29 de jan de 2010

V838 Monocerotis

V838 Monocerotis e os ecos da luz. Imagem do Telescópio Espacial Hubble.
V838 Monocerotis é uma estrela hipergigante vermelha, localizada na constelação de Monoceros, com uma magnitude aparente de +15,74. É indicada como uma das estrelas mais estranhas da Via-Láctea, e uma das mais brilhantes de nossa Galáxia. É uma estrela variável, a uma distância de aproximadamente 20.000 anos-luz do Sol (6 kpc). A estrela provou um grande erupção em 2002. Originalmente, era um típica nova, por causa das erupções, está completamente diferente. Ocorreram várias erupções seguidas, incluindo uma erupção estelar relatando um processo de morte e fundiu-se de uma estrela binária ou planetas.
Fonte:Portal do Astronomo

Aglomerado aberto Híades

Nas proximidades das Plêiades, é possível observar outro aglomerado aberto, ainda que menos espetacular: as Híades. Na mitologia grega, as Híades eram filhas de Atlas e Etera, e, portanto irmãs das Plêiades pelo lado paterno. Os antigos acreditavam que o nascer e o pôr helíaco das Híades estavam associados às chuvas. A palavra Híades significa literalmente água ou chuva. As Híades têm um formato em "V" simbolizando a cara do Touro, com a estrela Aldebarã representando um olho. Aldebarã, na realidade, não pertence ao aglomerado das Híades, mas devido ao efeito de superposição, é impossível não associá-los, pois as suas estrelas distribuem-se, aparentemente, em torno dela. Mas isso não passa de um efeito de perspectiva - enquanto Aldebarã se situa a 60 anos-luz da Terra, as Híades encontram-se a 150 anos-luz. Ainda assim, as Híades constituem o enxame aberto mais próximo de nós. A rotação aparente da esfera celeste dá-nos a sensação de que Aldebarã e as Híades seguem as Plêiades. Por essa razão, o nome árabe daquela estrela, al-dabarān, significa “aquela que segue”.
Portaldoastronomo.org

Aglomerado Aberto Plêiades

As Plêiades (Objeto Messier 45) são um grupo de estrelas na constelação do Touro. As Plêiades, também chamadas de aglomerado estelar (ou aglomerado aberto) M45 são facilmente visíveis a olho nu nos dois hemisférios e consistem de várias estrelas brilhantes e quentes, de espectro predominantemente azul. As Plêiades tem vários significados em diferentes culturas e tradições. O cluster é dominado por estrelas azuis quentes, que se formaram nos últimos 100 milhões de anos. Há uma nebulosa de reflexão formada por poeira em torno das estrelas mais brilhantes que acreditava-se a princípio ter sido formado pelos restos da formação do cluster (por isto receberam o nome alternativo de Nebulosa Maia, da estrela Maia), mas hoje sabe-se que se trata de uma nuvem de poeira não relacionada ao aglomerado, no meio interestelar que as estrelas estão atravessando atualmente. Os astrônomos estimam que o cluster irá sobreviver por mais 250 milhões de anos, depois dos quais será dispersado devido à interações gravitacionais com a vizinhança galáctica.

Distância

A distância das Plêiades é um primeiro passo importante na assim chamada escada das distâncias cósmicas, uma sequência de escalas de distância para todo o Universo. O tamanho do primeiro passo calibra a escada toda, e a escala para este primeiro passo foi estimado por vários métodos. Como o cluster está bem perto da Terra, sua distância é relativamente fácil de medir. Um conhecimento preciso da distância permite que os astrônomos façam um diagrama de Hertzsprung-Russell para o aglomerado que, quando comparado para os desenhados para clusters cuja distância não é conhecida, permite que suas distâncias sejam estimadas. Outros métodos podem então estender a escala de distâncias de aglomerados abertos para galáxias e aglomerados de galáxias, e uma escada de distâncias cósmicas pode ser construída.

