 581c permitirá que comparemos a luz da estrela quando o planeta está diante e atrás dela. Com isso, poderemos isolar a luz do planeta e, assim, identificar assinaturas específicas da sua atmosfera e da água em particular”, conta Forveille. O francês reconhece, no entanto, que a probabilidade de que o grupo tenha essa sorte é de apenas alguns pontos percentuais. “Caso isso seja impossível, teremos que esperar o desenvolvimento de instrumentos e satélites que permitam analisar sinais fracos ao lado de sinais muito mais brilhantes, o que pode demorar mais alguns anos.”
Fonte:Ciência Hoje On-line

Astrônomos acham planeta de gelo quente

Astro fica a 30 anos-luz da Terra e pode ter criado estado exótico da água por pressão. Achado abre caminho para detecção de planetas só com oceanos.   
Concepção artística mostra como seria planeta de "gelo quente". (Imagem: Nasa/Divulgação).
Parece piada de astrônomo, mas pode ser a mais pura verdade: um planeta cujo principal componente é gelo. Quente. A uma temperatura de 300 graus Celsius, para ser mais exato. A descoberta dessas propriedades planetárias para lá de exóticas foi anunciada por uma equipe internacional de astrônomos, incluindo cientistas da Suíça, de Israel e da Bélgica. Usando um telescópio do Observatório François-Xavier Bagnoud, na Suíça, eles observaram a passagem do planeta GJ436b diante de sua estrela-mãe e puderam estimar seu diâmetro. O planeta já era conhecido dos pesquisadores desde 2004, mas havia sido originalmente detectado por outro método, que mede a influência gravitacional do planeta sobre sua estrela e, portanto, sua massa. Ao juntar o diâmetro do planeta -- cerca de 50 mil km -- com sua massa, próxima da de Netuno, os pesquisadores foram capazes de estimar suas estranhas propriedades.

Gelo quente

O planeta GJ436b está a 30 anos-luz da Terra e gira em torno de uma anã vermelha, estrela bem menor e mais fria que o Sol. No entanto, ele está a uma distância muito mais próxima de sua estrela do que Mercúrio está do nosso Sol, o que significa que a temperatura de sua superfície é igual ou superior a 300 graus Celsius. Ao mesmo tempo, ele não é nem grande e rarefeito o suficiente para ser um gigante gasoso, como Júpiter, nem pequeno e compacto o suficiente para ser um planeta rochoso, como a Terra.  Os cientistas sugerem que, na atmosfera do planeta, a água apareceria na forma de vapor, por causa das altas temperaturas. Mas, conforme se desce para o interior do planeta, a pressão se tornaria tão grande que a água acabaria chegando ao estado sólido, mesmo com a temperatura alta. Esse "gelo quente" é um dos muitos estados possíveis da água sob alta pressão, lembrando a transformação do carbono em diamante nas mesmas condições. Para a equipe, o achado também sugere que planetas-oceano -- formados inteiramente por água líquida -- são possíveis. Bastaria que um planeta com a mesma composição se colocasse numa posição mais amena e menos quente ao redor de sua estrela.
Fonte: www.nasa.gov

Telescópio flagra ‘chuva’ em sistema estelar

Imagem revela como a água chega aos planetas em formação.Descoberta vai ajudar astrônomos a entender como surgem os planetas como a Terra. 
Astrônomos observaram pela primeira vez como a água chega a planetas em formação. O Telescópio Espacial Spitzer flagrou uma imensa quantidade do ingrediente básico da vida como conhecemos (cerca de cinco vezes o total que existe nos oceanos da Terra) em um jovem sistema estelar. A água, em forma de vapor, está “chovendo” e atingindo o disco de poeira onde planetas vão se formar. Batizado apenas de NGC 1333-IRAS 4B, o sistema estelar cresce, como uma lagarta, dentro de um casulo, feito de gás e poeira. Dentro dele, está o disco que fornece o material básico para a formação planetária. O gelo da parte externa desse casulo é a origem da água que vira vapor ao atingir o disco. “Na Terra, a água veio de asteróides e cometas. Água também existe em forma de gelo nas densas nuvens que formam estrelas. Agora, vemos que essa água, caindo em forma de gelo de um casulo de um jovem sistema estelar em direção ao seu disco, se vaporiza na chegada. Esse vapor, mais tarde, vai congelar e ser encontrado em asteróides e cometas”, diz Dan Watson, da Universidade de Rochester, o líder do estudo que apareceu na revista “Nature”.
Fonte: http://g1.globo.com/ =

Maior planeta extra-solar não deveria existir

Mais recente achado da astronomia é tão estranho que não se encaixa na teoria. Planeta é 70% maior que Júpiter e menos denso do que uma rolha.
Ilustração mostra como seria o improvável planeta. Na imagem, é possível ver a "cauda" formada por sua atmosfera (Foto: Jeffrey Hall/Lowell Observatory. )
O maior planeta fora do nosso Sistema Solar já detectado é também o menos denso. Essa combinação de fatores surpreendeu os cientistas que divulgaram o achado nesta segunda-feira (6), porque, na teoria, um planeta assim não deveria existir. Chamado apenas de TrES-4, o planeta tem uma densidade tão baixa que não consegue manter o controle sobre sua própria atmosfera, que escapa como uma espécie de cauda de cometa. A 1.400 anos-luz da Terra, na direção da constelação de Hércules, ele é 70% maior que Júpiter (o "grandalhão" de nosso Sistema Solar). Sua densidade média, no entanto, é de apenas 0,2 gramas por centímetro cúbico -- menos do que uma rolha. Uma improbabilidade teórica, o TrES-4 também está com os dias contados, pois sua estrela já gastou todo o hidrogênio de seu núcleo e está prestes a se tornar uma gigante vermelha. Em menos de um bilhão de anos, ele será engolido.Os cientistas observaram o planeta conforme ele passava em frente à sua estrela e bloqueava parte de sua luz. Para isso, usaram telescópios nas Ilhas Canárias, no Arizona e na Califórnia -- e depois confirmaram a descoberta com outros aparelhos, do Havaí e de novo do Arizona. A equipe do Observatório Lowell publicará seus resultados na revista especializada "Astrophysical Journal".

