29 de nov de 2010

Hubble fotografa galáxia à beira de grande vazio cósmico

Estimativas do diâmetro do Vazio Local vão de 30 milhões a mais de 150 milhões de anos-luz
                                NGC 6503, com jovens estrelas em seus braços espirais/HST/Nasa-ESA
O nascimento de novas estrelas dá à galáxia NGC 6503 um brilho rosado, nesta imagem feita pelo Telescópio Espacial Hubble. Essa galáxia, uma versão reduzida da Via-Láctea, está à beira de um grande vazio espacial, onde existem poucas galáxias. A nova imagem dá especial destaque às zonas rosadas, que marcam onde estrelas surgiram recentemente nos braços espirais da galáxia. Embora tenha uma estrutura semelhante à da Via-Láctea, o disco de NGC 6503 tem diâmetro de apenas 30.000 anos-luz, ou cerca de 30% da envergadura de nossa galáxia. NGC 6503 fica a aproximadamente 17 milhões de anos-luz, na constelação do Dragão. Ela foi descoberta em 1864 pelo astrônomo alemão Arthur Auwers. A galáxia fica na beira de uma região deserta do espaço, chamada o Vazio Local. Os aglomerados de galáxias de Hércules, Coma e o Grupo Local de galáxias circunscrevem essa região vasta e muito pouco povoada. Estimativas do diâmetro do Vazio vão de 30 milhões a mais de 150 milhões de anos-luz.

Experimentos do LHC Trazem Nova Luz Para o Início do Universo

Após menos de três semanas depois de acelerar íons pesados, os três experimentos que estudaram a colisão de íons no LHC, o acelerador já quebrou novo paradigma sobre a matéria que deve ter existido nos primeiros instantes de vida do universo. O experimento ALICE, que é otimizado para o estudo de íons pesados publicou dois artigos apenas alguns dias depois de iniciar a aceleração de íons de chumbo. Agora, as primeiras observações diretas do fenômeno conhecido como apagamento de jatos foi feita tanto com colaborações do ATLAS como do CMS. Esse resultado é relatado em um artigo da colaboração ATLAS aceito ara publicação na revista especializada Physical Review Letters. Um artigo do CMS será lançado em seguida e é o resultado de todos os experimentos que serão apresentados em um seminário em 2 de Dezembro de 2010 no CERN.

Universo era líquido logo depois do Big Bang

Esta é uma imagem de uma colisão real de núcleos de chumbo, captada pelo experimento ALICE. Os riscos representam o caminho das partículas, os "cacos" que voam para todos os lados depois da colisão.[Imagem: Cern]

Universo líquido

Embora a referência seja sempre feita ao LHC, que é o acelerador como um todo, suas peças principais são os sensores que detectam os resultados dos impactos das partículas que colidem. São quatro aparelhos: ALICE (A Large Ion Collider Experiment), LHCb (LHC Beauty), ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid). Logo depois do Big Bang, nos primeiros instantes de sua existência, o Universo primordial não era apenas muito quente e denso, mas também tinha a consistência de um líquido. Este é o primeiro resultado dos mini Big Bangs criados pelo LHC. Os mini Big Bangs, reproduções em escala reduzida daquilo que deve ter acontecido quando nosso Universo foi criado, foram gerados quando íons de chumbo começaram a colidir depois de acelerados nos 27 km do anel do Grande Colisor de Hádrons. Os experimentos com átomos de chumbo começaram no último dia 7 de Novembro. A análise das primeiras colisões foi divulgada em dois artigos científicos divulgados preliminarmente, ainda não avaliados para publicação em periódicos revisados - embora os artigos sejam assinados por quase mil cientistas.

Plasma de quarks-glúons

O experimento ALICE, um dos quatro grandes detectores do LHC, desenvolvido especialmente para estudar os mini Big Bangs, detectou cerca de 18.000 partículas depois de cada colisão entre os íons de chumbo. Os cálculos indicam que os choques estão gerando temperaturas de até 10 milhões de graus.
A essas temperaturas, os cientistas calculam que a matéria normal derreta-se em uma espécie de "sopa" primordial, conhecida como plasma de quarks-glúons. Os primeiros resultados das colisões de chumbo já descartaram uma série de modelos da física teórica, inclusive aqueles que previam que o plasma de quarks-glúons criado nesses níveis de energia deveria se comportar como um gás.
Embora pesquisas anteriores, feitas no acelerador RHIC, nos Estados Unidos, em energias mais baixas, indicassem que as bolas de fogo produzidas em colisões de núcleos atômicos se comportassem como um líquido, muitos físicos ainda esperavam que o plasma de quarks-glúons se comportasse como um gás nas energias muito mais elevadas do LHC. Mas não foi isso o que aconteceu. "Estes primeiros resultados parecem sugerir que o Universo teria-se comportado como um líquido super-quente imediatamente após o Big Bang," diz o Dr. David Evans, coordenador do experimento ALICE.

Viscosidade do plasma

Outros pesquisadores, contudo, sugerem maior cautela. Peter Jacobs, outro membro da equipe, afirma que é muito cedo para traduzir as medições em uma afirmação taxativa sobre a viscosidade do plasma de quarks-glúons formado nas colisões do LHC. "Nossa medição do fluxo elíptico é final, mas serão necessárias muitas discussões com os teóricos antes que saibamos o que esses resultados significam em termos de viscosidade," diz Jacobs.
O detector ALICE foi especialmente projetado para estudar as condições do Universo primordial, logo depois do Big Bang. [Imagem: Cern]

A equipe também descobriu que, nessas colisões frontais de núcleos atômicos, produz-se mais partículas sub-atômicas do que alguns modelos teóricos previam. A bola de fogo resultante da colisão dura apenas um período muito curto de tempo, mas quando a "sopa" esfria, os pesquisadores são capazes de ver milhares de partículas saindo. É o caminho dessas partículas que é visto nas imagens. Analisando esses "detritos", os cientistas tiram conclusões sobre o comportamento da própria sopa.

Detectores do LHC

Embora a referência seja sempre feita ao LHC, que é o acelerador como um todo, suas peças principais são os sensores que detectam os resultados dos impactos das partículas que colidem. São quatro aparelhos: ALICE (A Large Ion Collider Experiment), LHCb (LHC Beauty), ATLAS (A Toroidal LHC Apparatus) e CMS (Compact Muon Solenoid).
Fonte:http://www.inovacaotecnologica.com.br






Correntes de Estrelas Sendo Devoradas Pela NGC 4216

Localizada a aproximadamente 40 milhões de anos-luz de distância da Terra, está a galáxia espiral que se apresenta de lado para nós, conhecida como NGC 4216. Essa galáxia tem aproximadamente o mesmo tamanho da Via Láctea, cerca de 100000 anos-luz de comprimento. Posicionada dentro do denso Aglomerado de Galáxias de Virgem, nessa foto aqui reproduzida a NGC 4216 aparece centrada na imagem e tem como companheiras outras duas galáxias também membros do Aglomerado de Virgem, a NGC 4206 (esquerda) e a NGC 4222. Como outras galáxias espirais, incluindo a Via Láctea, a NGC 4216 cresceu graças ao processo de canibalismo galáctico, ou seja, devorou as galáxia satélites menores que se localizavam na sua vizinhança gravitacional. Na verdade, essa imagem registra esse ato de canibalismo, onde galáxias satélites ainda distintas mostrando uma corrente de estrelas apagadas que se estende por milhares de anos-luz em direção ao halo da NGC 4216. Fazendo parte de um projeto que tem como objetivo caçar essas correntes de estrelas em galáxias espirais próximas, a imagem foi registrada com um pequeno telescópio e com uma câmera capaz de captar de forma convincente essas feições mais apagadas. A imagem abaixo mostra a mesma região só que mostra a imagem de forma negativa. Nesse caso as correntes de estrelas que alimentam a galáxia maior são facilmente visíveis e identificados como sendo faixas escuras em contraste com o fundo claro da imagem.

