21 de set de 2009

Sol castiga Terra com íons em período de suposta "calmaria", dizem cientistas

O Sol pode castigar a Terra com fortes ventos de íons que atrapalham as telecomunicações, a aviação e as redes elétricas mesmo quando está na fase "quieta" dos seus ciclos de 11 anos de atividade, afirmam pesquisadores americanos. Cientistas tradicionalmente têm usado o número de manchas na superfície do Sol para medir sua atividade. O número de manchas solares atinge um pico no período chamado de máximo solar, e só depois começa a cair até atingir um mínimo e reiniciar o ciclo. Durante o pico, intensas erupções solares e tempestades geomagnéticas ejetam grandes quantidades de íons --partículas eletricamente carregadas- ao espaço. Quando essas partículas atingem o campo magnético da Terra, causam o belo espetáculo atmosférico das auroras polares, mas derrubam a comunicação com os satélites. Cientistas do NCAR (Centro Nacional de Pesquisa Atmosférica dos EUA) e da Universidade de Michigan, porém, descobriram que a Terra foi bombardeada por intensos ventos solares no ano passado, quando o Sol parecia estar num período especialmente mais calmo.

Surpresa

"O Sol continua a nos surpreender", diz Sarah Gibson, do NCAR, autora principal do trabalho. "O vento solar pode atingir a Terra como um esguicho mesmo quando o Sol está virtualmente sem manchas."
Antes disso, cientistas acreditavam que as correntes de energia que impulsionam o vento solar caíssem bastante à medida que o ciclo do Sol se aproximava do mínimo. Gibson e sua equipe compararam medições do atual período de mínimo solar, feitas em 2008, com medidas do mínimo solar anterior, de 1996. Apesar de os dados do período atual terem mostrado menos manchas solares do que qualquer outro mínimo em 75 anos, o efeito do Sol sobre o cinturão de radiação externa na Terra foi mais de três vezes maior que o de 1996. Os resultados da pesquisa, publicados em um estudo na última edição da revista "Journal of Geophysical Research", revelaram que a prevalência de correntes de vento solar com alta velocidade durante o mínimo de 2008 estão relacionadas à estrutura do Sol.  Mesmo com o o número total de manchas solares caindo nos últimos anos, grandes manchas eram vistas no Sol perto de seu equador. Fortes lufadas de vento solar que partiam dessa região varreram a Terra em 55% do período estudado em 2008, comparadas a apenas 31% dos dados colhidos em 1996. Um único "sopro" de partículas carregadas poderia durar de sete até dez dias. "As novas observações a partir do ano passado estão mudando a nossa compreensão sobre como os períodos de aquietamento do Sol afetam a Terra e sobre por que isso pode mudar de um ciclo para outro", afirma Janet Kozyra, da Universidade de Michigan, coautora do estudo. Sol está em período de maior "calmaria" de seu ciclo de 11 os; apesar disso, o astro castiga a Terra com fortes ventos de íons.

A Andrômeda invisível

Saiu semana passada uma imagem de Andrômeda que nunca havia sido vista. Ela foi obtida em comprimentos de onda no ultravioleta, uma faixa espectral que a atmosfera da Terra consegue filtrar quase totalmente. Alguma coisa ainda atinge a superfície (como os casos de câncer de pele podem atestar), mas de modo geral, astronomia no ultravioleta é feita com instrumentos no espaço. Essa imagem, de uma Andrômeda invisível para nossos instrumentos, foi obtida pelo satélite Swift. A missão principal deste satélite é observar eventos de raios gama, os famosos gamma ray bursts. Ele já conseguiu registrar mais de 400 destas explosões, que representam um dos eventos mais energéticos já observados no universo. A galáxia de Andrômeda está a 2,5 milhões de anos luz de distância e é uma espiral muito parecida com o que se pensa que seja a nossa galáxia. Quando alguém pergunta qual a maior distância que um ser humano pode enxergar a olho nu, provavelmente a resposta é 2,5 milhões de anos luz. Andrômeda pode ser vista (especialmente para habitantes do hemisfério norte) como uma mancha na constelação que leva o mesmo nome. Essa nova imagem mostra alguns detalhes até então desconhecidos. Diferente da imagem no vísivel em que o centro apresenta uma mancha pálido-amarelada, a imagem no ultravioleta mostra aglomerados de estrelas salpicados em torno do centro da galáxia. Isso por que no visível o centro é dominado pela luz de estrelas velhas e frias, o ultravioleta revela a população de estrelas jovens e quentes. Outro detalhe notável é um gigantesco anel de pontos azulados, revelando os locais onde estrelas estão se formando. As estrelas se concetram neste “anel de fogo” porque é nesta região que está a matéria para formar novas estrelas. No centro o gás já foi consumido. Uma explicação para este anel de intensa formação de estrelas é a interação com galáxias-satélites orbitando Andrômeda. As forças gravitacionais agem entre as galáxias como forças de maré e desse intenso cabo de guerra cósmico, regiões de formação de estrelas são geradas e, invariavelmente, algumas galáxias são engolidas por Andrômeda, como falei aí no post abaixo.
Fonte: www.nasa.gov

