16 de abr de 2010

Modesto Telescópio Terrestre Fotografa Três Exoplanetas

Astrónomos capturaram uma imagem de três planetas em órbita de uma estrela para lá do Sistema Solar usando um telescópio terrestre de tamanho modesto. O feito surpreendente foi alcançado por uma equipa do JPL da NASA em Pasadena, Califórnia, EUA, ao usar uma pequena porção do Telescópio Hale do Observatório Palomar.
Os planetas já tinham sido fotografados por dois dos maiores telescópios terrestres do mundo -- por um dos dois telescópios de 10 metros do Observatório Keck e pelo telescópio de 8 metros do Observatório Gemini Norte, ambos em Mauna Kea, Hawaii. Os planetas, que orbitam a estrela HR 8799, estiveram entre os primeiros a ser observados directamente, numa descoberta anunciada em Novembro de 2008.
A nova imagem dos planetas, obtida, tal como anteriormente, no infravermelho, foi capturada usando apenas uma porção de 1,5 metros do espelho do Telescópio Hale. A equipa de astrónomos fez imensos esforços no desenvolvimento de nova tecnologia, até ao ponto de usarem apenas um telescópio assim tão pequeno. Depois, combinaram duas técnicas -- ópticas adaptivas e um coronógrafo -- para minimizar o brilho da estrela e revelar o brilho dos planetas muito mais ténues.
"A nossa técnica poderá ser usada em telescópios terrestres maiores, para fotografar planetas que estão muito mais perto das suas estrelas-mãe, ou poderá ser usada em pequenos telescópios espaciais para descobrir mundos tipo-Terra perto de estrelas brilhantes," afirma Gene Serabyn, astrofísico do JPL em associação com o Instituto de Tecnologia da Califórnia. Serabyn é o autor principal do artigo científico que reporta as descobertas na edição de 15 de Abril da revista Nature. Pensa-se que os três planetas, denominados HR8799b, c e d, sejam gigantes gasosos como Júpiter, mas mais massivos. Orbitam a sua estrela a aproximadamente 24, 37 e 68 vezes a distância entre a Terra e o Sol, respectivamente (Júpiter orbita a 5 vezes a distância Terra-Sol). É possível que mundos rochosos orbitem mais perto da estrela, mas com a tecnologia actual, são impossíveis de ver devido ao seu brilho.
A estrela HR 8799 é um pouco mais massiva que o nosso Sol, mas muito mais jovem, com cerca de 60 milhões de anos, em comparação com os mais ou menos 4,6 mil milhões de anos do Sol. Está a 120 anos-luz de distância na direcção da constelação de Pégaso. O sistema planetário desta estrela é ainda activo, com corpos em colisão e expelindo poeira, recentemente detectada pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Tal como pão acabado de fazer, os planetas estão ainda quentes da sua formação e emitem suficiente radiação infravermelha para serem observados pelos telescópios.
Para obter uma imagem dos planetas de HR 8799, Serabyn e seus colegas usam ao início um método chamado ópticas adaptivas para reduzir a quantidade de desfocagem atmosférica, ou para retirar o "cintilar" da estrela. Esta técnica foi optimizada ao usar apenas uma pequena parte do telescópio. Após removerem o cintilar, a luz da própria estrela foi bloqueada usando o coronógrafo da equipa, um instrumento que selectivamente tapa a estrela. Um novo "coronógrafo vórtice", inventado pelo membro da equipa Dimitri Mawet do JPL, foi usado neste passo. O resultado final foi uma imagem que mostra a luz dos três planetas.
"O truque está em suprimir a luz estelar sem suprimir a luz planetária," afirma Serabyn. A técnica pode ser usada para observar o espaço a apenas uma fracção de grau da estrela (cerca de um grau dividido por 10.000). Esta separação angular é mais ou menos a mesma atingida pelo Gemini e pelo Keck -- telescópios que são, respectivamente, cinco e sete vezes maiores. Manter os telescópios pequenos é muito importante para as missões espaciais. "Este é o tipo de tecnologia que conseguirá fotografar outras Terras," afirma Wesley Traub, líder científico do Programa de Exploração Exoplanetária do JPL. "Estamos a caminho de obter uma imagem de outro pálido ponto azul no espaço."

