31 de out de 2010

Estudo Encontra Elo de Ligação Entre os Canais Recentes de Marte e o Dióxido de Carbono

Uma quantidade crescente de imagens feitas pela sonda da NASA Mars Reconnaisance Orbiter revela que o tempo de uma nova atividade em um tipo enigmático de canais em Marte implica que o congelamento de dióxido de carbono, ao invés de água, é o agente causador dos fluxos recentes de areia. Os pesquisadores têm perseguido mudanças ocorridas nos canais ao invés de buscar por alterações nas dunas de areia em sete locais no hemisfério sul de Marte. Os períodos em que as mudanças ocorreram como determinados pela comparação de imagens feitas antes e depois, sobrepõem em todos os casos com o conhecido congelamento de dióxido de carbono em dunas durante o inverno. O par de imagens antes e depois que cobrem somente períodos de primavera, verão e outono não mostram essa nova atividade nas estações.
“Canais parecidos com os que são encontrados na Terra e que aqui são causados pelo fluxo de água, em Marte são diferentes, já que esse é um outro planeta”, disse Serina Diniega, principal autora do artigo que relata essas descobertas e que é publicado na edição de Novembro de 2010 da revista especializada Geology. Ela analisou esses canais enquanto era estudante na University of Arizona em Tucson e recentemente se juntou ao Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, California. “O momento que vimos pontos para o dióxido de carbono e se o mecanismo está associado ao congelamento do dióxido de carbono nessas dunas de canais pode ser verdade também para outros canais em Marte”.
Os cientistas têm sugerido várias explicações para os canais modernos em Marte, desde que os canais recentes foram descobertos em imagens feitas pela sonda da NASA Mars Global Surveyor em 2000. Alguns dos mecanismos propostos envolvem a água, alguns envolvem o dióxido de carbono e outros os dois elementos. Alguns canais recentes estão nas dunas de areia, normalmente começando em uma crista. Outros são desfiladeiros rochosos, como as paredes internas de crateras e algumas vezes começam na descida de um desses desfiladeiros.
Diniega e os co-autores na University of Arizona e no Applied Physics Laboratory da Johns Hopkins University em Laurel, Md, focaram seus estudos nos canais de dunas que são formados como canais rochosos nos desfiladeiros, com uma alcova no topo, um canal ou múltiplos canais no centro e um leque na parte inferior. Os 18 canais de dunas onde os pesquisadores observaram uma nova atividade varia de tamanho entre 50 metros a mais de 3 quilômetros de comprimento.
“A alcova é uma incisão no topo”, disse Diniega. “O material está sendo removido dessa parte e sendo despejado pelo leque na parte inferior”.
Pelo fato dos novos fluxos nesses canais acontecerem no inverno, ao invés de ocorrerem em épocas quando qualquer água congelada provavelmente derreteria, o novo artigo clama por estudos de como o dióxido de carbono no lugar da água poderia estar envolvido nesse fluxo. Algumas partes de dióxido de carbono da atmosfera marciana congelam no solo durante o inverno e sublimam de volta ao seu estado gasoso à medida que a primavera se aproxima. As dunas estudadas estão localizadas em 40 graus de latitude sul.
“Uma possibilidade é que um amontoado de dióxido de carbono congele se acumulando na duna tornando-se espesso o suficiente para gerar uma avalanche e assim trazer outros materiais com ele”, disse Diniega. Outra possibilidade de mecanismos sugeridos se dão conta que o gás do gelo sublimado poderia lubrificar os canais permitindo um fluxo de areia seca ou irromper em jatos com energia suficiente para acionar os deslizamentos de terra. Com a identificação sempre maior de números de localizações, imagens antes e depois têm documentada as mudanças dos canais marcianos. O novo artigo usa imagens da Mars Orbiter Camera a bordo da Mars Global Surveyor, que operou de 1997 a 2006 e da High Resolution Science Imaging Experiment (HiRISE) e a Context Camera que se encontram a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter que começou a examinar Marte em 2006.
“A Mars Reconnaissance Orbiter está permitindo valiosos estudos das mudanças sazonais ocorridas na superfície de Marte”, disse Sue Smrekar do Laboratório de Propulsão a Jato da NASA em Pasadena, California. “Um elemento chave para fazer o que tem sido feito é a capacidade de apontar de um lado para outro, assim os alvos prioritários podem ser analisados com mais frequência do que quando a sonda somente faz imagens do que está diretamente abaixo dela. Outra característica importante é o tempo de duração da pesquisa que usou dados desde 1997 com a Surveyor até hoje com a MRO”.

Planeta Gasoso

Planeta gigante de gás, Planeta gigante gasoso ou planeta gasoso é um grande planeta que não é principalmente composto de rocha ou outra matéria sólida. Existem quatro no sistema solar: Júpiter, Saturno, Urano e Neptuno.

Super Júpiter

   Uma concepção artística de 79 Ceti b, o primeiro planeta gigante extrassolar encontrado com massa inferior à massa de Saturno

Planetas extrassolares que possuem mais de 50 vezes a massa do planeta Júpiter, os super-Júpiteres são planetas gigantes gasosos cujo estado do gás que o compõe é semelhante ao estado do gás das estrelas anãs marrons (isto é, gás comprimido, devido à própria massa do planeta e consequentemente devido ao campo gravitacional do gigante de gás que exerce compressão sobre os átomos e moléculas do gás que compõe o planeta, de modo a exercer pressão no interior que aproxima os núcleos atômicos e as nuvens eletrônicas do gás, fazendo com que haja destruição parcial de núcleos atômicos, processo esse que gera radiação eletromagnética).
Esses planetas extrassolares são muito comuns, são os mais abundantes em relação a lista de planetas extrassolares até agora descobertos pelos astrônomos. Por terem semelhança com as anãs marrons muitas vezes eles podem ser classificados como estas, isto porque acima de 50 vezes a massa de Júpiter, na faixa de 60 a 70 massas de Júpiter, esses corpos celestes apresentarão um núcleo comprimido de modo suficiente para começar emitir radiação própria no espectro do infravermelho. Os super-Júpiteres são a transição entre planetas gigantes gasosos como Júpiter, Saturno, etc e anãs marrons que emitem radiação de maior frequência que ondas de rádio (visto que os gigantes gasosos emitem ondas de rádio por causa da presença de elétrons livres no núcleo de hidrogênio metálico desses planetas, esses elétrons em movimento geram um campo magnético intenso e emitem ondas de rádio)

Região central da nebulosa da Trífida (M 20)

                             Crédito: NASA, ESA, The Hubble Heritage Team (AURA/STScI).Telescópio: Hubble Space Telescope.
A nebulosa da Trífida, também designada por M 20 ou NGC 6514, é uma conhecida região de formação de estrelas da nossa galáxia situada a cerca de 9000 anos-luz de distância na direcção da constelação do Sagitário. Esta nova imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble permite-nos ver o centro da nebulosa, local onde se encontra um grupo de estrelas de elevada massa recentemente formadas. Estas estrelas iluminam o gás e a poeira, fazendo com que algumas regiões sejam esculpidas nas mais diversas formas devido à forte radiação ultra-violeta emitida por estas estrelas.

