30 de set de 2010

Mimas e o sistema de anéis de Saturno


                                                Crédito: Cassini Imaging Team, SSI, JPL, ESA, NASA.
Nesta espectacular e única imagem obtida pela sonda Cassini em órbita em torno de Saturno podemos ver parte do sistema de anéis deste gigante do Sistema Solar, bem como um dos seus satélites, Mimas, visível na parte de cima, à direita da imagem. Mimas tem apenas 400 km de diâmetro, mas possui na sua superfície uma cratera com ... 130 km de diâmetro! A altura das paredes desta cratera ultrapassa os 5 km, fazendo dela a maior cratera do Sistema Solar quando comparada com as dimensões do astro progenitor. Um cratera semelhante na Terra teria de ter 4000 km de extensão! Pensa-se que esta cratera se deverá ter formado devido ao impacto de um enorme asteróide.
Fonte: Portal do Astronomo

Um Espetáculo Galáctico

As galáxias Antenas, estão localizadas a aproximadamente 632 milhões de anos-luz de distância da Terra e são aqui mostradas numa composição feita pelos Grandes Observatórios da NASA, que consiste no Observatório de Raios-X Chandra (azul), o Telescópio Espacial Hubble (dourado e marrom) e o Telescópio Espacial Spitzer (vermelho). As galáxias Antenas possuem esse nome pois têm braços em forma de antenas que só são vistos em imagens amplas do sistema. Essas feições como antenas foram produzidas por violentas forças de maré geradas durante a colisão entre as galáxias. A colisão que começou a mais de 100 milhões de anos atrás e ainda está acontecendo disparou a formação de milhões de estrelas em nuvens de gás e poeira nas galáxias. A mais massiva dessas jovens estrelas já finalizou sua evolução em alguns milhões de anos e explodiu como supernova.

O Coração Negro do Rei

O Wide-field Infrared Survey Explorer da NASA, ou WISE, registrou essa imagem de uma nuvem escondida de formação de estrelas complexa de gás e poeira localizada na constelação de Cepheus. Cepheus, pai de Andromeda, foi o rei mitológico na Grécia antiga. Essa imagem da nebulosa escura localiza-se próximo do coração do rei como era imaginado pelo gregos antigos. A poeira nessa nebulosa bloqueia a luz que passa através dela e a nuvem e seu conteúdo ficam ainda mais escondidos quando observados na luz visível. O que aparece a olho nu como a escuridão total do espaço é de fato uma nebulosa escura. A visão infravermelha do WISE consegue penetrar pela poeira e observar as estrelas dentro da nuvem bem como detectar o brilho da poeira que constitui a nuvem. Diferentes partes desta nebulosa tem uma grande variedade de nome em diferentes catálogos astronômicos. A porção central é conhecida como IRAS 22298+6505. A sigla IRAS está relacionada com o projeto Infrared Astronomical Satellite, um antecessor do WISE e possuía um satélite que mapeava o céu na luz infravermelha na década de 1980. Outras porções dessa nuvem são chamadas de TGU H686 P2 e LDN 1213. Como o IRAS as primeiras letras desses objetos se referem a catálogos astronômicos. TGU é a sigla para Tokyo Gakuhei University e LDN significa Lynds Dark Nebula. As pesquisas que produziram esses catálogos foram realizadas com campos de visão muito menores que o do WISE. O que parece ser distintas nebulosas nessas diferentes pesquisas se revelam como uma nuvem muito maior e complexa para o WISE. Esse complexo se espalha por aproximadamente 120 anos-luz e está localizado a 2500 anos-luz de distância na borda de um braço espiral da Via Láctea chamado de espora de Orion. Esses tipos de nuvens são os locais onde as estrelas nascem. Quando uma nuvem de poeira e gás se torna muito densa que pode até bloquear a luz, ela é dividida em partes de nuvens que se colapsam em estrelas recém nascidas. A nuvem como um todo não forma estrelas a todo instante. Algumas partes da nuvem vem primeiro e os ventos e a radiação das estrelas maiores e mais quentes nesta primeira geração irão assoprar partes da nuvem e comprimir outras partes gerando futuras regiões de formação de estrelas. A estrela brilhante azul gigante, 26 Cephei é um exemplo. Vista na parte superior da imagem a 26 Cephei é envolta por uma bolha de poeira fria e vermelha e por poeira de estrelas mais jovens que podem estar relacionadas com a sua própria existência. As cores nessa imagem foram escolhidas para uma determinada representação. Azul e ciano representam a luz no comprimento de 3.4 e 4.6 mícrons emitida primeiramente por estrelas. Verde e vermelho representam a luz em 12 e 22 mícrons emitida por partículas de poeira mais frias e por nuvens escuras.
Fonte e Créditos: www.cienctec.com.br   

O Pólo Sul da Lua

O pólo sul da Lua é um dos lugares mais tentadores de todo o Sistema Solar. Essa região da Lua é importante tanto para os cientistas lunares e engenheiros que planejam futura explorações humanas ao satélite. Os elevados maciços da Bacia Aitken no Pólo sul podem ser acessados e esses maciços contém material derretido pelo impacto que darão a oportunidade aos cientistas de determinar sem dúvida a idade dessa imensa bacia. Além disso, com as cratera permanentemente escondidas no lado escuro da Lua, sem receber a luz solar, elas podem armazenar verdadeiros reservatórios de gelo e outros compostos voláteis que podem ter uma valor para futuras explorações. Adicionalmente a isso esses depósitos voláteis podem conter um registro sem preço da composição da água que data do início do nosso Sistema Solar, sem dúvida alguma uma conjunto de dados sem comparação para ajudar nas investigações astrobiológicas. Finalmente, alguns picos de montanha próximo ao pólo são iluminados por períodos extensos com luz solar, o que pode fornecer sem problema alguma a energia necessária para futuras operações no local.
A medida que a LRO passa sobre o pólo a cada duas horas, as sua câmera LROC WAC registra uma imagem e no final de um mês, as imagens cobrem então toda a região polar.  Esse mosaico é composto por 288 imagens feitas durante o período de um mês, é possível notar onde o mês começar e termina aproximadamente em 90 graus de longitude leste, basta notar onde a iluminação sofre alteração. O anel da Cratera Shckleton parece aqui como sendo não contínua. Todavia, se você observar com cuidado é possóvel ver que o Sol vem de lados diferentes para as diferentes partes do mosaico, resultando que lados opostos da parede da cratera são iluminados em algumas imagens. À medida que a missão está em progresso, a WAC pode capturar imagens do pólo nas diferentes estações. Com isso podemos esperar que mais mosaicos como esse será lançados.

Conheça o diamante de 10 bilhões de trilhões de quilates

Você já viu algum diamante que parecesse uma estrela? E uma estrela que é um diamante? Pois saiba que astrônomos descobriram, brilhando no céu, uma estrela de 10 bilhões de trilhões de quilates. O diamante cósmico é um pedregulho de carbono cristalizado (diamante) de 4mil quilômetros de diâmetro e localiza-se a 50 anos luz de distância da Terra, na constelação de Centauro. Ele é, na prática, o centro comprimido de uma velha estrela que, em algum dia remoto, foi como o nosso Sol. Mas desde que a energia da estrela acabou ela foi se comprimindo e acabou virando esse enorme diamante. Ela pode ser conhecida como uma “anã branca” cristalizada, que é como os astrônomos chamam as sobras do centro de uma estrela que morreu. Como esses interiores são feitos de carbono, os cientistas já suspeitavam que eles pudessem se cristalizar na forma de diamantes, mas provar isso só se tornou possível recentemente. Os astrônomos a batizaram de “Lucy”, em homenagem à música dos Beatles “Lucy in the sky with diamonds”. E Lucy não só brilha intensamente como também vibra, como um enorme gongo. Foi estudando essas vibrações que os astrônomos puderam verificar como é feito o seu interior. Para medir corretamente os quilates do diamante e seu valor astrônomos dizem que precisaríamos de uma lupa de joalheiro do tamanho do Sol. Não é preciso nem ser um astrônomo ou um especialista em jóias para saber que Lucy deixa o maior diamante da Terra no chinelo – o Golden Jubilee (Jubileu dourado), o recordista atual, tem 546 quilates. O nosso Sol, algum dia, pode se tornar algo parecido. Estima-se que ele irá virar uma anã branca daqui a 5 bilhões de anos. Dois bilhões de anos depois disso, ele será cristalizado e também deixará um enorme diamante cósmico no céu.
Créditos: Luciana Galastri - hypescience.com