Fundamentalmente o entendimento da idade e evolução futura do Universo é influenciada pelo seu conhecimento da distância das Plêiades. Os resultados anteriores ao lançamento do satélite Hipparcos apontavam que a distância das Plêiades era de cerca de 135 parsecs da Terra. O satélite Hipparcos causou uma consternação entre os astrônomos ao descobrir que a distância era apenas de 118 parsecs ao medir a paralaxe das estrelas no aglomerado—uma técnica que deve dar os resultados mais diretos e precisos. Trabalhos posteriores tem consistentemente encontrado erros na medição da distância das Plêiades pelo Hipparcos, mas ainda não se sabe por que o erro aconteceu. A distância das Plêiades atualmente é aceita como sendo de cerca de 135 parsecs (praticamente 440 anos-luz).

Composição

Uma imagem do Spitzer em infravermelho, mostrando a poeira associada. Crédito: NASA/JPL-Caltech

O núcleo do aglomerado tem um raio de cerca de oito ano-luz e uma raio da maré de cerca de 43 anos luz. O aglomerado inclui mais de 1.000 membros confirmados estatisticamente, embora este valor exclui estrelas binárias não resolvidas. É dominada por jovens e quentes estrelas azuis, 14 podem ser vistas a olho nu dependendo da observação e das condições locais. O arranjo das estrelas mais brilhantes é algo semelhante a Ursa Maior e Ursa Menor. A massa total contida no aglomerado é estimada em cerca de 800 massas solares. O aglomerado contém muitas anãs marrons, que são objetos com menos de cerca de 8% do da massa do Sol, não possuem massa o suficiente para a fusão nuclear (para iniciar reações em seus núcleos e tornar-se estrelas). Podem constituir até 25% da população total do aglomerado, embora elas contribuem com menos de 2% da massa total. Os astrônomos têm feito grandes esforços para encontrar e analisar anãs marrons nas Plêiades e de outros jovens "aglomerados", porque são ainda relativamente brilhantes e observáveis, enquanto que anãs marrons nos aglomerados são mais "apagadas" e muito mais difíceis de estudar.

Idade e futura evolução

A idade para os aglomerados estelares podem ser estimados comparando com o diagrama de Hertzsprung-Russell do cluster com modelos teóricos de evolução estelar. Utilizando esta técnica, foram estimadas idades entre 75 e 150 milhões de anos para as Plêiades. A dispersão nas idades estimadas é um resultado da incerteza nos modelos de evolução estelar. Em particular, modelos que incluem um fenômeno conhecido como superação convectiva, em que uma zona convectiva dentro de uma estrela penetra uma zona não convectiva, resultando em idades aparentes mais altas. Outra maneira de estima a idade do cluster é olhando os objetos de menor massa.

Em estrelas normais na sequência principal, o lítio é rapidamente destruído em reações de fusão nuclear, mas anãs marrons podem reter seu lítio. Devido à temperatura de ignição baixa do lítio, de 2,5 milhões de kelvin, as anãs marrons de maior massa irão queimá-lo eventualmente, assim a determinação das anãs marrons de maior massa que ainda contém lítio no aglomerado pode dar uma idéia de sua idade. A aplicação desta técnica às Plêiades dá uma idade de cerca de 115 milhões de anos. O movimento relativo do aglomerado eventualmente irá levá-lo, conforme é visto da Terra, muitos milênios no futuro, passando pelo pé do que é atualmente a constelação de Órion.

