17 de fev de 2010

Mars Express inicia série de aproximação máxima de lua marciana

Phobos é uma lua muito estranha e irregular e de todos os satélites do Sistema Solar é o que mais próximo orbita o planeta-mãe, a menos de seis mil quilômetros de Marte. Para entender um pouco melhor sobre esse pequeno mundo, a agência espacial européia iniciou ontem uma série de aproximações com a sonda Mars Express, que deverá chegar a apenas 50 km da lua marciana. As aproximações ocorrerão lentamente e a cada dia a sonda ficará mais próxima. Finalmente, no dia 3 de março a Mars Express atingirá o recorde de menor distância, permitindo aos cientistas registrarem dados altamente detalhados do satélite, principalmente de uma gigantesca cratera que tem aproximadamente metade do seu tamanho. Após o ápice de aproximação a nave iniciará um gradual afastamento e no dia 26 de março a lua marciana sairá do alcance dos sensores da sonda.
Correção de órbita A sonda Mars Express sobrevoa Marte a 10 mil km de distância, em uma órbita polar e elíptica. Mantendo essa dinâmica, a nave precisa ser periodicamente ajustada para que não entre na zona escura do planeta. Em 2009, a equipe do Centro Europeu de Operações Espaciais, localizado em Darmstadt, na Alemanha, apresentou uma série de cenários possíveis de correção e um deles permitiria que a nave passasse a apenas 50 km acima de Phobos.
"Isso representou uma oportunidade excelente para experimentos extras", disse o cientista Olivier Witasse.
Estrutura interna
Uma forte ênfase está sendo dada a essa aproximação e será uma chance sem precedentes de mapear o campo gravitacional do satélite. Nessa distância, a Mars Express terá condições de "sentir" a diferença de atração em cada ponto da lua, o que permitirá aos pesquisadores inferir sobre a estrutura interna de Phobos.
Aproximações anteriores feitas pela sonda forneceram importantes dados sobre a massa do satélite, enquanto imagens estereográficas em alta resolução mostraram feições altamente precisas sobre seu volume. Entretanto, cálculos de densidade surpreenderam os cientistas ao mostrar que algumas regiões de Phobos parecem ser ocas.
Durante a aproximação a sonda enviará sinais de radar até a superfície, na tentativa de ver o interior da lua marciana e tentar mapear sua estrutura e composição interna.
Mistério
A origem de Phobos permanece um grande mistério, mas três possibilidades ganham força. A primeira é que a rocha seja um asteroide capturado pela gravidade marciana e a segunda é que tenha sido formada no próprio local, na mesma época de Marte. A terceira possibilidade é que Phobos tenha sido criado após o Planeta Vermelho, formado pelos restos lançados ao espaço após o choque de um grande meteorito contra a superfície marciana.
Mapeamento
Todos os instrumentos a bordo da Mars Express serão usados nesta campanha, incluindo a câmera estereográfica HRSC. Durante as cinco primeiras aproximações não serão coletadas imagens, já que a sonda estará no lado oculto do Phobos, mas a partir de 7 de março o imageamento será possível. Além do estudo geológico de Phobos, um dos objetos da câmera HRSC será o mapeamento de locais de pouso para a missão russa Phobos-Grunt, que deverá pousar em Phobos em 2012 e trazer o material coletado de volta à Terra.
Foto: Satélite marciano Phobos, registrado pela Sonda de Reconhecimento Marciano MRO. O satélite tem apenas 26 km de diâmetro e está tão próximo do planeta que leva apenas 7 horas e 39 minutos para completar uma órbita. Crédito: Nasa/Jet Propulsion Laboratory.
Fonte: Apolo11 - http://www.apolo11.com/spacenews

Sonda Stereo capta imagens de erupção solar atípica

Atividade magnética pode afetar sistemas de navegação aérea.
Nasa tem 18 missões na ativa só para estudar detalhadamente o Sol.
 
Arcos de fogo surgem de uma região ativa na superfície do Sol nas imagens captadas pela sonda Stereo em 27 de janeiro e divulgadas pela Nasa nesta semana. Os arcos são, na realidade, plasma, matéria superaquecida composta por partículas eletricamente carregadas em movimento (elétrons e íons). A proeminência (ou ejeção de massa coronal) registrada pela Stereo estende-se por centenas de milhares de quilômetros na atmosfera externa do Sol, a coroa solar. Cientistas da Nasa avaliam que a forma dessa ejeção, mais estreita, e sua velocidade são atípicas.
                                             'Cuspe solar' - A 2ª cena da ejeção de massa coronal (Foto: Nasa)
Ejeções de massa coronais podem causar problemas na Terra. As partículas de energia podem danificar satélites, causar problemas de comunicação e navegação em aviões e interromper o fornecimento de energia em residências e indústrias. Para entender os efeitos da atividade solar sobre a Terra, a Nasa mantém 18 missões de observação da estrela. O último reforço é a SDO (Solar Dynamics Observatory), lançada em 11 de fevereiro. A SDO vai tirar fotos detalhadas do Sol a cada 0,75 segundo. A cada dia, enviará à Terra 1,5 terabyte de informação.
'Cuspe solar' - A 2ª cena da ejeção de massa coronal (Foto: Nasa)

