26 de abr de 2010

Maior telescópio do mundo será construído no Chile


A organização europeia para a astronomia (ESO, na sigla em inglês) anunciou nesta segunda-feira ter escolhido o território chileno de Cerro Armazones para construir o maior telescópio do mundo, o European Extremely Large Telescope (E-ELT). Cinco países - Espanha, Marrocos, África do Sul, Argentina e Chile - competiam para abrigar o telescópio óptico, com custo estimado em 1 bilhão de euros e que deverá ficar pronto em 2018, depois de sete anos de obras. Muito esperado pela comunidade científica, o E-ELT terá um espelho sem precedentes, com diâmetro de 42 metros, que permitirá observar o universo e suas galáxias como nunca antes. O telescópio será instalado no norte do Chile, a uma altitude de 3.060 metros no deserto de Atacama, segundo um comunicado da ESO, com sede em Munique (sul da Alemanha). Entre os fatores que infuenciaram a decisão de escolher o local estão a qualidade da atmosfera e o custo da contrução, segundo o ESO. O sítio chileno garante mais de 320 noites claras por ano, e o governo ofereceu, além disso, ao ESO, um amplo perímetro de terreno em torno da futura instalação científica, a fim de evitar qualquer tipo de poluição luminosa, no caso de eventuais assentamentos de minas na região, num futuro. O E-ELT "será o maior olho do mundo dirigido para o céu" e "nos permitirá, talvez, mudar nossa percepção do universo como o fez o telescópio de Galileu há 400 anos", afirmou Tim de Zeeuw, diretor do ESO.
Fonte:Terra

Via-Láctea....Nossa Galáxia

Com a ajuda do telescópio espacial Spitzer, da NASA, astrônomos conduziram a mais extensa análise estrutural de nossa galáxia e descobriram indícios tantalizantes de que a Via Láctea é muito diferente da galáxia em espiral comum.A pesquisa usando o telescópio infravermelho em órbita forneceu detalhes de uma longa estrutura central em forma de barra que distingue a Via Láctea de galáxias espirais ordinárias.O grupo de astrônomos pesquisou em torno de 30 milhões de estrelas no plano da galáxia em um esforço para construir um retrato detalhado das regiões internas da Via Láctea.A possibilidade de que a galáxia Via Láctea tenha uma longa barra estelar através de seu centro tem sido considerada há muito por astrônomos, e tais fenômenos não são inéditos na taxonomia galáctica. São claramente evidentes em outras galáxias, e é uma característica estrutural que soma definição além dos braços espiralados de galáxias espirais comuns.O novo estudo fornece estimativas melhores do tamanho e orientação da barra, que são bem diferentes das estimativas anteriores."Disse o néscio no seu coração: Não há Deus. Têm-se corrompido, fazem-se abomináveis em suas obras, não há ninguém que faça o bem." (Salmos 14:1)
Fonte: astronomiahoje.blogspot.com

Sonda da Nasa envia imagens inéditas do Sol

Imagem ultravioleta composta, sobrepondo múltiplos comprimentos de onda. As falsas cores indicam diferentes temperaturas, indo do vermelho relativamente frio (60.000 º C) até os azuis e verdes super quentes (1 milhão de graus Celsius). [Imagem: NASA]

Observatório solar
A sonda espacial SDO (Solar Dynamics Observatory: Observatório de Dinâmica Solar) lançada pela NASA para estudar o Sol, enviou as primeiras imagens do astro.
A alta resolução das imagens enviadas pela sonda deve ajudar os cientistas a compreender a atividade solar e o impacto desta atividade na Terra.

Clima do Sol

O observatório solar SDO foi lançado do Cabo Canaveral em fevereiro de 2010, custou US$ 800 milhões e deve operar por pelo menos cinco anos. Os pesquisadores esperam que, com este prazo de funcionamento da sonda, eles consigam prever o comportamento do Sol da mesma forma que os meteorologistas conseguem prever o clima da Terra. A atividade solar tem uma influência profunda na Terra. Grandes erupções de partículas carregadas e a emissão de radiação intensa podem interferir no funcionamento de satélites, sistemas de comunicação além de significar um risco à saúde de astronautas.

