31 de ago de 2010

Galáxias Dançantes – Arp 271

As galáxias NGC 5426 e a NGC 5427 são espirais de tamanho similar e que estão atualmente dançando juntas no universo. Não é certo que essa interação entre as galáxias irá terminar em uma colisão e finalmente em uma fusão entre as duas, embora as galáxias já estejam bastante afetadas com a proximidade. Juntas elas são conhecidas como Arp 271, e estão dançando assim pelo menos nos últimos dez milhões de anos, como conseqüência disso existe a criação novas estrelas que nada mais é que o resultado da atração gravitacional mútua entre as galáxias, o efeito dessa força pode ser visto na ponte de estrelas que conecta essas duas ilhas cósmicas. Localizado a 90 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação de Virgem o conjunto Arp 271 tem aproximadamente 130 000 anos-luz de comprimento. Esse par de galáxias foi descoberto originalmente por William Herschel em 1785. É bem provável que nos próximos cinco bilhões de anos a nossa galáxia experimente algo parecido com a galáxia vizinha de Andromeda que está hoje localizada a 2.6 milhões de anos-luz de distância da Via Láctea. Essa imagem aqui reproduzida foi feita pelo instrumento EFOSC acoplado ao New Technology Telescope de 3.58 metros localizado no Observatório de La Silla do ESO no Chile. Os dados foram adquiridos através de três filtros diferentes (B, V e R) com um tempo total de exposição de 4440 segundos. O campo de visão é de aproximadamente 4 arcos de minuto.
Fonte:Ciência e Tecnologia

Cientistas detectam potássio na atmosfera de 2 planetas distantes

Ambos os planetas são gigantes gasosos e têm temperaturas extremamente altas
As observações foram realizadas no Gran Telescopio Canarias (GTC), actualmente o maior telescópio do mundo com 10.4 metros de diâmetro, utilizando um instrumento denominado OSIRIS capaz de realizar fotometria e espectroscopia de elevada precisão.
Duas equipes de astrônomos, da Universidade da Flórida (EUA) e da Universidade de Exeter (Reino Unido), informam ter encontrado sinais do elemento químico potássio na atmosfera de dois planetas de fora do Sistema Solar, HD 80606 b, a 190 anos-luz, e XO-2b, a 485 anos-luz.
Ambos os planetas são gigantes gasosos e têm temperaturas extremamente altas, de 1.200º C e 926º C, respectivamente. Essa calor é suficiente para vaporizar o potássio, que na Terra é um metal prateado que se oxida rapidamente e reage de forma violenta com a água. Íons de potássio são fundamentais para a vida na Terra. Modelos teóricos já previam a presença de potássio vaporizado na atmosfera de gigantes gasosos extremamente quentes, mas os dois trabalhos divulgados nesta terça-feira, 31, representam a primeira confirmação prática da previsão.
O pesquisador David Sing, da Universidade de Exeter, que encabeçou o grupo britânico, disse que a descoberta "vem em apoio a muitas teorias sobre os planetas desse tipo". Ele destacou ainda, em nota, que a detecção foi feita com o uso de uma nova técnica que poderá ajudar na compreensão e caracterização de outros planetas. Segundo Eric Ford, da Universidade da Flórida, a técnica, chamada espectrometria de banda estreita de trânsito, "abre as portas" para a comparação da abundância de átomos e moléculas na atmosfera de diversos planetas. Essa espectrometria funciona com a medição da luz que passou através das camadas superiores da atmosfera de um planeta, e o uso de equipamentos especialmente sensíveis para analisar os dados. Ambos os estudos foram realizados com o uso do Gran Telescópio Canárias, localizado no pico de la palma, nas Ilhas Canárias.
"Essa técnica só funciona para planetas que passam na frente de suas estrelas, como vistas da Terra", disse Ford, destacando ainda que, dos quase 500 planetas já descobertos, poucos são os que cumprem esse requisito e, menos ainda, os que orbitam estrelas brilhantes o suficiente para permitir observações com precisão.
Fonte:ESTADÃO

Observatório capta colisão entre agrupamentos de galáxias

    Colisões de galáxias são consideradas os acontecimentos mais enérgicos desde o Big Bang  Foto: Divulgação
O Observatório Chandra, da Universidade de Harvard e da Nasa, nos Estados Unidos, divulgou imagem de uma colisão entre agrupamentos de galáxias menores ocorrida no agrupamento de galáxias Abell 1758, localizada a 3,2 bilhões de anos-luz da Terra. Em azul, dados do Chandra mostram gás quente no agrupamento e, em rosa, dados do Telescópio Gigante de Ondas Métricas (GMRT, na sigla em inglês), na Índia, halo gerado por partículas e campos magnéticos em alta escala. O estudo deste agrupamento e de 31 outros com utilização do Chandra e do GRMT mostram que ondas magnéticas são geradas durante colisões entre galáxias agrupadas. Isso significa que galáxias que não emitem essas ondas não acumulam grande quantidade de material, diferentemente aos agrupamentos que as emitem. Também significa que elétrons são acelerados pela turbulência gerada pela fusão de galáxias. Agrupamentos de galáxias são as maiores estruturas do Universo que são conectadas por gravidade. São formadas quando pequenos grupos de galáxias ou agrupamentos menores se colidem e se fundem. Colisões de agrupamentos são consideradas os acontecimentos mais energéticos no Universo desde o Big Bang.
Fonte:noticias.terra.com.br

Johann Franz Encke

Johann Franz Encke (Hamburgo, 23 de setembro de 1791 — Spandau, 26 de agosto de 1865) foi um astrônomo alemão, cujo nome é associado ao 2P/Cometa Encke, o cometa com período mais curto que se conhece.
Nasceu em 1791, estudou matemática e astronomia em Göttingen tendo como o professor Carl Friedrich Gauss. Em 1812 tornou-se o professor em Kassel até 1813 quando lutou no exército contra as forças de Napoleão Bonaparte. Em 1814 começou a trabalhar no observatório de Seeberg próximo a Gota. No final de 1818, Jean Lois Pons descobriu um cometa fraco, o qual já havia sido observado por Pierre Mechain em 1786 e em 1795 por Caroline Herschel, Enkce se encarregou da tarefa de calcular a órbita deste objeto e descobriu que tem um período orbital de apenas 3.29 anos. Até esse momento os períodos os mais curtos conhecidos eram em torno de 70 anos, com afélio um pouco mais distante do que a órbita de Urano, o mais famoso deles é o cometa 1P/Halley, com um período de 76 anos. É importante saber que o cometa Encke é o que tem o período o mais curto até agora conhecido, fazendo seu retorno ao redor sol em apenas 3.3 anos.
Encke dedicou-se também à compilação de um novo Atlas Estelar, que possibilitou ao Johann Gottfried Galle a descobrir ao planeta Neptuno. Em 1822 foi nomeado diretor do observatório de Gota, em 1825 foi chamado a Berlim pelo rei da Prússia. Com o apoio de Alexander von Humboldt e o rei Friedrich Wilhelm III foi construído o observatório ao sul de Berlim. O arquiteto era Friedrich Schinkel. Teve um telescópio de 9 polegadas e Encke foi seu diretor.
Continuou trabalhando nos cálculos orbitais dos cometas e asteróides. Em 1837 descobriu um espaço entre o anel de Saturno que é chamado divisão de Encke. Seu assistente Johann Gottfried Galle descobriu em 1838 o anel escuro interior C e em 1846 descobriu Neptuno.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Cometa Encke

