17 de mar de 2010

Conheça quatro teorias sobre a origem da água na Lua

Para muitos, 2009 será lembrado como o ano em que a presença de água na Lua foi confirmada além de qualquer suspeita. "Você está vendo o ápice de um monte de missões criadas especificamente para responder a essa pergunta", disse Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário (LPI, no acrônimo em inglês), fundado pela Nasa e sediado em Houston, Texas.
No início deste ano, o Orbitador de Reconhecimento Lunar, da Nasa, e a espaçonave Chandrayaan-1, da Índia, detectaram possíveis vestígios químicos de água lunar. E, na semana passada, a Nasa anunciou que os choques com a lua do LCROSS haviam levantado quantidades "significativas" de água da cratera.

Mas de onde veio a água da lua?
"Será que ela foi depositada por um único grande evento recente? Ou será que está lá há bilhões de anos?", questionou Peter Schultz, cientista do LCROSS da Universidade Brown, em Rhode Island. "Não sabemos." Por enquanto existem três grandes teorias científicas de como a Lua conseguiu sua água - e uma "loucamente especulativa" quarta ideia que não pode ser descartada por enquanto.
Primeira teoria:
Vulcões Antigos Lançaram a Água da Lua à Superfície
A água da Lua estava lá desde o início, defende uma teoria - a água foi um ingrediente para a formação da Lua, assim como foi para a Terra. De acordo com essa ideia, a água está concentrada no interior do satélite. No passado distante, quando a Lua hoje "morta" tinha um núcleo quente, erupções vulcânicas ou "descargas" gasosas lentamente empurraram a água para a superfície, onde ficou congelada desde então, disse Spudis, do LPI, explicando a teoria.

Segunda teoria: A Água Foi "Produzida" na Superfície

A água lunar pode ter se formado lá mesmo, com certa ajuda do Sol, segundo hipótese de alguns cientistas. O Sol emite constantemente um fluxo de partículas chamado vento solar. De acordo com essa teoria, íons de hidrogênio positivamente carregados, ou prótons, no vento solar podem ter atingido a Lua e reagido com minerais ricos em oxigênio no solo lunar para formar H2O, também conhecida como água.
A formação de água pelo vento solar seria um processo vagaroso, disse Schutlz, da Universidade Brown. Mas "mesmo se você acumular uma molécula (de água) por dia dessa forma, ao longo de bilhões de anos dá pra fazer muita coisa".

Terceira teoria: Cometas e Asteroides Levaram Água à Lua

Alguns afirmam que a água da lua pode ter sido o presente de cometas com água e asteroides úmidos que atingiram o satélite num passado distante. Boa parte da água desses impactos teria sido ejetada para o espaço, mas algumas moléculas ociosas podem ter sido capturadas pela gravidade lunar.
"A ideia é que cometas ou asteroides com água atingem a Lua e criam uma nuvem de vapor d'água que paira próxima à superfície lunar", disse Spudis, do LPI. "Parte da água acaba migrando para as áreas polares, onde encontra uma armadilha gelada", uma área permanentemente fria, como uma cratera polar onde a luz do Sol nunca alcança. Como resultado, a água teoricamente permaneceria congelada por eras.

Quarta teoria: A Água da Lua Veio da Terra

Existem duas maneiras pelas quais a água da Terra poderia ter chegado até a Lua, e as duas seriam possíveis apenas quando a Terra e a Lua estavam muito mais próximas, há bilhões de anos, segundo Schultz, de Brown.
Para começar, durante períodos pré-históricos, quando o campo magnético terrestre era fraco ou inexistente, o vento solar poderia ter tirado vapor d¿água da atmosfera de nosso planeta e o depositado na Lua. Ou talvez impactos catastróficos de asteroide ou cometa na Terra tenham ejetado água do mar para o espaço, e a lua em órbita teria passado pela nuvem de vapor, saindo de certa forma encharcada.
Esses dois cenários são teoricamente possíveis, embora Schultz admita, "estamos no campo da especulação". Porém, era exatamente onde estava a água da Lua até poucos dias atrás.
Fonte: Terra
Tradução: Amy Traduções

