10 de mar de 2010

Classificação de Hubble

Classificação de Hubble foi um esquema sugerido por Hubble para classificar as galáxias. Originalmente pensava-se que, com o tempo, o esquema poderia fornecer informações sobre a evolução das galáxias.

Tipos de galáxia de acordo com o esquema de classificação de Hubble. A letra E representa galáxia elíptica, a letra S uma galáxia espiral e as letras SB representam uma galáxia espiral barrada.
Hubble pensava que galáxias quase esfero-elípticas (denotadas Eo) gradualmente adquiririam uma forma achatada até se assemelharem a lentes finas (E7), para transformar-se então em galáxias espirais comuns (So até Sc) ou em galáxias espirais barradas (galáxias cujo núcleo é cortado por uma "barra" de poeira, gás e estrelas, representadas pelas siglas Sba e Sbc).
As galáxias So, conhecidas como galáxias lenticulares, possuem um núcleo central e um disco, mas não têm braços espirais. Pensava-se que uma galáxia espiral comum desenvolvesse braços às custas da massa do núcleo central; os braços seriam mais frouxamente espiralados de Sa até Sc. No caso das galáxias espirais barradas, pensava-se que uma barra brilhantemente luminosa se desenvolvesse cortando seu núcleo com um braço espiral originando-se de cada extremidade da barra. Estudos mais recentes sobre as galáxias e sobre as estrelas contidas em seu interior lançaram dúvidas sobre este esquema evolutivo,mas o esquema ainda é útil como uma classificação prática dos diferentes tipos de galáxias.
Fonte:Wikipédia

Galáxia Lenticular


Uma galáxia lenticular é uma galáxia com a forma de uma lente. Este enorme agrupamento de estrelas mais velhas tem uma distribuição regular, suave e muito pouca estrutura interna.
Na verdade, elas podem resumidamente serem descritas como "galáxias espirais sem a estrutura espiral".
Uma de suas principais características é serem galáxias com um disco suave, onde a formação estelar parou há muito tempo atrás, quando a matéria interestelar esgotou-se.Por consegüinte, elas consistem somente, ou pelo menos principalmente, de estrelas de população II velhas.
Pela sua aparência e conteúdo estelar freqüentemente elas podem, com dificuldade, ser distingüidas observacionalmente das galáxias elípticas. A classificação desssas galáxias é SO.
A NGC 7049 uma Galáxia lenticular
Fonte:Wikipédia

Universo Oscilante

Há várias teorias sobre a formação e o crescimento do Universo. Uma delas é a do universo oscilante, segundo a qual o Universo teria nascido de uma espécie de ovo cósmico originário, há bilhões de anos. Ou seja, havia uma determinada quantidade de matéria universal concentrada em um espaço único, constituindo uma massa atômica primitiva. Em um dado momento este ovo teria passado por uma explosão incalculável, nunca antes vivenciada no Cosmos, e assim foi criado o Universo da forma como ele é conhecido – evento denominado ‘Big Bang’. Várias pesquisas apontam que o Universo, com a passagem do tempo, tende a se estreitar, portanto sua velocidade de expansão diminui cada vez mais, devido à atração gravitacional.
Um dia o Cosmos encolherá de tal forma que ele entrará em colapso, fenômeno conhecido nos meios científicos como ‘Big Crunch’. Esta teoria pressupõe a existência de ciclos, os quais configuram o que se chama de Universo Oscilante. Ela foi proposta pelo físico Richard Tolman, que acreditava nas várias oscilações universais, as quais vão de tempos em tempos do ‘Big Bang’ ao ‘Big Crunch’, passando pelo inevitável colapso, o grande rebote.
Outro pesquisador, George Gamow, referia-se a este evento como a grande explosão. Os restos desta convulsão cósmica converteram-se em estrelas e galáxias, e atualmente verifica-se que o Universo ainda se encontra em estágio de expansão. Mas, se for possível olhar para o passado e comparar este crescimento ao que hoje ocorre, será visível a diferença de velocidade deste desenvolvimento. Antes se verificava no espaço sideral um agrupamento mais veloz das galáxias, pois a gravidade exercia uma força de atração bem maior. Hoje este impulso está mais enfraquecido, e tende a tornar-se ainda menor no futuro. A dilatação do Cosmos é, assim, cada vez mais morosa.
Segundo esta teoria, o Universo encolherá gradualmente e, um dia, irá se contrair a ponto de novamente constituir um ovo cósmico, até que ele mais uma vez se desintegre e constitua um novo ‘Big Bang’, o que ocorre mais ou menos a cada 80 bilhões de anos. A crença nesta proposição científica pressupõe que se acredite em um Universo fechado, hipótese contestada por muitos cosmólogos.
A teoria do Universo Oscilante foi a princípio desenvolvida na forma de equações por Alexander Friedmann, em 1922. Logo depois ela foi ampliada por Richard Tolman, em 1934. Há várias controvérsias entre os próprios pesquisadores; alguns crêem em uma infinita oscilação, baseada na existência, portanto, de vários ciclos, enquanto outros acreditam que há apenas um estágio cósmico.
Nenhum destes cientistas, porém, sabe explicar de onde veio o ovo primordial, como ele foi constituído nem durante quanto tempo ele foi preservado. Mas esta visão cíclica do universo, embora muito polêmica, ainda subsiste nos dias atuais, entre estudiosos que defendem a eterna existência do Cosmos, em estágios de nascimento e renascimento.
Fonte:www.infoescola.com