O Cometa Encke oficialmente denominado de 2P/Encke, tem seu afélio próximo a órbita de Júpiter. O periélio esta dentro da órbita de Mercúrio. Foi o segundo cometa periódico descoberto, após o cometa Halley. Este cometa tem o menor período de translação conhecido, aproximadamente 3,31 anos. Em razão da sua inusitada órbita não-parabólica, as tentativas iniciais de calcular seus elementos esbarraram em dificuldades. O cometa Encke é um asteróide antigo, escuro e aparentemente rígido. Destaca-se por apresentar um brilho menor a cada nova orbitação em torno do Sol. Seria um corpo celeste que se encontra em transição de cometa para asteróide. Devido a sua trajetória ser de período muito curto, com suas freqüêntes passagens junto ao Sol, este cometa já teria perdido a maior parte de seu material volátil. O cometa foi descoberto em 17 de Janeiro de 1786 por Pierre Méchain em Paris, França, quando ele pesquisava por cometa na região de Aquário. Méchain afirmou na época que o cometa apresentava um brilho médio e que sua cauda era estreita e de brilho fraco e pela astrônoma britânica Caroline Herschel em 1795. Por volta de 1818, o cientista alemão Carl Friedrich Gauss desenvolveu um método para calcular as órbitas dos asteróides e o astrônomo alemão Johann Franz Encke(1791-1865) aplicou-o às observações que Jean-Louis Pons fizera sobre um cometa em novembro e dezembro daquele ano. Como o período era muito curto. Ele observou que um determinado cometa descoberto em 1786, 1795, 1805, e 1818 era um mesmo cometa.Em 1819 publicou suas conclusões no jornal Correspondance astronomique, e suas predições estavam corretas quando o cometa retornou em 1822. O cometa recebeu este nome em honra de Johann Franz Encke. Ele foi um astrônomo que descobriu a existência dos cometas de período curto. Não é comum que seja dado o nome ao cometa para quem calculou a sua órbita, mas sim para quem o descobriu. É um dos poucos cometas a não dever o nome a seu descobridor, mas sim ao astrônomo que preveu seu retorno com precisão. Encke já foi observado mais de 54 vezes. A sonda CONTOUR ou Comet Nucleus Tour tinha por missão pesquisar em um encontro de 12 de Novembro de 2003. Mas a NASA perdeu o contato com a sonda em 15 de Agosto, seis semanas após o seu lançamento e a missão foi posteriormente considerada perdida.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Jato de Buraco Negro se Espalha por 100000 Anos-Luz

Uma nova imagem dos telescópios espaciais da NASA Hubble, Chandra e Spitzer mostram um gigantesco jato de partículas que tem sido ejetado da vizinhança de um tipo de buraco negro supermassivo chamado de quasar. O jato é enorme, se espalha por mais de 100000 anos-luz de comprimento no espaço, um tamanho comparável a toda a extensão da Via Láctea. O jato aqui amostrado é ejetado do primeiro quasar conhecido, chamado de 3C273, descoberto em 1963. Um caleidoscópio de cores representa os comprimentos de onda presentes no jato. Os raios-X, com mais alta energia, são mostrados em azul na porção esquerda da imagem. Os quasares estão entre os objetos mais brilhantes do universo. Eles consistem na verdade de buracos negros envoltos por material turbulento que é aquecido a medida que cai em direção ao buraco negro. Esse material quente brilha então de forma intensa, e algumas partes desse material são sopradas para o espaço formando esses poderosos jatos. Os astrônomos foram capazes de usar esses dados para resolver o mistério de como a luz é produzida nos jatos de quasares – essa luz é resultado de partículas carregadas se movendo em forma de espiral através de um campo magnético, processo chamado de radiação síncrotron.
Créditos:Ciência e Tecnologia

O Centro Galáctico

O céu na direção do centro da nossa galáxia é preenchido com uma grande variedade de maravilhas celestes, muitas das quais são visíveis em um local escuro com binóculos comuns. Entre as constelações localizadas próximo do centro galáctico pode-se incluir Sagitarius, Libra, Scorpius, Scutum e Ophiuchus. Entre as nebulosas pode-se citar os objetos Messier M8, M16, M20 bem como a as Nebulosas da Popa e da Pata de Gato. entre os aglomerados abertos de estrelas pode-se citar M6, M7, M21, M23, M24 e M25, enquanto que o aglomerado globular M22 também é visível. Um buraco na poeira na direção do centro galáctico revela uma região brilhante preenchida com estrelas distantes conhecida como Janela de Baades que é visível entre a M7 e a M8. Uma versão anotada da imagem é encontrada no site de origem da imagem.

Avistada nova cratera em Marte que possui água congelada

Algumas das últimas fotos tiradas por uma poderosa nave espacial da NASA mostram uma cratera em Marte que escondia água congelada. A imagem colorida mostra claramente um pedaço de gelo de água em Marte, no fundo de uma cratera de 6 metros de largura, na superfície. A jovem cratera está no hemisfério norte do planeta. Os cientistas suspeitam que se formou recentemente, entre abril de 2004 e janeiro deste ano. A cratera de gelo fica mais ao sul do que alguns outros avistamentos de água congelada enterrada. Ela apareceu em uma das centenas de fotos de Marte feitas entre 6 de junho e 7 de julho deste ano. O caminho de gelo cobre uma área de até dois metros quadrados. Deve ter a mesma profundidade e origem semelhante a outras crateras escavadas no planeta, pois esse caso não foi o primeiro. Uma nave da NASA pousou no ártico de Marte em maio de 2008 e encontrou evidências de água congelada logo abaixo da superfície usando um braço robótico, e então uma nave espacial em órbita avistou gelo pela primeira vez nas crateras de Marte em agosto de 2008. O gelo não durou muito, e voltou direto em vapor em um processo conhecido como sublimação. Não há prova definitiva da existência de água líquida em Marte até hoje. Os cientistas ficaram surpresos porque a cratera de água era 99% pura, com apenas um pouco de poeira de Marte misturada. Portanto, eles especulam que a água do gelo deve ter algumas centenas de milhares de anos, e ser proveniente de um período em que o planeta era líquido. A camada de gelo poderia ter permanecido isolada do ambiente marciano até 400 mil anos atrás, quando um impacto interrompeu sua cobertura de proteção. Por isso que os cientistas acreditam ser tão pura, porque é muito jovem e não tem sido misturada com outros materiais. A equipe da NASA pretende tirar fotos adicionais para verificar a cratera no próximo verão marciano.
Por Natasha Romanzoti-hypescience.com

Atividade solar influencia a densidade da atmosfera da Terra

Segundo um novo estudo, conforme a energia do Sol sobe e desce, a atmosfera da Terra vai junto. Estas flutuações da energia do Sol explicam o recente colapso da atmosfera superior da Terra, que antes havia intrigado os cientistas. A queda acentuada dos níveis de radiação ultravioleta foi o que provocou o colapso. Os pesquisadores também descobriram que o ciclo magnético solar, que produz diferentes números de manchas solares ao longo de um ciclo de aproximadamente 11 anos, pode variar mais do que se pensava anteriormente. O ciclo não só varia na escala típica de 11 anos, mas também pode variar de um mínimo solar para o outro.

As descobertas podem ter implicações para satélites em órbita, bem como para a Estação Espacial Internacional. Durante o colapso, a camada da atmosfera superior, conhecida como termosfera, fica encolhida e menos densa, portanto os satélites podem mais facilmente manter suas órbitas. Ainda assim, o colapso indica que o lixo espacial e outros objetos que apresentam riscos podem persistir por mais tempo na termosfera. Esses milhares de objetos não-operacionais remanescentes no espaço poderiam colidir com os satélites em trabalho. Recentemente, a atividade solar estava em extrema baixa. Em 2008 e 2009, as manchas solares foram escassas, as chamas solares quase inexistiram, e a luz solar ultravioleta extrema – uma classe de fótons com comprimentos de onda extremamente curtos – esteve em baixa.

Dentre os 43 anos de exploração especial, essa foi a maior diminuição da termosfera da Terra já vista. A termosfera, que varia em altitude de cerca de 90 a 500 quilômetros, é uma camada de gás rarefeita na borda do espaço onde a radiação do sol faz seu primeiro contato com a atmosfera da Terra. Ela geralmente esfria e se torna menos densa durante atividade solar baixa. Mas a magnitude da mudança de densidade durante o mínimo solar recente pareceu ser cerca de 30% maior do que seria esperado por baixa atividade solar.

