24 de nov de 2009

Universo observável

Hubble Ultra Deep Field - fotografia do telescópio Hubble mostra centenas de milhares de galáxias em um pequeno pedaço do céu.
No campo científico conhecido como Cosmologia, Universo Observável é o circuito cósmico demarcado por uma esfera, no centro da qual se encontra um ser que pode avaliar o que está a sua volta. Este espaço é diminuto o bastante para que tudo nele existente possa ser analisado. Portanto, desde o momento do famoso Big Bang, o tempo decorrido foi exatamente o necessário para que os corpos aí presentes pudessem enviar energia, navegando à velocidade da luz, e com ela atingir esta pessoa. De cada ângulo é possível vislumbrar um universo observável, seja ele integrante ou não do perímetro que circunda a Terra. No início, o Universo era uma substância opaca.
 
Apenas 300 mil anos depois de sua criação é que ele adquiriu uma textura transparente, graças a uma radiação detectada pelo satélite COBE. Além dos limites desta porção radiante, nada mais há que se possa visualizar. É como se houvesse uma barreira e, para lá deste portal, tudo fosse apenas trevas; este ponto configura o limite do Universo observável. Mas esta expressão nada tem a ver com esta radiação. Ela apenas implica que qualquer luz ou radiação emitida por um artefato no interior do Universo observável pode atingir a percepção de um terráqueo.

Mas nunca será possível alcançar a visão do que ocorreu no instante do Big Bang, nem mesmo com os mais potentes instrumentos astronômicos. O Homem está, assim, segundo os cientistas, fadado a se manter no interior deste fenômeno. É comum encontrar-se, nas publicações científicas, o termo Universo ao invés de Universo Observável, com o mesmo significado. Isto ocorre porque não é possível vivenciar a presença de um cosmos que esteja desvinculado de qualquer compreensão humana da sua origem, daí a Humanidade só ter acesso ao que conhece, neste caso, a formação do Universo gerado pelo Big Bang. É claro que não se pode provar que as margens do universo observável sejam precisamente simétricas ao contorno físico do Cosmos, se é que estas delimitações realmente têm existência concreta.

Se assim fosse, os estudiosos teriam que admitir o Planeta Terra como um corpo em torno do qual tudo gira no Universo, o que é completamente inviável. Também há a hipótese do Cosmos ser menor que o universo observável. Se isto for verdade, as galáxias que julgamos estar muito longe podem nada mais ser que cópias de corpos que se encontram mais perto, constituídas por luzes que transitaram por todo o Universo. Não é simples provar esta afirmação, pois as galáxias se metamorfoseiam ao longo de sua trajetória no tempo-espaço, e reproduções delas revelariam distintos estágios de sua evolução, com aspectos bem diferentes uns dos outros.
Fonte:www.infoescola.com

Supernovas são nova ameaça cósmica para a Terra?

A gigantesca explosão de uma estrela distante - a supernova mais brilhante jamais vista por astrônomos - está fazendo com que cientistas se perguntem se um espetáculo semelhante não poderia ocorrer muito mais perto da Terra, e em breve.  A descoberta, anunciada no dia 7 de maio de 2007 pela Nasa, manteve os astrônomos encarregados de observar os restos da destruição estelar maravilhados por meses.Usando vários telescópios, baseados na Terra e no espaço, cientistas encontraram uma explosão gigante que, calcula-se, brilhou cinco vezes mais que qualquer uma das centenas de supernovas observadas anteriormente, disse o líder da equipe responsável pela descoberta, Nathan Smith, da Universidade da Califórnia, Berkeley.

"Esta aqui está bem acima de todo o resto", disse Smith. "É realmente espetacular". Segundo ele, a estrela, SN2006gy, é "um tipo especial de supernova, nunca visto antes". Observações feitas pelo telescópio espacial Chandra de Raios-X mostram que a estrela não se converteu em um buraco negro, como outras supernovas, e que pulou um estágio da seqüência natural da morte estelar. Diferentemente de outras estrelas em processo de explosão, que atingem um pico de brilho que dura duas semanas, no máximo, esta supernova teve um pico que durou 70 dias, segundo a Nasa. E brilhou num nível superior ao de outras supernovas por meses. Mesmo a 240 milhões de anos-luz da Terra, esta estrela sugere que uma outra, mais próxima, poderá se destruir de modo semelhante a qualquer momento, ao longo dos próximos 50 mil anos. Essa explosão não seria uma ameaça para a Terra, mas o brilho poderá ser visto no hemisfério Sul.
Fonte:NASA

Remanescente de supernova RCW103

Imagem de infravermelho do remanescente de supernova RCW103 onde se pode ver emissão filamentar formando o que parece ser um invólucro incompleto. A cor vermelha é proveniente da emissão de hidrogénio molecular e as cores verde e azul devem-se à emissão de ferro ionizado. Estima-se que este remanescente tenha cerca de 1000 anos de idade, tendo sido o resultado da explosão de uma estrela de elevada massa. Como consequência desta explosão formou-se, também, um pulsar com um período apenas de 69 milisegundos. Um pulsar é uma estrela de neutrões em rápida rotação. Uma estrela de neutrões é um corpo extremamente denso, resultante do colapso de uma estrela com mais de 8 vezes, aproximadamente, a massa do Sol.
Crédito: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSF.
Telescópio: 2MASS (2 Micron All Sky Survey).

Verão no Pólo Sul de Marte

Esta fotografia obtida pela sonda Mars Global Surveyor em Abril de 2000 mostra o aspecto do Pólo Sul de Marte durante o Verão. Se fosse Inverno ou início da Primavera, toda esta imagem estaria coberta de gelo. Embora se trate de uma imagem obtida durante o Verão, observações efectuadas pelas sondas Viking na década de 70 mostraram que o Pólo Sul de Marte se mantém suficientemente frio para conservar um manto de gelo de dióxido de carbono. O dióxido de carbono congela a temperaturas de cerca de -125ºC. A cena é iluminada pelo Sol, que se põe na direcção do canto superior esquerdo da imagem, e o diâmetro da calote polar é de cerca de 420 quilómetros.

Região de Orionte

Esta magnífica imagem de campo largo obtida por Robert Gendler da região de Orionte, sendo visíveis, em todo o seu esplendor, a nebulosa Cabeça de Cavalo (à esquerda) e a nebulosa de Orionte, M 42 (à direita na imagem). À esquerda da nebulosa Cabeça de Cavalo vê-se ainda a nebulosa da Chama. Esta região é uma região activa de formação de estrelas, constituída por várias nuvens de gás e poeira, estrelas jovens e nebulosas de emissão e reflexão. Esta imagem foi obtida através da combinação de várias imagens resultantes de mais de 20 horas de observação.
Fonte: Portal do Astronomo

Ventos super-galácticos em M82

A formação de novas estrelas é uma actividade muito intensa e rápida na galáxia M82. A sua taxa de formaçao de estrelas é cerca de 10 vezes superior àquela registada na nossa Via Láctea. Ventos provenientes de estrelas maciças e explosões violentas e catastróficas de supernovas produzem uma autêntica tempestade galáctica de nuvens de gás. Esta imagem, codificada em cores falsas, põe em evidência a complexidade desta região, através da combinação de uma imagem de campo largo obtida pelo telescópio WIYN, situado no Arizona, com uma outra imagem de alta-resolução obtida pelo Telescópio Espacial Hubble (HST). 
     
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