Sistema binário mais rápido já descoberto completa órbita em 5 minutos

Estrelas super velozes
Uma equipe internacional de astrônomos demonstrou que as duas estrelas no sistema binário HM Cancri giram em torno uma da outra em apenas 5,4 minutos (5 minutos e 24 segundos).
Isto torna o HM Cancri o sistema binário com o período orbital mais curto que se conhece, superando de longe qualquer outro.
Além de rápido, ele é também o menor sistema binário conhecido - a dupla de estrelas gêmeas não é maior do que 8 vezes o diâmetro da Terra, ou o equivalente a cerca de um quarto da distância da Terra à Lua.
Anãs brancas
O sistema binário HM Cancri é formado por duas anãs brancas - uma espécie de "resíduo" estelar deixado por estrelas como o nosso Sol, depois que seu combustível se esgota. Elas contêm uma forma altamente condensada de hélio, carbono e oxigênio.
As duas anãs brancas no binário HM Cancri estão tão próximas uma da outra que a massa está fluindo de uma estrela para a outra. A HM Cancri foi descoberta como uma fonte de raios X, em 1999, já mostrando uma periodicidade de 5,4 minutos.
Mas, até agora, não estava claro se este tempo também indicava o período orbital real do sistema. Ele é tão curto que os astrônomos estavam relutantes em aceitar essa possibilidade sem provas sólidas.
Variações na velocidade da luz
A equipe de astrônomos, liderada pelo Dr. Gijs Roelofs, do Centro Harvard-Smithsonian de Astrofísica, nos Estados Unidos, usou agora o maior telescópio terrestre do mundo, o telescópio Keck, no Havaí , para provar que o período de 5,4 minutos é realmente o período orbital do sistema.
A comprovação veio por meio da detecção de variações de velocidade nas linhas espectrais na luz da HM Cancri.
Essas variações de velocidade são induzidas pelo efeito Doppler, causado pelo movimento orbital das duas estrelas ao girarem uma em torno da outra. O efeito Doppler faz com que as linhas mudem periodicamente de azul para vermelho e, retornem ao azul, e assim por diante.
Na foto acima:Concepção artística do sistema binário HM Cancri, no qual duas anãs brancas giram uma em torno da outra em apenas 5 minutos e 24 segundos. [Imagem: Rob Hyne/Warwick]
Fonte:Inovoçaotecnologica.com.br