Os pesquisadores usaram modelos de computador para analisar dois possíveis culpados pelo encolhimento da termosfera. Eles simularam os impactos da produção do sol e do papel do dióxido de carbono, um gás de efeito estufa que, de acordo com estimativas anteriores, reduz a densidade da atmosfera exterior cerca de 2 a 5% por década. No entanto, os cientistas não tinham certeza se a diminuição da radiação ultravioleta extrema seria suficiente para ter um impacto dramático na termosfera, mesmo quando combinado com os efeitos do dióxido de carbono. Os modelos de computador mostraram que a termosfera, em 2008, resfriou 41 graus Celsius em relação a 1996, mas pouco disso foi atribuído ao aumento de dióxido de carbono.

Os resultados mostraram também que a densidade da termosfera diminuiu 31%, apenas 3% graças ao dióxido de carbono. Ou seja, os pesquisadores afirmaram que ficou claro que a baixa temperatura e densidade da camada foram principalmente causadas por níveis anormalmente baixos de radiação solar ao nível extremo-ultravioleta. A pesquisa também indica que o sol pode estar passando por um período de atividade relativamente baixo, semelhante aos períodos que ocorreram no começo dos séculos 19 e 20. Isso pode significar que a atividade vai continuar assim no futuro. Se for verdade que há certos padrões semelhantes ao passado, então devemos esperar baixos ciclos solares para os próximos 10 a 30 anos.
Por Natasha Romanzoti-hypescience.com

30 de ago de 2010

Buraco negro no lugar do Sol

O que aconteceria se o Sol se tornasse um buraco negro? Acontece que a chance de isso ocorrer é praticamente nula. Na verdade, o centro do Sol não é suficientemente grande para se tornar um buraco negro. Os cientistas acreditam que, quando o Sol morrer, daqui a aproximadamente 5 bilhões de anos, ele crescerá, tornando-se uma gigante vermelha. Quando isso acontecer, ele aumentará de tamanho e provavelmente consumirá Mercúrio e Vênus, e possivelmente a Terra. Por fim, milhões de anos depois, o Sol ficará literalmente sem energia.
 
Então, será formada uma nebulosa planetária, deixando para trás um centro muito denso, composto principalmente por carbono, do tamanho aproximado da Terra. A essa altura, o Sol será uma anã branca. Conforme sua temperatura esfria, ele será, por fim, uma anã negra. Agora, apenas para argumentar, suponha que o Sol tenha se tornado mesmo um buraco negro, e a Terra e outros planetas tenham conseguido sobreviver a essa transformação. Como o Sol é uma estrela giratória, seu centro continuaria girando, tornando-o um buraco negro de Kerr com uma ergosfera. Como o centro do Sol é muito pequeno, a ergosfera também seria.
 
Na verdade, seria tão pequena, que os planetas continuariam a orbitar da mesma maneira. O buraco negro teria a mesma massa e, portanto, a mesma gravidade do Sol. Os planetas em órbita não notariam nenhuma diferença. Obviamente, se isso acontecesse, a vida atual seria bastante alterada, mas por outro motivo. Um buraco negro não emite luz. A escuridão consumiria a Terra, que ficaria extremamente fria. Os oceanos congelariam e todas as formas existentes de vida seriam extintas rapidamente. Se os seres humanos conseguissem ir para o subsolo com uma boa maneira de gerar eletricidade e calor, eles poderiam sobreviver. Mas o clima seria muito frio na superfície.
Fonte: (HowStuffWorks Brasil)

Som das estrelas ajuda na busca por planetas habitáveis

A sismologia estelar poderá abrir caminho para a observação da atividade magnética de centenas de estrelas, ajudando a avaliar novos sistemas solares com potencial de abrigar vida.[Imagem: Institute of Astrophysics of the Canaries (IAC)]

Sismologia estelar

Em uma tentativa de elucidar questões ainda misteriosas sobre o Sol, incluindo os impactos do seu ciclo de 11 anos sobre a Terra, uma equipe internacional de cientistas decidiu sondar uma estrela bem mais distante. Ao monitorar as ondas sonoras emitidas pela estrela, a equipe observou um ciclo análogo ao ciclo magnético do Sol. "Essencialmente, a estrela está tocando como um sino," diz Travis Metcalfe, coautor da pesquisa.A equipe examinou as oscilações acústicas da estrela usando uma técnica chamada "sismologia estelar". Os cientistas estudaram uma estrela conhecida como HD49933, que está localizada a 100 anos-luz da Terra, na constelação do Unicórnio. Eles detectaram a assinatura de "manchas estelares", áreas de intensa atividade magnética na superfície da estrela que são semelhantes às manchas solares. "Conforme ela se move através de seu ciclo, o tom e o volume dos sons se alteram em um padrão muito específico, deslocando-se para tons mais elevados com volumes mais baixos no auge do seu ciclo magnético."

Planetas habitáveis

A sismologia estelar poderá abrir caminho para a observação da atividade magnética de centenas de estrelas, ajudando a avaliar novos sistemas solares com potencial de abrigar vida. Estudar muitas estrelas dessa forma vai ajudar os cientistas a entender melhor como os ciclos de atividade magnética podem variar de estrela para estrela, bem como os processos por trás de tais ciclos. A sismologia estelar poderá ser especialmente útil para se entender os processos de atividade magnética que ocorrem dentro do Sol, inteiramente ligados à influência do Sol sobre o clima da Terra. "Entender a atividade das estrelas que abrigam planetas é necessário porque as condições magnéticas na superfície da estrela podem influenciar a zona habitável, onde a vida poderia se desenvolver," o cientista Rafael Garcia, coautor do estudo. A técnica também poderá permitir melhores previsões do ciclo solar e das tempestades geomagnéticas que resultam desse ciclo, fenômenos estes que podem causar grandes perturbações para as redes de distribuição elétrica e de comunicação.

Ciclos estelares

Para ouvir a estrela, os cientistas analisaram 187 dias de dados capturados pelo telescópio Corot, uma missão da qual o Brasil faz parte e cujo principal objetivo é encontrar exoplanetas. O estudo descobriu que a HD49933 é muito maior e mais quente do que o Sol, embora seu ciclo magnético seja muito menor - pouco menos de um ano, em comparação com os ciclos de 11 anos do Sol. O fato de outras estrelas terem ciclos magnéticos tão pequenos entusiasmou os astrônomos, que agora poderão monitorar ciclos completos das estrelas, usando tanto o Corot quanto o recém-lançado telescópio Kepler que, além de exoplanetas, também quer encontrar luas habitáveis em outros planetas. "Quanto mais estrelas e ciclos magnéticos completos nós observarmos, mais poderemos colocar o Sol em perspectiva e explorar os impactos da atividade magnética sobre possíveis planetas girando ao redor dessas estrelas," concluem os cientistas.
Fonte:Inovação Tecnológica

Galáxia Como Marcador de Distância

A galáxia espiral NGC 4921 está localizada a uma distância estimada de 320 milhões de anos-luz. Essa imagem aqui reproduzida foi feita pelo Telescópio Espacial Hubble e devido a sua nitidez e resolução está sendo usada para identificar marcadores fundamentais para se medir distâncias estelares como as estrelas variáveis Cefeidas. A espetacular espiral NGC 4921 tem sido formalmente chamada de anêmica pelo fato de possuir uma baixa taxa de formação de estrelas e um também baixo brilho superficial.
O que se pode observar na imagem é um núcleo brilhante, uma barra brilhante central um proeminente anel de poeira, aglomerados azuis de estrelas recentemente formadas, algumas pequenas galáxias companheiras, galáxias ainda não catalogadas do universo distante e estrelas não catalogadas da Via Láctea.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Sonda CONTOUR

A sonda CONTOUR ou Comet Nucleus Tour era uma missão não-tripulada da NASA, lançada em 3 de Julho de 2002, por um foguete Delta II modelo 7425, que tinha por objetivo a exploração de dois cometas, com a possibilidade de explorar um terceiro cometa. Os dois cometas que seriam visitados eram o Encke e o Schwassmann-Wachmann 3, e o terceiro cometa seria o d'Arrest. Mas perdeu-se contato com a sonda em 15 de Agosto, seis semanas após o seu lançamento e a missão foi posteriormente considerada perdida. A missão CONTOUR era gerenciada pela NASA através do Johns Hopkins University Applied Physics Laboratory, da cidade de Laurel, no estado de Maryland. Depois de uma extensiva investigação, foram identificadas quatro prováveis causas para a falha da sonda, mas se chegou a conclusão que era mais provavel que o problema se deveu uma falha estrutural na sonda devido ao aquecimento da nave quando do acionamento de seu foguete de propelente sólido, para pôr a sonda em uma outra órbita a fim de alcança o cometa Encke.