Galáxia de Andrômeda "canibaliza" vizinhas menores

Galáxia de Andrômeda cresce por "canibalismo", o que confirma o modelo de crescimento hierárquico
Estudo publicado nesta quarta-feira pela revista britânica "Nature" mostra que a maior de nossas galáxias vizinhas, a de Andrômeda, cresce por "canibalismo". Isso confirma modelo de crescimento hierárquico das galáxias. A gigante de Andrômeda é considerada a maior de nossas galáxias vizinhas.A descoberta foi feita ao analisar restos de galáxias anãs absorvidas ou desmembradas por ela. "Detectamos estrelas e estruturas que são, quase com toda a certeza, restos de galáxias anãs destruídas pelos efeitos das marés de M31 [como também é conhecida a galáxia de Andrômeda]", explicou a equipe de Alan McConnachie, do Instituto de Astrofísica NRC Herzberg de Victoria, Canadá. anos, quando o Triângulo, uma pequena galáxia.
A equipe internacional de astrônomos utilizou um telescópio compartilhado por Canadá, França e Havaí para observar os arredores dessa galáxia, situada a 2,5 milhões de anos-luz da Via Láctea --1 ano-luz equivale a 9,5 trilhões de quilômetros. Em uma ampla zona ao redor do disco conhecido de Andrômeda, os astrônomos descobriram estrelas que não puderam se formar por falta de densidade suficiente de gás. Daí a ideia de que sua origem sejam galáxias anãs absorvidas por Andrômeda, muitas delas ainda por detectar. A Galáxia do Triângulo é uma das vítimas "devoradas". Cercada por uma estrutura estelar "que é a prova de um recente encontro com a M31", milhões de suas estrelas foram sendo jogadas para fora. Calcula-se que este encontro tenha acontecido há alguns bilhões de a de 2 bilhões de estrelas, se aproximou a "apenas" 130 mil anos-luz da gigante Andrômeda, galáxia com 100 bilhões de estrelas.

Uma galáxia similar à Via Láctea

Em uma galáxia não muito distante, astrônomos encontraram semelhanças com a nossa Via Láctea.
O European Southern Observatory (ESO), observatório do sudoeste europeu, divulgou nova imagem da NGC 4945. A 13 milhões de anos-luz, ela parece ter características que a aproximam bastante da nossa galáxia.Além da forma em espiral, ela possui braços brilhantes e uma região central em forma de barra, como a Via Láctea. Em seu centro, provavelmente um buraco negro de grande massa devora matéria e lança energia pelo espaço. Localizada na constelação de Centaurus, a NGC 4945 é visível por meio de qualquer telescópio amador. A foto divulgada foi feita pelo observatório La Silla, no Chile, e, nela, a galáxia aparece com forma alongada. O efeito é causado pela perspectiva que temos da Terra, mas, na verdade, ela é um disco muito mais largo que espesso. Com a aplicação de filtros especiais, que isolam a cor da luz emitida por gases aquecidos (como hidrogênio), o ESO pode localizar áreas de formação de estrelas, identificadas pelo grande contraste na galáxia. Outras observações indicam que a NGC 4945 possui, também, suas diferenças em relação à Via Láctea: seu centro é muito ativo, e emite muito mais energia que galáxias mais calmas.O ESO é uma organização européia financiada por 14 países: Áustria, Bélgica, Dinamarca, França, Finlândia, Alemanha, Itália, Holanda, Portugal, Espanha, Suécia, Suíça e Reino Unido.
Fonte:G1

NGC 6302: Grande e Brilhante Nebulosa do Inseto

Os brilhantes aglomerados e nebulosas do céu noturno do planeta Terra muitas vezes ganham nomes de flores ou insetos, e NGC 6302 não é uma exceção. Com uma temperatura superficial estimada em cerca de 250.000 graus Celsius, a estrela central desta singular nebulosa planetária é excepcionalmente quente - brilhando intensamente na luz ultravioleta, mas escondida da visão direta pela densa Torus de poeira. Acima está uma imagem impressionantemente detalhada da nebulosa da estrela em agonia registrada pelo Telescópio Espacial Hubble. Passando através de uma brilhante cavidade de gás ionizado, o Torus de poeira ao redor da estrela central está no canto superior esquerdo desta imagem, quase na borda da linha de visada. Surpreendentemente, minerais, incluindo gelo de água e complexas moléculas de hidrocarbono, têm sido detectados nesta empoeirada mortalha cósmica da estrela quente. NGC 6302 se situa a cerca de 4.000 anos-luz de distância, na entomologicamente correta constelação de Escorpião.
Figura Acima-Ngc 6302 – Nebulosa Borboleta
Fonte:portal do astronomo
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