14 de abr de 2010

Telescópio James Webb

Quando o Telescópio Webb decolar para seu posto no espaço, a um milhão de milhas de distância, ele será operado por umas 200.000 linhas de código de software. Um dos seus objetivos será procurar por sinais fracos de luz infravermelha para nos ajudar a entender melhor as origens do universo. Como uma falha do sistema envolveria a missão de um ônibus espacial para repará-la, o software precisa estar correto desde o início. A NASA escolheu uma solução de desenvolvimento de sistemas IBM Rational para ser utilizada por três de seus parceiros na construção do telescópio. A solução atuará como base para todo o projeto que se estenderá por várias décadas, permitindo que diferentes empresas de desenvolvimento "arrastem e soltem" códigos de software diretamente nessa base, que será então automaticamente preenchida para suportar todas as fases do projeto. Essa modelagem pode acelerar o desenvolvimento de software em quase 30%, com verificações de qualidade construídas em cada etapa.

Foi percorrido um longo caminho desde o desenvolvimento do Telescópio Hubble há aproximadamente 20 anos. O Hubble era uma combinação de aplicativos proprietários. Quando uma correção era necessária, os engenheiros tinham que identificar não apenas qual o aplicativo de software resolveria o problema, mas às vezes localizar o próprio desenvolvedor que escrevera o código original anos antes.


O que é o Telescópio Espacial James Webb?
Esse grande telescópio espacial infravermelho está planejado para ser lançado em 2013, substituindo o Telescópio Espacial Hubble. Ele servirá como o principal observatório para milhares de astrônomos no mundo inteiro, na próxima década. O Telescópio Webb buscará traços de luz visível e infravermelha a partir das primeiríssimas estrelas, para oferecer pistas para a formação do Universo.

Em que o Telescópio Webb é diferente do Hubble?

Há algumas semelhanças ? ambos os telescópios estão (ou estarão) no espaço. Ambos buscam aprimorar o nosso entendimento de processos como o nascimento de estrelas e a evolução de galáxias. No entanto, há muitas diferenças. Para começar, o Telescópio Webb irá primeiramente examinar o Universo nos comprimentos de onda infravermelhos, enquanto o Hubble o estuda em comprimentos de onda ópticos e ultravioletas. O Telescópio Webb também tem um espelho muito maior que o Hubble. Essa área coletora de luz maior significa que ele pode investigar espaços bem maiores de tempo do que o Hubble é capaz. O Hubble está em uma órbita bem próxima ao redor da terra, enquanto o Telescópio Webb estará a um milhão de milhas de distância, no segundo ponto Lagrange (L2).

Especificamente, o que o Telescópio Webb fará?


*Ele tem quatro objetivos científicos:

O Fim da Idade Média: A Primeira Luz e Reionização* busca identificar os primeiros objetos luminosos que se formaram no princípio do Universo e segue a história da ionização.
O Grupo de Galáxias* determinará como galáxias e matéria escura, incluindo gás, estrelas e núcleos ativos evoluíram até os dias atuais.
O Nascimento de Estrelas e Sistemas Protoplanetários* focaliza o nascimento e desenvolvimento pioneiro de estrelas e planetas.
Sistemas planetários e a origem da vida* estuda as propriedades físicas e químicas de sistemas solares (incluindo o nosso).
Onde ele irá orbitar?
O Telescópio Webb ficará localizado no segundo ponto Lagrange (L2) do sistema Sol-Terra, a aproximadamente um milhão de milhas da Terra. As forças combinadas gravitacionais do Sol e da Terra quase podem segurar uma nave espacial neste ponto e é necessária relativamente pouca propulsão de foguete para manter uma nave espacial próxima a L2. A temperatura fria e estável do ponto L2 permitirá que ele faça observações bastante sensíveis, necessárias sobre infravermelho.


Qual o tamanho dele?

O Telescópio Webb tem o tamanho de um ônibus escolar e tem um espelho grande, de 6,5 metros de diâmetro e um guarda-sol do tamanho de uma quadra de tênis. O espelho e o guarda-sol não caberão inteiros na nave; por isso ambos se dobrarão e abrirão apenas quando o Telescópio estiver no espaço sideral.

Quem está desenvolvendo o Telescópio?

O Telescópio Webb é uma colaboração internacional entre a NASA*, a ESA (Agência Espacial Européia)*, e a CSA (Agência Espacial Canadense)*. A NASA tem responsabilidade geral e seu Centro de Vôo Espacial Goddard* está gerenciando o esforço de desenvolvimento. Acima de 1.000 pessoas em mais de 17 países estão trabalhando no projeto.

Quem é James Webb e por que ele tem um telescópio com o seu nome?
James Webb é um antigo Administrador da NASA que estabeleceu a infra-estrutura para as missões do Apolo à lua.