A missão

A missão CONTOUR tinha por finalidade fazer o encontro com dois diferentes cometas, a fim de pesquisá-los. Eram os cometas Encke e o Schwassmann-Wachmann-3, que fazem visitas periódicas no interior do Sistema Solar. Para cada cometa se esperava que a sonda chegasse a uns 100 km de distância para tirar fotos de alta resolução e para realizar análises detalhadas do gás e da poeira do cometa das regiões próximas ao seu núcleo, bem como determinar com precisão a órbita dos cometas.

A Sonda

A sonda CONTOUR tinha uma massa total 775 kg, incluindo 70 kg de hidrazina e o motor de propelente sólido Star 27 possuía uma massa de 377 kg. A energia era fornecida por painéis solares montados ao longo do corpo da sonda, que podiam operar entre 0,75 e 1,5 UA do Sol. A sonda era constituída por uma estrutura de alumínio octogonal, coberto de células solares. A sonda era envolvida por mantos de proteção contra o impacto da poeira dos cometas. Formado por múltiplas camadas de Nextel com Kevlar protegendo toda a sonda, exceto no tubo de descarga do sistema de empuxo da sonda. A sonda era estabilizada em três eixos. As comunicações principais eram feitas através de uma antena de alto-ganho, fixa de 0,45 cm de diâmetro.
A sonda CONTOUR transportava 4 instrumentos científicos primários, que eram:
Contour Remote Imager/Spectrograph (CRISP),
Contour Aft Imager (CAI),
Dust Analyzer (CIDA),
Neutral Gas Ion Mass Spectrometer (NGIMS).

Trajetória

Depois que a sonda tivesse sido colocada em sua órbita final, em 15 de Agosto de 2002, ela entraria em modo de hibernação por nove meses, sendo reativada assim que se aproxima-se do cometa. A sonda estaria em uma trajetória que lhe permitiria encontrar com o cometa Encke, em Novembro de 2003. Posteriormente a sonda efetuaria três assistências gravitacionais com a Terra, para que pudesse se encontrar com o cometa Schwassmann-Wachmann 3, em Junho de 2006. Mais duas assistências gravitacionais seriam efetuadas para que a sonda, agora pudesse interceptar o provável cometa d’Arrest, na parte de sua missão estendida, pois a existência deste cometa ainda não havia sido confirmada. Todos os cometas eram de período curto e suas trajetórias passariam próximos da órbita da Terra.

 Perda de contato

Em 16 de Agosto de 2002, observações fita da Terra identificaram o que parecia ser três objetos com trajetórias levemente divergentes, próximos a onde se era esperado avistar a sonda CONTOUR. Tentativas de contato foram feitas até 20 de Dezembro, quando a NASA e a Johns Hopkins University, que gerenciava as pesquisas, consideraram que a sonda estava perdida.

Listagem das possíveis causas da falha da sonda.

Causa mais provável:
*Superaquecimento do tubo de descarga do foguete de propelente sólido.

Causas alternativas:
*Falha catastrófica do foguete de propelente sólido.
*Colisão com algum destroço ou com um meteorito.
*Perda do controle dinâmico da sonda.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Afloramento Comanche em Marte Indica Passado Propício a Vida

Poderia a vida uma vez ter sobrevivido em Marte? Hoje, nem a vida animal nem a vida vegetal como conhecida na Terra poderia existir por muito tempo em Marte, principalmente devido a ausência de um ingrediente fundamental – água em estado líquido – que é uma falta essencial na superfície do planeta vermelho. Embora existam evidências coletadas pelas sondas que lá estão indicando que há muito tempo atrás Marte pode em algum momento ter tido água líquida em sua superfície, essa água pode ter sido muito ácida para que as formas familiares de vida tenham existido. Recentemente contudo, novas análises detalhadas de uma rocha aflorada incomum e do solo feitas pela sonda Spirit desde 2005 tem descoberto uma pista indicando que nem toda a superfície do planeta foi sempre tão ácida.

O pedaço de rocha em questão, chamado de Afloramento Comanche e visível próximo ao topo da imagem aqui reproduzida, parece conter altas concentrações de elementos como magnésio, ferro e carbono. A imagem aqui reproduzida mostra as cores de modo exagerado para destacar exatamente a diferença na composição química encontrada. A partir do momento que esses elementos se dissolvem na presença de líquido ácido, a persistência deles nesse pedaço de rocha indicam que um tipo de água talvez menos ácida e mais favorável para a vida tivesse fluido através do planeta vermelho. Análises e pesquisas mais detalhadas sobre esse tema que nos intriga há muitos anos com certeza continuarão sendo realizadas.
Créditos:Ciência e Tecnologia

O Meio Interestelar Local

As estrelas não vagam sozinhas pelo universo. No disco da nossa Via Láctea aproximadamente 10% da matéria visível é formada por gás, chamado de meio interestelar (MIS). O MIS não é uniforme, e mostra-se em pedaços mesmo próximo do Sol. O MIS é muito difícil de ser detectado pois ele é muito tênue e emite muito pouca luz. Ele é formado na sua maioria por gás hidrogênio, contudo, absorve algumas cores muito específicas que podem ser detectadas na luz de estrelas próximas. O mapa ilustrado e aqui reproduzido do MIS local mostra uma região com 10 anos-luz de extensão e tem como base as observações e os avanços mais recentes. Essas observações mostram que o nosso Sol está se movendo através da Nuvem Interestelar Local à medida que essa nuvem flui da região de formação de estrelas conhecida como Associação de Scorpius-Centaurus. O nosso Sol pode deixar a Nuvem Interestelar Local, também chamada de “Penugem Local” numa tradução livre nos próximos 10000 anos. Muitos detalhes sobre o MIS ainda são desconhecidos, incluindo os detalhes sobre a sua distribuição, sua origem e como ele afeta o Sol e a Terra.

A Beleza Fantasmagórica da Morte de Uma Estrela Massiva

Essa morte de uma estrela é violenta mesmo para os padrões de um universo violento que vivemos. Se o Sol pudesse se tornar uma supernova, o que não pode acontecer devido as suas características, o céu da Terra ficaria coberto com a luz de um Sol que de repente ficou 10 bilhões de vezes mais brilhante. A inundação de energia seria breve igual a qualquer outra estrela na Via Láctea e iria vaporizar qualquer observador na Terra antes que esses pudessem registrar esse fenômeno. A remanescente de supernova E0102 é o detrito de uma estrela muito massiva que explodiu nas vizinhanças da Via Láctea, mas precisamente na nossa galáxia vizinha a Pequena Nuvem de Magalhães. A E0102 tem um grande interesse pois nós a observamos como ela parece somente 2000 anos depois da explosão e isso pode fornecer pistas sobre como uma supernova funciona e quais materiais são dispersados por ela no meio interestelar.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Caroline Herschel

Caroline Lucretia Herschel (Hannover, 16 de março de 1750 - Hannover, 9 de janeiro de 1848) foi uma astrônoma inglesa. Nasceu em uma família de músicos alemães. Em 1772 ela se mudou para a Inglaterra para ficar com seu irmão, o astrônomo William Herschel. Depois de aprender astronomia sozinha e matemática com a ajuda de seu irmão, ela se tornou sua assistente.
Mais tarde, em 1787, Herschel foi nomeada assistente do Astrônomo da Corte, tendo sido a primeira mulher a ocupar esse cargo. Herschel tornou-se reconhecida em toda a Europa como uma grande astrônoma. Tanto em importante colaboração com seu irmão como sozinha, ela descobriu muitos cometas novos. Recebeu uma série de prêmios por seu trabalho, incluindo a Medalha de Ouro da Real Sociedade Astrônomica, em 1828. Ela era uma astrônoma autodidata. Seu sucesso ajudou a abrir o campo da astronomia para outras mulheres de sua época.
Fonte:Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Um Buraco no Sol

