4 de mar de 2010

LGM-1

Little Green Men 1 (LGM-1) foi a explicação dada para uma famosa observação astronômica. Em 1967, um sinal foi detectado num observatório do Reino Unido por Jocelyn Bell e Antony Hewish. O sinal possuía um período de 1,3373 segundos, e 0,04 MLP (modulação por largura de pulso) por segundo, localizado nas coordenadas celestes 19:19 de ascensão reta e 21 graus de declinação.
Os descobridores fizeram uma proposta de explicação alternativa, de que o sinal poderia ser um farol ou uma comunicação de uma civilização extraterrestre inteligente e denominou-o LGM-1 ("Little Green Men", em português "pequenos homens verdes", uma alusão ao estereótipo dos seres extraterrestres).
O sinal viria a revelar-se emissões de rádio a partir do pulsar CP1919 (o primeiro reconhecido como tal). Bell notou que outros cientistas poderiam ter descoberto pulsares antes dele, mas as suas observações foram ignoradas. Ela observou que Sir Fred Hoyle identificou este objeto astronômico como uma estrela de nêutrons imediatamente após o anúncio de sua descoberta.

SGR 1900+14

SGR 1900+14 é uma estrela localizada na constelação da Águia, a cerca de 20 mil anos-luz de distância do sistema solar. É um exemplo de magnetar, um tipo de estrela intensamente magnética, que se supõe terem surgido da explosão recente de uma supernova. Apenas quatro magnetares são conhecidos na Via Láctea. O telescópio Spitzer, da Nasa, detectou um misterioso anel em volta da SGR 1900+14, em duas baixas faixas de infravermelho, em 2005 e 2007. A imagem de 2007 não mostrava mudança distinta no anel, mesmo após dois anos. O anel mede 7 anos-luz de diâmetro, e sua origem ainda é desconhecida. Foi tema de um artigo na revista Nature, em maio de 2008.
Fonte:Wikipédia

Supermagneto cósmico espalha raios X pelo Universo

A observação de fenômenos naturais muitas vezes confirma teorias científicas anteriormente elaboradas. Noutras vezes, os cientistas se deparam com coisas totalmente novas, ainda não pensadas e algumas vezes
até impensáveis.

Magnetar
Foi isto o que aconteceu quando o astrônomo holandês Peter den Hartog estava observando o céu em busca de fontes de raios X de alta energia. Ele os encontrou num dos mais improváveis locais: uma estrela com um campo magnético extremamente forte, tão forte que a estrela recebe o nome de magnetar. Magnetares são estrelas de nêutrons muito compactas com um campo magnético um bilhão de vezes mais forte do que qualquer campo magnético que possa ser produzido artificialmente na Terra. Elas são os mais poderosos ímãs do Universo.

Estrelas desconhecidas
Quase tudo o que se relaciona aos magnetares ainda está envolto em mistério. Os cientistas sabem muito pouco a seu respeito, nem mesmo como eles se formam. Mais misteriosos ainda se tornaram agora, com a descoberta dos feixes de raios X de alta energia que emanam deles. O magnetar que o Dr. Hartog observou mede 20 quilômetros de diâmetro, onde está condensada uma massa que é uma vez e meia maior do que a do Sol. Devido à sua altíssima emissão de energia, eles são corpos celestes efêmeros, não vivendo mais do que 10.000 anos. Embora possam ser visualizados por meio de telescópios de raios X, esses feixes de altíssima energia emitidos pelo magnetar não atingem a Terra.
Fonte: http://www.inovacaotecnologica.com.br/

VV Cephei

VV Cephei é um sistema binário localizado na constelação de Cefeu. O sistema é composto pelas estrelas VV Cephei A (gigante vermelha) e uma companheira de cor azul denominada VV Cephei B. O sistema esta localizado aproximadamente a 8359 anos-luz do sistema solar. É 632.700.000 (lê-se seiscentos e trinta e dois milhões e setecentos mil) vezes maior que a Terra.
VV Cephei A, a supergigante, é uma das maiores estrelas conhecidas. Seu espectro luminoso está classificado como do tipo M2, e possui cerca de 1600 a 1900 vezes o diâmetro do nosso Sol (se VV Cephei fosse colocada no centro de nosso sistema no lugar do Sol, sua superfície se estenderia além da órbita de Júpiter). É 275 000 - 575 000 vezes mais luminosa que o Sol. A massa de VV Cephei A é estimada em cerca de 100 massa solares.
VV Cephei B
VV Cephei B, a estrela azul restante, é separada de sua companheira pela distância de 25 UA em média, com uma distância variável entre 17 e 34 UA. Seu espectro luminoso esta classificado como do tipo B0, e possui cerca de 10 vezes o diâmetro do Sol, sendo também cerca de 100,000 vezes mais luminosa.
O período orbital do sistema é de 7430 dias (aproximadamente 20 anos).

