16 de set de 2009

Astrônomos descobrem uma Pedra de Roseta celestial

Se fosse possível olhar para o sistema binário diretamente, ele se pareceria com a imagem desta concepção artística.[Imagem: Francesco Mereghetti, Background: NASA, ESA e T.M. Brown (STScI)]


Faróis do Universo
O telescópio espacial XMM-Newton, que enxerga o espaço na faixa dos raios X, descobriu uma verdadeira Pedra de Roseta celestial, que poderá ajudar a decifrar o passado e o futuro do Universo. O achado é uma estrela anã-branca que está girando em torno de outra estrela e que poderá explodir para formar um tipo particular de supernova de grande interesse dos astrônomos. Essas supernovas são tão especiais porque elas são utilizadas como uma espécie de farol para medir as distâncias cósmicas e, em última instância, para entender a expansão do nosso Universo.

Anã-branca super maciça
Os astrônomos estavam no rastro desse objeto misterioso desde 1997, quando descobriram alguma coisa emitindo raios X nas proximidades da brilhante estrela HD 49798. Agora, graças à altíssima sensibilidade do XMM-Newton, que já havia descoberto um zumbi cósmico no início deste ano, foi possível acompanhar o objeto ao longo de sua órbita, revelando do que se tratava - uma anã-branca em um sistema binário, o coração morto de uma estrela girando em torno de outra estrela e emitindo raios X em direção ao espaço. E tampouco trata-se de uma anã-branca comum. A equipe do professor Sandro Mereghetti descobriu que sua massa é duas vezes maior do que o esperado. A maioria das anãs-brancas têm uma massa equivalente a 0,6 massa solar empacotada em um objeto do tamanho da Terra. A nova anã-branca tem o dobro dessa massa em um diâmetro equivalente à metade do diâmetro da Terra. E ela dá um giro em torno de si mesma a cada 13 segundos, o que a transforma na mais rápida anã-branca conhecida.

Origem das supernovas
Com uma massa de 1,3 massa solar, a anã-branca está se aproximando rapidamente do seu limite - quando atingem 1,4 massa solar, duas coisas podem acontecer com as anãs-brancas: elas podem explodir ou implodir, colapsando em um objeto ainda mais compacto, chamado estrela de nêutrons. Sua massa vai aumentando aos poucos quando sua gigantesca gravidade suga matéria de sua estrela vizinha por meio de um fenômeno chamado acreção. A explosão de anãs-brancas é a explicação mais aceita hoje para as chamadas Supernovas Ia, eventos extremamente brilhantes que os astrônomos utilizam para medir a expansão do Universo.

Calculando o futuro
Esta é a primeira vez que os cientistas conseguem observar uma anã-branca crescendo por acreção em um sistema binário, o que os permitiu determinar sua massa com uma precisão inédita. "Esta é a Pedra de Roseta das anãs-brancas em sistemas binários. Nossa determinação precisa das massas das duas estrelas é essencial. Nós agora poderemos estudá-las melhor e tentar reconstruir seu passado, de forma que possamos calcular seu futuro," disse Mereghetti.

Espetáculo celestial
E o futuro deste par especial de estrelas será espetacular. A anã-branca provavelmente explodirá em alguns milhões de anos. Embora ela esteja longe o bastante para não representar perigo para a Terra, ela está próxima o suficiente para se tornar um espetáculo celestial extraordinário. Os cálculos dos cientistas mostram que, quando ela explodir, seu brilho será tão intenso que poderá ser visto durante o dia a olho nu. À noite ela deverá ser tão grande e brilhante quanto uma Lua cheia. Sorte dos nossos descendentes.
Fonte: G1

Galáxia

A 12 bilhões de aos-luz, a foto mostra o passado distante, quando nem a Terra existia, cada ponto é uma galáxia.
As galáxias são os elementos básicos do Universo, é um conjunto de estrelas emvolvidas por gás e poeira. Atualmente o Hubble vem tirando novas fotos de galaxias jamais vistas, ajudando os cientistas a desvendar muitas dúvidas sobre a origem do universo. As galáxias possuem diferentes formas, a nossa galáxia, a via lactea, assim como andromeda  são galáxias em formas espirais, mas existem outros tipos, algumas galaxias são chamadas espirais barradas com apenas dois braços, um em cada direção. Em uma galáxia como a nossa, podem existir mais de 200 bilhões de estrelas ou mais, vale lembrar que o numero de galáxias existentes passam dos bilhões, dai então ja se imagina o gigantesco numero de estrelas e também, de planetas existentes.

