23 de set de 2009

Descoberto sinal de planetas em órbita de estrelas mortas

De 1% a 3% das estrelas anãs brancas T~em sinais de rocha em órbita, de acordo com análise de astrônomos.
Ilustração de asteroide em deintegração, sob os raios de uma estrela anã branca
Usando detectores de radiação infravermelha do Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, uma equipe de cientistas dos EUA e do Reino Unido vasculharam o espaço ao redor de estrelas conhecidas como anãs brancas - o remanescente da morte de um astro como o Sol - e determinaram que de 1% a 3% delas, pelo menos, estão cercadas por rochas e poeira. Entre os pesquisadores envolvidos estão Jay Farihi, da Universidade de Leicester, e Michael Jura e Ben Zuckerman, ambos da Universidade da Califórnia, Los Angeles. "O brilho infravermelho da poeira ao redor dessas anãs brancas é um sinal de que houve, ou há, planetas rochosos nesses sistemas", diz Farihi. A equipe acredita que a poeira foi produzida quando asteroides - os tijolos da construção de planetas - ao redor da estrela foram puxados e empurrados pela gravidade estelar. A poeira então formou o disco de material rochosos que o Spitzer detectou.

Em um estudo anterior realizado pela mesma equipe uma amostra de oito anãs brancas revelou ter vestígios de asteroides pulverizados. No novo trabalho, Farihi e seu grupo analisaram sistematicamente anãs brancas ricas em metais e descobriram limites estatísticos para a possível existência de planetas rochosos. "Agora sabemos de 14 anãs brancas cercadas por vestígios de poeira. Isso sugere que de 1% a 3% das estrelas tipo A e F da sequência principal - que são um pouco maiores e mais quentes que o Sol - têm planetas rochosos como a Terra", disse ele. Anãs brancas são os restos de estrelas de massa relativamente baixa, que já encerraram seu estágio de gigantes vermelhas, algo pelo que o Sol passará dentro de bilhões de anos. Uma anã branca pode ter o tamanho da Terra, mas conter a mesma massa que o Sol. A estrela é tão densa que uma colher de chá de seu material pesaria várias toneladas.

Descobertas as estrelas menos brilhantes do universo

Um par de estrelas anãs marrons - cada uma com cerca de um milionésimo do brilho do sol - foi descoberto pelo Telescópio Espacial Spitzer da Nasa. Essas anãs marrons são as lâmpadas celestes de menor desempenho energético que conhecemos," disse o líder do estudo Adam Burgasser, físico do Instituto Massachusetts de Tecnologia, em declaração. Anteriormente, os astrônomos haviam pensado que os corpos de baixa luminosidade fossem apenas uma anã marrom sem importância - uma bola compacta de gás flutuando no espaço que não é nem um planeta nem uma estrela. Mas Burgasser e sua equipe revelaram que o objeto - duas vezes mais brilhante do que deveria ser dada a sua temperatura - era na verdade estrelas gêmeas extremamente enfraquecidas. Cientistas esperam encontrar muitas outras anãs marrons de baixa luminosidade usando a tecnologia infravermelha ultra-sensível do telescópio. A expectativa é que as descobertas mostrem como as estrelas marrons se desenvolvem. As observações "permitem que vejamos pela primeira vez o que as atmosferas de estrelas anãs marrons muito antigas ou de massa baixa contêm e como elas são estruturadas," Burgasser disse. O estudo apareceu no periódico Astrophysical Journal Letters. Similares a estrelas, surgiram das sombras os objetos de menor luminosidade do universo - mostrados no desenho de um artista 16 de janeiro de 2009National Geographic.