Atividade solar

Os cientistas da equipe do SDO afirmam que as imagens recebidas abrem caminho para novas descobertas sobre nossa estrela.
"As imagens do SDO são impressionantes e o nível de detalhe que elas revelam, sem dúvida, vai liderar um novo ramo de pesquisa, sobre como os campos magnéticos solares se formam e evoluem, levando a uma compreensão muito melhor de como a atividade solar se desenvolve", disse um dos pesquisadores, o professor Richard Harrison, que trabalha no Laboratório Rutherford Appleton, na Grã-Bretanha.
"É como olhar os detalhes de nossa estrela pelo microscópio", disse o cientista em entrevista à BBC.

Raio X do Sol

O SDO está equipado com instrumentos para investigar o funcionamento no interior, na superfície e na atmosfera do Sol. A sonda consegue imagens completas do Sol com uma resolução dez vezes melhor do que a média conseguida por uma câmera de televisão de alta definição. Isto permite que a escolha de imagens de aspectos na superfície do Sol e em sua atmosfera cujo tamanho pode chegar até 350 quilômetros.
A comparação mostra a qualidade das imagens do observatório solar SDO. Soho e Stereo são as duas sondas lançadas anteriormente pela NASA, e que continuam estudando o Sol. [Imagem: NASA]

Outra vantagem é que as imagens são enviadas rapidamente, em segundos, pela alta capacidade de comunicação da sonda.

Dínamo solar

Os instrumentos do SDO operam em comprimentos de onda diferentes, com isso os cientistas poderão estudar a atmosfera do Sol em camadas.
Mas o grande desafio para a sonda será analisar o funcionamento do dínamo solar, uma profunda rede de correntes de plasma que geram o campo magnético do Sol.
É este dínamo que, em última análise, é responsável por todas as formas de atividade solar, desde as explosões na atmosfera do Sol até as áreas da estrela relativamente mais frias, as chamadas manchas solares.
Fonte:Inovação Tecnológica

Foto incrível: Buraco negro binário

O que você vê é uma enorme galáxia e as duas grandes fontes de brilho são buracos negros supermassivos, que estão co-orbitando. Apesar de parecerem próximos, eles estão a 25 mil anos luz de distância um do outro.
Cercados por gás que emite raios X e jatos de partículas eles estão no centro de duas galáxias vizinhas, no conjunto de galáxias Abel 400. Eles estão a, aproximadamente, 300 milhões de anos-luz da Terra. Os astrônomos acham que os buracos negros estão “juntos” por causa da gravidade de um sistema binário, além dos jatos de gás que passam por eles terem a velocidade média de 1200 km por segundo. Cenas como essa em grupos de galáxias (pelo que estimam os cientistas, pois não há como comprovar isso) seriam comuns nas partes mais distantes do universo, pela proximidade de uma galáxia com outra.
 [APOD]

Orionte através de uma máquina fotográfica

Orionte, o Caçador, é uma das mais facilmente reconhecidas constelações do céu nocturno do planeta Terra. Mas as estrelas e nebulosas de Orionte não parecem tão coloridas para o olho humano como nesta bonita fotografia, tirada no princípio do mês passado. Nesta exposição única, a fria gigante vermelha Betelgeuse, a estrela mais brilhante à esquerda, tem um tom amarelado. Por outro lado, as quentes estrelas azuis de Orionte estão em grande número, com a supergigante Rigel contrastando com Betelgeuse no canto superior direito, Bellatrix no canto superior esquerdo, e Saiph, no canto inferior direito. Alinhadas na cintura de Orionte (baixo para cima) estão Alnitak, Alnilam e Mintaka, todas a cerca de 1500 anos-luz de distância, nascidas nas bem estudadas nuvens interestelares da constelação. E se a "estrela" do meio da espada de Orionte lhe parece avermelhada e difusa, é porque é mesmo. É o berçário estelar conhecido como a Grande Nebulosa de Orionte.
Crédito: John Gauvreau
Fonte: Astronomy.com

Observatório registra processo de formação de estrela


O observatório espacial Planck, lançado ao espaço em 2009, observa o processo de formação de estrelas em Perseu. A imagem divulgada combina as três frequências que o equipamento é capaz de captar