Sonda da NASA mostra imagens de uma misteriosa cauda de Mercúrio

Os cometas não são os únicos objetos do sistema solar que tem um rabo: a missão STEREO, da NASA, detectou uma cauda de gás brilhante se esticando para fora do planeta Mercúrio. Ele é cercado por uma camada suspensa de gás muito fino, e a radiação do sol empurra a cauda dos átomos dessa camada por mais de 1,61 milhões de quilômetros. Os dois satélites envolvidos na missão STEREO foram projetados para observar a atmosfera do sol a partir de posições na órbita da Terra que seguem na frente e por trás do nosso planeta. Ian Musgrave, um pesquisador australiano, estava olhando o banco de dados e imagens on-line da STEREO, quando notou que as imagens gravadas também mostravam as emissões da cauda de Mercúrio. Quando ele comentou com cientistas do Centro da Universidade de Boston de Física Astronômica o que tinha visto, os profissionais ficaram intrigados. Segundo eles, esse é mais um dos vários casos de detecções por ambos os satélites da STEREO: o “rabo” não é exatamente novo. Alguns anos atrás, astrônomos da Universidade de Boston usaram observações terrenas para mapear a extensão da cauda de uma distância de 2,41 milhões de quilômetros, guiados pela luz emitida por átomos de sódio.
Mas, mesmo assim, eles sabiam que o sódio não era o principal componente do material da cauda. As leituras da STEREO confirmam que outros elementos estão envolvidos. A detecção feita pela missão é interessante porque os níveis de brilho parecem ser forte demais para serem de sódio. Já faz um tempo que os astrônomos sabem que o planeta Mercúrio tem algumas características em comum com os cometas, embora suas composições sejam muito diferentes. Porém, os cientistas ainda não sabem direito do que essa causa é formada. Agora, eles estão tentando descobrir todas as possibilidades para a composição química da cauda, um trabalho que vai exigir um aperfeiçoamento das observações da missão STEREO. Segundo os astrônomos, a combinação dos dados anteriores baseados em terra, com os dados novos da missão, é uma forma interessante de aprender o máximo possível sobre as fontes e destinos de gases de escape de Mercúrio.
Créditos:Natasha Romanzoti - hypescience.com

Nova descoberta sugere que Via Láctea pode ter bilhões de planetas habitáveis

Gliese 581g tem tamanho, gravidade e temperatura compatíveis com a vida, dizem descobridores
Astrônomos descobriram um planeta de tamanho próximo ao da Terra orbitando dentro da chamada "zona habitável" de uma estrela. Trata-se do segundo planeta encontrado na zona habitável de Gliese 581. Segundo os autores, a descoberta abre a possibilidade de haver dezenas de bilhões de mundos potencialmente habitáveis na galáxia.
                                             Ilustração de Gl 581g, planeta potencialmente habitável
                                                            Zina Deretsky/AP
A zona habitável é definida como a distância da estrela onde a energia que atinge o planeta é suficiente para manter água em estado líquido, na superfície ou logo abaixo do solo. O planeta é um de dois novos astros encontrados em órbita da estrela Gliese 581, a 20 anos-luz da Terra. Chamado Gliese 581g, o planeta tem um período orbital de 36,6 dias, uma massa que pode estar entre 3,1 vezes e 4,3 vezes a massa da Terra e um raio até 50% maior que o terrestre, diz, por meio de nota, um dos autores da descoberta, Paul Butler, da Pesquisa de Exoplanetas Lick-Carnegie. A gravidade na superfície deve ser de menos que o dobro da terrestre. O planeta fica bem perto de sua estrela - a distância que o separa dela é apenas 14% da que separa a Terra do Sol -, mas como Gliese 581 é muito mais fraca que o Sol, tem uma zona habitável que começa e termina a uma distância muito menor de sua superfície. Os autores da descoberta, descrita no Astrophysical Journal, especulam que o planeta pode ter uma face permanentemente voltada para sua estrela. Trata-se do mesmo fenômeno que ocorre na Lua, que apresenta sempre o mesmo lado para a Terra. Se esse for o caso, Gliese 581g teria um lado extremamente quente e o outro, completamente congelado, com uma faixa potencialmente habitável na linha que separa os hemisférios quente e frio. Gliese 581g não é o primeiro planeta encontrado dentro da zona habitável dessa estrela: outro mundo, Gliese 581d, descoberto em 2007, tem a maior parte de sua órbita dentro dessa região do espaço. No entanto, Gl 581d tem sete vezes a massa terrestre, o equivalente a metade da massa do planeta gigante Urano. A despeito disso, no ano passado a revista australiana Cosmos coletou mensagens para serem enviadas ao espaço na direção desse planeta, na esperança de que seres vivos de lá, caso existam, sejam inteligentes e possam reconhecer o sinal da Terra. A estrela também abriga um dos planetas extrassolares de menor massa, Gliese 581e, com 90% mais massa que a Terra. Mas Gl 581e fica muito perto do astro - a distância que o separa da estrela é de apenas 3% da que existe entre a Terra e o Sol.  Com os dois novos planetas encontrados, a estrela agora passa a ter seis mundos conhecidos. De acordo com a nota dos autores da descoberta, o sistema da estrela Gliese 581 sugere que a proporção de estrelas da Via Láctea com planetas potencialmente habitáveis pode ser maior do que se pensava, chegando a algumas dezenas de 1%.  Pode parecer pouco, mas o total de estrelas da galáxia é estimado como algo entre 200 bilhões e 400 bilhões - se 20% delas tiverem pelo menos um planeta habitável, haveria de 40 bilhões a 80 bilhões de mundos onde a vida poderia florescer. Até hoje, foram descobertos cerca de 490 planetas localizados fora do Sistema Solar.
Fonte: Estadão

29 de set de 2010

LH 95: Hubble mostra berçário estelar na galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães

O berçário estelar LH95 da Grange Nuvem de Magalhães. Crédito: Hubble Space Telescope - Hubble Heritage Team, D. Gouliermis (MPI Heidelberg) et al., (STScI/AURA), ESA, NASA
Como é que as estrelas nascem? Para entender mais sobre este processo caótico e complexo os astrônomos usaram o Hubble Space Telescope para obter uma visão com detalhes da região de formação estelar LH 95 na nossa galáxia satélite vizinha Grande Nuvem de Magalhães (LMC – Large Magellanic Cloud). Normalmente apenas as estrelas mais brilhantes, massivas e azuis são visíveis em um berçário estelar. Entretanto, a imagem acima foi obtida em resolução tão alta e usando cores específicas que muitas estrelas amarelas, recentemente formadas e menos massivas são também discerníveis. Nesta imagem colorida cientificamente está visível uma névoa azul de gás hidrogênio difuso aquecido pelas estrelas energéticas jovens e nuvens de poeira escura remanescentes de explosões de supernovas. Estudar a quantidade de estrelas de baixa massa em regiões de formação estelar e ao redor de nuvens moleculares ajuda aos astrônomos entender que condições estavam presentes quando da sua formação. O berçário estelar LH 95 se espalha por 150 anos-luz e fica a 160.000 anos-luz de distância da Terra, visível na constelação do Peixe-Espada (SwordfishDorado) no hemisfério sul.

