9 de dez de 2009

O Caldeirão de Estrelas no coração da Via Láctea

Um nova imagem em mozaico em infravermelho obtida pelo Spitzer Space Telescope ofereceu uma estonteante visão do alvoroçado núcleo de nossa galáxia. A imagem mostra centenas de milhares de estrelas,principalmente velhas, entre nuvens fantasticamente detalhadas de poeira iluminadas por estrelas mais jovens e volumosas. "Com o Spitzer, nós podemos perscrutar direito no coração de nossa própria galáxia e podemos enxergar detalhes empolgantes, " disse Dr. Susan Stolovy do Spitzer Science Center. "Este quadro é preenchido com características fascinantes que nós há pouco começamos a explorar ". O núcleo da Via Làctea realmente é um lugar muito ocupado. Estrelas estão agrupadas junta como passageiros de metrô correndo ao redor de um supermassivo buraco negro que encontra-se exatamente ao centro da galáxia.

Nosso sol está localizado a 26,000 ano-luz situado em um região mais calma, espaçosa, nos "subúrbios" galácticos. Ele completa uma volta completa ao redor do núcleo da galáxia em 225 milhões de anos, o que siginifica que completou 20 destas viagens ao curso de sua vida de 4,5 bilhões de anos. Em contraste, estrelas ao centro galáctico completam uma volta completa em poucos milhões de anos ou menos. "Uma pergunta que nós esperamos responder é como as estrelas podem se formar tão eficazmente em um lugar como o centro galáctico", disse Stolovy. Ao que parece estrelas podem se formar em um ambiente com forças de maré e campos magnéticos extremamente fortes".

Observar o centro da Via Láctea da Terra é dificil pois o disco espiral da galáxia está preenchido com pó frio. Assim é virtualmente impossível observar a luz visível que vem desta região distante porque o pó obscurece ela em um fator de trilhões de vezes. Mas a luz infra-vermelha pode atravessar este manto de poeira. A luz infra-vermelha nesta imagem da Spitzer tem comprimentos de onda 10 vezes mais longos do que o olho humano pode ver, e é obscurecido em uma ordem de apenas quatro vezes. A vantagem de se observar no infra-vermelho, combinada com a soberba qualidade de imagem da Spitzer, resultou na visão mais profunda e detalhada de uma extensão considerável do centro galáctico. A extensão da região da imagem, situada na constelação de Sagitário, é de 900 ano-luz e abrange a mesma área no céu do que três luas cheias ocupariam.

Objecto Herbig-Haro (HH) 46/47

 Esta imagem obtida com o telescópio espacial de infravermelhos Spitzer da NASA põe em evidência o "outflow" molecular criado por uma estrela jovem em formação. Ao ser sensível à radiação infravermelha, o Spitzer consegue penetrar no interior da nuvem onde a estrela se está a formar, mostrando a própria estrela e os jactos por ela emanados. Estes jactos são os responsáveis pelos conhecidos objectos Herbig-Haro (HH) 46/47. Objectos HH são zonas de choque entre o material expelido por uma estrela em formação (proto-estrela) e o meio envolvente, resultando em zonas de gás luminoso embebidas no interior de uma nuvem escura. Eles formam-se quando gás supersónico é ejectado a partir de uma proto-estrela e interage com o meio interestelar. A imagem mais pequena foi obtida no óptico e mostra a nuvem escura vista em silhueta contra o fundo estelar.
Fonte:portal do astronomo

Constelação do Cão Maior

Imagem da constelação do Cão Maior. As estrelas mais brilhantes, normalmente utilizadas para identificar a constelação, surgem bem destacadas. Existem muitos objectos de interesse nesta região do céu. A estrela mais brilhante da imagem é Sirius, que é a estrela mais brilhante do céu nocturno. Encontra-se a cerca de 8,7 anos luz de distância e possui como estrela companheira uma anã branca cerca de 10.000 vezes menos brilhante que a estrela principal. A estrela principal tem cerca de 2 vezes a massa do Sol e é 26 vezes mais brilhante do que o Sol. Perto do centro da imagem é também visível um enxame aberto de estrelas designado M 41,   
Crédito: © Bill & Sally Fletcher, Science & Art .
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...