9 de abr de 2010

Aglomerado globular NGC 6397


Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Esta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble do aglomerado globular NGC 6397 faz lembrar um tesouro recheado de jóias cintilantes. O aglomerado fica situado na constelação Altar a 8200 anos-luz de distância. As estrelas estão tão densamente distribuidas que a sua densidade estelar é cerca de um milhão de vezes mais elevada que aquela que encontramos na vizinhança do Sol. Estas estrelas estão, em média, apenas a algumas semanas-luz de distância umas das outras, enquanto que a estrela mais próxima do Sol se situa a 4 anos-luz de distãncia. As estrelas deste aglomerado estão em constante movimento, tal como um enxame de abelhas agitadas. Devido à elevada densidade estelar, por vezes ocorrem algumas colisões, levando à formação de novas estrelas muito quentes e muito brilhantes. No entanto, as colisões são muito pouco prováveis. Mais provável é uma das estrelas "capturar" uma outra, ficando as duas gravitacionalmente ligadas, formando um sistema binário.
Fonte:portaldoastronomo.org

Mais de 100 planetas podem ser descobertos nos próximos anos

Um relatório elaborado por astrônomos britânicos publicado no dia 03 de março de 2010 revela que dezenas de novos planetas poderão ser identificados nos próximos anos, sendo que alguns deles podem abrigar alguma forma de vida. Segundo os cientistas, as descobertas futuras poderão mudar a maneira como a humanidade vê seu lugar no universo.
O relatório, intitulado Exoplanetas – A Procura por Planetas Além do Nosso Sistema Solar, informa que, desde 1991, foram catalogados mais de 400 planetas fora do sistema solar. Até o momento, a maioria desses planetas são gigantes de gelo e gás, com características semelhantes as de Júpiter e Netuno. No entanto, nos próximos anos os avanços permitirão que planetas como a Terra possam ser encontrados.
"As futuras gerações de instrumentos e observatórios possibilitarão aos pesquisadores visualizar diretamente planetas como a Terra que orbitam distantes de estrelas como o Sol, e analisar suas atmosferas em busca de sinais de vida. Essas pesquisas representam a próxima fronteira para a exploração espacial", diz o documento britânico. Os astrônomos sustentam que cerca de 100 novos planetas deverão ser localizados em um futuro próximo. Os cientistas acreditam que a nossa galáxia, a Via Láctea, está repleta de planetas. Eles estimam que mais de 10 bilhões de suas 100 bilhões de estrelas possam abrigar sistemas planetários. Pelo menos uma em cada 10 estrelas similares ao Sol pode ser orbitadas por planetas.
Os astrônomos esclarecem que os planetas que abrigam alguma forma de vida provavelmente ocupam órbitas mais afastadas das estrelas centrais para que propiciem a existência de água. Conhecidos como "zonas habitáveis" - onde as condições não são nem tão quentes nem tão frias – o tamanho desses planetas pode variar de acordo com o brilho da estrela no centro do sistema.
Fonte:veja.abril.com.br

Galáxia NGC 7331


NGC 7331 é uma galáxia espiral localizada a cerca de quarenta e seis milhões de anos-luz (aproximadamente 14,10 megaparsecs) de distância na direção da constelação de Pégaso. Possui aproximadamente trinta mil anos-luz de diâmetro, uma magnitude aparente de 13,4, uma declinação de +34º 25' 01" e uma ascensão reta de 22 horas, 37 minutos e 04,5 segundos. A galáxia NGC 7331 foi descoberta em 1784 por William Herschel. Esta é uma das mais brilhantes galáxias não incluídas no catálogo de Messier e a maior e mais brilhante do Grupo de galáxias NGC 7331.

Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Microquasar

Ilustração do microquasar SS 433

Os microquasares são versões pequenas dos quasares, é um objeto galáctico, uma réplica em pequena escala dos quasares. Suas características comuns com os quasares são: a emissão variável em rádio, normalmente na forma de jatos (jet, também chamados jorros de matéria), e um disco de acreção circundante a um buraco negro. Nos quasares, o buraco negro é supermassivo (milhões de massas solares) enquanto que para microquasares o buraco negro tem umas poucas massas solares. Os microquasares estão formados por uma estrela binária de raios X: uma estrela normal muito massiva e um objeto compacto (muito denso), que pode ser um buraco negro ou também uma estrela de nêutrons. O sistema está ligado gravitacionalmente, orbitando um objeto ao redor do outro. Quando ambas estrelas estão suficientemente próximas entre si se produz transferência de matéria da estrela massiva até o objeto compacto, devido à atração gravitacional. Parte desta energia se libera na forma de feixes de partículas que viajam a velocidades próximas à da luz, produzindo espetaculares emissões de radiação. O microquasar LS5039 é citado como o mais próximo conhecido da Terra ao ano de 2005.
Fonte:Wikipédia

