30 de abr de 2010

Missões em Marte

Desde que foi descoberto, o planeta Marte habita a imaginação de cientistas, cineastas, escritores e amantes do espaço. Se há possibilidade de o ser humano viver em outro planeta, esse planeta seria Marte.

O robô-explorador Opportunity

 E foi partindo dessa premissa que várias missões espaciais foram enviadas ao planeta: satélites, sondas, balões, robôs de superfície, balões, exploradores de subsuperfície. Foram 40, desde que a corrida espacial começou em 1960. A maioria lançada pela antiga União Soviética e pelos EUA. Apenas 13 foram bem-sucedidas. A primeira missão bem-sucedida foi a Mariner 4, dos EUA, que sobrevoou o planeta em 1964 e enviou 21 imagens. Cinco anos depois, Mariners 6 e 7 enviaram para a Terra 201 imagens do planeta vermelho. Mas foi a Mars 3 Orbiter/Lander, lançada em 1971 pelos soviéticos, a primeira a pousar em solo marciano. Sucesso no pouso, fracasso no envio de dados. A Mars 3 Orbiter obteve dados durante oito meses, mas só conseguiu transmitir para a Terra, 20 segundos - nada, em termos de utilidade para pesquisa. No mesmo ano, os americanos lançaram a Mariner 9, que sobrevoou Marte e enviou mais de 7.000 imagens. Em 1975, os americanos lançaram duas missões bem-sucedidas: as Viking 1 e 2, que orbitaram e pousaram em Marte, enviando para a Terra dados essenciais para a compreensão do planeta. Só a Viking 2 retornou 16 mil imagens e extensos dados atmosféricos, além de ter realizado os primeiros experimentos de solo. Onze anos depois, a Nasa lançou a Mars Global Surveyor, que retornou mais fotos de Marte do que qualquer outra missão. No mesmo ano, foi lançada a Mars Pathfinder, experimento tecnológico que durou cinco vezes mais tempo do que o previsto e que serviu para direcionar as missões seguintes.
Em 2001, a Nasa lançou a Mars Odyssey, espaçonave que orbitaria Marte e que enviaria as primeiras imagens em alta resolução do planeta.
 A Mars Odyssey está ativa até hoje e é essencial na comunicação da Missão Phoenix. Sem a Odyssey, os cientistas da missão não conseguiriam enviar ou receber os dados obtidos pela Phoenix em solo marciano.

A Mars Odyssey Orbiter, planejada para circular em volta de Marte por dois anos procurando água e analisando os elementos do planeta

Em 2003, a agência espacial enviou dois robôs-exploradores para Marte: Spirit e Opportunity, que pousaram em segurança e circularam pelo solo marciano enviando dados impressionantes para a Terra. Os robôs operaram por 15 vezes mais tempo do que o previsto. Mas foi a Mars Reconnaissance Orbiter, lançada em 2005, que retornou a maior quantidade de dados sobre Marte: 26 terabytes de dados - mais do que todas as missões juntas. A última missão lançada pela Nasa é a Mars Phoenix Lander, cujo objetivo é analisar o solo e a camada de água congelada no Pólo Norte de Marte para ver se a vida existe ou existiu por lá. As pesquisas da Phoenix estão programadas para durar três meses.

29 de abr de 2010

O início do Universo: A expansão

Há um século o Universo era imutável, eterno e era constituído apenas pela nossa galáxia. Actualmente, e devido aos novos instrumentos, já tem 13,7 mil milhões de anos, milhões de galáxias e de estrelas, é mutável e poderá ser, ou não eterno.
Conseguimos chegar ao tempo de 10-34 segundos. Daí para trás estamos sujeitos a especulação. Chegámos, por evidências observáveis, e não só, a uma zona comum de onde vêm as galáxias e a uma aceleração da expansão do universo.
Hubble, em 1924, com um telescópio de 2,5 metros aumentou o nosso Universo numa escala de 100 mil milhões. A lei de Hubble nasceu com as observações do astrónomo e com base nela podemos aferir um Big Bang. Posteriormente a Relatividade Geral refere que tecido do Universo se expande e arrasta consigo as galáxias, e a luz, criando o efeito redshift. O grau redshift indica a expansão do Universo. Assim, quanto maior o redshift maior a expansão. Actualmente o maior redshift detectado é de 8, de uma época em que o Universo tinha 1/9 do seu tamanho. “O Telescópio Espacial Hubble e os Telescópios Keck, de 10 metros, em Mauna Kea, (…) nos levaram a (…) poucos [milhares de milhões] de anos após Big Bang [(ABB)]”. E o Telescópio Espacial James Webb e o Alma levar-nos-ão até ao tempo do nascimento das primeiras galáxias.
As simulações indicam que o Universo com 100 milhões de anos continha 5 partes de matéria escura para cada de hidrogénio e hélio. Havia zonas um pouco mais densas que outras, que se expandiram mais lentamente e amplificaram. Estas zonas começaram a colapsar com uma densidade de cerca de 1 milhão de massas solares. Estas foram as primeiras estrelas, muito massivas e com vida curta. Os primeiros elementos pesados foram sintetizados por estes sóis.
A prova destas primeiras estrelas será a captação da radiação das nuvens de hidrogénio primordial com um elevado grau de redshift. A captação estará a cargo de um conjunto de antenas rádio dispostas numa área de 1km2.
Fonte: Scientific American, Turner, Michael, “Origem do Universo

M86 (NGC 4406)

Localizada no enxame de galáxias da Virgem, M86 é uma enorme galáxia elíptica que se move a mais de 5 milhões de km/h através de gás quente difuso que semeia o aglomerado. O movimento supersónico de M86 faz com que a galáxia perca gás no caminho, formando a cauda espectacular visível na imagem de raios-X obtida com o satélite Chandra. Esta galáxia é peculiar no sentido em que pertence ao pequeno grupo de galáxias que se está a aproximar da Terra, em vez de se estar a afastar devido à expansão do Universo. A expansão está a afastar o enxame da Virgem de nós a uma velocidade de 3 milhões de km/h, mas M86 está a aproximar-se de nós, vinda do lado mais afastado do enxame, a uma velocidade de cerca 1.5 milhões de km/h.

Crédito: NASA/CXC/SAO/Pal.Obs. DSS,C. Jones, W. Forman, & S. Murray.
Telescópio: Chandra.

