13 de abr de 2010

Buracos Negros medianos

Os buracos negros variam muito de tamanho, desde os relativamente pequenos, com massa muito superior à solar e originados de estrelas em colapso, até os supermassivos, como aquele que se encontra no centro da nossa Via Láctea, com massa equivalente a quase 4 milhões de sóis.
Mas os buracos negros medianos - com centenas ou milhares de vezes a massa solar - provaram ser objetos de difícil compreensão. Um estudo publicado na Nature identifica um novo candidato a essa terceira - e aparentemente rara - categoria, localizado a cerca de 300 milhões de anos-luz, na ESO 243-49, uma galáxia em espiral. Se confirmado, o buraco negro mediano, bem como os outros objetos a ele semelhantes, poderá dar pistas a respeito de como os buracos negros supermassivos são formados, o que, por sua vez, possibilitará um maior entendimento sobre a constituição de galáxias parecidas com a nossa.
O suposto buraco negro de massa intermediária parece situar-se fora do principal conglomerado estelar de sua galáxia, a qual, de acordo com o astrofísico da University of Leicester (Inglaterra) e principal autor do estudo, Sean Farrell, aparentemente também abriga, em seu núcleo, um buraco negro supermassivo comum.
Farrell explica que a intensa luminosidade do objeto, denominado HLX-1, faz deste o candidato mais promissor de todos (embora a força gravitacional impeça o escape da radiação, a existência desta pode ser revelada pelas emissões de raios X provenientes dos materiais rapidamente sugados por um buraco negro).
"O HLX-1 se destaca por emitir cerca de dez vezes mais luz que o candidato mais luminoso até hoje encontrado", elucida Farrel, que descarta com vigor a possibilidade de um buraco negro menor e de massa estelar que somente pareça ser luminoso em razão de nosso ponto de observação privilegiado. Os autores da pesquisa concluem que o buraco negro deve ter uma massa pelo menos 500 vezes superior à do Sol. Segundo Farrel, objetos como esse surgem a partir de fusões entre densos vestígios estelares e agrupamentos de estrelas, conhecidos como aglomerados globulares.
Para o professor de astronomia da University of Michigan, Jon Miller, "há fundamento" para a existência do suposto buraco negro. Miller sustenta que Farrel e sua equipe "realizaram um trabalho minucioso em sua análise".
Cole Miller, professor de astronomia da University of Maryland e autor de uma nota na revista Nature Physics sobre a pesquisa do grupo de Farrel, comenta que o HLX-1 "é o melhor candidato a um buraco negro de massa intermediária jamais descoberto".
"Embora os mais céticos estejam aguardando até que consigamos uma forte evidência", como observações de objetos em órbita ao redor de buracos negros desse tipo, "acho que essa descoberta levantou intensamente a questão da possibilidade de buracos negros de massa intermediária".
Fonte: Scientific American Brasil

Buraco Negro: Sistema Binário em Abell

O que está acontecendo no meio desta galáxia compacta? Supõe-se que lá, duas fontes brilhantes no centro desta imagem composta em raio X (azul)/ e rádio (rosa), sejam buracos negros co-orbitantes de massa muito grande, alimentado a fonte de rádio gigante 3C75. Cercados por gás emitido a milhões de graus e explosões de jatos de partículas relativísticas, os buracos negros super-massivos são separados por 25,000 anos-luz.
Nos centros de duas galáxias se fundindo no aglomerado de galáxias Abell 400 eles estão a uns 300 milhões de anos-luz.
Astrônomos concluem que estes dois buracos negros super-massivos são mantidos juntos por gravidade num sistema binário, em parte porque a aparência consistente dos jatos deixados para trás é mais provável porcausa de seu movimento conjunto à medida que eles correm pelo gás quente do aglomerado, a 1200 kilômetros por segundo. Pensa-se que tais fusões cósmicas espetaculares são comuns no ambientes abarrotados dos aglomerados de galáxias no universo distante. Presume-se que em seus estágios finais as fusões sejam fontes de intensas ondas gravitacionais.
Credit: X-Ray: NASA / CXC / D. Hudson, T. Reiprich et al. (AIfA)