28 de out de 2010

Hubble revela NGC 2440

                                                         Crédito:NASA, ESA, e K. Noll (STScI)
Esta imagem de NGC 2440 mostra o "último grito" colorido de uma estrela como nosso sol. A estrela está terminando sua vida, lançando as suas camadas exteriores de gás, que formou um casulo ao redor do núcleo remanescente da estrela. A luz ultravioleta do astro moribundo faz o brilho do material. A estrela esgotada, chamada anã branca, é o ponto branco no centro.
Fonte: http://www.spacetelescope.org/images/heic0703a/

Discos em torno de estrelas jovens

Crédito: Karl Stappelfeldt (JPL) e colegas, John Krist (ST SIC), a Equipa WFPC2Science, Chris Burrows (ST SCI), ea NASA / ESA
 
fotos dos discos de poeira misteriosa cercam estrelas jovens estão dando os astrônomos um novo olhar sobre o que pode ser os primeiros estágios de formação dos sistemas planetários.

Reflexões Negras Reveladas Pelo WISE no Cruzeiro do Sul

O Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA registrou essa imagem colorida da nebulosa de reflexão conhecida como IRAS 12116-6001. Essa nuvem de poeira interestelar não pode ser vista diretamente na luz visível, mas os detectores do WISE observam a nebulosa no comprimento de onda do infravermelho. Em imagens de nebulosas de reflexão feitas com a luz visível, as nuvens de poeira refletem a luz de estrelas próximas. A poeira é aquecida pela luz das estrelas e então brilha na luz infravermelha que é então detectada pelo WISE. As nebulosas de reflexão são de interesse dos astrônomos pois elas são lugares onde ocorre uma freqüente formação de estrelas.

A estrela brilhante azul no lado direito da imagem é a estrela variável Epsilon Crucis. No sistema de Bayer da nomenclatura estelar, as estrelas recebem nomes com base em seu relativo brilho dentro da constelação. O alfabeto grego é usado para designar o aparente brilho das estrelas comparado com outras estrelas na mesma constelação. Desse modo, alfa é a estrela mais brilhante na constelação, beta é a segunda e assim por diante. Neste caso epsilon, é a quinta letra do alfabeto grego, então Epsilon Crucis é a quinta estrela mais brilhante na constelação da Crux. A constelação da Crux é uma constelação bem conhecida e pode ser facilmente observada no hemisfério sul da Terra e do hemisfério norte desde que em baixas latitudes. Conhecida como Cruzeiro do Sul, a Crux é destaque na bandeira de muitos países incluindo a Austrália, a Nova Zelândia e lógico na bandeira do Brasil.

As cores nessa imagem representam comprimentos de onda específicos da luz infravermelha. A cor azul da Epsilon Crucis representa a luz emitida em 3.4 e 4.6 micra. A coloração verde emitida além da Epsilon Crucis é emitida na luz a 12 micra. Essa estrela é a IRAS 12194-6007, uma estrela de carbono que está próxima do fim de sua vida. Pelo fato do comprimento infravermelho emitido por essa estrela ser maior que o da Epsilon Crucis ela é mais fria. As cores verde e vermelha vistas na nebulosa de reflexão representam a luz emitida em 12 e 22 micra e representam os grãos de poeira aquecido pelas estrelas próximas.

O Telescópio Espacial Spitzer Encontra Fulerenos Flutuando Entre as Estrelas

Pouco depois de descobrir fulerenos ao redor de estrelas com uma certa idade, o Telescópio Espacial Spitzer da NASA detectou essas intrigantes moléculas em forma de boa de futebol no espaço interestelar pela primeira vez. Com esses novos resultados, os fulerenos clamam o registro de ser a maior molécula já descoberta flutuando entre as estrelas. As propriedades únicas dos fulerenos que fizeram dessas partículas arredondadas uma área quente de pesquisa aqui na Terra também oferece algumas possibilidades animadoras para a química cósmica. “Fulerenos são moléculas de carbono na forma de uma gaiola e elas são muito compactas e difíceis de serem destruídas”, disse Kris Sellgren, professora de astronomia na The Ohio State University em Columbus, Ohio. Ela notou que embora a vida se forme com uma única molécula de DNA, “átomos simples ou pequenas moléculas podem ficar aprisionadas e podem sobreviver dentro dessa gaiola enquanto que os fulerenos viagem através das duras condições do espaço”. Dessa maneira, os fulerenos podem fornecer uma mensagem química dentro de uma garrafa, preservando registros do gás presente no ambiente estelar e interestelar. A detecção de fulerenos no espaço interestelar também revela que moléculas relativamente grandes podem persistir e talvez se formarem no espaço difuso entre as estrelas. Sellgren e sua equipe, enquanto caçavam os fulerenos em dados infravermelhos captados pelo Spitzer, observaram duas nebulosas. Pistas dos fulerenos espaciais vieram primeiro em 1994, quando Foing e Ehrenfreund detectaram linhas de absorção que eles atribuíram a fulerenos perdendo elétrons. Esses fulerenos circunestelares foram detectados com o Spitzer. hostis do meio interestelar é um mistério ainda.
Uma outra proposição para a construção de fulerenos no espaço é o bombardeamento de luz ultravioleta em grãos ricos em carbono. Experimentos na Terra demonstram que isso pode fazer com que os grãos construam moléculas incluindo fulerenos de carbono puro. As nebulosas que Sellgren e seus colegas estudaram se ajustam de maneira perfeita a essa hipótese como sendo uma fábrica de fulerenos.

Telescópio detectada abundância de buckyballs no espaço

Antes encontradas raramente no espaço, moléculas aparecem eo redor de estrelas e até em outra galáxia

                                     Moléculas em estrutura esférica foram encontradas junto a estrelas/Divulgação/JPL-Nasa
Uma molécula de carbono com o formato de bola de futebol, que alguns cientistas acreditam que podem ter ajudado a iniciar a vida na Terra, é mais comum no Universo do que se pensava.
Usando o Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, pesquisadores avistaram as esferas conhecidas como buckyballs ao redor de três estrelas moribundas semelhantes ao Sol na Via-Láctea, e também no espaço interestelar. O telescópio também viu as bolas flutuando ao redor de uma estrela moribunda numa galáxia próxima. Antes, o Spitzer havia encontrado buckyballs apenas em uma região do espaço.
As novas descobertas aparecem no periódico Astrophysical Journal Letters. Os cientistas esperam obter uma melhor compreensão do papel desempenhado pelas buckyballs no nascimento e na morte de estrelas e planetas.
Fonte: ESTADÃO

                                

