15 de set de 2009

Buraco negro de maior massa é encontrado em galáxia vizinha

Astro foi encontrado ao lado de uma estrela 70 vezes mais  maciça que nosso Sol. Formação de uma dupla exótica como essa é desafio para os astrônomos!
A imagem grande mostra uma ilustração de como seria o estranho sistema encontrado. No detalhe, uma combinação entre as imagens em raios visíveis e raios-X da região (Foto: Ilustração: NASA/CXC/M.Weiss; Raio-X: NASA/CXC/CfA/ P.Plucinsky et al.; Ótico: NASA/STScI/SDSU/J.Orosz et al).
Com ajuda de telescópios em órbita e em terra, um grupo de astrônomos encontrou o buraco negro estelar de maior massa já detectado, em uma galáxia praticamente “vizinha” da nossa Via Láctea. O buraco M33 X-7 é 15,7 vezes mais maciço que o nosso Sol. O achado levantou a dúvida entre os cientistas: como um buraco negro tão grande pode ter se formado? Um buraco negro “estelar” surge depois do colapso de uma estrela de grande massa. O que é mais estranho nesse caso é que o M33 X-7 não está sozinho, mas na órbita de uma gigantesca estrela, 70 vezes mais maciça que o Sol –- a mais maciça companheira de um buraco negro já vista. A enorme estrela também deve se transformar em uma supernova, e, depois disso acontecer, o sistema será formado por dois buracos negros. Esse exótico sistema binário surpreendeu os astrônomos, que apresentaram seus resultados na edição desta semana da revista científica “Nature”. Os modelos de teoria astronômica atuais não conseguem explicar direito como algo do tipo pode ter se formado. A coisa, por enquanto, não faz sentido.

Para formar um buraco negro com esse, a estrela original deveria ter mais massa do que sua companheira. Uma estrela como essa, no entanto, precisaria ter um raio maior do que a distância que atualmente separa os dois corpos, o que indica que as duas estrelas devem ter dividido uma atmosfera externa só. Mas esse tipo de fenômeno gera uma grande perda de massa no sistema, o que, na teoria, deveria ter impedido a formação de um buraco negro como o que foi detectado. Para fazer sentido, a estrela “mãe” do buraco negro deve ter perdido massa em uma taxa cerca de 10 vezes mais lenta do que a prevista pela teoria. Se isso for possível e estrelas de grande massa forem mesmo capazes de perder pouca matéria, um dos mais recentes mistérios da astronomia pode começar a fazer sentido: o da supernova SN 2006gy, cuja estrela pode ter tido até 150 vezes a massa do Sol quando explodiu. A dupla descrita pelos astrônomos na Nature está na galáxia M33, a “apenas” 3 milhões de anos luz da Terra, o que não é uma distância muito grande em termos astronômicos. Os resultados foram encontrados ao combinar dados do Observatório de Raios-X Chandra, da Nasa, em órbita da Terra, e do telescópio Gemini, do Observatório de Mauna Kea, no Havaí.
Fonte:G1

Nasa flagra jato de buraco negro atingindo galáxia vizinha

                  Imagem feita a partir de observações feitas tanto em telescópios terrestres quanto em órbita.(Foto: AP)
Observatórios da Nasa registraram poderosos jatos de um buraco negro supermaciço atingindo uma galáxia próxima. A violência do fenômeno galáctico - nunca registrado em tais proporções - pode causar danos profundos às atmosferas de planetas que estejam no caminho do jato, entre eles a destruição de suas camadas de ozônio. A força do evento foi tão intensa que os astrônomos batizaram a galáxia que abriga o buraco negro de "Estrela da Morte". Jatos de buracos negros supermaciços produzem grande quantidade de energia, especialmente radiação de raios-X e raios gama, que em grande quantidade podem ser letais. Essa radiação, combinada com partículas que viajam praticamente na velocidade da luz, é responsável pelo poder destruidor do jato.