Além disso, como muitos aglomerados abertos, as Plêiades não vão ficar conectadas gravitacionalmente para sempre, já que algumas estrelas componentes serão ejetadas depois de encontros próximos e outras serão destruídas por marés de campos gravitacionais. Os cálculos sugerem que o aglomerado levará 250 milhões de anos para se dispersar, com interações gravitacionais com nuvens moleculares gigantes e os braços espirais de nossa galáxia também precipitando sua destruição.
Fonte:Wikipédia.org

Galáxia anã

A UGC 5497 uma galáxia anã
Uma galáxia anã é uma pequena galáxia composta de até alguns bilhões de estrelas - um número pequeno se comparado à nossa galáxia, a Via Láctea, de estimadas 200-400 bilhões de estrelas. Há muitas galáxias anãs no Grupo local - essas galáxias frequentemente orbitam galáxias maiores, como Andrômeda, galáxia do Triângulo e a Via Láctea - com as Nuvens de Magalhães. A Grande Nuvem de Magalhães, com mais de 30 bilhões de estrelas, é considerada por uns uma galáxia anã, enquanto outros consideram-na uma galáxia comum orbitando a Via Láctea.
Fonte: Ciência Diaria

Nuvens de Magalhães

As Nuvens de Magalhães são duas galáxias anãs irregulares satélites da nossa Galáxia. Ambas são visíveis a olho nu e apenas no Hemisfério Sul e os mais antigos registros visuais datam de 964 a.C. pelo astrônomo persa Al Sufi. Na Europa, a expedição de Fernão de Magalhães durante a circum-navegação que primeiro observou as nuvens, levando à nomenclatura de Nuvens de Magalhães. As duas galáxias, a Grande Nuvem de Magalhães e a Pequena Nuvem de Magalhães fazem parte do chamado Grupo Local, que abrange também a nossa Galáxia, e que contém um total de 37 objetos conhecidos, distribuídos numa extensão de aproximadamente 4 milhões de anos-luz e cujo centro está localizado entre a Via Láctea e a grande galáxia espiral de Andrômeda (M31 ou NGC 224).
Grande nuvem de Magalhães
Características

A Grande Nuvem de Magalhães está localizada a aproximadamente 160,000 anos-luz, e a Pequena Nuvem de Magalhães está localizada à proximadamente 200,000 anos-luz. Até 1994, a Grande Nuvem era considerada o objeto extragalático mais próximo, quando foi descoberta a galáxia anã elíptica de Sagitário a cerca de 70,000 anos-luz. Evidências sugerem que a Pequena e a Grande Nuvem de Magalhães foram muito distorcidas por interações de marés com a Via Láctea, como viajam próximas; filamentos de hidrogênio neutro conectam-nas à Via Láctea e entre si, e ambas parecem galáxias espirais barradas. Porém, sua atração gravitacional afetou nossa galáxia também, causando distorções em partes periféricas do disco galáctico.
pequena nuvem de Magalhães
Além de sua estrutura diferenciada e pequena massa, as duas galáxias diferem de nossa galáxia em dois aspectos principais. Primeiro, elas são abundantes em gás - uma fração relativamente maior de sua massa é composta por hidrogênio e hélio, comparando-na com a Via Láctea. Elas também são mais pobres em metais do que a Via Láctea: as estrelas mais jovens na Grande e Pequena Nuvem de Magalhães têm metalicidades de 0.5 a 0.25 vezes a do Sol, respectivamente. Ambas são notáveis por suas nebulosas e populações de estrelas jovens, mas como na nossa própria galáxia as suas estrelas vão das mais jovens às mais velhas, indicando um longo histórico de formação estelar. A Grande Nuvem de Magalhães abrigou uma supernova (SN 1987A), uma das mais brilhantes e próximas já observadas.
Fonte:Wikipédia

Galáxia Triangulum


NGC 598, também conhecida como M33 e galáxia do Triângulo é uma galáxia espiral localizada a cerca de dois milhões e quatrocentos mil anos-luz (aproximadamente 0,735 megaparsecs) de distância na direção da constelação do Triângulo. Possui entre 40 a 60 mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 5,5, uma declinação de +30º 39' 37" e uma ascensão reta de 01 horas, 33 minutos e 50,8 segundos. A galáxia NGC 598 foi descoberta em 1764 por Charles Messier, embora existam indícios de que já tivesse sido observada em 1654.
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