Planeta com dois sóis é descoberto e levanta dúvidas sobre teorias espaciais

Lembra-se de Tatooine, o planeta com dois sóis, lugar onde Anakin Skywalker nasceu? Um planeta com duas estrelas “mães”, assim como Tatooine, foi descoberto. O problema é que essa descoberta acaba impactando as teorias sobre formação de planetas que conhecemos. O novo planeta é um gigante gasoso e ele fica muito próximo a duas estrelas para abalar a idéia de que a poeira e os gases que circulam as estrelas aumentariam o centro rochoso do planeta – então ele teria que ser, basicamente, uma grande rocha, mas não uma enorme bola de gás. A segunda estrela, para que nossas teorias anteriores estivessem corretas, deveria ter “soprado” o gás e a poeira do planeta gigante para longe, deixando apenas seu centro rochoso.
A nova descoberta mostra que uma teoria chamada de “colapso gravitacional”, antes conhecida como “alternativa” pode ser possível – regiões de poeira espacial densa poderiam formar planetas muito rapidamente e eles se manteriam no lugar através de sua própria força gravitacional.
O gigante recém-descoberto é do tamanho de Júpiter e fica em um sistema binário, a 49 anos luz de distância, na constelação de Lira. Mas ele não é o único planeta com dois sóis que conhecemos. Astrônomos já descobriram vários deles, provando que um por do sol duplo, como visto em Star Wars (foto), pode ser um fenômeno real. No entanto, ele é o único gigante gasoso descoberto nessa situação.
Créditos: Luciana Galastri - hypescience.com

Meteoros pequenos ameaçam mais que os grandes

Se você preocupa-se com corpos celestes que possam cair sobre nossa atmosfera, vamos fazer um esclarecimento. Quando falamos em asteróides, as grandes ameaças não são as grandes pedras. Pelo contrário; astrônomos explicam que os maiores danos na Terra, se acontecerem, são causados por pequenos meteoritos. Acredita-se que tenha sido esse o caso do chamado “Evento de Tunguska”, que aconteceu em 1908. Na ocasião, uma gigantesca bola de fogo foi avistada no céu, seguida por maciça e desconhecida explosão. O impacto arrasou uma região da Sibéria (Tunguska é o lago onde supostamente teria caído o meteoro), felizmente desabitada, e cientistas crêem ter sido o impacto de um meteorito. A teoria não é unânime por falta de provas concretas: não foi achada nenhuma cratera no chão que pudesse indicar exatamente o ponto em que o meteoro caiu, e suposições semelhantes ainda são motivo de discussão. Um dos aspectos que tornam os pequenos meteoros é o fator surpresa. São mais difíceis de detectar, e causam destruição desproporcional às previsões. E esse fenômeno não é tão raro quanto parece: ano passado, uma ilha da Indonesia foi alvo de um meteorito que causou um impacto equivalente a uma explosão de 110 toneladas de TNT. A cada 12 anos, em média, é registrado um evento como esse na Terra.
O mecanismo de tais meteoritos é o que os americanos chamam de “air buster”. Ao invés de causarem impacto ao cair no chão, explodem no ar e amplificam sua devastação (este é o princípio, por exemplo, da bomba atômica), mas por sorte os maiores incidentes, até hoje, aconteceram em áreas quase desabitadas. Os cientistas afirmam que, estatisticamente, nosso próximo contato com um corpo celeste será dessa maneira. Resta torcer para que não caia no meio de uma cidade.

27 de out de 2010

Estrela de nêutrons têm massa superior à prevista pela teoria


A maior estrela pulsante observada ainda lança dúvidas sobre as teorias de matéria exótica.
                              pulsos de rádio de uma estrela de nêutrons sugerem partículas exóticas são asbent do seu núcleo.
                                                                                          Bill Saxton, NRAO / AUI / NSF
Astrônomos anunciam na edição desta semana da revista Nature a descoberta da estrela de nêutrons com duas vezes a massa do Sol. Trata-se da estrela do tipo mais maciça já encontrada e, segundo os autores do artigo que escreve o achado, permite descartar uma série de teorias a respeito da composição desse tipo de astro. Estrelas de nêutrons são resquícios de estrelas que explodem como supernovas. Com uma massa gigantesca concentrada numa esfera com diâmetro em torno de 12 quilômetros, esses corpos têm seus prótons e elétrons esmagados uns de encontro aos outros, convertendo-se em nêutrons. Uma estrela desse tipo pode ser muito mais densa que um núcleo atômico, e uma colher de chá de material de estrela de nêutrons pesaria milhões de toneladas.

"A medição da massa tem implicações para a compreensão de toda a matéria em densidades extremamente altas e muitos detalhes da física nuclear", disse, em nota, um dos autores do estudo, Paul Demorest, do Laboratório Nacional de Radioastronomia dos Estados Unidos. Os pesquisadores usaram um efeito da Teoria da Relatividade Geral de Einstein para medir a massa da estrela de nêutrons, um pulsar chamado PSR J1614-2230, que é orbitado por uma anã branca. O par fica a cerca de 3.000 anos-luz da Terra. À medida que a órbita faz a anã branca cruzar a linha de visão entre a Terra e o pulsar, as ondas de rádio que partem da estrela de nêutrons têm de passar muito perto da estrela companheira. A gravidade da estrela anã causa uma distorção no espaçotempo que afeta as ondas.

 Esse efeito permitiu que a massa das duas estrelas fosse medida. Os pesquisadores esperavam que a estrela de nêutrons tivesse uma vez e meia a massa do Sol (Limite de Chandrasekhar), mas determinaram que ela tinha, na verdade, o dobro da massa solar.  Esse excesso de massa muda a compreensão da composição da estrela. Alguns modelos teóricos propõem que, além de nêutrons, a estrela poderia conter algumas partículas menos comuns, chamadas híperons, ou condensados de káons. Outra implicação, que será publicada no Astrophysical Journal Letters, indica que a estrela não pode conter quarks livres. Quarks são as partículas que compõem prótons e nêutrons. Se houver quarks no núcleo da estrela de nêutrons, eles não podem estar livres, mas devem estar interagindo fortemente entre si, como fazem no núcleo atômico.

Aglomerado globular M4

                                                                                   Credit:NASA/ESA and H. Richer
Perscrutando profundamente dentro de um aglomerado de várias centenas de milhares de estrelas, o Hubble da NASA / ESA descobriu o mais antigo aglomerado de estrelas extintas em nossa Via Láctea. Localizada no aglomerado globular M4, essas pequenas estrelas moribundas - chamadas anãs brancas - os astrônomos estão dando uma nova leitura sobre uma das maiores questões na astronomia: Qual a idade do universo? As antigas estrelas anãs brancas em M4 são aproximadamente 12 a 13 bilhões de anos. Após a contabilização do tempo que levou o grupo a se formar após o Big Bang, os astrônomos descobriram que a idade das anãs brancas concorda com as estimativas anteriores para a idade do universo.

3C 186: Um Precioso Aglomerado de Galáxias Identificado pelo Chandra

O Observatório de Raios-X Chandra da NASA observou um aglomerado de galáxias diferente que contém um núcleo brilhante de gás relativamente frio ao redor de um quasar chamado 3C 186. Esse é objeto mais distante já observado e poderia fornecer idéias sobre o processo de formação dos quasares e o crescimento de aglomerados de galáxias. Essa imagem composta do aglomerado ao redor do 3C 186 inclui uma nova imagem profunda do Chandra em azul, mostrando a emissão de gás ao redor do quasar pontual localizado próximo ao centro do aglomerado. O espectro de raios-X do Chandra mostra que a temperatura do gás cai de 80 milhões de graus nos subúrbios do aglomerado para 30 milhões no centro.