MRO Mapeia Vastos Glaciares Subsupeficiais Marte


Novas imagens de radar obtidas por uma sonda da NASA mostram que vastos glaciares de gelo são comuns em Marte, mas temos que procurar por baixo da superfície para os encontrar.
Estes depósitos de gelo marciano escondido e enterrado foram confirmados pela primeira vez há dois anos atrás, mas estudos recentes do Planeta Vermelho pela Mars Reconnaissance Orbiter estão a revelar novas pistas de como o gelo pode ter aí chegado.
Os cientistas pensam que os glaciares de Marte podem ser "fósseis" de uma altura no seu passado, quando as placas de gelo regional recuaram. "A hipótese é que toda a área estava coberta por uma camada de gelo durante um diferente período climático, e quando acabou, estes depósitos permaneceram aí, protegidos da atmosfera por uma camada de detritos," afirma Jeffrey Plaut do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia. O gelo estende-se por centenas de quilómetros, numa região à latitude média de Marte chamada Deuteronilus Mensae. Plaut e colegas recentemente usaram o instrumento de radar da MRO para compôr um mapa do gelo de Marte, "a partir de mais de 250 observações de uma área com aproximadamente o tamanho do estado da Califórnia."
"Mapeámos toda a área com uma grande densidade de cobertura," afirma Plaut. "Estas não são características isoladas. Nesta área, o radar detecta gelo subsuperficial espesso em muitos locais."
Os investigadores apresentaram o mapa na 41.ª Conferência de Ciência Lunar e Planetária, que tem lugar esta semana perto da cidade americana de Houston.
Os estudos futuros deste gelo enterrado podem revelar mais sobre as condições ambientais da altura em que foram depositados. Os glaciares podem ser um alvo promissor para uma missão futura a Marte, afirmam os cientistas. A Mars Reconnaissance Orbiter é a sonda mais poderosa jamais posta em órbita de Marte pela NASA. Foi lançada em 2005 e alcançou o Planeta Vermelho em Março de 2006. Até à data, a sonda já enviou para a Terra mais de 100 terabits de dados e fotografias. Este valor é superior à soma combinada de todos os dados já enviados pelas outras missões a Marte.
Na Figura acima:Um instrumento de radar na sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA detectou grandes depósitos de gelo glacial a latitudes médias em Marte.rédito: NASA/JPL-Caltech/ASI/Universidade de Roma/Instituto de Pesquisa do Sudoeste.
Fonte:astronomiaonline.

Grupo Maffei

O grupo de Maffei é um grupo muito famoso de galáxias, mesmo que a maioria das galáxias do grupo tenham sido descobertas somente nos últimos vinte anos. Uma grande parte das galáxias deste grupo próximo estão diretamente atrás do plano de nossa galáxia e são escondidos por todo o gás, poeira e estrelas. Somente o lado esquerdo deste grupo, ao redor da galáxia IC 342 são facilmente visíveis - a maioria das galáxias em torno de Maffei I e II só foram descobertas após os anos 1990's.
A Descoberta das Galáxias Maffei
As duas galáxias de Maffei foram descobertas por Paolo Maffei em 1968. Ele observou um Objeto Infravermelho na Região de IC 1895 e sugeriu que poderia haver galáxias obscurecidas nesta região. As duas galáxias tinham sido catalogadas anteriormente como nebulosas de emissão - Stewart Sharpless listou-as como os objetos 191 e 197 em seu Catálogo das Regiões H II publicadas em 1959.
Entre 1971 e 1973, dois grupos (1, 2) conduzidos por Hyron Spinrad confirmaram que Maffei I e II eram galáxias e sugeriram que Maffei I pudesse ser um membro do Grupo Local. Estavam errados, mas não é incomun ver livros de referências descrevendo Maffei I como uma galáxia do Grupo Local.
O anúncio de uma terceira galáxia principal foi feito por Kraan-Korteweg, Loan Burton, Lahav, Ferguson, Henning e Lynden-Bell em 1994. A galáxia foi descoberta usando o radio-telescópio Dwingeloo de 25m, nos Países Baixos e assim foi batizada de Dwingeloo 1. Uma pequena galáxia companheira - Dwingeloo 2 - foi descoberta pouco depois.
Para um melhor exame das muitas galáxias neste grupo, veja: 'The IC 342/Maffei Group Revealed' de Ronald Buta e Marshall McCall.
Fonte: atlas.zevallos.com.br

Galáxias Maffei

Maffei 1 é uma galáxia elíptica na direção da constelação de Cassiopeia. Maffei 1 é a grande galáxia elíptica mais próxima da Via Láctea. Acredita-se ser um membro do Grupo Local, mas agora é conhecida como um membro do Grupo IC 342/Maffei. Ela foi descoberta junto com Maffei 2, por Paolo Maffei em 1968 por emissões de infravermelho. Maffei 1 possui duas possíveis galáxias satélites (MB 1 e MB 2).Maffei 1 está na zona de obscurecimento, e está pesadamente obscurecida pelas estrelas, poeira interestelar e gás da Via Láctea. Poderia ser catalogada como uma nebulosa de emissão ou região HII. Não está tão obscurecida, ela pode ser uma das galáxias mais brilhantes no céu.
 