Essa sinistra forma negra se espalhando através da face do Sol é um buraco coronal – uma região de baixa densidade que se estende acima da superfície onde o campo magnético solar se abre livremente ao espaço interplanetário. Estudada de forma exaustiva desde os anos de 1960 tanto na luz ultravioleta como através de raios-X, os buracos coronais são conhecidos como sendo a fonte de ventos solares de alta velocidade, átomos e elétrons que fluem ao longo de linhas abertas do campo magnético. Durante os períodos de baixa atividade, os buracos coronais normalmente cobrem as regiões acima do pólo solar. Mas esse buraco coronal extensivo domina o hemisfério norte do Sol e foi registrado através de sua emissão extrema no ultravioleta pelas câmeras a bordo do Solar Dynamics Observatory. Os jatos de vento solar provenientes desse buraco coronal foram os responsáveis por auroras ocorridas no planeta Terra.
Créditos:Ciência e Tecnologia

A Misteriosa Cratera Alongada de Marte


A Orcus Patera é uma enigmática depressão elíptica localizada próximo do equador marciano, no hemisfério leste do planeta. Localizada entre os vulcões Monte Elysium e Monte Olympus, essa formação ainda é um mistério. Muitas vezes sendo registrada de maneira geral, essa depressão bem definida se estende por aproximadamente 380 km de comprimento por 140 km de largura na direção NNE-SSW. Ela possui um anel que se ergue 1.800 m acima das planícies ao redor, enquanto que o assoalho da depressão localiza-se entre 400 m e 600 m abaixo do terreno ao redor. O termo ‘patera’ é utilizado para designar algo profundo, complexo ou crateras vulcânicas com formas irregulares como a Hadriaca Patera e a Tyrhena Patera na margem nordeste da bacia de impacto Hellas, apesar do nome e o fato dela estar posicionada próximo de vulcões, a verdadeira origem da Orcus Patera ainda não é esclarecida. Além do vulcanismo existem várias outras possíveis origens. A Orcus Patera pode ser uma grande e originalmente circular cratera de impacto, subseqüentemente deformada por forças compressionais. Alternativamente, ela poderia ter sido formada após a erosão de crateras de impacto alinhadas. Contudo, a explicação mais provável é que ela foi uma cratera oblíqua, quando um corpo celeste atingiu a superfície com um ângulo muito baixo, talvez menos de 5° acima da linha horizontal. A existência de forças tectônicas na Orcus Patera é evidente pela presença de numerosos grabens, estruturas de rift que cortam o anel.com mais de 2.5 km de largura esses grabens são orientadas de forma grosseira na direção L-W e só são visíveis no anel e nas redondezas próximas. Dentro da Orcus Patera, o grande graben não é visível, provavelmente tenha sido coberto por depósitos posteriores. Mas grabens menores estão presentes indicando que alguns eventos tectônicos ocorreram nesta região e também sugerindo que múltiplos episódios de deposição tenham ali acontecido. A ocorrência de cadeias enrugadas dentro da depressão provam que não somente forças extensionais foram necessárias para criar os grabens mas também forças compressionais deram forma para a região. As formas negras localizadas próximo do centro da depressão provavelmente foram formadas por processos dirigidos por ventos, onde material escuro escavados por eventos de pequenos impactos na depressão foram redistribuídos. Contudo, a presença de grabens e de cadeias enrugadas não solucionam a origem da Orcus Patera, pois essas feições geológicas podem ser encontradas em todo o planeta vermelho. Desse modo a verdadeira origem da Orcus Patera continua sendo um enigma para os cientistas.
Créditos:Imagens do Universo

Dois dos objetos mais escuros do Universo podem gerar ´`Lus ivisivèl``

                                                            © NASA (galáxia Centauro A)
Dois dos objetos mais escuros no Universo podem estar produzindo luz invisível (radiação). Quando jatos liberados pelo buraco negro supermaciço existente no centro de uma galáxia colidem com matéria escura, eles podem produzir raios gama detectáveis na Terra, evidência indireta da existência da tão falada matéria escura. Os jatos de partículas são liberados de buracos negros a velocidades próximas a da luz. Eles estariam relacionados a pedaços de matéria escura que teriam caído no buraco negro. O pesquisador Stefano Profumo, da Universidade da Califórnia, em Santa Cruz, e sua equipe calcularam como elétrons em um desses jatos interagiriam com a matéria escura circundante. Eles focaram especificamente nos tipos de partículas de matéria escura previstas por duas grandes teorias: a superssimetria, que propõe que cada partícula ordinária possui um parceiro, e outra teoria que assume a existência de uma quarta dimensão no Universo.  A equipe descobriu que, em vez de simplesmente se chocarem, alguns dos elétrons e das partículas de matéria escura poderiam se fundir, transformando-se em uma única versão superssimétrica ou quadridimensional do elétron. Essa partícula seria pesada; a maioria da energia cinética do elétron (energia de movimento) seria usada na criação da nova partícula. Consequentemente, essa partícula ficaria quase parada.  Se a partícula decaísse de volta para a forma de um elétron e de uma partícula de matéria escura, o elétron liberaria raios gama. Ao contrário de uma partícula que se move rapidamente, como as dos jatos, essa partícula quase parada emitiria raios gama que poderiam viajar em qualquer direção. Isso potencialmente as tornaria mais fáceis de distinguir da montanha de fótons presentes no jato, diz o colaborador Mikhail Gorshteyn, da Universidade de Indiana, em Bloomington. A ideia de que partículas de um buraco negro poderiam interagir com matéria escura para produzir raios gama já havia sido proposta, mas o estudo anterior sugeria que os raios seriam muito fracos para serem detectados na Terra. Profumo e sua equipe, no entanto, descobriu que numa faixa estreita de energia dos elétrons, quase todos os elétrons colidindo com matéria escura irão se converter em uma versão superssimétrica ou quadridimensional. Esse efeito de "ressonância" produziria raios gama que poderiam ser detectados por telescópios orbitais, como o Telescópio Espacial Fermi, da Nasa (agência espacial americana).
A equipe calcula que o efeito poderia explicar as frequências de raios gama medidas pelo telescópio Fermi oriundas do buraco negro no centro da galáxia Centaurus A. Mas o espectro de frequência de raios gama de outra galáxia, Messier 87, não bate com seus cálculos. A massa do buraco negro central e raio de Schwarzschild na M87 é aproximadamente 100 vezes maior que a da Centaurus A. "É preciso considerar esses resultados como muito prematuros", diz Lars Bergstrom, da Universidade de Estocolmo, na Suécia. Contudo, ele acrescenta que diferenças na distribuição da matéria escura nas duas galáxias pode explicar a discrepância.
Créditos:Astro News

27 de ago de 2010

O Jato de Magalhães: Um Remanescente de Explosões de Supernovas

Essa imagem combinada de dados ópticos e de rádio mostram a Via Láctea, as Nuvens de Magalhães e uma nova imagem do Jato de Magalhães. “A nova era de dados que revelam o jato nos começa a dizer sobre a época quando as duas Nuvens de Magalhães passavam uma próximo da outra, disparando enorme quantidade de formação de estrelas”, disse Nidever. “Os fortes ventos estelares e as explosões de supernova a partir das explosões de formação de estrelas sopraram o gás e deram início ao seu curso pela Via Láctea”.

A Via Láctea e as Nuvens de Magalhães estão representadas em azul e branco e o gás hidrogênio no Jato de Magalhães, nos discos das Nuvens de Magalhães e braço principal do jato está representado em vermelho. A Via Láctea está horizontal no centro da imagem e as Nuvens de Magalhães são os pontos brilhantes na porção central-direita da imagem onde o jato de gás se origina. Nuvens de poeira da Via Láctea estão representadas em marrom. David Nidever da Universidade da Virginia e seus colegas usaram o C. Byrd Green Bank Telescope (GBT) do National Science Foundation para preencher importantes vazios nesta imagem do jato de gás saindo das Nuvens de Magalhães.

