30 de jun de 2010

Estrelas mais antigas da Via Láctea nasceram em outra Galáxia

Esta simulação mostra o halo de estrelas anciãs ao redor da Via Láctea, como ele deve estar hoje.[Imagem: Andrew Cooper/Durham University]

Estrelas órfãs

Muitas das estrelas mais antigas da Via Láctea são remanescentes de outras galáxias menores que foram dilaceradas por colisões violentas há cerca de 5 bilhões de anos. A afirmação é de um grupo internacional de cientistas, em estudo publicado pelo periódico Monthly Notices of the Royal Astronomical Society. Essas estrelas anciãs são quase tão antigas como o próprio Universo. Os pesquisadores, de instituições da Alemanha, Holanda e Reino Unido, montaram simulações em computadores para tentar recriar cenários existentes na infância da Via Láctea.

Colisão de galáxias

O estudo concluiu que as estrelas mais antigas na galáxia, encontradas atualmente em um halo de detritos ao seu redor, foram arrancadas de sistemas menores pela força gravitacional gerada pela colisão entre galáxias. s cientistas estimam que o Universo inicial era cheio de pequenas galáxias que tiveram existências curtas e violentas. Esses sistemas colidiram entre eles deixando detritos que eventualmente acabaram nas galáxias existentes atualmente. Segundo os autores, o estudo apoia a teoria de que muitas das mais antigas estrelas da Via Láctea pertenceram originalmente a outras estruturas, não tendo sido as primeiras estrelas a nascer na galáxia da qual a Terra faz parte e que começou a se formar há cerca de 10 bilhões de anos. "As simulações que fizemos mostram como diferentes relíquias observáveis na galáxia hoje, como essas estrelas anciãs, são relacionadas a eventos no passado distante", disse Andrew Cooper, do Centro de Cosmologia Computacional da Universidade Durham, no Reino Unido, primeiro autor do estudo.

Geologia estelar

As simulações computacionais tomaram como início o Big Bang, há cerca de 13 bilhões de anos, e usaram as leis universais da física para traçar a evolução das estrelas e da matéria escura existente no Universo.
"Como as camadas antigas de rochas que revelam a história da Terra, o halo estelar preserva o registro do período inicial dramático na vida da Via Láctea, que terminou muito tempo antes de o Sol ser formado", explica Cooper. Uma em cada centena de estrelas na Via Láctea faz parte do halo estelar, que é muito mais extenso do que o mais familiar disco em espiral da galáxia. O estudo é parte do Projeto Aquário, conduzido pelo consórcio Virgo, que tem como objetivo usar as mais complexas simulações feitas em computador para estudar a formação de galáxias.
Fonte:(Inovação Tecnológica)

24 de jun de 2010

Telescópio capta imagem de 'lábios humanos'

O telescópio em infacermelho Wise da NASA (agência espacial americana) capturou uma imagem inusitada no espaço. O que parece uma boca humana é uma nuvem de poeira soprando de uma estrela gigante. A estrela (ponto branco no centro do anel vermelho) é uma das moradoras mais maciças da nossa galáxia Via Láctea, a V385 Carinae e fica a uma distância de cerca de 16 mil anos-luz da Terra.Objetos como esse são chamados de estrelas Wolf-Rayet e, em comparação, fazem com que o nosso Sol pareça insignificante. A V385 Carinae é 35 vezes mais massiva que nosso Sol, e tem um diâmetro quase 18 vezes maior. É mais quente e brilha com mais de um milhão de vezes a quantidade de luz.
Estrelas ardentes assim queimam rapidamente, tendo uma vida considerada curta para o espaço, apenas poucos milhões de anos. À medida que envelhecem, os átomos mais pesados vão aquecendo dentro delas, como os átomos de oxigênio que são necessários para a vida como nós conhecemos. O material resultante desta queima é soprado para fora em nuvens, como a que brilha intensamente na cor vermelha na imagem do Wise.
Fonte: NASA

Galáxia tem "cauda" de gás e estrelas

Observações em ultravioleta da galáxia IC 3418 indicam que, apesar de parecer mais uma galáxia espiral comum, ela tem uma espécie de "cauda". Não só isso, essa região é composta de milhares de jovens estrelas.O aglomerado de estrelas fica localizado a 54 milhões de anos-luz no meio do imenso agrupamento de Virgem (que tem mais de 1,5 mil galáxias próximas). Esse agrupamento é tão grande que sua força gravitacional está puxando IC 3418 para o seu centro a uma velocidade de 3,6 milhões de km/h, o que deixa para trás amontoados de gás que formam um rastro. Segundo um estudo publicado neste mês no The Astrophysical Journal Letters, esse gás é influenciado pelas outras galáxias (assim como a cauda de um cometa é atingida pelos ventos solares), acaba por condensar e formar estrelas. De acordo com a pesquisa, essa "cauda" de jovens estrelas oferece uma possibilidade de estudar a formação desses astros muito mais facilmente do que em outras galáxias, onde esse processo fica encoberto por grandes nuvens de gás e poeira.
Fonte: Science

18 de jun de 2010

NGC 253: as entranhas da galáxia explosiva do Escultor foram reveladas pela visão infravermelha do telescópio VISTA

Imagem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit
telescópio infravermelho VISTA do ESO, situado no Observatório do Paranal, Chile, capturou uma surpreendente imagem da galáxia do Escultor (NGC 253), como parte da sua primeira grande campanha. Ao varrer os céus no espectro do infravermelho, a visão do VISTA é menos prejudicada pela poeira, revelando uma pletora de estrelas vermelhas frias, assim como a barra estelar da região central desta galáxia explosiva. Assim, o VISTA contribui para demonstrar a história e o desenvolvimento da NGC 253. A NGC 253 reside na direção da constelação do Escultor e é uma das galáxias mais brilhantes no céu. Sua luminosidade permite a observação via bons binóculos e foi descoberta por Caroline Herschel, Inglaterra, em 1783. NGC 253 é uma galáxia espiral situada que dista 13 milhões de anos-luz da Terra. NGC 253 o componente mais notável do pequeno agrupamento de galáxias conhecido como o Grupo do Escultor, um dos aglomerados galácticos mais próximos do nosso Grupo Local de Galáxias. Parte do seu destaque na radiação visível deve-se ao fato de ser uma starburst galaxy (galáxia com formação estelar explosiva), o que implica que se encontra a formar estrelas muito rapidamente. Além disto, a NGC 253 é preenchida por muita poeira, a qual obscurece a sua visualização via telescópios óticos (Eso0902 – Frantic activity revealed in dusty stellar factories). Sob nosso ponto de vista, a galáxia encontra-se de tal modo disposta no céu que os braços em espiral são facilmente visíveis nas zonas periféricas, e observa-se claramente o seu núcleo brilhante no centro.