Gelo em asteroide pode explicar origem dos oceanos

A descoberta de um asteroide com água congelada em sua superfície em meio de corpos rochosos que orbitam entre Marte e Júpiter poderá permitir conhecer melhor a origem dos oceanos terrestres e o passado do sistema solar.
"O gelo de água é bem mais frequente nos asteroides do que se pensava e pode até existir em seu interior", concluem Andrew Rivkin (Universidade John Hopkins, Estados Unidos) e Joshua Emery (Universidade do Tennessee) em seu estudo publicado na revista científica Nature.
© Gabriel Pérez, Instituto de Astrofísica de Canarias (ilustração)  
Trabalhos anteriores levaram a supor que "a água que existe atualmente na Terra seria proveniente de asteroides", mas "até agora nenhum registro desta presença havia sido feita", lembra Humberto Campins (Universidade da Flórida Central, Orlando, Estados Unidos) na mesma revista.
Graças ao telescópio de raios infravermelhos situado no cume do vulcão Mauna Kea, no Havaí, as duas equipes de astrônomos estudaram a luz refletida pelo grande asteroide 24 Themis iluminado pelo Sol, situado a cerca de 480 milhões de km (3,2 vezes a distância da Terra ao Sol).A um comprimento de onda de cerca 3 microns, as duas equipes descobriram uma característica que mostra a presença de uma fina camada de gelo associada a moléculas orgânicas. Como o espectro luminoso permaneceu constante durante a rotação, Humberto Campins e seus colegas deduziram que o gelo e os materiais orgânicos estão amplamente espalhados pela superfície do asteroide de 200 km de extensão.
"A grande presença de gelo na superfície do 24 Themis é um tanto inesperada", ressaltam, porque os corpos rochosos do cinturão de asteroides foram considerados próximos demais do Sol para que o gelo permanecesse neles, mesmo a uma temperatura média de entre -70 e -120° C.
© Josh Emery, Universidade do Tennessee
(órbita do asteroide)
Poderia ter evaporado como acontece com o gelo dos cometas. Mas poderia existir sob a superfície um reservatório de água congelada, datando da formação do sistema solar, realimentando regularmente a película congelada externa, frisa Campins.
Para o astrônomo Henry Hsieh (Universidade Queen's, Belfast), a descoberta de gelo testemunha do passado é "o equivalente astronômico" ao surgimento, em 1938, de um coelacanthe vivo, peixe pré-histórico que os paleontólogos acreditavam estar extinto. Será mais fácil saber se a água dos oceanos terrestres tiveram origem nos asteroides, levando-se em consideração sua composição (proporção de deutério, um isótopo do hidrogênio), indica em um comentário publicado na Nature.
Os cientistas chegaram à conclusão pela constância observada no espectro de luz, apesar da rotação dos asteroides, de que o gelo e o material orgânico estavam espalhados uniformemente por toda a sua superfície.
A astrônoma brasileira Thaís Mothé-Diniz, do Observatório do Valongo, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, participou da descoberta, comparando o espectro do asteroide ao de meteoritos e minerais, e também assina o artigo. Em 2006, a cientista brasileira iniciou sua colaboração com Campins. Thaís é especialista em famílias de asteroides e sabe aplicar a espectroscopia para investigar a composição desses corpos celestes. Ela conta que, a princípio, não esperava encontrar gelo no asteroide. A principal hipótese era silicato hidratado, um composto que não contém água mas testemunha a existência da substância em algum momento do passado.
Agora, Thaís participa do Projeto Impacton, coordenado pelo Observatório Nacional. Nas próximas semanas, será instalado um telescópio na cidade de Itacuruba, no sertão pernambucano. O instrumento, que conta com um espelho de um metro de diâmetro, vai investigar objetos próximos à órbita da Terra.

Fonte: Nature e O Estado de S. Paulo

ESA: Planck revela a complexidade dos processos de formação das estrelas

Esta imagem cobre uma região do céu de 13x13 graus, na área da constelação de Órion. Trata-se de uma combinação em três tonalidades construída a partir de 3 dos 9 canais de frequência do Planck: 30, 353 e 857 GHz. Crédito: ESA/missão Planck

Imagens inéditas e inovadoras liberadas pela equipe do observatório espacial Planck (ESA) nos revelam as forças que comandam o nascimento das estrelas e fornecem aos astrônomos uma nova forma de perceber como atua a física que consolida o pó cósmico e o gás interestelar em nossa galáxia. A formação estelar se origina em regiões escondidas por densas nuvens de poeira e gás, mas isto não significa que este fenômeno seja invisível para nós. Embora os telescópios ópticos apenas consigam ver áreas enegrecidas, os dispositivos especiais de ‘visão’ do Planck revelam inúmeras estruturas brilhantes de matéria cósmica. Finalmente, esta habilidade do observatório espacial Planck tem sido explorada para elucidar o que está acontecendo em duas regiões de formação estelar próximas do Sistema Solar, em nossa galáxia. A nebulosa de Órion é um berçário estelar, situado a cerca de 1.500 anos luz de distância, que pode ser observada inclusive a olho nu, aparecendo como uma ligeira mancha rosa nos céus. A nebulosa de Órion é a mancha brilhante, em baixo, ao centro. A mancha brilhante à direita fica em volta da Nebulosa Cabeça de Cavalo, assim chamada porque em alta definição a forma vista de sua nuvem de poeira assemelha-se a uma cabeça de cavalo. Os astrônomos sugerem que o Loop de Barnard seja uma onda de explosão de uma estrela explodiu há dois milhões de anos, formando uma nebulosa remanescente de supernova. A bolha cósmica tem um diâmetro estimado em 300 anos luz.
Perseus é uma região de formação estelar de atividade menor (se comparada com a nebulosa de Órion). Esta imagem de uma larga região dos céus, 30x30 graus, é uma composição em 'cor-falsa' a partir de 3 dos 9 canais de frequências do Planck: 30, 353 e 857 GHz. Crédito: ESA/missão Planck

Contrastando com Órion, a região de Perseus é uma área ‘mais calma’ quando consideramos a formação de estrelas, no entanto, como se pode ver pela segunda imagem liberada pela equipe do Planck, também por lá há muita atividade em ação. O Planck consegue mostrar-nos cada um dos processos em separado. Nas freqüências mais baixas, o Planck mapeia as emissões causadas por elétrons de alta velocidade a interagir com os campos magnéticos da Galáxia. Um componente adicional difuso vem das partículas de pó a girar que emitem nestas freqüências. Em comprimentos de onda intermediários, de alguns milímetros, a emissão vem diretamente do gás aquecido pelas jovens e massivas estrelas quentes, recém-nascidas. Em freqüências ainda mais altas, o Planck mapeia o escasso calor emitido pela poeira extremamente fria. Isto pode revelar os núcleos mais frios das nuvens, que se aproximam das fases finais do colapso, antes de renascerem como estrelas em sua plenitude. Então, depois de formadas as novas estrelas, seus ventos estelares e sua violenta radiação dispersa as nuvens que as rodeiam.
Localização das imagens de Planck em Órion (13x13 graus) e Perseus (30x30 graus). As duas imagens mostram três processos físicos que ocorrem na poeira e no gás interestelar. Crédito: ESA/missão Planck


O delicado equilíbrio entre o colapso das nuvens e a dispersão dos gases interestelares regula a quantidade de estrelas que a Galáxia consegue produzir. Assim, além do seu objetivo principal de mapear os ecos do Big Bang, o Planck aumentará em muito o nosso entendimento dos processos estelares, fornecendo dados sobre os mecanismos de emissão. A principal missão do Planck é observar todo o céu no comprimento de onda das microondas para mapear as variações na radiação de fundo emitida pelo Big Bang. Conseqüentemente, ao observar ‘todo-o-céu’, torna-se impossível furtar-se de observar também o comportamento da Via Láctea enquanto varre o céu noturno com seus detectores eletrônicos de microondas.
Fonte: ESA/missão Planck
Science Daily

28 de abr de 2010

Edmund Halley

Edmund Halley nasceu em 8 de novembro de 1656, em Haggerston, Shoreditch, Inglaterra e faleceu em 4 de janeiro de 1742, em Greenwich, Inglaterra. Interrompeu seus estudos em Oxford em 1676 para catalogar 350 estrelas no hemisfério sul, e observar o trânsito de Mercúrio pelo disco solar, passando 2 anos na ilha de Santa Helena, no Atlântico, 1200 milhas a oeste da África. Retornando à Inglaterra, realizou seus exames em Oxford, e foi logo eleito para a Royal Society.
 
O cometa brilhante que apareceu em 1664 foi observado por Adrien Auzout (1622-1691) no Observatoire de Paris, Huygens na Holanda, Johannes Hevelius (1611-1687) em Danzig, e Robert Hooke (1635-1703) na Inglaterra. Qual seria sua órbita? Tycho Brahe tinha suporto circular, Kepler dizia que era em linha reta, com a curvatura devido à órbita da Terra. Hevelius propôs que fosse elíptica. Em 1665 o francês Pierre Petit, em seu Dissertação sobre a Natureza dos Cometas propôs pela primeira vez que suas órbitas fossem fechadas, e que os cometas de 1618 e 1664 poderiam ser o mesmo cometa. Vinte anos mais tarde Halley especulou sobre o problema da gravitação em relação aos cometas. Sem conseguir resolver o problema, em agosto de 1684 ele propôs o problema a Newton.Newton disse que já havia resolvido o problema muitos anos antes, e que todos os movimentos no sistema solar poderiam ser explicados pela lei da gravitação. Um cometa na constelação de Virgem em 1680 tinha uma órbita claramente curva.
 