Mu Cephei

Mu (μ) Cephei é uma estrela hipergigante vermelha, a uma distância de aproximadamente 5 mil anos-luz da Terra, com massa entre 50 e 100 massas solares, na constelação de Cefeu. É quase do tamanho de VV Cephei, e uma das maiores estrelas conhecidas.



Mu Cephei, acima da Nebulosa IC 1396.

Sagittarius A

O centro da Via Láctea, com a localização do buraco negro, conhecido como Sagitário A *, ou Sgr A *, NASA / MIT / CXC / F.K. Baganoff et al.
O centro da nossa galáxia, a Via-Láctea, é identificado com uma fonte de rádio compacta chamada Sagitarius A. Até há poucos anos, o centro da Via Láctea só era acessível em rádio, devido à grande quantidade de poeira no plano da nossa galáxia que impede a observação ótica das estrelas. Há cerca de 15 anos, aperfeiçoaram-se detectores na faixa infravermelha do espectro, que permitem observar através da poeira. Tornou-se possível, então, medir velocidades de estrelas individuais no centro da Via Láctea através de imagens (os chamados movimentos próprios) e espectroscopia (velocidades radiais).

Os astrônomos alemães Eckart & Genzel (1996, 1997) vêm acumulando medidas das velocidades das estrelas no centro da galáxia e recentemente publicaram o resultado obtido ao juntar os dados de cerca de 200 estrelas observadas: eles concluíram que as velocidades das estrelas crescem em direção ao núcleo da Via-Láctea de acordo com a Lei de Kepler (para o movimento de partículas em torno de uma massa central), até a mínima distância ao centro possível de ser resolvida (cerca de uma semana-luz). As velocidades observadas indicam uma densidade central maior do que 2x1012 massas solares por parsec cúbico, que é muito mais alta do que a que permite a existência de um aglomerado estelar estável. A única conclusão possível é que existe no centro da Via Lácta um buraco negro de massa 2.6x106 M.

Sagittarius A* representa perigo para a Terra?

A Via Láctea contém um buraco negro supermassivo conhecido como Sagittarius A* (ou Sgr A*, para abreviar). Embora os astrônomos tenham testemunhado uma pequena atividade no Sgr A* usando o CHANDRA e outros telescópios ao longo dos anos, este buraco negro tem-se a um nível muito baixo de atividade. Se a Via Láctea segue as tendências verificadas no levantamento da pesquisa ChaMP, Sgr A* deverá ser de cerca de um bilhão de vezes mais brilhante na emissão de raios-X durante aproximadamente 1% do tempo de vida restante do Sol (5 a 6 bilhões de anos). No entanto, provavelmente, tal atividade deve ter sido mais comum no passado distante.

No entanto nós aqui da Terra não deveríamos nos preocupar com os riscos, se Sgr A* tornar-se um AGN não sofreríamos ameaças para a vida em nosso planeta. Contudo observaríamos um show espetacular de raio-X e ondas de rádio. No entanto, todos os mundos que residem próximos do centro da galáxia, ou diretamente na linha de fogo, receberiam grandes quantidades potencialmente danosas da radiação. Os resultados foram publicados na edição de 10 de novembro da revista Astrophysical Journal. Os co-autores do artigo foram Scott Anderson da Universidade de Washington, Anca Constantin da James Madison University, Tom Aldcroft e Dong-Woo Kim do Harvard-Smithsonian Center for Astrophysics e Wayne Barkhouse da Universidade de Dakota do Norte.