Terra poderá sobreviver à morte do Sol

Descoberta de um planeta que escapou de seu sistema traz novas esperanças quanto ao destino da Terra            
Concepção artística de planeta ao redor da estrela V 391 Pegasi
Entre todas as ameaças à sobrevivência do planeta Terra, uma foge completamente ao controle humano: a hipótese de desaparecimento do Sol. Pode parecer distante, mas dentro de cinco bilhões de anos a morte da estrela-mãe vai acontecer. Chances de vida na Terra serão mínimas, quase nulas. A boa notícia é que, ao contrário do que se imaginava, o nosso planeta não será engolido pelo Sol. Quem garante isso é a equipe do Instituto Nacional de Astrofísica de Nápoles, liderada pelo italiano Roberto Silvotti. Em uma descoberta inédita na astronomia, os cientistas italianos sustentam que a destruição da Terra tem grandes chances de não acontecer.

Mesmo sem vida em sua superfície. Antes de morrer, o Sol começará a devorar os planetas mais próximos de sua órbita em razão do aumento de tamanho. Primeiro engolirá Mercúrio, depois Vênus. Na fila viria a Terra. Trata-se de um fenômeno comum entre as estrelas que esgotam o hidrogênio de seu núcleo e ficam prestes a morrer. Elas aumentam em até 100 vezes sua superfície, passam a utilizar o hélio como combustível na produção de energia e ganham uma coloração avermelhada – fase chamada “gigante vermelha”. Quando se desgastam, elas diminuem bruscamente de tamanho, tornando-se anãs brancas.  Sol passaria por esse processo.

Mas, até recentemente, eles não tinham indícios de que a distância que o separa da Terra seria suficiente para que o nosso planeta pudesse se salvar. Tudo mudou com a descoberta de um planeta que sobreviveu ao “inchaço” de sua estrela central, a V 391 Pegasi, da constelação de Pégaso. A distância entre os dois astros era de 150 milhões de quilômetros, a mesma que separa o Sol da Terra. Assim, eles concluíram que existe uma chance, mesmo que pequena, de a Terra também resistir.  Silvotti, contudo, mostra-se cauteloso. Segundo ele, a Terra é diferente demais do planeta sobrevivente. Chamado de V 391 Pegasi b, o planeta em questão é totalmente gasoso e seu tamanho é três vezes o de Júpiter, o maior planeta do sistema solar.

“Depois dessa descoberta, sabemos que planetas com uma distância orbital semelhante à da Terra podem sobreviver à fase gigante vermelha de suas estrelas”, explica o cientista. No caso da Terra, a forte atividade do Sol durante esse período seria capaz de evaporar as águas de seus oceanos e extinguir a vida em toda sua extensão. Mas, pelo menos, ela escaparia de ser engolida.

-Em cinco bilhões de anos, o Sol aumentará de tamanho e irá engolir Mercúrio e Vênus.

-O V 391 Pegasi b é o primeiro planeta que sobreviveu à fase gigante vermelha de sua estrela central.
-Ele é gasoso e três vezes maior que Júpiter. -A distância que separa o planeta sobrevivente do V 391 Pegasi é de 150 milhões de quilômetros, a mesma entre a Terra e o Sol.

Como sobreviver à morte do sol

Para os padrões do Universo, o Sol é uma estrela de porte médio para pequeno. Está em plena meia-idade, com algo em torno de 4,5 bilhões de anos. Sua vida útil é estimada em cerca de 12 bilhões de anos. Portanto, vá se preparando. Uma hora esse calorzinho acaba.

Banho de Marte
Em 1 bilhão de anos, o aquecimento do Sol vai evaporar nossa água e deixar a Terra inabitável. O mesmo calor deve tornar Marte um bom lugar para viver. Basta que o gelo sob a superfície derreta, garantindo o suprimento de água.

Hello, periferia
As coisas ficarão quentes em Marte em 5,5 bilhões de anos, com o fim do hidrogênio, principal combustível do Sol. A estrela inchará e o calor será insuportável. É o caso de mudar para a perifa, onde residem Plutão e os cometas.

Use óculos escuros
Em 7 bilhões de anos, o Sol concluirá a 1ª fase de expansão, tornando-se uma estrela gigante com diâmetro 166 vezes maior que o atual. Mesmo lá de Plutão será impossível olhar para o Sol sem proteção para a vista.

Volte para um tchau
O Sol voltará a encolher assim que aprender a usar hélio como combustível. É a hora de fazer uma excursão de despedida à Terra. Cuidado para não ficar muito tempo: essa fase dura apenas uns 100 milhões de anos.

Pegue o cobertor
O hélio um dia acaba e o Sol volta a inchar. Ele perde camadas externas até expor o núcleo morto. A partir daí, a temperatura só cai. Restará apenas uma bola do tamanho da Terra, incapaz de gerar calor para sustentar a vida.

Parta desta para uma melhor
Compre um terreninho próximo a uma estrela que lhe garanta calor. Uma dica é procurar a estrela de Barnard, mais próxima entre as anãs-vermelhas, estrelas mais longevas do Universo. Está a 6 anos-luz do sistema solar.
                             Fonte: http://super.abril.com.br

Sonda revela segredos da superfície vulcânica de Mercúrio

Espaçonave Messenger, da Nasa, fez segundo sobrevoo do planeta. Resultados trazem dados de composição e campo magnético do astro.
Imagem de Mercúrio em cor natural, obtida pela sonda Messenger (Foto: Nasa)
O segundo sobrevoo da sonda Messenger, da Nasa, sobre Mercúrio se mostrou revelador para os cientistas. Uma série de resultados sobre essa fase da missão, ocorrida em outubro de 2008, acabam de ser divulgados numa série de artigos no periódico científico americano "Science". Um dos estudos revela detalhes da interação do campo magnético do pequenino planeta Mercúrio -- o menor do Sistema Solar -- com o campo magnético solar. Como ele é o planeta mais próximo do Sol, essa dinâmica é bastante intensa. Outros dois estudos revelam detalhes sobre a superfície de Mercúrio -- planeta que só recebeu visita de uma outra sonda antes, a americana Mariner 10, nos anos 1970. Segundo os resultados obtidos pela equipe da Nasa, a superfície do astro é majoritariamente constituída por material vulcânico -- erupções violentas e constantes que devem ter ocorrido durante longos períodos de tempo. A Messenger deve fazer mais um sobrevoo de Mercúrio, antes de entrar definitivamente numa órbita ao redor do planeta, quando os cientistas terão acesso a uma quantidade de dados muito maior para decifrar os mistérios do astro.
Imagem colorizada artificialmente realça detalhes de Mercúrio (Foto: Nasa) 