Galáxia espiral NGC 1288

NGC 1288 é uma galáxia espiral do tipo Sc, que se encontra na constelação austral da Fornalha. Com uma velocidade de recessão de aproximadamente 4400 km/s, estima-se que diste de nós cerca de 19 milhões de anos-luz se adoptarmos o valor da constante de Hubble H0=71 km/s/Mpc. Em Setembro de 1998, o telescópio Antu do VLT (ESO) viu a primeira luz e obteve várias exposições de NGC 1288 em diferentes bandas de comprimentos de onda. Esta imagem, com 6,8 minutos de arco de lado, é uma composição de três exposições obtidas através de filtros centrados em 420 nm (B), 530 nm (V) e 800 nm (I). À distância indicada, calcula-se que o diâmetro da galáxia seja cerca de 12 000 anos-luz. A extraordinária resolução alcançada nestas observações é essencial para o estudo da morfologia da galáxia. A multiplicidade de braços espirais tem sido apontada como indício de que NGC 1288 se encontra embebida num halo de matéria escura.
Crédito: European Southern Observatory (ESO).
Fonte:portaldoastronomo.org

Enxame da "Árvore de Natal" (NGC 2264)

Nesta imagem de larga escala do enxame conhecido como "Enxame da Árvore de Natal", ou NGC 2264, é ainda possível ver duas famosas nebulosas. Na parte central da imagem, em baixo, vê-se a inconfundível nebulosa do "Cone", e na parte de cima, do lado esquerdo, vê-se a nebulosa "Pele de Raposa". NGC 2264 é um enxame aberto de estrelas embebidas numa nebulosidade difusa, situado a cerca de 2500 anos-luz de distância, com uma idade estimada de 5 milhões de anos. Este enxame é tão jovem que cerca de metade das suas estrelas ainda têm discos circum-estelares. Esta imagem foi obtida através de filtros sensíveis a emissão de hidrogénio, oxigénio e enxofre.
Crédito: T.A. Rector (NRAO/AUI/NSF/NOAO/AURA/NSF) & B.A. Wolpa (NOAO/AURA/NSF).
Fonte:portaldoastronomo.org

NGC 6960 - Nebulosa do Véu (parte Oeste)

A Nebulosa do Véu é uma enorme região de gás difuso, cobrindo vários graus no céu, a uma distância de cerca de 2500 anos-luz, na constelação do Cisne. Esta imagem, apesar de abranger mais de um grau no céu (correspondendo a mais de 40 anos-luz à distância a que se encontra a nebulosa), consegue apenas mostrar a parte oeste da nebulosa, catalogada NGC 6960. Na sua totalidade, a nebulosa estende-se por mais de 100 anos-luz. Trata-se de um remanescente de supernova, cuja supernova terá explodido há mais de 20 000 anos. É composto por material interestelar que foi arrastado pela onda de choque da explosão. O gás desta nebulosa emite ainda fortemente devido ao facto do gás se encontrar excitado, fruto da colisão da onda de choque, que se propaga, com o meio interestelar. Esta nebulosa emite também raios-X, embora a sua emissão seja mais fraca do que noutros remanescentes de supernova, como Cassiopeia A, que é mais recente. A imagem foi obtida em 1996 pelo telescópio Schmidt, pertencente ao Observatório Warner e Swasey da Case Western Reserve University (CWRU), situado no Observatório Nacional de Kitt Peak, no Arizona (EUA).

Crédito: N.A.Sharp, REU program/NOAO/AURA/NSF.
Fonte:portaldoastronomo.org

Nebulosa N44C

A nebulosa N44C é uma nebulosa de emissão situada na Grande Nuvem de Magalhães, uma galáxia vizinha da nossa galáxia Via Láctea. N44C é algo estranha, dado o seu brilho não poder ser justificado pela presença de nenhuma estrela conhecida no seu interior, suficientemente quente para a fazer emitir a radiação que emite. Uma hipótese é que a estrela central que se conhece poderá ter uma estrela de neutrões como companheira. Esta estrela de neutrões seria então responsável pela emissão de raios-X altamente energéticos, o que justificaria o nível de excitação dos gases que compõem a nebulosa. N44C tem cerca de 125 anos-luz de extensão.

Planetas Extras Solares

Durante décadas os astrofísicos procuraram planetas em torno de outras estrelas, numa busca incessante por outros sistemas planetários. Os primeiros resultados concretos surgiram em 1995 com a descoberta de um planeta a orbitar a estrela 51 da constelação do Pégaso (Mayor & Queloz 1995). Desde então foi já anunciada a descoberta de mais de 160 planetas extra-solares, abrindo caminho para uma nova e promissora área da astrofísica moderna. A descoberta de novos mundos trouxe uma enorme quantidade de informação, levantando consequentemente um sem número de questões. Em particular, as inesperadas propriedades dos exoplanetas descobertos colocaram fortes entraves às teorias de formação planetárias existentes. Novas teorias foram construídas na tentativa de explicar os dados observados e a própria definição de planeta foi posta em causa. Até o modo como vemos a formação do Sistema Solar foi alterado radicalmente. Hoje, 10 anos após a descoberta do primeiro planeta extra-solar, a quantidade de informação que possuímos e as conclusões a que se chegaram mostraram a fecundidade do Estudo da Detecção e Formação de Exoplanetas.

Colapso gravitacional

Colapso gravitacional é o fenômeno que ocorre quando uma objeto muito massivo (normalmente uma estrela) deixa de realizar fusão nuclear de seus elementos químicos já esgotados, sucumbindo sobre si mesmo. No caso das estrelas, geram uma anã branca se o processo se estabiliza, ou então explodem, gerando uma supernova no caso de uma instabilidade em seu núcleo no ato do colapso. Outros corpos celestes com massa da ordem de seis vezes a do nosso Sol acabam gerando um buraco negro em seu colapso gravitacional, devido ao tamanho da distorção gerada no espaço-tempo.

Fonte:Wikipédia
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