Estrela Mira

 
Mira (Omicron Ceti) é uma estrela gigante vermelha da classe espectral M, dupla e variável, da constelação de Cetus (Baleia) visível no hemisfério sul. Uma das mais brilhantes do céu, Mira era conhecida pelos antigos como a Estrela Maravilhosa, tendo recebido esta alcunha no século XVII por sua característica de mudar de aparência de forma significativa em ciclos de 332 dias (sabe-se hoje que há variação de 304 a 353). Mira varia seu brilho cerca de 1500 vezes, indo da magnitude 2 em seu brilho extremo à magnitude 10, quando então torna-se visível apenas através de telescópios. A estrela mantém seu fulgor máximo apenas durante umas semanas, antes de baixar rapidamente. Em 1596, pouco antes da invenção do telescópio, o monge e astrônomo alemão David Faber, (também conhecido como Fabricius) observou na constelação de Cetus, uma estrela alaranjada onde anteriormente nada havia notado e registrou sua posição. Em 1603, o alemão Johannes Bayer ao compilar seu famoso atlas celeste Uranometria, atribuiu a letra grega Omicron àquela estrela, sem perceber suas variações. Aparentemente tropeçou pela estrela quando esta estava em seu máximo. Tentativas posteriores para encontrá-la falharam, até que fez a sua reaparição mais tarde. Ela só foi definitivamente constatada como variável e seu período calculado em 11 meses no ano de 1638 pelo astrônomo holandês Johann Holwarda.

Mira: uma estrela com cauda

A cauda tem 13 anos-luz, o que corresponde a cerca de 20.000 vezes a distância de Plutão ao Sol. Nunca nada de semelhante havia sido detectado junto a uma estrela. A Mira é uma estrela na fase final da sua vida (uma gigante vermelha) que está a perder grandes quantidades de material da sua superfície. Esta emissão de partículas de carbono, oxigénio e muitos outros elementos essenciais à formação de novas estrelas, planetas e até talvez de vida, deve durar à pelo menos 30.000 anos. A Mira acabará por perder a maior parte da sua massa que se irá acumular no espaço sobre a forma de uma nebulosa. Do que outrora fora uma estrela como o Sol irá apenas restar um pequeno núcleo, uma anã branca. Ainda não é totalmente possível compreender o que de facto está a ocorrer naquela estrela, mas estas observações abrem caminho a novas linhas de investigação. Resta dizer que a estrela Mira está a deslocar-se a uma velocidade de aproximadamente 130 quilómetros por segundo, possivelmente devido à atracção gravitacional de estrelas que ao longo dos tempos passaram por perto.
Fontes:Wikipédia