William Herschel

William Herschel (Hanôver, 15 de Novembro de 1738 — Slough, 25 de Agosto de 1822) foi um astrônomo inglês nascido na alemanha. Filho de um músico da Guarda Hanoveriana - para a qual entrou aos catorze anos -, foi para a Inglaterra em 1757, onde começou a ganhar a vida como músico e organista. Por volta de 1766, começou a estudar seriamente astronomia e matemática. Em 1781, mais precisamente no dia 13 de Março, Herschel descobriu o planeta Urano (que inicialmente tomou por um cometa). Pouco depois, foi nomeado astrônomo da corte. Em 1787 descobriu dois satélites de Urano. A primeira das mais importantes descobertas de Herschel em astronomia foi o movimento intrínseco do Sol através do espaço, em 1783. Observou cuidadosamente o movimento de sete estrelas e demonstrou que estas convergiam para um ponto fixo (que interpretou como sendo o ápex solar). De 1782 a 1785, Herschel catalogou estrelas duplas e publicou extensos catálogos, no primeiro dos quais sugeriu que muitas delas poderiam estar em movimento orbital relativo. Em 1793, mediu novamente as posições relativas de muitas estrelas duplas, comprovando assim sua hipótese. Desenvolveu também os primeiros conhecimentos sobre a constituição da Galáxia, além de ter descoberto a radiação infra-vermelha na luz do Sol e algumas notáveis conjecturas a respeito das propriedades dessa radiação. Sua irmã, Caroline Lucretia Herschel, colaborou estreitamente em seu trabalho, descobrindo também cometas e organizando um catálogo de nebulosas. A tradição astronômica da família ainda continuaria com seu filho (John Herschel) e dois netos.
Fonte:Wikipédia

Telescópio espacial tira foto de galáxia toda torta

M66 sofre com a ação gravitacional de "colegas" que ficam perto. Sua forma chama a atenção.
O Telescópio Espacial Hubble fez a imagem de uma galáxia que tem uma estrutura bastante esquisita, toda torta: ela tem "braços" assimétricos e o seu centro é deslocado. Essa anatomia bastante incomum é causada pela força gravitacional de outras duas galáxias que ficam nas redondezas. Juntas, as três formam o chamado Trio do Leão. A galáxia "torta", M66, fica a 35 milhões de anos-luz da Terra, na constelação de Leão. Ela é maior do que as outras integrantes do trio, M65 e NGC 3628, com 100 mil anos-luz de diâmetro. Essa galáxia esquisita tem braços em formato de espiral que ao mesmo tempo são assimétricos, o que é praticamente exclusivo. Na maioria das vezes, densas nuvens de gás, poeira e estrelas recém-nascidas rodopiam em volta do centro da galáxia de um modo simétrico. Não é o caso da M66. Astrônomos dizem que isso acontece porque essa galáxia foi distorcida pela força gravitacional das outras duas. Se toda essa esquisitice não bastasse, a M66 ainda tem um outro recorde na área de supernovas. Essa galáxia já obteve três explosões do tipo desde 1989 – a última em 2009. Supernovas são explosões de estrelas que podem resultar em um brilho tão forte que pode ser maior que o de toda a galáxia durante alguns momentos. M66 (também conhecida como Messier 66 e NGC 3627). Possui uma magnitude aparente de 8,9, uma declinação de +12º 59' 28" e uma ascensão reta de 11 horas, 20 minutos e 15,1 segundos. A galáxia NGC 3627 foi descoberta em 1780 por Charles Messier.
Fonte: R7

Teoria Planetária Virada do Avesso !!!