O painel  compara a imagem do VISTA (acima) no infravermelho com a foto no espectro visível obtida com o telescópio ótico de 2,2 em La Silla. Crédito: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical

O observatório VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy), é a última novidade do Observatório do Paranal do ESO, no deserto chileno ultra seco do Atacama. VISTA é o maior telescópio terrestre de rastreio. Inaugurado no final de 2009 (leia: VISTA: telescópio pioneiro de rastreamento mostra os primeiros resultados), o telescópio fez dois estudos detalhados de pequenas regiões do céu, antes de iniciar um programa de rastreamentos mais amplo. Em um destes “mini rastreamentos” foi feito um estudo detalhado de NGC 253 e da sua vizinhança. Uma vez que o observatório VISTA atua no espectro do infravermelho, isto torna possível olhar através da poeira cósmica da NGC 253, algo que atrapalha a observação da Galáxia do Escultor quando focada radiação visível dos telescópios tradicionais. Com o VISTA podem agora ser mapeadas uma enorme quantidade de estrelas frias, dificilmente detectáveis via telescópios óticos. Assim, o VISTA atua desvendando parte do que estava escondido pelas espessas nebulosas de pó dispostas na região central do bojo galáctico e permite uma visualização bem nítida da sua barra central de estrelas que se estende pela núcleo galáctico, barra esta que não se observava nas imagens obtidas no espectro luminoso visível. As excelentes condições climáticas de observação que o VISTA partilha com o Very Large Telescope do ESO (VLT), situado no pico montanhoso adjacente, permitem ao observatório obter imagens excepcionalmente nítidas para um equipamento que se encontra instalado no solo terrestre. Através do VISTA os astrônomos pretendem descobrir alguns dos mistérios da Galáxia do Escultor. Agora estão analisando inúmeras estrelas gigantes vermelhas frias situadas no halo que envolve a galáxia. A composição de algumas das pequenas galáxias anãs satélites da NGC 253 também estão em estudo, ao mesmo tempo em que se procuram novos objetos não descobertos, tais como enxames globulares e galáxias anãs ultra-compactas, os quais seriam invisíveis se não fossem as imagens infravermelhas do telescópio VISTA. Os astrônomos pretendem utilizar os dados inéditos coletados pelo VISTA para mapear o modo como a galáxia NGC 253 surgiu e como se desenvolveu.

Marte poderia ter vastos oceanos e mares no passado

Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo que traz grandes revelações. O hemisfério norte de Marte pode um dia ter abrigado um imenso oceano capaz de cobrir um terço de seu território. Em outras palavras, o ciclo hidrológico de Marte pode ter sido semelhante ao da Terra há 3,5 bilhões de anos.
Os cientistas acreditam que o planeta vermelho já teve formação de nuvens, de gelo, de chuva, de água corrente e de acumulo de água no solo. Segundo o estudo, um oceano cobriu 36% do planeta com um volume de água equivalente a um décimo dos oceanos na Terra. Em uma simulação é possível ver a extensão das águas sobre o planeta.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram pela primeira vez a distribuição de sedimentos em dezenas de deltas e milhares de vales do planeta, além de toda topografia de Marte, e observaram que muitos deltas ficam em altitudes semelhantes, sugerindo que os rios desembocaram para um mesmo lugar.
A distribuição dos antigos deltas traça uma superfície em potencial para a presença de um vasto oceano nas planícies do norte do planeta. 29 dos 52 deltas foram em algum momento conectados.
Essas constatações são a prova que os estudiosos precisavam. Pesquisas anteriores feitas a partir de sondas espaciais apontavam a possibilidade da existência de um oceano em Marte, mas as incertezas nas investigações continuavam por décadas.
“Na Terra, deltas e lagos são excelentes coletores e depósitos de sinais de vida passada. Se alguma vez surgiu vida em Marte, os deltas podem ser a chave para desvendar o passado biológico do planeta”, afirmou Di Achille, um dos autores do estudo.
“Uma das principais questões que gostaríamos de responder é onde foi parar toda a água de Marte”, indaga Achille.
Fonte: Apolo 11

Reencontrada a listra desaparecida de Júpiter

Novas imagens do telescópio Hubble confirmam que uma das listras de Júpiter que tinha desaparecido estava apenas encoberta por nuvens de amônia. A listra escura do planeta, que fica na região sul de Júpiter, havia desaparecido completamente em maio de 2010.
© NASA/Hubble (listras em Júpiter)
No dia 7 de junho, o Hubble foi direcionado ao gigante gasoso para investigar um estranho objeto que teria se chocado contra o planeta sem deixar rastros, que foi identificado como sendo um meteoro.
Durante a observação, uma das câmeras do telescópio confirmou que eram nuvens de amônia, que ficam numa altitude maior que as escuras, encobrindo-as. Além disso, o Hubble registrou pontos escuros mais ao sul. Os cientistas acreditam que a faixa deve voltar a ficar totalmente visível em alguns meses.
"O cinto sul equatorial desapareceu pela última vez no início dos anos 70. Nós não fomos capazes de estudar esse fenômeno com esse nível de detalhe anteriormente", diz Amy Simon-Miller, da Nasa (agência espacial americana). "As mudanças dos últimos anos estão adicionando um extraordinário banco de dados sobre as dramáticas mudanças nas nuvens de Júpiter", afirma a cientista.
Fonte: NASA

17 de jun de 2010

NGC6357 - "Guerra" e "Paz"

                                          Crédito: 2MASS/UMass/IPAC-Caltech/NASA/NSFS/Van Dyk (IPAC)

                                                                               Telescópio: 2MASS
Imagem de infravermelho das nebulosas "Guerra" e "Paz", também designadas NGC6357. Situadas relativamente próximas uma da outra, estas nebulosas estão no plano da nossa galáxia, não muito longe do seu centro. Esta imagem foi obtida pelo projecto "2 Micron All Sky Survey (2MASS)". O projecto 2MASS consistiu na observação em larga escala de todo o céu em três bandas do infravermelho próximo. Este projecto utilizou dois telescópios de 1.3m cada um, um nos Estados Unidos e outro no Chile. As observações iniciaram-se em 1997 e terminaram no início de 2001.
Fonte:portaldoastronomo.org

Identificada luz misteriosa em Júpiter

                                                   © NASA/Hubble (impacto de um meteoro em Júpiter)
Observando detalhadamente as imagens do telescópio espacial Hubble, astrônomos conseguiram uma explicação para a misteriosa luz vista em Júpiter no dia 3 de junho. Os cientistas acreditam que ela pode ser resultado de um meteoro gigante que queimou antes de chegar às nuvens mais altas do planeta, o que explicaria o fato de não haver nenhum sinal de destroços nas nuvens, como ocorreu em colisões anteriores no planeta.Segundo a NASA (agência espacial americana), astrônomos de todo o mundo notaram que algo atingiu o planeta e produziu luz suficiente para que o fenômeno fosse visto da Terra, mas eles não sabiam o quão profundo o objeto penetrou no gigante gasoso. Desde então, eles empreenderam buscas por alguma pista nas nuvens de Júpiter.
No dia 7 de junho, o Hubble foi direcionado ao planeta e fez diversas observações, inclusive em ultravioleta, para tentar esclarecer o que e como atingiu Júpiter. Os registros não mostraram nenhum sinal de destroços nas nuvens mais altas. Segundo os cientistas, isso indica que o objeto não penetrou e explodiu dentro do gigante gasoso, o que teria deixado marcas visíveis ao ultravioleta.
Em 2009, um asteroide muito maior atingiu o planeta e criou uma grande explosão. De acordo com a NASA, como resultado do choque surgiu uma grande quantidade de poeira, que pôde ser vista, ao contrário do fenômeno ocorrido recentemente.
Fonte: NASA