Imagens captadas pelo observatório Planck, da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês), podem ajudar a entender a complexa física da poeira e do gás que levam à formação de estrelas na nossa galáxia. A agência afirma que as estrelas se formam a partir de aglomerados de poeira e gás. Contudo, a capacidade do Planck de utilizar microondas para investigar essas regiões mostra detalhes que o olho humano não consegue ver. Com essa capacidade, o observatório foi direcionado para duas regiões relativamente próximas de formação de estrelas: Órion e Perseu.
A observação da região de Perseu mostra três processos físicos na nuvem de gás e poeira. Nas frequências mais baixas, o observatório capta a emissão causada pela interação em alta velocidade de elétrons e do campo magnético, além de partículas da nuvem de poeira que podem ser detectadas.
Em uma frequência intermediária, o Planck observa o gás quente emitido por estrelas recém-formadas. Nas frequências mais altas, o observatório capta o calor escasso emitido pela nuvem de poeira fria. Esse último estágio pode revelar os núcleos mais frios nas nuvens, os quais estão se aproximando do estágio de colapso, antes de se tornarem estrelas que vão, finalmente, dispersar as nuvens ao redor.
De acordo com a ESA, o delicado balanço entre o colapso da nuvem e a dispersão regula o número de estrelas que uma galáxia pode criar. O trabalho do observatório pode ajudar na compreensão desse processo porque, pela primeira vez, fornece dados sobre a emissão de vários mecanismos importantes de uma só vez.
 
Fonte:Terra

Galáxia NGC 1275

Esta imagem mostra traços da estrutura espiral acompanhada pelos dramáticos caminhos de poeira e as brilhantes regiões azuis que marcam as áreas de intensa formação estelar. Observações detalhadas da NGC1275 indicam que o material poeirento pertence ao sistema espiral visto próximo à borda no plano de fundo. A segunda galáxia, situada atrás da primeira, é realmente uma gigante elíptica com uma peculiar estrutura espiral débil no seu núcleo. Imagina-se que estas galáxias estão colidindo a cerca de 10.000 Km/h. A NGC 1275 está a cerca de 235 milhões de anos-luz na constelação de Perseus. Localizada no centro de um grande aglomerado de galáxias conhecido como Aglomerado de Perseus, é também conhecida por emitir um poderoso sinal nas faixas de raio-X e rádio freqüência. A colisão das galáxias faz o gás e a poeira existente na brilhante galáxia central girar no centro do objeto. As emissões de raio-X e rádio indicam a provável existência de um buraco negro no centro da galáxia brilhante. Enquanto o escuro e poeirento material nas imagens do Hubble cai em direção ao centro, a NGC 1275 mostra intrincadas estruturas filamentárias. Isto é uma característica típica dos brilhantes aglomerados de galáxias. Evidências de observações adicionais de fortes interações entre pelo menos duas galáxias, e possivelmente umas poucas galáxias menores, incluem a formação de novas estrelas e maiores aglomerados estelares. Embora similar em formato aos velhos aglomerados globulares da Via Láctea, os aglomerados da NGC 1275 são muito mais jovens e contém de 100.000 a 1.000.000 de estrelas cada. As estrelas à frente, são da nosssa galáxia.

Créditos: Astronomia na Web & Hubble

Betelgeuse

Alpha Orionis (α Orionis) conhecida como Betelgeuse é uma estrela de brilho variável sendo a 10ª ou 12ª estrela mais brilhante no firmamento. É também a segunda estrela mais brilhante na constelação de Orion. Apesar de ter a designação α ("alpha") na Classificação de Bayer, ela não é mais brilhante que Rigel (β Orionis). Betelgeuse é na verdade mais brilhante do que Rigel no comprimento de onda infravermelho, mas não nos comprimentos de onda visíveis.

Características

 Betelgeuse é uma estrela gigante vermelha, e uma das maiores estrelas conhecidas, sendo de grande interesse para a astronomia. O diâmetro angular de Betelgeuse foi medido pela primeira vez em 1920-1921 por Michelson e Pease, sendo uma das cinco primeiras a serem medidas usando um interferómetro no telescópio de 100 polegadas do Monte Wilson. O seu diâmetro varia entre 500 e 900 vezes o do Sol. No diâmetro máximo, a estrela seria maior que a órbita de Saturno se colocada no lugar do Sol. Apesar de ser apenas 14 vezes mais massiva que o Sol, é cerca de algumas dezenas de milhões de vezes maior em volume, como uma bola de futebol comparada a um grande estádio de futebol. A sua proximidade à Terra e o seu enorme tamanho fazem dela a estrela com o terceiro maior diâmetro angular vista da Terra, menor apenas que o Sol e R Doradus. É uma das 12 estrelas em que os telescópios atuais podem visualizar o seu disco real.