A descoberta de nove novos exoplanetas em trânsito foi hoje anunciada no NAM2010. Quando estes novos resultados foram combinados com observações anteriores de exoplanetas em trânsito, os astrónomos surpreenderam-se com o facto de seis deles, numa amostragem de 27, orbitarem na direcção oposta à da rotação da estrela hospedeira – precisamente o contrário do que se passa no nosso Sistema Solar. Estas novas descobertas põem em causa, de maneira séria e inesperada, as actuais teorias de formação planetária. As novas observações sugerem igualmente que sistemas com exoplanetas do tipo Júpiter quente não deverão, muito provavelmente, conter planetas do tipo da Terra.
“Esta é uma verdadeira bomba que estamos a lançar sobre o campo dos exoplanetas,” diz Amaury Triaud, estudante de doutoramento no Observatório de Genebra que, juntamente com Andrew Cameron e Didier Queloz, lidera a maior parte da campanha observacional.
Pensa-se que os planetas se formam no disco de gás e poeira que circunda a estrela jovem. Este disco protoplanetário roda na mesma direcção da própria estrela, e até agora esperava-se que os planetas formados a partir desse disco orbitariam, mais ou menos, no mesmo plano e que se moveriam ao longo das suas órbitas na mesma direcção que a rotação da estrela. É o caso dos planetas do Sistema Solar.
Depois da detecção inicial dos nove novos exoplanetas com o instrumento WASP (do inglês, Wide Angle Search for Planets), a equipa de astrónomos utilizou diversos outros aparelhos para confirmar as descobertas e caracterizar os exoplanetas em trânsito encontrados tanto neste novo rastreio como nos mais antigos: o espectrógrafo HARPS, montado no telescópio de 3.6 metros do ESO, no observatório de La Silla, Chile, dados do telescópio suíço Euler, também em operação em La Silla, e ainda dados de outros telescópios. Surpreendentemente, quando a equipa combinou os novos dados com observações mais antigas, descobriu que mais de metade de todos os exoplanetas do tipo Júpiter quente estudados têm órbitas desalinhadas com o eixo de rotação das suas estrelas hospedeiras. A equipa descobriu inclusivamente que seis exoplanetas desta extensa amostragem (dos quais dois são novas descobertas) têm movimentos retrógrados: orbitam a sua estrela na direcção “errada”.
“Estes novos resultados desafiam claramente o conhecimento convencional de que os planetas devem sempre orbitar na mesma direcção da rotação das suas estrelas,” diz Andrew Cameron da Universidade de St Andrews, que apresentou estes novos resultados no Encontro Nacional de Astronomia do Reino Unido, que tem lugar esta semana em Glasgow.
A origem dos exoplanetas do tipo Júpiter quente tem sido um enigma, desde a descoberta do primeiro há 15 anos atrás. São planetas com massa similares ou maiores que a de Júpiter, mas que orbitam muito próximo da sua estrela. Pensa-se que os núcleos dos planetas gigantes se formam de uma mistura de partículas de rocha e gelo, material que se encontra apenas nas regiões mais frias e afastadas do sistema planetário. Desde modo, estes exoplanetas devem formar-se longe da sua estrela e subsequentemente migrar para órbitas mais interiores, muito mais próximas da estrela hospedeira. Muitos astrónomos pensam que este fenómeno se deve a interacções gravitacionais com o disco de poeira a partir do qual se formam. Este cenário desenrola-se ao longo de alguns milhões de anos e resulta numa órbita alinhada com o eixo de rotação da estrela hospedeira. Este cenário permite igualmente a formação subsequente de planetas rochosos do tipo da Terra. Infelizmente esta teoria não explica as novas observações.
Para explicar os novos exoplanetas retrógrados agora descobertos uma teoria de migração alternativa sugere que a proximidade deste tipo de exoplanetas às suas estrelas não se deve a interacções com o disco de poeira, mas sim a um processo de evolução mais lento que envolve uma “luta” gravitacional com companheiros planetários ou estelares mais distantes, durante centenas de milhões de anos. Depois destas perturbações gravitacionais levarem um exoplaneta gigante a uma órbita inclinada e alongada, este sofrerá fricções de maré, perdendo energia de cada vez que a sua órbita o aproxima da estrela. Deste modo, ficará eventualmente “estacionado” numa órbita quase circular mas inclinada de maneira aleatória, próximo da estrela hospedeira. “Um efeito secundário dramático deste processo seria o de que qualquer pequeno planeta do tipo da Terra seria varrido destes sistemas,” diz Didier Queloz do Observatório de Genebra.
Dois dos novos exoplanetas retrógrados descobertos mostraram já ter companheiros de grande massa, mais distantes, que poderiam ser as potenciais causas deste efeito. Estes novos resultados irão despoletar uma busca intensa de corpos adicionais noutros sistemas planetários.
Todo este post faz parte do artigo original do ESO.
Fonte:astropt.org
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