Fonte:ccvalg.pt

Buracos Negros Supermassivos Podem Exterminar Galáxias Inteiras

Energia liberada pelo mergulho de matéria no abismo afasta o gás que poderia dar origem a novas estrelas
Pesquisadores britânicos determinaram que buracos negros superpesados são capazes de privar galáxias inteiras dos gases necessários para a criação de novas estrelas, deixando apenas as estrelas gigantes vermelhas condenadas ao desaparecimento, e nada para substituí-las.
O estudo, encabeçado por Asa Bluck da Universidade de Nottingham, usou imagens obtidas pelos telescópios espaciais Hubble e Chandra para detectar buracos negros em galáxias distantes.
Pesquisadores buscaram galáxias com alto grau de emissão de radiação e raios-X, a assinatura clássica de buracos negros devorando gás e poeira. O trabalho mostra que, no caso dos buracos negros superpesados, essa radiação atinge níveis enormes, com a emissão de raios-X superando a de todos os demais objetos da galáxia somados. De fato, a energia liberada é suficiente para eliminar todo o gás da galáxia, várias vezes.
A radiação é produzida nos discos formados pela matéria que gira enquanto mergulha no buraco negro. Esse disco atinge temperaturas tão elevadas que brilha em todo o espectro eletromagnético - de ondas de rádio a raios gama. Isso aquece o gás acumulado no centro da galáxia, afastando-o dessa região e tornando-o menos denso. O gás precisa estar frio e denso para iniciar o processo de formação de estrelas.
Com isso, as estrelas velhas ficam para morrer sem que novas estrelas surjam para substituí-las, o que faz com que as galáxias escureçam e morram. Os resultados estão sendo apresentados na reunião da Royal Astronomical Society.
Fonte:Estadão

Titãs Estelares da Pismis 24

Lar de algumas das maiores estrelas, já descobertas, o aglomerado estelar aberto Pismis 24 se inflama a partir do núcleo da NGC6357, uma nebulosa na constelação do Escorpião. Algumas estrelas nesse aglomerado têm uma massa 100 vezes maior que o Sol, fazendo delas verdadeiros monstros estelares.
As estranhas formas feitas pelas nuvens são resultados da grande quantidade de radiação emitida por essas estrelas massivas. O gás e a poeira da nebulosa escondem estrelas recém nascidas gigantes na nebulosa, das observações por telescópios feitas na luz visível do mesmo modo que aparecem confusas nessa imagem. A imagem aqui reproduzida combina observações realizadas por meio de três diferentes filtros na luz visível (B, V, R) feitas com o telescópio Dinamarquês de 1.5 metros localizado no Observatório La Silla do ESO no Chile.
Fonte:cientec.com.br

Pontos Brilhantes na Superfície Solar Calma

Observada bem de perto a superfície do Sol é um impressionante trabalho de patch work de grânulos, que pode ser observado nessa imagem aqui reproduzida de alta resolução obtida em um momento em que o nosso astro rei estava em um momento de calmaria. Causados pela convecção, os grânulos são quentes, são gerados pelas colunas de plasma que ascendem enquanto linhas frias negras carregam o plasma mais frio para baixo. Porém essa imagem em alta resolução mostra que as linhas negras são ornamentadas com pontos brilhantes. Constantemente presentes na superfície solar, os pontos brilhantes não são relacionados com as manchas solares que aparecem devido ao ciclo magnético solar. Apesar disso, os pontos brilhantes são regiões de campo magnético concentrado e são brilhantes pelo fato da pressão magnética abrir uma janela para as regiões mais quentes e mais profundas da fotosfera. Para se ter uma noção de escala a barra branca representa 5000 km na superfície do Sol. Essa imagem foi obtida em Setembro de 2007, utilizando o Swedish Solar Telescope localizado na ilha astronômica de La Palma.
Fonte:cientec.com.br

Remanescente de supernova "Cygnus Loop"

Esta é uma imagem de uma pequena porção do remanescente de supernova Laço do Cisne (Cygnus Loop), correspondendo a uma bolha em expansão devido a uma enorme explosão estelar ocorrida há cerca de 15000 anos. Esta imagem obtida com o Hubble permite visualizar as frentes de choque provocados pela explosão da supernova nas nuvens interestelares de gás. Estas colisões aquecem e comprimem o gás, fazendo-o brilhar. Este remanescente de supernova situa-se a 2600 anos-luz de distância na constelação do Cisne. Uma supernova é uma explosão cataclísmica de uma estrela de elevada massa devido ao facto de a estrela já ter consumido todo o seu "combustível" nuclear, não podendo, assim, suportar o peso da suas camadas estelares. A imagem é uma composição de três imagens obtidas separadamente, uma correspondendo a emissão proveniente de átomos de oxigénio (azul), outra a emissão de hidrogénio (verde) e outra a emissão de enxofre (vermelho).
Crédito: Hester Arizona State University & NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA).
Fonte:portaldoastronomo.org

