31 de mar de 2010

O Efeito de Estufa em Vénus

Vénus é como que um planeta irmão da Terra, a sua massa e diâmetro aproximam-se bastante dos terrestres. Apesar disto as condições na supefície e a sua composição atmosférica são radicalmente diferentes. A atmosfera venusiana é altamente complexa e perigosa. A sua camada superior provoca chuvas de ácido sulfúrico mais forte que o ácido das baterias dos automóveis. Ventos de grande altitude rodam em volta do planeta cada 4 dias atingindo velocidades superiores às manifestas num tornado de força máxima. Isto enquanto que o planeta leva 255 dias a completar uma rotação em torno de si próprio, evidenciando a força dos ventos, mas apesar de tudo uma grande ordem visto o período quase perfeito de 4 dias. Até mesmo os lentos ventos da superfície exercem uma força equivalente à de um rio corrente sobre o solo venusiano devido à atmosfera venusiana ser 90 vezes mais densa que a da terrestre. Com efeito é tão densa ao ponto de refractar a luz de tal forma que o horizonte deformar-se em direcção ao céu.
Sendo composta, quase na totalidade, por dióxido de carbono, a atmosfera venusiana é responsável por um elevado Efeito de Estufa. As suas temperaturas, que na superfícies são da ordem dos 462 ºC, são superiores às de um forno enquanto as pressões são equivalentes às encontradas num submarino submergido a 1 Km de profundidade (90 vezes superior à terrestre).
O estudo da atmosfera venusiana pode ser bastante importante para um melhor conhecimento dos processos na atmosfera terrestre e num conhecimento mais aprofundado do Efeito de Estufa. Já se conseguiram tirar resultados bastante positivos no estudo dos efeitos da destruição da camada de Ozono terrestre a partir do estudo do "motor" químico que alimenta as nuvens venusianas.
A quantidade de CO2 descoberta em Vénus é aproximadamente a mesma que a existente na Terra. A diferença reside no facto de o CO2 terrestre estar maioritariamente armazenado nas suas rochas e na água, apesar de a actividade humana ter vindo a contribuir cada vez mais para o aumento da quantidade deste gás na atmosfera. Em Vénus este foi totalmente liberto para a atmosfera, o que segundo alguns astrónomos aconteceu devido à maior proximidade do Sol que impediu o CO2 de se fixar em quaisquer rochas. Esta grande quantidade de CO2 na atmosfera de Vénus iniciou um ciclo de aquecimento que cada vez foi retendo mais calor na atmosfera de Vénus tornando-o no Vénus quente, hostil e sem vida que conhecemos.
Em todo o lado os relâmpagos caem com tanta frequência que até o lado escuro de Vénus brilha com uma luz pálida e fantasmagórica. Os trovões soam num constante rugido que é transportado por distância incríveis numa atmosfera tão densa. No entanto, no meio de tanta confusão, existe uma ordem complexa.
As correntes atmosféricas alinham-se em camadas de nuvens altamente elaboradas. Em certas áreas do equador Venusiano os ventos divergem e formam um “Y” imenso, que se espalha pelo planeta inteiro. As camadas atmosféricas, com uma cor amarela devido ao ácido sulfúrico, são alimentadas pelo imenso calor solar. No entanto, muito estranhamente, estas nuvens reflectem muito mais luz solar que as terrestres, mas, mesmo assim, a atmosfera venusiana é um meio hostil e, muito certamente, desafiará os primeiros passos dos homem sobre o planeta vizinho.
Fonte:ptsoft.net

Asteróide Apophis

O Apophis (nome astronômico 99942 Apophis, previamente catalogado como 2004 MN4 ) é um asteroide que causou um breve período de preocupação em dezembro de 2004 por que as observações iniciais indicavam uma probabilidade pequena (até 2,7%) de que ele iria atingir a Terra em 2029. Observações adicionais melhoraram as predições e eliminaram a possibilidade de um impacto na Terra ou na Lua em 2029. Entretanto, uma possibilidade ainda existe de que na passagem de 2029 o Apophis venha a passar por uma fenda de ressonância gravitacional, uma região precisa não maior que 600 metros, causaria um impacto direto em 13 de abril de 2036. Esta possibilidade mantém o asteróide no Nível 1 da escala de perigo de impacto de Turim até agosto de 2006. Ele quebrou o recorde de maior nível na escala de Turim, estando, por um espaço curto de tempo, no nível 4, antes de ser rebaixado. Observações adicionais mais recentes da trajetória do Apophis revelaram que a fenda provavelmente não será atingida, assim, em agosto de 2006 o Apophis foi rebaixado para nível 0 na escala de Turim. Até 16 de abril de 2008, a probabilidade de impacto em 13 de abril de 2036 era calculada como sendo de 1 em 45.000.Uma data de impacto adicional em 2037 também foi identificada. A probabilidade para este encontro foi calculada como sendo 1 em 12,3 milhões.  Muitos cientistas concordam que o Apophis merece ser vigiado de perto e, para isto, em fevereiro de 2008 a Planetary Society deu um prêmio de US$50.000 para companias e estudantes que apresentassem projetos para sondas espaciais que colocariam um dispositivo de rastreamento sobre ou próximo do asteroide.
 
O asteróide Apofis, que passará muito perto da Terra em 2029 e poderá colidir com nosso planeta em 2036, não é grande suficiente para destruir o planeta. Apesar disso, ele está sendo constantemente observado e periodicamente novas rotas são traçadas, muitas das vezes afastando quase que definitivamente a tão falada colisão prevista que assustou os cientistas na noite do natal de 2004.esmo assim uma colisão seria catastrófica, como já mencionado anteriormente. A força do impacto pode ser duas vezes mais forte que a explosão do vulcão Krakatoa(Indonésia), que matou 36 mil pessoas em 1883. O impacto do Apofis pode ser ainda comparado ao que aconteceu na Sibéria em 1908. A queda de um suposto asteróide teria destruído 2.100 km2 da tundra siberiana. Só nos resta esperar o futuro chegar. Enquanto isso continuem vivendo e fazendo seus planos, podem dar andamento aos planos de casamento e constituição de família, pois parece que desta vez, não veremos o que viram os dinossauros.
Fonte: Wikipédia
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