Fonte: G1

28 de set de 2009

Nova imagem de 340 milhões de pixels mostra o centro da Via-Láctea

Registro do astrofotógrafo Stéphane Guisard tem 24.403 por 13.973 pixels. Projeto GigaGalaxy Zoom, gratuito, permite 'viajar pelo espaço' na web.  A Organização Europeia para Pesquisa Astronômica no Hemisfério Sul (ESO, na sigla em inglês) divulgou nesta segunda-feira (21) a segunda imagem (de um total de três) obtida pelo projeto GigaGalaxy Zoom . A nova foto, com 340 milhões de pixels (a original), traz uma visão deslumbrante da área central da Via-Láctea. Ela foi tirada por Stéphane Guisard – engenheiro da ESO e ‘astrofotógrafo’ de renome internacional – de Cerro Paranal, base do Very Large Telescope. A imagem original tem 24.403 por 13.973 pixels.
Fonte:Astronomy.com

Galáxia NGC 4319 e pulsar Markarian 205

As aparências iludem. Nesta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble, a galáxia espiral NGC 4319 (ao centro) e o pulsar Markarian 205 (em cima, à direita), parecem ser vizinhos. Na realidade, estes dois objectos estão bastante longe um do outro. NGC 4319 encontra-se a 80 milhões de anos-luz da Terra. O pulsar Markarian 205 (Mrk 205) encontra-se a uma distância 14 vezes superior. A esta distância, este objecto é dos quasares que podemos encontrar mais perto de nós. Os quasares são galáxias distantes que possuem núcleos bastante brilhantes, muitos deles tendo buracos negros no seu interior como fontes de energia. Mrk 205 tem uma galáxia compacta como sua vizinha, visível imediatamente abaixo na imagem, com a qual parece estar em interacção. A galáxia NGC 4319 parece também ter sofrido a interacção de uma outra galáxia, dada a forma invulgar das faixas de poeira escura na sua zona central.
Fonte: http://hubblesite.org/

24 de set de 2009

Enxame Flocos de Neve em NGC 2264

Que imagem mais apropriada para a quadra que atravessamos do que a de NGC 2264, uma nebulosa de emissão conhecida por "Nebulosa da Árvore de Natal"? A imagem de hoje foi agora tornada pública pela equipa responsável pelo Telescópio Espacial Spitzer, um telescópio de infravermelhos, capaz de captar imagens de estrelas jovens em formação envoltas no denso nevoeiro proto-estelar. Nela pode-se ver o enxame de estrelas com o mesmo nome, situado a cerca de 2500 anos-luz de distância e com uma idade estimada de 5 milhões de anos. Este enxame é tão jovem que a maior parte das suas estrelas ainda têm discos circum-estelares à sua volta. Na verdade, esta nova e espectacular imagem revela a presença de um enxame de estrelas muito jovens, com apenas 100000 anos de idade, visíveis na imagem como pontos luminosos cor-de-rosa. Estas aparecem espaçadas de uma forma regular, qual pequenos flocos de neve dispostos numa árvore de Natal, pelo que o novo enxame foi baptizado de "Enxame de Flocos de Neve". Na mesma região pode-se ainda encontrar a famosa nebulosa do Cone, visível em baixo, do lado esquerdo das imagens. A imagem maior resulta da combinação das duas imagens à direita obtidas com dois instrumentos diferentes. Estas foram obtidas por uma equipa de astrónomos cujo trabalho que resultou nesta descoberta foi protagonizado por Paula Teixeira, jovem astrofísica portuguesa a realizar doutoramento nos Estados Unidos da América.

23 de set de 2009

Descoberto sinal de planetas em órbita de estrelas mortas

De 1% a 3% das estrelas anãs brancas T~em sinais de rocha em órbita, de acordo com análise de astrônomos.
Ilustração de asteroide em deintegração, sob os raios de uma estrela anã branca
Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas - o remanescente da morte de um astro como o Sol - e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles. "O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas", diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides - os tijolos da construção de planetas - ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou.

Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos. "Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal - que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol - têm planetas rochosos como a Terra", disse ele. Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.

Descobertas as estrelas menos brilhantes do universo

Um par de estrelas anãs marrons - cada uma com cerca de um milionésimo do brilho do sol - foi descoberto pelo Telescópio Espacial Spitzer da Nasa. Essas anãs marrons são as lâmpadas celestes de menor desempenho energético que conhecemos," disse o líder do estudo Adam Burgasser, físico do Instituto Massachusetts de Tecnologia, em declaração. Anteriormente, os astrônomos haviam pensado que os corpos de baixa luminosidade fossem apenas uma anã marrom sem importância - uma bola compacta de gás flutuando no espaço que não é nem um planeta nem uma estrela. Mas Burgasser e sua equipe revelaram que o objeto - duas vezes mais brilhante do que deveria ser dada a sua temperatura - era na verdade estrelas gêmeas extremamente enfraquecidas. Cientistas esperam encontrar muitas outras anãs marrons de baixa luminosidade usando a tecnologia infravermelha ultra-sensível do telescópio. A expectativa é que as descobertas mostrem como as estrelas marrons se desenvolvem. As observações "permitem que vejamos pela primeira vez o que as atmosferas de estrelas anãs marrons muito antigas ou de massa baixa contêm e como elas são estruturadas," Burgasser disse. O estudo apareceu no periódico Astrophysical Journal Letters. Similares a estrelas, surgiram das sombras os objetos de menor luminosidade do universo - mostrados no desenho de um artista 16 de janeiro de 2009National Geographic.

