12 de fev de 2010

Nebulosa RCW49 - Maternidade de estrelas e planetas

Esta imagem de infravermelho obtida pelo Spitzer Space Telescope mostra algumas das regiões mais escondidas da nebulosa RCW49. Para além de permitir ver as estrelas quentes que, através da sua emissão forte de raios ultra-violeta, se encontram a escavar a região central da nebulosa, esta imagem revela, igualmente, a presença de mais de 300 novas estrelas ainda embebidas nos seus casulos poeirentos embrionários. Estes dados revelam ainda a presença de discos proto-planetários em torno de algumas destas proto-estrelas. RCW49 encontra-se a cerca de 14000 anos-luz de distância, na direcção da constelação do Centauro, e possui um tamanho da ordem dos 350 anos-luz.
                                                                                                    Crédito: E. Churchwell (Univ. Wisconsin), JPL, Caltech, NASA.

Tritão satelite de Netuno

Tritão é a maior lua de Netuno, que se encontra a 4.500 milhões de quilômetros da Terra. É possivelmente o astro mais frio do sistema solar (-235°C). Descoberto por William Lassell em 1846, somente 17 dias após o descobrimento do próprio planeta, deve seu nome ao deus Tritão da mitologia grega. Tritão é um dos astros mais gélidos do sistema solar, com uma história geológica bastante complexa; possui uma superfície bastante jovem e de aspecto rugoso, desfigurada por violentas erupções vulcânicas, rápidos congelamentos de superfície e com repentina fundição, gerando assim uma rede de rachaduras enormes. Após a passagem de Voyager 2, suas enigmáticas imagens revelaram o que pareceu ser géiseres de nitrogênio líquido emanados de sua superfície gelada. Esta descoberta mudou o conceito clássico do vulcanismo que, até então, supôs que os corpos gelados não seriam geologicamente ativos.Tritão demonstrou que para que haja atividade geológica basta meios fluidos, rocha fundida, nitrogênio ou água.Tritão é o único grande satélite no sistema solar a orbitar o planeta na direcção retrógrada -- numa direcção oposta à rotação do planeta. Tem também uma densidade de cerca de 2.066 gramas por centímetro cúbico (a densidade da água é 1.0 grama por centímetro cúbico). Isto significa que Tritão contém mais rochas no seu interior do que os satélites gelados de Saturno e de Úrano.
A densidade relativamente alta e a órbita retrógrada levaram a que alguns cientistas sugerissem que Tritão pode ter sido capturado por Neptuno enquanto este viajava pelo espaço há vários biliões de anos. Se foi isto realmente o que aconteceu, o aquecimento por marés pode ter fundido Tritão na sua órbita originalmente excêntrica, e o satélite pode ter sido líquido durante um bilião de anos após a sua captura por Netuno. Esta montagem gerada por computador mostra Netuno tal como seria visto de uma sonda que se aproximasse de Tritão.
Detalhes de Tritão:

Raio equatorial: 1.350 Km
Distância média de Netuno: 354.800 Km
Período de rotação: -5.87685 dias
Velocidade média orbital: -4.39 Km/s
Inclinação orbital: 157.35°
Velocidade de escape: 1.45 Km/s
Magnitude: 13.47
Temperatura média da superfície: -235°C
 Créditos:  Wikipédia