26 de nov de 2010

Sonda espacial confirma "ar" com oxigênio em lua de Saturno

Terra ganhou uma companheira na galeria dos corpos celestes com forte presença de oxigênio na atmosfera. Astrônomos anunciaram que Reia --segundo maior dos 62 satélites de Saturno-- tem o gás. Embora haja indícios claros da presença de oxigênio em outros planetas e satélites (como Europa, lua de Júpiter), a maioria dessas conclusões se baseia em observações indiretas, como as do Telescópio Espacial Hubble. Desta vez, a sonda não tripulada Cassini, da Nasa, conseguiu de fato coletar o gás. A descoberta será publicada numa edição futura da revista "Science". Para isso, ela sobrevoou o satélite a uma distância de apenas 97 quilômetros. Em termos espaciais, isso significa que o dispositivo "passou raspando" sobre a lua. A quantidade de oxigênio presente em Reia, no entanto, é muito inferior à que existe na Terra. A atmosfera detectada pela Cassini, composta de oxigênio e dióxido de carbono (CO2), é extremamente rarefeita, devido à baixa densidade e à massa pequena do satélite, entre outros fatores. A capacidade de um corpo assim conseguir reter gases e formar uma atmosfera, aliás, foi um dos aspectos que mais intrigaram os cientistas. Normalmente, os corpos celestes que possuem atmosfera costumam ser mais densos. A densidade do nosso planeta, por exemplo, é de aproximadamente 5,5 g/cm3, enquanto à de Reia não passa de 1,2 g/cm3. Isso significa que o satélite é apenas um pouco mais denso do que a água, que tem 1 g/cm3.

DESABITADO

Embora a composição química de Reia seja teoricamente favorável à vida --além do oxigênio recém descoberto, ela é composta principalmente de água no estado sólido--, o cientista que comandou o trabalho afirma que essa possibilidade é remota. "Todas as evidências da Cassini indicam que Reia é muito fria e desprovida de água em estado líquido, o que é necessário para a vida como a conhecemos", disse Ben Teolis, do Instituto de Pesquisa do Sudoeste, no Texas (EUA), em entrevista ao jornal britânico "Guardian".
Roberto Costa, professor do IAG (Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da USP), também duvida da existência de vida no satélite de Saturno."Essa descoberta não tem realmente nada a ver com vida. Saturno está fora do cinturão de habitabilidade. Ou seja, não tem água na fase líquida. Essas novas informações são realmente muito importantes, mas do ponto de vista do estudo da formação do Universo." Apesar de terem detectado a atmosfera, os cientistas ainda estão desenvolvendo (muitas) hipóteses para explicar sua formação. O oxigênio parece ser formado com a "quebra" do gelo presente no satélite, devido à influência magnética de Saturno. O dióxido de carbono também pode ter vindo do gelo, ou ainda ter sido depositado por materiais ricos em carbono que chegaram com o choque de minúsculos meteoros, entre outras possibilidades.

Detalhe da Nebulosa das Labaredas

É claro que a Nebulosa das Labaredas não está pegando fogo. Também conhecida como NGC 2024, a sugestiva coloração avermelhada da nebulosa é devido ao brilho dos átomos de hidrogênio na borda da gigantesca nuvem molecular de Orion que está localizada a aproximadamente 1500 anos-luz de distância da Terra. Os átomos de hidrogênio são ionizados, ou seja, têm seus elétrons retirados, e brilham à medida que os átomos e os elétrons são recombinados. Mas o que ioniza os átomos de hidrogênio? Nessa visão detalhada, a linha central escura de poeira de absorção interestelar mostra a sua silhueta contra o brilho do hidrogênio e na verdade esconde a verdadeira fonte da energia da Nebulosa das Labaredas dos telescópios que só captam a luz óptica. Atrás da linha negra está localizado um aglomerado de estrelas jovens e quentes, que podem ser vistos no comprimento de onda do infravermelho, uma vez que a radiação infravermelha consegue através essa densa nuvem de poeira. Uma estrela massiva e jovem neste aglomerado é provavelmente a fonte de radiação ultravioleta que ioniza o gás hidrogênio da Nebulosa das Labaredas.
Fonte: http://apod.nasa.gov/apod/ap101126.html

Quando seremos capazes de criar uma base lunar?

Até agora, a Lua provou ser um lugar terrivelmente difícil de visitar, mas nós realmente gostaríamos de viver lá. Apesar dos anos de planejamento, não conseguimos muito além de colocar os pés na Lua. E isso tem décadas.Muito menos estabelecer uma base de operações permanente.
Ainda assim, os benefícios de uma colônia lunar seriam muitos. Uma base lunar serviria como o primeiro passo para assegurar a existência da raça humana no longo prazo - para a exploração e colonização de locais mais afastados do Universo. Ela forneceria um ponto seguro a partir do qual poderíamos melhorar nossa tecnologia de voos espaciais, explorar a superfície lunar e expandir nossa compreensão científica. Além disso, o advento da indústria lunar poderia fornecer aumento da produção de energia, digamos extraindo Hélio 3 ou coletando energia solar, e construção de uma espaçonave eficiente, bem como servindo tanto como impulso econômico quanto como iniciativa unificadora para toda a humanidade. (Por outro lado, os recursos da Lua poderiam sempre fornecer outra desculpa para as nações brigarem umas com as outras.) Indústria, economia e unificação da raça humana são todas ótimas razões para estabelecer um assentamento na Lua, ainda que nenhuma delas tenha impulsionado a construção de uma operação permanente, como nos planos do exército americano de 1959 para uma base militar lunar ou nos planos propostos pelo ex-União Soviética para uma base lunar em 1962 (ambos com o combustível adicional da Guerra Fria).
Mais recentemente, a Nasa voltou atrás com os planos de 2006 para um rudimentar acampamento lunar que obviamente não deram em nada. A volta atrás se deu por dois fatores: tecnologia e vontade. Do ponto de vista puramente tecnológico, sabemos que podemos alcançar a Lua. Também possuímos o grande talento para começar a construir lá, possibilitando a dimensão e a escala para as atividades lunares evoluírem. A maioria dos especialistas, contudo, acredita que nossos métodos de alcançar a Lua têm que se tornar mais eficientes, em termos de custos, e mais efetivos, em termos de energia, para facilitar a operação em larga escala lá. Isso significa desenvolver veículo pesado para cargas grandes e aperfeiçoar veículos mais baratos e mais rápidos para missões em pequena escala, como exploração do local, testes de tecnologia e experimentos isolados. Tais avanços, contudo, ainda exigem um grande esforço, ou seja, suporte financeiro significativo. Para as indústrias privadas, essa necessidade requer potencial para lucro no curto e no longo prazo. Para programas espaciais do governo, requer suporte político significativo e, mais frequentemente, o suporte básico da população. No começo de 2010, a economia e a política dos EUA adiaram indefinidamente os últimos planos da Nasa para o estabelecimento de uma base lunar. Logo depois, contudo, a Agência de Exploração Espacial do Japão (JAXA) revelou planos de estabelecer uma base lunar em 2020. Na esfera privada, contudo, a competição Lunar X Prize, do Google, continua a avançar na tecnologia para naves espaciais lunares em pequena escala. Alcançar a Lua é comprovadamente um dos maiores feitos da humanidade e, de longe, o auge de nossas viagens aos mistérios do espaço. O tempo dirá exatamente quando e como nós juntaremos força de vontade e desenvolveremos tecnologia para ir além disso.

O que aconteceria se morássemos na Lua?

Qualquer pessoa que cresceu assistindo aos lançamentos do projeto Apollo em direção à Lua, na década de 1970, além do filme 2001: Uma odisséia no espaço (que estreou em 1968), ficou com a impressão de que haveria colônias na lua em qualquer dia desses. Levando em consideração que já faz mais de 30 anos e não houve nenhum progresso significativo, é seguro afirmar que não haverá colônia na Lua tão cedo. Mas ainda é uma idéia tentadora. Não seria legal poder viver, passar as férias e trabalhar na Lua?
Vamos supor que realmente gostaríamos de colonizar a Lua. Existem algumas necessidades básicas com as quais os colonizadores da Lua teriam que se preocupar se isso fosse uma espécie de plano de vida de longo prazo. As mais básicas incluem:

•ar respirável;
•água;
•comida;
•abrigo pressurizado;
•energia.