Telescópio europeu revela novas informações sobre lua de Netuno

Com ajuda do telescópio do Observatório Europeu do Sul (ESO), astrônomos conseguiram analisar pela primeira vez o infravermelho da atmosfera de Tritão, satélite de Netuno, corpo celeste 30 vezes mais afastado do Sol do que a Terra. “Descobrimos evidências concretas de que o Sol marca a sua presença em Tritão, mesmo encontrando-se a tão grande distância. Esta lua gelada tem estações como a Terra, mas elas variam muito mais lentamente,” diz Emmanuel Lellouch, autor principal de artigo científico na revista Astronomy & Astrophysics.
A temperatura média da superfície de Tritão ronda os - 235º Celsius. Segundo os cientistas descobriram, atualmente é verão no hemisfério sul do satélite. As estações duram pouco mais de 40 anos.
Baseando-se na quantidade de gás medido, Lelouch e colegas estimam que a pressão atmosférica de Tritão aumentou em relação às medições feitas pela sonda Voyager 2 em 1989, quando ainda era primavera no satélite gigante. A pressão atmosférica de Tritão encontra-se agora entre os 40 e os 65 microbars - 20.000 menor do que a da Terra.
Concepção artística de Tritão, uma das luas de Netuno
Já se sabia da existência de monóxido de carbono na superfície de Tritão sob a forma de gelo, mas Lellouch e a sua equipe descobriram que a camada mais superficial se encontra enriquecida por gelo de monóxido de carbono em quantidade dez vezes maior que a das camadas mais profundas. Embora a maior parte da atmosfera de Tritão seja composta por nitrogênio (tal como na Terra), o metano na atmosfera, primeiramente detectado pela Voyager 2 e só agora confirmado por este estudo feito a partir da Terra, desempenha igualmente um papel importante. “O clima e os modelos atmosféricos de Tritão terão que ser revistos, agora que descobrimos monóxido de carbono e tornamos a medir o metano,” diz a coautora Catherine de Bergh.
Dos 13 satélites de Netuno, Tritão é claramente o maior, com 2700 quilômetros de diâmetro (cerca de três quartos da Lua), sendo o sétimo maior satélite de todo o Sistema Solar.
Desde a sua descoberta em 1846, Tritão tem fascinado os astrônomos devido à sua atividade geológica, às muito diferentes superfícies de gelos, tais como o nitrogênio gelado, a água e o gelo seco (dióxido de carbono gelado), e ao seu movimento retrógrado.
Observar a atmosfera de Tritão não é fácil, por causa de sua distância. Nos anos de 1980, os astrônomos pensavam que a atmosfera deste satélite de Netuno devia ser tão espessa como a de Marte (7 milibars). Só quando a sonda Voyager 2 passou pelo planeta em 1989 é que a atmosfera de nitrogênio e metano, com uma pressão atual de 14 microbars, 70.000 vezes menos densa que a da Terra, pôde ser medida. Desde então, as observações a partir do solo têm sido escassas. Plutão, considerado muitas vezes como o primo de Tritão, tem condições similares e, por isso, a descoberta de monóxido de carbono em Tritão é importante. Este é apenas o primeiro passo para que os astrônomos compreendam a física dos corpos distantes do Sistema Solar.
Fonte:noticias.uol.com.br

Nasa faz fotos em alta definição de Marte com ajuda de internautas

Projeto HiWish permite que pessoas façam sugestões de locais para serem fotografados pela agência espacial.

A agência espacial americana Nasa divulgou as primeiras imagens de alta definição de Marte feitas pela câmera mais sofisticada da sua nave que orbita o planeta em locais sugeridos por internautas. As imagens foram feitas pela "câmera do povo", o apelido dado pela Nasa à câmera High Resolution Imaging Science Experiment (HiRISE).

Foto de dunas nos vales Samara. (Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

A interatividade faz parte do projeto HiWish, lançado pela Nasa em janeiro. O projeto permite que internautas façam sugestões de locais diversos no planeta para serem captados com as poderosas lentes do HiRise. Para escolher os locais, os internautas têm acesso pela internet a mapas de Marte e imagens de baixa definição feitas por outras câmeras da Nasa. Os cientistas da agência espacial selecionam algumas das sugestões, de acordo com a relevância científica e com a posição da nave. Até o momento, a Nasa já recebeu mais de mil sugestões de internautas.
Imagem do solo na região de Deuteronilus Mensae (Foto: NASA/JPL-Caltech/University of Arizona)

"Algumas pessoas gostam de trens em miniatura ou de encenações de batalhas da Guerra Civil. O meu negócio é explorar Marte", diz James Secosky, um professor aposentado no Estado de Nova York, que teve uma das suas imagens selecionadas.
A HiRISE é um dos seis instrumentos que está a bordo da Mars Reconnaissance Orbiter, uma nave não-tripulada que orbita o planeta. A câmera é operada por um laboratório da Universidade do Arizona. Desde 2006, a HiRISE já fez 13 mil imagens de Marte, cobrindo dezenas de quilômetros quadrados. No entanto, apenas 1% da superfície do planeta foi fotografada.
Fonte:g1.globo.com

Astéroide 2010 GA6

Com observações adicionais nos último dias, os cientistas da NASA do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, na Califórnia conseguiram refinar a trajetória da órbita do asteróide 2010 GA6. A trajetória indicou que a maior aproximação do asteróide 2010 GA6 foi apenas um pouco além da órbita da Lua, situada a 434.000 quilômetros da Terra. O dia de maior aproximação foi dia 08 de Abril, as 7:06 UTC. O recém descoberto asteróide, passou com segurança por terra. O momento da aproximação máxima de GA6 2010 foi de cerca de 359.000 quilômetros da Terra. O asteróide, mede 22 metros de largura, foi descoberto pelo Catalina Sky Survey, Tucson, Arizona. "Flybys" de objetos próximos da Terra na órbita da Lua ocorrem a cada poucas semanas", disse Don Yeomans do Jet Propulsion Laboratory, em Pasadena, Califórnia.
Créditos: NASA
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