27 de jan de 2010

Upsilon Andromedae b


Upsilon Andromedae b é um planeta extra-solar gasoso que a cada 4,62 dias orbita a estrela Upsilon Andromedae, uma estrela semelhante ao Sol que se encontra a cerca de 40 anos-luz da Terra. Descoberto em 1996, Upsilon Andromedae b é um planeta gigante com pelo menos 68,7% da massa de Júpiter, mas ao contrário deste localiza-se muito perto do seu sol e é o planeta mais interior do sistema planetário de Upsilon Andromedae. Upsilon Andromedae b foi o primeiro planeta fora do sistema solar ao qual foi medida a temperatura diurna e nocturna. Usando o telescópio espacial Spitzer, os cientistas verificaram que Upsilon Andromedae b tem diferenças de temperaturas extremamente elevadas: na face virada para o seu sol atinge 1527 graus e na face oposta a temperatura é de 123 graus negativos.

Fonte: NASA

Superaglomerados de galáxias

O Superaglomerado Local
 
As observações dos objetos existentes no Universo mostraram aos astrônomos que existe uma estrutura hierárquica no Universo. Como já vimos, as estrelas estão reunidas em aglomerados estelares e em estruturas maiores que chamamos de galáxias. Por sua vez as galáxias interagem gravitacionalmente formando grupos e aglomerados de galáxias. Estudos mais detalhados do universo mostraram que os próprios aglomerados de galáxias também interagem formando os chamados superaglomerados de galáxias. Os superaglomerados de galáxias são estruturas imensas em que os elementos participantes são os aglomerados de galáxias. Os superaglomerados de galáxias são separados no espaço por regiões "vazias", chamadas em inglês de "voids". Mas porque estruturas tão gigantescas como os superaglomerados de galáxias não foram logo descobertas? Note que acima demos as três dimensões da Grande Parede. Para "ver" uma estrutura tri-dimensional no universo é necessário localizar a posição das galáxias em três dimensões e isso envolve o conhecimento não só da localização da galáxia pelas suas coordenadas mas a combinação dessas informações com a distância, que é obtida a partir do conhecimento do seu redshit.

Tipos de Estrelas

Anã branca: Estrela pequena e quente, que se acredita assinalar o estágio final de evolução de uma Estrela como o Sol. Uma Anã branca é mais ou menos do tamanho da Terra, embora contenha tanta matéria quanto o Sol. Essa matéria compacta é tão densa que um dedal dela pesaria uma tonelada ou mais. As Anãs brancas são tão fracas que mesmo as mais próximas de nós, que giram em torno de Sirius e de Procyon, só são vistas com telescópio.  

Anã vermelha: Estrela fria e fraca, de massa menor que a do Sol. As Anãs vermelhas são provavelmente as Estrelas mais abundantes em nossa galáxia, embora seja difícil observá-las em virtude de seu brilho fraco. Mesmo as Anãs vermelhas mais próximas, Próxima Centauri e a Estrela de Barnard, são invisíveis sem telescópio. 

Anã Marron: É um corpo celeste cuja massa é pequena demais para que ocorra uma fusão nuclear em seu núcleo, a temperature e a pressão do núcleo são insuficientes para que a fusão aconteça. Por isso, não pode ser considerada realmente uma estrela.

Binária Eclipsante: Par de Estrelas que giram em órbitas uma da outra. Assim, periodicamente uma delas passa em frente da outra para o observador na Terra. A primeira binária eclipsante descoberta foi Algol. 

Estrelas binárias (ou Estrela dupla): Par de Estrelas que giram uma ao redor da outra. A maioria das binárias dá, a olho nu, a impressão de ser uma Estrela simples. Algumas dessas Estrelas estão tão próximas entre si que sua existência só pode ser deduzida a partir da análise espectroscópica da luz que emitem. Em algumas binárias uma Estrela eclipsa periodicamente a outra. 