15 de jun de 2010

Astrônomos veem processo violento no nascimento de estrelas

Campos magnéticos superaquecem o gás que se dirige para o astro em formação

                    Ilustração de um disco protoplanetário como os observados no estudo. NASA/JPL-Caltech
Uma equipe liderada pelo astrônomo Joshua Eisner, da Universidade do Arizona, conseguiu observar, com detalhamento sem precedentes, os processos que dão origem a estrelas e planetas em jovens sistemas solares. As descobertas, publicadas no Astrophysical Journal, oferecem uma compreensão melhor de como o hidrogênio do disco protoplanetário acaba sendo incorporado na estrela nascente. Unindo observações dos dois telescópios Keck mantidos no vulcão Mauna Kea, no Havaí, com um instrumento especialmente projetado, chamado Astra, o grupo de Eisner foi capaz de enxergar a fundo nos discos protoplanetários, as nuvens de gás e poeira que alimentam a estrela recém-nascida e que acabam também originando os planetas ao redor. O desafio, dizem os pesquisadores, foi obter boas imagens dos processos que ocorrem na divisa entre a estrela e o disco, a 500 anos-luz da Terra. "A resolução angular que se pode atingir com o Telescópio Espacial Hubble é cerca de 100 vezes grosseira demais para ser capaz de ver o que se passa imediatamente fora de uma estrela nascente não muito maior que o Sol", disse Eisner, em nota.
Combinando a luz dos dois Kecks, ele obteve uma resolução melhor. manipulando a luz obtida nos dois telescópios por meio do Astra, os pesquisadores conseguiram a resolução necessária para observar processos perto do centro dos jovens sistemas solares.
"Conseguimos chegar muito perto da estrela e olhar bem para a interface entre o disco protoplanetário rico em gás e a estrela", afirmou o astrônomo. "Queríamos entender como o material se acumula na estrela", disse Eisner. "O processo nunca tinha sido medido diretamente". O processo pode se dar de duas formas. na mais simples, o gás simplesmente é engolido pela estrela. Na outra, mais complexa e violenta, o campo magnético da estrela empurra o gás para longe e faz com que ele se acumule, criando uma lacuna entre estrela e disco. Os átomos de hidrogênio são forçados a percorrer as linhas de força magnéticas, ficando superaquecidos no processo. "Uma vez capturados pelo campo magnético, o gás está sendo canalizado ao longo das linhas do campo, em arcos que vão bem acima e para baixo do disco", explicou Eisner. "O material colide com os polos da estrela em alta velocidade". Nesse inferno, que libera a energia de milhões de explosões nucleares a cada segundo, alguns dos arcos de fluxo de gás são ejetados do disco e sopram para o espaço, como vento interestelar. A equipe apontou os telescópio para 15 discos, com estrelas centrais de massa variando entre 50% e 1000% a do Sol. O resultado: na maioria dos casos, o gás converte sua energia de movimento em luz quando chega muito perto da estrela - um indício do cenário mais violento.
Fonte:Estadão

10 de jun de 2010

Telescópio Trappist faz primeiros registros

O Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou que o Trappist (Pequeno Telescópio de Trânsito de Planetas e Planetesimais, na sigla em inglês), no observatório La Silla, no Chile, começou a fazer os primeiros registros de teste com sucesso.
© ESO (nebulosa da Tarântula)
O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade de Liège (Bélgica) e com o Observatório de Genebra (Suíça), será dedicado ao estudo de sistemas planetários através de duas formas: a busca de planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) e também de cometas que orbitam o Sol. Apesar de estar localizado no Chile, o pequeno telescópio de 60 cm será operado em Liège, a 12 mil km de distância. "Os dois temas de pesquisa do projeto Trappist são partes importantes de um campo interdisciplinar de pesquisa (a astrobiologia) que visa estudar a origem e a distribuição da vida no Universo", diz o pesquisador Michaël Gillon, que lidera o estudo de exoplanetas do projeto.

"Planetas similares à Terra são alvos óbvios na busca por vida fora do Sistema Solar, enquanto cometas são 'suspeitos' de terem um importante papel no aparecimento e desenvolvimento da vida no nosso planeta", diz o também pesquisador Emmanuël Jehin, que lidera o estudo de cometas. Ao contrário de muitas outras observações astronômicas, a pesquisa por exoplanetas não é caracterizada por belas imagens. Às vezes, os dados mais importantes aparecem em gráficos de observações dos telescópios. Os planetas fora do Sistema Solar podem ser encontrados por um pequeno decréscimo de brilho em sua estrela - isso acontece quando ele passa em frente à estrela, bloqueando parte da luz.

Quanto maior o planeta, mais ele bloqueia a passagem de luz, fazendo com que o brilho caia mais e, portanto, mais facilmente ele é detectado. Para registrar cometas, o telescópio foi equipado com filtros especiais largos e considerados de alta qualidade, o que permite aos astrônomos registrarem a presença de diversos tipos de moléculas nos cometas durante sua viagem ao redor do Sol. O Trappist vai funcionar integrado a outros dois telescópios bem maiores: o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler Telescope, de 1,2 m, ambos também em La Silla. Além disso, o novo observador foi instalado na construção que abrigava o antigo T70, da Suíça. O ESO afirma que a colaboração entre as três instituições possibilitou a rápida realização do projeto; foram dois anos entre a decisão de construí-lo e os primeiros registros. O equipamento é robótico e totalmente automatizado, podendo percorrer o céu com alta velocidade e precisão.
Fonte: ESO

M 17 - Nebulosa Omega

      Crédito: European Southern Observatory (ESO).Telescópio: New Technology Telescope (NTT). Instrumento: Son Of ISAAC (SOFI).
Esta imagem dá-nos uma perspectiva geral da região gigante de formaçao de estrelas conhecida por M 17 ou nebulosa Omega. Esta região fica na constelação do Sagitário, perto do plano da Via Láctea, a cerca de 5000 anos-luz de distância. Estas observações, caracterizadas pelo seu grande campo de visão, elevada sensibilidade e elevada qualidade de imagem, têm como objectivo identificar estrelas de elevada massa em fase de formação e registar o seu espectro de infravermelho para um estudo físico detalhado destes objectos raros. Estrelas de massa elevada em formação são muito mais difícieis de encontrar do que as de pequena massa como o Sol, isto porque elas vivem muito menos tempo e passam pelas diferentes fases de evolução muito mais rapidamente. A formação de estrelas, tanto de pequena como de elevada massa, não pode ser observada na região do óptico, devido ao elevado obscurecimento provocado pela poeira existente nas nuvens onde as estrelas se formam. Daí o recurso a instrumentos sensíveis à radiação infravermelha como o SOFI.
Fonte:portaldoastronomo.org

Sinais de vida encontrados em uma das luas de Saturno

Cientistas podem ter encontrado sinais de vida em Titã, uma das luas de Saturno. Mas eles já declaram que reações químicas não orgânicas também poderiam estar por trás do fenômeno.
Titã tem o clima muito frio para que haja água líquida em sua superfície, mas cientistas sugerem que poderia existir vida em algumas piscinas de metano e de etano líquidos que existem no satélite.
Em 2005, cientistas levantaram a hipótese de que a vida poderia existir nesse tipo de ambiente se os micróbios alienígenas respirassem hidrogênio e comessem o acetileno, uma molécula orgânica, liberando metano no processo. A idéia de que poderia haver vida em Titã surgiu do fato que não há acetileno livre na atmosfera – apesar das condições do satélite e dos raios ultravioleta que ele recebe serem propícios à produção da substância. Além disso, medidas da sonda Cassini, que estuda Titã, mostraram que há hidrogênio desaparecendo da superfície do astro. Como o gás é liberado do interior do planeta, ele devia ficar acumulado na superfície, mas isso não acontece, o que pode sugerir que há seres respirando hidrogênio. Enquanto a presença de vida extraterrestre em Titã ainda não é provada, cientistas afirmam que o fenômeno é muito interessante.
Fonte:hypescience.com

Oceanos enormes já existiram em Marte

Cientistas estadunidenses encontraram evidências de que grandes oceanos já existiram no planeta vermelho. Um projeto de mapeamento geológico encontrou depósitos sedimentares em uma região conhecida como planície Hellas.
Hellas é, basicamente, uma cratera de dois mil quilômetros de comprimento e oito quilômetros de profundidade. As pesquisas mostram que podia haver vida lá cerca de 4.5 bilhões de anos atrás e que o lugar poderia ser um enorme lago. Alguns cientistas acreditam, até mesmo, que as condições para que a vida se desenvolvesse eram mais favoráveis em Marte, na época, do que na própria Terra.
Pequenos relevos se revelaram depósitos sedimentários – o que quer dizer que passou água pela área, arrastando material que se depositou no fundo de Hellas.
Mais estudos no local serão feitos para saber onde toda essa água foi parar e também irá mostrar de que forma o clima marciano mudou daquela época até agora.
Fonte:[BBC]