O Diamante do Tucano


A constelação austral do Tucano é conhecida por ser a casa da Pequena Nuvem de Magalhães, uma das galáxias satélites da Via Láctea. No entanto, esta constelação também alberga um famoso enxame globular de estrelas o 47 Tucanae ou 47 Tuc ou NGC 104 - cujo brilho e dimensão é apenas ultrapassado por um outro enxame de estrelas, o Omega Centauri. Os enxames globulares são gigantescas famílias de estrelas, constituídos por algumas dezenas de milhares de estrelas, que, a partir da mesma nuvem de gás, terão nascido mais ou menos ao mesmo tempo. Por tudo isto, os enxames globulares de estrelas são laboratórios únicos que permitem aos astrónomos estudar como as estrelas evoluem e interagem. Porque se encontram à mesma distância, o brilho de estrelas de tipos diferentes, que se encontram em diferentes fases da sua evolução pode ser comparado directamente.  As estrelas nos enxames globulares mantêm-se juntas através da sua própria gravidade. É a atracção gravítica que exercem umas sobre as outras que dá ao enxame a sua forma esférica de globo daí o nome enxame globular.

Os enxames globulares serão dos objectos mais antigos da Via Láctea, contendo por isso algumas das mais velhas estrelas de pequena massa da galáxia. O 47 Tuc é um enxame globular impressionante, que é inclusivamente visível a olho nu no céu a sua grandeza visual é 4. Este enxame foi descoberto a 14 de Setembro de 1751 pelo astrónomo francês Nicholas Louis de Lacaille, que o catalogou na sua lista de objectos nebulosos do céu austral. Localizado a cerca de 16.000 anos-luz de distância, a massa deste enxame é cerca de 1 milhão de vezes superior à do Sol e o seu diâmetro é de 120 anos-luz o que faz com que este enxame tenha no céu uma dimensão semelhante à da Lua Cheia! Na imagem vemos apenas a região mais densa e central do enxame. A total extensão do enxame é 4 vezes superior. Ao olhar para a imagem facilmente percebemos que a densidade de estrelas diminui à medida que nos afastamos do centro do enxame.

Especialmente fáceis de detectar são as estrelas gigantes vermelhas que consumiram todo o hidrogénio que existia nos seus núcleos e aumentaram o seu tamanho. O 47 Tuc é tão denso que nele existem estrelas separadas por menos de um décimo de ano-luz, que é aproximadamente a dimensão do Sistema Solar. Por comparação a estrela mais próxima do Sol, Proxima Centauri, encontra-se a 4 anos-luz de distância.

Esta densidade proporciona o "encontro" das estrelas umas com as outras, o que pode desencadear um "acasalamento" de estrelas ou a troca de estrelas entre binários. Estes processos dinâmicos estão na origem de muitos objectos exóticos que podem ser encontrados neste enxame. O enxame 47 Tuc contém cerca de 20 pulsares de milisegundos estrelas de neutrões que rodam sobre si mesmo entre centenas a milhares de vezes por segundo. Pensa-se que os pulsares de milisegundos terão por companheiro um objecto do qual recebem matéria. Recentemente o Telescópio Espacial Hubble observou o enxame 47 Tuc, em busca de planetas que orbitam muito próximo das suas estrelas. Esta pesquisa mostrou que estes "Júpiteres Quentes" serão muito menos comuns no 47 Tuc do que em estrelas vizinhas do Sol. Isto parece indicar que a densidade do enxame não será muito propícia para a existência de planetas a uma distância tão curta das suas estrelas, ou então que o processo de formação de planetas no início da história da nossa galáxia seria diferente do que é agora.
Fonte: www.astro.up.pt 

Sonda da NASA Faz Imagem Do Sol Com Faixas Que Lembram a Atmosfera de Júpiter

A sombra da Terra pinta o que parece a silhueta de Júpiter na face do Sol, nessa imagem feita pelo satélite Solar Dynamics Observatory da NASA.  “Agora nós sabemos o que aconteceria caso o Sol e Júpiter tivessem um filho”, brinca o engenheiro Ralph Seguin do Lockheed-Martin Solar and Astrophysics Lab. O SDO localiza-se em uma órbita geosincronizada diretamente sobre a estação de pesquisa em La Cruces no Novo México e transmite dados da nossa estrela local sem parar para dois grandes pratos localizados em solo terrestre. Normalmente, essa posição dá ao SDO uma visão privilegiada. Porém próximo dos equinócios de primavera e outono, a Terra entra na frente do satélite. Uma vez por dia, por aproximadamente uma hora, a sonda, a Terra e o Sol ficam alinhados perfeitamente, de modo que o SDO fica momentaneamente cego. A imagem chamada de Solspiter é composta de imagens feitas com diferentes filtros de cores e de uma magnetograma preto e branco, registrado pouco depois do Sol emergir do seu eclipse. Os magnetogramas, representações visuais do campo magnético do Sol, são compilados a partir de uma série de imagens feitas ao longo de um intervalo de tempo. As faixas que se assemelham as encontradas na atmosfera de Júpiter com cores diferentes são o resultado da sombra da Terra se movendo através do disco solar. “Erros as vezes podem ser bonitos”, disse no Twitter a equipe do SDO. A temporada de eclipse não acaba até o dia 6 de Outubro, portanto tem ainda uma semana onde fotos bizarras e engraçadas podem aparecer sobre o Sol.
Fonte e Créditos: http://www.cienctec.com.br/

Sonda Cassini registra eclipse em Saturno

                                          A imagem mostra eclipse da lua Mimas em Saturno
                                                                               Foto: Nasa/Divulgação
A Nasa - agência espacial americana - divulgou nesta quarta-feira imagem de um ponto escuro em Saturno capturada pela sonda Cassini. A imagem mostra sombra formada pela lua Mimas, que não aparece na imagem, eclipsando o planeta. A sonda registrou a imagem pelo norte de Saturno, com a sombra da lua acima dos anéis do planeta. Ela estava a 2,5 milhões de km de saturno e registrou a imagem próximo à luz infravermelha.
Fonte: Portal Terra

Luas de saturno formam "boneco de neve" em imagem de sonda

                         Luas de saturno formam "boneco de neve" em ilusão de óptica.Foto: Nasa/Divulgação
 Imagem captada pela sonda Cassini, da Nasa - a agência espacial americana -, mostra duas luas de Saturno aparentemente formando um boneco de neve. A lua Dione, a de cima na imagem, está, na verdade, mais próxima à sonda. Porém, graças ao reflexo e à localização de uma grande cratera na superfície sul da lua Dione, ela aparentemente está grudada à lua Rhea. As luas, na verdade, estão aproximadamente 500 mil km distantes.
Fonte: Portal Terra

Nasa divulga nova imagem de nebulosa "ícone"

                          Nebulosa foi criada por uma explosão estelar - fenômeno conhecido como supernova
                                                                                     Foto: Nasa/Divulgação
A Nasa - a agência espacial americana - divulgou uma nova imagem da nebulosa Caranguejo, na constelação de Touro, um verdadeiro "ícone cósmico", como chama a própria agência. O mosaico utiliza observações de três de seus principais telescópios - o Chandra (raios-X, em azul), Huble (óptico, em vermelho e amarelo) e o Spitzer (infravermelho, em roxo). A nebulosa foi criada por uma gigantesca explosão de uma estrela vista na Terra no ano de 1054. No cento da nebulosa pode ser encontrado um objeto com superdensidade conhecido como estrela de nêutrons. Segundo a Nasa, essas estrelas são consideradas "geradores" cósmicos, produzindo 100 mil vezes mais energia que o Sol. Ainda de acordo com a agência, a nebulosa Caranguejo é um dos objetos mais estudados pelos astrônomos, somente o Chandra a registrou repetidamente ao longo desde sua fundação, o que a torna um dos "ícones cósmicos".
Fonte: (Portal Terra)