Essa queda de temperatura ocorre devido a intensa emissão de raios-X de gás frio. Os dados ópticos integrados são provenientes do telescópio Gemini em amarelo e mostra as estrelas e as galáxias presentes no campo de visão. O que faz esse aglomerado de galáxia particular e seu núcleo frio interessante é a sua idade. O 3C 186 está a aproximadamente 8 bilhões de anos-luz de distância da Terra, fazendo com que ele seja o aglomerado de galáxia mais distante conhecido com um núcleo proeminente e frio. Devido a sua grande distância o aglomerado está sendo visto quando o universo era relativamente novo, no mínimo com metade da idade atual. Observações prévias revelaram um grande número de aglomerados com núcleo frios em pequenas distâncias com relação a Terra, ou seja a menos de 6 bilhões de anos-luz de distância.

Poucos têm sido encontrados a distâncias maiores entre 6 e 8 bilhões de anos. Considerando a sua idade precoce o aglomerado de galáxia ao redor do quasar 3C 186 parece surpreendentemente bem formado. Uma explicação de por que poucos núcleos frios são observados a grandes distâncias é o fato desses aglomerados mais jovens possuírem uma alta taxa de fusão com outros aglomerados ou outras galáxias. Essas fusões destruiriam os núcleos frios. Quando agregado ao fato de que núcleos frios levam muito tempo para se formar essa seria uma boa razão pela qual eles são tão raros nos estágios iniciais de vida do universo. Pelo fato desse aglomerado somente ter sido encontrado através de uma pesquisa do Chandra de uma pequena amostragem de fontes de rádio, é possível que muitos objetos similares existam a essas grandes distâncias.

Se eles forem descobertos poderão ajudar a revisar nosso entendimento de como os aglomerados de galáxias se desenvolveram ao longo deste período da história do universo. Esse aglomerado de galáxia é também o mais distante já visto contendo um quasar. Somente mais um aglomerado de galáxia contendo um quasar brilhante teve um estudo detalhado da emissão de gás em ondas de raios-X e sua localização é muito mas próxima da Terra do que o 3C 186. Em princípio o gás frio próximo do 3C 186 pode fornecer combustível suficiente para suportar o crescimento de um buraco negro supermassivo, a fonte de energia do quasar. Esse objeto também fornece uma chance interessante de se estudar os efeitos de um quasar dentro do ambiente de um aglomerado de galáxia.

A energia gerada pelo buraco negro pode ser lançada no aglomerado não somente via potência mecânica em um jato, mas também pela radiação do quasar brilhante. Isso pode resultar em um vento poderoso que esquenta o gás ao redor e previne um esfriamento futuro. O aglomerado provavelmente é um ancestral dos aglomerados bem conhecidos e próximos como o Perseus e o MS 0735.6+7421, onde jatos energizados por um buraco negro central está cavando buracos no gás do aglomerado. O aglomerado aqui estudado é muito mais jovem e mais distante do que esses dois aglomerados e a fonte de rádio associada com o 3C 186 é menor e mais jovem do que a existente no Perseus e no MS 0735.6+7421.

O artigo que descreve os resultados foi publicado na edição de 10 de Outubro de 2010 do The Astrophysical Journal. A lista de autores é Aneta Siemiginowska, Douglas Burke e Thomas Aldcroft do Harvard Smithsonian Center for Astrophysics, Diana Worrall da University of Bristol, Reino Unido, Steve Allen do KAvli Institute for Particle Astrophysics and Cosmology na Stanford University, Jill Bechtold da University of Arizona e Tracy Clarke e Teddy Cheung do Naval Research Laboratory.
Fonte: Ciência e Tecnologia - http://cienctec.com.br
http://chandra.harvard.edu/

Galeria de Imagens - Galáxias Espirais

Seis magníficas galáxias espirais foram observadas sob uma nova luz pelo Very Large Telescope do ESO (VLT) no Observatório do Paranal, Chile. As imagens foram obtidas no infravermelho com a câmara HAWK-I e ajudarão os astrónomos a compreender como se formam e evoluem as extraordinárias formas espirais das galáxias. HAWK-I é uma das mais recentes e potentes câmaras montadas no Very Large Telescope do ESO (VLT). Trabalha no infravermelho, o que significa que muita da poeira que obscurece os braços em espiral das galáxias se torna transparente para estes detectores. Comparada com a anterior câmara infravermelha do VLT, ISAAC, a HAWK-I tem dezasseis vezes mais pixels e cobre uma área do céu muito maior de uma só vez. Utiliza tecnologia mais recente que a ISAAC e tem maior sensibilidade à radiação infravermelha fraca. A HAWK-I é ideal para estudar a enorme quantidade de estrelas velhas que compõem os braços em espiral, uma vez que consegue remover os efeitos confusos da poeira e do gás brilhante. As seis galáxias fazem parte de um estudo sobre a estrutura espiral liderado por Preben Grosbøl do ESO. Os dados foram adquiridos no intuito de tentar compreender as maneiras complexas e subtis pelas quais as estrelas nestes sistemas formam estruturas espirais tão perfeitas.
A primeira imagem mostra NGC 5247, uma galáxia espiral dominada por dois enormes braços, situada a 60-70 milhões de anos-luz de distância. A galáxia encontra-se de face para a Terra, fornecendo assim uma excelente vista da sua estrutura em espiral. Situa-se na constelação do zodíaco da Virgem.

A segunda galáxia na  imagem é Messier 100, também conhecida como NGC 4321, descoberta no séc. XVIII. É um bom exemplo de uma galáxia espiral de grande design - uma classe de galáxias com braços espirais muito proeminentes e bem definidos. A cerca de 55 milhões de anos-luz de distância, Messier 100 faz parte do enxame de galáxias da Virgem e situa-se na constelação da Cabeleira de Berenice (assim chamada devido à rainha do antigo Egipto Berenice II).

A terceira imagem é de NGC 1300, uma galáxia espiral com braços que se estendem a partir das pontas de uma barra central muito proeminente. Esta galáxia é considerada um protótipo das galáxias espirais barradas e situa-se a uma distância de cerca de 65 milhões de anos-luz, na constelação de Erídano.

A galáxia espiral na quarta imagem, NGC 4030, situa-se a cerca de 75 milhões de anos-luz de distância, na constelação da Virgem. Em 2007 Takao Doi, um astronauta japonês e também astrónomo amador, descobriu uma supernova - uma explosão estelar que se torna brevemente quase tão brilhante como a própria galáxia onde a explosão se dá - nesta galáxia.

A quinta imagem, NGC 2997, é uma galáxia espiral a cerca de 30 milhões de anos-luz de distância na constelação da Máquina Pneumática. NGC 2997 é o membro mais brilhante de um grupo de galáxias com o mesmo nome no Superenxame Local de galáxias. O nosso próprio Grupo Local, do qual faz parte a Via Láctea, é igualmente um membro do Superenxame Local.

