7 de out de 2009

A face de Titã revelada

Observando nos comprimentos de onda do infra-vermelho próximo que permitem penetrar a densa atmosfera, estas imagens, obtidas pela sonda Cassini, permitem observar a superfície de Titã com uma clareza invulgar. A imagem da esquerda, obtida no comprimento de onda de 2µm, e a imagem da direita, obtida a 5µm, permitem detectar uma variedade de características da superfície. As zonas mais escuras são possivelmente constituídas por gelo (de água) relativamente puro, enquanto que nas zonas mais claras a abundância de outros compostos, como hidrocarbonetos simples, deverá ser mais elevada. A imagem do meio, obtida a 2,8µm mostra uma superfície muito escura, como seria de esperar neste comprimento de onda de uma superfície de gelo de água e hidrocarbonetos. Em todas as imagens é visível perto do Pólo Sul uma nuvem de metano muito brilhante. O facto de ser vísivel em todas as cores indica que deve ser constituida por partículas maiores do que as que compõem a bruma que envolve Titã. Ainda na imagem da esquerda parece entrever-se uma estrutura circular no hemisfério Norte, que poderá ser uma cratera.
Fonte: http://aeiou.expresso.pt

Nebulosa planetária NGC 7009

Esta imagem da nebulosa planetária NGC 7009, obtida pelo telescópio Hubble, põe bem em evidência a sua complexa estrutura, o resultado de várias ejecções de material. No seu centro existe uma anã branca extremamente quente. Muito ainda falta por compreender sobre a forma como esta nebulosa planetária adquiriu a sua forma actual. Imagine-se a vista espectacular que teríamos se o nosso Sol, daqui a cerca de 5 mil milhões de anos, produzi-se uma nebulosa como esta. NGC 7009, também conhecida por nebulosa Saturno, situa-se na constelação do Aquário a cerca de 400 anos-luz de distância.

Crédito: Bruce Balick (University of Washington), Jason Alexander (University of Washington), Arsen Hajian (U.S. Naval Observatory), Yervant Terzian (Cornell University), Mario Perinotto (University of Florence, Italy), Patrizio Patriarchi (Arcetri Observatory, It
Telescópio: Hubble Space Telescope (HST).

Constelação do Touro

   Imagem da constelação do Touro. As estrelas mais brilhantes, normalmente utilizadas para identificar a constelação, surgem bem destacadas. Existem muitos objectos de interesse nesta região do céu. A estrela de cor alaranjada perto do canto superior esquerdo é Aldebaran, um sistema estelar binário, a cerca de 65 anos-luz de distância. A componente principal do sistema (Aldebaran A) é uma estrela gigante vermelha, com uma massa semelhante à do Sol mas um diâmetro entre 40 a 50 vezes maior que o do Sol.Perto do centro da imagem pode observar-se um aglomerado aberto de estrelas, as Plêiades, também conhecido pela designação M45 e mais popularmente como Sete Irmãs ou Sete Estrelo. É um enxame de estrelas relativamente jovem, cerca de 80 milhões de anos, situado a 380 anos-luz. No canto superior da imagem pode ser observada a Nebulosa da Califórnia (NGC 1499) que já pertence à constelação de Perseu.

Crédito: © Bill & Sally Fletcher, Science & Art (http://www.scienceandart.com/)

Os Aneis de Saturno

            De que são feitos os anéis de Saturno?
De todos os planetas, nenhum parece nos fascina­r tanto como Saturno. A fascinação provavelmente se deve aos enormes anéis que tornam o segundo maior planeta algo fora do comum em nosso sistema solar. Embora Júpiter, Urano e Netuno possuam seus próprios anéis, nenhum é tão espetacular como os de Saturno.Os anéis de Saturno também são um dos grandes mistérios do espaço. Mas, à medida que as naves espaciais circundam os anéis mais próximas do que nunca, consegue-se um retrato mais completo do que eles são feitos e de como vieram a existir.

Saturno possui seis anéis principais, cada um composto de milhares de anéis menores. Os anéis são enormes - os maiores medindo 273.588 km de diâmetro. Porém, eles são proporcionalmente muito delgados - em torno de apenas 200 metros de espessura. Eles não são sólidos como parecem da Terra, pois são feitos de pedaços flutuantes de água congelada, rochas e poeira cujo tamanho varia de partículas a pedaços enormes, do tamanho de uma casa, que orbitam Saturno. À medida que as partículas orbitam, colidem constantemente, quebrando os pedaços maiores. 