Sistema solar próximo possui cinturão de asteróides

Epsilon Eridani pode reservar surpresas
     Epsilon Eridani - Esse desenho mostra o sistema planetário mais próximo do nosso Sistema Solar. NASA/JPL-Caltech
A estrela Epsilon Eridani, situada a 10,5 anos-luz daqui, é a nona estrela mais próxima do Sol, e também bem mais jovem que este, com idade aproximada de 850 milhões de anos. Nosso Sistema Solar, em comparação, tem 4,5 bilhões de anos. Epsilon Eridani é por enquanto a estrela mais próxima a comprovadamente possuir planetas, no caso um, Episolon Eridani b, descoberto em 2000, e que foi confirmado em 2006. O sistema, aliás, é por vezes identificado como a estrela natal de ninguém menos que de Spock, de Jornada nas Estrelas! A estrela é visível a olho nu na constelação de Eridanus.
Esse diagrama artístico compara o system Épsilon Eridani com o Sistema Solar. Os sistemas foram estruturados de forma similar e ambos contém asteróides (marrom), cometas (azul) e planetas (pontos brancos). Crédito: NASA/JPL-Caltech

 Agora foi confirmado que a estrela possui dois cinturões de asteróides a seu redor, e uma terceira faixa de material congelado na periferia de seu sistema. Este último seria similar ao Cinturão Kuiper de nosso Sol, cujos membros mais conhecidos são os planetas anões Plutão e Eris. Também é o local onde se originam alguns dos cometas que passam próximos a Terra. O primeiro cinturão de Epsilon Eridani fica a uma distância de sua estrela similar a de nosso próprio cinturão de asteróides, localizado entre Marte e Júpiter. O segundo cinturão de Epsilon Eridani fica a uma distância parecida com que separa o Sol de Urano. Os cientistas afirmam que a distância entre os dois cinturões de asteróides indicam a presença de mais planetas ao redor da estrela. A teceira faixa, a de material congelado, começa a uma distância equivalente a 30 vezes a que separa a Terra do Sol, indo até 100 vezes essa mesma distância. Epsilon Eridani b, o planeta já confirmado, orbita próximo ao anel mais interior. Os cientistas dizem que mais três planetas com massa entre a de Netuno e de Júpiter, poderiam explicar a distribuição desses objetos em torno de Epsilon Eridani. Os mesmos cientistas afirmam que esse sistema pode ser semelhante ao nosso, quando mais novo.
Fonte:G1.COM

Big Bang - A Teoria do Big Bang

Apesar da existência de diversas teorias, ninguém sabe precisamente como o Universo se formou. O interesse pelo Universo e, principalmente, pela sua origem faz parte da história humana, grandes pensadores e estudiosos observavam atentamente o céu com o objetivo de buscar entender os seus mistérios. Desde os primórdios da civilização até os dias atuais surgiram inúmeras explicações e teorias para essa questão, no entanto, nenhuma consegue apresentar respostas conclusivas. Mesmo com a existência de um arsenal tecnológico que fornece importantes informações para os estudos e pesquisas astrofísicas, ainda não se alcançou resultados precisos em relação à formação do Universo.

Diante dessa incógnita, a explicação mais razoável para esse processo é a teoria do Big Bang - nome dado à teoria que tenta explicar o surgimento do Universo; perante a classe científica, é a mais aceita. Essa teoria foi constituída por um grupo de astrônomos e físicos na primeira metade do século XX. De acordo com a teoria do Big Bang, há cerca de 15 bilhões de anos o Universo teria se formado a partir de uma gigantesca explosão. Antes desse processo, toda matéria e energia se encontravam concentradas como uma quente e densa esfera, constituída por hélio e hidrogênio.

Desse modo, com a suposta explosão, a energia liberada expandiu as matérias e formou o Universo. Essas informações estão pautadas na teoria do Big Bang, contestada por muitos, uma vez que não é capaz de explicar o motivo da repentina explosão. O Big Bang e a Expansão do Universo. O universo em que nós vivemos está expandindo. Nós sabemos isto porque nós vemos galáxias e grupos de galáxias se deslocando no universo. Esta expansão tem ocorrido desde que o universo foi formado a 15 bilhões de anos, durante um quente e denso evento conhecido como Big Bang.

Aqui estão seis Perguntas Frequentes sobre a expansão do Universo

(1) Onde é o centro do universo?
Não há nenhum centro do universo porque não há nenhuma borda do universo. Em um universo finito, o espaço é curvado de modo que você poderia viajar bilhões de anos-luz em uma linha reta e eventualmente você terminaria onde você começou. É também possível que nosso universo seja infinito. Em ambos os exemplos, os grupos de galáxias enchem completamente o universo e movem-se para os lados, em todos os pontos que fazem o universo se expandir (veja a pergunta 2). Um exemplo de um universo muito pequeno que contem somente 48 estrelas. Uma nave espacial voando entre estas estrelas não pode encontrar a borda deste universo. Se sair em um lado do universo reentrará no outro lado. As pessoas na nave espacial vêem um número infinito de estrelas ao redor dela. Este universo não tem nenhum limite e nenhum centro.

 (2) Onde ocorreu o Big Bang no Universo?
 Há uma suposição comum que o Big Bang foi uma explosão que ocorreu no espaço vazio e que a explosão expandiu no espaço vazio. Isto é errado.O espaço e o tempo foram criados no Big Bang. No começo do universo o espaço era preenchido completamente com a matéria. A matéria estava originalmente muito quente e muito densa e então expandiu e esfriou para eventualmente produzir as estrelas e as galáxias que nós vemos no universo hoje.  Embora o espaço possa ter sido concentrado em um único ponto no Big Bang, é igualmente possível que o espaço fosse infinito no Big Bang. Em ambos os cenários, o espaço foi enchido completamente com a matéria que começou a expandir.Não há nenhum centro da expansão, o universo está expandindo simplesmente em todos os pontos. Os observadores em todas as galáxia vêem a maioria das outras galáxias no universo que movem-se afastando-se delas. A única resposta a pergunta "Onde aconteceu o Big Bang" é que isso ocorreu em toda parte do universo. 

 (3) A a expansão da Terra com o universo?
A terra não está expandindo e nem o sistema solar, nem a Via-Láctea. Estes objetos foram formados sob a influência da gravidade. A gravidade prende também as galáxias junto em grupos e em aglomerados. É principalmente os grupos e os aglomerados de galáxias que estão movendo-se no universo.

(4) Oque existe fora do universo?
O espaço foi criado no Big Bang. Nosso universo não tem nenhum borda ou limite - não há nenhuma ' parte externa ' de nosso universo (veja a pergunta 1). É possível que nosso universo seja parte de uma infinidade de universos (veja a pergunta 5), mas estes universos não necessitam necessariamente de ' um espaço ' para existir dentro.      