 
Maffei 2 é uma galáxia espiral intermediária a aproximadamente 10 milhões de anos-luz de distância[2]na direção da constelação de Cassiopeia. Maffei 2 e Maffei 1 foram descobertas por Paolo Maffei, em 1968, por emissões de infravermelho. Maffei 2 está na zona de obscurecimento e é oscurecida quase que totalmente pelo plano da Via Láctea, assim está detectável com apenas comprimentos de ondas ópticos. Supõem-se que Maffei 2 é um membro do Grupo Local, mas agora é conhecida como membro de outro gurpo, o Grupo IC 342/Maffei.
 
 
 
Fonte:Wikipédia

NGC 520

NGC 520 é uma galáxia irregular localizada a cerca de cem milhões de anos-luz (aproximadamente 30,65 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Peixes. Possui uma magnitude aparente de 11,3, uma declinação de +03º 47' 42" e uma ascensão reta de 01 horas, 24 minutos e 34,3 segundos. Acredita-se que a estranha forma adquirida por esta galáxia seja o resultado de uma colisão ocorrida entre duas galáxias espirais há cerca de trezentos milhões de anos.
fonte:Wikipédia

Nebulosa de emissão N 44

N44 é uma região complexa e já muito estudada na Grande Nuvem de Magalhães. Nesta região, predomina uma nebulosa em forma de anel, associada a um agregado estelar com estrelas muito luminosas. Esta nebulosa emite raios-X, um indício de que várias estrelas de massa elevada terão explodido como supernovas nos últimos poucos milhões de anos. A morfologia desta nebulosa parece ser bem explicada pela acção combinada de ventos estelares muito rápidos e remanescentes de supernovas, bem como formação estelar sequencial. Contudo, a origem e interpretação dos componentes individuais deste ambiente complexo são ainda enigmáticas. Por exemplo, os movimentos do gás ionizado em N 44 são estranhos: não é ainda claro se se trata de movimentos internos do gás nas nuvens de gás e poeira aí existentes, ou se se trata de várias camadas da nebulosa que possuem velocidades diferentes. Observações da distribuição dos diferentes componentes desta região (estrelas, nuvens de gás e poeira, gás ionizado) ajudarão a perceber melhor este ambiente tão rico, mas também tão complexo em N 44.
Crédito: European Southern Observatory (ESO).
Telescópio: MPG/ESO 2,2m (La Silla Observatory, ESO).
Instrumento: Wide Field Imager (WFI).
Fonte:portaldoastronomo.org

IC 342

IC 342 é uma galáxia espiral intermediária na direção da constelação de Camelopardalis. A galáxia está localizada perto do equador galáctico e obscurecida parcialmente, é um pouco difícil de se observar mesmo por astronômos amadores e profissionais.
IC 342 é uma das duas galáxias mais brilhantes no no Grupo IC 342/Maffei de galáxias, um dos grupos de galáxias mais próximos do Grupo Local. A galáxia foi descoberta por W. F. Denning em 1895. Edwin Hubble mostra primeiro que ela está no Grupo Local, mas depois, foi demonstrado que a galáxia está fora do Grupo Local. Ela tem um núcleo H II.
Esta é provavelmente a maior galáxia do grupo de Maffei. Se não estivesse perto do plano da Via-Láctea, seria provavelmente uma das galáxias mais famosas do céu. (Seria possivelmente um objeto visível a olho nu). Esta Galáxia é muito obscurecida pela poeira e pelas estrelas do plano de nossa própria galáxia, mas ainda assim é uma galáxia espectacular.
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