Fonte: www.nasa.gov

Galáxia Anã Irregular de Sagitário

 
A Galáxia Anã Irregular de Sagitário ou SagDIG (do inglês Sagittarius Dwarf Irregular Galaxy) é uma galáxia irregular que faz parte do Grupo Local e está a 3,4 milhões de anos-luz da Terra. É uma galáxia LSB (baixo brilho superficial). Imagens obtidas com o Telescópio Espacial Hubble, mostram que a parte principal da SagDIG apresenta alguns complexos de formação estelar abrangendo uma fração significativa da área total da galáxia. A presença de um processo de formação de estrelas dentro de uma galáxia rica em gás, uma vez que faz da SagDIG um excelente laboratório onde cientistas podem verificar as teorias atuais sobre o que desencadeia criação de estrelas em galáxias isoladas. Foi descoberta por Cesarsky et al. em uma fotografia tirada com o ESO (B) Atlas em 13 de junho de 1977.
Fonte:Wikipédia

NGC 1788 O Morcego Cosmico

A constelação de Órion, o caçador, é mais conhecida por abrigar as Três Marias, três estrelas brilhantes e bem alinhadas no céu. As três estrelas formam o Cinturão de Órion, no desenho do caçador projetado no céu pela mitologia antiga. Mas Órion é muito mais que isso. Guarda, por exemplo, a Nebulosa de Órion, magnífica região de formação de estrelas, e a Nebulosa da Cabeça do Cavalo, cuja silhueta escura lembra e muito um cavalo. Mas tem muito mais que isso: em Órion está praticamente escondido o morcego cósmico. Mais conhecido como NGC 1788, o morcego cósmico é na verdade uma outra magnífica nebulosa onde estrelas jovens se aninham com estrelas ainda mais jovens, em estágios primitivos de formação. Essa forma de morcego colorido, que é mais nítida em imagens de grande escala, tem razão de ser.
A Nebulosa de Órion é um grande berçário de estrelas de grande massa. Estrelas desse tipo produzem um vento muito forte que afeta mesmo regiões distantes delas. Esse vento deforma, esculpe e comprime o gás interestelar. Num primeiro estágio, ajuda a formar uma nova geração de estrelas. Mas num segundo momento, acaba por varrer todo o gás das nuvens e interrompe a formação de estrelas.
Para nossa sorte, NGC 1788 está no lugar certo na hora certa. Localizada em uma região com alta incidência de estrelas de alta massa, ela sofre com a ação dos ventos. É possível notar inclusive uma nuvem avermelhada à esquerda da imagem, fruto da ionização do hidrogênio por essas estrelas distantes. Pertencentes a essa nebulosa em si, poucas estrelas são visíveis, como a alaranjada no topo. Não que sejam poucas, pelo contrário, mas a grande parte ainda está mergulhada nos seus berçários de gás e poeira e não pode ser vista nesta imagem. Em imagens no infravermelho elas são dezenas!
O estudo da nebulosa mostra estrelas em três faixas etárias: as mais velhas (com alguns milhões de anos) estão à esquerda da nuvem vermelha de hidrogênio ionizado. Estrelas um pouco mais jovens estão na própria nebulosa (como a estrela em seu topo), iluminando-a por dentro, e as que ainda estão se formando (as mais jovens de todas) estão profundamente embebidas na nebulosa, invisíveis na foto.
Daqui a alguns milhões de anos a ação dos ventos das estrelas distantes vai destruir essa nebulosa, deixando à mostra as estrelas hoje escondidas. De tão fortes, os ventos estelares vão espantar o morcego cósmico.
Fonte:G1/Observatório

Espelhos de novo telescópio da Nasa passam em teste de baixa temperatura

Lançamento do James Webb está marcado para 2014.
Capacidade de captar imagens do cosmos é muito superior à do Hubble
 Nasa anunciou nesta quarta-feira (3) a conquista de uma etapa essencial para o lançamento, daqui a quatro anos, de um telescópio espacial ainda mais potente que o Hubble. O novo olheiro do espaço, batizado de James Webb, passou em uma espécie de teste de resistência climática. Seis dos 18 espelhos hexagonais do Webb – cada um com 6,5 metros de lado a lado – foram testados em uma câmara criogênica e de raio X, onde suportaram temperaturas de até 248°C negativos.
A análise é fundamental para assegurar que o material suporte as condições ambientais extremas do espaço. Os testes foram feitos tanto com os módulos separados quanto unidos. As peças também passaram por um “polimento criogênico”, para que cumprissem as especificações ópticas. O polimento criogênico assegura que, ao atingir temperatura operacional, extremamente fria, a forma do espelho será exatamente a planejada para que o telescópio possa captar imagens precisas de estrelas e galáxias distantes.
             