 o número mais pessimista possivel e planetas circulando outras estrelas, ianda faz com que o numero seja enorme, pois a quantidade e riqueza de galáxias e consequentemente estrelas no universo é enorme. Edwin Hublle mudou o panorama sobre o universo e consequentemente, sobre as galáxias, antes de suas descobertas, acreditava-se que so existia uma galáxia, a nossa via-lactea. As imagens vistas pelos telescópios no passado que hoje se sabem que são galaxias, era para os astronomos ate o ano de 1920 um pequeno aglomerado de estrelas, mas Hublle provou que, isso eram outras galáxias e nçao aglomerados estelares, assim, a cada ano, dezenas de galáxias iam sendo descobertas e, hoje, junto com o telescópio espacial que possui seu nome, ja sabemos que o número de galáxias, que a 80 anos era de apenas 1, chega hoje a centenas de milhões!                 


Acima galeria com 6 galaxias diferentes, as iamgens foram obtidas por raio-x. Galáxias evoluem em função da modificação, ao longo do tempo, de suas propriedades estruturais e da proporção relativa de seus constituintes principais (estrelas e gás). Essa evolução pode ser dinâmica, uímica, fotométrica ou morfológica.


A Via Lácta


 A Via Láctea é uma grande galáxia espiral, e o Sol encontra-se num dos seus braços espirais. Também a Galáxia de Andrómeda é uma galáxia espiral. As duas maiores galáxias-satélite da Via Láctea, por seu lado (a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães), eram classificadas como galáxias irregulares, mas uma observação mais minuciosa detectou estruturas de galáxias em barra, e desde então elas são classificadas como "SBm", um quarto tipo de galáxias em barra. No meio de nossa e de muitas outras galáxias, há provavelmente um poderoso buraco negro com mais ou menos 600 mil massas solares. Isso é o que mantem a galáxia uniforme. Não somos sugados pelo buraco negro por causa da atração das espirais. As galáxias elípticas e em barra não tem espirais pois podem ter um buraco de massa muito mais poderoso.
A Via Láctea é a galáxia onde está localizado o Sistema Solar. É uma estrutura constituída por cerca de duzentos bilhões de estrelas (algumas estimativas colocam esse número no dobro, em torno de quatrocentos bilhões e tem uma massa de cerca de um trilhão e 750 bilhões de massas solares. Sua idade está calculada entre treze e treze bilhões e 800 milhões de anos, embora alguns autores afirmem estar na faixa de quatorze bilhões de anos.

Galáxia NGC 1316

Crédito: P. Goudfrooij, STScI, Hubble Heritage Team, ESA, NASA.
NGC 1316 é uma galáxia com uma estranha forma, e não se sabe bem porquê. Uma primeira inspecção revela que NGC 1316 é uma enorme galáxia elíptica que inclue braços escuros de poeira, típicos de galáxias espirais. No entanto, imagens como esta, obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble, revelaram que a forma peculiar desta galáxia se deve, muito provavelmente, a uma colisão entre duas galáxias. A forma inicial das duas galáxias terá sido distorcida, dando origem a esta forma híbrida. NGC 1316 estende-se ao longo de 60000 anos-luz e situa-se a cerca de 75 milhões de anos-luz de distância.
Fonte:portaldoastronomo.org