O ideal seria obter o máximo desses recursos da própria Lua, pois os custos de envio até lá são inacreditáveis - algo em torno de US$ 100 mil por quilo. Um litro de água pesa de 1 kg; então, custa US$ 100 mil para enviá-lo à Lua! Com esses números, você vai querer levar o mínimo de coisas possível e produzir o máximo de coisas que puder quando estiver lá. A obtenção de ar respirável, na forma de oxigênio, é razoavelmente fácil na Lua. O solo do satélite contém oxigênio, que pode ser extraído usando-se calor e eletricidade.  A água é mais complicada, mas agora existem algumas evidências de que pode haver água na forma de gelo enterrado no pólo sul da Lua. Se for verdade, poderia ser possível a mineração da água, o que resolveria muitos problemas. A água é necessária para se beber e irrigar, além de poder ser transformada em hidrogênio e oxigênio para uso como combustível de foguetes.  Mas se não houver água disponível na Lua, ela terá que ser importada da Terra. Uma forma de fazer isso seria enviar hidrogênio líquido da Terra à Lua e provocar uma reação com o oxigênio do solo da Lua para criar a água. Já que as moléculas de água são compostas de oxigênio (67%) e hidrogênio (33%), essa poderia ser a maneira mais barata de levar água à Lua. Como um benefício secundário, o hidrogênio pode reagir com o oxigênio em uma célula de combustível para criar eletricidade.
­ A comida também é um problema. Uma pessoa come em média 225 kg de comida desidratada por ano. Uma colônia inteira de pessoas precisaria de toneladas de comida. A primeira coisa que uma pessoa na Terra pensaria é "Plantar o alimento na Lua". Pensamos dessa forma porque aqui na Terra as substâncias químicas como o carbono e o nitrogênio estão disponíveis livremente na atmosfera, e os minerais, disponíveis no solo. Uma tonelada de trigo é feita de uma tonelada de carbono, nitrogênio, oxigênio, hidrogênio, potássio, fósforo e assim por diante. Para cultivar uma tonelada de trigo, você terá que importar todas as substâncias químicas que não estão disponíveis na Lua. Uma vez que a primeira plantação for cultivada, e desde que a população da colônia seja estável, as substâncias químicas poderão ser reutilizadas em um ciclo natural. A planta cresce, uma pessoa a consome e a excreta como resíduo sólido, líquido e dióxido de carbono no ar. Esses resíduos nutrem o próximo conjunto de plantas. Mas você ainda tem que levar toneladas de comida ou de substâncias químicas até a lua para dar início ao ciclo. ­ Na categoria dos abrigos, é provável que os primeiros sejam estruturas infláveis importadas da Terra; mas foram feitas muitas pesquisas sobre a possibilidade de se construir estruturas de cerâmica e metal criados na Lua. ­A geração de energia na Lua é um desafio interessante. Provavelmente seria possível instalar células solares na Lua, mas a luz do Sol estaria disponível somente parte do tempo. Como já mencionamos, o hidrogênio e o oxigênio podem reagir em uma célula de combustível para criar eletricidade. A energia nuclear é outra possibilidade, usando o urânio extraído na Lua. ­ Com todas essas informações, você pode começar a ver por que não há uma colônia na Lua - é complicado! Mas vamos imaginar que quiséssemos criar uma colônia auto-sustentável de 100 pessoas na Lua. Vamos supor ainda que, para começar a colônia, fossem enviados à Lua, por pessoa:

•a própria pessoa: 100 kg;
•o primeiro kit de comida (ou de substâncias químicas para cultivar alimentos): 250 kg;
•abrigo inicial e equipamento: 500 kg;
•equipamento de produção: 500 kg.

­ São aproximadamente 1,5 t por pessoa e 150 t para a colônia. Ao constatar que um ônibus espacial em órbita pesa aproximadamente 80t sem combustível, e levar em conta que as 100 pessoas estão indo viver na Lua com apenas os materiais encontrados em dois ônibus espaciais, você percebe como é extremamente otimista essa estimativa de peso. A US$ 100 mil por quilo, só os custos de envio chegariam a US$ 15 bilhões. No momento em que você separar os custos de projeto, desenvolvimento, materiais, treinamento, pessoal e administração, assim como as quantidades reais dos materiais que devem ser enviados e o tempo e dinheiro investidos apenas para colocar a Estação Espacial Internacional na órbita terrestre baixa, você verá que mesmo uma pequena colônia na Lua custaria centenas de bilhões, se não trilhões de dólares.
­ Quem sabe no próximo ano...

Asteróides - Rochas a viajar pelo espaço

                                            Crédito: R. Evans & K. Stapelfeldt (JPL), WFPC2, HST, NASA.
O Telescópio Espacial Hubble captou esta imagem de um asteróide a passar pela constelação do Centauro. O trajecto do asteróide é visível a azul, em contraste com o fundo branco estelar. Este asteróide tem cerca de 2 km de diâmetro e foi localizado a cerca de 140 milhões de kilómetros de distância da Terra. Os asteróides são pedaços de rocha a viajar pelo espaço. Muitos deles chegam até à Terra, a maior parte das vezes entrando na nossa atmosfera e desfazendo-se em pequenas partículas, formando meteoros. Se as suas dimensões forem significativas, estes poderão causar problemas no nosso planeta. Estima-se que a Terra sofra um impacto com uma rocha destas com 100 m de diâmetro de 1000 em 1000 anos. Um colisão com um asteróide de 1 km é ainda mais rara, embora as suas consequências possam ser a nível planetário, podendo mesmo ser responsável pela extinção de várias espécies, tal como se pensa ter acontecido há 65 milhões de anos atrás com os dinossauros.

A galáxia Andrômeda pode ter nascido de uma colisão

A mais próxima galáxia em espiral da Via Láctea, Andrômeda, nasceu quando duas outras pequenas galáxias colidiram, de acordo com cientistas. Pesquisadores de várias nações construíram uma simulação computadorizada da forma com que Andrômeda evoluiu. O resultado mostra que duas pequenas galáxias colidiram 9 bilhões de anos atrás. 5 bilhões de anos atrás elas se fundiram definitivamente, formando a nossa galáxia vizinha. As simulações foram feitas no Observatório Astronômico Nacional da China. Os cientistas usaram oito milhões de partículas para simular estrelas, gás e matéria escura. Segundo os pesquisadores, o estudo também pode fornecer informações úteis para entendermos melhor a formação da nossa própria galáxia. Segundo os cientistas, apesar de termos conseguido detectar galáxias muito distantes, ainda nos falta conhecimento sobre as mais próximas.

Via Lactea

A fotografia acima mostra toda Via Láctea. Nela estão identificadas algumas estrelas, note a grande nebulosidade do centro galático e as "nuvens escuras". A Via Láctea, aquela faixa leitosa que cobre o céu nas noite límpidas, é uma região muito rica em aglomerados e nebulosas. No começo das noites de inverno, praticamente na nossa vertical, localizamos a direção do centro galático, próximo a Sagittarius e Scorpius. Esta é talvez a região mais interessantes para ser contemplada com binóculos ou telescópios de pequenos aumentos. No começo das noites do outono a Via Láctea é também imperdível, principalmente nas proximidades da "Falsa Cruz", Crux e Ara. No começo das noites de verão vemos outra parte da Via Láctea bastante interessante nas constelações de Taurus, Orion e Canis Major.

A Mitologia da Via Láctea.
 
Sol (Helios)
Filho de Hiperíon e Basiléia. Afogado pelos Titans no rio Eridano, foi colocado no céu como o fogo sagrado.

Lua ( Selene)
 Filha de Hipérion e Tea. Matou-se ao saber que seu irmão, Helius, afogara-se no rio Eridano. Posteriormente ambos foram transportados para o Céu.

