13 de out de 2009

NGC 6992/5 - Nebulosa do Véu

A Nebulosa do Véu é uma enorme região de gás difuso que cobre vários graus no céu, a uma distância de cerca de 2500 anos-luz, na constelação do Cisne. Esta imagem, apesar de abranger mais de um grau no céu (correspondendo a mais de 40 anos-luz à distância a que se encontra a nebulosa), consegue apenas mostrar o segmento nordeste da nebulosa, designado por NGC6992/5. Na sua totalidade, a nebulosa estende-se por mais de 100 anos-luz. Trata-se de um remanescente de supernova, cuja explosão terá acontecido há mais de 20 000 anos. É essencialmente composto por material interestelar que foi arrastado pela onda de choque da explosão. O gás desta nebulosa emite ainda fortemente devido ao facto do gás se encontrar excitado, fruto da colisão da onda de choque, que se propaga, com o meio interestelar. As explosões de supernova são talvez os fenómenos mais espectaculares na nossa Galáxia, ocorrendo quando uma estrela de massa elevada, no final da sua vida, lança para o espaço as camadas mais externas da sua atmosfera, com velocidades entre 10 000 e 20 000 km/s, sob a forma de onda de choque. A imagem foi obtida em 1996 pelo telescópio Schmidt, pertencente ao Observatório Warner e Swasey da Case Western Reserve University (CWRU), situado no Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona (EUA).
Fonte;Portal Terra

Ponto mais frio do Sistema Solar fica na Lua, mostra sonda

Frio maior que o de Plutão pode aprisionar substãncias voláteis, como água e metano, diz cientista
Mapa com as temperaturas diurna e noturna do hemisfério sul da Lua. Imagem: Nasa
WASHINGTON - Astrônomos encontraram o ponto mais frio do Sistema Solar, e ele fica mais perto do que se poderia imaginar. Está na Lua, logo ao lado. A sonda Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO) está fazendo o primeiro mapa completo das temperaturas lunares, e descobriu que no polo sul há lugares mais frios que o distante Plutão. A área fica no interior de uma cratera onde nunca bate a luz do Sol. Nova sonda da Nasa fotografa locais de pouso das Apollo "É meio como um brilho tênue, e é a única fonte de calor", disse David Paige, da Universidade da Califórnia, Los Angeles, cientista que é parte da equipe responsável pela LRO. "Bem aqui, no nosso quintal, está definitivamente a coisa mais fria que já vimos em medições reais". As temperaturas detectadas foram, 211 graus negativos, apenas 62 graus acima da menor temperatura possivel. Plutão é pelo menos 1º C mais quente, e fica 40 vezes mais longe do Sol. As temperaturas mais baixas foram encontradas principalmente em crateras dentro de crateras, disse Paige. Três crateras onde as temperaturas extremamente baixas foram encontradas são Faustini, Shoemaker and Haworth. E alguns dos locais mais frios são tão remotos que ainda não têm sequer nomes, disse ele. Em breve, a mudança das estações aquecerá um pouco o sul da Lua, e o norte ficará mais frio. As temperaturas extremamente baixas são importantes porque podem aprisionar substâncias voláteis como água e metano, disse o cientista da Nasa Richard Vondrak. Essas substâncias poderão ser exploradas por futuros astronautas e ajudar cientistas a entender a origem do Sistema Solar, disse ele. A sonda, que iniciou a parte científica de sua missão há apenas uma semana, já detectou vários sinais de hidrogênio, o que pode indicar água presa no subsolo, declarou Vondrak.
Fonte: ESTADÃO
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