5 de nov de 2009

Galáxia de Andrômeda

NGC 224, Messier 31 ou M31, popularmente conhecida como Galáxia de Andrômeda é uma galáxia espiral localizada a cerca de 2,900,000 anos-luz (0,889 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Andrômeda. Possui entre 180 e 220 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 3,5, uma magnitude absoluta de -21,4, uma declinação de +41º 16' 06" e uma ascensão reta de 00 horas, 42 minutos e 44,3 segundos. É a maior galáxia do Grupo Local de galáxias, ao qual pertence a Via Láctea, onde se localiza o planeta Terra, superada apenas pelas Nuvens de Magalhães em extensão e brilho aparente. A existência da galáxia NGC 224 " relatada no ano 905 pelo astrônomo persa Azofi" que ocupa uma grande área no céu, é o maior corpo celeste visivel o ano inteiro, contudo foi só com a invenção da luneta telescópica que em 1612 o astrônomo alemão Simon Marius pôde observá-la e finalmente "redescobri-la". Estudiosos e cientistas conseguiram prever, através de uma série de cálculos, que a nossa Via Láctea e Andrômeda estão se aproximando e colidirão. Teoricamente, o encontro aconteceria em cerca de 5 bilhões de anos, que é o período aproximado do fim do nosso Sol, nesta época, talvez, a vida na Terra nem exista mais da forma como a conhecemos. Embora exista a possibilidade, os danos que tal colisão causaria são mínimos, e isso se deve ao fato dos espaços entre os astros serem muito grandes, reduzindo drasticamente a chance de colisões, o que também explica o fato de o sistema solar raramente entrar em contato com algum outro corpo celeste ao passar pelas nuvens mais densas da Via Láctea. Provavelmente a nossa galáxia se fundirá com Andrômeda e ambas formarão uma galáxia elíptica gigante.
Fonte: Infoescola

Matéria invisível formou primeiras estrelas

 Cerca de 90% do Universo é composto por uma matéria que astrônomos não vêem. Material teria sido importante para o surgimento de estrelas após o Big Bang.
A misteriosa “matéria escura” -- que forma a maior parte do Universo, mas ninguém consegue ver -– pode ter tido um papel essencial na formação das primeiras estrelas e também na criação dos buracos negros, segundo astrônomos da Universidade Durham, na Inglaterra, em um estudo publicado na revista “Science” desta semana. Basicamente 90% do Universo é composto por uma matéria impossível de ser vista ou detectada, a não ser por sua interação gravitacional com os objetos celestes: a chamada “matéria escura”. Todas as coisas que sabemos que existem, das maiores estrelas do Cosmos ao computador em que você lê este texto, são feitos de matéria comum, que compõe apenas os 10% restantes. Essa matéria invisível, segundo a pesquisa, teria ajudado a formar as primeiras estrelas, de acordo com Tom Theuns, líder do estudo. Em seus primeiros momentos após o Big Bang, há cerca de 13 bilhões de anos, o Universo era composto apenas de hélio e hidrogênio. Por isso, a matéria escura foi essencial para unir esses elementos com sua força gravitacional e formar estrelas. Hoje, com milhões de outros elementos pelo Cosmos (formados, aliás, por esses primeiros astros), essa função não é mais necessária. “As estrelas se formam hoje em nuvens gigantes de gás e poeira molecular embebidas em discos de grandes galáxias como a nossa Via Lactéa, enquanto as primeiras estrelas surgiam em pequenos aglomerados de gás primordial de matéria escura, com uma massa total milhões de vezes maior que a do Sol”, comentou Volker Bromm, da Universidade do Texas, que não participou do estudo. Há duas possibilidades para a ação da matéria escura nesses primeiros momentos do Universo. Se ela era fria e lenta, formaria uma estrela por vez, geralmente de vida curta e cerca de cem vezes o tamanho do nosso Sol, em ambientes isolados. Se fosse quente e rápida, a matéria invísivel geraria enormes explosões cósmicas em longos e finos filamentos de gás que resultariam em diversas estrelas de tamanhos variados de uma só vez. Se a segunda possibilidade for a real, essas estrelas ainda devem estar brilhando em nossa galáxia.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/

Simulação galáctica poderá resolver mistério da matéria escura

Os cientistas acreditam que a matéria escura representa 85% da massa do Universo. Mas cientistas não convivem muito bem com o termo "acreditam" e estão sempre buscando "evidências" um pouco mais concretas. Agora eles se juntaram em um projeto internacional, chamado Consórcio Virgem, no qual eles usaram uma simulação de computador numa escala sem precedentes para recriar a evolução de uma galáxia similar à Via Láctea.

"Vendo" a matéria escura
A simulação permitiu que os astrônomos e cosmologistas "vissem" os raios gama emitidos pela matéria escura, o que torna muito mais fácil a busca pela sua observação direta, que agora poderá ser dirigida para os pontos mais prováveis onde ela poderá ser detectada. Eles esperam que essa observação direta possa ser feita pelo Telescópio Fermi, da NASA. Os cientistas estavam de olho nos chamados halos, auréolas provavelmente formadas por matéria escura. Esses halos circundam as galáxias, podendo conter uma massa até um trilhão de vezes maior do que a do Sol. As simulações mostraram como essas auréolas de matéria escura crescem através de uma série de violentas colisões e fusões entre aglomerados muito menores de matéria escura que emergiram do Big Bang.

Enigma invisível
Os pesquisadores descobriram que os raios gama produzidos quando as partículas colidem em áreas com alta densidade de matéria escura podem ser mais facilmente detectados em regiões na Via Láctea nas proximidades do Sol na direção geral do centro da galáxia. Agora eles querem que o Telescópio Fermi seja apontado na direção indicada por eles. "A busca pela matéria escura tem dominado a cosmologia por muitas décadas. Ela poderá brevemente chegar ao seu destino," diz o pesquisador Carlos Frenk. "Resolver o enigma da matéria escura será uma das maiores descobertas científicas do nosso tempo," diz ele.
Fonte: Jornal Ciência
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