Nós já vimos muitos jatos produzidos por buracos negros, mas essa é a primeira vez que vemos um jato atingir outra galáxia como estamos vendo aqui - disse o líder do estudo, Dan Evans, cientista do Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian. - Esse jato pode causar todo tipo de problemas para as galáxias menores que está atingindo. A Nasa ressalta, no entanto, que as conseqüências desse fenômeno podem não se apenas negativas para a galáxia atingida. O grande fluxo de energia e a radiação do jato podem induzir a formação de uma grande quantidade de planetas e estrelas depois que o ciclo inicial de destruição estiver completo. As duas galáxias flagradas pela Nasa - a que abriga o buraco negro que lançou o jato e a que foi atingida - fazem parte de um sistema conhecido como 3C321. Como ambas estão muito próximas, a cerca de 20 mil anos-luz, o efeito do jato pode ser grande. 
Esta visão artística da 3C321 mostra a galáxia principal ativa e sua companheira de menor porte. O jato de partículas gerado pelo buraco negro central supermassivo da galáxia de maior porte está apontado para a galáxia companheira. O jato relativístico é assim desviado e destorcido por causa deste impacto. Crédito da Ilustração: NASA/CXC/M. Weiss

De acordo com a Nasa, as duas contêm buracos negros supermaciços nos seus centros. A galáxia maior, de onde o jato é lançado, foi descoberta por meio de telescópios que operam em terra e no espaço, entre eles o Hubble e o Spitzer. Aprender mais sobre o funcionamento dos buracos negros é um objetivo chave da pesquisa astrofísica. " Nós vemos jatos em todo o universo, mas nós ainda estamos lutando para entender suas propriedades básicas " - Nós vemos jatos em todo o universo, mas nós ainda estamos lutando para entender algumas de suas propriedades básicas - disse o pesquisador Martin Hardcastle, da Universidade de Hertfordshire, na Grã Bretanha.

Esse sistema 3C321 nos dá uma chance de aprender como eles são afetados quando atingem algo como uma galáxia e o que eles fazem depois disso. A imagem capturada pela Nasa mostra onde a galáxia foi atingida, dissipando parte da energia do jato, que teve sua rota desviada pela colisão. O evento teve uma vida curta para os padrões de tempo cósmicos. Aparentemente, o jato começou a atingir a galáxia a cerca de um milhão de anos, que equivale a uma pequena fração do tempo de vida do sistema do qual faz parte. Descobertas como essa são, portanto, difíceis de serem registradas , o que torna o sistema ainda mais importante para o estudo deste tipo de fenômeno.
Fontes: http://www.nasa.gov/  / G1

Marte nunca parece ter o tamanho da Lua!

Marte é o quarto planeta do Sistema Solar, a contar do Sol. É o último dos chamados planetas interiores. O seu diâmetro é cerca de 50% mais pequeno do que o da Terra e possui uma superfície avermelhada, sendo também conhecido como planeta vermelho.do tamanho da Lua. A Lua é o único satélite natural da Terra.? Esta é uma questão recorrente que se coloca devido à circulação de mensagens de correio electrónico que afirmam que Marte terá no céu um tamanho aparente semelhante ao da Lua. Isto NUNCA se verifica. Mesmo nos momentos de maior aproximação Marte nunca deixa de ser somente UM PONTO BRILHANTE no céu! Este tipo de mensagem começou a circular em 2003 quando Marte e a Terra estiveram particularmente próximos, uns meros 56 milhões de quilómetros. Este facto ocorreu no dia 27 de Agosto de 2003 e foi amplamente noticiada por todo o mundo. Desde então, a história volta a circular por esta altura do ano, mencionando o dia 27 de Agosto, apesar das aproximações não ocorrerem nas mesmas datas. A próxima maior aproximação só acontecerá a 27 de Janeiro de 2010 e será de 99 milhões de quilómetros (ver imagem). Como Marte pouco maior é do que nossa Lua (que está somente a cerca de 400 mil quilómetros da Terra) é fácil perceber, dado os valores da distância Terra-Marte mencionados, que é completamente impossível observar Marte com um tamanho comparável ao da Lua. Informação adicional sobre a oposição de Marte de 2003 pode ser consultada no seguinte URL:

Satélite condenado de Marte

Marte, o planeta vermelho cujo nome deriva do deus romano da Guerra, tem duas pequenas luas, Phobos e Deimos, cujos nomes derivam das palavras gregas para "Medo" e "Pânico", respectivamente. Estes satélites podem ser asteróides com origem na cintura de asteróides existente entre Marte e Júpiter. Nesta imagem de alta resolução obtida pela sonda Mars Express, pode-se ver Phobos com as sua múltiplas crateras e com a sua forma típica de asteróide. Mas Phobos orbita tão perto de Marte - a cerca de 5800 km da superfície marciana, muito menos do que os 400000 km para a nossa Lua - que as forças de maré causadas pela gravidade de Marte acabarão, um dia, por o destruir, deixando um rasto de detritos que acabará por formar um anel em torno do planeta vermelho.
Créditos:portaldoastronomo.org

Crônica de uma morte anunciada

Concepção artística da estrela Rho Cassiopéia, que está prestes a se tornar uma supernova (imagem: Gabriel Pérez Díaz/IAC)
A morte das grandes estrelas é marcada por uma explosão capaz de gerar uma luz equivalente à de toda uma galáxia, num fenômeno conhecido como supernova. Essas explosões são relativamente freqüentes no universo, mas os astrônomos ainda não conseguiram monitorar as reações que as antecedem. Até agora. Cientistas acabam de identificar, com a ajuda do telescópio William Herschel, operado pelo Instituto de Astrofísica de Canárias (IAC -- Espanha), a mais provável candidata à próxima supernova da nossa galáxia: a Rho Cassiopéia.  A Rho Cas (como também é chamada) é uma hipergigante amarela -- tipo raro de estrela, do qual só se conhecem sete em toda a Via Láctea. Essa classificação vem da sua grande luminosidade (500 mil vezes maior que a do Sol), tamanho, massa (20 vezes a do Sol)estágio avançado de evolução.

As estrelas são como grandes esferas de gás (sobretudo hidrogênio). Ao longo dos milênios, elas transformam esse 'combustível' em elementos cada vez mais pesados, em um processo que tem várias fases e ocorre no núcleo da estrela. Quando acaba o combustível, a temperatura da superfície da estrela diminui e ela colapsa. Nesse ponto, ela está perto do fim de sua vida, prestes a explodir numa supernova.  A Rho Cas já mostrou vários indícios de que sua derradeira explosão se aproxima. Em 1893 e 1945 ela sofreu grandes perdas de massa; em 1946 os astrônomos observaram uma diminuição em seu brilho, o que indicou que a temperatura de sua superfície havia descido.
Remanescentes gasosos de uma explosão de supernova observada em 1572 pelo astrônomo dinamarquês Tycho Brahe (foto: Steven L. Snowden, Nasa/GSFC/USRA Gisele Lopes.

 Em 1993 ela passou a ser monitorada regularmente; desde então foram percebidas variações constantes de centenas de graus na temperatura superficial. Em 2000 a estrela surpreendeu os astrônomos. Ela teve uma diminuição brusca de temperatura superficial (de mais de 2500° C), seguida de uma perda de massa -- a maior quantidade ejetada numa única erupção estelar já observada até hoje, equivalente a 10 mil vezes a massa da Terra. "A maior parte das estrelas perde massa, em processos lentos ou rápidos", explica o astrofísico Walter Maciel, da Universidade de São Paulo. "Os estudos mostram que a Rho Cas já consumiu praticamente todo seu combustível, e por isso sua transformação em supernova é iminente. Existe até a hipótese de que isso já tenha ocorrido e que, devido à imensa distância da estrela (10 mil anos-luz), o fenômeno ainda não tenha sido observado.

"Só saberemos quando a luz da explosão nos atingir, o que pode ser amanhã ou daqui a milhares anos", explica à CH on-line Garik Israelian, astrônomo do IAC e um dos autores do estudo sobre a Rho Cas publicado em fevereiro no The Astrophysical Journal. "Mas é muito provável que ela já tenha explodido."   Outras duas estrelas hipergigantes -- HR8752 e IRC+10420 -- também são candidatas a supernova, embora empolguem menos os cientistas. "Vários parâmetros da IRC+10420 ainda não são conhecidos, o que complica sua análise", explica Garik. "Já a HR8752 tem perdido uma quantidade de massa muito inferior à da Rho Cas." As estrelas Wolf-Rayet também são prováveis candidatas à explosão. "Mas ninguém sabe quando elas podem explodir."
Fonte:Ciência Hoje on-line
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