As Nuvens de Magalhães são as duas galáxias vizinhas mais próximas da Via Láctea com distância entre 150000 e 200000 anos-luz. Visíveis no hemisfério sul elas são menores que a nossa galáxia e pode ter sido distorcidas pela gravidade da nossa galáxia. Após observar o Jato de Magalhães por mais de 100 horas usando o GBT, os astrônomos combinaram esses dados com dados de estudos anteriores com outros rádio telescópios e descobriram que o jato é mais de 40% maior do que se sabia anteriormente. Os astrônomos dizem que o fato do comprimento do jato ser maior do que se pensava significa que ele é mais antigo também do que se pensava antes, provavelmente com uma idade aproximada de 2.5 bilhões de anos.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Arqueologia Galáctica

Estrelas inesperadamente jovens nas redodenzas da galáxia de Andrômeda ( no detalhe) podem ser o resultado de uma colisão galática ( várias outras galáxias aparecem nesta imagem)
Os astrônomos crêem que galáxias grandes como a Via Láctea ou nossa vizinha Andrômeda cresceram pela assimilação de outras menores. O registro desse passado atribulado deve ser encontrado no arranjo, idade, composição e velocidade de suas estrelas. O Hubble foi fundamental na decifração dessa história. Um exemplo disso é a observação do halo estelar de Andrômeda, a nuvem tênue e esférica de estrelas e aglomerados estelares que circunda o disco galáctico. Os astrônomos descobriram que as estrelas daquele halo têm as mais variadas idades: as mais velhas têm de 11 bilhões a 13,5 bilhões de anos, enquanto as mais novas têm de 6 bilhões a 8 bilhões de anos. Estas são como crianças num asilo. Devem provir de alguma galáxia mais jovem (como uma galáxia-satélite que foi assimilada) ou de alguma região mais jovem da própria Andrômeda (ou seja, do disco, se ele foi perturbado por uma galáxia em trânsito ou em colisão). O halo da Via Láctea não contém número significativo de estrelas comparativamente jovens. Assim, as imagens do Hubble sugerem que a Via Láctea e Andrômeda, apesar do aspecto semelhante, tiveram histórias muito diferentes.

Nascimentos Estelares

com aparência de amebas, discos de poeira circundam estrelas em estágio embrionário na nebulosa de Orion. Cada imagem tem 2.040 unid. astronômicas quadradas
Há muito tempo os astrônomos sabem que feixes estreitos e fluidos de gás são sinais típicos de formação estelar. O nascimento de uma estrela pode gerar um par de jatos colimados com vários anos-luz de extensão. Ainda não se sabe exatamente como isso acontece. A hipótese mais promissora envolve a influência de um campo magnético em larga escala sobre o disco de gás e poeira que envolve o novo objeto. As linhas do campo magnético forçam material ionizado a seguir determinado curso, como contas em um colar giratório. O Hubble reforçou essa visão teórica ao fornecer a primeira evidência direta de que esses jatos efetivamente se originam no centro do disco. Outra expectativa, que o Hubble desmentiu, era a de que os discos circunstelares estivessem profundamente imersos em suas nuvens-mães, sendo portanto impossíveis de ver. De fato, o telescópio espacial revelou dezenas de discos protoplanetários, muitas vezes como silhuetas contra o fundo de nebulosa. Pelo menos metade das estrelas jovens observadas possui esses discos, demonstrando que a matéria-prima para a formação de planetas está disponível em todas as partes da galáxia.
Fonte:Scientific American-Brasil

Espasmos Estelares

Quando uma onda de choque da supernova 1987 atingiu um anel de gás preexistente, regiões quentes emitiram um intenso brilho. Na imagem menos a nebulosa Olho de gato que é uma das mais complexas, supostamente criada pela morte de uma estrela semelhante ao sol.
 
A física estelar prevê que uma estrela com massa entre oito e 20 vezes a do Sol termine seus dias numa explosão de supernova. Quando seu combustível se exaure, abruptamente ela perde a longa luta para segurar seu próprio peso. Seu núcleo entra em colapso para formar uma estrela de nêutrons - um corpo inerte e hiperdenso - e as camadas exteriores de gás são ejetadas a 5% da velocidade da luz. Entretanto, tem sido difícil testar essa teoria, pois desde 1680 nenhuma supernova ocorreu em nossa galáxia. Porém, em 23 de fevereiro de 1987 os astrônomos presenciaram um evento quase ideal: uma supernova em uma das galáxias-satélite da Via Láctea, a Grande Nuvem de Magalhães.
 
O Hubble foi lançado só três anos depois, mas a partir daí ele pôde acompanhar a evolução da explosão. Ele não tardou a descobrir um sistema com três anéis ao redor da estrela moribunda. O anel central parece ser a cintura estreita de uma emissão de gás em forma de ampulheta, e os anéis maiores são as bordas dos dois lóbulos em forma de gota, evidentemente criados pela estrela algumas dezenas de milhares de anos antes de explodir. Em 1994, o Hubble começou a ver uma seqüência de pontos iluminados ao longo do anel central: eram as ejeções da supernova que atingiam esse anel. Ao contrário das estrelas de alta massa, astros como o Sol têm morte mais serena: eles ejetam suas camadas exteriores de gás em um processo não-explosivo que leva cerca de 10 mil anos.
 
Ao ser gradualmente exposto, o núcleo central quente da estrela emite radiação que ioniza o gás ejetado, criando nele um feérico brilho esverdeado (emitido por oxigênio ionizado) e avermelhado (hidrogênio ionizado). Por razões históricas, o resultado é erroneamente chamado de nebulosa planetária. Conhecem-se cerca de 2 mil delas atualmente. O Hubble revelou algumas extraordinariamente complexas, com detalhes sem precedentes.
 
Algumas dessas nebulosas exibem um conjunto de anéis concêntricos que lembram um olho-de-boi, e possivelmente indicam que o processo de ejeção talvez não fosse contínuo, e sim episódico. Estranhamente, calcula-se o tempo transcorrido entre os episódios de ejeção em cerca de 500 anos, período longo demais para ser explicado por pulsações dinâmicas (em que a estrela contrai e expande, num conflito brando entre a gravidade e a pressão do gás) e muito curto para representar pulsações térmicas (em que a estrela é levada para fora do equilíbrio). A natureza exata dos anéis observados é, portanto, desconhecida.
Fonte:Scientific American-Brasil

Hubble fotografa núcleo de aglomerado de estrelas 13.000 anos-luz

Sabe-se da existência de 150 desses aglomerados ao redor da Via-Láctea
O Telescópio Espacial Hubble produziu uma imagem do centro do aglomerado globular Messier 71, uma enorme bola de antigas estrelas na borda da Via-Láctea, a cerca de 13.000 anos-luz da Terra. O aglomerado todo tem 27 anos-luz de diâmetro. A Agência Espacial Europeia (ESA) descreve aglomerados globulares como "subúrbios galácticos", bolsões e estrelas que existem no limiar de galáxias. Esses aglomerados são fortemente unidos pela gravidade, o que lhes dá a forma esférica. Sabe-se da existência de 150 desses aglomerados ao redor da Via-Láctea, cada um deles contendo centenas de milhares de estrelas. Messier 71 é conhecido há tempos, tendo sido observado pela primeira vez no século 18, pelo astrônomo suíço Jean-Philippe de Cheseaux. Apesar de ser um objeto familiar, a natureza exata de Messier 71 era um mistério até pouco tempo atrás. Seria ele um aglomerado aberto, um grupo de estrelas sem muita ligação umas com as outras? Esta era a interpretação dominante até os anos 70, quando astrônomos passaram a encará-lo como um aglomerado globular, ainda que excepcionalmente disperso. As estrelas de Messier 71 são relativamente antigas, tendo de 9 bilhões a 10 bilhões de anos.
Fonte:ESTADÃO

Nasa descobre planetas que orbitam uma nova estrela

A espaçonave Kleper descobriu o primeiro sistema planetário confirmado com mais que um planeta orbitando a mesma estrela

A sonda Kepler, da Nasa, descobriu o primeiro sistema planetário confirmado com mais de um dos planetas em trânsito - isto é, passando pela linha de visão entre a Terra e sua estrela. As assinaturas de trânsito de dois planetas distintos aparecem nos dados de uma estrela semelhante ao Sol e apelidada Kepler-9. Os planetas foram chamados Kepler-9b e Kepler-9c. A descoberta, segundo nota divulgada pela Nasa, incorpora sete meses de observações de mais de 156.000 estrelas, como parte de uma busca por planetas de tamanho próximo ao da Terra. A descoberta dos dois planetas em trânsito aparece na edição desta semana da revista Science. A câmera do Kepler mediu pequenos decréscimos no brilho da estrela, causados pela passagem dos planetas durante o trânsito. O tamanho dos mundos pode ser estimado a partir dessa redução de brilho.