(5) Oque existiu antes do Big Bang?
O tempo foi criado no Big Bang - nós não sabemos se existia antes do Big Bang. Esta pergunta, conseqüentemente, deve ser difícil de responder. Algumas teorias sugerem que nosso universo é parte de uma infinidade de universos (chamados ' multiverso ') que estão sendo criados continuamente. Isto é possível mas muito mais difícil de provar.

 
(6) Se o universo tem 14 bilhões de anos de idade, como poderiam as galáxias ter viajado mais de 14 bilhões de anos-luz?

É provável que nosso universo seja infinito e esteve preenchido com a matéria em toda parte desde o Big Bang (veja a pergunta 2). Há também a evidência de que no início o universo pode ter expandido muito mais rapidamente do que a velocidade de luz. É possível inflar o espaço de modo que embora as partículas não estejam viajando rapidamente, o espaço entre partículas aumente enormemente. Nós podemos imaginar que as galáxias são esferas que são colocadas em uma folha de borracha que represente o espaço. Se nós esticarmos a folha, as esferas movem-se para os lado. As esferas que estão próximas mover-se-ão lentamente. As esferas que estão muito separadas parecerão mover-se muito rapidamente. Não há nenhum limite de quão rapidamente o espaço pode expandir-se.O espaço é a geometria do universo. As mudanças no tamanho ou na forma do espaço ocorrem por causa do movimento da matéria e da energia no universo ou por causa das mudanças no índice da matéria e de energia do universo.
Fonte: http://www.suapesquisa.com/

Pulsares desvendam os segredos do universo.

Os astrônomos fizeram a primeira medida direta, conclusiva do tamanho de uma estrela Cefeida pulsante, de como inchou e encolheu – um método que promete estimativas melhores sobre a idade do universo, tamanho e taxa de expansão. A taxa à qual as Cefeidas pulsam é relacionada ao seu verdadeiro brilho ou luminosidade. Comparando o brilho aparente de estrelas supergigantes (como vistas de Terra) com o seu verdadeiro, astrônomos podem calcular a sua distância. Isso significa que as Cefeidas servem como "medidas" cósmicas para medir distâncias no universo. "Os Astrônomos estão muito interessados em entender a geometria do universo – quão rápido está se expandindo, quão velho é e o que acontecerá no futuro," isto é, se vai se expandir para sempre ou vai eventualmente entrar em colapso, disse Shri Kulkarni, um astrônomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia. " Parte disso está determinando a taxa de expansão atual que é chamada "a Constante de Hubble"…. Um das grandes incertezas na Constante de Hubble é entender as distâncias para as medidas cósmicas, as Cefeidas. O problema é que nós não sabemos as distâncias para as Cefeidas, mas pretendemos".

A Galáxia M100  é a casa de uma estrela variável pulsante Cefeida, localizada no centro das três imagens do topo. Fazendo a primeira medida direta de uma estrela Cefeida que está mudando diâmetro, e assim sua distância, "nós acreditamos poder adquirir esta medida corretamente calculada" calibrando a relação entre um a taxa de pulsação da Cefeida e seu brilho, diz Kulkarni. " Durante os próximos anos, nós começaremos a ter uma idéia muito melhor da taxa de expansão e idade do universo", disse Ben Lane, um estudante graduado em ciências planetárias na Caltech. Os achados foram publicados em 28 de setembro no jornal Nature por Kulkarni, Lane, o estudante diplomado da Caltech Marc Kuchner, o cientista Andrew Boden e Michelle Creech-Eakman, uma estudante de pós-doutorado no Laboratório de jato-propulsão de NASA (JPL) em Pasadena, Califórnia.

Constante discordância
O astrônomo Edwin Hubble desenvolveu a Constante de Hubble em 1929 depois que descobriu que o mais distante uma galáxia é de Terra, o mais rapidamente está retrocedendo. A observação proveu forte evidência que o universo tem se expandido desde que formou durante o Big Bang. Um grupo de astrônomos estima que o universo está se expandindo a uma taxa de cerca de 50 quilômetros por segundo por megaparsec. Outro sugerem uma Constante de Hubble com o dobro daquela velocidade. (Um megaparsec iguala 3.26 milhões de anos-luz).
Fonte: www.astronomy.com

Estrelas Variáveis Cefeidas

As variáveis Cefeidas são estrelas que regularmente pulsam em tamanho e mudam em brilho. À medida que a estrela aumenta em tamanho, seu brilho diminui; então, o inverso ocorre. As variáveis Cefeidas podem não ser permanentemente variáveis; as flutuações podem ser apenas uma fase instável pela qual a estrela está passando. Polaris e Delta Cephei são exemplos de variáveis Cefeidas. É uma estrela variável pulsante. Este tipo de estrela sofre uma pulsação rítmica como indicado pelo seu padrão regular de mudar o brilho como uma função do tempo. O período de pulsação foi demonstrado estar diretamente relacionado com o briho intrínseco da Cefeida fazendo as observações destas estrelas uma das mais poderosas ferramentas conhecidas para determinar distância na astronomia dos dias modernos. A existência desta relação período-luminosidade foi um ponto de disputa durante o debate Curtis-Shapley em 1920.
Fonte:Wikipédia

22 de set de 2009

Planeta como a Terra pode surgir em sistema binário

Concepção mostra como seria o sistema binário HD 113766
Astrônomos da Nasa suspeitam que um planeta rochoso parecido com a Terra possa estar se formando na órbita de uma das estrelas do sistema binário HD 113766, distante 424 anos-luz do nosso planeta. Os dados foram obtidos pelo telescópio espacial Spitzer e divulgados pela agência espacial americana nesta quarta-feira.Uma concepção artística mostra como seria o sistema binário. Os dois pontos amarelos representam os sistemas das duas estrelas. O círculo marrom em volta da estrela mais próxima é um grande cinturão de asteróides, que tem cerca de 100 vezes o tamanho do cinturão de rochas localizado no Sistema Solar. O material rochoso no cinturão representa os estágios iniciais de planetas em formação, quando a união de grãos de poeira forma rochas. Ao colidirem, essas rochas resultam em formas ainda mais massivas, os chamados planetas-anões. O cinturão está localizado no meio da zona habitável do sistema, onde a água pode permanecer na forma líquida. Mais afastado do centro do sistema, um anel branco mostra uma concentração de poeira congelada. Ele está em posição equivalente ao cinturão de asteróides do Sistema Solar, mas contém cerca de seis vezes mais material do que o cinturão localizado no centro do sistema binário. Os astrônomos dizem que não está claro se algo está acontecendo nesse cinturão congelado, mas acreditam que ele possa ser uma posterior fonte de água para um futuro planeta que possa surgir no cinturão interno, onde a temperatura é maior.
Fonte:Portal Terra