Estrelas gigantes resultam de 'canibalismo' estelar, diz estudo

Nômades azuis seriam formadas quando uma estrela "suga" plasma da outra.
A imagem mostra as nômades dentro de um aglomerado globular
A origem de estrelas gigantes conhecidas como nômades azuis é resultado de "canibalismo estelar", fenômeno em que uma estrela "suga" o plasma da outra para formar uma de maior tamanho, sugerem cientistas britânicos e canadenses. As nômades azuis são estrelas gigantes e supermassivas, encontradas nos chamados aglomerados globulares - conjunto com formato esférico de cerca de 100 mil estrelas, fortemente ligadas pela gravidade. Elas são estrelas quentes e têm aparência de serem mais novas do que realmente são. A origem e formação dessas estrelas era considerada um mistério para os astrônomos. Estudos anteriores sugerem que elas seriam formadas a partir de colisões dentro dos aglomerados, mas a pesquisa recente sugere um processo mais simples. Segundo os cientistas da Universidade de Southmpton, no Reino Unido, e de McMaster, no Canadá, a formação das nômades azuis resulta de uma espécie de canibalismo estelar, ou seja, de um processo onde duas estrelas "sugam" matéria uma da outra e auxiliam na formação de uma de maior tamanho. Os cientistas explicam que esse processo ocorreria apenas nas chamadas estrelas binárias - sistemas estelares compostos por duas estrelas muito próximas e que orbitam ao redor de um centro de massa comum.

Observação
Para chegar aos resultados, os cientistas analisaram estrelas nômades azuis em 56 aglomerados globulares e identificaram uma relação entre a massa total no centro do conjunto e o número de nômades azuis dentro de cada um dos aglomerados. Eles explicam que quanto mais massivos os centros dos aglomerados, maior a presença das estrelas binárias - daí a relação entre as nômades azuis e as binárias nesses aglomerados. "Essas observações apontam para o canibalismo estelar como o mecanismo primário a formação das nômades azuis", diz o estudo. "Essa á a mais forte e direta prova de que as nômades azuis são resultado de duas estrelas binárias", afirmou Christian Knigge, um dos autores do estudo. "A origem das nômades azuis é um mistério antigo. Só se sabia que pelo menos duas estrelas estariam envolvidas em sua formação, porque estrelas isoladas com essa massa simplesmente não poderiam existir dentro desses aglomerados", disse Knigge. A pesquisa sobre o mistério envolvendo a origem das nômades azuis foi publicada na edição desta semana da revista científica "Nature".
Fonte:G1

Menor e mais rápido exoplaneta já descoberto tem densidade da Terra

Muito próximo de sua estrela, CoRoT-7b não pode abrigar vida. Projeto de caça de ‘outras Terras’ tem participação brasileira.
Impressão artística retrata CoRoT-7b com lava (Foto: ESO/L. Calcada)
O CoRoT-7b, o menor exoplaneta conhecido, e com a órbita mais acelerada, tem densidade similar à da Terra. Isso quer dizer que ele é rochoso. A conclusão foi obtida com base em cálculos que indicam massa cinco vezes superior e um raio 80% maior que o da Terra. Exoplaneta, ou planeta extra-solar, é um planeta que orbita uma estrela que não seja o Sol. Em dezembro de 2006, França, agência espacial europeia (ESA, na sigla em inglês), Áustria, Bélgica, Brasil, Alemanha e Espanha, lançaram o satélite CoRoT (acrônimo de convecção, rotação de estrelas e trânsito dos planetas extra-solares). Em fevereiro deste ano, foi anunciada a descoberta de um pequeno exoplaneta, o CoRoT-7b, que orbita a estrela TYC 4799-1733-1 (depois rebatizada para CoRoT-7). Fica a 500 anos-luz, na Constelação de Unicórnio (Monocerotis). O anúncio foi feito um ano após medições e confirmações realizadas por telescópios baseados na Terra. Os dados foram colhidos pelo Harps (high accuracy radial velocity planet searcher), um dos instrumentos embutidos no telescópio de 3,6 metros do Observatório de La Silla, no Chile. O Harps é considerado o melhor caçador de exoplanetas de que a ciência dispõe atualmente. Com as informações, CoRoT-7b foi classificado como exoplaneta do tipo “super-Terra”. Cerca de uma dúzia desses corpos celestes já foram detectados. A peculiaridade do CoRoT-7b é que se trata da primeira vez em que a massa de um exoplaneta pequeno é calculada.Como ele orbita muito perto de sua estrela, CoRoT-7b viaja a 750 mil quilômetros por hora, mais de 7 vezes a velocidade da Terra ao redor do Sol. “O planeta fica tão perto da estrela que deve parecer o inferno de Dante”, disse Didier Queloz, coordenador da equipe que realizou as medições.
Fonte: Do G1
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