 Os anéis não são círculos perfeitos. Eles têm curvaturas provocadas pela gravidade das luas próximas. Os anéis também contêm degraus produzidos conforme as partículas muito finas de poeira, que flutuam acima dos anéis, são atraídas por eletricidade estática e puxadas para cima dos anéis. Os anéis são denominados por letras - A, B, C, D, E e F. Eles não estão em ordem alfabética, mas sim na ordem em que foram descobertos (a ordem real, a partir de Saturno, é: D, C, B, A, F, G e E).  A e B são os anéis mais brilhantes e B é o mais largo e mais espesso dos seis. O anel C às vezes é chamado de anel crepe porque é muito transparente e D é apenas visível. O anel F é muito estreito e se mantém unido por duas luas - Pandora e Prometeu - que se posicionam em cada lado do anel. Elas são chamadas luas pastoras porque controlam o movimento das partículas no anel.

Mais para fora está o anel G e finalmente o anel E, composto de partículas muito finas, quase microscópicas. O anel E foi o mais enigmático para os cientistas porque, ao contrário dos outros anéis, que se acredita serem feitos de partículas desprendidas das luas próximas, imagina-se que ele seja feito de partículas de gelo pulverizadas por gêiseres próximos do pólo sul da lua Enceladus. Entre vários dos anéis há lacunas descobertas pelos astrônomos que estudaram Saturno.

As origens dos anéis de Saturno
Os cientistas ponderam sobre os anéis de Saturno desde que Galileu perscrutou o planeta através de um telescópio primitivo em 1610. Do ângulo em que observou, Galileu descobriu que Saturno não era uma estrela única, mas na verdade três: uma estrela grande no meio com dois apêndices em forma de orelha saindo dela, que ele imaginou que seriam grandes luas. Galileu observou Saturno por mais de um ano. Então fez uma pausa e não observou novamente até 1612, quando viu algo incomum: em vez da formação em três estrelas que havia visto na última observação, ele viu apenas uma estrela solitária. Ele previu corretamente que as outras "estrelas" iriam retornar, mas não sabia dizer porque tinham desaparecido. 

 Em 1655, o cientista holandês Christiaan Huygens respondeu a pergunta que tanto tinha intrigado Galileu, quando olhou através de um telescópio mais sofisticado. Ele concluiu que as estrelas extras eram, na verdade, anéis finos o suficiente para aparentemente sumir quando vistos em sua borda. Hoje os cientistas têm um nome para o que Galileu e Huygens testemunharam - o cruzamento do plano dos anéis. Conforme Saturno viaja ao redor do Sol, seus anéis aparecem de perfil para a Terra em cerca de 1 vez a cada 14 anos. Assim, quando olhamos para o planeta através de um telescópio durante esse período, os anéis não são visíveis.   

Huygens, contudo, cometeu um equívoco em sua avaliação sobre Saturno. Ele acreditava que o anéis eram sólidos. Cinco anos depois, o astrônomo francês Jean Chapelain conjeturou que os anéis eram, na realidade, partículas orbitando ao redor de Saturno. O físico escocês James Clerk Maxwell confirmou essa teoria em 1857 quando calculou que os anéis deviam ser feitos de partículas pequenas; caso contrário, seriam puxados para dentro pela gravidade de Saturno até colidirem com o planeta.
Nos séculos 20 e 21, os astrônomos tiveram o benefício da tecnologia para ajudá-los a descobrir os segredos dos anéis de Saturno. No fim dos anos 70 e início dos 80, as naves espaciais Pioneer e Voyager mandaram de volta imagens dos anéis e das partículas que os compõem. Mais recentemente, a missão Cassini (um esforço de colaboração entre a NASA, a Agência Espacial Européia - ESA e a Agência Espacial Italiana - ASI), foi capaz de circular ainda mais perto dos anéis de Saturno e coletar uma grande quantidade de informações novas sobre sua estrutura.
Conforme mais aprendem sobre a composição dos anéis de Saturno, maiores são os questionamentos dos cientistas sobre as origens dos anéis. Eles acreditam que os anéis foram criados quando cometas ou asteróides colidiram com uma ou mais luas do planeta, estilhaçando-as em muitos pedaços. Os fragmentos da colisão teriam se espalhado ao redor de Saturno e produzido o formato atual de anel. O que não se tem certeza é sobre a idade dos anéis.

