14 de out de 2009

Buracos negros em colisão observados com detalhes

Os cientistas conseguiram obter a localização exacta de um par de buracos negros supermassivos no centro de duas galáxias em colisão a 300 milhões de anos-luz de distância. As imagens de infravermelho foram feitas usando o telescópio Keck II no Hawai e revelam que os dois buracos negros no centro da colisão de galáxias conhecida como NGC 6240 têm cada um deles um disco de estrelas e nebulosas em rotação. As novas imagens foram apresentadas em detalhe na Science Express, uma publicação online da revista Science.Os cientistas já haviam  observado NGC 6240 usando diferentes comprimentos de onda de radiação. Imagens que haviam sido obtidas com o Telescópio Espacial Hubble mostraram as partes exteriores das galáxias em colisão no visível e mostraram longas caudas de maré contendo estrelas abandonadas, gás e poeiras. 

As observações efectuadas usando o Telescópio Espacial de raios-X Chandra da NASA revelaram a presença de dois buracos negros supermassivos no centro das galáxias. O VLBA (Very Long Baseline Array) detectou duas fontes rádio no centro das galáxias. O problema era a conjugação de todos os resultados numa construção coerente.  Têm-se todos estes telescópios e olham para um determinado ponto do céu e vêm coisas muito diferentes," disse o membro da equipa de investigação Willem de Vries da Universidade da Califórnia. O Keck II usa um tipo de método de captura de imagem relativamente recente que se chama óptica adaptiva, que usa uma estrela-guia gerada artificialmente com um laser de modo a proceder a correcções rápidas nos espelhos de fora a corrigir as distorções provocadas na imagem provocadas pela atmosfera terrestre ("seeing"). As imagens do The Keck II têm uma resolução espacial tão grande que os cientistas puderam identificar detalhes no NGC 6240 que explicam melhores o observado a outros comprimentos de onda.

Como uma Pedra da Rosetta, as imagens do Keck II permitiram aos cientistas calibrar pela primeira vez diferentes imagens deste objecto."Agora conseguimos mesmo ver todas aquelas poeiras quentes no infravermelho e associar às emissões nos raios X e rádio que são emitidas mesmo ao redor dos buracos negros," disse a chefe de equipa Claire Max em Santa Cruz na Universidade da Califórnia. Os cientistas pensam que as colisões galácticas são uma das formas das galáxias se formarem e crescerem. A nossa Via Láctea espera-se que venha a colidir com a nossa vizinha Andrómeda dentro de poucos milhares de milhões de anos. Quando isso suceder, poderá ocorrer a fusão de dois buracos negros de forma semelhante ao que está a ocorrer no NGC 6420.   Os cientistas estimam que os dois buracos negros no objecto NGC 6240 vão espiralar um para o outro e fundir-se dentro de 10 a 100 milhões de anos.
Science Express
Fonte: Science

Nebulosa planetária NGC 2346

NGC 2346 é uma nebulosa planetária bipolar, na constelação do Unicórnio. Encontra-se a cerca de 2 000 anos-luz de nós e estende-se por aproximadamente 0,3 anos-luz. As nebulosas planetárias resultam dos últimos estágios da vida de estrelas como o nosso Sol. Mas NGC 2346 distingue-se por ter no seu centro, não uma estrela, mas um sistema binário, com um período de 16 dias. Acredita-se que as estrelas que compõem o binário já se encontraram mais afastadas uma da outra. Mas a expansão de uma das estrelas, ao evoluir para gigante vermelha, terá provocado a aproximação da sua companheira. Esta, ao ser puxada para a estrela maior, terá deixado um rastro de gás em forma de anel à volta do sistema binário. Mais tarde, ao ser despida das suas camadas mais externas que deixaram o seu núcleo quente exposto, a gigante vermelha terá desenvolvido um vento estelar forte perpendicular ao anel de gás já existente, dando assim origem às duas enormes bolhas. Acredita-se que este processo em duas fases é responsável pela forma em borboleta apresentada por esta nebulosa planetária.
Fonte:portaldoastronomo.org

Hodge 301 - Nebulosa da Tarântula

   
 O aglomerado de estrelas de massa elevada que se vê no canto inferior direito desta imagem é conhecido por Hodge 301 e situa-se na famosa Nebulosa da Tarântula. Esta nebulosa, localizada na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães, tornou-se o centro das atenções da comunidade astronómica em 1987 quando, no seu interior, apareceu uma supernova. Muitas das estrelas de Hodge 301 são tão velhas que elas próprias já explodiram sob a forma de supernovas. Estas estrelas estão agora a ejectar o seu material para as regiões circundantes a velocidades da ordem de 350 km por segundo. Este material está a colidir e a comprimir o gás envolvente, criando os magníficos filamentos coloridos visíveis na imagem. Ao contrário do que o nome parece indicar, uma supernova não é uma estrela nova, mas sim o resultado da explosão de        uma estrela que chegou ao fim da sua vida.

Crédito: Hubble Heritage Team (AURA/STScI/NASA).
Fonte:Portaldoastronomo.org

Sistema solar e as luas

O número de planetas em nosso Sistema Solar é quase nulo se comparado ao número e variedade de luas que giram em torno de todos os planetas - com exceção de Mercúrio e Vênus. Os cientistas acreditam que nossa Lua tenha sido arrancada da Terra em uma colisão gigantesca bilhões de anos atrás. Titã, a megalua que orbita Saturno, tem atmosfera própria, de nitrogênio. Talvez também abrigue lagos e possivelmente até continentes. Uma das luas de Júpiter é a vulcânica Io, cuja superfície é constantemente flexionada pela força da gravidade do planeta.