Mercúrio ( Hermes)
 Filho de Júpiter (Zeus) e Maia. Era o "mensageiro dos deuses". Não há, na mitologia, divindade que tenha tantas atribuições como Mercúrio: intérprete, ministro fiel dos demais deuses, principalmente Júpiter, condutor das almas dos mortos aos infernos e, vice-versa, quando necessário. O corpo somente morria quando Mercúrio cortava definitivamente os laços que uniam a alma ao corpo.Foi também considerado o deus da eloquência, dos comerciantes e dos ladrões. Mercúrio foi acusado de um grande número de furtos:o tridente de Netuno, flechas e bois de Apolo, espada de Marte, além do cinto de Vênus.

Vênus ( Afrodite)
Deusa da beleza e do amor. Nasceu da espuma do mar, fecundada pelo sangue de Urano. Ao nascer, foi conduzida pelo vento Zéfiro para o Olimpo, onde todos os deuses ficaram impressionados com sua beleza, principalmente Júpiter que quis tornar-se seu amante; Vênus recusou. Para puni-la, Júpiter fez com que se casasse com Vulcano, o mais feio dos imortais.

Terra (Gaia )
Uma das mais antigas divindades, e mãe dos primeiros deuses. Tellus Mater ou Terra Mater, a "Mãe Terra", era uma das divindades mais adoradas pelos romanos. No dia das núpcias a noiva a invocava.

Marte ( Ares ) 
Filho de Júpiter (Zeus) e Hera (Juno). É o deus da guerra feroz, sangrenta e brutal, ao passo que Minerva é a deusa da guerra conduzida com estratégia, habilidade e sabedoria. Dizem que a voz de Marte era mais estridente que a de 10 mil homens. Pelo seu gênio tornou-se odiado pormuitas divindades. Era também um deus pouco venerado na Grécia; Já em Roma, ao contrário, era considerado um deus nacional, talvez pela paternidade de Rômulo e Remo, fundadores de Roma.

Júpiter ( Zeus)
Filho de Saturno (Cronus) e Réia. É o deus supremo: reunia todos os atributos divinos, via e sabia de tudo. Castigava, mas também perdoava, protegiaos fracos e os suplicantes. Provocava chuvas, raios e trovões. Sua principal função era manter a harmonia e a ordem no mundo. Tomou o poderapós destronar seu pai, Saturno (Cronus). Júpiter teve muitos amores: Hera, Métis, Têmis, Dione, Níobe, Europa, Leda, etc. Era representado como um homem de barbas e cabelos longos, tendo numa das mãos um cedro e, na outra, os raios e, frequentemente, uma águia a seus pés.

Saturno ( Cronus )
Filho de Urano (Céu) e Gaia (Terra). Ocupou o trono paterno com o consentimento do irmão, Titã, cuja condição era não ter filhos do sexo masculino. Sendo assim, Sasturno ia devorando todos os filhos homens que iam nascendo. Entretanto, sua mulher Réia conseguiu salvar três: Júpiter, Netuno (Posseidon) e Plutão (Hades), substituindoós por pedras que Saturno engoliu. Ao saber que ele tivera três filhos, Titã se revoltou e destronou o irmão que foi aprisionado. Posteriormente Júpiter recuperou o trono para seu pai. Saturno não reconheceu o gesto de seu filho e foi novamente destronado por Júpiter, que exilouo pai na "Itália" onde foi coberto por honrarias. Seu reinado naquele pais ficou conhecido como Idade do Ouro, quando houve muita prosperidade e felicidade. Para lembrar esses tempos felizes, celebravam-se em Roma as Saturnais, festas que remontavam a um passado muito anterior á fundação da Cidade. Consistia, sobretudo, em representar a igualdade que primitivamente reinava entre os homens. Saturno é representado como um velho com uma foice. É considerado o deus do Tempo.

Urano ( Céu)
 Filho de Titéia. Desposou várias mulheres com as quais teve 45 filhos. Dos dezoito que teve com Titéia (sua mãe), os principais foram: Oceano, Titã e Saturno. Como Urano tivesse encerrado seus filhos em um abismo, Titéia fabricou uma foice e incentivou Saturno a se vingar do pai. Ao encontrá-lo desprevenido, cortou-lhe os órgãos genitais, mutilando-o, para que nunca mais pudesse gerar filhos. Do sangue que caiu sobre a terra, nasceram as Fúrias; do que caiu no mar, nasceu Vênus. Urano foi sucedido no trono por Saturno.

Netuno ( Posseidon )
Filho de Saturno e Réia, irmão de Júpiter e Plutão. No dia de seu nascimento foi devorado pelo pai, e retornou à vida graças às drogas que Métis deu a seu pai, que o regurgitou. Na partilha que os três irmãos fizeram, coube a Netuno o reino dos Mares. Júpiter exilou-o do Olimpo por ter conspirado contra ele. Posteriormente foi perdoado e recobrou antigos poderes. Severo e misterioso, esse deus infundia mais terror que veneração, o que é explicado pelo culto intenso que lhe foi dedicado na Grécia, país de navegantes

Via Láctea
Segundo os gregos, Zeus colocou seu filho recém nascido Héracles no colo de sua espôsa Hera, enquanto ela dormia, para ser amamentado, a fim de que o leite divino o tornasse imortal. Ao acordar, Hera afastou a criança violentamente por ser filho de Zeus com Alcmena. O leite derramado se espalhou pelo céu formando a Via Láctea. Héracles veio a tornar-se o mais célebre dos semi-deuses. Ficou famoso por uma série de façanhas extraordinárias.

25 de nov de 2010

Sonda da NASA Registra Avalanches de Rochas Que Ocorreram na Cratera Robinson na Lua

Encosta norte dentro da cratera Robinson. LROC NAC M114259768R, 0,52 m / pixel, a largura da imagem é 620 m, a luz do sol é do lado direito. direção da inclinação é de cima para baixo da imagem de Crédito: NASA / GSFC / Arizona State University
Uma cratera de impacto muda sua forma com tempo devido a vários processos de degradação, como escorregamentos de suas paredes, preenchimento com depósitos de ejeção de outros impactos e atividades vulcânicas. Avalanches de rochas como mostrada na figura também contribui para modificar a forma das crateras aos poucos.
Contexto mapa da cratera Robinson. centro da imagem é 314,0 ° E, 59,1 ° N. LROC WAC 100 m / mosaico monocromático px global sobreposta pela cor WAC DTM 500 m / px. A caixa azul corresponde à pegada da imagem de hoje NAC em destaque. Crédito: NASA / GSFC / Arizona State University
Múltiplas linhas formadas por frentes de fluxo nessa imagem evocam para a ocorrência de feições de fluxos líquidos Newtonianos, especialmente fluxos lamosos. Feições similares também tem sido encontradas em Marte e são interpretadas como representantes de fluxos lamosos recentes. A água não é estável na superfície da Lua, exceto talvez na forma de gelo e em crateras que estão permanentemente mergulhadas na sombra, então esses fluxos são secos por onde fluem na verdade rochas. Talvez, algumas dessas feições de fluxos em Marte que acredita-se sejam indicativos de fluxos lamosos, sejam na verdade, fluxos granulares secos.
Fonte: http://spacefellowship.com/news/art24034/rock-avalanche-in-robinson-crater.html

Poeira Estelar em Áries

Essa composição em poeira estelar cobre quase 2 graus no céu em uma região próxima à borda da constelação zodiacal de Aries localizada no plano da nossa galáxia, a Via Láctea. No canto inferior direito dessa magnífica paisagem celeste está a empoeirada e azulada nebulosa de reflexão que envolve uma estrela brilhante catalogada como van den Bergh 13 (vdB 13) localizada a aproximadamente 1000 anos-luz de distância. Nessa distância estimada, a pintura cósmica aqui reproduzida tem aproximadamente 30 anos-luz de comprimento. Também envolvida pelo brilho disperso e azul, a vdB 16 localiza-se no canto superior esquerdo, enquanto que uma nebulosa negra e empoeirada se espalha por toda a cena, principalmente na região central. Localizadas próximas da borda de uma grande nuvem molecular, elas podem esconder estrelas recém formadas e objetos estelares jovens chamados de protoestrelas dos olhos simples de telescópios ópticos. Em colapso devido a sua própria gravidade, as protoestrelas se formam ao redor de densos núcleos embebidos na nuvem molecular.