Por último, mas não menos importante, NGC 1232 é uma bonita galáxia situada a cerca de 65 milhões de anos-luz de distância na constelação de Erídano. É uma galáxia classificada como uma espiral intermédia - algures entre espiral barrada e espiral sem barra. Uma das primeiras imagens que o VLT obteve foi precisamente uma imagem no óptico desta galáxia e da sua pequena companheira NGC 1232A.  A HAWK-I retorna agora a esta galáxia para obter uma vista diferente na banda do infravermelho. Tal como nos mostra esta galeria galáctica, a HAWK-I permite-nos observar a estrutura em espiral destas seis galáxias com extremo detalhe e com uma claridade apenas possível quando observada no infravermelho.

O Ponto Mais Alto da Lua

Seta indica o ponto mais alto na Lua, 10.786 metros (35.387 pés) acima do raio médio. Norte é para cima, elevação do Sol é 16 ° do horizonte, a imagem de 500 metros de largura, a partir M133865651L, R mosaico [NASA / GSFC / Arizona State University].]
Durante o curso da órbita da sonda Lunar Reconnaissance Orbiter, a equipe do LOLA vem observando como o ponto mais alto da Lua se torna cada vez mais alto. Não, a Lua não está se expandindo, mas como o perfil coberto pelo LOLA aumenta a cada mês então a chance aumenta de que a sonda passe sempre pelo mesmo ponto ou bem próximo a ele refinando cada vez mais as medidas. Uma vez que a equipe do LOLA seleciona uma pequena área, a equipe da LROC obtém imagens estereográficas para se ter medidas de mais alta resolução da elevação e das coordenadas desse ponto mais alto. Uma vez que essas imagens estão prontas, a equipe da LROC processa as imagens gerando um modelo digital de terreno ou um mapa topográfico.
Outro ponto de vista do ponto mais alto com o Sol ainda acima do horizonte (Sun ângulo de 48 °). A imagem é 500 metros de largura, a imagem M136226953 [NASA / GSFC / Arizona State University].
O ponto mais alto da Terra é o cume do Monte Everest que está a 8848 metros acima do nível do mar. O ponto mais alto na Lua é 1938 metros mais alto do que o da Terra e tem 10786 metros. Contudo existem algumas grandes diferenças entre os dois pontos. O Monte Everest é uma feição relativamente nova na Terra. Ele foi formado à medida que as placas tectônicas colidiram e empurraram uma quantidade de terra para cima, terra essa que antes era o assoalho oceânico o que ocorreu a 60 milhões de anos atrás. O ponto mais alto da Lua é muito antigo e foi possivelmente formado a partir de ejeção provenientes da enorme bacia Atiken no pólo sul durante o seu evento cataclísmico ocorrido a mais de 4 bilhões de anos atrás. Uma outra diferença fundamental entre os dois pontos mais altos é a inclinação. Os flancos do Monte Everest são bem inclinados, enquanto que na Lua a aproximação ao cume se dá a partir de inclinações de 3 graus. Essa diferença se dá devido aos dois mecanismos de formação serem bem diferentes.
LROC mosaico WAC da região ao redor do ponto mais alto lunar (seta). Engel'gradt (após Vasilij Pavlovich, astrônomo russo, 1828-1915) cratera tem 44 km de diâmetro, o norte está para cima, mosaico largura de 100 km [NASA / GSFC / Arizona State University].
À medida que a missão LRO progride o conhecimento da posição da sonda melhora a precisão na determinação da elevação e das coordenadas do ponto mais alto da Lua.

Fonte: http://lroc.sese.asu.edu/news/index.php?/archives/302-Highest-Point-on-the-Moon!.html

Hubble permite rastrear movimentos de 100.000 estrelas em aglomerado

O filme gerado permite projetar os movimentos previstos para os próximos 10.000 anos.
O Telescópio Espacial Hubble permitiu que, pela primeira vez, cientistas acompanhassem os movimentos individuais de mais de 100.000 estrelas no interior do aglomerado Omega Centauri, que contém mais de 10 milhões de estrelas em órbita de um centro de gravidade comum.
                                             Imagem da região central de Omega Centauri, feita pelo Hubble/HST/Nasa-ESA
Uma medição precisa do movimento das estrelas em aglomerados gigantes pode oferecer novas informações sobre como esses agrupamentos se formaram nos primórdios do Universo, e se um buraco negro de massa intermediária - com cerca de 10.000 vezes a massa do Sol - pode estar escondido entre as estrelas. Analisando imagens de arquivo feitas ao longo de um período de quatro anos, astrônomos fizeram as melhores medições já obtidas de mais de 100.000 habitantes do aglomerado. Trata-se do melhor levantamento já feito dos movimentos de estrelas em qualquer aglomerado. "É preciso programas de computador velozes e sofisticados para medir as minúsculas mudanças na posição das estrelas que ocorrem ao longo de apenas quatro anos", disse o astrônomo Jay Anderson, um dos autores do estudo. Os pesquisadores usaram imagens feitas pelo Hubble entre 2002 e 2006 para criar uma simulação do movimento das estrelas. O filme permite projetar os movimentos previstos para os próximos 10.000 anos.
Omega Centauri é um dos cerca de 150 aglomerados do tipo que existem na Via-Láctea. Trata-se do maior e mais brilhante da galáxia, e de um dos poucos que pode ser visto a olho nu.

26 de out de 2010

NGC 4945: uma prima não muito distante da Via Láctea

            NGC 4945 foi fotografada pelo equipamento Wide Field Imager do telescópio de 2,2 metros do ESO em La Silla no Chile
O ESO lançou uma nova imagem surpreendente da NGC 4945, uma galáxia espiral próxima, que muitos astrônomos julgam ter forte semelhança com a nossa galáxia, a Via Láctea. Embora vista de perfil, as observações sugerem que a NGC 4945 é uma galáxia espiral com braços espirais luminosos e a região central em forma de barra. Excluindo estas semelhanças, a NGC 4945 tem um centro mais brilhante que a Via Láctea, hospedando provavelmente um buraco negro supermassivo, que devora enormes quantidades de matéria e a lança furiosamente energia e matéria ionizada de volta para o espaço. Uma vez que a NGC 4945 se situa a apenas cerca de 13 milhões de anos-luz de distância, na constelação de Centauro, um pequeno telescópio já é suficiente para que os astrônomos amadores observem esta galáxia extraordinária. A designação da NGC 4945 corresponde ao seu número de entrada no New General Catalogue, compilado pelo astrônomo dinamarquês/irlandês John Louis Emil Dreyer na década de 80 do século XIX.

A descoberta da NGC 4945 foi realizada por James Dunlop, astrônomo escocês, em 1826, na Austrália. Essa nova imagem da NGC 4945 lançada pelo ESO, o Observatório do Sul Europeu, foi obtida pelo Wide Field Imager (WFI), instrumento montado no telescópio de 2,2 metros MPG/ESO no Observatório de La Silla, no Chile. Vista a partir da Terra, a NGC 4945 é visível sob a forma de um charuto, mas na verdade a galáxia é um disco largo, mas pouco espesso, com agrupamentos de estrelas e gás brilhante que se deslocam em movimentos espirais em torno do seu centro. Utilizando filtros ópticos especiais para isolar a cor da radiação emitida pelos gases quentes, como o hidrogênio, a foto mostra intensos contrastes, que indicam zonas de formação estelar.

