5 de out de 2009

Nasa divulga imagem de buraco negro supermassivo

O intenso buraco negro produz jatos de raio-X que se estendem do interior por cerca de 13 mil anos-luz de distância.
A Nasa, agência espacial americana, divulgou esta semana em seu site a imagem em cores que identifica a violenta intensidade do campo gravitacional de um novo buraco negro supermassivo em uma galáxia lenticular vizinha à Terra. Câmeras de alta definição registraram a longa faixa de poeira e gás e resquícios de estrelas que ficaram pelo caminho do objeto, situado na galáxia Centaurus A. A Centaurus A, também conhecida como NGC 5128, tem um tamanho estimado em cerca de 14 milhões de anos-luz de diâmetro. Para se ter uma idéia da distância, 1 ano-luz em cálculos terrestres é o equivalente a 9,5 trilhões de quilômetros.

Ela é chamada de lenticular porque se localiza na zona intermediária entre uma galáxia elíptica (formato esférico) e uma galáxia espiral (formato em espiral). De acordo com a Nasa, os jatos de raio-X no lado superior esquerdo se estendem por cerca de 13 mil anos-luz de distância a partir do buraco negro. Este material brilhoso poderia estar viajando com uma rapidez equivalente à metade da velocidade da luz. A fotografia colorida do buraco negro foi possível graças a comparações de imagens captadas pelo telescópio APEX (na foto, cor laranja), no Chile, e pela sonda espacial Chandra X-ray (na foto, cor azul).

Propriedades

Em junho de 2008, um estudo da Nasa sugeriu que nem todos os buracos negros possuem propriedades similares, apesar dos variados tamanhos, indo contra o que diz a teoria da relatividade de Einstein. Buracos negros de galáxias espirais, por exemplo, puxam o gás da região central da galáxia para dentro de si em alta velocidade. Já os de massa estelar sugam o gás de uma estrela companheira de órbita.
Fonte: ttp://cienciadiaria.com.br

Buraco Negro Supermassivo de M87 é o maior conhecido

O buraco negro mais massivo descoberto até agora situa-se no  coração da relativamente perto galáxia gigante M87.
A ilustração mostra a relação entre a massa de um buraco negro central e massa do seu bojo. A nova massa maior, obtida com o modelo computacional do buraco negro de M87, com 6,4 mil milhões de massas solares, poderá mudar esta relação. Os autores usaram um modelo mais completo do que anteriormente. Isto significa que os buracos negros de todas as grandes galáxias vizinhas são mais massivos do que se pensava, assinalando uma mudança no nosso conhecimento da relação entre um buraco negro e a sua galáxia.Crédito: Tim Jones/UT-Austin após K. Cordes & S. Brown
Um novo modelo mostra que o buraco negro supermassivo tem duas a três vezes mais massa do que se pensava, umas gigantescas 6,4 mil milhões de vezes a massa do Sol. A nova medição sugere que outros buracos negros em grandes galáxias vizinhas possam também ser muito mais pesados que as medições actuais sugerem, e pode ajudar os astrónomos a resolver um puzzle acerca do desenvolvimento galáctico. "Não estávamos à espera disto," diz o membro da equipa Karl Gebhardt da Universidade do Texas em Austin, EUA. A descoberta foi anunciada anteontem na 214.ª reunião da Sociedade Astronómica Americana. O achado é "importante para a relação entre os buracos negros e as galáxias," disse o membro da equipe Jens Thomas do Instituto Max Planck para a Física Extraterrestre na Alemanha.

"Se se muda a massa do buraco negro, muda-se o modo como este se relaciona com a galáxia." Devido a esta relação, a massa revista pode impactar as teorias dos astrónomos de como as galáxias crescem e formam-se. Os buracos negros de grande massa também resolvem um paradoxo das massas de galáxias longínquas e em desenvolvimento denominadas quasares. Estes misteriosos objectos do início do Universo são galáxias em desenvolvimento muito brilhantes, com buracos negros rodeados por gás e poeira, borbulhando de formação estelar. Os quasares são colossais, com cerca de 10 mil milhões de vezes a massa do Sol, "mas nas galáxias locais, nunca vimos buracos negros tão massivos, nem de perto," afirma Gebhardt.
Esta composição de dados no visível, no rádio e em raios-X revela a gigante galáxia elíptica M87. Crédito: NASA/CXC/CfA/W. Forman et al./NRAO/AUI/NSF/W. Cotton; ESA/Hubble Heritage Team (STScI/AURA), e R. Gendler.

"Suspeitava-se que as massas dos quasares estavam erradas," disse. Mas "se aumentamos a massa de M87 duas ou três vezes, o problema quase que desaparece." M87 está a 50 milhões de anos-luz de distância. Há quase três décadas atrás, foi uma das primeiras galáxias a ser sugerida a existência de um buraco negro central. Agora os astrónomos pensam que a maioria das grandes galáxias, incluindo a nossa própria Via Láctea, têm buracos negros supermassivos nos seus centros. M87 tem também um jacto activo que dispara radiação do núcleo galáctico, criado onde a matéria rodopia mais perto do buraco negro e se aproxima da velocidade da luz, que é então combinado com tremendos campos magnéticos. O material libertado ajuda os astrónomos a compreender como os buracos negros atraem e engolem matéria, um processo estranho no qual não é tudo consumido. Estes factores fazem de M87 "a âncora para os estudos dos buracos negros supermassivos," salienta Gebhardt.Embora a nova massa de M87 seja baseada num modelo, as observações recentes com o Telescópio Gemini Norte no Hawaii e com o VLT do ESO no Chile suportam os seus achados. 
Fonte:Astronomy.com

Astrónomos obtêm um espetacular registro meteorológico de planeta extra solar

Telescópio da Nasa detecta variações climáticas em planeta distante.
Acima:Simulação computadorizada do planeta HD 80606b
O telescópio espacial americano Spitzer detectou uma variação de temperatura de 700 graus Celsius ocorrida em poucas horas em um gigantesco planeta distante. O planeta HD 80606b tem três vezes o tamanho de Júpiter, o maior planeta em nosso sistema solar.O telescópio da Nasa notou que a temperatura do HD 80606b sobe dos já altos 530° C para cerca de 1230° C em apenas seis horas, ao se aproximar da estrela que orbita. Durante o processo, o planeta é envolvido em fortes tormentas com ventos de mais de 18 mil km/h e sua temperatura sobe rapidamente. Assistimos ao desenvolvimento de uma das tormentas mais violentas da galáxia", afirmou o astrônomo Greg Laughlin, do observatório Lick, na Califórnia, responsável pelo estudo sobre o planeta divulgado na publicação científica "Nature". "Essa foi a primeira vez que detectamos mudanças climáticas em tempo real em um planeta fora de nosso sistema solar ."O planeta foi descoberto inicialmente em 2001 por uma equipe de cientistas localizada na Suíça. Ele está localizado a cerca de 190 anos-luz de distância na constelação de Ursa Maior.
Fonte: NASA/JPL-Caltech
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