Estrela de nêutrons: Pequena Estrela densa, que se acredita assinalar o ponto final da evolução de Estrelas com massa maior que o Sol. Uma Estrela de nêutrons tem diâmetro de apenas cerca de 15 quilômetro, embora contenha tanta matéria quanto nosso Sol. Essa matéria está comprimida de tal maneira que um dedal pesaria milhares de milhões de toneladas. Acredita-se que os pulsares, poderosas fontes de ondas de rádio, sejam Estrela de nêutrons. 

Estrela variável: Estrela cuja produção de luz apresenta variações. Algumas variam de tamanho, como as variáveis cefeídas; outras são Estrelas duplas próximas, que periodicamente se eclipsam. Em 1975, mais de 25.000 Estrelas foram classificadas em nossa galáxia. 

Estrela Gigante Azul: Uma estrela gigante azul é uma estrela azul, enorme, muito quente e muito luminosa. Ela não é uma estrela da seqüência principal mas sim uma estrela pós seqüência principal. Estas estrelas, incrivelmente quentes, queimam hélio. Estas gigantes têm o tipo espectral O ou B e são muito raras e muito brilhantes. As estrelas gigantes azuis têm, pelo menos, 18 vezes a massa do Sol. Exemplos incluem Rigel e Regulus. 

Gigantes Vermelhas: Estrelas maiores que o Sol, e de temperatura mais baixa. Acredita-se que o estágio de gigante vermelha seja alcançado próximo ao fim do ciclo de existência de uma Estrela, quando ela se expande por força da pressão da radiação produzida pelas reações termonucleares ocorridas em seu núcleo. O Sol deverá se transformar numa gigante vermelha semelhante a Arcturus, dentro de mais ou menos 5.000 milhões de anos. As Estrelas que se tornam dezenas ou centenas de vezes maiores do que o Sol são chamadas supergigantes. 

Estrelas Supergigantes: As estrelas supergigantes são estrelas extremamente evoluídas, nos estágios finais de sua vida, ou seja, uma estrela que está prestes a "morrer". Elas possuem uma luminosidade extremamente alta e suas temperaturas da superfície são relativamente frias. Uma estrela supergigante é o maior de todos os tipos de estrelas conhecidas. Seus diâmetros são enormes, chegando a mais de 100 vezes o diâmetro do Sol. Algumas são quase tão grandes quanto o nosso Sistema Solar inteiro. As estrelas Betelgeuse e Rigel são supergigantes. As estrelas supergigantes são raras. Quando as supergigantes morrem elas explodem como supernovas e depois se tornam buracos negros. 

Nebulosa: Massa de poeira e gás em nossa galáxia. Algumas nebulosas são brilhantes, o que resulta da difusão da luz de Estrelas situadas em seu interior. Outras são mais escuras. 

Nebulosa planetária: Massa esférica de gás que, vista através de um pequeno telescópio, apresenta um disco, semelhante a um planeta, o que explica o seu nome. De fato, essas nebulosas nada têm a ver com planetas; acredita-se que sejam as camadas externas de antigas Estrelas gigantes vermelhas que passaram a vagar no espaço; seus núcleos teriam se transformado em anãs brancas. 

Nova: Estrela que está explodindo. Em um único dia, seu brilho aumenta 10.000 vezes ou mais, para depois esmaecer lentamente num período de semanas ou meses. Acredita-se que as novas sejam sistemas de Estrelas duplas nas quais o gás flui de uma Estrela para uma anã branca irmã. Esse gás se inflama e é expelido da anã branca, causando a erupção de brilho. Uma Estrela não é devastada por uma explosão de nova; assim o processo pode se repetir, ao contrário do que se acredita que ocorra com as supernovas. 

Pulsar: Fonte de rádio de pulsação rápida que se acredita ser uma Estrela de nêutrons giratória e que emite um feixe de radiação semelhante à luz de um farol. Os pulsares foram descobertos em 1967, e hoje já são conhecidos cerca de 150 pulsares. O pulsar mais rápido pulsa 30 vezes por segundo (centro da nebulosa do Caranguejo) e os mais lentos pulsam uma vez em cada 3 segundos, mais ou menos. 