Observações posteriores revelaram que a NGC 4945 possui um núcleo ativo, o que significa que o seu bojo central emite muito mais energia do que galáxias mais calmas, como a nossa Via Láctea. Os cientistas classificam a NGC 4945 como uma galáxia de Seyfert, de acordo com o astrônomo americano Carl K. Seyfert que, em 1943 publicou um estudo descrevendo as estranhas assinaturas da radiação emitida por alguns núcleos galácticos. Desde então, os astrônomos suspeitam que um buraco negro supermassivo em atividade cause a intensa agitação no centro das galáxias de Seyfert. Os buracos negros atraem gravitacionalmente gás e poeira, acelerando e aquecendo esta matéria atraída até que ela emita radiação de alta energia, incluindo raios gama, raios-X e radiação ultravioleta. As grandes galáxias espirais, como a Via Láctea, hospedam nos seus centros buracos negros supermassivos, embora muitos destes gigantes obscuros não estejam já se “alimentando” ativamente nesta fase de desenvolvimento galáctico. O buraco negro central da Via-Láctea é bem calmo em relação ao que está no centro da NGC 4945.

Com ajuda do Hubble, astrônomos conseguem prever o movimento futuro de estrelas

Com ajuda do telescópio Hubble, astrônomos conseguiram prever o movimento futuro de estrelas do aglomerado Omega Centauro. A distância entre um ponto e outro da estrela, estabelecido nesta concepção artística, equivale ao período de 30 anos Nasa/ESA/J. Anderson e R. van der Marel (STScI)
Astrônomos estão acostumados a observar o passado no espaço. Agora, cientistas utilizaram o telescópio espacial Hubble para olhar para o futuro. Observando o coração da Omega Centauro, um aglomerado globular na Via Láctea, eles calcularam como as estrelas vão se mover nos próximos 10 mil anos.
O aglomerado chama a atenção de observadores do céu desde que o astrônomo Ptolomeu o catalogou pela primeira vez, há 2.000 anos. Ele achava que a Omega Centauro era uma única estrela, quando na verdade a estrutura reúne cerca de 10 milhões delas.
As estrelas são tão próximas umas das outras que só com a visão afiada do Hubble foi possível olhar com mais profundidade para a essência da “colmeia” e medir o movimento das estrelas.
A medição precisa dos movimentos estelares pode trazer informações sobre como esses grupos de estrelas se formaram no Universo e também indicar se há algum buraco negro com massa 10 mil vezes maior que a do Sol entre elas. Analisando imagens de arquivo registradas durante quatro anos pelo Hubble, astrônomos fizeram a medição detalhada dos movimentos de mais de 100 mil residentes do aglomerado, a maior pesquisa do gênero.

Cinco Fatos Sobre a Missão EPOXI ao Cometa Hartley 2

O conceito deste artista mostra-nos pela primeira vez, Deep Impact encontrou um cometa - Tempel 1 em julho de 2005. Deep Impact, agora em uma missão prorrogada chamado EPOXI, voará pelo seu próximo cometa, Hartley 2, em 4 de novembro de 2010. Crédito da imagem: NASA / JPL-Caltech / UMD
Daqui a uma semana aproximadamente só se vai falar nisso, no dia 4 de Novembro de 2010 a missão EPOXI irá encontrar com o cometa Hartley 2, será a quinta vez que um encontro imediato será realizado entre uma sonda construída pelo homem e um cometa. Vamos aqui descrever cinco fatos importantes que são necessários saber sobre essa missão da NASA ao cometa e que irão nos preparar para uma próxima semana repleta de novidades.
1 – Essa é a quinta vez que os humanos terão um encontro em detalhe e a sonda Deep Impact fez seu quinto sobrevôo pela Terra em um domingo dia 27 de Junho de 2010.
2 – A missão atual chamada de EPOXI é na verdade uma reciclagem da sonda Deep Impact, que colidiu de forma intencional com o cometa Tempel 1 em 4 de Julho de 2005, revelando pela primeira vez o material que constitui as partes mais internas de um cometa. A sonda está agora se aproximando de seu segundo cometa o Hartley 2 o encontro deve ocorrer no dia 4 de Novembro de 2010. A sonda está usando novamente o mesmo conjunto de três equipamentos usados durante a missão Deep Impact: dois telescópios com imageadores digitais para registrar o encontro e um espectrômetro infravermelho.
3 – Embora o cometa Hartley 2 seja menor que o Tempel 1, o cometa anteriormente visitado pela Deep Imapct ele é muito mais ativo. De fato, os astrônomos amadores são capazes de ver o Hartley 2 em locais afastados da poluição luminosa com binóculos e com pequenos telescópios. Os engenheiros desenvolveram a sonda Deep Impact de modo que ela pudesse ao mesmo tempo apontar sua câmera para o cometa Tempel 1 enquanto a sua antena estava voltada para a Terra transmitindo as imagens e os dados registrados. No sobrevôo sobre o Hartley 2 isso não acontecerá. Ela não poderá fotografar o cometa e conversar com a Terra ao mesmo tempo. Os engenheiros então programaram a sonda para dançar ao redor do cometa. A sonda irá gastar uma semana se aproximando do cometa para fazer as imagens e coletar os dados, depois irá se afastar para enviar os dados para a Terra, e essa dança se repetirá várias vezes.
4 – Os cometas são importantes de serem estudados pois eles podem ajudar a entender como o Sistema Solar se formou e evoluiu. Os cometas são na verdade pedaços remanescentes dos blocos fundamentais que formaram o Sistema Solar e acredita-se que eles foram os responsáveis por semear a Terra em seu momento inicial de vida com água e compostos orgânicos. Quanto mais aprendemos sobre esses corpos celestes, na verdade mais estamos aprendendo sobre a história da Terra e do Sistema Solar.
5 – O nome EPOXI é um acrônimo híbrido para duas missões científicas: o Extrasolar Planet Observation and Characterization (EPOCh) e a Deep Impact eXtended Investigation (DIXI). A sonda continua com o nome original Deep Impact, o que mudou foi a missão que agora recebe o nome de EPOXI.

Direto das Profundezas da Galáxia



Embora pareça uma foto, não é. É o que chamamos de uma impressão artística. E essa impressão tem objetivo de mostrar como o aglomerado de estrelas Arches aparece a partir de um ponto de vista profundo da nossa Via Láctea. Escondido da nossa visão direta, esse massivo aglomerado localiza-se a 25000 anos-luz de distância da Terra e é o mais denso conjunto de estrelas jovens da nossa galáxia que se tem conhecimento. A ilustração foi feita com base nas observações em infravermelho feitas pelo Hubble e por telescópios baseados em Terra, que conseguem eliminar o efeito do núcleo empoeirado da galáxia e registrar imagens desse luminoso aglomerado com aproximadamente 2000 estrelas.
Image Credit: Artist's Concept/NASA/ESA/STScI

As Estrelas Que Nascem do Ninho da Águia


A águia tem aumentado: torre Estelar na Nebulosa da Águia. Crédito: ESA, NASA, e The Hubble Heritage Team STScI / AURA)
Parecendo uma criatura alada de contos de fada sobre seu pedestal, esse objeto é na verdade uma torre de gás frio e poeira que se levanta de um berçário estelar chamado de Nebulosa da Águia. A torre tem 9.5 anos-luz de altura, ou algo em torno de 90 trilhões de quilômetros de altura, ou seja, duas vezes a distância do Sol até a sua estrela mais próxima.As estrelas na Nebulosa da Águia estão nascendo em nuvens de hidrogênio frio que reside em uma vizinhança caótica, onde a energia das jovens estrelas esculpe essa paisagem como contos de fantasia no gás.