Em 1682 um cometa ainda mais brilhante, que mais tarde levaria o nome de Halley, teve sua órbita bem determinada por Halley, usando a teoria de Newton. Em menos de 2 anos Newton tinha escrito os dois primeiros volumes do Principia, com suas leis gerais, mas também com aplicações a colisões, o pêndulo, projéteis, frição do ar, hidrostática e propagação de ondas. Somente depois, no terceiro volume, Newton aplicou suas leis ao movimento dos corpos celestes. Foi graças ao esforço de Halley que o Principia foi publicado. Halley chegou a custear a impressão do mesmo, apesar de problemas judiciais com a herança de seu pai. Halley também cuidou da discussão com o impressor, da correção das provas, verificação dos diagramas e cálculos. Halley foi nomeado professor Savilian de geometria em Oxford em 1704.

Em 1720 foi o sucessor de John Flamsteed (1646-1719) como Astrônomo Real. No Greenwich Observatory usou o primeiro instrumento de trânsito e estabeleceu um método para determinar a longitude no mar usando observações lunares. Halley foi quem descobriu o cúmulo globular em Hércules, e em 1718 detectou o movimento próprio das estrelas. Ele produziu um estudo intensivo do magnetismo terrestre, das marés, e correntes, e fez avanços na compreensão de fenômenos meteorológicos. A primeira descrição do ciclo de evaporação, formação de nuvens e precipitação é sua.

Gás quente no centro da Galáxia


Esta imagem é o resultado da combinação de várias observações realizadas com o satélite Chandra da região central da nossa Galáxia. As diferentes cores representam raios-X de baixa (vermelha), média (verde) e alta (azul) energia. Estas observações possibilitaram a descoberta de milhares de fontes de raios-X devido à existência de buracos negros, anãs brancas e estrelas de neutrões. O resultado é a uma imensa nuvem de gás quente a estender-se ao longo do plano da nossa galáxia. A região observada situa-se na direcção da constelação do Sagitário, a cerca de 25000 anos-luz de distância.
Crédito:( NASA/CXC/UCLA/MIT/M.Muno.
Telescópio: Chandra.)

NGC 7635 - A Nebulosa da Bolha

Esta imagem obtida com o Telescópio Espacial Hubble revela uma bolha de gás quente em expansão em torno de uma estrela maciça da nossa galáxia. Esta bolha de gás está a ser moldada pela acção de ventos estelares fortes produzidos pela estrela visível à esquerda, cuja massa é cerca de 10 vezes superior à do Sol. Estes ventos estão a esculpir o material circumdante - composto de gás e poeira - formando a bolha curva que se vê na imagem. Por esta razão os astrónomos atribuíram-lhe o nome de nebulosa da Bolha. O seu tamanho é cerca de 10 anos-luz, mais do dobro da distância do Sol à estrela mais próxima. O gás luminoso que é visível no canto inferior direito é uma região densa de material que está a sofrer a acção da radiação produzida pela estrela maciça. A actividade exercida por estrelas maciças como a que é registada nesta imagem pode ser determinante para a criação de condições favoráveis à formação de novas estrelas, através da compressão do gás circundante pelos ventos estelares, ou, pelo contrário, para a destruição de alguns ambientes proto-estelares pela acção destes mesmos ventos.
Crédito: Hubble Heritage Team (AURA/STScI/NASA).

Fonte:portaldoastronomo.org

NGC 1499

Navegando à deriva no braço de Orionte da nossa Via Láctea, esta nuvem cósmica por acaso assemelha-se à costa Oeste da Califórnia dos EUA. O nosso Sol também se situa no mesmo braço, apenas a 1,500 anos-luz da Nebulosa Califórnia. Também conhecida como NGC 1499, esta clássica nebulosa de emissão mede cerca de 100 anos-luz. Brilha com a cor avermelhada característica dos átomos de hidrogénio que se recombinam com electrões, ionizados pela luz estelar energética. Neste caso, a estrela será a brilhante, quente e azul Xi Persei, para a direita da nebulosa, no centro da imagem.
Crédito: Caltech, Observatório de Palomar,
Digitized Sky Survey, Scott Kardel

Raios-X no enxame estelar jovem RCW38

Situado a cerca de 6000 anos-luz de distância da Terra, o enxame estelar RCW38 é uma região conhecida de formação de estrelas. Esta imagem, obtida com o satélite de raios-X Chandra, evidencia a presença de milhares de estrelas jovens e quentes, formadas há menos de 1 milhão de anos atrás. O Chandra detectou a emissão de raios-X proveniente da alta atmosfera de várias destas estrelas. Para além da emissão causada por cada uma das estrelas, o Chandra detectou também a presença de uma nuvem difusa de raios-X a envolver o enxame jovem. A origem desta nuvem de raios-X é ainda tema de discussão. No entanto, parece claro que a sua presença poderá alterar a química dos discos circum-estelares que existem em torno de algumas das estrelas do enxame e que, potencialmente, poderão vir dar origem a planetas.

Crédito: NASA/CXC/CfA.
Fonte:portaldoastronomo.org

Galáxias Anulares

Uma galáxia anular é uma galáxia com uma aparência tipo-anel. Este anel consiste de massivas e relativamente jovens estrelas azuis, extremamente brilhantes. A região central contém matéria relativamente pouco luminosa. Os astrónomos acreditam que as galáxias em forma de anel são formadas quando uma galáxia mais pequena passa pelo centro de outra maior. Devido às galáxias serem maioritarimente constituídas por espaço vazio, esta "colisão" raramente resulta concretamente em colisões entre estrelas. No entanto, os distúrbios gravitacionais causados por tais eventos podem iniciar uma onda de formação estelar, onda esta que se irá mover pela galáxia maior. O objecto de Hoag, descoberto em 1950 por Art Hoag, é um bom exemplo de uma galáxia de este tipo. Galáxia anular conhecida como Objecto de Hoag. No lado de fora encontra-se um anel dominado por brilhantes estrelas azuis, enquanto que no centro se encontram muito mais avermelhadas e por isso muito mais antigas. Entre as duas estruturas está uma divisão quase completamente escura. Como este objecto se formou, é ainda um mistério. Certas hipóteses incluem uma colisão galáctica há milhares de milhões de anos atrás e interacções gravitacionais perturbativas envolvendo um núcleo de forma irregular. A foto acima foi tirada pelo Telescópio Espacial Hubble em Julho de 2001. O Objecto de Hoag mede 100,000 anos-luz em diâmetro e situa-se a 600 milhões de anos-luz na constelação de Serpente. Por coincidência, visível na divisão está ainda outra galáxia anular que fica ainda muito mais distante.
Crédito: R. Lucas (STScI/AURA),
Fonte: NASA

