29 de out de 2009

Pulsações em anãs brancas

 0 estudo de pulsações em estrelas proporciona uma forma única de investigarmos o seu interior. Em analogia com a ciência que estuda o interior da Terra chamamos esse estudo de astrossismologia. Depois do Sol as estrelas anãs brancas são aquelas para as quais mais informação foi possível obter. Até o presente, a astrossismologia permitiu medir velocidades de rotação, massadas camadas superficiais (anãs brancas possuem uma estrutura em camadas), massas totais, rotação diferencial, bem como as taxas de esfriamento das anãs brancas ao longo do diagrama HR. Há mais de três décadas existem previsões teóricas que os núcleos de anãs brancas frias devem cristalizar. Contudo, até hoje nenhum teste observacional da teoria foi efetuado. Winget et al. mostraram que é possível usar anãs brancas como cronômetros para medir a idade de grupos estelares, em particular de nossa Galáxia, o que por sua vez serve como um limite inferior para a idade do Universo. Em face à discórdia atual dos valores da idade do Universo obtidos através do valor da constante de Hubble (H0) e de idades estelares em nossa nossa Galáxia [e.g. a cronologia de anãs brancas ganhou atenção redobrada. A compreensão do fenômeno da cristalização é essencial para os estudos de esfriamento de anãs brancas. Se a cristalização realmente ocorre ela adiciona aproximadamente 1 bilhão de anos aos tempos de esfriamento calculados para anãs brancas. Existe ainda um efeito potencialmente maior associado com a possível separação de fase dos elementos durante a cristalização que poderia adicionar entre 1 e 3 bilhões de anos às idades calculadas. Esta linha de pesquisa se propõe a testar observacionalmente a teoria de cristalização, visando alcançar uma melhor compreensão do processo de esfriamento em anãs brancas e obter estimativas mais acuradas de suas idades. Para tanto investigamos a estrutura interna de anãs brancas através do estudo das suas pulsações. Ao longo de 1998 estamos realizando uma campanha observacional visando obter cobertura permanente da curva de luz da anã branca pulsante BPM 37093, fazendo uso do Whole Earth Telescope. Os dados serão usados para comparar as características de suas pulsações com modelos teóricos para estrelas pulsantes com núcleos cristalizados.
Créditos:astro.ufsc  

NGC 4038 - NGC 4039

Esta é uma imagem composta do conjunto de galáxias NGC 4038 e NGC 4039. A branco e a verde está representada a emissão óptica e a azul a emissão rádio proveniente de gás atómico. Estas duas galáxias encontram-se em colisão e o seu encontro tem provocado um aumento do número de novas estrelas no seu seio. A colisão do gás e da poeira de que cada uma é formada tem dado origem a zonas de maior densidade, favorecendo o aparecimento de novas estrelas. Este sistema, também conhecido por "A Antena", encontra-se a cerca de 63 milhões de anos-luz de distância.

Nebulosas de Emissão

A Nebulosa da Lagoa, ou M8 (NGC 6523). É uma nebulosa de emissão que contém um enxame estelar à sua frente e várias regiões de formação estelar. O brilho vermelho é hidrogénio. Situa-se a 5,200 anos-luz de distância na direcção da constelação de Sagitário. Crédito: Robert Gendler

Uma nebulosa de emissão é uma nuvem de gás ionizado que emite luz de várias cores. A fonte mais comum desta ionização são fotões altamente energéticos emitidos de uma quente estrela vizinha. Entre os diferentes tipos de nebulosas de emissão estão as regiões H II, nas quais a formação estelar decorre e jovens, massivas estrelas são a fonte destes fotões. Normalmente, uma jovem estrela irá ionizar parte da mesma nuvem que a viu nascer. Apenas estrelas grandes e quentes podem libertar a quantidade de energia necessária para ionizar uma parte significativa da nuvem. Muitas das vezes, este trabalho é feito por um inteiro enxame de jovens estrelas.  

A cor da nebulosa depende da sua composição química e quantidade de ionização. Devido à alta prevalência de hidrogénio no gás interestelar, e à sua relativamente baixa energia necessária, muitas nebulosas de emissão são vermelhas. Se mais energia estivesse disponível, outros elementos poderiam ser ionizados e então apareceriam as cores verde e azul. Ao examinar o espectro de uma nebulosa, os astrónomos podem deduzir o seu conteúdo químico. A maioria das nebulosas de emissão contêm cerca de 90% de hidrogénio, sendo os restantes 10% hélio, oxigénio, nitrogénio e outros elementos. Algumas das mais espantosas nebulosas de emissão visíveis do hemisfério Norte são a Nebulosa da Lagoa (M8) e a Nebulosa de Orionte (M42).

As nebulosas de emissão têm frequentemente manchas escuras que resultam do bloqueio da luz por nuvens de pó. A combinação entre a nebulosa de emissão e o pó originam objectos muito interessantes, e muitas destas nebulosas têm o nome dos objectos a que se parecem, tal como a Nebulosa da América (NGC 7000) do Norte ou a Nebulosa do cone (NGC 2264). Algumas nebulosas são constituídas de componentes que reflectem e emitem, tal como a Nebulosa da Trífida (M20).
Fonte: www.ccvalg.pt
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...