Astrônomos Pesquisam Filamentos Localizados Entre Ilhas de Galáxias

Os astrônomos têm registrado o sinal de uma galáxia incomum que tem iluminado com isso novos detalhes sobre uma ponte que conecta duas ilhas massivas do universo. A pesquisa foi em parte conduzida pela equipe do Telescópio Espacial Spitzer da NASA.

Leia matéria completa em: http://cienctec.com.br/wordpress/?p=6342

Galáxia Semelhante a uma Boneca Russa Revela o Verdadeiro Poder de Um Buraco Negro

                   A galáxia NGC 7793. Esta imagem combina raios-X e dados ópticos tomadas com três telescópios.
Seguindo um estudo que mostra o efeito de uma galáxia miniatura enterrada dentro de uma galáxia de tamanho normal – como uma boneca russa – os astrônomos usando o telescópio CSIRO concluiu que buracos negros massivos são mais poderosos do que se pensava antes.Uma equipe internacional de astrônomos liderada pelo Dr. Manfred Pakull da University of Strasburg na França descobriu o que ele chama de um microquasar – um pequeno buraco negro, com o peso similar ao de uma estrela, que emite jatos de ondas de rádio – emitindo partículas no espaço. Chamado de S26, o buraco negro se localiza dentro de uma galáxia regular conhecida como NGC 7793, que está localizada a uma distância de 13 milhões de anos-luz da Terra na direção da constelação do Sculptor. No começo de 2010 Pakull e seus colegas observaram o S26 com telescópios ópticos e infravermelhos, o Very Large Telescope do European Southern Observatory e o Telescópio Espacial Chandra da NASA. Agora eles fizeram novas observações com o rádio telescópio Compct Array do CSIRO. Essas observações mostram que o S26 é quase que um análogo perfeito de rádio galáxias e rádio quasares bem maiores. Rádio galáxias e rádio quasares poderosos estão quase que extintos atualmente, mas eles dominaram o início do universo há bilhões de anos atrás, como dinossauros cósmicos. Esse objetos possuem grandes buracos negros, bilhões de vezes mais massivos que o Sol, que emitem imensos jatos de rádio que se esticam por milhões de anos-luz espaço a dentro.
Os astrônomos estão trabalhando por décadas para entender como esses buracos negros formam esses gigantescos jatos e quanto da energia do buraco negro esses jatos transmitem. Esse gás é o material bruto para formação de estrelas e o efeito dos jatos em estrelas em formação tem sido debatido intensamente.
“Medir o poder dos jatos dos buracos negros, e então seu efeito de aquecimento, normalmente é uma tarefa difícil de ser feita”, disse o coautor do trabalho Roberto Soria da University College London, que fez as observações no comprimento de onda do rádio. “Com esse objeto incomum, um rádio quasar de miniatura em nosso quintal, nós temos a oportunidade única de estudar esses jatos energéticos”. Usando a combinação de dados ópticos, dados de raios-X e dados de rádio, os cientistas foram capazes de determinara quanto da energia desses jatos foi usada para aquecer o gás ao redor, e quanto do jato brilhou no comprimento de onda de rádio. Eles concluíram que somente um milionésimo da energia estava criando o brilho no comprimento de ondas de rádio.
“Isso sugere que em galáxias maiores os jatos são milhares de vezes mais poderosos do que se estimou dessa emissão de rádio”, disse o Dr. Tasso Tzioumis do CSIRO Astronomy and Space Science.
“Isso significa que os jatos do buraco negro podem ser tanto mais poderosos como mais eficientes do que se pensava antes e que o efeito de aquecimento que ele causa na galáxia em que vivem pode ser muito mais forte”. O estudo foi possível graças a uma recente atualização para o Compact Array, que permite que o equipamento trabalhe nesse tipo de pesquisa cinco vezes mais rápido do que trabalhava antes.

Faixa 'desaparecida' de Júpiter está ressurgindo, dizem cientistas

Faixa foi camuflada por nuvens brancas, que começam a se dissipar e a abrir caminho para material escuro
                                                                                  ASA/JPL/UH/NIRI/Gemini
                               (Sobreposição de imagens infravermelhas mostra começo da limpeza da camada de nuvens)
Novas imagens da Nasa indicam que uma das faixas que "desapareceu" da atmosfera no planeta Júpiter há alguns meses está dando sinais de retornar. As novas observações ajudarão os cientistas a entender melhor a interação entre os ventos do planeta gigante e a química de suas nuvens. No primeiro semestre, astrônomos amadores notaram que uma antiga faixa de coloração marrom, conhecida como Cinturão Equatorial Sul, logo abaixo do equador do planeta, havia embranquecido. No início de novembro, o astrônomo amador Christopher Go, das Filipinas, viu um ponto incomumente brilhante na área onde antes ficava a faixa. O fenômeno chamou a atenção dos cientistas da Nasa. Depois de realizar observações com vários telescópios, os pesquisadores agora acreditam que a faixa está mesmo voltando. "O motivo pelo qual Júpiter pareceu 'perder' a faixa - que se camuflou entre as faixas brancas ao redor - é que ventos secos que mantinham a região sem nuvens pararam", disse Glenn Orton, pesquisador do Laboratório de Propulsão a Jato (JPL) da Nasa.
"Uma das coisas que estávamos procurando nas imagens de infravermelho era evidência de que o material escuro emergindo a oeste da mancha brilhante era, na verdade, o início da limpeza da camada de nuvens, e foi exatamente o que vimos".Essa camada de nuvens brancas é feita de gelo de amônia. Quando as nuvens brancas flutuam até altas altitudes, elas encobrem o material marrom, que fica mais abaixo. Num intervalo de algumas décadas, o Cinturão Equatorial Sul fica completamente branco por até três anos, um evento que intrigava os cientistas. A faixa branca não foi a única coisa a mudar no planeta. Ao mesmo tempo, a Grande Mancha Vermelha tornou-se mais escura. Orton disse que a cor da mancha - uma tempestade que tem três vezes o tamanho da Terra e já dura mais de um século - provavelmente ficará mais brilhante à medida que o cinturão retorna.

Resolvido Mistério de Estrela Pulsante

   Até agora, os astrônomos dispunham de duas previsões teóricas incompatíveis para a massa das cefeidas
               ESO/L. Calçada( Ilustração da estrela dupla OGLE-LMC-CEP0227, onde a menor das duas é uma    cefeida)
Ao descobrir a primeira estrela dupla onde uma Cefeida variável pulsante e outra estrela passam em frente uma da outra, uma equipa internacional de astrónomos desvendou um mistério de décadas. O alinhamento raro das órbitas das duas estrelas no sistema estelar duplo permitiu fazer uma medição da massa da Cefeide com uma precisão sem precedentes. Até agora, os astrónomos dispunham de duas previsões teóricas incompatíveis para a massa das Cefeides. O novo resultado mostra que a predição vinda da teoria da pulsação estelar está correcta, enquanto que a predição feita a partir da teoria de evolução estelar não está de acordo com as novas observações. Os novos resultados da equipa liderada por Grzegorz Pietrzyński (Universidad de Concepción, Chile, Obserwatorium Astronomiczne Uniwersytetu Warszawskiego, Polónia) saem no número de 25 de Novembro de 2010 da revista Nature. Grzegorz Pietrzyński fala deste resultado extraordinário: “Utilizando o instrumento HARPS montado no telescópio de 3.6 metros no Observatório de La Silla do ESO, no Chile, juntamente com outros telescópios, medimos a massa de uma estrela Cefeide com uma precisão muito maior do que qualquer estimativa anterior. Este novo resultado permite-nos dizer imediatamente qual das duas teorias em competição utilizadas para prever a massas das Cefeides está correcta.” As estrelas variáveis clássicas Cefeides, normalmente conhecidas apenas por Cefeides, são estrelas instáveis muito maiores e muito mais brilhantes do que o Sol. Expandem-se e contraem-se de forma regular, levando entre cerca de alguns dias até alguns meses para completar o ciclo. O tempo que levam a tornar-se mais luminosas e depois menos é maior para as estrelas que são mais luminosas e mais curto para as que são menos luminosas. Esta relação tão extraordinariamente precisa torna o estudo das Cefeides um dos métodos mais eficazes na medição de distâncias a galáxias próximas e a partir daí no mapeamento da escala de todo o Universo. Infelizmente, e apesar da sua importância, as Cefeides ainda não são completamente compreendidas. As predições das massas que derivam da teoria das estrelas pulsantes são 20-30% menores que as predições feitas utilizando a teoria de evolução estelar. Esta discrepância é conhecida desde os anos 1960. Para resolver este mistério, os astrónomos precisavam de encontrar uma estrela dupla que contivesse uma Cefeide e cuja órbita estivesse directamente voltada para a Terra. Nestes casos, conhecidos como binários de eclipse, o brilho das duas estrelas diminui quando uma das componentes passa em frente da outra, e também quando passa por trás da outra estrela. Os astrónomos podem determinar, para estes pares, as massas das estrelas com elevada precisão. Infelizmente, nem as estrelas Cefeides nem os binários de eclipse são fenómenos comuns, por isso a hipótese de encontrar um tal par de objectos parecia muito pequena. Na realidade, não se conhecem nenhuns na Via Láctea.
© ESO (Grande Nuvem de Magalhães e a estrela binária no centro)