SGR 1627-41, um zumbi cósmico

As áreas em vermelho representam os detritos da estrela que explodiu, deixando apenas uma parcela do seu núcleo, que se recusa a morrer. "Uma classe extremamente rara de zumbi estelar, cada um deles sendo o coração morto de uma estrela que se recusa a morrer." Assim os astrônomos definiram os corpos celestes inusitados que eles acabaram de estudar utilizando o telescópio espacial XMM-Newton. Por enquanto foram localizados apenas cinco desses zumbis estelares, quatro em nossa Via Láctea e um na Grande Nuvem de Magalhães. Cada um desses corpos celestes mede entre 10 e 30 quilômetros de diâmetro e contém nada menos do que duas vezes a massa do Sol. Os zumbis cósmicos são remanescentes dos núcleos de estrelas que explodiram, conhecidas como estrelas de nêutrons. O nome técnico dos zumbis estelares é SGR (Soft Gamma-ray Repeaters). O que diferencia os SGRs das estrelas de nêutrons é que eles possuem campos magnéticos até 1.000 vezes mais intensos do que os campos magnéticos dessas estrelas. É por isso que os astrônomos os chamam de magnetares. Um desses magnetares, o SGR 1627-41, foi observado há dez anos atrás, quando ele emitiu cerca de 100 pulsos de raios X em um período de seis semanas. Mas ele desapareceu subitamente, antes que um telescópio de raios X pudesse medir sua rotação. Em meados do ano passado ele voltou à vida e ficou ativo por outros quatro meses. Inicialmente não foi possível estudá-lo, porque o telescópio XMM-Newton deve manter seus painéis solares voltados para o Sol, o que impedia que ele fosse apontado para a região onde estava o magnetar. Os astrônomos então esperaram que a Terra se movesse, levando com ela o telescópio espacial, até chegar a um ponto em que o XMM-Newton pudesse ser apontado diretamente para o zumbi estelar antes que ele desaparecesse de novo. Os astrônomos verificaram que o magnetar dá uma volta em torno de seu próprio eixo a cada 2,6 segundos. "Isto o torna o magnetar com a segunda maior taxa de rotação conhecida," explica o Dr. Sandro Mereghetti, um dos autores do estudo. Os pesquisadores ainda não sabem exatamente o que faz com que esses objetos tenham campos magnéticos tão fortes. Uma das hipóteses é que eles nasceram girando ainda mais rapidamente, uma vez a cada 2 ou 3 milissegundos. As estrelas de nêutrons tradicionais nascem girando pelo menos 10 vezes mais lentamente. A rápida rotação, combinada com padrões de convecção em seu interior, dá a ele um dínamo interno extremamente eficiente, capaz de gerar esse tremendo campo magnético. Agora os astrônomos vão esperar pacientemente até que esse zumbi cósmico brilhe de novo. Então será possível medir novamente sua taxa de rotação e verificar se ele está desacelerando e se isto altera o seu campo magnético.
Fonte: Inovação Tecnológica & ESA/XMM-Newton

Estrela-bebê L1157

O telescópio espacial Spitzer, da NASA, captou pela primeira em 04 de setenbro de 2009  o nascimento de uma estrela. O retrato estelar, visto à luz infravermelho, é de uma estrela embrionária no preciso momento em que começa a contrair-se e a emitir gases para o vazio cósmico. É a imagem de como poderá ter surgido o nosso próprio sistema solar há bilhões de anos, dizem os cientistas do Laboratório de Propulsão a Jato. "A observação irá ajudar os astrônomos a compreender melhor como se formam as estrelas e os planetas."Normalmente, o nascimento das estrelas ocorre nos lugares mais escuros e empoeirados do espaço, mas o calor gerado por este nascimento permitiu a sua detecção pelas câmeras de infravermelho do Sptitzer. A imagem confirma ainda a teoria de que a formação de uma estrela é precedida de um colapso dos gases e do pó cósmico que a rodeia. A estrela-bebê, chamada L1157, está a 800 anos-luz da Terra, na constelação do Cefeu, tem dez mil anos e irá se transformar numa estrela adulta, semelhante ao nosso Sol, dentro de um milhão de anos. Na imagem em infravermelho feita pelo Spitzer, a estrela L1157 não aparece, mas é visível em um silhueta como uma espessa barra negra. Embora o Spitzer possa vasculhar a poeira dessa região, ele não consegue penetrar o invólucro em si. Em conseqüência, o invólucro aparece negro. A parte mais espessa do invólucro pode ser vista como a linha preta que cruza os jatos gigantescos. A cor branca mostra a parte mais quente dos jatos, com temperaturas por volta de 100ºC, A maior parte do material dos jatos, em laranja, está por volta de zero grau, a parte avermelhada por toda a foto é poeira, e os pontos brancos são outras estrelas, a maioria no plano de fundo.
Créditos: Spitzer & NASA

27 de abr de 2010

PARABÉNS, HUBBLE PELO SEUS 20 ANOS A DESVENDAR O COSMOS

O telescópio mais famoso da História, o Hubble, completou, sábado 24 de Abril, duas décadas em órbita. E continua em forma...A sua capacidade é tal que se olhássemos através dele para Tóquio a partir de Nova Iorque conseguiríamos ver uma mosca. Nome completo: Telescópio Espacial Hubble (Hubble Space Telescope). Idade: 20 anos. Actividade: fotografar o espaço enquanto dá voltas à Terra. Para quem não conhece o seu portfolio, ficam algumas descobertas que nos foram transmitidas pelo telescópio mais famoso da História: a determinação da idade do Universo (treze mil milhões de anos); planetas extrasolares; os buracos negros; galáxias de diferentes tipos e formas...Mais próximo do nosso planeta, o Hubble registou ainda acontecimentos únicos, como a colisão dos fragmentos do cometa Shoemaker-Levy contra o gigante Júpiter, em 1994. A lista de contributos para a Ciência continua. A Lei de Hubble, que estabeleceu que o Universo se encontra em expansão, só foi visualmente comprovada através deste autêntico observatório espacial. No entanto, tinha começado mal. Primeiro, só foi lançado no dia 24 Abril de 1990, pela NASA e pela Agência Espacial Europeia (ESA), cinco anos depois do previsto, porque a tragédia do vaivém Challenger, na qual morreram sete astronautas, interrompeu o programa espacial norte-americano.
Hubble Ultra Deep Field (HUDF)
Crédito: NASA/ESA Hubble Space Telescope
 Depois, quando ficou finalmente em órbita, as suas primeiras fotografias estavam turvas e desfocadas. Descoberta a razão para a má qualidade das imagens -- defeitos de polimento no o espelho principal --, lá seguiram os astronautas Jeffrey Hoffmann e Story Musgrave em Dezembro de 1993 para o repara.Desde então, o Hubble conseguiu calar todas as vozes críticas, mostrando pormenores nunca vistos de estrelas, nebulosas, explosões de raios gama, galáxias vizinhas e longínquas, etc. Ao todo, o Hubble observou mais de trinta mil objectos celestes e tirou meio milhão de fotografias. Nestes vinte anos, o telescópio (13 metros de altura por 4 de diâmetro, pesando 11 toneladas) recebeu a visita de cinco missões de reparação e actualização. Como por vezes fica com vista cansada, as câmaras têm de ser substituídas. A última missão de serviço realizou-se no ano passado, e não haverá outra. O Hubble continuará a observar o espaço até deixar de funcionar. Quando isso acontecer, cairá no oceano. A NASA prevê que chegue aos 25 anos de vida. O seu sucessor já tem nome: chama-se James Webb Space Telescope, baptizado em honra do segundo administrador da NASA, James Edwin Webb.
Fonte: http://www.nasa.gov/