Lua de Júpiter pode abrigar extraterrestres

O oceano da mais famosa Lua de Júpiter, Europa, pode abrigar vida, de acordo com novas descobertas. Lá pode ter uma quantidade enorme de oxigênio que conseguiria sustentar toneladas de peixes. Mas calma. Ninguém está sugerindo que você possa preparar um prato exótico com um peixe importado do satélite. Os cientistas acham mais provável que encontremos um tipo de vida similar aos da Terra, mas nada tão empolgante quanto um peixe alien: micróbios. Europa tem, aproximadamente, o tamanho da Terra, e possui um oceano com profundidade de 160 quilômetros, encoberto por uma crosta de gelo. Pelo que sabemos que acontece aqui na Terra, onde há água e oxigênio há vida – então há uma chance bem plausível de que encontremos extraterrestres no satélite de Júpiter. E os efeitos que o planeta tem sobre Europa podem aumentar a probabilidade disso. A radiação que Júpiter passa para Europa reage com o gelo da lua e libera oxigênio, que pode sustentar as formas de vida. A reatividade do oxigênio foi, de acordo com os cientistas, o que ajudou nosso planeta a desenvolver formas de vida multiceluares.
Fonte: [MSNBC]

Telescópio registra estrela gigante "alimentando" uma menor

Imagem composta (no detalhe) com registro em raio-X do telescópio Chandra (em vermelho), do Hubble (verde) e do telescópio VLA (azul) mostra o disco que se forma entre as duas estrelas e "alimenta" a menor delas
A administração do telescópio Chandra divulgou nesta quarta-feira uma imagem do sistema binário de estrelas CH Cyg, que fica a 800 anos-luz da Terra e no qual uma anã branca é "alimentada" pelos ventos de uma gigante vermelha. O vento na verdade é formado por partículas emanadas pela gigante vermelha. Essas partículas se acumulam e formam um disco antes de chegarem ao astro menor. Segundo os cientistas, o telescópio registrou um poderoso jato emanado pela estrela maior a uma velocidade de aproximadamente 4,8 milhões de km/h. Os astrônomos afirmam que é a primeira vez que um jato desses é visto em raio-X tão detalhadamente nesse sistema, podendo, inclusive, ser distinguida a direção na qual gira o disco criado pelo vento da estrela. Ainda de acordo com os cientistas, a extensão do jato chega a 750 unidades astronômicas (ou seja, 750 vezes a distância da Terra ao Sol, ou 20 vezes a da nossa estrela a Plutão). Os astrônomos acreditam que a qualidade da observação pode fazer com que ela seja utilizada como modelo para estudar a formação e propagação de jatos de partículas em sistemas estelares muito mais complexos e distantes que o nosso.
Fonte:Terra

8 de jun de 2010

NASA descobre Efeito Borboleta atuando no Sol

Modelo que mostra o espalhamento dos campos magnéticos na superfície do Sol, feito a partir das imagens da sonda SDO, revelando que campos distantes podem responder a alterações localizadas em um campo magnético superficial.[Imagem: Karel Schrijver]

Há muito se reconhece que as tempestades solares causam problemas tecnológicos na Terra, sobretudo nas comunicações via satélite. Mas somente agora a sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory), da NASA, deu aos cientistas uma visão completa da natureza dinâmica dessas tempestades, conforme elas acontecem na superfície do Sol.

Efeito Borboleta no Sol

E os dados da SDO indicam que o Efeito Borboleta é facilmente observável em nossa estrela: mesmo eventos de pequena escala espalham-se rapidamente e produzem fenômenos gigantescos que se espalham por quase todo o disco solar. O Efeito Borboleta é uma metáfora para a sensível dependência de um sistema às suas condições iniciais, dentro da Teoria do Caos. A versão popular propõe que o bater das asas de uma borboleta pode gerar efeitos em cadeia até resultar em um tufão do outro lado do mundo. "Mesmo eventos de pequena escala reestruturam regiões enormes da superfície solar," diz Alan Title, coordenador do instrumento AIA (Atmospheric Imaging Assembly), a bordo da sonda SDO. "Foi possível reconhecer o tamanho dessas regiões graças à combinação da cobertura espacial e temporal do AIA," diz o cientista.
 
Instabilidades magnéticas

O instrumento captou várias pequenas labaredas que geraram instabilidades magnéticas e ondas cujos efeitos puderam ser claramente observados ao longo de uma porção substancial da superfície solar. A câmera captura imagens inteiras do Sol em oito faixas de temperatura diferentes, que vão de 10.000 a 36 milhões de graus. Isto permite que os cientistas observem eventos completos, que seriam muito difíceis de discernir olhando para mapas de uma única temperatura, ou com um campo de visão mais fechado. A sonda SDO começou a operar há cerca de dois meses, já tendo enviado as imagens do Sol de mais alta resolução já obtidas até hoje - veja Sonda da Nasa envia imagens inéditas do Sol.
Fonte:Inovaçãotecnologica.com.br

7 de jun de 2010

Nebulosa NGC 1788, um gigantesco morcego de asas abertas

A Nebulosa NGC 1788 nunca mereceu muita atenção dos astrônomos, provavelmente por estar situada num ponto sem muito brilho da Constelação de Órion. Mas agora ela se revela majestosa graças a numa nova imagem, muito mais detalhada, captada pelo Observatório Europeu do Sul. Embora esta nuvem com um desenho fantasmagórico esteja relativamente afastada das estrelas brilhantes de Órion, os poderosos ventos e a radiação oriundos destas estrelas tiveram um forte impacto na nebulosa, definindo a sua forma e tornando-a o lar de inúmeras estrelas bebês. Os observadores assíduos do céu estão familiarizados com a forma característica da constelação de Órion, o gigante caçador. Mas poucos conhecem a nebulosa NGC 1788, que agora se revela um tesouro sutil, escondido apenas a alguns graus de distância das estrelas brilhantes de Órion. A NGC 1788 é uma nebulosa de reflexão, na qual o gás e a poeira dispersam a radiação que vem de um pequeno conjunto de estrelas jovens. O efeito faz com que este brilho tênue tome a forma de um gigantesco morcego de asas abertas. As nebulosas parecem gostar de lembrar formatos de animais: o mesmo ESO recentemente fotografou outra nebulosa com formato de patas de gato, NGC 6334. Na imagem poucas estrelas pertencentes à nebulosa estão visíveis, uma vez que a maior parte delas se encontra obscurecida pelos casulos de poeira no seu entorno. A mais proeminente, chamada HD 293815, é visível como a estrela brilhante na parte superior da nuvem, logo acima do centro da imagem e da zona de poeira bastante escura que atravessa toda a nebulosa. Embora, à primeira vista, a NGC 1788 pareça ser uma nuvem isolada, as observações revelam que as estrelas brilhantes de grande massa, pertencentes ao vasto conjunto de grupos estelares de Órion, foram decisivas no processo de modelar a NGC 1788 e de estimular a formação das suas estrelas. Estas estrelas de grande massa são também responsáveis pela ignição do hidrogênio gasoso nas partes da nebulosa que se encontram de frente para Órion, originando a borda vermelha quase vertical que se pode observar na metade esquerda da imagem. Todas as estrelas desta região são extremamente jovens, com idades médias de apenas um milhão de anos, um mero piscar de olhos quando comparados com os 4,5 bilhões de anos do nosso Sol. Analisando-as em detalhe, os astrônomos descobriram que estas estrelas se separam naturalmente em três classes diferentes: as ligeiramente mais velhas, situadas do lado esquerdo da borda vermelha, as relativamente jovens, à sua direita, formando o pequeno enxame fechado no interior da nebulosa, iluminando-a, e eventualmente as muito jovens, ainda meio escondidas no interior dos seus casulos de poeira, local onde nascem, mais para a direita. Embora nenhuma destas últimas seja visível na imagem devido ao obscurecimento por parte da poeira, dúzias delas foram reveladas através de observações feitas nos comprimentos de onda do infravermelho e do milímetro. Esta fina distribuição de estrelas, com as mais velhas situadas mais próximo de Órion e as mais jovens concentradas no lado oposto, sugere que a onda de formação estelar, gerada em torno das estrelas quentes de grande massa de Órion, se propagou ao longo de NGC 1788 e para além dela.
Créditos: ESO & Inovação Tecnológica