21 de set de 2009

Sol castiga Terra com íons em período de suposta "calmaria", dizem cientistas

O Sol pode castigar a Terra com fortes ventos de íons que atrapalham as telecomunicações, a aviação e as redes elétricas mesmo quando está na fase "quieta" dos seus ciclos de 11 anos de atividade, afirmam pesquisadores americanos. Cientistas tradicionalmente têm usado o número de manchas na superfície do Sol para medir sua atividade. O número de manchas solares atinge um pico no período chamado de máximo solar, e só depois começa a cair até atingir um mínimo e reiniciar o ciclo. Durante o pico, intensas erupções solares e tempestades geomagnéticas ejetam grandes quantidades de íons --partículas eletricamente carregadas- ao espaço. Quando essas partículas atingem o campo magnético da Terra, causam o belo espetáculo atmosférico das auroras polares, mas derrubam a comunicação com os satélites. Cientistas do NCAR (Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA) e da Universidade de Michigan, porém, descobriram que a Terra foi bombardeada por intensos ventos solares no ano passado, quando o Sol parecia estar num período especialmente mais calmo.

Surpresa

"O Sol continua a nos surpreender", diz Sarah Gibson, do NCAR, autora principal do trabalho. "O vento solar pode atingir a Terra como um esguicho mesmo quando o Sol está virtualmente sem manchas."
Antes disso, cientistas acreditavam que as correntes de energia que impulsionam o vento solar caíssem bastante à medida que o ciclo do Sol se aproximava do mínimo. Gibson e sua equipe compararam medições do atual período de mínimo solar, feitas em 2008, com medidas do mínimo solar anterior, de 1996. Apesar de os dados do período atual terem mostrado menos manchas solares do que qualquer outro mínimo em 75 anos, o efeito do Sol sobre o cinturão de radiação externa na Terra foi mais de três vezes maior que o de 1996. Os resultados da pesquisa, publicados em um estudo na última edição da revista "Journal of Geophysical Research", revelaram que a prevalência de correntes de vento solar com alta velocidade durante o mínimo de 2008 estão relacionadas à estrutura do Sol.  Mesmo com o o número total de manchas solares caindo nos últimos anos, grandes manchas eram vistas no Sol perto de seu equador. Fortes lufadas de vento solar que partiam dessa região varreram a Terra em 55% do período estudado em 2008, comparadas a apenas 31% dos dados colhidos em 1996. Um único "sopro" de partículas carregadas poderia durar de sete até dez dias. "As novas observações a partir do ano passado estão mudando a nossa compreensão sobre como os períodos de aquietamento do Sol afetam a Terra e sobre por que isso pode mudar de um ciclo para outro", afirma Janet Kozyra, da Universidade de Michigan, coautora do estudo. Sol está em período de maior "calmaria" de seu ciclo de 11 os; apesar disso, o astro castiga a Terra com fortes ventos de íons.

A Andrômeda invisível

Saiu semana passada uma imagem de Andrômeda que nunca havia sido vista. Ela foi obtida em comprimentos de onda no ultravioleta, uma faixa espectral que a atmosfera da Terra consegue filtrar quase totalmente. Alguma coisa ainda atinge a superfície (como os casos de câncer de pele podem atestar), mas de modo geral, astronomia no ultravioleta é feita com instrumentos no espaço. Essa imagem, de uma Andrômeda invisível para nossos instrumentos, foi obtida pelo satélite Swift. A missão principal deste satélite é observar eventos de raios gama, os famosos gamma ray bursts. Ele já conseguiu registrar mais de 400 destas explosões, que representam um dos eventos mais energéticos já observados no universo. A galáxia de Andrômeda está a 2,5 milhões de anos luz de distância e é uma espiral muito parecida com o que se pensa que seja a nossa galáxia. Quando alguém pergunta qual a maior distância que um ser humano pode enxergar a olho nu, provavelmente a resposta é 2,5 milhões de anos luz. Andrômeda pode ser vista (especialmente para habitantes do hemisfério norte) como uma mancha na constelação que leva o mesmo nome. Essa nova imagem mostra alguns detalhes até então desconhecidos. Diferente da imagem no vísivel em que o centro apresenta uma mancha pálido-amarelada, a imagem no ultravioleta mostra aglomerados de estrelas salpicados em torno do centro da galáxia. Isso por que no visível o centro é dominado pela luz de estrelas velhas e frias, o ultravioleta revela a população de estrelas jovens e quentes. Outro detalhe notável é um gigantesco anel de pontos azulados, revelando os locais onde estrelas estão se formando. As estrelas se concetram neste “anel de fogo” porque é nesta região que está a matéria para formar novas estrelas. No centro o gás já foi consumido. Uma explicação para este anel de intensa formação de estrelas é a interação com galáxias-satélites orbitando Andrômeda. As forças gravitacionais agem entre as galáxias como forças de maré e desse intenso cabo de guerra cósmico, regiões de formação de estrelas são geradas e, invariavelmente, algumas galáxias são engolidas por Andrômeda, como falei aí no post abaixo.
Fonte: www.nasa.gov