Sistema solar próximo possui cinturão de asteróides

Epsilon Eridani pode reservar surpresas
     Epsilon Eridani - Esse desenho mostra o sistema planetário mais próximo do nosso Sistema Solar. NASA/JPL-Caltech
A estrela Epsilon Eridani, situada a 10,5 anos-luz daqui, é a nona estrela mais próxima do Sol, e também bem mais jovem que este, com idade aproximada de 850 milhões de anos. Nosso Sistema Solar, em comparação, tem 4,5 bilhões de anos. Epsilon Eridani é por enquanto a estrela mais próxima a comprovadamente possuir planetas, no caso um, Episolon Eridani b, descoberto em 2000, e que foi confirmado em 2006. O sistema, aliás, é por vezes identificado como a estrela natal de ninguém menos que de Spock, de Jornada nas Estrelas! A estrela é visível a olho nu na constelação de Eridanus.
Esse diagrama artístico compara o system Épsilon Eridani com o Sistema Solar. Os sistemas foram estruturados de forma similar e ambos contém asteróides (marrom), cometas (azul) e planetas (pontos brancos). Crédito: NASA/JPL-Caltech

 Agora foi confirmado que a estrela possui dois cinturões de asteróides a seu redor, e uma terceira faixa de material congelado na periferia de seu sistema. Este último seria similar ao Cinturão Kuiper de nosso Sol, cujos membros mais conhecidos são os planetas anões Plutão e Eris. Também é o local onde se originam alguns dos cometas que passam próximos a Terra. O primeiro cinturão de Epsilon Eridani fica a uma distância de sua estrela similar a de nosso próprio cinturão de asteróides, localizado entre Marte e Júpiter. O segundo cinturão de Epsilon Eridani fica a uma distância parecida com que separa o Sol de Urano. Os cientistas afirmam que a distância entre os dois cinturões de asteróides indicam a presença de mais planetas ao redor da estrela. A teceira faixa, a de material congelado, começa a uma distância equivalente a 30 vezes a que separa a Terra do Sol, indo até 100 vezes essa mesma distância. Epsilon Eridani b, o planeta já confirmado, orbita próximo ao anel mais interior. Os cientistas dizem que mais três planetas com massa entre a de Netuno e de Júpiter, poderiam explicar a distribuição desses objetos em torno de Epsilon Eridani. Os mesmos cientistas afirmam que esse sistema pode ser semelhante ao nosso, quando mais novo.
Fonte:G1.COM

Big Bang - A Teoria do Big Bang

Apesar da existência de diversas teorias, ninguém sabe precisamente como o Universo se formou. O interesse pelo Universo e, principalmente, pela sua origem faz parte da história humana, grandes pensadores e estudiosos observavam atentamente o céu com o objetivo de buscar entender os seus mistérios. Desde os primórdios da civilização até os dias atuais surgiram inúmeras explicações e teorias para essa questão, no entanto, nenhuma consegue apresentar respostas conclusivas. Mesmo com a existência de um arsenal tecnológico que fornece importantes informações para os estudos e pesquisas astrofísicas, ainda não se alcançou resultados precisos em relação à formação do Universo.

Diante dessa incógnita, a explicação mais razoável para esse processo é a teoria do Big Bang - nome dado à teoria que tenta explicar o surgimento do Universo; perante a classe científica, é a mais aceita. Essa teoria foi constituída por um grupo de astrônomos e físicos na primeira metade do século XX. De acordo com a teoria do Big Bang, há cerca de 15 bilhões de anos o Universo teria se formado a partir de uma gigantesca explosão. Antes desse processo, toda matéria e energia se encontravam concentradas como uma quente e densa esfera, constituída por hélio e hidrogênio.

Desse modo, com a suposta explosão, a energia liberada expandiu as matérias e formou o Universo. Essas informações estão pautadas na teoria do Big Bang, contestada por muitos, uma vez que não é capaz de explicar o motivo da repentina explosão. O Big Bang e a Expansão do Universo. O universo em que nós vivemos está expandindo. Nós sabemos isto porque nós vemos galáxias e grupos de galáxias se deslocando no universo. Esta expansão tem ocorrido desde que o universo foi formado a 15 bilhões de anos, durante um quente e denso evento conhecido como Big Bang.