 A princípio, imaginava-se que eram tão antigos quanto o sistema solar. Então os cientistas supuseram que, se estivesse juntando poeira do espaço por 4 bilhões de anos, o gelo dos anéis deveria ser muito mais sujo do que é. Conseqüentemente reduziram a idade estimada dos anéis, para dezenas de milhões de anos atrás. Mas quando a nave espacial Cassini mandou de volta imagens mais nítidas e atuais dos anéis de Saturno, os cientistas chegaram à conclusão de que a estimativa original estava correta. Eles acreditam que é provável que as partículas dos anéis tenham sido recicladas durante 4 bilhões de anos e que continuarão a existir ainda por muito tempo.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/aneis-de-saturno.htm

Astrônomos descobrem anel gigante em torno de Saturno

 O maior anel do planeta abrigaria 1 bilhão de Terras dentro de seu diâmetro.
Concepção artística do anel gigante em torno de Saturno: em seu diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra (Foto: NASA/JPL-Caltech/Keck)
Cientistas da Nasa (Agência Espacial americana) descobriram um anel gigante em torno de Saturno, em cujo diâmetro caberiam alinhados 1 bilhão de planetas do tamanho da Terra. Sua parte mais densa fica a cerca de 6 milhões de quilômetros de Saturno e se estende por outros 12 milhões de quilômetros, o que o torna o maior anel de Saturno. A altura do halo é 20 vezes maior que o diâmetro do planeta.  "Trata-se de um anel superdimensionado", definiu a astrônoma Anne Verbiscer, da Universidade da Virgínia em Charlottesville e uma das autoras de um artigo sobre a descoberta publicado na revista científica "Nature". "Se ele fosse visível a partir da Terra, veríamos o anel com a largura de duas luas cheias, com Saturno no meio", comparou a cientista.
 
Quase invisível
Anne e seus colegas utilizaram uma câmera de infravermelho a bordo do telescópio espacial Spitzer para fazer uma "leitura" de uma parte do espaço dentro da órbita de Phoebe, uma das luas de Saturno. Segundo a astrônoma, o anel é praticamente invisível por telescópios que utilizam luz, já que é formado por uma fina camada de gelo e por partículas de poeira bastante difusas. "As partículas estão tão distantes umas das outras que mesmo se você ficasse em pé em cima do anel, não o veria", disse Anne. Os cientistas acreditam que a lua Phoebe é que contribuiu com o material para a formação do anel gigante, ao ser atingida por cometas. A órbita do anel está a 27 graus de inclinação do eixo do principal e mais visível anel de Saturno.

Mistério
Os cientistas acreditam que a descoberta do anel poderá ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da astronomia - a lua Iapetus, também de Saturno. A lua foi descoberta pelo astrônomo Giovanni Cassini em 1671, que percebeu que ela tinha um lado claro e outro bastante escuro, como o conhecido símbolo yin-yang. Segundo a equipe de Anne, o anel gira na mesma direção de Phoebe e na direção oposta a Iapetus e às outras luas e anéis de Saturno. Com isso, o material do anel colide constantemente com a misteriosa lua, "como uma mosca contra uma janela".

Maior Estrela Do Universo

  A maior estrela conhecida do Universo é a VY Canis Majoris, também conhecida como VY Cma, que fica a 5 mil anos-luz da Terra e tem 2,9 bilhões de quilômetros de diâmetro, porte 1 800 a 2 100 vezes maior que o do Sol. O diâmetro da superstar equivale a nove vezes a distância da Terra ao Sol! Mas pode haver astros ainda maiores, já que hoje se conhecem "apenas" 70 septilhões de estrelas no Universo. A VY Canis Majoris fica na constelação de Cão Maior, na Via Láctea, e ganhou o nome da mitologia grega. A constelação representava o cachorro de Órion, o caçador gigante. Apesar do tamanho descomunal da Cma, não é possível vê-la da Terra - ela está morrendo e despejando parte de sua massa em uma nebulosa que encobre nossa visão.