Nebulosa da Serpente ou Barnard 72


As nebulosas escuras serpenteiam ao longo de uma grande área do céu nesta imagem na direção da bonita constelação de Ofiúco e no centro da nossa Via Láctea. De fato, a forma em "S" central é conhecida como Nebulosa da Serpente. Também é catalogada como Barnard 72 (B72), uma entre 182 marcas escuras do céu catalogadas no início do século XX pelo astrônomo E. E. Barnard. Ao invés das brilhantes nebulosas de emissão e enxames estelares, as nebulosas de Barnard são nuvens escuras interestelares de gás e poeira. As suas formas são apenas visíveis porque se situam no pano de frente dos vastos campos estelares e dos berçários de estrelas da nossa Galáxia. Muitas das nebulosas escuras de Barnard são até locais de futura formação estelar. Barnard 72 alguns anos-luz de comprimento e situa-se a cerca de 650 anos-luz de distância.
Créditos:imagensdouniverso.blogspot.com

Observatório W. M. Keck

O observatório W. M. Keck é um observatório astronómico que comporta dois telescópios operando no espectro visível e infravermelho próximo. Situa-se no cume do monte Mauna Kea, no Havai, Estados Unidos da América. Cada telescópio tem um espelho de dez metros.
O observatório é gerido pela organização não governamental California Association for Research in Astronomy, tendo a NASA como parceiro.
O cume de Mauna Kea é considerado um dos locais mais importantes do mundo para observações astronómicas. Os telescópios gémeos Keck são dois dos maiores instrumentos operando no espectro visível/infravermelho próximo.

 Informações Gerais

Tipo de Telescópio: Reflector
Informações do telescópio
Comprimento de onda: visível, infravermelho próximo
Diâmetro: 10m cada
Distância focal: 17,5 m (f/1.75)
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Curiosidades sobre Plutão

Se os humanos vivessem no tempo de Plutão, jamais chegariam ao primeiro aniversário. O Planeta completa sua órbita ao redor do Sol uma vez a cada 248 anos terrestres.
A força da gravidade em Plutão é tão fraca que um homem de 700 N na terra pesaria apenas 40 N em Plutão.
Em Plutão, não é possível respirar. Além do frio insuportável, Plutão tem uma atmosfera muito fina de moléculas de nitrogênio, com vestígios de Monóxido de Carbono e metano. Quando o planeta se distancia do Sol, a atmosfera congela junto a superfície novamente.
Plutão é um dos únicos planetas que giram sobre seu eixo horizontal. Urano é o outro. Um dia em Plutão equivale a 6,4 dias terrestres.
Um sinal de rádio transmitido na velocidade da Luz leva cerca de quatro horas e meia para ir da Terra a Plutão.
A órbita de Plutão em torno do Sol está em ressonância 3:2 com a órbita de Netuno. Isso garante que, mesmo com a projeção das órbitas na eclíptica se cruzando, os dois astros nunca se aproximem.

O centro da Nebulosa Cisne (M 17)

Esta "aquarela" no Universo é uma região de intensa formação de estrelas. Ela é a região central da nebulosa Cisne, também conhecida como M17. Esta nebulosa está a 5500 anos-luz de nós, na constelação Sagitário. A região mostrada na figura é 3500 vezes maior do que o Sistema Solar inteiro! Imersas em uma enorme nuvem de hidrogênio, escura e fria, circundada por gás brilhante, estrelas estão se formando, em grande número, nesta região. Ela é iluminada pela radiação ultravioleta emitida por estrelas jovens e de grande massa que estão localizadas na direção do canto direito, acima, mas fora da fotografia. Cada uma delas deve ser 6 vezes mais quente do que o nosso Sol e ter 30 vezes mais massa do que ele. As cores azul, verde e vermelho são produzidas por átomos excitados de hidrogênio, nitrogênio, oxigênio, enxofre que existem nesta região. A direita do centro, vemos uma estrutura brilhante, grande, que brilha na luz vermelha emitida por átomos de hidrogênio e enxofre. A "Advanced Camera for Surveys (ACS)" a bordo do Hubble Space Telescope fez esta observação nos dias 1 e 2 de abril de 2002.
Fonte:www.on.br

Planeta Urano

Ao contrário dos planetas vistos até agora, Urano e Netuno e o planeta anão, Plutão não possuem um passado místico, onde eram considerados deuses, pois estes não podiam ser vistos a olho nu. Porém, seus nomes seguiram a mesma tradição. Este planeta tem participação recente na história da astronomia. Urano só entrou para a astronomia como planeta em 13 de março de 1781, quando Willian Herschel (1738-1822), o avistou pela primeira vez sem confundí-lo com uma estrela, pois mesmo Galileu já o havia avistado antes, mas registrou-o como um estrela de sexta magnitude. Mesmo Herschel achava que este corpo era um cometa, porém cinco meses depois, Pierre Simon Laplace (1749-1827), calculando sua órbita provou assim tratar-se de um novo planeta e que sua órbita estava além da de Saturno.