Estudo indica que água amarela sólida-líquida existe em Urano e Netuno

O que brilha com cor amarela e se comporta como um líquido e um sólido ao mesmo tempo? Um tipo de água – ao menos na estranha forma em que parece aparecer nas profundezas de Urano e Netuno. "Água superiônica" se forma em temperaturas acima de 2.000 ºC e brilha em cor amarela. Modelos alemães indicam existência dessa substância em Urano e Netuno. Esta substância exótica pode ajudar a explicar por que ambos os planetas possuem campos magnéticos bizarros. Simulações em 1999 e um experimento em 2005 indicaram que a água poderia se comportar tanto como sólido como líquido em pressões e temperaturas extremamente altas. Sob estas condições, os átomos de oxigênio e de hidrogênio nas moléculas de água ficariam ionizados, com os íons de oxigênio formando um cristal com a estrutura de treliça – vigas cruzadas usadas em pontes – e os íons de hidrogênio capazes de fluir através da treliça, como líquido. Esta água "superiônica", formada em temperaturas acima de 2.000 ºC brilharia em cor amarela. As condições extremas que existem nas profundezas de Urano e Netuno seriam ideais para a formação de água superiônica. Mas não estava comprovado se o fenômeno realmente ocorria nestes planetas, e em que quantidades, devido à incerteza sobre o valor exato de pressão e temperatura para isso. Mas agora modelos mais detalhados em computadores, criados por equipe da Universidade de Rostock, na Alemanha, indicou que os dois planetas possuem uma grossa camada da substância.
Créditos: Imagens do Universo

28 de set de 2010

Remanescente de supernova da Vela

                                                                  Crédito: Russell Croman.
A nebulosa da Vela é o que resta da explosão de uma estrela ocorrida há milhares de anos atrás. É aquilo que em Astronomia se designa por "remanescente de supernova". Estando localizada a cerca de 2500 anos-luz de distância da Terra na constelação do Cisne, as suas camadas de gás e os seus filamentos espalham-se ao longo de cerca 100 anos-luz. Esta imagem foi obtida pelo astro-fotógrafo Russell Croman (http://www.rc-astro.com/ ) através do uso de vários filtros sensíveis a emissão proveniente de enxofre, oxigénio e hidrogénio.
Fonte: portaldoastronomo.org

Loop de Barnard

Crédito: W. H. Wang, IfA, U. Hawaii -
Apesar da constelação de Orionte ser extremamente conhecida, poucas pessoas sabem que a sua região central está envolta numa bolha de gás designada por "Loop de Barnard". É o que se pode ver nesta imagem obtida por Wei-Hao Wang. A origem desta bolha é desconhecida. A sua presença foi detectada em 1895 através de exposições de longa duração na direcção da Cintura de Orionte. Na imagem podem ainda ser vistas a nebulosa Cabeça de Cavalo e a Grande Nebulosa de Orionte. Consegue identificá-las?
Fonte: portaldoastronomo.org

A Face Escura e Iluminada de uma Nebulosa onde se Formam Estrelas

Esta imagem da nebulosa 'de duas faces' Gum 19 é uma composição obtida em 3 faixas do expectro próximo do infravermelho (J, H e K - associadas respectivamente as tonalidades em azul, verde e vermelho). A foto corresponde a uma região do céu com 4,7 minutos de arco. Crédito: ESO
 
Em março  o ESO divulgou uma imagem de uma nebulosa de fraca luminosidade, pouco conhecida, Gum 19, que no infravermelho aparece escura numa metade e brilhante na outra. De um lado o gás de hidrogénio quente é iluminado por uma estrela azul supergigante chamada V391 Velorum. Novas estrelas encontram-se em formação no interior da fita de matéria luminosa e escura. Depois de muitos milénios, estas novas estrelas, juntamente com a explosão final de V391 Velorum como supernova, irão provavelmente alterar a actual aparência de Gum 19. Gum 19 está situada na direcção da constelação Vela a uma distância de aproximadamente 22 000 anos-luz. O nome deste objecto deriva de uma publicação de 1955 do astrofísico australiano Colin S. Gum, que serviu como primeiro rastreio significativo das chamadas regiões HII do céu meridional.
 
HII é hidrogénio que se encontra ionizado, ou seja, os átomos de hidrogénio perderam os seus electrões. Tais regiões emitem radiação em comprimentos de onda (ou cores) bem determinados, dando por isso a estas nuvens cósmicas o seu brilho característico. E efectivamente, tal como as nuvens na Terra, as formas e texturas destas regiões HII alteram-se com o passar do tempo, embora em escalas de tempo muitíssimo maiores, ou seja, são alterações que se dão ao longo de éons. Por agora, Gum 19 tem o aspecto de uma “fenda no espaço-tempo” tirada de algum filme de ficção científica, com uma região brilhante fina, quase vertical que corta a nebulosa. Assemelha-se a um peixe-anjo ou a uma seta de ponta escura.
 
Nesta fantástica imagem capturada na pesquisa DSS2 do ESO vemos a área em volta da região de formação estelar Gum 19 que reside na constelação de Vela. Esta imagem cobre uma região do céu de 3 x 3 graus. Crédito: ESO/Digitized Sky Survey 2
 
Esta nova imagem de Gum 19 foi obtida pelo instrumento infravermelho, SOFI, montado no Telescópio de Nova Tecnologia do ESO (New Technology Telescope - NTT) que se encontra em operação no Observatório de La Silla, Chile. SOFI (sigla do inglês, Son of ISAAC - Filho de ISAAC), retira o seu nome do instrumento “pai”, ISAAC, que se encontra montado no Very Large Telescope do ESO, no observatório de Paranal, situado a norte de La Silla. Ao observar no infravermelho os astrónomos conseguem ver através de algumas partes da poeira. A fornalha que mantém a luminosidade de Gum 19 é uma estrela gigantesca extremamente quente chamada V391 Velorum. Emitindo a maior quantidade de energia na região visível do azul, esta estrela apresenta uma temperatura à superfície da ordem de 30 000 graus Celsius.

É uma estrela de grande massa que tem, no entanto, um feitio temperamental, encontrando-se na categoria das estrelas variáveis. A sua luminosidade pode variar muito rapidamente, resultado de forte actividade, que inclui ejecção de conchas de matéria. Este fenómeno contribui para a composição e emissão luminosa de Gum 19. Estrelas tão grandes como a V391 Velorum não brilham intensamente durante muito tempo. Depois de um período de vida relativamente curto, da ordem de dez milhões de anos, estas estrelas explodem como supernovas. Estas explosões, que em termos de luminosidade rivalizam temporariamente com galáxias inteiras, ejectam matéria quente para o espaço circundante, um fenómeno que pode modificar radicalmente a cor e a forma da nebulosa que as envolve. Assim, os espasmos finais da V391 Velorum podem bem deixar Gum 19 irreconhecível.

Na vizinhança desta estrela supergigante, existem novas estrelas que continuam a crescer. As regiões HII apresentam zonas de formação estelar activa onde grandes quantidades de gás e poeira começaram a colapsar sob a sua própria gravidade. Daqui a alguns milhões de anos - um mero piscar de olhos no tempo cósmico - estes nós de matéria cada vez mais compactos atingirão a alta densidade nos seus centros necessária para que se dê a ignição da fusão nuclear. A nova emissão de energia assim como os ventos estelares provenientes destas estrelas acabadas de nascer modificação igualmente a paisagem gasosa de Gum 19.