O posto de vice-campeã vai para a VV Cephei, com diâmetro de 1 600 a 1 900 sóis. "Os valores variam porque os dados são coletados a partir de aproximações e comparações, são sempre cálculos indiretos", explica Augusto Damineli, professor do Instituto de Astronomia e Geofísica da USP. No quesito peso, a vencedora é a Eta Carinae, 150 vezes mais pesada do que o Sol (1,9891 x 1030 quilos do Sol, contra 298,365 x 1030 quilos de Eta Carinae). Tamanho nem sempre significa brilho - a mais brilhante daqui da Terra é o Sol - nem luminosidade - em que a LBV 1806-20 é campeã. O brilho está relacionado àquilo que podemos observar aqui da Terra; e a luminosidade é o brilho de fato, como se as estrelas fossem colocadas lado a lado e pudéssemos comparar sua intensidade. Depois do Sol, a estrela mais brilhante para nós é a Sirius, distante 8,57 anos-luz.

Calçada da fama estelar

Comparado com as maiores estrelas em algumas categorias, o Sol perde o trono de astro rei

 Se o Sol fosse... - Uma bolinha de tênis
A maior estrela da categoria seria... - Um campo de futebol

TAMANHO
VY CANIS MAJORIS - 2 100 vezes maior que o Sol
DIÂMETRO - 3 bilhões de quilômetros
ONDE FICA - Constelação de Cão Maior
Se o Sol fosse... - Um homem de 85 kg
A maior estrela da categoria seria... - Dois elefantes africanos

PESO
ETA CARINAE - 150 vezes mais pesada que o Sol
PESO - 298,365 x 1030 quilos
ONDE FICA - Constelação de Carina
Se o Sol fosse... - Uma lâmpada
A maior estrela da categoria seria... - Três vezes o show de luzes da Fremont Street, em Las Vegas

LUMINOSIDADE
LBV 1806-20 - 38 milhões de vezes mais brilhante que o Sol
LUMINOSIDADE - 38 milhões de unidades
ONDE FICA - Constelação de Sagitário
Se o Sol fosse... - Um passo distante da terra...
A maior estrela da categoria seria... - ... a outra estrela mais próxima da terra estaria a 90 km de nós

PROXIMIDADE DA TERRA
PRÓXIMA CENTAURO - 4,2 anos-luz
SOL - 8 minutos-luz
ONDE FICA - Constelação de Centauro
Fonte:Terra

ESTRELA LBV 1806-20


Ilustração comparando LBV 1806-20, que talvez seja a estrela mais luminosa e de maior massa que se conhece, com o Sol. Os astrónomos determinaram que LBV 1806-20 tem pelo menos 150 vezes a massa do Sol e a sua luminosidade é 5 milhões de vezes a do Sol. Crédito: University of Florida/Meghan Kennedy.
 LBV 1806-20 é uma estrela hipergigante ou possivelmente uma estrela binária, que se encontra a uma distância de 30.000 a 49.000 anos-luz do Sol, perto do centro da galáxia. O sistema tem uma massa de 130 a 200 massas solares e uma luminosidade variável de 38 milhões vezes a do Sol, comparável com Eta Carinae ou Estrela da Pistola, todas estrelas variáveis azuis luminosas. Seu tipo espectral está classificado como entre O9 e B2. Apesar de sua luminosidade ser invisível na Terra, o que vemos é menos da bilionésima parte de sua luz, o resto é absorvido pelo gás e a poeira interestelar. Sua magnitude aparente é +35 no visível e magnitude 8 em comprimento de onda de 2 micrômetros no infravermelho próximo.

Localização

LBV 1806-20 se encontra no outro lado da galáxia, no centro da radio-nebulosa G10.0-0.3, formada pelos tremendos ventos estelares produzidos pela estrela. Está no extremo do aglomerado Cl* 1806-20, que forma parte de W31, uma das maiores regiões de H II da Via-Láctea. Este aglomerado contém outras estrelas supermassivas, com duas estrelas de Wolf-Rayet, ricas em carbono (WC9d e WCL), duas hipergigantes azuis e um magnetar (SGR 1806-20).

Teoria de formação

 As teorias atuais de formação estelar indicam uma estrela deve ter como máximo 120 massas solares, inferior à massa mínima estimada de 130 massas solares de LBV 1806-20. Recentes estudos de espectroscopia de alta resolução, detectaram que pode existir uma companheira, sendo que, neste caso, a massa de cada uma das estrelas consideravelmente é inferior ao limite máximo para a formação estelar.
Fonte:Wikipédia
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