Galáxia de Andrômeda "canibaliza" vizinhas menores

Galáxia de Andrômeda cresce por "canibalismo", o que confirma o modelo de crescimento hierárquico
Estudo publicado nesta quarta-feira pela revista britânica "Nature" mostra que a maior de nossas galáxias vizinhas, a de Andrômeda, cresce por "canibalismo". Isso confirma modelo de crescimento hierárquico das galáxias. A gigante de Andrômeda é considerada a maior de nossas galáxias vizinhas.A descoberta foi feita ao analisar restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas por ela. "Detectamos estrelas e estruturas que são, quase com toda a certeza, restos de galáxias anãs destruídas pelos efeitos das marés de M31 [como também é conhecida a galáxia de Andrômeda]", explicou a equipe de Alan McConnachie, do Instituto de Astrofísica NRC Herzberg de Victoria, Canadá. anos, quando o Triângulo, uma pequena galáxia.
A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio compartilhado por Canadá, França e Havaí para observar os arredores dessa galáxia, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea --1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros. Em uma ampla zona ao redor do disco conhecido de Andrômeda, os astrônomos descobriram estrelas que não puderam se formar por falta de densidade suficiente de gás. Daí a ideia de que sua origem sejam galáxias anãs absorvidas por Andrômeda, muitas delas ainda por detectar. A Galáxia do Triângulo é uma das vítimas "devoradas". Cercada por uma estrutura estelar "que é a prova de um recente encontro com a M31", milhões de suas estrelas foram sendo jogadas para fora. Calcula-se que este encontro tenha acontecido há alguns bilhões de a de 2 bilhões de estrelas, se aproximou a "apenas" 130 mil anos-luz da gigante Andrômeda, galáxia com 100 bilhões de estrelas.

Uma galáxia similar à Via Láctea

Em uma galáxia não muito distante, astrônomos encontraram semelhanças com a nossa Via Láctea.
O European Southern Observatory (ESO), observatório do sudoeste europeu, divulgou nova imagem da NGC 4945. A 13 milhões de anos-luz, ela parece ter características que a aproximam bastante da nossa galáxia.Além da forma em espiral, ela possui braços brilhantes e uma região central em forma de barra, como a Via Láctea. Em seu centro, provavelmente um buraco negro de grande massa devora matéria e lança energia pelo espaço. Localizada na constelação de Centaurus, a NGC 4945 é visível por meio de qualquer telescópio amador. A foto divulgada foi feita pelo observatório La Silla, no Chile, e, nela, a galáxia aparece com forma alongada. O efeito é causado pela perspectiva que temos da Terra, mas, na verdade, ela é um disco muito mais largo que espesso. Com a aplicação de filtros especiais, que isolam a cor da luz emitida por gases aquecidos (como hidrogênio), o ESO pode localizar áreas de formação de estrelas, identificadas pelo grande contraste na galáxia. Outras observações indicam que a NGC 4945 possui, também, suas diferenças em relação à Via Láctea: seu centro é muito ativo, e emite muito mais energia que galáxias mais calmas.O ESO é uma organização européia financiada por 14 países: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.
Fonte:G1

NGC 6302: Grande e Brilhante Nebulosa do Inseto

Os brilhantes aglomerados e nebulosas do céu noturno do planeta Terra muitas vezes ganham nomes de flores ou insetos, e NGC 6302 não é uma exceção. Com uma temperatura superficial estimada em cerca de 250.000 graus Celsius, a estrela central desta singular nebulosa planetária é excepcionalmente quente - brilhando intensamente na luz ultravioleta, mas escondida da visão direta pela densa Torus de poeira. Acima está uma imagem impressionantemente detalhada da nebulosa da estrela em agonia registrada pelo Telescópio Espacial Hubble. Passando através de uma brilhante cavidade de gás ionizado, o Torus de poeira ao redor da estrela central está no canto superior esquerdo desta imagem, quase na borda da linha de visada. Surpreendentemente, minerais, incluindo gelo de água e complexas moléculas de hidrocarbono, têm sido detectados nesta empoeirada mortalha cósmica da estrela quente. NGC 6302 se situa a cerca de 4.000 anos-luz de distância, na entomologicamente correta constelação de Escorpião.
Figura Acima-Ngc 6302 – Nebulosa Borboleta
Fonte:portal do astronomo

17 de set de 2009

Estrela morta tem bombardeio de cometas

Círculo de poeira cria a ilusão de um gigantesco olho no espaço. Fenômeno foi observado em uma das nebulosas mais próximas da Terra.  
Os arredores de uma estrela morta relativamente próxima da Terra estão sendo agitados por cometas que sobreviveram à sua morte e agora colidem entre si, posicionados como se fossem um cinturão ao redor do astro central. O resultado foi revelado nas imagens do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.  O local da ação é nebulosa da Hélice, uma das mais próximas de nós, a “apenas” 700 anos-luz de distância, na constelação de Aquário. Ao mirar o Spitzer para ela, os astrônomos, liderados por Kate Su, da Universidade do Arizona em Tucson, se surpreenderam com a enorme quantidade de poeira que observaram. De acordo com a teoria, quando a estrela no centro da nebulosa morreu, toda a poeira no local deveria ter sido expulsa pela explosão. Intrigados, os astrônomos resolveram investigar a fundo. E concluíram que o disco de poeira que observaram é resultado da colisão de cometas entre si. Em cerca de cinco bilhões de anos, o nosso Sistema Solar deve ter o mesmo destino. Nosso Sol, ao se transformar em um anã branca, vai ser rodeado por planetas mais externos e cometas sobreviventes e brilhar com a mesma intensidade de cores que a nebulosa da Hélice.A descoberta da equipe de Su será publicada na edição de 1º de março da revista “Astrophysical Journal Letters.”

Astrônomos revelam maior colisão entre galáxias já registrada

Conjunto de telescópios observou pancada a 5,4 bilhões de anos-luz daqui.Imagens podem ajudar a entender evolução de estruturas do Universo.

Dados foram obtidos por vários observatórios (Foto: NASA/STScI/IfA/C. Ma et al. )

 Astrônomos identificaram a maior colisão entre aglomerados de galáxias já registrada, a partir da combinação de imagens captadas por três telescópios diferentes. Usando dados do telescópio espacial Hubble, do Observatório Chandra e do Observatório Keck, no Havaí, os cientistas conseguiram determinar a geometria tridimensional e o movimento dos aglomerados, a uma distância de 5,4 bilhões de anos-luz da Terra. Os pesquisadores descobriram que quatro aglomerados distintos se envolveram em uma fusão tripla, em um fenômeno que, segundo eles, poderá ajudar a entender o que ocorre quando alguns dos maiores corpos do Universo se chocam. Aglomerados de galáxias interagem gravitacionalmente uns com os outros, e colisões entre eles são normais.