O Big Splash - a formação da Lua

O Big Splash é uma teoria astronómica que postula a formação da Lua através do impacto de um planeta com aproximadamente o tamanho de Marte, conhecido como Theia, com a Terra. A teoria foi proposta pela primeira vez em 1975 por investigadores do Instituto de Ciências Planetárias de Tucson e do Instituto Harvard-Smithsonian de Astrofísica. Desde então diversos trabalhos de modelação numérica têm vindo a detalhar esta ideia, que é actualmente considerada consensual na comunidade científica.



Representação artística do momento de impacto da Terra e de 'Theia'. Crédito: William Hartmann

Theia

Theia é o nome dado ao planeta que, de acordo com a teoria do Big Splash, colidiu com a Terra num impacto que deu origem à Lua. Segundo esta hipótese, Theia formou-se por acreção planetária dentro da mesma órbita da Terra, mas a 150 milhões de quilómetros, no ponto lagrangiano L4. Theia permaneceu fixa nesta posição em harmonia com a Terra durante cerca de 20 a 30 milhões de anos. No entanto, à medida que o planeta crescia, as suas forças gravitacionais impeliam Theia para fora de L4.Durante algum tempo o planeta descreveu uma órbita cíclica em ferradura, saindo de L4, mas logo puxado para trás pela força de Coriolis. A cada novo ciclo, Theia ganhava mais velocidade e alcançava
uma distância maior de L4.
Imagens obtidas por modelo computacional do impacto e formação da Lua.
 Crédito: Cameron
Finalmente, já depois de ter desenvolvido estratificação interna, Theia adquiriu massa e dimensão semelhante a Marte, suficiente para escapar de L4 e entrou numa órbita caótica. A colisão com a Terra tornou-se inevitável, visto que ambos os planetas ocupavam a mesma órbita. Quando Theia chocou com a Terra a uma velocidade de 40 mil quilómetros por hora, o impacto foi suficiente para vaporizar o planeta. Parte substancial do seu núcleo ferroso afundou na Terra e integrou o núcleo terrestre. O restante material foi projectado para o espaço. A acreção dos destroços deu origem à Lua.

Nebulosa NGC 3603

Esta imagem da nebulosa NGC 3603, situada a cerca de 20000 anos-luz de distância, põe em evidência a existência de diversos estágios de evolução de uma estrela. No canto superior esquerdo da imagem, obtida com o Telescópio Hubble, encontra-se uma estrela supergigante azul evoluída, conhecida por Sher 25. Esta estrela tem à sua volta um anel de gás circum-estelar. No centro da imagem situa-se um enxame de estrelas jovens e quentes. Uma quantidade enorme de radiação ionizante emitida por estas estrelas escavou uma cavidade em torno do enxame. Gigantes pilares gasosos, qual esculturas cósmicas, são igualmente visíveis na parte direita da imagem, pondo em evidência a interacção entre a radiação ionizante e o material frio molecular de que a nebulosa é formada. Na parte inferior esquerda da imagem são ainda visíveis duas nebulosas de emissão.
Crédito: IPAC, NASA.
 

NGC 7023 - Nebulosa da Íris

A 1300 anos-luz de nós, nos férteis campos de estrelas da constelação de Cefeu, podemos encontrar um delicado conjunto de nuvens de gás e poeira interestelar, rodeando uma jovem e quente estrela em formação. Nesta imagem do amador Filipe Alves, a cor predominante é azul característica das nebulosas de reflexão, contrastando com nuvens escuras de poeira e gases frios que formam as formas complexas que podemos observar. Esta imagem é uma composição de 21 exposições individuais de 300 segundos, obtidas com uma câmara digital SLR, através de um telescópio refractor de 80mm, processadas digitalmente para melhor revelarem a estrutura deste objecto.
Crédito: Filipe Alves
Fonte: ESO

Iapetus - O satélite com "dupla" face

O satélite de Saturno, Iapetus, apresenta um aspecto muito peculiar. Um hemisfério da lua é muito escuro enquanto que o outro é muito claro. Este é um mistério ainda sem solução. Será que a diferença tem origem externa ou será resultado de um reprocessamento do material da superfície pela própria lua?
Iapetus possui um diâmetro de 1 436 km, cerca de 1/3 do diâmetro da nossa Lua. A imagem foi obtida pela sonda Cassini quando esta se encontrava a cerca de 3 milhões de quilómetros. A diferença de brilho não é o resultado da projecção de sombras na superfície de Iapetus, uma vez que o ângulo feito entre Sol-Iapetus-Cassini é de apenas 10 graus.

Crédito: NASA/JPL/Space Science Institute.Telescópio: Sonda Cassini.
Instrumento: ISS - Narrow Angle Camera.
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