Novo Espectrógrafo do Hubble Observa WASP-12b

O WASP-12b é um exoplaneta que orbita uma estrela muito semelhante ao Sol na constelação Cocheiro. O seu período orbital de apenas 1.09 dias, e a consequente pequena distância à sua estrela hospedeira, tornam-no num dos exoplanetas mais fortemente irradiados. Este facto reflete-se nos parâmetros físicos do planeta. Com uma massa 40% superior à de Júpiter, o seu raio deveria ser sensivelmente igual ao do nosso planeta gigante. As observações, no entanto, apontam para um valor 79% superior. O planeta está literalmente inchado. Hoje foi publicado um artigo na revista Astrophysical Journal (Letters), que descreve a observação de trânsitos deste planeta pelo Cosmic Origins Spectrograph, o novo espectrógrafo do telescópio espacial Hubble (ver fotografia).Os resultados apresentados são espectaculares demonstrando a qualidade soberba do instrumento. As observações foram realizadas em três janelas do ultravioleta próximo designadas por: NUVA (2539-2580 Å), NUVB (2655-2696 Å) e NUVC (2770-2811 Å). As curvas de luz dos trânsitos nas três janelas referidas revelam que o planeta parece estar rodeado de uma ténue nuvem de gás que é muito eficiente na absorção de radiação ultravioleta. De facto, o raio do planeta medido nestes três comprimentos de onda é de 2.69 ± 0.24, 2.18 ± 0.18 e 2.66 ± 0.22 vezes o raio de Júpiter, respectivamente, e portanto muito superior ao raio de 1.79 vezes o de Júpiter inferido das observações no visível. Esta nuvem de gás preenche aparentemente o volume de espaço sob a influência gravitacional dominante do planeta, o seu “Lóbulo de Roche”. O planeta parece estar a evaporar-se lentamente. O poderoso espectrógrafo observou a luz da estrela durante os trânsitos, altura em que os átomos na nuvem que rodeia o planeta introduzem linhas de absorção extra no espectro da estrela hospedeira. A análise desse espectro revelou a existência na dita nuvem de átomos neutros de sódio, estanho e manganésio, bem como átomos simplesmente ionizados de itérbio, escândio, manganésio, alumínio, vanádio e magnésio.
Estes resultados mostram que o Cosmic Origins Spectrograph poderá elevar o estudo dos trânsitos de exoplanetas a um nível nunca antes visto e mostra a contínua importância do Hubble como instrumento científico.
Fonte:astropt.org

Vulcões deVênus podem estar ativos

Dados coletados pela sonda europeia Venus Express sugerem que os vulcões do planeta Vênus ainda podem estar ativos. Fluxos de lava relativamente jovem foram identificados na superfície do planeta por um instrumento de medição ultra-vermelho da sonda espacial, o Virtis, que analisa emissões térmicas.
ESA (mapa de temperatura de Vênus)
As imagens mostram que o fluxo tem composição diferente do material da superfície à sua volta e para a cientista Suzanne Smrekar, do Laboratório de Propulsão a Jato, na Califórnia, e seus colegas, poderiam indicar que alguns vulcões ainda estariam ativos.
© ESA (vulcão em Vênus)
Há muito se debate a existência de vulcões ativos em Vênus, cuja atmosfera apresenta dióxido de enxofre, um gás expelido pela erupção de vulcões. Alguns cientistas acreditam que a presença do gás é uma indicação de atividade vulcânica recente, mas outros argumentam que as erupções podem ter ocorrido há cerca de 100 milhões de anos, mas o gás permanece na atmosfera porque demora muito a reagir com as rochas da superfície do planeta. A única forma de saber se há vulcões ativos em Vênus é observá-los em atividade, afirma a Agência Espacial Europeia. Mas isso é dificultado pela densa e nebulosa atmosfera do planeta, com 100 quilômetros de espessura. A sonda Venus Express tenta detectar a atividade de vulcões procurando por aumento da concentração de dióxido de enxofre em regiões específicas e por locais onde a temperatura é mais alta do que em outros. A equipe publicou sua análise sobre os fluxos de lava nas regiões de Imdr, Themis e Dione, em Vênus na revista Science.
Creditos:Science
Fonte: Astro News