A distância entre planeta e estrela pode ser calculada pelo intervalo entre sucessivas reduções. Cientistas usaram o Observatório Keck, no Havaí, para refinar as estimativas de massa dos planetas. As observações mostram que Kepler-9b é o maior dos dois, embora ambos tenham massa comparável à de Saturno. Kepler-9b também é o mais próximo da estrela, completando uma órbita a cada 19 dias, enquanto Kepler-9c faz uma volta completa a cada 38 dias. Além dos dois planetas confirmados, os cientistas da missão Kepler também, identificaram o que parece ser um terceiro mundo, com uma assinatura de trânsito muito reduzida, consistente com um planeta com 1,5 raio terrestre numa órbita extremamente próxima à estrela, de menos de dois dias. De acordo com a Nasa , mais estudos serão necessários antes que esse possível terceiro planeta possa ser confirmado.
Fonte:Estadão

26 de ago de 2010

WISE Captura a Rosa do Unicórnio


Unicórnios e rosa são normalmente coisas tratadas em contos de fada, mas uma nova imagem feita pelo Wide-field Infrared Explorer (WISE) da NASA mostra a nebulosa da Rosa que está localizada na constelação de Monoceros ou o Unicórnio. Essa nebulosa em forma de flor, também conhecida pelo nome menos romântico de NGC 2237, é uma enorme região de formação de estrelas formada de gás e poeira na Via Láctea. Estima-se que a distância da nebulosa até a Terra seja algo entre 4500 e 5000 anos-luz de distância.

No centro da flor está um aglomerado de estrelas jovens chamado de NGC 2244. A estrelas mais massivas produzem uma grande quantidade de radiação ultravioleta e sopram fortes ventos que erodem o gás e a poeira próxima, criando então um grande buraco central. A radiação também retira elétrons do gás de hidrogênio ao redor e cria o que os astrônomos chamam de Região HII. Embora a Nebulosa da Rosa seja muito apagada para ser observada a olho nu, a NGC 2244 é venerada pelos astrônomos amadores pois é visível através de pequenos telescópios ou através de um belo par de binóculos.

 O astrônomo inglês John Flamsteed descobriu o aglomerado estelar NGC 2244 com um telescópio por volta de 1690, mas a nebulosa mesmo não foi identificada até que John Herschel (filho de William Herschel, descobridor da luz infravermelha) a observasse quase 150 anos depois. Essa imagem foi criada a partir da composição de quatro detectores infravermelhos do WISE. A representação de cor usada aqui é: azul e ciano representam a luz infravermelho nos comprimentos de onda de 3.4 e 4.6 mícrons, que é dominado pela luz das estrelas. Verde e vermelho representam a luz em comprimentos de 12 e 22 mícrons, onde a predominância é a luz proveniente da poeira quente.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Pierre Méchain

Retrato de Pierre Fraçois Mechain
Pierre François André Méchain (16 de agosto 1744 em Laon - 20 de setembro de 1804 em Castelló de la Plana), foi um astrônomo e geógrafo francês. Famoso por ter descobertos 8 cometas e 26 objetos de celestes, assim como perto por ter feito parte em numerosas expedições, sua maior contribuição foi o resultado na medida de metro junto com Delambre, um de seus melhores amigos. O asteroide 21785 Mechain foi assim nomeado em sua homenagem.
Estudou matemática em Paris mas devido a problemas econômicos teve que deixar seus estudos e oferecer-se como o tutor. Desde muito jovem dedicou-se a estudar no campo de astronomia e de geografia. Sua vida dedicou-o completamente para fazer observações astronômicas detalhadas, a morte o pegou trabalhando na medida detalhada do Meridiano na Espanha, faleceu devido a febre amarela que contraiu Castelló de la Plana.

Observações astronômicas

Em 1774 estava com Charles Messier e ambos trabalharam no Hotel de Cluny catalogando estrelas, neste período de colaboração entre os dois astrônomos, descobriram muitos objetos que Messier comprovou posteriormente sua posição. Alguns dos objetos catalogados por Messier foram descobertos Méchain tais como M104, M105, M106 e M107.
Participou de inúmeras expedições pela costa francesa e em 1774 pode observar a ocultação de Aldebarã pela lua; após isto apresentou uma memória a Academia de Ciências de Paris.
Méchain fez as descobertas de cometas novos, seus primeiros foram 1781 e por meio de seu conhecimento matemático trabalhou em calcular suas órbitas. Esta atividade foi intensa durante o período de 1532 a 1661. Algumas das descobertas foram atribuídas a outros astrônomos, assim como o descobrimento de 2P/Encke (redescoberto anos mais tarde por Johann Franz Encke).

Observações Geográficas

Em 1787 Méchain colaborou com Jean Dominique Cassini e Adrien-Marie Legendre na medida precisa da longitude entre Paris e Greenwich. Estes três cientistas visitados em numerosas ocasiões William Herschel em seu observatório astronômico em Slough (Inglaterra) no mesmo ano.
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

O Universo Acelerado

    Uma supernova distante, descoberta quando se compararam imagens obtidas em datas diferentes, ajudou a revelar a  transição da desaleração para aceleração no Universo
Em 1998, duas equipes independentes de astrônomos soltaram uma notícia bomba: a expansão do Universo está se acelerando. Os astrônomos geralmente presumiam que ela deveria estar desacelerando, porque a atração gravitacional mútua entre as galáxias deveria frear sua separação. O motivo da aceleração é considerado o maior mistério da física atualmente. Uma hipótese provisória é a de que o Universo contém um constituinte até o momento não detectado conhecido como energia escura. Uma combinação de observações do fundo de microondas, de observatórios em terra e do Hubble, sugere que essa energia escura responde por três quartos da densidade de energia total do Universo.
A aceleração começou cerca de 5 bilhões de anos atrás. Antes disso a expansão do Universo estava desacelerando. Em 2004, o Hubble descobriu 16 supernovas distantes situadas nesse período crucial entre desaceleração e aceleração. Essas observações também impuseram restrições mais severas nas hipóteses sobre o que a energia escura poderia ser. A possibilidade mais simples (embora, de certa forma, mais misteriosa) é a de que exista uma forma de energia inerente ao próprio espaço, mesmo quando ele está vazio. No momento, nenhum outro instrumento é tão vital quanto o Hubble na busca por supernovas que possam elucidar a energia escura. Sua importância no estudo dessa hipotética energia é talvez a maior razão para os astrônomos pressionarem a Nasa a mantê-lo funcionando
Fonte:Scientific American-Brasil

A Idade do Universo

         Estrelas variáveis cefeidas, como a da simulação, são o padrão com o qual as distâncias intergaláticas são calibradas
 
Observações feitas por Edwin Hubble e outros na década de 20 mostraram que vivemos num Universo em expansão. As galáxias estão se afastando umas das outras num padrão sistemático, o que implica que o próprio tecido do espaço esteja se esticando. A constante de Hubble (H0) é uma medida da taxa atual de expansão, que é o parâmetro-chave para determinar a idade do Universo. O raciocínio é simples: H0 é o ritmo em que as galáxias estão se afastando umas das outras; portanto, negligenciando qualquer aceleração ou desaceleração, o inverso de H0 estabelece o tempo transcorrido desde que elas estiveram todas reunidas. O valor de H0 também tem um papel na formação das galáxias, na produção de elementos leves (hidrogênio e hélio) e na duração de certas fases da evolução cósmica.