Quasar: Objeto de grande intensidade de brilho, situado num ponto remoto do espaço, e que se acredita ser o centro de uma galáxia em formação. Os quasares são tão pequenos que parecem Estrelas mesmo nos maiores telescópios; mas eles produzem milhares de vezes mais energia do que uma galáxia como a Via-Láctea. Talvez sua energia se origine de um buraco negro gigante existente em seu centro. 

Supernova: Explosão brilhante de uma Estrela de massa elevada, no fim de sua existência. Numa supernova a Estrela brilha com uma intensidade milhões de vezes maiores do que o seu brilho normal. As camadas exteriores da Estrela são expelidas, formando um objeto como a nebulosa do Caranguejo; o núcleo da Estrela pode se transformar numa Estrela de nêutrons, ou mesmo num buraco negro.  

Variável cefeída: Tipo de Estrela cuja produção de luz varia regularmente, à medida que se contrai e se expande. Trata-se de Estrelas gigantes, dezenas de vezes maiores que o Sol, e centenas de milhares de vezes mais brilhantes. A variáveis cefeídas são importantes indicadores de distância na astronomia.

Nebulosa NGC 1333

Crédito: Jay Lavine e Ali Huang/Adam Block/NOAO/AURA/NSF
NGC 1333 é uma região na direção da constelação de Perseu que contém estrelas recém-formadas com menos de um milhão de anos. A densidade do gás e poeira nesta região é grande o suficiente para provocar muitos diferentes efeitos de iluminação e emissão. No lado esquerdo da imagem a luz da brilhante estrela é espalhada e parece principalmente azul. Outras estrelas quase que nem mostram a sua presença devido às nuvens de gás e poeira que bloqueiam a luz. Existem ainda outros fluxos estelares das estrelas bebés nesta imagem e as regiões onde o gás brilha em tons de vermelho são devidas às grandes quantidades de radiação que estas estrelas libertam.  
                                         

Nuvem molecular de Orionte


Na vasto complexo da Nuvem Molecular de Orionte, algumas nebulosas de reflexão azuis são particularmente aparentes. Aqui estão duas das mais proeminentes nebulosas de reflexão - nuvens de poeira iluminadas pela luz reflectida de brilhantes estrelas embebidas. A nebulosa mais famosa é M78, no canto superior direito, catalogada há mais de 200 anos atrás. No canto inferior esquerdo está a menos conhecida NGC 2071. Os astrónomos continuam a estudar estas nebulosas de reflexão para melhor compreender como é que as estrelas no seu interior se formam. O complexo de Orionte situa-se a uma distância de 1,500 anos-luz, contém as Nebulosas de Orionte e da Cabeça de Cavalo, e cobre grande parte da constelação de Orionte.
Fonte: Portal do Astronomo

O Superaglomerado de Virgo ou Superaglomerado Local

Como já vimos, a nossa Galáxia faz parte de um grupo de galáxias chamado Grupo Local. Esse Grupo Local, por sua vez, faz parte de uma estrutura ainda maior que é o superaglomerado de galáxias conhecido como Superaglomerado Local ou Superaglomerado de Virgo. O diâmetro do Superaglomerado Local é de cerca de 200 milhões de anos-luz. Ele contém cerca de 100 grupos e aglomerados de galáxias mas é dominado pelo poderoso aglomerado de Virgo que se localiza próximo a seu centro. A partir de análises do efeito gravitacional sobre o movimento das galáxias, os astrônomos estimam que a massa total do Superaglomerado Virgo é cerca de 1015 massas solares ou seja, 2 x 1046 quilogramas. O Grupo Local, do qual a nossa Galáxia faz parte, está localizado próximo à borda do Superaglomerado Local. No entanto, devido à intensa força gravitacional exercida pelo aglomerado de Virgo, o Grupo Local está sendo está sendo lentamente arrastado na direção deste grande aglomerado de galáxias.
Fonte:Atlas do Universo
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