A torre pode ser uma incubadora gigante para essas estrelas recém nascidas. Uma corrente de luz ultravioleta de uma banda de estrelas quentes e massivas está erodindo o pilar. A luz das estrelas também é responsável por iluminar a superfície rugosa da torre. Faixas fantasmas de gás podem ser vistas fervendo a partir da superfície, criando uma nuvem ao redor da estrutura e destacando sua forma tridimensional. A coluna tem sua silhueta destacada contra o fundo de gás mais distante brilhante. A borda da nuvem de hidrogênio escura no topo da torre está resistindo a erosão, de maneira semelhante ao de uma mata nomeio de um campo de grama da pradaria que está sendo varrida pelo fogo.

O fogo queima rapidamente a grama, mas diminui quando ele encontra a mata densa. Nesta analogia celeste, as nuvens de gás hidrogênio e poeira sobrevivem mais do que seus arredores, perante uma explosão de luz ultravioleta do jovens estrelas quentes. Dentro da torre gasosa, as estrelas podem estar se formando. Algumas dessas estrelas podem ter sido criadas por um gás denso que colapsou com a gravidade. Outras estrelas podem estar se formando devido a pressão do gás que tem sido aquecido pelas estrelas vizinhas quentes. A primeira onda de estrelas pode ter iniciado a sua formação antes que o aglomerado massivo de estrelas começasse a emanar a sua luz.

O nascimento das estrelas pode ter iniciado quando regiões mais densas de gás frio dentro da torre começou a colapsar sobre o seu próprio peso feito de estrelas. Os saltos e dedos de material no centro da torre são exemplos dessas áreas de nascimento estelar. Essas regiões parecem menores mas elas são do tamanho do nosso sistema solar. As jovens estrelas continuam a crescer à medida que elas se alimentam de uma nuvem de gás circundante. Elas pararam de crescer abruptamente quando a luz do aglomerado de estrelas descobrem seus braços gasosos separando-os do seu fornecimento de gás.

Ironicamente, a luz intensa dos jovens aglomerados podem induzir o processo de formação de estrelas em algumas regiões da torre. Os exemplos podem ser visto em grandes aglomerados brilhantes e em forma de protuberâncias no topo da estrutura. As estrelas podem estar aquecendo o gás no topo da torre e criando frentes de choque, como pode ser visto pelo anel brilhante de material que delimita a borda da nebulosa no topo a esquerda. À medida que o gás aquecido se expande ele age como uma bateria empurrando contra o gás frio mais escuro.

A intensa pressão comprimi o gás fazendo com que seja mais fácil para as estrelas se formarem. Esse cenário pode continuar à medida que a frente de choque se move mais vagarosamente para baixo da torre. As cores dominantes na imagem foram produzidas pelo gás energizado pela poderosa luz ultravioleta do aglomerado. A cor azul no topo vem do oxigênio incandescente. A cor vermelha na região inferior é proveniente do hidrogênio incandescente. A imagem da Nebulosa da Águia foi feita em Novembro de 2004 com a Advanced Camera for Surveys a bordo do Telescópio Espacial Hubble da NASA/ESA

NASA afirma que grandes quantidades de água na Lua podem ser usadas

Recentemente, a NASA afirmou que há “oásis” de solos ricos em água que poderiam sustentar os astronautas na Lua.
Cientistas estudaram os resultados completos de uma experiência que colidiu um foguete e uma sonda em uma cratera lunar no ano passado. O impacto levantou grandes quantidades de rocha e poeira, revelando um conjunto de compostos químicos fascinantes, e muito mais água do que qualquer um imaginaria.
A NASA afirmou que cerca de 155 kg de vapor de água e água congelada se fundiram para fora da cratera. A análise dos pesquisadores sugere que 5,6% do peso do solo no local de impacto é água congelada.
Os astrônomos disseram que mesmo em pequenas concentrações dessas há potencial para muita água. E ela está sob a forma de grãos de gelo, o que é bom porque a água congelada é um recurso muito fácil de trabalhar. Só é necessário levá-la à temperatura ambiente para retirá-la da sujeira com facilidade. O foguete e a sonda da NASA alvejaram a cratera Cabeus, uma depressão profunda e escura no pólo sul da Lua, considerado um local com boas chances de haver gelo. O conjunto dos instrumentos utilizados nessa experiência determinou que 20% da poeira do local era feita de compostos voláteis, incluindo metano, amônia, gás hidrogênio, dióxido de carbono e monóxido de carbono. Além disso, os instrumentos observaram quantidades relativamente grandes de alguns metais, como sódio e mercúrio. Havia até sinais, embora minúsculos, de prata.
Segundo os cientistas, a água e a mistura de voláteis poderiam ser restos do impacto de cometas ou asteróides, e um número de substâncias químicas complexas e processos físicos estão trabalhando no ciclo e migração dessas substâncias em torno da Lua.
A água congelada não é distribuída uniformemente em todo o pólo sul. Pelo contrário, é mantida em bolsões. Alguns desses oásis são, como em Cabeus, encontrados em sombras onde instrumentos espaciais tem sentido temperaturas abaixo de 244° C negativos. Sob tais condições, o gelo permanecerá fixo durante bilhões de anos.
Mas a pesquisa indica que há, provavelmente, água congelada mesmo em áreas que recebem alguma luz solar durante o ano, desde que esta esteja enterrada no solo.
As regiões recém-descobertas são muito extensas. Segundo os cientistas, isso pode facilitar futuras explorações humanas ou robóticas na busca por uma compreensão do gelo lunar, bem como a sua potencial utilização como recurso. Em vez de ter de enfrentar o frio e o escuro em uma sombra permanente, eles poderiam pesquisar áreas mais convencionais, nas quais o sol brilha, pelo menos durante uma parte do ano, e através da escavação de uma pequena distância abaixo da superfície, ter acesso ao gelo.