6 de jun de 2010

O VLT do ESO mostra a maternidade estelar em NGC 3603 onde reside a estrela mais massiva conhecida – A1

 NGC 3603 é uma região de formação estelar explosiva: uma fábrica cósmica onde estrelas se formam freneticamente a 22.000 anos-luz de distância da Terra. Essa imagem foi obtida com o dispositivo FORS integrado ao telescópio de 8,2 metros VLT em Cerro Paranal, Chile, mostra um enorme campo em torno do aglomerado estelar aberto NGC 3603 e revela a textura detalhada das nuvens envolventes de gás e poeira. Crédito: ESO/VLT

O ESO divulgou magníficas imagens capturadas pelo Very Large Telescope (VLT), mostrando um berçário estelar gigante em torno da NGC 3603, local onde se encontram permanentemente estrelas em formação. Envolto nesta nebulosa encontra-se um dos mais compactos e luminosos aglomerados de estrelas massivas jovens da nossa Via Láctea. Este aglomerado estelar é um local similar às regiões ativas de formação estelar que existem em outras galáxias. Aqui também reside a estrela de maior massa observada até hoje – NGC 3603-A1.
     Imagem da região em volta da NGC 3603, gerada pela pesquisa 'Digital Sky Survey 2'. Crédito: ESO

NGC 3603 é uma região de formação estelar explosiva: uma fábrica estelar cósmica onde estrelas se formam freneticamente a partir das extensas nuvens de gás e poeira da nebulosa. Situada a 22.000 anos-luz de distância na Via Láctea, trata-se da região deste tipo mais próxima de nós, permitindo aos astrônomos observar e estudar processos de formação estelar intensa, bastante comum em outras galáxias, mas que são geralmente de difícil observação detalhada devido às enormes distâncias onde se encontram. A forma desta nebulosa está associada à radiação forte e ventos estelares violentos liberados pelas estrelas massivas jovens, que levantam seus véus gasosos e nuvens de poeira, revelando uma enorme quantidade de sóis ultra-brilhantes.

O aglomerado estelar central no interior da NGC 3603 hospeda milhares de estrelas de todos os tipos (veja mais detalhes em “Lots of Small Stars Born in Starburst Region”): a maioria tem massas semelhantes ou inferiores à do nosso Sol, mas os mais espetaculares objetos são, sem dúvida, várias estrelas de grande massa que se encontram já no final do seu ciclo de vida.

Várias estrelas supergigantes azuis acotovelam-se em volume inferior a um ano-luz cúbico, zona onde também se encontram três magníficas estrelas Wolf-Rayet, estrelas extremamente brilhantes e de grande massa que ejetam enormes quantidades de matéria antes de terminarem as suas vidas em gloriosas explosões conhecidas como supernovas. Utilizando outras observações recentes obtidas com o instrumento SINFONI, montado no Very Large Telescope do ESO (VLT), os astrônomos confirmaram que uma destas estrelas tem quase 120 vezes a massa do nosso Sol (M☼), o que a torna a estrela de maior massa da Via Láctea já medida com precisão até hoje.

Estrelas de diversos tamanhos com a mesma idade
As nuvens da NGC 3603 mostram um retrato de um enxame de estrelas em diferentes fases dos seus ciclos de vidas, com:
•Estruturas gasosas que se encontram ainda a formar proto-estrelas;
•Estrelas recém-nascidas;
•Estrelas que estão processando o hidrogênio na nucleossíntese [estão na seqüência principal, como nosso Sol];
•Estrelas supermassivas maduras em fase terminal, que estão se aproximando do final do seu ciclo de vida e que irão gerar supernovas.
Todas estas estrelas têm aproximadamente a mesma idade, estimada em ‘apenas’ um milhão de anos, um mero piscar de olhos quando comparado aos mais de 4,5 bilhões de anos de idade do Sol e do Sistema Solar. O fato de algumas estrelas terem acabado de nascer enquanto outras se encontram já a morrer deve-se à diferença entre as massas que apresentam: estrelas de grande massa, muito mais brilhantes e quentes, têm rápida existência em comparação com suas parceiras de menor massa, mais frias tênues.
Esta nova imagem foi capturada pelo instrumento FORS, montado no telescópio de 8,2 metros VLT, em Cerro Paranal, no Chile.

Sobre o sistema binário A1
A estrela NGC 3603-A1 é na realidade um sistema binário onde duas estrelas se eclipsam. O par de estrelas supermassivas orbita em tordo de seu centro de massa em apenas 3,77 dias. A estrela de maior massa tem uma massa estimada de 116 M☼, enquanto que a sua companheira possui 89 M☼.
Créditos: eternosaprendizes.com

5 de jun de 2010

JOGADA TRIPLA: VÉNUS, MARTE E SATURNO

Cerca de uma hora depois do anoitecer no início de Junho, os planetas Vénus, Marte e Saturno estão todos no céu nocturno. Ao longo dos próximos dois meses, lentamente aproximam-se uns dos outros.Crédito: Miguel Montes, Stellarium
Se vive no hemisfério Norte, saia à rua numa qualquer noite destas, mais ou menos uma hora depois do pôr-do-Sol, e olhe para Oeste. Encontrará três planetas: Vénus, Saturno e Vénus.
A primeira coisa que os observadores vêm - se o tempo permitir - é o brilhante planeta Vénus, a Oeste-Noroeste, na constelação de Gémeos. Procure as estrelas gémeas da constelação, Pollux e Castor, mesmo por cima de Vénus. Enquanto anoitece, o planeta Marte pode ser avistado para a esquerda de Vénus à medida que aparece na constelação de Leão, muito perto da estrela de primeira magnitude, Régulo. Ainda mais para a esquerda está Saturno, brilhando na secção Oeste da constelação de Virgem.
Este mapa mostra todos os três planetas à medida que aparecem numa área de 70 graus. Em comparação, o seu punho fechado à distância do braço esticado cobre cerca de 5 graus no céu.
Vénus, Marte e Saturno estão todos um pouco para Norte da eclíptica, o percurso que o Sol parece seguir ao longo do ano.
                 A diferença de separação dos três planetas no início de Julho.Crédito: Miguel Montes, Stellarium
Note as posições destes três planetas em relação às brilhantes estrelas de fundo, dado que estão a começar uma viagem interessante que conseguirá seguir durante os próximos dois meses.
No início de Julho, Vénus estará mais para a esquerda, atravessando Caranguejo até Leão e situando-se próximo de Régulo. Marte, entretanto, estará também um pouco mais para a esquerda. Saturno nem parece ter-se movido.
Nessa altura, os três planetas cobrem apenas 37 graus no céu, metade do que cobriam no início de Junho.
Um mês depois, na primeira semana de Agosto, os planetas estão apenas numa área de 7 graus, e Marte estará para a esquerda de Saturno em Virgem. Vénus também ter-se-á movido para Virgem.
                A diferença de separação dos três planetas no início de Agosto.Crédito: Miguel Montes, Stellarium
Todos os três cabem confortavelmente no campo de visão de um pequeno par de binóculos.
Em Agosto, Vénus estará ainda brilhante, mas tanto Saturno como Marte diminuem de brilho até um pouco acima de primeira magnitude. Isto acontece porque Saturno e Marte afastam-se da Terra, enquanto Vénus aproxima-se.
Do hemisfério Sul, os planetas aparecem nas mesmas posições relativamente uns aos outros, mas a eclíptica estará quase na vertical, e os planetas perpendiculares ao horizonte em vez de formarem um ângulo oblíquo.
Esta será uma boa oportunidade para observar o movimento relativo de três planetas brilhantes contra as estrelas de fundo, e para ver as diferentes velocidades a que se movem: Vénus atravessa quatro constelações e Marte duas, com Saturno quase nem se movendo.
Fonte:astronomia on-line