50000 Quaoar - Planetóide

50000 Quaoar é um objecto transnetuniano localizado entre Plutão e Sedna, a cerca de 6,5 bilhões de quilômetros da Terra. O planetóide, medindo cerca de 1250 quilômetros de diâmetro, tem mais da metade do diâmetro do planeta anão Plutão e quase o mesmo tamanho de seu satélite, Caronte, que tem 1270 quilômetros de diâmetro. Sua órbita é quase perfeitamente circular e está 1,6 bilhão de quilômetros além da órbita de Plutão. Quaoar leva 288 anos para dar uma volta em torno do Sol. Quaoar possui um satélite conhecido, com diâmetro estimado em 100 quilômetros. No início do ano de 2002, os astrônomos Trujillo e Brown, usando o telescópio de 48 polegadas de Palomar Observatory, descobriram Quaoar, um objeto de magnitude 18,5 localizado na constelação Ophiucus. Para os padrões de objetos astronômicos situados a tão grande distância, Quaoar é um objeto relativamente brilhante mas, mesmo assim, pequeno demais para que a resolução do telescópio de Monte Palomar pudesse revelar o seu disco e, consequentemente, os astrônomos pudessem calcular o seu tamanho. O astrônomo Brown continuou a sua pesquisa sobre Quaoar, agora utilizando o Hubble Space Telescope, o único instrumento com capacidade para resolver o disco de um objeto tão distante. Para isto ele usou a nova câmera acoplada ao Hubble Space Telescope, a Advanced Camera for Surveys. Com este fantástico equipamento Quaoar se revelou como um objeto com um tamanho angular verdadeiro de 40 mili-segundos de arco, o que corresponde a um diâmetro de cerca de 1250 quilômetros.
Fonte: Solar View

Meteoros e Meteoritos

O termo meteoro vem do grego meteoron, que significa fenômeno no céu. É usado para descrever a faixa de luz produzida quando matéria do sistema solar cai na atmosfera terrestre criando incandescência temporária resultante da fricção na atmosfera. Isto ocorre tipicamente a alturas de 80 a 110 quilômetros (50 a 68 milhas) acima da superfície da Terra. O termo também é usado livremente com a palavra meteoróide referindo-se à própria partícula sem relação com o fenômeno que produz ao entrar na atmosfera terrestre.
Um meteoróide é a matéria que gira em volta do Sol ou qualquer objecto do espaço interplanetário que é pequeno demais para ser chamado asteróide ou cometa.Partículas ainda mais pequenas são chamadas micrometeoritos ou grãos de poeira cósmica, que inclui material interestelar que ocasionalmente entre no nosso sistema solar. Entre todos os componentes do Sistema Solar, os meteoróides são, talvez, os mais interessantes sob diversos pontos de vista. No contexto da família do Sol, são os astros que exibem pequenas dimensões, porém, apresentam-se em número gigantesco.São também os únicos corpos celestes com que o homem pode ter contato direto, sem precisar abandonar a superfície do planeta. Normalmente na linguagem popular, meteoros e meteoritos são utilizados como sinônimos.
Meteoróide: é o corpo que vaga no espaço, antes de colidir com a atmosfera. Meteoro: é o nome genérico dos fenômenos que ocorrem na atmosfera terrestre. Quando um meteoróide penetra na atmosfera da Terra, ele produz um meteoro luminoso, que também é chamado popularmente de ``estrela cadente''.

Meteorito: é um meteoróide que atinge a superfície da Terra sem ser completamente vaporizado. Um dos primeiros objectivos ao estudar meteoritos é determinar a história e origem dos corpos que lhes deram origem. É provavel que o fenômeno da estrela cadente seja conhecido desde a pré-história, porém os registros sobre ele são bem mais recentes, como por exemplo aqueles encontrados nos anais chineses e coreanos datados de 1760 a.C., aproximadamente, ou então nos papiros egípcios de 2000 a.C.

Hale-Bopp

O Hale-Bopp, ou C/1995 O1, foi um dos maiores cometas observados no século XX e um dos mais brilhantes da segunda metade do século XX. Pôde ser contemplado à vista desarmada durante 18 meses, quase o dobro do tempo do Grande cometa de 1811. Foi descoberto a 23 de Julho de 1995 a uma grande distância do Sol, criando-se desde logo uma grande expectativa de que este seria um cometa muito brilhante quando passasse perto da Terra. O brilho de um cometa é algo muito difícil de prever com exactidão, mas o Hale-Bopp superou todas as expectativas quando atingiu o periélio a 1 de Abril de 1997. Foi denominado o Grande Cometa de 1997.
A sua passagem deu origem a alguma preocupação e receio por parte da população, uma vez não eram observados cometas com estas características havia várias décadas. Surgiram inclusive rumores de que uma grande nave extraterrestre estaria no seu encalço, o que levou a um suicídio em massa entre os seguidores da seita Heaven's Gate.O cometa foi descoberto por dois observadores independentes, Alan Hale e Thomas Bopp, ambos nos EUA.
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