Foto espacial: eclipse solar visto do espaço

O Observatório Solar Dynamics (SDO), da Nasa, capturou essa imagem incrível quando a Lua passou entre ela e o Sol. O eclipse é parcial, mas mesmo assim tem um efeito muito bonito.
Cientistas acreditam que a imagem vai além da beleza – eles pretendem usá-la para entender como a difração pode alterar a “visão” dos telescópios e corrigir esse efeito. A bordo do SDO está o Instrumento de Imagens Heliosísmicas e Magnéticas , que, como o nome já diz, mede campos magnéticos assim como ondulações na superfície do Sol causadas pela zona de convecção da estrela. Esses dados ajudam os astrônomos a compreender a influência do Sol sobre a Terra.
O SDO foi lançado pela Nasa em fevereiro desse ano, a bordo da Atlas V
Fonte:www.hypescience.com

25 de out de 2010

Preparando uma Revolução

A astronomia vive actualmente uma época dourada. As últimas décadas trouxeram descobertas fantásticas que impressionaram pessoas de todos os credos, desde os primeiros planetas extrasolares à aceleração do Universo, dominado ele próprio pelas ainda enigmáticas matéria escura e energia escura.
A Europa encontra-se na dianteira em todas as áreas da astronomia contemporânea graças particularmente, aos observatórios terrestres operados pelo ESO, a organização científica e tecnológica intergovernamental em astronomia. O presente desafio é consolidar e fortalecer esta posição em termos de futuro, o que será conseguido através do novo conceito revolucionário de telescópio terrestre, o European Extremely Large Telescope (E-ELT), que contará com um desempenho ordens de magnitude superior ao existente nos actuais observatórios. Um tal telescópio revolucionará, provavelmente, a nossa percepção do Universo, do mesmo modo que a luneta de Galileu o fez há 400 anos. O European Extremely Large Telescope, com um diâmetro de 42 metros encontra-se, neste momento, em fase de análise conceptual detalhada. A decisão final da construção está prevista para 2010, com o começo das operações científicas planeado para 2018. O “olho” do telescópio será quase do tamanho de metade de um campo de futebol em diâmetro e colectará 15 vezes mais radiação do que os maiores telescópios ópticos em funcionamente hoje em dia. O telescópio tem um inovador sistema de cinco espelhos, que inclui óptica adaptativa avançada para corrigir os efeitos da atmosfera turbulenta, obtendo imagens 15 vezes mais nítidas do que as obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. O espelho principal será constituido por quase 1000 segmentos hexagonais.

Os Primeiros Objectos do Universo

Ao investigar os objectos mais distantes, o E-ELT levar-nos-á a compreender melhor a formação dos primeiros objectos formados: estrelas primordiais, galáxias primordiais e buracos negros e suas interacções. Estudos de objectos extremos como os buracos negros tirarão grande proveito das capacidades do E-ELT, ajudando-nos a compreender melhor fenómenos dependentes do tempo que estão ligados aos vários processos em jogo nestes objectos compactos.
O E-ELT foi desenhado a pensar em estudos detalhados das primeiras galáxias e no seguimento da sua evolução através do tempo cósmico. As observações destas galáxias primordiais com o E-ELT ajudarão a compreender como é que estes objectos se formam e se desenvolvem. Além disso, o E-ELT será uma ferramenta única no inventário do conteúdo em mutação dos vários elementos no Universo em função do tempo e na compreensão da história da formação estelar em galáxias.
Um dos objectivos mais interessantes do E-ELT é a possibilidade de medir directamente a aceleração da expansão do Universo. Tal medida terá um enorme impacto no nosso conhecimento do Universo. O E-ELT também procurará as possíveis variações das constantes da física fundamental com o tempo. Uma detecção sem ambiguidades de tais variações terá consequências extraordinárias na nossa compreensão das leis gerais da física.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/astronomy/teles-instr/e-elt_rev.html

O European Extremely Large Telescope

O Maior Olho no Céu do Mundo
Os Telescópios de Enorme Dimensão são vistos a nível mundial como uma das maiores prioridades da astronomia feita a partir do solo. Eles irão proporcionar um enorme avanço do conhecimento na astrofísica em áreas como, o estudo detalhado de planetas extrasolares, os primeiros objectos do Universo, buracos negros supermassivos e a natureza e distribuição da matéria escura e energia escura, que dominam o Universo.
Desde o final de 2005 que o ESO, em conjunto com a comunidade europeia de astrónomos e astrofísicos que utilizam os seus telescópios, está a definir um novo telescópio gigante, instrumento necessário em meados da próxima década. Mais de uma centena de astrónomos de todos os países europeus se encontram envolvidos neste projecto, ajudando o Gabinete de Projectos do ESO a produzir o novo conceito, no qual o desempenho, custos, calendarização e riscos envolvidos foram cuidadosamente avaliados. Conhecido como E-ELT, sigla para European Extremely Large Telescope, este novo telescópio terrestre revolucionário terá 42 metros de diâmetro e será o maior telescópio óptico/próximo infravermelho do mundo: “o maior olho no céu”.
Com o inicio das operações previstas para 2018, o E-ELT abordará os maiores desafios científicos do nosso tempo, será pioneiro num vasto número de assuntos, incluindo a procura de planetas extrasolares do tipo da Terra, que orbitem na chamada zona de habitabilidade, zona onde será possível a existência de vida – o equivalente à procura do Santo Graal da astronomia observacional moderna. Efectuará igualmente “arqueologia estelar” em galáxias próximas, e dará contribuições fundamentais à cosmologia, medindo as propriedades das primeiras estrelas e galáxias e tentando desvendar a natureza da matéria escura e energia escura. Para além de tudo isto, os astrónomos esperam ainda desvendar novas questões que irão certamente aparecendo com as
novas descobertas do E-ELT.

O E-ELT fará avançar a astronomia de forma considerável. Com um diâmetro de 42 metros e utilizando o conceito de óptica adaptativa, o E-ELT liderá muitas descobertas importantes na área da astronomia.

Uma das missões do E-ELT será a procura de planetas extras-solares: planetas que orbitam outras estrelas. Este estudo incluirá, não só a descoberta de planetas com massas semelhantes à da Terra, através de medidas indirectas de movimentos não esperados por parte da estrela que está a ser perturbada pelos planetas que a orbitam, mas também através de imagens directas de planetas maiores e possivelmente da caracterização das suas atmosferas.
Além disso, o conjunto de instrumentos do E-ELT permitirá aos astrónomos investigar as primeiras fases de formação de sistemas planetários e detectar água e moléculas orgânicas em discos proto-planetários em torno de estrelas em formação. Ou seja, o E-ELT responderá a questões fundamentais relacionadas com a formação de planetas e aproximar-nos-á da resposta à pergunta: estaremos sozinhos? Para além do óbvio interesse científico, esta questão levará a um avanço extraordinário para a Humanidade.

O E-ELT em números

Diâmetro do espelho principal: 42 metros
Superfície de energia colectável: 1300 metros quadrados 
 42 metros de diâmetro

Com o seu espelho principal de 42 metros de diâmetro, este será o maior telescópio a observar na região do visível. Será quatro a cinco vezes maior que os actuais telescópios de última geração e poderá colectar cerca de 15 vezes mais radiação. Será também muito maior que os outros dois telescópios de grandes dimensões que estão a ser projectados, o Telescópio de 30 Metros (Thirty-Meter Telescope) e o Telescópio Gigante de Magalhães (Giant Magellan Telescope).

Quase 1000 segmentos

Não é possível nem aconselhável construir um espelho de tais dimensões numa só peça. Em vez disso, o espelho de 42 metros será composto por cerca de 1000 segmentos hexagonais, com cerca de 1.4 metros de largura e 5 cm de espessura. Todo o conceito do telescópio é, de facto, modular de tal forma que as peças podem ser fabricadas em grandes quantidades, reduzindo assim o custo de maneira drástica. Apenas esta concepção torna possível a construção do E-ELT dentro dum orçamento aceitável.
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