Wolfgang Gieren,outro membro da equipa, continua: “Recentemente, encontrámos efectivamente o sistema de estrela dupla pelo qual ansiávamos dentre as estrelas da Grande Nuvem de Magalhães. Este sistema contém uma estrela variável Cefeide que pulsa cada 3.8 dias. A outra estrela é ligeiramente maior e mais fria, e as duas estrelas orbitam em torno uma da outra em 310 dias. A verdadeira natureza de binário deste objecto foi imediatamente confirmada assim que o observámos com o espectrógrafo HARPS em La Silla.”
Os observadores mediram cuidadosamente as variações de brilho deste objecto raro, conhecido como OGLE-LMC-CEP0227, à medida que as duas estrelas orbitavam e passavam em frente uma da outra. Utilizaram igualmente o HARPS e outros espectrógrafos para medir os movimentos das estrelas em direcção à Terra e também a afastarem-se desta - tanto o movimento orbital das duas estrelas como o movimento de ida-e-volta da superfície da Cefeide à medida que se expande e se contrai. A partir deste conjunto de dados muito completo e detalhado os astrónomos determinaram o movimento orbital, os tamanhos e as massas das duas estrelas com enorme precisão - muito superior ao que tinha sido medido anteriormente para uma Cefeide. A massa da Cefeide é agora conhecida a menos de 1% e está completamente de acordo com as predições feitas a partir da teoria das pulsações estelares. Em contraste, a maior massa prevista pela teoria de evolução estelar encontra-se errada de modo bastante significativo. A estimativa muito melhor da massa é apenas um resultado deste trabalho, e a equipa espera encontrar outros exemplos destes pares de estrelas bastante úteis de modo a explorar melhor este método. A equipa pensa também que a partir destes sistemas binários irá eventualmente conseguir determinar a distância à Grande Nuvem de Magalhães a menos de 1%, o que significaria uma melhoria considerável da escala de distância cósmica.
Fonte: http://www.eso.org/public/portugal/news/eso1046/

24 de nov de 2010

Observação de galáxias distantes confirma ação de força oposta à gravidade

Energia escura domina o espaço e o Universo deve se expandir eternamente, indica resultado
O Universo é realmente dominado pela misteriosa "energia escura" que se opõe à gravidade, e deve continuar a se expandir para sempre. Essa é a conclusão tirada de uma série de observações de pares de galáxias realizada por cientistas franceses e publicada na edição desta semana da revista Nature.
                              A configuração de pares de galáxias foi usada para medir a geometria do espaço
A constatação de que o Universo se encontra em expansão acelerada surgiu no fim do século passado, depois que observações de supernovas distantes indicaram que elas estavam se afastando cada vez mais rápido, e não desacelerando - um resultado que surpreendeu os cientistas, na época. Até então, acreditava-se que a atração gravitacional da matéria do Universo estaria se contrapondo à expansão do espaço, iniciada com o Big Bang, há 13,7 bilhões de anos. Especulava-se que o efeito da gravidade poderia até mesmo reverter essa expansão, lançando o Universo num Big Bang ao contrário, o "Big Crunch", ou grande esmagamento.Atualmente, a realidade da constante de Einstein é uma das possíveis explicações para a energia escura, que corresponderia a cerca de 73% do conteúdo do Universo (outros 23% seriam compostos pela matéria escura que mantém as galáxias coesas e apenas 4% pela matéria ordinária que existe em estrelas, planetas e seres vivos).  Os autores do trabalho publicado na Nature, Christian Marinoni e Adeline Buzzi, do Centro de Física Teórica da Universidade de Provença, realizaram observações das posições relativas de pares de galáxias localizados a 7 bilhões de anos-luz da Terra.  A repulsão provocada pela energia escura não está afastando a Terra do Sol, e nem desmanchando a Via-Láctea. "A gravidade comum que mantém a Terra em órbita é muito mais forte, então a Terra ficará onde está, ao menos por um bom tempo", diz Heavens. "A galáxia também não está de desmanchando, porque a atração gravitacional das estrelas, gás e matéria escura é muito mais forte que a repulsão da energia escura".

Astrônomos descobrem microquasar na periferia de galáxia

'Bonsai de quasar' ajuda a entender processos em galáxias com buracos negros gigantescos
                                             No destaque, imagem de S26,em rádio, na periferia de NGC 7793         
                                                                                  Divulgação/Nasa-ESO-CSIRO
Uma equipe internacional de astrônomos, liderada por Manfred Pakull, da Universidade de Estrasburgo, na França, descobriu um "microquasar" - um pequeno buraco negro que dispara jatos de partículas emissoras de ondas de rádio para o espaço. Chamado S26, o buraco negro fica no interior da galáxia NGC 7793, a 13 milhões de anos-luz. No início do ano, Pakull e colegas observaram as emissões de raios X e de luz visível de S26, usando telescópio europeu VLT, baseado no Chile, e o Observatório Espacial Chandra, da Nasa. Agora, novas observações foram feitas com um arranjo de radiotelescópios baseado na Austrália.

 os novos dados revelam S26 como uma miniatura quase perfeita das chamadas "galáxias de rádio" e 'quasares de rádio". Galáxias e quasares de rádio estão praticamente extintos atualmente, mas dominavam o Universo primitivo, bilhões de anos atrás. Eles continham gigantescos buracos negros, com bilhões de vezes mais massa que o Sol, e disparavam jatos de energia gigantescos, que se propagavam por milhões de anos-luz. Astrônomos trabalham há décadas para entender como os buracos negros formam os jatos, e quanto da energia dos buracos negros se transmite para o gás que os jatos atravessam. Esse gás é a matéria-prima da formação de estrelas, e o papel dos jatos é tema de debate.

 "Medir a potência dos jatos dos buracos negros e, assim, o aquecimento que produzem costuma ser muito difícil", disse coautor Roberto Soria, do University College London. "Com esse objeto, um bonsai de quasar de rádio no nosso quintal, temos uma oportunidade única". Usando os dados combinados de várias observações, os cientistas conseguiram determinar quanto da energia é usada no aquecimento do gás e quanto faz o jato brilhar em rádio e luz visível. A conclusão é de que apenas um milésimo da potência cria o brilho em frequência de rádio. "Isso sugere que, nas galáxias maiores, esses jatos são mil vezes mais intensos do que se deduzia a partir do rádio", disse o pesquisador australiano Tasso Tzioumis. "Isso significa que os buracos negros podem ser mais eficientes e mais poderosos do que pensávamos".

A Nebulosa da Aranha Vermelha

    A Nebulosa da Aranha Vermelha: Surfando em Sagitário. Crédito: ESA e Garrelt Mellema (Universidade Leiden, na Holanda)
Enormes ondas são esculpidas nessa nebulosa com dois lobos, localizada a aproximadamente 3000 anos-luz de distância da Terra na constelação de Sagitarius. Essa nebulosa planetária abriga uma das estrelas mais quentes de que se tem conhecimento e seus poderosos ventos estelares geram ondas com 100 bilhões de quilômetros de altura. As ondas são causadas por choques supersônicos formados quando o gás local é comprimido e aquecido na frente dos lobos em expansão muito rápida. Os átomos pegos no choque emitem uma radiação espetacular que pode ser vista nessa imagem.