4 de jun de 2010

N44: a complexa nebulosa de emissão sob a lente de Don Goldman

A nebulosa de emissão N44 - Crédito©: Don Goldman, Macedon Ranges Observatory
Um verdadeiro complexo, a nebulosa de emissão, N44 tem 1.000 anos-luz de diâmetro. Brilhando nos céus do hemisfério sul, um habitante da nossa galáxia satélite, a Grande Nuvem de Magalhães, 170.000 anos-luz de distância da Terra. Ventos estelares e radiação intensa originada nas luminosas, quentes e jovens estrelas da N44 excitam e talham filamentos e torrentes de gás nebular brilhante. Além disso, as supernovas (as explosões mortais das estrelas massivas de vida curta) também contribuíram para suas enormes bolhas em expansão.
O aglomerado de estrelas jovens visto próximo ao centro da N44 fica dentro de uma superbolha de 250 anos-luz de diâmetro.
Esta visão detalhada em cor-falsa da estrutura intrincada codifica as linhas de emissão do espectro dos gases aquecidos que contem hidrogênio, oxigênio, e enxofre vistos aqui nas tonalidades desde o azul até o verde.

Gemini mosta a ‘caverna cósmica’ em detalhes
N44 e sua 'caverna cósmica' com 250 anos-luz de diâmetro, fotografada pelo telescópio de 8 metros Gemini em Cerro Pachon no Chile.
O que criou este gigantesco buraco? A vasta nebulosa de emissão N44 na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães tem uma gigantesca (250 anos-luz) estrutura que lembra uma ‘caverna espacial’ e os astrônomos tem se perguntado quais as causas deste fenômeno. Uma possibilidade se relaciona com os ventos de partículas expelidos pelas massivas estrelas no interior desta bolha que empurram para fora o gás aquecido e brilhante. Entretanto esta possibilidade foi recentemente considerada inconsistente com as medições do vento estelar…
Outra causa possível está associada às conchas de gás que se originaram em antigas supernovas e que esculpiram esta incomum ‘caverna espacial’.
Uma pista inesperada surgiu quando se detectou gás aquecido emitindo raios-X escapando da superbolha N44. A imagem acima, digitalmente enriquecida, foi tomada em três cores distintas através do majestoso telescópio de 8-metros Gemini em Cerro Pachon no Chile.
        ESO mostrou esta bela imagem da N44 em 2003 obtida através do instrumento Wide-Field-Imager do telescópio de 2,2 metros em La Silla, Chile.

3 de jun de 2010

Sol vai mergulhar em nuvem interestelar super quente

Atualmente o Sol, e todo o Sistema Solar, está viajando através de uma nuvem de gás interestelar - a Nuvem Interestelar Local - medindo cerca de 10 anos-luz de diâmetro, com uma temperatura entre 6.000 e 7.000 Kelvin. Esta nuvem está contida dentro de uma Bolha Local, muito maior, com uma temperatura na faixa dos milhões de graus.[Imagem: SRC/Tentaris,ACh/Maciej Frolow]

No final de 2009, a sonda espacial IBEX, da NASA, descobriu que a fronteira do Sistema Solar possui uma faixa brilhante e misteriosa. Agora um grupo de cientistas da Polônia e dos Estados Unidos sugere que a "Faixa", resultado da emissão de átomos energéticos neutros, é um sinal de que o Sistema Solar está prestes a entrar em uma nuvem de gás interestelar com temperaturas que podem atingir a casa dos milhões de graus de temperatura.

Nuvens interestelares
Segundo os pesquisadores, a Faixa mostrada no mapeamento da sonda IBEX pode ser explicada por um efeito geométrico gerado conforme o Sol se aproxima da fronteira entre a Nuvem Local de gás interestelar e uma outra nuvem de gás muito quente, a chamada Bolha Local. Se esta hipótese estiver correta, a IBEX estaria captando a matéria de uma nuvem interestelar muito quente, na qual o Sol poderá entrar daqui a cerca de 100 anos. Desde a descoberta da "Faixa", apontada pela NASA como um dos achados mais importantes na exploração espacial feita em 2009, pelo menos seis hipóteses foram propostas para explicar o fenômeno, todas elas propondo uma relação da Faixa com os processos em curso na heliosfera ou nas suas vizinhanças. Mas a equipe do professor Stan Grzedzielski, da Academia Polonesa de Ciências, propõe uma origem bem mais distante. "Nós vemos a Faixa porque o Sol está se aproximando de uma fronteira entre a nossa Nuvem Local de gás interestelar e uma outra nuvem de gás muito quente e turbulenta," diz Grzedzielski.

Átomos neutros energéticos
Os átomos neutros energéticos (ENA: Energetic Neutral Atoms), registrados pelos sensores da IBEX, originam-se de íons (prótons) sendo acelerados da Bolha Local, que é extremamente quente, quando eles trocam carga com os átomos relativamente frios "evaporando-se" da Nuvem Interestelar Local. Os recém-criados ENAs não têm carga elétrica e, portanto, podem viajar livremente em linha reta a partir do seu local de nascimento, sem sofrer alterações induzidas pelos campos magnéticos presentes. Segundo os pesquisadores, alguns deles podem atingir a órbita da Terra, quando então foram detectados pela sonda IBEX.

Bolha quente e turbulenta
A Bolha Local é provavelmente um remanescente de uma série de explosões de supernovas que ocorreram alguns milhões de anos atrás e, portanto, não só é muito quente (pelo menos alguns milhões de graus), mas também turbulenta. Com isto, os prótons na Bolha Local, que estão próximos à fronteira com a Nuvem Local, arrancam elétrons dos átomos neutros e zarpam em todas as direções, alguns deles chegando à IBEX. "Se nossa hipótese estiver correta, então nós estamos capturando átomos que se originaram de uma nuvem interestelar que é diferente da nossa," maravilha-se o Dr. Maciej Bzowski, chefe da equipe polonesa da IBEX.

Efeito geométrico
Mas se esses átomos neutros estão sendo criados ao longo de toda a fronteira entre a Nuvem Local e a Bolha Local, por que enxergamos uma Faixa? "É um efeito puramente geométrico, que observamos porque o Sol está atualmente no lugar exato, a cerca de mil unidades astronômicas da fronteira entre as nuvens," propõe Grzedzielski. Se a fronteira entre as nuvens for plana, ou melhor, ligeiramente inclinada em direção ao Sol, então ela aparece mais fina em direção ao centro da Faixa e mais grossa nas laterais, exatamente onde vemos a borda da Faixa. Se estivéssemos mais longe da fronteira, não veríamos nenhuma faixa, porque todos os ENAs seriam reionizados e se dispersariam no gás da Nuvem Local," explica o cientista.