Aqui estão seis Perguntas Frequentes sobre a expansão do Universo

(1) Onde é o centro do universo?
Não há nenhum centro do universo porque não há nenhuma borda do universo. Em um universo finito, o espaço é curvado de modo que você poderia viajar bilhões de anos-luz em uma linha reta e eventualmente você terminaria onde você começou. É também possível que nosso universo seja infinito. Em ambos os exemplos, os grupos de galáxias enchem completamente o universo e movem-se para os lados, em todos os pontos que fazem o universo se expandir (veja a pergunta 2). Um exemplo de um universo muito pequeno que contem somente 48 estrelas. Uma nave espacial voando entre estas estrelas não pode encontrar a borda deste universo. Se sair em um lado do universo reentrará no outro lado. As pessoas na nave espacial vêem um número infinito de estrelas ao redor dela. Este universo não tem nenhum limite e nenhum centro.

 (2) Onde ocorreu o Big Bang no Universo?
 Há uma suposição comum que o Big Bang foi uma explosão que ocorreu no espaço vazio e que a explosão expandiu no espaço vazio. Isto é errado.O espaço e o tempo foram criados no Big Bang. No começo do universo o espaço era preenchido completamente com a matéria. A matéria estava originalmente muito quente e muito densa e então expandiu e esfriou para eventualmente produzir as estrelas e as galáxias que nós vemos no universo hoje.  Embora o espaço possa ter sido concentrado em um único ponto no Big Bang, é igualmente possível que o espaço fosse infinito no Big Bang. Em ambos os cenários, o espaço foi enchido completamente com a matéria que começou a expandir.Não há nenhum centro da expansão, o universo está expandindo simplesmente em todos os pontos. Os observadores em todas as galáxia vêem a maioria das outras galáxias no universo que movem-se afastando-se delas. A única resposta a pergunta "Onde aconteceu o Big Bang" é que isso ocorreu em toda parte do universo. 

 (3) A a expansão da Terra com o universo?
A terra não está expandindo e nem o sistema solar, nem a Via-Láctea. Estes objetos foram formados sob a influência da gravidade. A gravidade prende também as galáxias junto em grupos e em aglomerados. É principalmente os grupos e os aglomerados de galáxias que estão movendo-se no universo.

(4) Oque existe fora do universo?
O espaço foi criado no Big Bang. Nosso universo não tem nenhum borda ou limite - não há nenhuma ' parte externa ' de nosso universo (veja a pergunta 1). É possível que nosso universo seja parte de uma infinidade de universos (veja a pergunta 5), mas estes universos não necessitam necessariamente de ' um espaço ' para existir dentro.      

(5) Oque existiu antes do Big Bang?
O tempo foi criado no Big Bang - nós não sabemos se existia antes do Big Bang. Esta pergunta, conseqüentemente, deve ser difícil de responder. Algumas teorias sugerem que nosso universo é parte de uma infinidade de universos (chamados ' multiverso ') que estão sendo criados continuamente. Isto é possível mas muito mais difícil de provar.

 
(6) Se o universo tem 14 bilhões de anos de idade, como poderiam as galáxias ter viajado mais de 14 bilhões de anos-luz?

É provável que nosso universo seja infinito e esteve preenchido com a matéria em toda parte desde o Big Bang (veja a pergunta 2). Há também a evidência de que no início o universo pode ter expandido muito mais rapidamente do que a velocidade de luz. É possível inflar o espaço de modo que embora as partículas não estejam viajando rapidamente, o espaço entre partículas aumente enormemente. Nós podemos imaginar que as galáxias são esferas que são colocadas em uma folha de borracha que represente o espaço. Se nós esticarmos a folha, as esferas movem-se para os lado. As esferas que estão próximas mover-se-ão lentamente. As esferas que estão muito separadas parecerão mover-se muito rapidamente. Não há nenhum limite de quão rapidamente o espaço pode expandir-se.O espaço é a geometria do universo. As mudanças no tamanho ou na forma do espaço ocorrem por causa do movimento da matéria e da energia no universo ou por causa das mudanças no índice da matéria e de energia do universo.
Fonte: http://www.suapesquisa.com/

Pulsares desvendam os segredos do universo.