O Vórtice do Pólo Sul de Vênus

O que está acontecendo no pólo sul de Vênus? Para descobrir, os cientistas têm estudado imagens feitas pela sonda Venus Express quando a mesma passou sobre o ponto inferior do eixo do planeta gêmeo da Terra. Surpreendentemente, as imagens recentes da Venus Express não confirmam os sinais prévios de um sistema de tempestade dupla ali, mas ela encontrou outro fenômeno, um incomum vórtice de nuvens em redemoinho. Na imagem aqui reproduzida e lançada recentemente pode-se ver a seqüência feita em luz infravermelha e digitalmente comprimida, na imagem as áreas mais escuras correspondem a regiões de temperaturas mais altas e então regiões mais inferiores da atmosfera de Vênus. Vídeos foram montados com as imagens e esses mostram uma grande semelhança com o mesmo tipo de vórtice encontrado no pólo sul de Saturno. Entender as peculiaridades dinâmicas e o porque as vezes dois turbilhões aparecem, enquanto outras vezes um único turbilhão toma conta do pólo sul do planeta, pode ajudar a entender como os furacões se desenvolvem na Terra e isso pode ser um tópico de pesquisa por muito anos. Em três meses a Venus Express terá a companhia do satélite japonês Akatsuki que ajudará a entender os fenômenos de Vênus.

Telescópio com a melhor câmera digital do mundo torna-se operacional

PS1 vai vasculhar o céu em busca de asteroides, supernovas e fará catálogo de estrelas e galáxias
Imagem da nebulosa Rosette, feita pelo telescópio havaiano PS1. Divulgação
O telescópio Pan-STARRS 1, ou PS1, que começou a operar em junho desse ano no Havaí e tornou-se plenamente operacional nesta quinta-feira, 18, tem a maior câmera digital do mundo, com 1.400 megapixels - 150 vezes a capacidade de uma câmera comum -, e está programado para vasculhar os céus numa busca automática por objetos que mudem de posição ou de brilho abruptamente. Essa função de rastreamento pode ajudar a detectar asteroides perigosos para a Terra, dizem cientistas da Universidade do Havaí envolvidos no projeto. Os pesquisadores esperam que, ao longo dos próximos três anos, o PS! descubra cerca de 100.000 asteroides e determine se algum deles está em rota de colisão com nosso planeta. Ele vai mapear uma grande porção do céu, captando uma área equivalente à de 36 luas cheias em cada exposição. O PS1 vem produzindo imagens de qualidade científica há seis meses, mas agora estamos fazendo isso do crepúsculo à alvorada, toda noite", disse, em nota, o pesquisador Nick Kaiser, da Universidade do Havaí. A câmera digital gigante fará 500 imagens a cada noite e enviará cerca de 4 terabytes, ou o equivalente a 1.000 DVDs, para análise num centro de computação. Os computadores compararão imagens feitas com minutos ou dias de diferença em busca de mudanças no céu. Além de caçar asteroides, essa capacidade ajudará a descobrir supernovas - estrelas cujo brilho que aumenta abruptamente. O PS1 também vai catalogar cinco bilhões de estrelas e 500.000 galáxias. Cientistas esperam que os dados gerados pelo telescópio ajudem também a desvendar alguns enigmas da astronomia, como a natureza da matéria escura que mantém a integridade das galáxias.
Fonte: Estadão

Novo supertelescópio vê primeiro asteroide potencialmente perigoso

Objeto mais passar a 6 milhões de quilômetros da Terra ainda em outubro
Imagem de 2010 ST3 (círculo verde), feita pelo telescópio PS1, montado no Havaí.Divulgação/PS1SC
 O telescópio PS1, equipado com a melhor câmera digital do mundo e que se tornou operacional em junho, descobriu um asteroide que chegará a 6 milhões de quilômetros da Terra em meados deste mês. O objeto tem cerca de 50 metros de diâmetro e foi encontrado em imagens de 16 de setembro, quando se encontrava a 30 milhões de quilômetros. Trata-se, de acordo com nota divulgada pelo Centro de Astrofísica Harvard-Smithsonian, o primeiro objeto potencialmente perigoso encontrado pela busca Pan-Starrs - sigla em inglês de Telescópio de Busca Panorâmica e Sistema de Resposta Rápida. O asteroide foi designado 2010 ST3. "Embora esse objeto em particular não vá atingir a Terra no futuro imediato, a descoberta mostra que o Pan-Starrs é o sistema mais sensível dedicado a descobrir asteroides potencialmente perigosos", disse, em nota, Robert Jedicke, membro do Consórcio Científico PS1. "Este objeto foi detectado quando ainda estava longe demais para ser visto em outras buscas". A maioria dos maiores objetos potencialmente perigosos já foi catalogada, mas pesquisadores suspeitam que há um grande número de corpos com menos de 1,5 km de diâmetro e que ainda não foram vistos. Esses corpos poderiam causar danos graves em escala regional caso atinjam a Terra. Impactos desse tipo ocorrem, de acordo com estimativas, numa escala de milhares de anos. O consórcio responsável pelo Pan-Starrs espera que o sistema detecte dezenas de milhares de novos asteroides a cada ano, e com precisão suficiente para calcular suas órbitas. Qualquer objeto de tamanho considerável que apresente uma boa chance de se aproximar da Terra nos próximos 50 anos será catalogado como "potencialmente perigoso" e monitorado.
Fonte: Estadão

27 de set de 2010

Estudo: colisão de galáxias aumenta força de raios cósmicos

As colisões entre galáxias produzem ondas elétricas cujo campo magnético aumenta a força de prótons e elétrons para altas energias, formando raios cósmicos mais fortes
Foto: Nasa/Divulgação
Pesquisadores da Universidade de Leiden, Holanda, descobriram que colisões de galáxias produzem energia que formam gigantes aceleradores de partículas que geram raios cósmicos de alta energia que batem na Terra. As informações são do site da revista New Scientist. As colisões entre galáxias produzem ondas elétricas cujo campo magnético aumenta a força de prótons e elétrons para altas energias, formando os raios mais fortes. Foram usados na pesquisa rádio telescópios na Holanda, Índia e Estados Unidos para captar imagens do brilho formado nos arredores de dois agrupamentos de galáxia colidindo. A energia das ondas de rádio mudou em volta do arco brilhante formado de uma maneira igual aos modelos de aceleração de partículas. As ondas elétricas se estendem por 6 milhões de anos-luz. A aceleração com o choque de galáxias pode aumentá-la para milhões de vezes maior que as partículas de qualquer átomo e que qualquer raio cósmico que ocasionalmente bata na Terra.
Fonte:Noticias Terra

Arco-Íris de Cores em Uma Estrela Moribunda



O Telescópio Espacial Hubble revelou um arco-íris de cores nesta estrela morrendo, chamada de IC 4406. Como muitas outras assim chamadas nebulosas planetárias, a IC 4406 exibe um alto grau de simetria. Os lados direito e esquerdo da nebulosa são praticamente imagens espelhada um do outro. Se você pudesse viajar com uma nave ao redor da IC 4406 nós veríamos que o gás e a poeira formam um vasto anel de material fluindo para fora da estrela que está morrendo. Nós não conseguimos ver essa forma de anel nesta imagem pois estamos observando a IC 4406 desde o telescópio Hubble que está em órbita da Terra. Desse ponto de vista, nós estamos vendo o objeto de lado.Embora não consigamos observar a tradicional forma das nebulosas planetárias, esse ponto de vista nos permite ver intrigantes rebentos de material que podem ser comparados a veias observadas na retina de um olho humano. De fato, a IC 4406 é conhecida como Nebulosa da Retina.
Créditos: Ciência e Tecnologia

Imagem Espetacular de Jatos de Um Buraco Negro

O Telescópio APEX no Chile tem produzido uma imagem espetacular e em alta resolução de jatos e lobos que emanam de um buraco negro supermassivo localizado no centro da Centaurus A, nossa galáxia gigante mais próxima. A galáxia está localizada a 13 milhões de anos-luz de distância da Terra e é na verdade a combinação de uma galáxia elíptica se fundindo com uma galáxia espiral. Essa tem sido uma região muito ativa de formação de estrelas e é uma forte fonte de radiação de rádio emitidos na forma de jatos. A imagem é a primeira feita de um buraco negro usando comprimentos de onda submilimétricos, revelando os rádio-jatos de partículas subatômicas sendo ejetados com uma velocidade próxima da luz. Os lobos norte e sul do disco de poeira central podem também ser vistos. O brilho no canto inferior direito da galáxia é criado pela onda de choque quando o lobo colide com o gás ao redor. A imagem é uma composição feita de imagens adquiridas com diferentes instrumentos em diferentes comprimentos de onda. O Observatório de Raios-X Chandra imageou o objeto através do comprimento de onda de raios-X, e o Telescópio MPG/ESO foi o responsável por registrar as estrelas que compõem o plano de fundo da imagem e o disco de poeira.
Créditos: Cîência e Tecnologia