SEGUINDO AS PEGADAS DO HUBBLE: MAIORES E MELHORES TELESCÓPIOS ESPACIAIS

O Hubble celebra por esta altura o seu 20.º aniversário. Mas nem por isso os cientistas deixam de trabalhar na próxima geração de telescópios espaciais, sucessores maiores e mais poderosos que o famoso instrumento orbital. O Telescópio Espacial Hubble foi lançado no dia 24 de Abril de 1990, com um espelho imperfeito, mas sobreviveu duas décadas em grande parte devido às cinco missões de manutenção e reparação levadas a cabo pelos astronautas a bordo dos vaivéns espaciais. O seu olhar cósmico levou a descobertas sem paralelo acerca do Universo e a espantosas imagens do Cosmos que agora estão embebidas nos corações e mentes do público. "O Hubble tornou-se num ícone da Ciência porque consegue produzir imagens gloriosas," afirma Rick Fienberg, astrónomo da Sociedade Astronómica Americana. Mas dentro em breve a Ciência dará outros passos em frente.O Telescópio Espacial James Webb da NASA tem lançamento previsto para daqui a alguns anos. E outros novos observatórios espaciais estão também a ser considerados, mesmo que ainda não tenham recebido um avale oficial. A visão colectiva destes telescópios espaciais gigantes cobre um espectro que varia desde o infravermelho até aos raios-X, e poderá permitir aos cientistas ver ainda mais para o passado, na direcção do início do Universo.
Os futuros telescópios espaciais, desenhados à escala com o Hubble.Crédito: Karl Tate, SPACE.com, NASA
"Cada geração de telescópios lançada para o espaço é largamente superior que as anteriores, parcialmente devido à maior abertura mas também a melhores detectores," realça Fienberg. O muito antecipado Telescópio James Webb (JWST) da NASA representa o próximo sucessor do Hubble, com lançamento previsto para 2014. Com um espelho primário de 6,5 metros, tem quase sete vezes o poder do espelho do Hubble (2,4 metros). O JWST também bate o seu antecessor com um comprimento de 22 metros, quase o tamanho de um campo de ténis, em comparação com o tamanho de um autocarro escolar, 13,4 metros.
Modelo do JWST em tamanho normal, no centro Goddard da NASA. Crédito: NASA
O Hubble observa o Universo principalmente na luz visível e em comprimentos de onda ultravioleta, com também uma pitada de infravermelho. Mas o JWST vai focar as suas observações em maiores comprimentos de onda. Isto significa que o JWST conseguirá ver as primeiras galáxias que se moveram devido à expansão do Universo, dado que a luz emitida por estas galáxias-bebés deslocou-se para a parte mais vermelho do espectro. Existe um outro sucessor do Hubble e (já) do JWST ainda maior, mas por enquanto apenas em papel. O Advanced Technology Large Aperture (ATLAST) tem um espelho principal de pelo menos 8 metros de diâmetro, mas possivelmente poderá chegar aos 16 m. Este telescópio teórico da NASA representa um dos seus pontos altos para os anos entre 2025 e 2035. Outros telescópios espaciais poderão complementar os sucessores directos do Hubble e ajudar a substituír outros telescópios espaciais actualmente em órbita como o Observatório de raios-X Chandra, o Telescópio Espacial Spitzer ou o Observatório Espacial Herschel. Tais instrumentos cobrem as periferias mais extremas do espectro, que raramente conseguem atravessar a atmosfera da Terra até telescópios no chão. A próxima geração do Spitzer e Herschel poderá ser lançada em 2015. O observatório Single Apertur Far-InfraRed (SAFIR) usa um único espelho primário que mede entre 5 e 10 metros de diâmetro, em comparação com os 0,85 metros do Spitzer. Assim sendo, o SAFIR será 1000 vezes mais sensível que o Spitzer e o Herschel a detectar sinais infravermelhos e microondas. Outro projecto, o Observatório Internacional de raios-X (IXO), representa um esforço conjunto entre a NASA, a ESA e a JAXA (a agência espacial japonesa). Está desenhado como tendo um espelho raios-X concatenado com cerca de 20 vezes mais área que qualquer outro observatório em raios-X, e com um lançamento possível por volta de 2021.
Impressão de artista do Terrestrial Planet Finder da NASA.Crédito: NASA
Mas ao contrário dos telescópios que observam o Universo no infravermelho ou no ultravioleta, o IXO usa espelhos primários e secundários colocados quase de lado na direcção oriunda dos raios-X, para que a radiação ressalte de ambos num ângulo baixo. Isto impede com que os raios-X sejam simplesmente absorvidos pelos espelhos. Outro projecto implica a construção de um telescópio raios-X numa escala ainda maior que a do IXO. A missão Generation-X tem 500 vezes a área de recolha do Observatório Chandra, e poderá examinar o nascimento e evolução das primeiras estrelas, galáxias e buracos negros. Ainda outros projectos, como o Terrestrial Planet Finder (TPF) proposto pela NASA, envolvem uma rede de dois ou mais telescópios espaciais. Tais instrumentos podem imitar a resolução angular de lentes telescópicas muito maiores, ou até complementar observatórios na observação de fenómenos diferentes, como é o caso do TPF. Os astrónomos naturalmente anseiam pela próxima geração de maiores e melhores telescópios espaciais, porque cada destas importantes missões custa para cima de mil milhões de dólares e podem levar entre 10 e 20 anos a desenvolver. As missões de serviço ajudaram o venerável Hubble a exceder o seu tempo esperado de vida, mas a maioria dos instrumentos apenas dura entre 5 e 10 anos. "Mesmo que se construa um hoje e lance amanhã outro, estamos já a pensar no próximo e a fazer planos," explica Fienberg. "Caso contrário, acabamos com missões separadas por uma década."  Só o JWST vai custar à NASA, à ESA e ao Canadá qualquer coisa como 5 mil milhões de dólares, durante todo o seu ciclo de vida. "De momento, todos estes projectos à excepção do James Webb estão apenas no papel," afirma Fienberg. "O JWST vai ser o maior telescópio em órbita ainda durante algum tempo."
 Fonte: http://www.ccvalg.pt/
Crédito:NASA

Movimento retrógrado de Vênus

Comparando Vênus com todos os demais planetas do Sistema Solar, nota-se que esse planeta tem uma rotação única. Visto de cima, todos os planetas giram no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. Tal comportamento é natural de ser esperado uma vez que se supõe que todos os planetas se formaram da mesma nebulosa planetária há mais de 4,5 bilhões de anos.Assim, a rotação de Vênus no sentido dos ponteiros de um relógio é o que os astrônomos denominam de movimento retrógrado. Assim Vênus gira “para trás” do sentido “normal” de giro dos planetas.
Além disso, a rotação de Vênus é muito lenta, tanto é que o tempo para ele girar completamente em torno de seu eixo [≈243 dias terrestres] é maior que o tempo gasto por Vênus para dar uma volta completa no Sol [≈224,7 dias terrestres]. Assim o dia de Vênus é mais longo que o ano de Vênus.

Qual o motivo de Vênus apresentar movimento retrógrado?

A questão de como Vênus tem esse lento e retrógrado movimento de rotação constitui um enigma para os cientistas desde que seus movimentos foram medidos pela primeira vez.
Uma das teorias aponta para a hipótese que Vênus inicialmente teria se formado na nebulosa solar com movimento prógrado, mas efeitos de maré na causados pela sua super densa atmosfera teria amortecido seu movimento de rotação ao longo do tempo, conforme os estudos de Correia e Laskar (2003)
Outro curioso aspecto da órbita de Vênus e seu período de rotação é que os 584 dias necessários para a sua aproximação máxima da Terra são exatamente iguais a 5 dias solares venusianos. Embora essa relação possa eventualmente tratar-se de alguma ressonância orbital com a Terra, essa mistério permanece ainda sem solução.
Um impacto colossal pode ser a causa da anomalia do movimento de Vênus
Outra teoria é que diversos impactos gigantes no inicio da história de Vênus teriam parado e a seguir revertido sua rotação. Um impacto similar aconteceu na Terra bilhões de anos atrás e originou a Lua. Conforme os estudos de Alex Alemi e David Stevenson da California Institute of Technology, os modelos de formação primordial do sistema Solar mostram que possivelmente Vênus tinha pelo menos uma lua criada por um gigantesco evento de impacto.Cerca de 10 milhões de anos após esse impacto que formou essa hipotética lua, de acordo com Alemi and Stevenson, um outro impacto reverteu o giro desse planeta. Tal reversão causou o espiralamento e queda dessa lua, que se fundiu com Vênus. Se impactos posteriores criaram outras luas, essas tiveram o mesmo destino e foram absorvidas por Vênus.
                                      Inclinação do eixo de rotação dos 8 planetas e de Plutão
Outro exemplo de comportamentos anômalo é planeta Urano, que gira ‘deitado’ com seu eixo inclinado a 98º. Assim pode-se dizer que Urano também tem um movimento retrógrado. Plutão também gira de forma retrógrada, seu eixo está inclinado em 120º.
Fontehttp://eternosaprendizes.com/2009/04/24/qual-a-razao-do-movimento-retrogrado-de-venus/