Os astrônomos fizeram a primeira medida direta, conclusiva do tamanho de uma estrela Cefeida pulsante, de como inchou e encolheu – um método que promete estimativas melhores sobre a idade do universo, tamanho e taxa de expansão. A taxa à qual as Cefeidas pulsam é relacionada ao seu verdadeiro brilho ou luminosidade. Comparando o brilho aparente de estrelas supergigantes (como vistas de Terra) com o seu verdadeiro, astrônomos podem calcular a sua distância. Isso significa que as Cefeidas servem como "medidas" cósmicas para medir distâncias no universo. "Os Astrônomos estão muito interessados em entender a geometria do universo – quão rápido está se expandindo, quão velho é e o que acontecerá no futuro," isto é, se vai se expandir para sempre ou vai eventualmente entrar em colapso, disse Shri Kulkarni, um astrônomo do Instituto de Tecnologia da Califórnia. " Parte disso está determinando a taxa de expansão atual que é chamada "a Constante de Hubble"…. Um das grandes incertezas na Constante de Hubble é entender as distâncias para as medidas cósmicas, as Cefeidas. O problema é que nós não sabemos as distâncias para as Cefeidas, mas pretendemos".

A Galáxia M100  é a casa de uma estrela variável pulsante Cefeida, localizada no centro das três imagens do topo. Fazendo a primeira medida direta de uma estrela Cefeida que está mudando diâmetro, e assim sua distância, "nós acreditamos poder adquirir esta medida corretamente calculada" calibrando a relação entre um a taxa de pulsação da Cefeida e seu brilho, diz Kulkarni. " Durante os próximos anos, nós começaremos a ter uma idéia muito melhor da taxa de expansão e idade do universo", disse Ben Lane, um estudante graduado em ciências planetárias na Caltech. Os achados foram publicados em 28 de setembro no jornal Nature por Kulkarni, Lane, o estudante diplomado da Caltech Marc Kuchner, o cientista Andrew Boden e Michelle Creech-Eakman, uma estudante de pós-doutorado no Laboratório de jato-propulsão de NASA (JPL) em Pasadena, Califórnia.

Constante discordância
O astrônomo Edwin Hubble desenvolveu a Constante de Hubble em 1929 depois que descobriu que o mais distante uma galáxia é de Terra, o mais rapidamente está retrocedendo. A observação proveu forte evidência que o universo tem se expandido desde que formou durante o Big Bang. Um grupo de astrônomos estima que o universo está se expandindo a uma taxa de cerca de 50 quilômetros por segundo por megaparsec. Outro sugerem uma Constante de Hubble com o dobro daquela velocidade. (Um megaparsec iguala 3.26 milhões de anos-luz).
Fonte: www.astronomy.com

Estrelas Variáveis Cefeidas

As variáveis Cefeidas são estrelas que regularmente pulsam em tamanho e mudam em brilho. À medida que a estrela aumenta em tamanho, seu brilho diminui; então, o inverso ocorre. As variáveis Cefeidas podem não ser permanentemente variáveis; as flutuações podem ser apenas uma fase instável pela qual a estrela está passando. Polaris e Delta Cephei são exemplos de variáveis Cefeidas. É uma estrela variável pulsante. Este tipo de estrela sofre uma pulsação rítmica como indicado pelo seu padrão regular de mudar o brilho como uma função do tempo. O período de pulsação foi demonstrado estar diretamente relacionado com o briho intrínseco da Cefeida fazendo as observações destas estrelas uma das mais poderosas ferramentas conhecidas para determinar distância na astronomia dos dias modernos. A existência desta relação período-luminosidade foi um ponto de disputa durante o debate Curtis-Shapley em 1920.
Fonte:Wikipédia
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