Os Campos Magnéticos
Quando a Voyager II passou por Urano, detectou um campo magnético inclinado 58o com o eixo de rotação do planeta e que não passa pelo centro do mesmo. Os astronômos pensaram que se tratava de um caso único no Sistema Solar e que por coincidência a sonda passou pelo planeta num exato momento de inversão desse campo (a exemplo do que acontece com a Terra). Porém a chance de acontecer esse encontro no período da inversão do campo magnético é muito pequena. Quando a sonda Voyager II passou por Netuno, essa situação deixou de ser um mero acaso, como nós veremos mais adiante.

Provável Interior

Apesar de se enquadrar nas características de planetas jovianos, sua massa é pequena se comparada com a de Júpiter. No entanto, a análise das informações mostrou que seu núcleo é mais denso (relativos à pressão) e de composição bem diferente quando comparados a Júpiter e Saturno. Apresenta maiores quantidades relativas de gelo, carbono, oxigênio, silício, nitrogênio e ferro, no lugar da predominância do hidrogênio e hélio nos dois planetas anteriores.

Atmosfera Superior
A astmosfera superior de Urano é muito calma, quando comparada com os demais planetas jovianos. A análise das imagens mostrou que as variações de tonalidade não excedem a 5% e ainda por cima na faixa verde do espectro da luz visível. A cor verde deve-se à absorção seletiva da luz solar por parte do metano atmosférico.

Órbita
No caso de Urano a inclinação do eixo de rotação chega a 82,5° . Por causa disso apenas uma parte do planeta é iluminada e a outra passa por períodos de até 42 anos na escuridão. Esse efeito é único no sistema solar e provoca no planeta profundas mudanças de circulação atmosférica alterando os fenômenos meteorológicos. Essa rotação tão inclinada com o plano de órbita pode ter sido provocada pelo choque com um corpo de massa próxima a da Terra, que se formou na mesma região de Urano. Esses choques também podem ter ocorridos com Júpiter e Saturno, mas como suas massas são bem maiores as consequências não foram tão extremas.

Anéis
Os anéis de Urano foram descobertos em 1977, por ocultação de uma estrela, numa série de fotos para análise sobre a atmosfera do planeta. Esses anéis estão no interior das órbitas dos satélites conhecidos, são opacos à luz, muito estreitos no sentido radial, com menos de cem quilômetros e com muitas divisões. Pelo que se sabe são constituidos de gelo e partículas escuras que não chegam a refletir 5% da luz incidente. A origem pode ser devido a choques de pequenos satélites, mas nada se pode afirmar. Nem mesmo uma hipótese é formulada por falta de dados conclusivos.

Satélites de Urano
Além dos onze existentes foram registrados muitos outros corpos nas proximidades de Urano, o que elevou o número de satélites naturais a 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno. Com órbitas que se aproximam da circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial. Os quatro maiores tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km, que são Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon. Sabe-se que não são constituídos de gelo sobre a superfície, por causa do baixo índice de reflexão. Alguns acreditam que o gelo esteja contaminado com uma substância escura, não indentificada. O quinto satélite conhecido (Miranda), tem 400 km de diâmetro, e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II. O satélite apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas, que mostram as atividades geológicas que lá existiram.
Fonte:cdcc.usp.br

As Luas de Urano

Foto: Lua Miranda, de 400 km de diâmetro, registrada pela Voyager 2 em 1986.
Crédito: Nasa.

As cinco maiores luas de Urano foram descobertas entre 1787 e 1848 e são conhecidas como as grandes luas de Urano. A missão Voyager detectou mais dez satélites entre 1985 e 1986 e outras foram descobertas recentemente, elevando o número de satélites naturais para 27. Sabe-se que compõem um sistema regular como o de Júpiter e Saturno, com órbitas quase circular e pouco inclinadas em relação ao plano equatorial. Os quatro maiores deles, Ariel, Umbriel, Titânia e Oberon, tem diâmetros entre 1.100 e 1.600 km e devido ao baixo índice de reflexão verificado são constituídos de gelo sobre a superfície. Alguns astrônomos acreditam que esse gelo esteja contaminado com uma substância escura, porém não indentificada. O quinto satélite conhecido é Miranda e tem 400 km de diâmetro. Miranda e foi o satélite observado mais de perto pela Voyager II e apresenta uma superfície coberta de vales, crateras e montanhas que comprovam atividades geológicas no passado. Foi descoberto em 1948 pelo astrônomo Gerald Kuiper, Os picos mais elevados de Miranda chegam a mais de 15 mil metros de altitude.   

Fonte:apollo11.com
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