Edwin Hubble

Edwin Powell Hubble era advogado de formação, mas sua dedicação à Astronomia acabou lhe roubando mais tempo que a carreira legal.
Foi também onde Hubble foi mais bem sucedido, tornando-se um do mais importantes astrônomos do século XX, a ponto de seu nome hoje estar associado ao mais famoso telescópio espacial – o segundo projeto mais caro de toda a história da ciência.
Hubble nasceu em 20 de novembro de 1889 numa pequena cidade do interior do Missouri, nos Estados Unidos. Com o avô aprendeu a gostar de Astronomia e viveu a ascensão de seu país à condição de potência mundial, durante a década de 1910.
Aos 21 anos, Hubble ganhou uma bolsa para estudar Direito em Londres, voltando aos Estados Unidos após se tornar bacharel. Ele jamais fez o exame da Ordem dos Advogados, necessário para exercer a profissão. Hubble gostava mesmo era de Astronomia, e sua formação em Direito fora apenas para agradar o pai. Aos 24 anos mudou-se para Chicago e foi trabalhar no Observatório de Yerkes, que possuía um telescópio refrator (luneta) de um metro de diâmetro, o maior já construído. Sua persistência e dedicação o fizeram ser convidado, mais tarde, para um cargo no Observatório de Monte Wilson, perto de Los Angeles, na Califórnia. Ali Hubble terminou seu doutorado em Astronomia.
Em 1917, com a Primeira Guerra Mundial, Hubble alistou-se no Exército e graças a sua excelente forma física e igual pontaria, serviu junto as tropas aliadas na França, no posto de major, mas sem nunca ter ído ao campo de batalha.
HUBBLE jamais definiu uma teoria sobre a EXPANSÃO DO UNIVERSO
Ao voltar para o Monte Wilson, Hubble dedicou-se a observação das galáxias, propondo um sistema de classificação que as subdivide em quatro grupos principais, segundo sua forma. Foi ele quem confirmou, incontestavelmente, que a Via Láctea é apenas uma entre bilhões de outras galáxias, que são como verdadeiros “universos-ilha” – centenas de bilhões de estrelas unidas gravitacionalmente.

Lei de Hubble

HUBBLE ESTUDOU A LUZ emitida pelas galáxias distantes, observando que o comprimento de onda em alguns casos era maior que aquele obtido em laboratório. Esse fenômeno, uma conseqüência do chamado Efeito Doppler, ocorre quando a fonte e o observador se movem. Quando se afastam um do outro, o comprimento de onda visto pelo observador aumenta, diminuindo quando fonte e observador se aproximam.
Em outras palavras, se uma galáxia estiver se aproximando, sua luz se desloca para o azul. Se estiver se afastando, para o vermelho. Em qualquer caso, a variação relativa do comprimento de onda é proporcional à velocidade da fonte.
Hubble deduziu que as galáxias se afastam umas das outras (desvio para o vermelho) e que a velocidade de distanciamento é tanto maior quanto maior a distância entre elas. Ele usou métodos precisos para determinar uma relação entre o deslocamento do comprimento de onda e a distância de uma galáxia. Essa relação que entrou para a história da ciência como a Lei de Hubble.
À sua revelia, a Lei de Hubble foi usada por aqueles que defendiam a expansão do Universo (Hubble jamais definiu uma teoria sobre isso). Hoje sabemos que o Efeito Doppler é apenas uma aproximação – é o próprio espaço quem cresce, aumentando o comprimento de onda e arrastando as galáxias. Muitos dos estudos quantitativos sobre a origem do Universo nasceram das idéias de Hubble aliadas as equações de Einstein. Edwin Hubble faleceu no ano de 1953.
Fonte:Astronomia no Zênite

Galáxia espiral NGC 1350

Há 85 milhões de anos, os dinossauros ainda dominavam a Terra, ignorantes da sua futura extinção em massa, enquanto que os mamíferos terrestres eram criaturas pequenas e tímidas. A América do Sul ainda era um continente ilha. Nesta mesma época o Sol e o Sistema Solar estavam a 60.000 anos-luz do local onde atualmente se encontram (o Sol completa uma órbita em torno do centro da Via Láctea a cada 200 milhões de anos). E foi há 85 milhões de anos que num outro canto do Universo, a luz abandonou a galáxia NGC 1350 para uma longa viagem através do espaço. Parte desta luz foi captada por um dos telescópios do observatório VLT (ESO), situado no monte Paranal nos andes chilenos. A NGC 1350 foi classificada como uma galáxia Sa(r). Isto significa que a NGC 1350 é uma galáxia espiral com uma região central de grandes dimensões.  No entanto, em termos de classificação morfológica, esta galáxia parece estar na fronteira entre as galáxias espirais de braços quebrados e as de "grand design" (bem desenhadas), com dois grandes braços exteriores. Os tênues braços exteriores da NGC 1350 parecem originar no principal anel interior, e podemos acompanhá-los durante cerca de meio círculo até que se encontram com o braço oposto. Juntos parecem completar um segundo anel mais exterior - o "olho".
 Os braços da galáxia têm uma cor azulada porque contêm uma grande quantidade de estrelas jovens e de grande massa. A poeira que vemos em pequenos fragmentos na região central da galáxia parece produzir um padrão que se assemelha a vasos sanguíneos no olho. É nas regiões onde existem as maiores concentrações de poeira que nascem as estrelas. As regiões exteriores da galáxia são tão tênues, que é possível observar num segundo plano da imagem uma série de outras galáxias. Estas fornecem aos astrônomos uma importante noção de profundidade. É realmente impressionante que em apenas 16 minutos o VLT tenha sido capaz de recolher tanta informação acerca destes pequenos e distantes universos "ilha". A NGC 1350 encontra-se na direção da constelação austral Fornax (o Forno), mas não parece fazer parte do enxame de galáxias com o mesmo nome, que se encontra a 65 milhões de anos-luz de distância. Tem cerca de 130.000 anos-luz de extensão e, neste momento está se afastando de nós à velocidade de 1.860 Km/s.