Silhuetas Galácticas

Através de uma extraordinária chance de alinhamento, o Telescópio Espacial Hubble capturou essa imagem de frente de uma galáxia espiral, localizada precisamente em frente a outra galáxia espiral maior. O único par é chamado de NGC 3314. Esse alinhamento fornece aos astrônomos a rara chance de ver o material escuro dentro da galáxia em primeiro plano, que só pode ser observado pelo fato de ter sua silhueta marcada contra a luz do objeto que está além. O par NGC 3314 localiza-se a aproximadamente 140 milhões de anos-luz de distância da Terra na direção da constelação do hemisfério sul Hydra. Essa imagem é uma das muitas produzidas pelo Hubble Heritage Program,  criado a um ano e meio atrás com o objetivo de lançar publicamente algumas das melhores imagens celestes feitas pela câmera de luz visível do telescópio. Agora, o International Center of Photography em Nova York premiou o programa por seu trabalho com o Infinity Award for Applied Photography.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Busca com Google Earth leva a descoberta de cratera de meteoro

Expedição confirma que buraco detectado na África pela internet veio de queda de meteorito há 10 mil anos.
                  Meteorito teria originado a cratera Kamil, no Egito, há não mais de 10 mil anos. (Foto: ASI 2009)
Local permaneceu intacto por milhares de anos após o impacto. Uma busca realizada com a ferramenta Google Earth levou à descoberta, em um deserto na África, de uma cratera causada por um meteorito, no que está sendo considerado como um dos mais bem preservados locais do gênero já encontrados. A cratera de Kamil, localizada entre a Líbia, o Egito e o Sudão, tem 45 metros de diâmetro e 16 metros de profundidade.  Ela tinha sido localizada em 2008 pelo mineralogista italiano Vincenzo De Michele, enquanto realizava uma busca por formas naturais usando o Google Earth. Após a descoberta, De Michele contatou o físico Mario Di Martino, do observatório do Instituto Nacional de Astrofísica, em Turim, que comandou uma expedição ao local em fevereiro deste ano. Segundo pesquisadores, o buraco foi formado pelo choque de um meteorito ocorrido há não mais de dez mil anos. O corpo celeste, composto de ferro, teria dez toneladas e 1,3 metro de diâmetro, tendo atingido a Terra a uma velocidade superior a 12 mil km/h. Bola de fogo. Os estudiosos afirmam que o impacto do meteorito causou uma bola de fogo e uma coluna de fumaça visíveis a mil quilômetros de distância. Os pesquisadores ficaram surpresos ao descobrir que a cratera passou tando tempo sem ser notada por humanos. "A cratera (...) potencialmente tem menos de alguns milhares de anos. O impacto pode até ter sido observado por humanos, e pesquisas arqueológicas em antigos assentamentos próximos (ao local) podem ajudar a determinar a data", disse Luigi Folco, do Museu Nacional da Antártida, em Siena (Itália), em entrevista ao site da Agência Espacial Europeia.  A expedição à cratera de Kamil durou duas semanas e foi formada por 40 pessoas, entre elas cientistas italianos e egípcios. A equipe coletou mais de uma tonelada de fragmentos metálicos, incluindo um pedaço de ferro de 83 kg, que poderia ter se partido do meteorito. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.
Fontes: Estadão e G1

Anomalias magnéticas protegem a Lua do vento solar, mostra sonda

Mesmo sem atmosfera, satélite parece contar com um certo grau de blindagem contra partículas do espaço
Divulgação/Nasa
Imagem da Lua feita pela sonda americana Clementine
Cientistas descobriram um novo tipo de interação do vento solar com corpos sem atmosfera do Sistema Solar. Regiões magnetizadas, chamadas anomalias magnéticas, localizadas principalmente no lado oculto da Lua, parecem repelir fortemente o vento solar, protegendo a superfície do satélite. A descoberta poderá ajudar a compreender a formação de água na camada superior da Lua. Corpos sem atmosfera interagem com o vento solar - um fluxo de fragmentos de átomos soprado pelo Sol - de forma muito diferente da Terra. Suas superfícies estão expostas ao vento sem nenhum tipo de proteção, como a que a Terra recebe de sua atmosfera e campo magnético. Isso faz com que astros como a Lua sofram desgaste causado pelo impacto constante de micrometeoritos e das partículas do vento, formando uma superfície irregular chamada rególito. Pesquisadores imaginavam que todo o vento solar que chegava à Lua acabava interagindo com o rególito. No entanto, explorações recentes realizadas pelas sondas Chang'e 1 (da China), Kaguya (Japão) e Chandrayaan 1 (Índia) revelaram uma interação mais complexa. Um fluxo significativo de partículas de alta energia foi encontrado partindo da superfície lunar, efeito provavelmente causado pela reflexão do vento solar pelo rególito. "Esses resultados podem mudar dramaticamente o modo como entendemos a interação do vento solar com o rególito", disse Yoshifumi Futaana, do Instituto Sueco de Física Espacial.  "Como o vento solar é uma fonte potencial de água na Lua, precisamos de modelos melhores da circulação de hidrogênio lunar para entender como as moléculas de água se formam nas camadas superiores", disse Futaana. A pesquisa atual foi realizada com um instrumento a bordo da nave indiana Chandrayaan 1. Quando a sonda sobrevoou uma anomalia magnética da Lua, os cientistas encontraram muito menos átomos de hidrogênio refletidos pela superfície, o que pode significar que o vento solar não chegou a atingir a Lua nessa área. O vento solar, nesse caso, parece ter sido repelido por um aglomerado de anomalias magnéticas no hemisfério sul do lado oculto.
Fonte:Estadão

Supercomputador simula como seria o Sistema Solar visto de longe

Falha na poeira do cinturão de Kuiper denunciaria o planeta Netuno para um observador alienígena

Simulação de como um ET veria a poeira do Sistema Solar atual, em luz infravermelha. NASA/Goddard/Marc Kuchner e Christopher Stark
Novas simulações de supercomputador rastreando interações de milhares de grãos de poeira mostram como o Sistema Solar pode parecer para um astrônomo alienígena em busca de planetas. Os modelos também oferecem um vislumbre de como essa visão pode ter mudado à medida que o Sistema Solar amadureceu. "Os planetas podem ser muito tênues para serem vistos diretamente, mas alienígenas que estudassem o Sistema Solar poderiam descobrir facilmente a presença de Netuno, já que sua gravidade abre um vão na poeira", disse, em nota distribuída pela Nasa, o astrofísico Marc Kuchner, que encabeçou o estudo. "Esperamos que nosso modelo ajude a encontrar planetas do tamanho de Netuno em volta de outras estrelas". A origem da poeira é o cinturão de Kuiper, uma área além de Netuno onde milhões de corpos congelados - incluindo Plutão - orbitam o Sol.  Cientistas acreditam que a região é uma versão mais velha e reduzida dos discos de detritos que atualmente são observados em órbita de estrelas como Vega e Fomalhaut.
© NASA (simulação da trajetória de Netuno)
"Nossas simulações também permitem ver como a poeira do cinturão de Kuiper era quando o Sistema Solar era muito jovem", disse Christopher Stark, que foi colega de Kuchner na Nasa.
Objetos do Kuiper ocasionalmente colidem entre si, e esse processo de choque após choque produz uma frota de partículas de poeira. Rastrear como essa poeira viaja pelo espaço não é tarefa simples, porque as partículas estão submetidas a uma série de forças além da gravidade, como a pressão do vento solar.  As partículas também colidem entre si, o que pode destruí-las. Um artigo científico com os novos modelos, os primeiros a incluir os efeitos das colisões entre grãos, foi publicado no Astronomical Journal. Com a ajuda de um supercomputador, os pesquisadores acompanharam 75.000 partículas de poeira durante a interação com os planetas exteriores, a luz do Sol, o vento solar e umas com as outras. A partir dos dados resultantes, foram criadas imagens sintéticas representando visões em infravermelho do Sistema Solar visto de longe. Por conta de efeitos gravitacionais, Netuno lança partículas próximas em órbitas específicas, o que cria uma zona limpa perto do planeta, além de áreas de maior concentração de grãos em pontos de sua trajetória.
Fonte: Estadão