 Outra das luas de Júpiter é Europa, uma lua de gelo listrada. Os cientistas acreditam que ela possa conter vastos oceanos abaixo de sua camada de gelo. Tritão, a lua de Netuno, tem gêiseres de nitrogênio que se despejam através de uma camada de gelo de nitrogênio. A superfície repleta de marcas de Tritão se assemelha à casca de um melão. Além disso, a lua orbita Netuno em direção reversa, conhecida como "retrógrada", e é possível que no futuro sua espiral a conduza a uma proximidade grande o bastante com o planeta para que seja despedaçada pela gravidade de Netuno. Fobos, uma das luas de Marte, também pode colidir com a superfície do planeta vermelho, daqui a milhões de anos. 

As luas que orbitam os planetas do Sistema Solar se enquadram em duas categorias: geladas ou rochosas. As luas rochosas, como o nome sugere, são feitas em sua maioria de material rochoso, como a nossa lua. As geladas são feitas primordialmente de gelo, que pode ser água gelada ou gelo formado com outros materiais. Existem apenas oito planetas em nosso Sistema Solar e mais de uma centena de luas. Antes, Plutão era considerado planeta, mas sua condição mudou para planeta-anão em 2007. Os cientistas acreditam que a nossa lua, e talvez outras luas do Sistema Solar, tenham sido criadas em colisões entre grandes objetos como asteróides e os planetas em torno das quais elas circulam.

Outras podem ter sido asteróides capturados pelo campo gravitacional de um planeta. Ainda outras luas podem ter sido formadas por material remanescente da formação dos planetas, nos primeiros dias do Sistema Solar. Saturno tem luas que são parte de seu magnífico sistema de anéis. A maioria das luas tem crateras, que demonstram que nosso Sistema Solar em seus primórdios foi um lugar movimentado, com objetos que colidiam uns com os outros. O objeto de menor porte em geral era destruído pelo choque, e o maior ficava marcado por uma cratera.  Os asteróides, cometas, estrelas, estrelas cadentes, meteoros e luas fazem de nosso Sistema Solar uma bela e movimentada aventura.
Fonte: http://www.colegioweb.com.br

O Que é um Planeta

Existem outros sete planetas em nosso sistema solar além da Terra. Alguns deles possuem luas em suas órbitas. Mas o que é exatamente um planeta? Em 24 de agosto de 2006, a União Astronômica Internacional estabeleceu uma nova definição para planeta: é um corpo que está em órbita ao redor de uma estrela; tem massa suficiente para que sua própria gravidade supere as forças de coesão dos materiais que a constituem, de modo que assuma uma forma com equilíbrio hidrostático (arredondada);  é o objeto de dimensão predominante entre os objetos que se encontram em órbitas vizinhas, ou seja, precisa ter órbita desimpedida. Os planetas variam em massa, composição e distância em relação à estrela. Em nosso sistema solar, os planetas estão divididos nas três categorias principais apresentadas abaixo.

Planetas interiores - Mercúrio, Vênus, Terra e Marte. Esses planetas são rochosos e orbitam próximos ao Sol.

Gigantes gasosos exteriores (planetas jovianos) - Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Esses planetas são enormes (com massa centenas de vezes maior do que a da Terra). Eles possuem atmosferas gasosas densas, ricas em hidrogênio, que também contêm hélio, amônia e metano. Provavelmente, essas atmosferas circundam corpos interiores compostos por rochas.

Planetas-anões - Plutão, cometas, asteróides e objetos do cinturão de Kuiper. Esses corpos são compostos por misturas de rocha e gelo.
Quando foi estabelecida a nova definição para planeta, Plutão acabou sendo reclassificado para a categoria de planeta-anão. Plutão atende aos dois primeiros requisitos, mas não atende ao terceiro, porque não possui sua órbita desimpedida.
Formação de nosso sistema solar
Os planetas de nosso sistema solar foram formados a partir do disco de gás e poeira em espiral que formou o Sol. À medida que o gás hidrogênio e a poeira do sistema solar inicial se concentravam no centro do disco, formando um proto-sol, o gás e a poeira elevaram a temperatura até o ponto em que podiam sustentar a fusão nuclear. Ao mesmo tempo, aglomerados menores de poeira e gás, chamados de planetesimais, formaram-se em outras partes do disco. Quando o proto-sol "deu partida", soprou a poeira e o gás para longe de sua vizinhança imediata. Os planetesimais se aglutinaram para formar os planetas (veja os detalhes em Como funcionam as estrelas). Os cientistas acreditam que outros sistemas solares tenham se formado da mesma maneira.

Zona habitável
 
As estrelas são excessivamente quentes para suportar vida, de modo que os planetas ou luas são os locais mais prováveis para a vida se desenvolver. A luz de uma estrela aquece o planeta em órbita e fornece a energia necessária para a vida. Além da energia, a vida parece precisar de um líquido, solvente químico de algum tipo, para se desenvolver. Na Terra, esse solvente é a água, mas também são concebíveis outros solventes como amônia, metano ou fluoreto de hidrogênio. Considerando isso, acredita-se que o planeta deve se situar em certa faixa de distância da estrela, de modo que o solvente possa permanecer no estado líquido. Se estiver muito próximo da estrela, o solvente ferverá; se estiver muito afastado, o solvente se congelará. Para o Sol, a zona habitável se situa entre as órbitas de Vênus e Marte.
Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/busca-por-planetas1.htm
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