Créditos: Centro de Astrofísica da Universidade do Porto,
 Portal do Astrónomo & ESO

O peculiar grupo de galáxias ARP 194

ARP 194, um peculiar grupo de galáxias com mais de 100 mil anos-luz de comprimento. Nos últimos anos o telescópio Hubble registrou centenas de imagens exóticas de galáxias colidindo. As cenas foram tantas que os pesquisadores não acreditavam que pudessem ver algo novo e estranho, mas a composição registrada surpreendeu novamente. A foto mostra o objeto ARP 194, um conjunto triplo de galáxias onde se tem a impressão de que as estrelas estão "escorrendo" através de um fluxo azul, visto no centro da foto. Na realidade, o fluxo observado é o braço de uma das galáxias, repleto de centenas de estrelas que acabaram de nascer e foi criado pela interação da gigantesca força gravitacional entre as duas galáxias vistas no topo da imagem. Os núcleos das duas galáxias que estão se fundindo pode ser visto no alto da composição. O bizarro fluxo azul, uma espécie de ponte cósmica, parece se conectar à galáxia inferior, mas na realidade não passa de uma ilusão de ótica. A galáxia inferior não está no mesmo plano das duas que se fundem, mas muito atrás delas, não existindo nenhum contato físico entre os objetos. O berçário azul de estrelas é sem dúvida o que mais chama a atenção na imagem. Contém enormes aglomerados estelares que por sua vez podem conter outras dezenas de jovens aglomerados. Ali, as forças gravitacionais envolvidas podem aumentar a taxa da criação estelar, dando origem à brilhantes estrelas que se formam em galáxias em fusão. Arp 194 encontra-se a 600 milhões de anos-luz de distância da Terra.
Créditos: Telescópio Hubble

Mz3: a Nebulosa da Formiga revelada pelo Hubble

                     Mz3 - a Nebulosa da Formiga. Créditos©: R. Sahai (JPL) et al., Hubble Heritage Team, ESA, NASA Por que esta nebulosa parece uma formiga e não uma grande esfera? A nebulosa planetária Mz3 (Menzel 3) foi gerada a partir dos escombros ejetados por uma estrela similar ao Sol que obviamente tinha um formato redondo. Por que afinal, na Mz3, o gás que expulso da estrela central criou esta nebulosa com formato incomum do tórax de uma formiga e não o de nuvens concêntricas, como na Nebulosa do Gato?

Várias explicações e nenhuma conclusão
Explicações plausíveis relacionam algumas possíveis causas:
•A altíssima velocidade da expansão do gás expelido (1.000 km/s);
•A estrutura de grande porte, com comprimento de 1 ano-luz;
•O magnetismo da estrela vista acima no centro da nebulosa.
Outra solução possível para o enigma da Mz3 é que esta nebulosa pode esconder uma segunda estrela mais tênue cuja órbita fica bem perto da estrela que aqui vista, o que prejudica sua visualização direta.
Também existe uma quinta hipótese que suporta a idéia que o próprio giro da estrela central da nebulosa e seu campo magnético estão, de alguma forma, canalizando o gás.
Tendo em vista que a estrela moribunda formadora desta nebulosa tem massa da ordem de grandeza da massa do nosso Sol, os astrônomos buscam aqui um melhor entendimento dos processos de construção dessa gigantesca formiga cósmica, para saber mais sobre o provável futuro do nosso próprio Sol e da Terra.
Formato incomum
Nenhuma outra nebulosa planetária já observada lembra a Mz3. A nebulosa M2-9 chega perto deste padrão, mas as velocidades do fluxo em Mz3 são 10 vezes maiores que as observadas em M2-9.Além disso, notamos que a ultra massiva estrela Eta Carinae tem mostado padrões similares aos da Mz3 e da M2-9.Os astrônomos Bruce Balick (Universidade de Washington) e Vincent Icke (Universidade de Leiden) usaram o Hubble para analisar esta nebulosa planetária, Mz3, em julho de 1997 com a câmera WFPC2 (Wide Field Planetary Camera 2). Um anos depois, os astrônomos Raghvendra Sahai e John Trauger do JPL (Jet Propulsion Lab) da NASA na Califórnia criaram novas imagens usando filtros distintos. O Hubble Heritage Team criou esta bela composição, baseando-se nos dois bancos de dados de 1997 (Balick et at.) e 1998 (R. Sahai (JPL) et al.).
A Nebulosa da Formiga reside a 4.500 anos-luz da Terra, tem uma magnitude de +13,8 e foi descoberta por Donald Howard Menzel em 1922.

Fonte:eternosaprendizes.com

Nasa divulga imagem de aglomerado estelar

A NASA, agência espacial americana, divulgou a imagem inédita de um aglomerado estelar na fronteira com as constelações de Sagitário e Corona Australis. Localizado cerca de 420 anos-luz da Terra, o aglomerado chamado de "Cluster Coronet" tem um diâmetro de aproximadamente 10 anos-luz.A imagem, feita pela câmera infravermelho Wise, mostra a área central do aglomerado Coronet. Segundo a Nasa, a luz infravermelha do Wise permite visualizar em verde e vermelho o pó de formação estelar aquecido pelas próprias estrelas recém-nascidas em uma região de formação estelar. Em azul, as estrelas recém-nascidas aninhadas nas proximidades do aglomerado. A diferença de cor se dá em função de comprimentos de onda diferentes. Azul e turquesa são a leitura da luz infravermelha em comprimentos de onda de 3,4 e 4,6 mícrons, produzido pela luz das estrelas. Verde e vermelho representam a luz aos 12 e 22 mícrons, que é principalmente produzida pela poeira quente.

Fonte: NASA e AFP

Um Saturno na Zona Habitável de uma Anã Vermelha

O projecto Lick-Carnegie Exoplanet Survey, em que está envolvido o conhecido Paul Butler, acaba de anunciar a descoberta de um planeta com pelo menos a massa de Saturno em torno de uma estrela anã vermelha próxima. A estrela, de tipo espectral M4V e designada de HIP57050 no catálogo da missão Hipparcos, é duas vezes mais rica que o Sol em “metais” o que, de acordo com a teoria actualmente mais aceite de formação planetária, favorece a criação de planetas gigantes. A órbita tem um período de 41.4 dias e uma excentricidade elevada de 0.31. Uma característica interessante do planeta consiste no facto deste se encontrar dentro da chamada zona habitável da estrela, isto é, a uma distância da estrela que permite a existência de água no estado líquido. Embora a definição de zona habitável não seja consensual entre os cientistas, não deixa de ser interessante pensar nas possibilidades que isto introduz relativamente à existência de vida no planeta ou, mais provavelmente, em eventuais luas em seu redor. Embora o planeta não tenha sido observado em trânsito, e apesar de existir apenas uma probabilidade de 1% de o ser, a sua detecção seria importante pois o eclipse provocaria uma diminuição em 7% do brilho da estrela e permitiria a telescópios como o Hubble o estudo das propriedades da sua atmosfera.

O berçário estelar da Nebulosa Carina


Esta montanha escarpada envolta por nuvens espessas parece uma paisagem bizarra do Tolkien, O Senhor dos Anéis ". Esse pilar de gás e poeira, tem 3 anos-luz de altura, e está sendo devorado pela luz de estrelas brilhantes bem próximas. O pilar também está sendo atacado por dentro, por uma estrela-bebê enterrada dentro dela, disparando jatos de gás que podem ser vistos no pico danebulosa. O pontos cor-de-rosa, são estrelas que já se libertaram da nebulosa. Esta turbulenta poeira cósmica, faz parte de um berçário estelar na Nebulosa Carina, 7.500 anos-luz de distância na constelação de Carina. A nebulosa nasceu a três milhões de anos atrás, quando a primeira geração de estrelas condensadas acendeu em meio a uma gigante e fria nuvem de hidrogênio. A nebulosa de Carina contém cerca de uma dúzia de astros com uma massa 50 ou 100 vezes maior do que a do Sol. Uma arrasadora radiação e ventos rápidos (fluxos de partículas carregadas) de estrelas quentes recém-nascidas na nebulosa estão moldando e comprimindo a coluna, formando novas estrelas dentro dele. Longas correntes de gás podem ser vistos atirados em direções opostas a partir do pedestal na parte superior da imagem. Outro par de jatos é visível no outro pico, perto do centro da imagem. Estes jatos são causados pelo nascimento de estrelas. O nome técnico dos jatos emitidos pela estrela é Herbig-Haro. Como uma estrela cria um Herbig-Haro ainda está em discussão mas suspeita-se que envolva um disco de acreção girando em volta de uma estrela central. O "Hubble Wide Field Camera 3" observou o pilar dias 1 e 2 de Fevereiro de 2010. As cores desta imagem correspondem ao brilho do oxigênio (azul), hidrogênio e nitrogênio (verde) e enxofre (vermelho). A imagem marca o 20° aniversário do lançamento do Hubble.