Para validar os resultados anunciados nesta quarta-feira, a Nasa vai coordenar uma série de rechecagens.
Os planos de construção e lançamento do Webb começaram a ser esboçados há dez anos. O Webb tem três patrocinadores: a Nasa, a agência espacial europeia (ESA) e a agência espacial do Canadá.


Parceria - Projeto, iniciado há dez anos, é resultado de parceria entre Nasa, ESA e agência canadense





Fonte:G1

Nasa divulga foto de 'cratera invertida' em Marte

Mars Reconnaissance Orbiter enviou 100 terabytes de dados desde 2006.
Volume de informações equivale a 3 milhões de músicas em MP3.
 
A Nasa divulgou a foto acima, de uma 'cratera invertida' em Marte, na região conhecida por Arabia Terra. A imagem foi captada pelo Mars Reconnaissance Orbiter, um satélite dedicado ao mapeamento do 'planeta enferrujado'. Desde 2006, o orbitador já mandou 100 terabytes de dados, o equivalente a 3 milhões de músicas em MP3. (Foto: NASA/JPL-Caltech/Universidade do Arizona via AP)
Fonte:G1

SGR 1806-20

SGR 1806-20 é um magnetar, um tipo particular de estrelas de nêutrons. Ele foi identificado como um repetidor de raios gama mols, o SGR, do inglês soft gamma repeater. SGR 1806-20 está localizado a 14,5 quiloparsec (aproximadamente 50.000 anos-luz) da Terra, na constelação de Sagittarius. Tem um diâmetro de não mais de 20 quilômetros, e completa uma rotação sobre seu eixo vertical a cada 7,5 segundos (aproximadamente 30.000 km/h na superfície). No começo de 2007, SGR 1806-20 foi classificado como o objeto mais magnético registrado, seu campo magnético possui uma intensidade de superior aos 1015 gauss (comparado com o campo magnético do Sol, que possui entre 1 e 5 gauss de intensidade).
Fonte:Wikipédia

Lua Hipérion

Hipérion (português brasileiro) ou Hiperião (português europeu) é a oitava maior lua de Saturno. Orbita Saturno a 1.481.100 km do planeta, perto de Titã. Possui uma forma totalmente irregular, cheia de crateras, que o deixa parecido com uma esponja. Possui também uma rotação caótica e uma órbita excêntrica.Seu nome é tirado da mitologia grega, do titã Hipérion, seguindo a nomenclatura sugerida por John Herschel para os 7 satélites conhecidos na época de sua descoberta. Também é chamada de Saturno VII. Hipérion foi descoberta em 1848 independentemente por William Cranch Bond, George Phillips Bond e William Lassel, mas todos foram creditados pela descoberta.
Características Físicas
A superfície de Hipérion é totalmente irregular e preenchida por crateras, o que deixa a lua parecida com uma esponja. Uma possível explicação para sua irregularidade na forma é Hipérion ser um fragmento de outro corpo maior que se quebrou em um passado distante. Hipérion demonstra ter baixo nível de Albedo (cerca de 0,3), o que indica que o material é coberto por pelo menos uma camada escura. Isso pode ajudar na descoberta de sua origem, já que possui um material escuro de mesma coloração encontrada em Jápeto. Sua coloração é mais avermelhada que Phoebe.
Composição
As últimas análises feitas pela Cassini constataram que cerca de 40% do satélite é vazia e confirmaram que Hipérion é composta principalmente de gelo, com poucas ocorrências rochosas, como pode ser indicado pela sua baixa densidade.
 Crateras
Hipérion é coberto de crateras uniformemente distribuídas em sua superfície. Sua maior cratera possui 121.57 km de diâmetro e 10.2 km de profundidade. As crateras são preenchidas por um material escuro e avermelhado, composto por várias cadeias de hidrogênio e carbono. Acredita-se que a porosidade existente nas crateras ajuda a mantê-las inalteradas com o passar do tempo.