Mergulho interestelar
Isto significaria que o Sistema Solar poderá entrar na nuvem de milhões de graus - a Bolha Local - já no próximo século. Mas, segundo os pesquisadores, não há razões para preocupações. Não há nada de incomum, o Sol frequentemente atravessa várias nuvens de gás interestelar durante sua viagem galáctica," afirma Grzedzielski. Essas nuvens têm densidade muito baixa, muito menor do que o melhor vácuo obtido nos laboratórios da Terra. Uma vez lá dentro, a heliosfera se adaptará, podendo encolher um pouco. O nível de radiação cósmica entrando na magnetosfera também poderá subir um pouco, mas nada mais. "Talvez as gerações futuras tenham também que aprender formas melhores de proteger seus equipamentos contra uma radiação espacial mais forte," conclui Grzedzielski.
Fonte:Inovação Tecnológica

Astrônomos descobrem origem das nuvens de hidrogênio na Via Láctea

Concepção artística mostra as regiões da Via Láctea estudadas pelos astrônomos, com as nuvens de hidrogênio mais abundantes localizadas onde a barra central da galáxia funde-se com um braço espiral. O ponto brilhante, embaixo ao centro, mostra a localização do Sistema Solar.[Imagem: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF]

Nuvens de hidrogênio

A descoberta de que as nuvens de hidrogênio, encontradas em abundância no interior e acima da nossa Via Láctea, encontram-se em pontos bem específicos, deu aos astrônomos uma pista fundamental sobre a origem dessas nuvens, até agora desconhecida. Eles estudaram agrupamentos de nuvens de hidrogênio situados a 400 e a 15.000 anos-luz fora do plano em formato de disco da Via Láctea. O disco contém a maioria das estrelas dos gases da galáxia, e é circundado por um halo de gás mais distante do que as nuvens que os astrônomos agora estudaram. O que torna as nuvens intrigantes é justamente o fato de estarem a meio caminho entre o corpo principal da galáxia e o halo que a envolve. As nuvens consistem de hidrogênio neutro, com uma massa média equivalente a cerca de 700 sóis. Seus tamanhos variam muito, mas a maioria têm cerca de 200 anos-luz de diâmetro. Os astrônomos estudaram cerca de 650 dessas nuvens nas duas regiões.

Evolução das galáxias

Quando os astrônomos compararam as observações das duas regiões, eles viram que uma região continha três vezes mais nuvens de hidrogênio do que a outra. Além disso, as nuvens da região mais densa estão, em média, duas vezes mais distantes do plano da galáxia. A diferença dramática, acreditam eles, deve-se ao fato de a região com mais nuvens estar próxima da "barra" central da galáxia, onde a barra se funde com um grande braço espiral. Esta é uma área de intensa formação de estrelas, contendo muitas estrelas jovens cujos ventos fortes podem impulsionar o gás para longe da região. "Nós concluímos que essas nuvens são formadas por gases que foram ejetados do plano da galáxia por explosões de supernovas e pelos violentos ventos emanados de estrelas jovens em áreas de intensa formação de estrelas," propõe Alyson Ford, da Universidade de Michigan, que chegou a esta conclusão com a colaboração dos seus colegas Felix Lockman e Naomi McLure-Griffiths. "As propriedades dessas nuvens mostram claramente que elas se originaram como uma parte do disco da Via Láctea, e são um importante componente da nossa Galáxia. Entendê-las é importante para compreender como o material se move entre o disco da galáxia e o seu halo, um processo crítico na evolução das galáxias," disse Lockman.
Fonte:(Inovação tecnológica)

NOVA TEORIA PODE EXPLICAR SUPERROTAÇÃO DE VÉNUS

Imagem de Vénus tirada pela Mariner 10 a 5 de Fevereiro de 1974.
Crédito: NASA; Mariner 10; Calvin J. Hamilton

Um dos mistérios do nosso Sistema Solar é a superrotação, um fenómeno conhecido desde os finais dos anos 60, no qual os ventos de Vénus sopram mais depressa que a velocidade de rotação do planeta. Os cientistas propuseram já várias teorias, mas nenhuma foi completamente satisfatória. Agora cientistas do México sugeriram, pela primeira vez, um mecanismo viável pelo qual um vento ainda mais rápido, por cima do planeta, alimenta a superrotação. Uma rotação completa do planeta Vénus demora 243 dias terrestres, mas a atmosfera, viajando a velocidades de aproximadamente 200 m/s, demora apenas quatro dias terrestres a completar uma volta. O outro único local no Sistema Solar onde a superrotação atmosférica é comum é na lua de Saturno, Titã. Cientistas da Universidade Nacional Autónoma do México, liderados por Héctor Javier Durand-Manterola, têm estudado as velocidades supersónicas dos ventos na ionosfera entre 150 e 800 km por cima da superfície. Os ventos, conhecidos como o fluxo "transterminador", viajam a vários quilómetros por segundo. Foram descobertos nos anos 80 pela sonda americana Pioneer Venus e pensa-se que sejam alimentados pela interacção com o vento solar.
Durand-Manterola e a sua equipa propõem que o fluxo transterminador na criosfera possa transferir momento de fluxo para a atmosfera por baixo na forma de ondas de pressão à medida que se dissipam. Propõem que a interacção do lado nocturno entre o fluxo no lado do amanhecer e o fluxo do lado do anoitecer gera ondas porque fluem a velocidades diferentes, sendo o lado do anoitecer muito mais rápido.
As ondas viajam desde a ionosfera, através da termosfera e mesosfera até à troposfera depositando a maioria do momento e dissipando-se na camada de nuvens, movendo a atmosfera numa direcção retrógrada e alimentando a superrotação.
A equipa calculou o fluxo energético que transporta o fluxo transterminador e comparou com a energia calculada perdida pela viscosidade da atmosfera. Estes cálculos mostram que existe energia suficiente no fluxo transterminador para contrariar a viscosidade e alimentar a superrotação. Depois calcularam a amplitude que as ondas precisariam de ter para induzir a superrotação e descobriram que a amplitude necessária produziria 84 dB no lado nocturno, o suficiente para manter um "rugido" nas nuvens do lado nocturno - semelhante a uma orquestra tocando em "fortissimo".
Os investigadores testaram as suas teorias de transferência energética numa experiência usando água. Dirigiram um jacto de água para um lado de uma camada de poliestireno a partir de uma altura de 0,2 m, o que criou um fluxo que irradiava para fora a 2 m/s. Depois, dirigiram um segundo jacto de água para o outro lado da camada, desta vez a 0,02m, e isto criou um fluxo radial de 0,63 m/s. Ocorreu turbulência na área onde os dois fluxos interagiam e foram observadas ondas superficiais que se moviam do fluxo mais rápido para o fluxo mais lento, o que demonstrou que nesta analogia o momento das ondas viaja na direcção prevista. O satélite meteorológico Akatsuki, que foi lançado pelo Japão a semana passada, deverá chegar a Vénus em Dezembro e poderá esclarecer um pouco mais estas questões.
Crédito:NASA
Fonte:Astronomia On-line

Buracos Negros que giram para trás produzem jatos de gás mais violentos

Eles podem rodar a favor ou contra discos que o circundam.

Veja concepção artística mostrando como fenômeno ocorre.
Concepção artística divulgada pela Nasa mostra o centro de uma galáxia com um buraco-negro supermassivo expelindo jatos de ondas de rádio. (Foto: NASA/JPL-Caltech)

Pesquisas conduzidas pelo astrofísico David Garofalo, da Nasa, publicadas nesta quarta-feira (2), sugerem que buracos negros supermassivos que giram ao contrário produzem jatos de gás mais violentos. O resultado é importante para que se saiba como as galáxias mudam ao longo do tempo. Buracos negros são imensas distorções de espaço e tempo. A gravidade deles é tão grande que nem a luz consegue escapar. Há mais de uma década, astrônomos sabem que todas as galáxias, incluindo a nossa Via Láctea, são ancoradas em tremendos buracos negros que têm uma massa muito grande (supermassivos), até bilhões de vezes superior à massa do Sol.
Os buracos negros são rodeados e alimentados por discos de gás e poeira chamados "discos de acreação". Jatos poderosos saem por cima e por baixo desses discos como se fossem raios laser. Os buracos-negros podem girar na mesma direção dos discos ou no sentido contrário.
Segundo os pesquisadores, os que giram no sentido contrário expelem jatos mais poderosos porque há mais espaço entre o buraco negro e os discos. Esse vazio estimula o crescimento de campos magnéticos, que impulsionam os jatos.
Fonte:G1

Aglomerado globular M2 (NGC7089)

