15 de mar de 2010

NGC2264 - Nebulosa Cone

A Nebulosa Cone é uma famosa nebulosa no Braço de Orion ao redor do aglomerado de estrelas NGC 2264. A nebulosa Cone está a 2500 anos-luz de distância de nós, na constelação Monoceros. Esta imagem mostra os 2,5 anos-luz que formam a parte superior do pilar de gás e poeira desta nebulosa. O pilar gasoso possui 7 anos-luz de extensão. A radiação emitida por estrelas jovens e muito quentes que estão situadas na parte superior mas fora da fotografia, lentamente, ao longo de milhões de anos, tem desgastado esta nebulosa. A luz ultravioleta destas estrelas aquece as bordas da nuvem escura, liberando o seu gás para o espaço interestelar relativamente vazio que circunda a região. Além disso, a luz ultravioleta faz o hidrogênio brilhar, produzindo o halo vermelho que vemos em torno do pilar na fotografia. Com o passar do tempo, ou seja, milhões de anos, somente as regiões mais densas desta nebulosa irão sobreviver à ação da luz ultravioleta emitida pelas estrelas jovens e de grande massa que estão próximas a ela. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação no dia 2 de abril de 2002.
Fonte:www.on.br

A dança de 3C75 no aglomerado galático Abell 400

O que está acontecendo no meio dessa galáxia massiva? Existem duas fontes brilhantes no centro dessa imagem que é uma composição de raios-X (azul) e ondas de rádio (rosa) que acredita-se sejam co-orbitadas por buracos negros supermassivos fornecendo assim energia para a gigante fonte de rádio 3C 75. Encontra-se no núcleo de duas galáxias em fusão no aglomerado galáctico Abell 400, a 300 milhões de anos-luz, dois buracos negros supermassivos ─ envolvidos em uma cápsula de gás que emite raios-X a milhões de graus e expele jatos de partículas relativísticas ─ estão separados por uma distância de 25 mil anos luz. Astrônomos concluíram, em parte, que esses dois buracos negros estão ligados gravitacionalmente em um sistema binário, pela constância na varredura dos jatos, provavelmente devida aos movimentos comuns de deslocamento através do gás quente do aglomerado onde se encontram, a uma velocidade de 1.200 km/s. Colisão de galáxias é considerado um evento cósmico comum em ambientes densamente povoados de aglomerados galácticos. Nos estágios finais, os objetos em fusão, provavelmente, se tornam intensas fontes de ondas gravitacionais. Aparentemente, o núcleo da galáxia ativa OJ 287, na constelação de Câncer, também abriga uma dupla de buracos negros supermassivos, de acordo com artigo publicado na Sky & Telescope em abril passado. O maior deles (primário) tem uma massa estimada em cerca de 18 bilhões de massas solares, o que o torna o maior objeto massivo conhecido, e o menor (secundário) tem uma massa estimada em 100 milhões de massas solares. Por mais assustadores que possam parecer, buracos negros são objetos relativamente comuns no Universo. Como a maioria das galáxias grandes, a Via Láctea engloba um buraco negro supermassivo no seu centro, um monstro à espreita, com 3,7 milhões de vezes a massa do Sol.
Fonte Cretidos:imagensdouniverso.blogspot.com

Estrela Gliese 710

Gliese 710 é uma anã vermelha da constelação Serpens, com magnitude 9,66 e massa estimada entre 0,4 e 0,6 massas solares. Está aproximadamente a 63,0 anos luz da Terra, mas é notável porque seu movimento, distância e velocidade radial indicam que vai chegar à distância de 1,1 anos luz (70 mil UA) da Terra em 1,4 milhões de anos, segundo dados do telescópio Hipparcos. Quando estiver à sua distância mínima, ela será uma estrela de primeira magnitude tão brilhante quanto Antares. Num intervalo de ±10 milhões de anos ao presente, Gliese 710 é a estrela cuja combinação de massa e menor distância que causará a maior perturbação gravitacional em nosso sistema solar. Especificamente, ela tem o potencial de perturbar a Nuvem de Oort o suficiente para enviar uma chuva de cometas ao sistema solar interno, causando, possivelmente, um evento de impacto. Contudo, recentes modelos dinâmicos por García-Sánchez, et al. indicam que o incremento médio da taxa de formação de crateras devido à passagem do Gliese 710 não será maior que 5%. Curiosamente, a estrela com o segundo maior efeito de perturbação nos próximos ou passados 10 milhões de anos foi Algol, um sistema estelar triplo que passou não mais perto que uma distância de 9,8 anos luz, 7,3 milhões de anos atrás, mas com uma massa total maior, de 5,8 massas solares. Algol (também conhecida como Estrela Demônio) era tradicionalmente considerada a estrela mais azarada no céu, daí seu nome (al-Ghul significa 'o Demônio' em árabe).
Fonte:Wikipédia

Uma visita ao Sistema Solar.

      Gliese 710 será a estrela mais próxima da Terra além do Sol     
Os dados do satélite Hipparcos originaram muitas e incríveis descobertas. Uma das mais curiosas prende-se com a descoberta de que o Sol poderá ter a visita de uma estrela dentro de um milhão de anos.
Com o objectivo de encontrar estrelas que tenham passado ou venham a passar perto do Sistema Solar nos últimos milhões de anos, os astrónomos Joan García-Sánchez e Robert A. Preston (Jet Propulsion Laboratory) procuraram entre os dados do satélite Hipparcos todas as estrelas com as seguintes características: encontrarem-se próximas do Sol e terem um movimento próprio pequeno. O movimento próprio de uma estrela mede a sua velocidade perpendicularmente à linha que une a estrela ao Sol (linha de visão). Assim, e como todas as estrelas se movem nalguma direcção relativamente às outras, se uma estrela tem um pequeno movimento próprio deverá estar a mover-se principalmente segundo a nossa linha de visão. Medindo então a velocidade da estrela na nossa direcção (pela medição do efeito de doppler), García-Sánchez e Preston determinaram o momento e a distância de maior aproximação para todas as estrelas que satisfaziam os critérios anteriores. Descobriram desta forma que várias estrelas passaram ou irão passar a menos de 10 anos-luz do Sol nos próximos milhões de anos.
Em particular, este estudo revelou que a estrela Gliese 710 (uma anã vermelha a 63 anos-luz do Sol) poderá passar, dentro de 1 milhão de anos, a apenas 1 ano-luz da nossa estrela. A essa distância a sua influência gravitacional poderá influenciar a nuvem de Oort (de onde vêm os cometas), fazendo precipitar sobre o interior do Sistema Solar uma "chuva" de cometas. As extinções em massa na Terra (em particular a que ocorreu há 65 milhões de anos e que extinguiu os dinossáurios) têm sido atribuídas à queda de cometas. Talvez tenha então sido um fenómeno semelhante a provocar algumas dessas extinções.
Imagem:Gliese 710 se aproxima. Crédito: ESO
Fontes:www.oal.ul.pt
eternosapredizes.com
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