Rotação
A rotação de Hipérion é tão irregular que é impossível prever sua orientação no espaço. A irregularidade em sua forma, a órbita excêntrica e a atuação gravitacional de Titã são os fatores prováveis para tal rotação. A rotação irregular pode contribuir para a uniformidade da superfície do satélite, ao contrário de outros que possuem rotação regular e hemisférios bem diferentes dos pólos.
 Exploração
Hipérion foi fotografada pela Voyager 2 de apenas uma distância, sendo que não pôde ser analisada a textura do Satélite, e depois pela sonda Cassini, que chegou a se aproximar bastante em 2005 e 2006, chegando a apenas 500 km da lua em 26 de setembro de 2007.                                         Imagem obtida pela Cassini com processamento para destacar detalhes
Fonte:Wikipédia

Planeta Mercúrio

                      Créditos da Imagem:Nasa 
Mercúrio é o primeiro planeta contando do Sol e pode ser visto a olho nu, ao amanhecer e ao entardecer, sempre próximo ao Sol. Por isso os antigos lhe deram dois nomes: Apolo, a estrela matutina, e Hermes, a estrela vespertina, porém sabendo que era o mesmo corpo. Ele gira em torno de seu eixo três vezes a cada dois anos mercurianos, ou seja, cada dois anos mercurianos tem três dias mercurianos.

Mercúrio é o único corpo do Sistema Solar que se conhece fora da razão 1:1. Esses fatos produziriam efeitos estranhos para um observador que estivesse na superfície: em algumas longitudes, por exemplo, o Sol se ergueria no horizonte, em sua trajetória aumentaria muito de tamanho, iria parar no zênite e ficar algum tempo lá; inverteria então brevemente seu curso no céu e continuaria, diminuindo até chegar ao outro extremo. Enquanto isso as estrelas se moveriam três vezes mais rápido no céu. Observadores em outros pontos veriam efeitos diferentes, mas igualmente bizarros.

A temperatura na superfície do lado mais perto do Sol chega a 427 graus Celsius, uma temperatura quente o suficiente para derreter estanho. No lado oposto, ou lado da noite, a temperatura desce a -173 graus Celsius. Surpreendentemente, observações do polo norte de Mercúrio, feitas por radar revelaram a presença de gelo nas sombras protegidas de algumas crateras. Devido à rotação de Mercúrio e sua órbita altamente elíptica, o Sol parece nascer brevemente, se pôr, e nascer novamente antes que ele realize seu movimento na direção oeste do céu. Quando chega a hora do Sol se pôr, ele parece se pôr, nascer brevemente, e finalmente se pôr.
 
Informações gerais: 
 
Distância média do Sol: 57.900.000 km
 
Raio médio: 57.910.000 km
 
Rotação (dia): 58 dias
 
Translação (ano): 87 dias
 
Diâmetro equatorial: 4879.4 km
 
Temperatura média: 179°C
 
Temperatura máxima: 427°C
 
Temperatura mínima: -173°C
 
Velocidade orbital média: 47.8725 km/s
 
Velocidade de escape: 4.25 km/s
 
Luas: 0Composição atmosférica: Hélio: 42% Sódio: 42% Oxigénio: 15% Outros: 1%
 
Características de Mercúrio

A característica mais interessante de Mercúrio é a bacia Caloris - uma cratera de 1300 km de diâmetro, que se encheu de lava depois da formação da cratera. É a segunda maior cratera no Sistema Solar. a seguir à bacia Aitken, no lado de lá da Lua, e a sua formação provocou ondas de choque por todo o planeta. As crateras de Mercúrio diferem das da Lua porque estão sujeitas a maior gravidade. Assim, os detritos ejectados no impacto caem mais próximo da borda da cratera em vez de formarem um extenso sistema de estrias. A exagerada gravidade é o grande mistério do planeta - tem três quartos do tamanho de Marte e no entanto possui o mesmo valor de gravidade à superfície. 

Isto seria explicável se o planeta contivesse uma quantidade desproporcionada de materiais pesados - um núcleo de ferro e níquel sobredimensionado. por exemplo. Actualmente, os astrónomos suspeitam que o jovem Mercúrio sofreu uma enorme colisão que lhe destruiu a maior parte do manto e crosta.  As crateras e planícies de Mercúrio são frequentemente cortadas por penhascos elevados ou vales íngremes que se prolongam por vários quilómetros. Estas características únicas sugerem que. cedo na sua história. o planeta aqueceu e dilatou-se. Ao arrefecer, contraiu-se e partes da superfície foram empurradas para cima. sobre áreas adjacentes.