Notável
Os objetos envolvidos na colisão pertencem a um sistema batizado pelos astrônomos de MACJ0717, um "filamento" de galáxias, gases e matéria escura com 13 milhões de anos-luz de extensão e em constante fluxo de material. "Além de ser lotado de movimentos, este sistema também é notável por causa de sua temperatura - uma das mais altas já conhecidas", afirmou Cheng-Jiun Ma, da Universidade do Havaí e o chefe da pesquisa. "Trata-se do aglomerado mais espetacular e mais perturbado que eu já vi", disse. "Creio que ele pode nos ensinar muito mais sobre como as estruturas do Universo crescem e evoluem." Para a descoberta, o telescópio de Keck e o Hubble forneceram informações ópticas sobre o movimento e densidade das galáxias ao longo de uma linha, mas não sobre o que ocorria na rota perpendicular a esta linha. Ao combinar os dados de raio-X vindos do Observatório Chandra, os cientistas conseguiram os detalhes tridimensionais da imagem. Ma e seus colegas esperam no futuro poder utilizar imagens de raio-X ainda mais penetrantes para medir a temperatura dos gases ao longo de toda a extensão do filamento.
Fonte:G1

Hubble vê cauda de cometa em planeta

Gigante é tão quente que sua atmosfera vaza como vapor de uma panela. Planeta encontra-se fora do Sistema Solar e é do tamanho de Júpiter.
 Um planeta fora do Sistema Solar surpreendeu os cientistas ao exibir uma cauda semelhante à de um cometa. O efeito é causado pela proximidade de sua estrela, que faz com que os gases de sua atmosfera esquentem tanto que acabem sendo expelidos para o espaço, como vapor de uma panela quente. A imagem foi flagrada pelo Hubble. O telescópio espacial fez a primeira observação das camadas que formam a atmosfera de um planeta extra-solar (como são conhecidos aqueles que são encontrados fora de nosso Sistema). O planeta, conhecido somente como HD 209458b, possui uma camada superior de hidrogênio em alta temperatura que está “vazando” para o espaço. Da mesma maneira que em um balão, o gás quente sobe. No caso desse planeta, sobe a uma velocidade tão alta, que escapa da gravidade. “Essa camada que estudamos é uma zona de transição onde a temperatura dispara de cerca de 1,340 ºF (726 ºC) para mais de 25,540 ºF (14,170 ºC), mais quente que nosso Sol”, afirmou a líder da pesquisa, Gilda Ballester, da Universidade do Arizona em Tucson.Apesar de sua atmosfera estar sendo perdida pouco a pouco, os cientistas duvidam que o planeta vai desaparecer tão cedo. Sua expectativa de vida é de mais de 5 milhões de anos. Esse tipo de planeta é considerado bastante comum na Via Láctea: é como seria Júpiter se ele estivesse dez vezes mais perto do Sol do que Mercúrio. O HD 209458b, especificamente, é o primeiro do tipo a ser descoberto que passa na frente de sua estrela em uma posição que facilita seu estudo aqui na Terra. Por isso, ele também é um dos planetas extra-solares mais analisados pelos cientistas.
Fonte: G1

Satélite detecta erupção solar assassina em estrela próxima

Caso tivesse acontecido em nosso Sol, fenômeno teria devastado instantaneamente toda a vida na Terra, afirmam os cientistas!
Nas férias, evite viajar para o sistema II Pegasi. Cientistas detectaram uma erupção estelar tão forte naquele astro que, se houvesse algum planeta habitado em torno dele, toda a vida ali residente teria sido extinta instantaneamente. E o que talvez mais incomode na história toda: a estrela que originou a catástrofe não é muito diferente do nosso Sol.  A erupção é a mais energética já vista na história da astronomia, resultando numa liberação de energia equivalente à da detonação de 50 milhões de trilhões de bombas atômicas. Isso é mais ou menos cem milhões de vezes mais agressão do que a típica erupção solar. A detecção foi feita pelo satélite Swift, da Nasa, em dezembro de 2005, e estudada dali em diante por um grupo liderado por Rachel Osten, da Universidade de Maryland.

 O objeto está a 135 anos-luz da Terra -- uma distância segura --, mas é impossível não imaginar que algo parecido possa acontecer com nossa própria estrela. Afinal de contas, a geradora da erupção "assassina" é uma estrela um pouco mais velha e menor do que o Sol (ambos elementos que deveriam, em tese, dar a ela erupções menos poderosas que as solares). Mas Osten faz questão de tranquilizar os terráqueos. "Estamos bem seguros com respeito ao Sol", disse a pesquisadora ao G1. "O Sol é bem inativo, comparado ao que vemos em outros sóis."  Ela também destaca que, a despeito das similaridades entre a estrela violenta e o Sol, existe uma diferença fundamental -- a brigona vive num sistema binário, ou seja, é "casada" com uma outra estrela.

Não surpreende que estrelas casadas fiquem meio estressadas de vez em quando. Ao que parece, foi exatamente o que aconteceu nesse caso. O fato de as duas estrelas girarem muito próximas uma da outra fez com que a gravidade as levasse a ter o mesmo tempo de rotação e de translação. Trata-se de uma perigosa combinação, que pode levar a tragédias. "A maioria das estrelas que têm a idade do Sol são bem calmas, como o Sol", diz Osten. "Você precisa de algum mecanismo especial, como o travamento gravitacional das órbitas da estrela binária com a rotação, para ter uma estrela ativa, que pode produzir essas erupções."

 Vida fora da Terra

A astrônoma aponta que o achado pode ser má notícia para as perspectivas de desenvolvimento da vida em outras partes do Universo. "Sim, eu acho que isso precisa ser reavaliado. A parte perigosa é que a erupção vista nesse sistema binário ocorreu como resultado das duas estrelas terem travado suas órbitas com sua rotação, o que acontece apenas depois que as estrelas passaram da idade em que estão produzindo erupções porque são jovens. Então você poderia, em tese, ter formação planetária -- e vida -- se desenvolvendo ao redor de um sistema assim, e então, quando as órbitas sincronizam com a rotação das estrelas, essa erupção surgiria. Isso não é atualmente levado em conta em estudos astrobiológicos. Mas, como boa astrônoma, Osten prefere destacar as revelações puramente astronômicas do estudo. Segundo ela, essa é a primeira vez que os cientistas conseguem observar as propriedades dos elétrons que são acelerados durante uma erupção dessas em outra estrela. Até então, isso só havia sido observado em nosso Sol.
Fonte:G1
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