17 de set de 2009

Estrela morta tem bombardeio de cometas

Círculo de poeira cria a ilusão de um gigantesco olho no espaço. Fenômeno foi observado em uma das nebulosas mais próximas da Terra.  
Os arredores de uma estrela morta relativamente próxima da Terra estão sendo agitados por cometas que sobreviveram à sua morte e agora colidem entre si, posicionados como se fossem um cinturão ao redor do astro central. O resultado foi revelado nas imagens do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa.  O local da ação é nebulosa da Hélice, uma das mais próximas de nós, a “apenas” 700 anos-luz de distância, na constelação de Aquário. Ao mirar o Spitzer para ela, os astrônomos, liderados por Kate Su, da Universidade do Arizona em Tucson, se surpreenderam com a enorme quantidade de poeira que observaram. De acordo com a teoria, quando a estrela no centro da nebulosa morreu, toda a poeira no local deveria ter sido expulsa pela explosão. Intrigados, os astrônomos resolveram investigar a fundo. E concluíram que o disco de poeira que observaram é resultado da colisão de cometas entre si. Em cerca de cinco bilhões de anos, o nosso Sistema Solar deve ter o mesmo destino. Nosso Sol, ao se transformar em um anã branca, vai ser rodeado por planetas mais externos e cometas sobreviventes e brilhar com a mesma intensidade de cores que a nebulosa da Hélice.A descoberta da equipe de Su será publicada na edição de 1º de março da revista “Astrophysical Journal Letters.”

Astrônomos revelam maior colisão entre galáxias já registrada

Conjunto de telescópios observou pancada a 5,4 bilhões de anos-luz daqui.Imagens podem ajudar a entender evolução de estruturas do Universo.

Dados foram obtidos por vários observatórios (Foto: NASA/STScI/IfA/C. Ma et al. )

 Astrônomos identificaram a maior colisão entre aglomerados de galáxias já registrada, a partir da combinação de imagens captadas por três telescópios diferentes. Usando dados do telescópio espacial Hubble, do Observatório Chandra e do Observatório Keck, no Havaí, os cientistas conseguiram determinar a geometria tridimensional e o movimento dos aglomerados, a uma distância de 5,4 bilhões de anos-luz da Terra. Os pesquisadores descobriram que quatro aglomerados distintos se envolveram em uma fusão tripla, em um fenômeno que, segundo eles, poderá ajudar a entender o que ocorre quando alguns dos maiores corpos do Universo se chocam. Aglomerados de galáxias interagem gravitacionalmente uns com os outros, e colisões entre eles são normais.

Notável
Os objetos envolvidos na colisão pertencem a um sistema batizado pelos astrônomos de MACJ0717, um "filamento" de galáxias, gases e matéria escura com 13 milhões de anos-luz de extensão e em constante fluxo de material. "Além de ser lotado de movimentos, este sistema também é notável por causa de sua temperatura - uma das mais altas já conhecidas", afirmou Cheng-Jiun Ma, da Universidade do Havaí e o chefe da pesquisa. "Trata-se do aglomerado mais espetacular e mais perturbado que eu já vi", disse. "Creio que ele pode nos ensinar muito mais sobre como as estruturas do Universo crescem e evoluem." Para a descoberta, o telescópio de Keck e o Hubble forneceram informações ópticas sobre o movimento e densidade das galáxias ao longo de uma linha, mas não sobre o que ocorria na rota perpendicular a esta linha. Ao combinar os dados de raio-X vindos do Observatório Chandra, os cientistas conseguiram os detalhes tridimensionais da imagem. Ma e seus colegas esperam no futuro poder utilizar imagens de raio-X ainda mais penetrantes para medir a temperatura dos gases ao longo de toda a extensão do filamento.
Fonte:G1

Hubble vê cauda de cometa em planeta

Gigante é tão quente que sua atmosfera vaza como vapor de uma panela. Planeta encontra-se fora do Sistema Solar e é do tamanho de Júpiter.
 Um planeta fora do Sistema Solar surpreendeu os cientistas ao exibir uma cauda semelhante à de um cometa. O efeito é causado pela proximidade de sua estrela, que faz com que os gases de sua atmosfera esquentem tanto que acabem sendo expelidos para o espaço, como vapor de uma panela quente. A imagem foi flagrada pelo Hubble. O telescópio espacial fez a primeira observação das camadas que formam a atmosfera de um planeta extra-solar (como são conhecidos aqueles que são encontrados fora de nosso Sistema). O planeta, conhecido somente como HD 209458b, possui uma camada superior de hidrogênio em alta temperatura que está “vazando” para o espaço. Da mesma maneira que em um balão, o gás quente sobe. No caso desse planeta, sobe a uma velocidade tão alta, que escapa da gravidade. “Essa camada que estudamos é uma zona de transição onde a temperatura dispara de cerca de 1,340 ºF (726 ºC) para mais de 25,540 ºF (14,170 ºC), mais quente que nosso Sol”, afirmou a líder da pesquisa, Gilda Ballester, da Universidade do Arizona em Tucson.Apesar de sua atmosfera estar sendo perdida pouco a pouco, os cientistas duvidam que o planeta vai desaparecer tão cedo. Sua expectativa de vida é de mais de 5 milhões de anos. Esse tipo de planeta é considerado bastante comum na Via Láctea: é como seria Júpiter se ele estivesse dez vezes mais perto do Sol do que Mercúrio. O HD 209458b, especificamente, é o primeiro do tipo a ser descoberto que passa na frente de sua estrela em uma posição que facilita seu estudo aqui na Terra. Por isso, ele também é um dos planetas extra-solares mais analisados pelos cientistas.
Fonte: G1