O dia de Mercúrio tem a duração de dois terços do seu ano. mas estes combinam-se de maneira a que, na maior parte do planeta, só há um nascer do Sol de dois em dois anos. Noutras áreas, o nascer elo Sol coincide com a maior aproximação ele Mercúrio ao Sol e com a sua maior velocidade orbital. Nestas alturas. o movimento de translação de Mercúrio pode ultrapassar o de rotação. e o Sol nasce e põe-se e nasce outra vez numa questão de dias. Mercúrio orbita o Sol na vertical, e assim nos pólos só se vê o Sol perto do horizonte. Isto significa que crateras profundas que existam aí estão sempre na sombra, podendo talvez abrigar grandes quantidades de gelo. depositado por cometas que colidiram com o planeta.
Fonte: http://www.seleccoes.pt/article/16221

A estranha órbita de Mercúrio


 Em meados do século XIX alguns cientistas estavam intrigados com a estranha órbita do planeta Mercúrio, que parecia ela própria girar em torno do Sol, como se o planeta fosse uma conta dentro de um bambolê, girando na cintura de uma menina.
Em 1860 o matemático francês Urbain Le Verrier sugeriu que o problema poderia ser resolvido se fosse considerada a existência de um planeta movendo-se entre Mercúrio e o Sol. Indiretamente ele se referia a uma carta que havia recebido no ano anterior de um talentoso astrônomo amador chamado Lescarbault, que relatava ter visto um corpo celeste realizando um trânsito solar.
Diz-se que acontece um trânsito quando um astro passa na frente ao Sol. Quando a Lua transita à frente do Sol, ocorre um eclipse solar. Mas isso porque a Lua está próxima o bastante para encobrir o astro-rei. Na maioria das vezes, os trânsitos só podem ser observados por astrônomos experientes, pois exige a delicada (e perigosa) tarefa de olhar na direção do Sol.
Somente os planetas Mercúrio e Vênus realizam trânsitos, porque suas órbitas são internas à órbita da Terra. Esses trânsitos são eventos raros e bastante aguardados, exigindo também cuidados especiais na sua observação.
Fonte:Astronomia no Zênite

Uma lua para Mercúrio

Tudo começou em 31 de março de 1974, dois dias depois que a nave Mariner 10 sobrevoou o planeta Mercúrio. Foi quando seus instrumentos captaram uma emissão de radiação ultravioleta (UV) onde simplesmente "não era certo estar lá". No dia seguinte ela se foi. Mas antes que se pensasse em falha nos instrumentos ela reapareceu vinda de outra direção.
A Mariner 10 captou misteriosas emissões de UV.  
 
Alguns cientistas pensaram que a fonte poderia ser uma estrela. O Sol e as outras estrelas emitem UV em abundância; é este tipo de radiação que mesmo filtrada pela nossa atmosfera causa queimaduras na pele de banhistas desprevenidos.
 
Concepção artística de Mercúrio e sua lua.
Mas era sabido que a radiação UV não pode penetrar muito no meio interestelar e além disso a fonte parecia ter mudado de lugar, o que sugeria que estava próxima. Um pequeno astro, escuro e muito próximo de Mercúrio poderia estar refletindo a radiação UV do Sol para a Mariner. Teria Mercúrio uma lua?

Mal entendido
CALCULOU-SE QUE O MISTERIOSO OBJETO movia-se a cerca de 4 km/s, uma velocidade razoável para um satélite. Deveria a suposta lua ser anunciada ao público?
Era tarde demais, a imprensa já sabia e alguns jornais da época publicaram empolgantes histórias sobre a misteriosa lua invisível de Mercúrio. Mas a ciência é excitante justamente por ser real. Os cientistas não devem se deixar levar pelo desejo, tampouco são vendedores de histórias. Eles tinham de ser mais cautelosos. Jamais se localizou a suposta lua de Mercúrio. Mas o fim desta história marcou o início de um novo capítulo para a Astronomia. Pois numa coisa os cientistas de fato se enganaram: a radiação UV não era absorvida pelo meio interestelar como eles imaginavam e os modernos instrumentos da Mariner provaram isso.
Na direção de onde provinha aquelas emissões, porém muito além do Sistema Solar, estavam poderosas fontes de UV. O mal entendido estava, afinal, resolvido.
Fonte:Astronomia no Zênite
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