M2, a segunda entrada no catálogo de Charles Messier, é um aglomerado globular com mais de 100000 estrelas. Este aglomerado gira em torno do centro da Via Láctea, tal como outros 200 aglomerados globulares formados nos estágios inicias do Universo. M2 situa-se a cerca de 50000 anos-luz de distância, possui um diâmetro superior a 150 anos-luz e pode ser visto com a ajuda de uns binóculos na direcção da constelação do Aquário. Tendo sido descoberto por Maraldi em 1746, foi mais tarde descoberto independentemente por Messier em 1760, que o catalogou como "uma nebulosa sem estrelas". William Herschel foi o primeiro a conseguir observar estrelas individuais neste aglomerado. Estima-se que M2 deverá ter cerca de 13 mil milhões de anos de idade.
Fonte:portaldoastronomo.org

O Centro galático visto em Infravermelho

O centro da nossa galáxia é um lugar movimentado. Em luz visível, boa parte do centro galáctico encontra-se obscurecido por poeira opaca. Entretanto, em luz infravermelha, a poeira brilha mais e obscurece menos, permitindo que quase um milhão de estrelas sejam registradas na imagem acima. O centro galáctico propriamente dito aparece brilhando abaixo à esquerda, e está localizado a cerca de 30.000 anos-luz de distância, na direção da constelação de Sagitário. O plano galáctico da nossa Via Láctea, ou seja, o plano em que o Sol orbita, pode ser identificado pela faixa diagonal de poeira escura. Os grãos de poeira que absorvem a luz são criados nas atmosferas de estrelas gigantes vermelhas frias e crescem em nuvens moleculares. A região imediatamente em volta do centro galáctico brilha fortemente em rádio e radiações de alta energia. Acredita-se que o centro galáctico abrigue um grande buraco negro.
Créditos: APOD

2 de jun de 2010

Telescópio Hubble capta grupo de estrelas em movimento

           Velocidade das estrelas é independente da massa
                                                      Nebulosa NGC 3603, um berço de estrelas
O telescópio espacial Hubble conseguiu captar movimento de grupos de estrelas dentro da Nebulosa NGC 3603, um gigantesco berço de jovens estrelas massivas da Via Láctea, situado a vinte mil anos-luz do Sol. Este aglomerado de estrelas, com massa superior a dez mil sóis e diâmetro de três anos-luz, foi escolhido por uma equipa de astrónomos, do Instituto Max-Planck e da Universidade de Colónia, na Alemanha, dirigida por Wolfgang Brandner, para revelar se as estrelas estavam à deriva. A sua localização dificultava a equipa a tomar medidas, o que obrigou os cientistas a compararem as suas posições nas imagens estáveis captadas durante muitos anos pelo Hubble. Os investigadores conseguiram medir as velocidades exactas e as temperaturas artificiais de mais de 800 estrelas e puderam comprovar que tinham massas distintas. Os astrónomos concluem que a velocidade das estrelas é independente da massa e que reflecte as condições existentes no momento da formação do cluster, há um milhão de anos. As estrelas nascem quando se dá um colapso de uma nuvem gigante de gás e poeira.

Velocidade de estrelas jovens

Em casos como o da região NGC 3603, onde a nuvem é excepcionalmente massiva e compacta, este processo é muito rápido e intenso. A longo prazo, estes agrupamentos podem desenvolver enormes bolas de estrelas conhecidas como aglomerados globulares, que permanecem juntos, até mil milhões de anos, devido à gravidade. Wolfgang Brandner destaca que é a primeira vez que se conseguiu medir movimentos estelares exactos nos aglomerados compactos de estrelas jovens. Andrea Stolte, da mesma equipa de investigação, acrescentou que este estudo é fundamental para os astrónomos que tentam perceber como se formam e evoluem os clusters estelares.
Fonte:(Ciência Hoje - Portugal)

Nova imagem da Grande Nuvem de Magalhães

                                                    © ESO (A Grande Nuvem de Magalhães)
O Observatório Europeu do Sul (ESO) divulgou uma imagem composta por quatro observações do telescópio La Silla, no Chile. A imagem mostra detalhes da Grande Nuvem de Magalhães, uma das galáxias vizinhas à Via Láctea. Foram registrados diversos fenômenos, como restos de supernovas (explosões que ocorrem no fim da vida de estrelas supermassivas) e aglomerados de estrelas. Essa região do espaço é tão rica em objetos de estudo que o ESO a chama de "zoológico cósmico". A Grande Nuvem de Magalhães está a apenas 160 mil anos-luz da Via Láctea, sendo considerada muito próxima a nossa galáxia. Pelo seu formato, ela é considerada uma anã irregular e tem menos de um décimo da massa da Via Láctea. Os astrônomos acreditam que ela era uma espiral clássica, mas seu formato foi afetado por causa da gravidade da nossa galáxia e de outra também próxima, a Pequena Nuvem de Magalhães.

Segundo o ESO, a imagem combinada mostra ainda dezenas de agrupamentos de jovens estrelas, além de nuvens de gás brilhante e um número enorme de estrelas com pouco brilho no fundo da imagem, que viriam de outras galáxias, mais distantes que a Grande Nuvem. Os estudos dos agrupamentos de estrelas dessa galáxia indicam que ela tem uma história de formação de estrelas mais recente que a Via Láctea: enquanto na nossa galáxia esses agrupamentos são formados muitas vezes por estrelas vermelhas (mais velhas, com até 10 bilhões de anos), a vizinha tem muitas jovens (com até 3,5 bilhões de anos). Ou seja, a Grande Nuvem de Magalhães é considerada uma região com grande número de nascimento de estrelas. Apesar do grande número de nascimentos, também podem ser vistos os restos de supernovas. No canto superior direito, uma nuvem conhecida como DEM L 190, também conhecida como N 49, pode ser vista. Essa nuvem gigante é a mais brilhante da galáxia é o resultado da explosão de uma estrela. Agora, no seu centro, restou apenas uma estrela de nêutrons, com uma poderosa força magnética.

Aglomerados Globulares

Os aglomerados globulares são coleções de centenas de milhares a milhões de estrelas gravitacionalmente ligadas, dispostas em forma mais ou menos esférica, com cerca de alguns anos-luz de diâmetro. Muitos aglomerados orbitam a Via Láctea e a maioria é muito antiga, com mais de dez bilhões de anos de idade. São compostos essencialmente por estrelas anãs vermelhas anciãs. A LMC também possui aglomerados globulares e um deles é visível como um aglomerado de estrelas de forma oval branca desfocada na parte superior central da imagem. Trata-se do objeto NGC 1978, um raro aglomerado globular de grande massa. Diferentemente da maioria dos outros aglomerados globulares, estima-se que NGC 1978 tenha apenas 3,5 bilhões de anos de idade. A presença de um objeto deste tipo na LMC leva os astrônomos a pensar que esta galáxia tem uma recente história de formação estelar mais ativa do que em nossa própria Via Láctea.

Remanescentes de Supernovas

Além da prensença de berçários estelares, a LMC tem apresentado também explosivas mortes de estrelas, as supernovas. Na parte superior direita da imagem, uma nebulosa remanescente de supernova se destaca, sob a curiosa forma de uma nuvem filamentosa chamada DEM L 190, também chamada de N 49. que tem cerca de 30 anos-luz de diâmetro. No centro desta nuvem de escombros, onde outrora uma massiva estrela brilhava, existe agora um magnetar. Em em 1979 foi detectada uma poderosa explosão de raios gama emitida por este objeto, chamando a atenção para as propriedades extremas deste tipo raro de objeto cósmico. Esta parte da Grande Nuvem de Magalhães encontra-se tão cheia de aglomerados estelares e outros objetos, que os astrônomos podem passar suas carreiras estudando-a. Com tanta ação, é fácil compreender porque é que os astrônomos têm tanto desejo de estudar as estranhas criaturas deste zoológico cósmico. Na versão anotada abaixo vemos a região alvo desta pesquisa no quadrado destacado e um mapa geral dos objetos mais importantes da LMC:
Fonte: ESO
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