24 de set de 2010

Um enxame de buracos negros


Você nunca viu tantos buracos negros? Nem eu. Nem ninguém antes! Esta panorâmica da região de Bootes (a Constelação do Boiadeiro) obtida pelo telescópio. Chandra foi montada a partir de 126 exposições de 5.000 segundos cada. As exposições foram tomadas de modo que cada uma delas foi “colada” à seguinte, formando um mosaico. Esta é a maior composição de imagens já feita pelo Chandra! Para se ter uma idéia do tamanho desta imagem no céu, a Lua Cheia aí ao lado do mosaico dá uma noção. Cada pontinho colorido nesta imagem revela um núcleo ativo de galáxia (AGN, na sigla em inglês). Estes AGNs são na verdade, buracos negros rodeados por um toro de poeira e gás (uma rosquinha de poeira e gás) que estão engolindo matéria (a poeira e gás, não rosquinhas!). Dependendo do ângulo de visão, podemos ver estes toros por cima, sem poeira no caminho, ou de perfil, através da poeira. Isto dá origem a duas classes de AGNs, os não-obscurecidos e os obscurecidos, respectivamente. Os obscurecidos, dependendo do ângulo que são vistos possuem diferentes quantidades de material na linha de visão, mostrando “assinaturas” diferentes para quem observa. As duas classes podem ser caracterizadas por observações e cada uma delas possui características próprias que permitem discriminar uma da outra. Esta imagem do Chandra faz parte de um esforço que envolve ainda mais três observatórios, com imagens no óptico e no infravermelho. Este esforço todo tem como objetivo estudar os buracos negros justamente no período em que eles estão crescendo, dando novas pistas sobre o ambiente ao seu redor. Esta imagem foi codificada da seguinte maneira: a cor vermelha representa emissão de raios X de baixa energia, a cor verde os raios X de média energia e a cor azul os de alta energia. Este estudo identificou mais de 600 AGNs obscurecidos e mais de 700 não-obscurecidos, todos eles a uma distância que varia entre 6 e 10 bilhões de anos-luz.
Créditos: Cássio Barbosa - G1

Nuvens de Poeira Próximas na Via Láctea

Algumas casas tem um ritual anual de limpar a casa para o início da primavera retirar toda a poeira acumulada nos móveis e em tudo mais. O Telescópio Espacial Hubble fotografou nós de poeira e gás na nossa Via Láctea. Essa poeira cósmica contudo não causa nenhum problema. Ela é na verdade uma concentração de elementos que são responsáveis pela formação de estrelas na nossa galáxia e através do universo. Esses nós negros de poeira e gás opacos são chamados de glóbulos de Bok e estão absorvendo a luz no centro da nebulosa de emissão próxima e da região de formação de estrelas conhecida como NGC 281. Os glóbulos recebem esse nome em homenagem a Bart Bok que propôs a sua existência na década de 1940.
Créditos:Ciência e Tecnologia

Telescópio mostra detalhes de berçário de estrelas

E para voltar, olha só o que o observatório Gemini andou aprontando. Esta é uma imagem da região de M42, a Nebulosa de Órion. Ela é o berçário de estrelas de alta massa mais próximo de nós, está uns 1.500 anos luz de distância e por isso ela é incessantemente estudada.
Esta imagem mostra em detalhes bolhas de gás que foram disparadas violentamente da região por causa da presença de estrelas de alta massa. Essas bolhas têm o tamanho da órbita de Plutão e estão a uma velocidade de 400 quilômetros por segundo (mais de mil vezes a velocidade do som). A “cauda” que as acompanham (também chamada de dedos) tem em torno de um ano luz de comprimento. Essas bolhas hipersônicas foram descobertas em 1983 e só em 1992 imagens obtidas no infravermelho mostraram que elas foram disparadas violentamente de dentro da nebulosa. Esta imagem, todavia, foi obtida recentemente pelo telescópio Gemini Norte com o uso de um instrumento especial chamado Altair. Este instrumento possui um canhão laser de alta potência que dispara um feixe na direção do alvo estudado (mas não exatamente em cima!). Este laser excita uma camada de gás sódio a uns 90 km de altitude que brilha como uma estrela artificial. Esta estrela é então imageada por sensores no telescópio que medem a distorção provocada pela atmosfera. Estas distorções são originárias da turbulência da alta atmosfera e deixam as imagens borradas. São compensadas em tempo real. Esta técnica chama-se óptica adaptativa e faz com que as imagens finais sejam tão boas (às vezes até melhores) que as imagens do Hubble, que está acima da atmosfera. As bolhas em Órion, aparecem como a parte azul na ponta dos “dedos”. Essa cor azul vem da emissão de ferro presente no gás e que foi aquecido a uns 5.000 graus Celsius pelo choque no impacto entre o gás ejetado e o meio interestelar. Já a coloração alaranjada nas bordas dos dedos vem das moléculas de hidrogênio que são aquecidas a 2.000 graus Celsius. Estas bolhas são relativamente jovens, devem ter menos de mil anos desde sua ejeção e ainda não têm uma explicação razoável de como elas foram criadas.
Fonte:G1

Um Espalhamento Inesperado da Luz – Astrônomos Detectam Novo Fenômeno Que Pode Ajudar no Entendimento Sobre o Nascimento de Estrelas e Planetas

Esta série de imagens do Spitzer Space Telescope da NASA mostra uma massa escura de gás e poeira, chamada de núcleo, onde novas estrelas e planetas, provavelmente, surgirão. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / Observatoire de Paris / CNRS
 
Astrônomos descobriram um novo fenômeno cósmico, chamado de “coreshine”, que está revelando novas informações sobre como as estrelas e planetas se formam. Os cientistas usaram os dados do Telescópio Espacial Spitzer da NASA para medir a luz infravermelha defletida por núcleos, casulos frios e escuros onde estrelas jovens e sistemas planetários estão se formando. Esse efeito “coreshine”, que ocorre quando a luz de uma estrela próxima rebate no núcleo revela informações sobre a sua idade e consistência. Em um novo artigo publicado no dia 24 de Setembro de 2010 na Science, a equipe relata a descoberta do “coreshine” através de dezenas de núcleos negros. 

“Nuvens escuras na nossa Via Láctea, longe da Terra, são enormes lugares onde as novas estrelas estão nascendo. Mas elas são obscurecidas por uma espessa camada de poeira e nós não podemos ver o que acontece em seu interior”, disse Laurent Pagani do Observatorie de Paris e do Centre National de la Recherche Scientifique, ambos na França.

“Nós encontramos uma nova maneira de detectá-los. Eles são como fantasmas pois nós os observamos e também observamos através deles”. Pagani e sua equipe observou primeiro um caso do fenômeno “coreshine” em 2009. Eles ficaram surpresos ao verem que a luz de uma estrela estava sendo espalhada por um núcleo escuro na forma de uma luz infravermelha que o Spitzer poderia enxergar. Os astrônomos então pensaram que os grãos de poeira que constituem o núcleo eram muito pequenos para defletir a luz da estrela, em vez disso eles esperavam que a luz viajasse através deles.