Satélite detecta erupção solar assassina em estrela próxima

Caso tivesse acontecido em nosso Sol, fenômeno teria devastado instantaneamente toda a vida na Terra, afirmam os cientistas!
Nas férias, evite viajar para o sistema II Pegasi. Cientistas detectaram uma erupção estelar tão forte naquele astro que, se houvesse algum planeta habitado em torno dele, toda a vida ali residente teria sido extinta instantaneamente. E o que talvez mais incomode na história toda: a estrela que originou a catástrofe não é muito diferente do nosso Sol.  A erupção é a mais energética já vista na história da astronomia, resultando numa liberação de energia equivalente à da detonação de 50 milhões de trilhões de bombas atômicas. Isso é mais ou menos cem milhões de vezes mais agressão do que a típica erupção solar. A detecção foi feita pelo satélite Swift, da Nasa, em dezembro de 2005, e estudada dali em diante por um grupo liderado por Rachel Osten, da Universidade de Maryland.

 O objeto está a 135 anos-luz da Terra -- uma distância segura --, mas é impossível não imaginar que algo parecido possa acontecer com nossa própria estrela. Afinal de contas, a geradora da erupção "assassina" é uma estrela um pouco mais velha e menor do que o Sol (ambos elementos que deveriam, em tese, dar a ela erupções menos poderosas que as solares). Mas Osten faz questão de tranquilizar os terráqueos. "Estamos bem seguros com respeito ao Sol", disse a pesquisadora ao G1. "O Sol é bem inativo, comparado ao que vemos em outros sóis."  Ela também destaca que, a despeito das similaridades entre a estrela violenta e o Sol, existe uma diferença fundamental -- a brigona vive num sistema binário, ou seja, é "casada" com uma outra estrela.

Não surpreende que estrelas casadas fiquem meio estressadas de vez em quando. Ao que parece, foi exatamente o que aconteceu nesse caso. O fato de as duas estrelas girarem muito próximas uma da outra fez com que a gravidade as levasse a ter o mesmo tempo de rotação e de translação. Trata-se de uma perigosa combinação, que pode levar a tragédias. "A maioria das estrelas que têm a idade do Sol são bem calmas, como o Sol", diz Osten. "Você precisa de algum mecanismo especial, como o travamento gravitacional das órbitas da estrela binária com a rotação, para ter uma estrela ativa, que pode produzir essas erupções."

 Vida fora da Terra

A astrônoma aponta que o achado pode ser má notícia para as perspectivas de desenvolvimento da vida em outras partes do Universo. "Sim, eu acho que isso precisa ser reavaliado. A parte perigosa é que a erupção vista nesse sistema binário ocorreu como resultado das duas estrelas terem travado suas órbitas com sua rotação, o que acontece apenas depois que as estrelas passaram da idade em que estão produzindo erupções porque são jovens. Então você poderia, em tese, ter formação planetária -- e vida -- se desenvolvendo ao redor de um sistema assim, e então, quando as órbitas sincronizam com a rotação das estrelas, essa erupção surgiria. Isso não é atualmente levado em conta em estudos astrobiológicos. Mas, como boa astrônoma, Osten prefere destacar as revelações puramente astronômicas do estudo. Segundo ela, essa é a primeira vez que os cientistas conseguem observar as propriedades dos elétrons que são acelerados durante uma erupção dessas em outra estrela. Até então, isso só havia sido observado em nosso Sol.
Fonte:G1

Grupo faz foto de nebulosa que abriga “Berçário estelar”

Nebulosa da Tarântula é a maior do tipo que podemos observar. Em sua intricada rede, milhões de estrelas estão nascendo       
Astrônomos europeus registraram a melhor imagem até agora da Nebulosa da Tarântula, localizada em uma galáxia vizinha à nossa Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães. Uma intrincada rede de estrelas e gases parecida com uma aranha, a Tarântula é um verdadeiro “berçário estelar”, com milhões de estrelas em formação. A 170 mil anos-luz, ela também é a maior “nebulosa de emissão” que podemos observar, com quase mil anos-luz de extensão.Os astrônomos afirmam que a Nebulosa da Tarântula, que abriga algumas das mais massivas estrelas que conhecemos, tenha mais de meio milhão de vezes a massa do nosso Sol. Eles também acreditam que a maioria das estrelas do Universo nasceu em locais parecidos com ela. Por isso, é tão importante estudá-la. As novas imagens da nebulosa, também conhecida como 30 Dourados, foram feitas enquanto astrônomos do Observatório Austral Europeu (ESO, na sigla em inglês), no Chile, estudavam as nuvens escuras da Tarântula, gigantescas nuvens de gás e poeira, extremamente frias, onde ocorrem o nascimento de estrelas.
Fonte:Astro Noticias
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