Créditos: Hubble

26 de abr de 2010

Maior telescópio do mundo será construído no Chile


A organização europeia para a astronomia (ESO, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira ter escolhido o território chileno de Cerro Armazones para construir o maior telescópio do mundo, o European Extremely Large Telescope (E-ELT). Cinco países - Espanha, Marrocos, África do Sul, Argentina e Chile - competiam para abrigar o telescópio óptico, com custo estimado em 1 bilhão de euros e que deverá ficar pronto em 2018, depois de sete anos de obras. Muito esperado pela comunidade científica, o E-ELT terá um espelho sem precedentes, com diâmetro de 42 metros, que permitirá observar o universo e suas galáxias como nunca antes. O telescópio será instalado no norte do Chile, a uma altitude de 3.060 metros no deserto de Atacama, segundo um comunicado da ESO, com sede em Munique (sul da Alemanha). Entre os fatores que infuenciaram a decisão de escolher o local estão a qualidade da atmosfera e o custo da contrução, segundo o ESO. O sítio chileno garante mais de 320 noites claras por ano, e o governo ofereceu, além disso, ao ESO, um amplo perímetro de terreno em torno da futura instalação científica, a fim de evitar qualquer tipo de poluição luminosa, no caso de eventuais assentamentos de minas na região, num futuro. O E-ELT "será o maior olho do mundo dirigido para o céu" e "nos permitirá, talvez, mudar nossa percepção do universo como o fez o telescópio de Galileu há 400 anos", afirmou Tim de Zeeuw, diretor do ESO.
Fonte:Terra

Via-Láctea....Nossa Galáxia

Com a ajuda do telescópio espacial Spitzer, da NASA, astrônomos conduziram a mais extensa análise estrutural de nossa galáxia e descobriram indícios tantalizantes de que a Via Láctea é muito diferente da galáxia em espiral comum.A pesquisa usando o telescópio infravermelho em órbita forneceu detalhes de uma longa estrutura central em forma de barra que distingue a Via Láctea de galáxias espirais ordinárias.O grupo de astrônomos pesquisou em torno de 30 milhões de estrelas no plano da galáxia em um esforço para construir um retrato detalhado das regiões internas da Via Láctea.A possibilidade de que a galáxia Via Láctea tenha uma longa barra estelar através de seu centro tem sido considerada há muito por astrônomos, e tais fenômenos não são inéditos na taxonomia galáctica. São claramente evidentes em outras galáxias, e é uma característica estrutural que soma definição além dos braços espiralados de galáxias espirais comuns.O novo estudo fornece estimativas melhores do tamanho e orientação da barra, que são bem diferentes das estimativas anteriores."Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem." (Salmos 14:1)
Fonte: astronomiahoje.blogspot.com

Sonda da Nasa envia imagens inéditas do Sol

Imagem ultravioleta composta, sobrepondo múltiplos comprimentos de onda. As falsas cores indicam diferentes temperaturas, indo do vermelho relativamente frio (60.000 º C) até os azuis e verdes super quentes (1 milhão de graus Celsius). [Imagem: NASA]

Observatório solar
A sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory: Observatório de Dinâmica Solar) lançada pela NASA para estudar o Sol, enviou as primeiras imagens do astro.
A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra.

Clima do Sol

O observatório solar SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar por pelo menos cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que os meteorologistas conseguem prever o clima da Terra. A atividade solar tem uma influência profunda na Terra. Grandes erupções de partículas carregadas e a emissão de radiação intensa podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de comunicação além de significar um risco à saúde de astronautas.

Atividade solar

Os cientistas da equipe do SDO afirmam que as imagens recebidas abrem caminho para novas descobertas sobre nossa estrela.
"As imagens do SDO são impressionantes e o nível de detalhe que elas revelam, sem dúvida, vai liderar um novo ramo de pesquisa, sobre como os campos magnéticos solares se formam e evoluem, levando a uma compreensão muito melhor de como a atividade solar se desenvolve", disse um dos pesquisadores, o professor Richard Harrison, que trabalha no Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha.
"É como olhar os detalhes de nossa estrela pelo microscópio", disse o cientista em entrevista à BBC.

Raio X do Sol

O SDO está equipado com instrumentos para investigar o funcionamento no interior, na superfície e na atmosfera do Sol. A sonda consegue imagens completas do Sol com uma resolução dez vezes melhor do que a média conseguida por uma câmera de televisão de alta definição. Isto permite que a escolha de imagens de aspectos na superfície do Sol e em sua atmosfera cujo tamanho pode chegar até 350 quilômetros.
A comparação mostra a qualidade das imagens do observatório solar SDO. Soho e Stereo são as duas sondas lançadas anteriormente pela NASA, e que continuam estudando o Sol. [Imagem: NASA]

Outra vantagem é que as imagens são enviadas rapidamente, em segundos, pela alta capacidade de comunicação da sonda.

Dínamo solar

Os instrumentos do SDO operam em comprimentos de onda diferentes, com isso os cientistas poderão estudar a atmosfera do Sol em camadas.
Mas o grande desafio para a sonda será analisar o funcionamento do dínamo solar, uma profunda rede de correntes de plasma que geram o campo magnético do Sol.
É este dínamo que, em última análise, é responsável por todas as formas de atividade solar, desde as explosões na atmosfera do Sol até as áreas da estrela relativamente mais frias, as chamadas manchas solares.
Fonte:Inovação Tecnológica

Foto incrível: Buraco negro binário

O que você vê é uma enorme galáxia e as duas grandes fontes de brilho são buracos negros supermassivos, que estão co-orbitando. Apesar de parecerem próximos, eles estão a 25 mil anos luz de distância um do outro.
Cercados por gás que emite raios X e jatos de partículas eles estão no centro de duas galáxias vizinhas, no conjunto de galáxias Abel 400. Eles estão a, aproximadamente, 300 milhões de anos-luz da Terra. Os astrônomos acham que os buracos negros estão “juntos” por causa da gravidade de um sistema binário, além dos jatos de gás que passam por eles terem a velocidade média de 1200 km por segundo. Cenas como essa em grupos de galáxias (pelo que estimam os cientistas, pois não há como comprovar isso) seriam comuns nas partes mais distantes do universo, pela proximidade de uma galáxia com outra.
 [APOD]

Orionte através de uma máquina fotográfica

Orionte, o Caçador, é uma das mais facilmente reconhecidas constelações do céu nocturno do planeta Terra. Mas as estrelas e nebulosas de Orionte não parecem tão coloridas para o olho humano como nesta bonita fotografia, tirada no princípio do mês passado. Nesta exposição única, a fria gigante vermelha Betelgeuse, a estrela mais brilhante à esquerda, tem um tom amarelado. Por outro lado, as quentes estrelas azuis de Orionte estão em grande número, com a supergigante Rigel contrastando com Betelgeuse no canto superior direito, Bellatrix no canto superior esquerdo, e Saiph, no canto inferior direito. Alinhadas na cintura de Orionte (baixo para cima) estão Alnitak, Alnilam e Mintaka, todas a cerca de 1500 anos-luz de distância, nascidas nas bem estudadas nuvens interestelares da constelação. E se a "estrela" do meio da espada de Orionte lhe parece avermelhada e difusa, é porque é mesmo. É o berçário estelar conhecido como a Grande Nebulosa de Orionte.
Crédito: John Gauvreau
Fonte: Astronomy.com
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