A descoberta disse a eles que os grãos de poeira eram maiores do que se imaginava antes, aproximadamente 1 mícron ao invés de 0.1 mícron, um fio de cabelo humano tem em média 100 mícrons. Isso parece não fazer muita diferença, mas pode alterar significantemente os modelos que os astrônomos têm para a formação de planetas e estrelas. Por um lado, os grãos maiores significam que os planetas, que se formam de poeira circulando estrelas jovens e se aglomerando, podem tomar a sua forma mais rapidamente. Em outras palavras, a semente para a formação de um planeta pode ser formada antes quando a estrela está ainda em sua fase pré-embrionária.

Mas esse objeto particular observado em 2009 poderia ter sido uma casualidade. Os pesquisadores não sabem se o que eles encontraram era na verdade outra nuvem escura. No novo estudo, eles examinaram 110 núcleos escuros, e encontraram que metade deles exibia o efeito de “coreshine”.  A descoberta fornece então uma nova ferramenta não somente para estudar a poeira que constitui os núcleos escuros, mas também para acessar sua idade.

Os núcleos de formação de estrelas mais desenvolvidos terão os maiores grãos de poeira, então, usando essa ferramenta, os astrônomos podem de uma forma melhor mapear suas idades através de toda a Via Láctea. O efeito de “coreshine” pode também ajudar na construção de modelos tridimensionais dos núcleos, a luz defletida é espalhada de uma maneira que depende da estrutura das nuvens. Disse Pagani, “nós estamos abrindo uma nova janela no tema obscuro dos núcleos formadores de estrelas”.

As Maiores Luas de Saturno

A lua escura e bem definida Reia passa em frente à nebulosa Titã, nessa imagem feita pela sonda Cassini das duas maiores luas de Saturno. Réia está mais próxima da sonda nesta imagem. Para saber mais sobre o satélite Reia de Saturno vejam aqui, e para saber mais sobre Titã, pode-se acessar esse link. O terreno iluminado visto aqui está no lado de Saturno de Réia e Titã. A imagem foi feita na luz visível com a câmera de ângulo estreito da Cassini no dia 19 de Novembro 2009. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 1.1 milhão de que quilômetros de Reia e a fase do sistema Sol-Réia- Cassini tem um ângulo de 118 graus. A imagem foi adquirida a uma distância de aproximadamente 2.3 milhões de quilômetros de Titã sendo a fase do sistema Sol-titã-Cassini de 118 graus também. A escala da imagem é de 7 km/pixel para Réia e de 14 km/pixel para Titã.
Fonte: Ciência e tecnologia

Novas imagens da aurora de Saturno

Novas imagens artificialmente coloridas da aurora brilhante de Saturno, feitas ao longo de dois dias, estão ajudando os cientistas a entenderem o que causa alguns dos shows de luzes mais impressionante do Sistema Solar.As imagens são parte de um novo estudo que, pela primeira vez, extrai informações sobre as características da aurora de Saturno tomadas a bordo da nave Cassini da NASA. Os resultados preliminares foram apresentados pelo cientista Tom Stallard no Congresso Europeu de Ciência Planetária, em Roma. Nas imagens, o fenômeno da aurora varia significativamente ao longo de um dia de Saturno, que dura em torno de 10 horas e 47 minutos. Ao meio-dia e à meia-noite, a aurora pode ser vista iluminada por várias horas, sugerindo que o clareamento é conectado com o ângulo do Sol. Outra característica pode ser vista com a rotação do planeta, quando a aurora reaparece na mesma hora e no mesmo local, no segundo dia, sugerindo que ela está diretamente controlada pela orientação do campo magnético de Saturno. "As auroras de Saturno são muito complexas e nós estamos apenas começando a compreender todos os fatores envolvidos. Este estudo irá proporcionar uma visão mais ampla da grande variedade de características da aurora, e nos permitirá compreender melhor o que controla essas mudanças em sua aparência", diz Stallard.
As auroras ocorrem de forma semelhante às luzes do norte e do sul da Terra. Partículas do vento solar são canalizadas pelo campo magnético de Saturno para os pólos do planeta, onde eles interagem com partículas eletricamente carregadas na atmosfera superior e emitem luz. Em Saturno, no entanto, as características da aurora também podem ter relação com ondas eletromagnéticas geradas quando as luas do planeta se movem através do plasma que ocupa a magnetosfera de Saturno.
Créditos: Astro News

23 de set de 2010

Cinturão de Orion

As estrelas do Cinturão de Orion, encobertas por uma fraca nebulosidade.
Da esquerda para a direita: Zeta, Epsilon e Delta Orionis
 Alnitak, Alnilam, e Mintaka, são as três brilhantes estrelas azuis da esquerda para a direita (este para oeste) ao longo da diagonal nesta aguçada visão cósmica. Conhecidas também como o Cinturão de Órion, essas três estrelas supergigantes azuis são muito mais quentes e massivas que o Sol. Estas estrelas poderosas residem a cerca de 1.500 anos-luz da Terra. Alnitak, Alnilam, e Mintaka nasceram no bastante conhecido e estudado berçário estelar de Órion. A propósito, as nuvens de gás e poeira interestelar nesta região nos mostram alguns formatos intrigantes e surpreendentes tais como a nebulosa negra da Cabeça de Cavalo e a NGC 2024 – Nebulosa da Flama ao lado de Alnitak, à esquerda.
Fontes: atlas.zevallos.com.br
eternosaprendizes.com

Estrela Deneb

Alpha Cygni mais conhecida como Deneb é a estrela mais brilhante da constelação do Cisne, ou Cygnus, apesar de estar cerca de trinta vezes mais longe da Terra do que as restantes. É, ou foi, conhecida por vários outros nomes, entre os quais se contam Arided, Aridif, HR 7924, e HD 197345. Com uma magnitude aparente de 1.25, é a décima-nona estrela mais brilhante do céu terrestre. A magnitude absoluta de Deneb é de -7.2, o que a coloca entre as mais luminosas estrelas conhecidas. 

Deneb tem aproximadamente 201.550.000 km sendo então 145 vezes maior do que o Sol e 15800 vezes maior do que o planeta Terra, Deneb é também conhecida como alfa Cygni. O nome da estrela provém do termo arábico medieval Al Dhanab al Dajajah que significa a "cauda da galinha". Convém lembrar que os árabes davam o nome galinha à constelação Cygnus, daí aquele termo. Curiosamente as estrelas que compõem o Triângulo de Verão apresentam temperaturas superficiais similares na qual Vega é a mais quente com 9600 K (Kelvin) e Deneb a radiar a 8400 K.

Deneb é a estrela mais pálida do Triângulo de Verão com magnitude aparente 1,25. Deneb encontra-se em 19º lugar na lista das mais brilhantes (brilho aparente) do céu (contando com as estrelas do Hemisfério Sul), logo a seguir à estrela Becrux (beta Crucis - que é variável; da constelação Crux - Cruzeiro do Sul). A estrela situa-se a 2000 anos-luz de distância segundo catálogo Hipparcos (1997). Deneb é verdadeiramente uma das maiores estrelas da Galáxia, bem maior, por exemplo, que a conhecida Rigel mas de menores dimensões que os "monstros" estelares Betelgeuse e Antares.

Se a estrela tomasse o lugar do centro do Sistema Solar, a sua "superfície" estenderia à órbita da Terra. Longe de ser a maior estrela na Galáxia, Deneb é, no entanto, uma das maiores do seu género, ou seja, dentro da sua classe espectral e temperatura superficial. Também o Universo tem os seus "monstros". Caso a distância estabelecida esteja correcta, se a estrela em questão estivesse no lugar de Vega, Deneb brilharia quase tanto como uma Lua crescente em franco desenvolvimento! Trata-se de uma supergigante branco-azulada cujo tipo espectral é A2Ia. Vista com binóculo surge uma cor branca e não branco-azulada como Sirius e Vega.
Fonte:Wikipédia
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