8 de abr de 2010

Passaro Comisco

A colisão de três galáxias está produzindo um espetáculo raro a 650 milhões de anos-luz da Terra. O evento, de proporções sobre-humanas, gerou a imagem de um beija-flor cósmico, flutuando serenamente contra o céu escuro.
Óptica adaptativa
A galáxia ESO 593-IG 008 foi fotografada por um dos instrumentos do Telescópio VLT ("Very Large Telescope"). Até agora imaginava-se que a colisão estava acontecendo entre duas galáxias apenas. Mas o instrumento chamado NACO utilizou seu mecanismo de óptica adaptativa para gerar uma imagem de maior resolução e permitir que os astrônomos vissem que são três galáxias que estão se chocando.

Beija-flor cósmico

Devido à sua semelhança com um pássaro, os astrônomos passaram a chamar a galáxia tripla de Bird. Apenas o "rabo" do pássaro cósmico mede mais de 100.000 anos luz de comprimento, o tamanho de toda a nossa Via Láctea. A resolução final da imagem é de um décimo de arco-segundo - algo como o ângulo de uma moeda de 2 centímetros de diâmetro visto de uma distância de 40 km. Isto é cerca de 600 vezes mais do que o olho humano consegue distinguir.
Fonte: inovaçãotecnológica.com.br

Imagem inédita desvenda mistério de eclipse estelar

Através de telescópios, cientistas descobrem que estrela supergigante Epsilon Aurigae é coberta a cada 27 anos por disco de poeira.
Imagem em alta resolução do eclipse da estrela Epsilon Aurigae, divulgada pela Nasa. (Foto: Nasa/ JPL-Caltech)
 
Pela primeira vez, uma equipe de astrônomos conseguiu imagens em alta resolução do eclipse da estrela Epsilon Aurigae, um fenômeno que acontece a cada 27 anos e era até agora considerado um mistério pelos especialistas. As imagens, publicadas no site da revista científica "Nature", mostram que o eclipse é provocado por um disco de um material semelhante ao encontrado quando a Terra e os outros planetas do nosso Sistema Solar se formaram, há 4,5 bilhões de anos. A Epsilon Aurigae é conhecida desde 1821 como sendo uma estrela binária eclipsante, formada por uma supergigante e uma companheira menos luminosa de mesma massa. Mas há várias décadas, os astrônomos vinham tentando decifrar as pistas para as causas desses eclipses.

Disco de poeira 

"Venho estudando essa estrela desde meu pós-doutorado, nos anos 80, e é muito gratificante finalmente responder a algumas dúvidas ligadas a esse famoso astro", disse Robert Stencel, da Universidade de Denver, no Estado americano do Colorado, e um dos autores do artigo. As imagens da Epsilon Aurigae mostram a intrusão de uma estrutura alongada sobre a estrela supergigante, encobrindo a segunda estrela companheira. Essa estrutura é um disco de poeira tão extenso quanto a órbita de Júpiter e quase da mesma altura que a órbita da Terra, mas com uma massa pouco menor que a terrestre.

As fotos foram obtidas usando uma técnica que combina vários telescópios com associações a laser e com o controle de um computador para se conseguir um sinal equivalente ao de um telescópio gigante. "Construímos o maior telescópio óptico da Terra, com 330 metros de diâmetro", explicou Brian Kloppenborg, outro autor do estudo. O atual eclipse da Epsilon Aurigae teve início no segundo semestre de 2009 e deve durar até o final deste ano. A estrela está em uma constelação localizada a cerca de 2 mil anos-luz da Terra.
Fonte:g1.globo.com

Objeto avistado pelo Hubble desafia classificações astrônomicas

Pequeno demais para ser uma estrela, talvez tenha se formado de modo diferente dos planetas comuns
                       Ilustração mostra a estrela anã marrom e seu "companheiro" distante. Divulgação/Hubble
Um objeto do tamanho de um planeta, circulando em órbita de uma estrela anã marrom, é jovem demais para se encaixar nas teorias atuais sobre formação de planetas, de acordo com pesquisadores que avistaram o astro, usando o Telescópio Espacial Hubble. Com massa de 5 a 10 vezes maior que a de Júpiter, o objeto teria se formado em menos de 1 milhão de anos.
Kamen Todorov, da Universidade Penn State, e colegas usaram o Hubble e o Observatório Gemini para fazer imagens do jovem companheiro da anã marrom, que foi descoberto durante uma pesquisa de 32 estrelas anãs na região de formação de estrelas de Touro. Anãs marrons são objetos pequenos demais para sustentar o processo de fusão nuclear que gera o brilho das estrelas.
O companheiro orbita a estrela a uma distância de 3,6 bilhões de quilômetros, algo entre as distâncias que separam Saturno e Urano do Sol. A descoberta causa um problema de classificação: qual o tamanho mínimo que separa uma estrela anã marrom de um planeta gigante? O companheiro tem massa correspondente à de corpos que já foram classificados como planetas, mas seu mecanismo de formação pode ser mais típico de estrelas.
Imagens, feitas pelo Hubble, da estrela e de seu "companheiro" planetário. Divulgação/Nasa-ESA
Há, segundo os pesquisadores ligados ao Hubble, três possíveis cenários de formação: poeira em um disco que se aglomera lentamente para formar um planeta rochoso muito maior que a Terra, e que por sua vez atrai uma enorme atmosfera; um amontoado de gás no disco que se concentra rapidamente, para formar um objeto do tamanho de um planeta gigante gasoso; ou, em vez de nascer num disco, o companheiro poderia ter se formado a partir do colapso de uma grande nuvem de gás e poeira.
Se o terceiro cenário for o correto, a descoberta mostra que objetos de massa planetária podem ser feitos pelo mesmo processo que cria estrelas.
Fonte:Estadão

Possibilidade do LHC criar Buracos Negros na Terra é alta

Enquanto muitos comemoraram o sucesso das primeiras colisões do Large Hadron Collider (LHC) outros não conseguiram dormir, pensando que o mundo seria engolido por um buraco negro feito pelo homem. Mas, como você pode perceber, a Terra está muito bem. Mesmo assim, será que não existe o risco de criar um buraco negro nas próximas colisões? Um par de cientistas está tentando calcular a probabilidade de isso acontecer. Baseados na teoria das cordas e em suas dimensões extras, eles concluíram que as colisões realmente podem formar buracos negros. Mas as chances de que eles iriam destruir o planeta ou até mesmo serem notados pelos mecanismos do LHC são pequenas. Basicamente, é possível que os buracos negros sejam criados, mas eles seriam tão pequenos que não seriam notados. Para comprovar a existência deles, os cientistas precisariam estudar partículas que são criadas e deixam de existir quase instantaneamente.
Fonte: DailyTech
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