Não deveria surpreender, portanto, que desde o início a medição precisa da constante de Hubble fosse a principal meta do telescópio espacial homônimo. Na prática, encontrar esse valor envolvia medir corretamente a distância até galáxias próximas - uma tarefa notoriamente difícil que produziu muita controvérsia durante todo o século XX. O telescópio realizou o estudo definitivo das variáveis cefeidas - estrelas cujas pulsações peculiares revelam seu brilho intrínseco e, com isso, sua distância - em 31 galáxias. O valor resultante de H0 tem precisão de cerca de 10%. Junto com medições do fundo cósmico de microondas, o valor da constante de Hubble indica uma idade de 13,7 bilhões de anos para o Universo.
Fonte:Scientific American-Brasil

O Limite do Espaço

Bilhões de vezes mais tênue do que objetos vistos a olho nu, as galáxias distantes se espalham no Campo Ultraprofundo do Hubble
Um dos grandes objetivos da astronomia é entender o desenvolvimento das galáxias e suas precursoras até a época mais próxima possível do Big Bang. Para ter uma idéia do que a Via Láctea foi no passado, os astrônomos obtêm imagens de galáxias em vários estágios de evolução, da infância à velhice. Para isso, o Hubble produziu, em coordenação com outros observatórios, imagens de longa exposição de pequenos pedaços do céu - o Campo Profundo do Hubble, o Campo Ultraprofundo do Hubble e o Levantamento Profundo do Céu Primordial por Grandes Observatórios - para mostrar as galáxias mais distantes (e mais antigas). Essas imagens supersensíveis revelaram galáxias que existiam quando o Universo tinha apenas algumas centenas de milhões de anos, cerca de 5% de sua idade atual. Essas galáxias eram menores e mais irregulares que as modernas, um resultado esperado se se supõe que as galáxias atuais resultaram da união de outras menores (e não da fragmentação de galáxias maiores). Penetrar mais ainda no passado é a principal meta do sucessor do Hubble, o Telescópio Espacial James Webb, atualmente em construção.  As observações do céu profundo também revelaram a variação na taxa de formação de estrelas no Universo como um todo ao longo do tempo cósmico. Essa taxa parece ter atingido um pico 7 bilhões de anos atrás e caído para 10% do pico desde então. Surpreendentemente, quando o Universo tinha somente 1 bilhão de anos, a taxa de formação de estrelas já era alta - cerca de um terço de seu valor de pico.
Fonte:(Scientific American-Brasil)

As Maiores Explosões

A galáxia que originou a explosão de raios gama 971214 aparece como uma modesta mancha (próxima à seta)

As explosões de raios gama (GRBs, do inglês gamma ray bursts) são curtos disparos de raios gama que duram de poucos milissegundos a dezenas de minutos. Existem duas classes distintas de GRB, dependendo de sua duração ser superior ou inferior a dois segundos. As longas produzem fótons com menor energia que as curtas. Dados do Observatório Compton de Raios Gama, do satélite de raios X BeppoSAX e de observatórios em terra indicam que os disparos de longa duração resultam do colapso do núcleo de estrelas com massa grande e vida relativamente curta - em outras palavras, de um tipo de supernova. Sendo assim, seria preciso explicar por que apenas uma pequena fração das supernovas produzem GRBs. O Hubble descobriu que apesar das supernovas ocorrerem em todas as re-giões galácticas com formação estelar, as GRBs de longa duração se concentram em poucas regiões muito brilhantes, onde as estrelas maiores se localizam. Além disso, comparadas com as galáxias que abrigam supernovas, as hospedeiras de GRBs longas são consideravelmente menos brilhantes, mais irregulares e pobres em elementos pesados. Isso é importante porque estrelas grandes deficientes em elementos pesados geram ventos estelares mais fracos do que suas equivalentes abundantes nesses elementos. No curso de sua vida, elas retêm uma proporção maior de sua massa; ao morrer, são relativamente mais pesadas. O colapso de seu núcleo tende a produzir não uma estrela de nêutrons, mas um buraco negro. De fato, os astrônomos atribuem as GRBs longas a jatos colimados gerados por buracos negros em rotação. Os fatores que determinam se um núcleo estelar emitirá uma GRBs parecem ser a massa e velocidade de rotação de uma estrela no momento de sua morte. Identificar disparos de curta duração se mostrou mais difícil. Apenas no ano passado alguns foram finalmente detectados pelos satélites HETE 2 e Swift. O Hubble e o Observatório Chandra de Raios X revelaram que a energia total liberada por esses disparos é menor do que a das GRB de longa duração, apesar de seus fótons serem mais energéticos. As GRBs curtas também ocorrem em uma variedade maior de galáxias, incluindo as elípticas, onde a formação de estrelas cessou. Aparentemente, elas surgem da fusão entre duas estrelas de nêutrons ou entre uma estrela de nêutrons e um buraco negro.
Fonte:Scientific American

Fronteira Entre Pico Central e Mar de Basalto na Lua

O pico central da cratera Tsiolkovskiy é envolto por um mar de basalto. Essa imagem feita pela LROC mostra onde as rochas rolaram desde o pico central da cratera até o mar de basalto (notem os rastros deixados pelas rochas). Os picos centrais das maiores crateras da Lua como a Tsiolkovskiy têm um interesse científico particular pois eles expõe rochas que foram afloradas desde grandes profundidades durante o processo de impacto. Essa imagem tem 890 metro de largura e foi obtida com um ângulo de incidência de 88 graus.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Estudo: asteroides mudam de forma e podem se "reproduzir"

   Concepção artística mostra um asteroide binário
   Foto: ESO/L. Calcada/Divulgação
Um estudo que envolveu 17 instituições de pesquisa de diferentes países indica que os asteroides, ao contrário do que se pensava, não mantêm sua forma ao longo dos anos e podem, inclusive, dar origem a asteroides menores. O estudo foi publicado na revista especializada Nature. As informações são do site do jornal El Mundo. De acordo com a pesquisa, liderada por Petr Pravec, do Instituto Astronômico da República Checa, quando os asteroides giram suficientemente rápidos eles se dividem em dois corpos diferentes que começam a orbitar um ao outro. Esses asteroides binários são frequentes no Sistema Solar e há evidências de impactos desses corpos no nosso planeta.
Ainda segundo os pesquisadores, os astrônomos dizem que muitos desses asteroides binários não permanecem juntos e acabam dando origem a asteroides independentes que orbitam ao redor do Sol. A maioria fica no chamado cinturão de asteroides, uma região que fica entre Marte e Júpiter.
Créditos:Redação Terra

Mesmo que haja água na superfície da Lua, ela é seca por dentro

As últimas décadas, a maioria das sondas espaciais enviadas à Lua está girando em torno dos mesmos problemas, que os astrônomos se cansam de bater: afinal, há água na superfície da Lua? De que forma? Quanto há? Podemos fazer algum uso dela? Pois bem, um novo estudo da Universidade de Albuquerque (Novo México, EUA) afirma o seguinte: independente de quanto há de líquido na superfície, o interior da Lua é seco como a sua boca em manhãs de ressaca. Análises recentes das rochas lunares estão descobrindo a incidência de água, em forma líquida, ou de gelo, mas os pesquisadores asseguram que isso se limita à superfície. Eles compararam a composição de rochas da Terra, amostras de meteoritos, rochas vulcânicas e rochas lunares. O objeto de comparação era a prevalência dos dois isótopos naturais do Cloro, o de massa 35 e o de massa 37, que são uma medida eficiente do quanto há de hidrogênio na rocha.
 
 Grosso modo, é uma relação inversamente proporcional: quanto mais cloro em estado natural, menos hidrogênio há naquele ambiente, e por conseguinte, menos água. Isso acontece porque o Cloro, em geral, combina-se com o hidrogênio para formar Cloreto de Hidrogênio (HCl). Assim, se sobra Cloro na rocha, é porque não há hidrogênio suficiente para que estes átomos se unam. Entre as rochas da Terra e os meteoritos, a quantidade de Cloro encontrada foi muito semelhante (variação inferior a 0,1%). Mas nas rochas lunares essa quantidade era 25 vezes maior. Isso leva a crer que a Lua é muito mais seca que a Terra. Pelo visto, a chance de encontrar lençois freáticos e rios caudalosos, quando um dia colonizarmos a Lua, não é lá muito grande. [msnbc]
Por Rafael Alves-hypescience.com
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