Astrônomos debatem se Plutão deveria ou não ser considerado um planeta novamente

O “ex-planeta” Plutão foi rebaixado a uma categoria criada em 2006, “planeta anão”, em parte devido à descoberta de Eris, um outro corpo gelado próximo a Plutão. Os cientistas acreditaram que Eris era maior que Plutão até 6 de novembro desse ano, quando astrônomos tiveram a chance de recalcular seu tamanho. Agora, parece que Plutão realmente é maior, embora apenas por uma margem fina. Os números são tão próximos que são praticamente indistinguíveis, quando as incertezas são levadas em conta.  Mas, se Plutão recuperou mesmo seu status como o maior objeto no exterior do sistema solar, os astrônomos deveriam considerar devolvê-lo o título antigo de planeta? Eris, e muitos outros objetos que circundam o sol para além da órbita de Netuno, são planetas? Ou será que o atual sistema, que reconhece apenas oito planetas relativamente grandes, é o caminho certo a percorrer?  Alguns especialistas ponderaram sobre este debate, que afeta a forma como os astrônomos veem o sistema solar. Segundo eles, Eris está cerca de 15 bilhões de quilômetros do sol no seu ponto mais distante de órbita, o que o torna cerca de duas vezes mais distante do que Plutão. Sua descoberta em 2005 levou os astrônomos, desconfortáveis com a perspectiva de encontrar muitos mais planetas nos frios confins do sistema solar, a reconsiderar o status de Plutão.  Em 2006, a União Astronômica Internacional surgiu com a definição oficial de planeta: um corpo que circunda o sol, mas não é algum outro objeto de satélite, é grande o suficiente para ser arredondado pela sua própria gravidade (mas não tão grande a ponto de submeter-se a fusão nuclear, como uma estrela) e tem “limpado sua vizinhança” da maioria dos outros corpos orbitantes – orbita sozinho. Como Plutão compartilha espaço orbital com muitos outros objetos no Cinturão de Kuiper, o anel de corpos gelados além de Netuno, não se caracteriza como planeta. Em vez disso, Plutão e Eris são “planetas anões”. Oficialmente, oito planetas permanecem: Mercúrio, Vênus, Terra, Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno.

O cientista que descobriu Eris acredita que o rebaixamento de Plutão foi a decisão certa. Plutão, Eris e muitos outros objetos do Cinturão de Kuiper são demasiado diferentes para serem considerados em conjunto com os oito planetas oficiais. Por exemplo, eles são muito menores. Plutão tem cerca de 2.342 km de largura. O menor planeta oficial, Mercúrio, tem mais do que o dobro de tamanho (4.880 km de extensão). As suas órbitas tendem a ser muito diferentes também. As órbitas dos planetas anões são muito, muito mais elípticas e inclinadas em relação ao plano do sistema solar. E eles são feitos de um material diferente, com mais gelo compreendendo a sua massa.

A única razão pela qual Plutão já foi considerado um planeta é porque foi detectado pela primeira vez há muito tempo, antes que as pessoas soubessem que ele era apenas um de uma vasta frota de objetos além da órbita de Netuno. O Cinturão de Kuiper, que hoje é conhecido por abrigar mais de 1.000 corpos gelados (ou mais), não tinha sido descoberto até 1992. Atualmente, os astrônomos têm um senso muito melhor do que o Plutão é. O progresso na compreensão do sistema solar ajuda os cientistas a voltar atrás e reavaliar os erros de nossos antepassados. Assim, Plutão deveria assumir o seu lugar ao lado de outros objetos do Cinturão de Kuiper, em vez de ser considerado um planeta, como os outros oito oficiais. No entanto, alguns astrônomos não concordam com a reorganização do sistema solar. Não exatamente por Plutão, mas porque consideram a definição de planeta fundamentalmente falha.

Eles tomam a questão particular da exigência de “limpar a vizinhança” como a pior questão. Segundo eles, se levar essa definição estritamente, nenhum objeto no sistema solar é um planeta, já que nenhum objeto tem totalmente “limpado” a sua zona. A definição também estabelece padrões diferentes para diferentes distâncias do sol. Quanto mais longe um planeta está do sol, maior ele precisa ser para “limpar a sua zona”. Se a Terra circundasse o sol na órbita de Urano, não seria capaz de limpar a vizinhança, não podendo assim ser considerada um planeta. Na opinião desses astrônomos, um planeta é qualquer coisa que satisfaça a definição nos seus dois primeiros critérios: de girar em torno do sol e ter massa suficiente para ser mais ou menos esférica, sem a exigência de “limpar a vizinhança”.

Assim, Plutão deveria ser um planeta, da mesma forma que deveria ser Eris e o planeta anão Ceres (o maior corpo no cinturão de asteróides entre Marte e Júpiter), assim como muitos outros objetos. Tal definição expandiria a lista de planetas do sistema solar. A crítica desses cientistas é que muitos astrônomos estavam desconfortáveis com essa perspectiva, e tal desconforto foi um grande fator na decisão de rebaixar Plutão. Foi na verdade um desejo não-científico para manter os números baixos, porque muitas pessoas pensam que é especial ser um planeta. Nesse entendimento, pequenos planetas gelados são muito mais numerosos do que os gigantes gasosos ou rochosos. Há um grande número de planetas, e a maioria deles são pequenos. São os planetas como a Terra e outros que são impressionantes. Os astrônomos não se opõem a classificação de “planeta anão” a esses objetos, desde que ele ainda sejam considerados planetas.

A batalha de Plutão pode ser mais semântica do que qualquer outra coisa. Mas as palavras realmente importam, porque mudam a forma como as pessoas classificam e compreendem a realidade. Alguns astrônomos evitam usar a palavra “planeta” em seu sentido tradicional, genérico demais, por que não transmite muito mais informações importantes. É mais revelador agrupar objetos que são semelhantes em tamanho, composição e outras propriedades. Assim, eles pensam em categorias como os gigantes gasosos (Júpiter, Saturno, Urano e Netuno), os planetas terrestres (Mercúrio, Vênus, Terra e Marte), e os asteróides e objetos do Cinturão de Kuiper (Plutão, Eris e muitos outros). Rebaixar Plutão não fez do corpo gelado menos interessante ou importante. Segundo eles, Plutão como um exemplo de um grande objeto do Cinturão de Kuiper é muito mais interessante do que Plutão como planeta estranho na periferia do sistema solar, diferente de todos os outros. Basta agora que todos os cientistas consigam concordar com um termo ou uma definição. O que não vai ser fácil.
Fonte: hypescience.com
 [LiveScience]