Descobertas novas provas de que há água na Lua e em Marte

Depósitos de gelo com pelo menos 2 metros de profundidade podem ser encontrados em algumas pequenas crateras lunares, disseram pesquisadores na segunda-feira, enquanto um segundo estudo sugeriu que recentemente houve degelo e recongelamento da água em Marte, aumentando alguns dos característicos canais da sua superfície. Os dois estudos contribuem com o debate político e científico sobre qual seria a melhor forma de estudar o Sistema Solar e o universo - com missões tripuladas, ou com robôs e sondas.
Num dos estudos divulgados na segunda-feira, Paul Spudis, do Instituto Lunar e Planetário de Houston, e seus colegas analisaram medições feitas pela sonda indiana Chandrayaan, a fim de buscar provas de que havia depósitos de gelo em algumas crateras lunares perenemente à sombra.
"Conforme a Lua foi bombardeada por objetos com água, como cometas e meteoritos, e implantada pelo hidrogênio do gelo polar ao longo do tempo geológico, parte desse material pode ter ido parar nessas áreas frias e escuras", escreveram os cientistas na revista Geophysical Research Letters.
Eles mediram a chamada razão de polarização circular, para demonstrar que ou a superfície é excepcionalmente áspera, ou existem de 2 a 3 metros de gelo acumulado.
O segundo estudo mostrou que um canal de 2 metros de largura em Marte se tornou quase 120 metros mais longo em dois anos.
Dennis Reiss, do Instituto de Planetologia da Westfalische Wilhelms-Universitat, em Munster, na Alemanha, e seus colegas disseram que a melhor explicação para isso é o degelo de uma pequena quantidade de água em forma de gelo.
Fotos mostram manchas marrons na vala, bem como canais novos e menores, disseram eles na mesma revista. A superfície, segundo eles, talvez fique quente a ponto de que a água dessa região de Marte derreta.
Em setembro, várias equipes haviam noticiado evidências de água, provavelmente congelada, em superfícies desérticas da Lua e de Marte, e pesquisadores também já viram nevar em Marte.
(Reportagem de Maggie Fox). [Fonte: Yahoo Notícias]

Para acabar com as dúvidas sobre vida fora da Terra

M31 ou NGC 224 - Nossa Vizinha, aqui do lado a pouco mais de 2.5 milhões de anos-luz! - Foto: NASA
Não sei porque muitas pessoas ainda têm dúvidas. Os leigos, até se admite, mas e alguns professores universitários? E cientistas que dizem que "estudam" o cosmos? Basta olhar para o céu numa noite estrelada para imaginar quantos mundos, quantas civilizações estarão fazendo o mesmo. São tantas galáxias que não se dá mais nome e apenas um número, como uma Carteira de identidade. Claro que seus habitantes darão nomes as suas galáxias e vão considerar a nossa, a Via Láctea, apenas um número. A lei universal parece tentar juntar as coisas. Assim, as estrelas com seus inúmeros planetas, planetoides, luas, asteróides, cometas etc também gostam de viver próximas umas das outras, formando o que se chama de Galáxias. Galáxias são conjuntos de bilhões de estrelas. A maior delas que se conhece possui trilhões de estrelas. Muitas vezes, quando se olha para o céu e observamos um ponto luminoso, pode ser uma galáxia, ou melhor, centenas ou mesmo milhares de galáxias muito próximas umas das outras, com trilhões de trilhões de estrelas e sabe-se lá quantos decilhões de planetas. Esses dados são o que conseguimos ver com nossos ainda "toscos" equipamentos. Isso num pequeno ponto apenas. Imagine tudo o que você já viu no cinema em matéria de ETs e tudo que voce poderá sonhar? Em algum lugar eles existem!
Fonte:brasilwiki.com.br

Quasares


Os primeiros quasares observados pareciam nas fotografias ser estrelas pouco luminosas, mas sabia-se que eram fontes de rádio muito fortes. Os quasares foram descobertos na década de 60 quando radioastrónomos australianos localizaram uma forte fonte de rádio que vinha de uma determinada região na constelação de Virgem. Essa fonte de rádio ficou conhecida como 3C-273. Os astrónomos do Monte Palomar procuraram uma imagem óptica referente a essa fonte de rádio, e então localizaram o que parecia ser uma estrela de fraca luminosidade.