O WISE Registra Uma Estrela Fugitiva em Chamas

Numa época do ano em que muitas pessoas viajam grandes distâncias para encontrar suas famílias nos EUA, devido ao dia de ação de graças, o satélite de pesquisas Wide-field Infrared Survey Explorer, ou WISE da NASA, registrou essa imagem que mostra uma estrela correndo para longe de seu lar original. Vista aqui envolta por uma nuvem de gás e poeira, a estrela AE Aurigae parece estar pegando fogo. De maneira apropriada a nuvem que envolve a estrela é chamada de Nebulosa da Estrela Incandescente. Uma estrela fugitiva, é uma estrela que é arremessada a alta velocidade devido a uma explosão de supernova ou a uma colisão de outras estrelas próximas. Como um adolescente nervoso que ameaça sair de casa depois de qualquer briga estrelas fugitivas são ejetadas de seu local de nascimento e correm em direção de outras partes da galáxia. A estrela fugitiva AE Aurige provavelmente nasceu no Aglomerado do Trapézio, que está localizado na constelação de Orion. Ela formou um sistema estelar binário com a estrela Mu Columbae. A aproximadamente 2.5 milhões de anos atrás essas duas estrelas colidiram com outro sistema binário de estrelas no Aglomerado do Trapézio. Essa colisão mandou tanto a AE Aurigae como a Mu Columbae para o espaço em direções opostas e a uma velocidade de 100 quilômetros por segundo. Hoje, a AE Aurigae pode ser vista na constelação de Auriga, enquanto que a sua antiga companheira binária Mu Columbae, está localizada na constelação Columba. O vento da AE Aurigae sopra pra longe, elétrons do gás que a envolve. Esse gás ionizado começa a emitir luz criando o que se conhece como nebulosa de emissão. A estrela também aquece a poeira próxima o que gera brilho no comprimento infravermelho do espectro. Quando observada na luz visível essa poeira reflete a luz de estrelas próximas e é então chamada de nebulosa de reflexão. As cores vistas nessa imagem representam comprimentos de onda específicos da luz infravermelha. Estrelas quentes dispersas pela imagem se mostram com cores azul e ciano. Azul representa a luz emitida no comprimento de 3.4 mícron, enquanto que o ciano é em 4.6 mícron. A gás da nebulosa de emissão aparece em verde, representando o comprimento de onda de 12 mícron. A poeira da nebulosa de reflexão aparece primariamente em vermelho, representando a luz de 22 mícron. Um aspecto interessante dessa imagem é que as bordas da nebulosa de reflexão aparecem com uma cor de lavanda. Isso ocorre pelo fato das bordas na nebulosa emitirem luz em comprimentos maiores que 22 mícron e dispersarem a luz em comprimentos menores que 3.4 mícron. Como o WISE representa a luz de 22 mícron em vermelho e a de 3.4 mícron em azul a combinação dessas duas cores aparece na imagem como uma cor de lavanda.

Nosso universo pode não ser o primeiro – nem o último

A atual teoria amplamente aceita do começo vida e do universo diz que tudo que existe agora nasceu de um “pacote pequeno e apertado” a partir do qual houve a explosão conhecida como Big Bang, cerca de 13,7 bilhões de anos atrás. Essa explosão arremessou violentamente tudo à existência. Mas 13,7 bilhões anos para chegar onde estamos não é suficiente para alguns especialistas. O físico Roger Penrose tem uma teoria diferente: ele acredita poder provar que as coisas não são ou não foram tão simples assim. Com base em uma evidência encontrada na radiação cósmica de fundo, o físico afirma que o Big Bang não foi o começo do universo, mas um em uma série de Big Bangs cíclicos, sendo que cada um desses Big Bangs gerou o seu próprio universo.
 

Apesar de haver teorias meio malucas, a ideia do físico parece ser relativamente possível. Ele afirma ter encontrado as provas de que precisava para sustentar sua hipótese do universo cíclico na radiação cósmica. A radiação cósmica de fundo deve ter começado a existir quando o universo tinha apenas 300 mil anos de idade, e por isso é tratada como uma espécie de registro do estado do universo naquele momento. Pela estimativa do cientista, o nosso universo não é o primeiro, e mais importante, nem será a último. Na verdade, é esse alto grau de ordem aparentemente presente desde o nascimento do universo que levou o físico a essa linha de pensamento. O atual modelo do Big Bang não fornece um motivo para que um estado altamente ordenado e uma baixa entropia existissem no momento do nascimento do nosso universo, a menos que as coisas fossem colocadas em ordem antes de ocorrer o Big Bang.

De acordo com Penrose, cada universo retorna a um estado de baixa entropia à medida que se aproxima do dia final da sua expansão ao nada. Os buracos negros, devido ao fato de que sugam tudo o que encontram, passam suas vidas trabalhando para “limpar” a entropia do universo. E, conforme o universo se aproxima do seu fim, os buracos negros se evaporam, colocando as coisas de volta em um estado de ordem. Incapaz de se expandir mais, o universo “se colapsa” e volta a ser um sistema altamente organizado, pronto para disparar o próximo Big Bang.

O modelo atual do universo diz que qualquer variação de temperatura na radiação cósmica de fundo deve ser aleatória, mas o físico afirma ter encontrado círculos concêntricos muito claros dentro dessa radiação, sugerindo regiões onde a radiação tem faixas de temperatura muito menores. Essas seriam as evidências esféricas dos efeitos gravitacionais das colisões de buracos negros durante o universo anterior. Os círculos se encaixam bem em sua teoria, mas não são tão coerentes na teoria padrão do Big Bang. Ainda assim, não é possível afirmar que a nova teoria seja mais verdadeira. O físico ainda tem que “ligar” algumas pontas soltas de seu trabalho, e provar alguns pressupostos. Seus estudos vão ser examinados cuidadosamente, e quem sabe um dia sua teoria pode vir a revolucionar os fundamentos da física moderna.

Morre o astrônomo Brian Marsden, caçador de cometas

                                         O atrônomo Brian Marsden morreu aos 73 anos.
O astrônomo americano de origem britânica Brian Marsden, reconhecido mundialmente por seu talento de caçador de cometas e por ter contribuído para degradar Plutão ao ranking de planeta anão, morreu no dia 18 de novembro, aos 73 anos, anunciou nesta terça-feira o Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica. "Brian era um dos astrônomos mais ouvidos do século XX, sem nenhuma dúvida", destacou Charles Alcock, diretor deste centro ligado à Universidade Harvard (Massachusetts, nordeste). Brian Marsden era especialista em mecânica celeste e astrometria. Possuía dons particulares para encontrar cometas e asteroides que se acreditava perdidos. Previu a volta do cometa Swift-Tuttle, que originou o célebre espetáculo de estrelas cadentes, as Perseidas, em agosto passado. Numerosos outros cometas foram objeto de seus cálculos, como o Ikeya-Zhang em 2002. Em 1978, Brian Marsden foi para a direção do Minor Planet Center (MPC), o organismo oficial da União Astronômica Internacional - encarregado de colher dados de observação de asteroides e cometas. Demitiu-se em 2006, no mesmo dia em que anunciou a desclassificação de Plutão, permanecendo como diretor honorário até sua morte. O astrônomo, vítima de uma longa doença, foi também vice-diretor do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, de 1987 a 2003.
Nascido em 5 de agosto de 1937 em Cambridge, Inglaterra, Brian Marsden era diplomado em matemática pela Universidade de Oxford (Grã-Bretanha) e possuía um doutorado na Universidade Yale (Connecticut, nordeste americano).

Galáxia M106 (NGC 4258)

                                          Crédito: Bernie & Jay Slotnick, Adam Block, AOP, NOAO, AURA, NSF.
A galáxia espiral M106 foi descoberta em 1781 pelo astrónomo fracês Pierre Mechain, tendo sido mais tarde adicionada ao catálogo do seu amigo e colega Charles Messier. M106 tem 30000 anos-luz de diâmetro e situa-se a cerca de 21 milhões de anos-luz de distância da Terra. O seu núcleo brilhante, local de residência de um possível buraco negro, é aqui visível nesta imagem, bem como zonas azuis de estrelas jovens e zonas avermelhadas de gás e poeira onde novas estrelas se estão a formar.

23 de nov de 2010

Enxame duplo NGC 1850

                                          Crédito: NASA, ESA e Martino Romaniello (ESO).
 O enxame duplo visível na imagem é conhecido por NGC 1850 e localiza-se na nossa galáxia vizinha Grande Nuvem de Magalhães. Este enxame encontra-se rodeado por um véu difuso de gás que que se julga que se terá formado devido à explosão de estrelas maciças. Este enxame duplo é formado por dois agregados de estrelas jovens, um visível na região central desta imagem obtida pelo Hubble, constituído por estrelas jovens com cerca de 50 milhões de anos idade, e outro visível na parte inferior esquerda, constituído por estrelas com apenas 4 milhões de anos. Esta imagem é um bom exemplo da interacção existente entre gás, poeira e estrelas. Julga-se que, há milhões de anos atrás, estrelas maciças terão explodido sobre a forma de supernovas, dando origem ao véu de gás visível na imagem. Pensa-se que as ondas de choque provocadas pelas supernovas poderão ser responsáveis pela fragmentação e compressão do gás, podendo ser responsáveis pela formação de novas estrelas.
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