Daí vem o nome que foi dado a este ainda misterioso objecto celeste, quasar, que vem de "quasi stellar radio sources" (fonte de rádio quase estelar). Entretanto foi detectado mais uma fonte de rádio da mesma natureza, ficando esta conhecida como 3C-48. O espectro destes dois corpos celestes foram analisados e concluiu-se que estes objectos estão muito distantes de nós. Pensa-se que o quasar 3C-273 está a 2 mil milhões de anos luz de distância e a afastar-se a uma velocidade que corresponde a 16% da velocidade da luz.

Outro facto extraordinário acerca deste objecto é a sua luminosidade que parece ser de várias centenas de vezes superior à da nossa galáxia! Desde então descobriram-se muitos outros quasares, na sua grande maioria não ultrapassam as dimensões do nosso Sistema Solar, mas emitem uma enormíssima quantidade de energia ao longo de uma vasta gama de comprimentos de onda, que vai desde as ondas de rádio até aos raios gama. Dada a sua enorme distância em relação a nós, quando observamos os quasares estamos a observar como era o Universo nos seus primórdios. Nas nossas proximidades não existem quasares o que indica que no início do Universo eram objectos comuns mas não na actualidade.

Se as medições das distâncias destes corpos celestes estiverem correctas, estamos diante dos mais distantes alguma vez detectados. Em redor dos quasares foram observados nebulosidades que indiciam que estes corpos celestes são núcleos de galáxias, provavelmente com um buraco negro extremamente maciço.
Créditos:astro.110mb.com

Meteoro risca o céu e explode no meio-oeste americano

Uma grande bola de fogo vinda do espaço cruzou o céu de pelo menos cinco estados americanos e em seguida explodiu na alta atmosfera produzindo um forte clarão. O evento ocorreu na noite de quinta-feira e foi testemunhado por milhares de pessoas, além de ter sido detectado por diversos radares meteorológicos dos EUA. Como não havia qualquer informação sobre reentrada de satélites ou lixo espacial, é possível que o bólido seja proveniente do espaço e tenha penetrado a atmosfera terrestre a mais de 40 mil quilômetros por hora. Considerando-se eventos anteriores, o clarão parece ter sido provocado por um objeto de grandes proporções, de aproximadamente 1 metro de comprimento com 1 tonelada de peso. Não se sabe exatamente a origem do meteoroide, mas existe a possibilidade do bólido ser um fragmento da chuva de meteoros Gamma Virgem, que vai de 14 a 21 de abril, com pico entre quarta-feira e quinta-feira passadas, mas essa é apenas uma das hipóteses levantadas. Além das testemunhas oculares, o bólido também foi registrado pelo radar Doppler do NWS, o Serviço Meteorológico dos EUA, que detectou a trilha de fumaça deixada pela fulgurante passagem na atmosfera. Observadores em Minnessota reportaram que o evento foi acompanhado por um estrondo similar ao produzido por aviões quando quebram a barreira do som e fez balançar casas, janelas e vários outros objetos.
Fonte:apolo11.com

Cassini Observa Relâmpagos em Saturno

Em Novembro de 2009 a sonda Cassini observou de perto a evolução de uma tempestade de dimensão modesta (cerca de 3000 km) na atmosfera de Saturno. Durante estas observações a sonda realizou uma sequência de exposições durante 16 minutos que foram depois editadas na animação de 10 segundos que se segue.As manchas sensivelmente circulares e com aproximadamente 300 km de diâmetro que ocorrem durante a animação, em vários pontos da tempestade, são relâmpagos ! Devido ao curto intervalo de tempo em que foram obtidas as imagens, a forma da tempestade mantêm-se essencialmente inalterada. Aparentemente, a energia libertada nestes relâmpagos é comparável à dos relâmpagos mais energéticos observados na Terra. Nesta parte da atmosfera de Saturno existem três tipos de nuvens que podem produzir relâmpagos e que estão organizadas em 3 camadas com uma espessura total de 100 km. A camada de topo é constituída por nuvens de cristais de gelo de amónio (NH4), a intermédia por nuvens de hidrosulfureto de amónio (NH4SH), e a camada mais profunda por nuvens de àgua. A luz proveniente dos relâmpagos tem de atravessar as nuvens até ser captada pela Cassini, pelo que o tamanho dos relâmpagos nas imagens é proporcional à profundidade a que eles ocorrem. De facto, quanto maior for a profundidade de um relâmpago, mais a luz dele proveniente viaja transversalmente até atingir o topo da camada de nuvens. A análise das imagens permitiu assim aos cientistas da missão estimar que os relâmpagos devem ter ocorrido na camada de nuvens de hidrosulfureto de amónio ou no topo da camada de nuvens de àgua.
Fonte:astropt.org
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...