Supernova

Os astrónomos prevêem que Betelgeuse pode passar por uma explosão supernova tipo II. No entanto, as opiniões estão divididas quanto ao momento em que isto deve ocorrer. Alguns sugerem que a variabilidade actual como um sinal de que já está na fase de queima de carbono do seu ciclo de vida, e deve sofrer uma explosão supernova aproximadamente nos próximos mil anos. Cépticos discordam com esse ponto de vista e afirmam que a estrela deve sobreviver muito mais tempo.
Há consenso de que tal supernova seria um evento astronómico espectacular, mas não seria uma ameaça para a vida na Terra, dada a enorme distância a que se encontra. Mas a estrela vai tornar-se pelo menos 10000 vezes mais brilhante, o que significa um brilho equivalente ao de uma Lua crescente. Entretanto alguns crêem que ela pode chegar ao brilho de uma Lua cheia (mv = -12.5). Esse fenómeno deve durar por alguns meses, parecendo uma pequena Lua cheia com a cor de uma lâmpada incandescente à noite e facilmente visível durante o dia. Após esse período a estrela vai apagar-se gradualmente até que após alguns meses ou anos desapareça complectamente e Orion perca o ombro esquerdo(ombro direito).

               Imagem UV de Betelgeuse pelo Hubble
Fonte:Wikipédia, a enciclopédia livre.

Nebulosa da Águia

A Nebulosa da Águia (também conhecida como M16, ou Messier Object 16 ou NGC 6611) é uma nebulosa localizada na cauda da constelação de Serpente. Contém um berçário de estrelas jovens e é muito luminosa. Apresenta uma torre de gases e poeiras com aproximadamente 9,5 anos-luz, ou seja, sensivelmente o dobro da distância entre o Sol e a segunda estrela mais próxima da Terra. Na imagem à direita é possível visualizar duas zonas com cores distintas. A coloração deriva dos gases energizados pela poderosa luz ultra-violeta emitida pelo enxame. Na parte superior, a concentração de oxigénio é bastante superior às restantes enquanto que na parte inferior, a concentração de hidrogénio é dominante, e daí resultam as duas cores apresentadas na imagem.

Explosão estelar destrói "Pilares da Criação"

As grandes nuvens de poeira cósmica conhecidas como "Pilares da Criação" foram destruídas por uma explosão estelar (supernova) próxima. Os cientistas acreditam que os objetos, uma das mais famosas imagens captadas pelo Telescópio Espacial Hubble, foram destruídos há seis mil anos, mas só poderão ser observadas da Terra daqui a um milênio. Isso porque os "Pilares da Criação", que faziam parte de uma formação estelar chamada de Nebulosa da Águia, estão distante sete mil anos-luz da Terra. Segundo informações do jornal Folha de S.Paulo, o físico Nicolas Flagey, do Instituto de Astrofísica Espacial da França, identificou e mediu a temperatura da nuvem aquecida por trás da nebulosa e associou-a a uma supernova. Essa explosão estelar aconteceu há cerca de oito mil anos. Quando a onda da supernova chegar até os "Pilares da Criação", a poeira cósmica será varrida para longe.
Fontes:Terra

MWC 922: Nebulosa do Quadrado Vermelho

Ninguém sabe ao certo, no entanto MWC 922 mostra que é possivel
Crédito: Peter Tuthill (Sydney U.) and James Lloyd (Cornell)
O que pode causar uma nebulosa parecer quadrada? Ninguém sabe. O quente sistema estelar, conhecido como MWC 922, no entanto, parece estar embebido numa nebulosa com tal forma. A imagem do lado combina exposições no infravermelho a partir do Telescópio Hale no Monte Palomar, Califórnia, com as do Telescópio Keck-2 no Mauna Kea, Hawaii. Uma hipótese para a nebulosa quadrada diz que a estrela ou estrelas centrais de alguma maneira expeliram cones de gás durante uma fase avançada do seu desenvolvimento. Para MWC 922, estes cones parecem incorporar ângulos quase direitos e são visíveis dos lados. Evidências para esta teoria includem raios na imagem que podem correr ao longo das paredes dos cones. Os cientistas especulam que os cones vistos de outro ângulo pareceriam semelhantes aos anéis da supernova 1987A, possivelmente indicando que uma estrela em MWC 922 poderia um dia explodir e formar uma supernova do género.
Fonte:NASA

Aglomerado Cabeleira de Berenice

Créditos: Spitzer & Astronovas
Com o auxílio do telescópio espacial Spitzer, uma equipe de astrônomos descobriu um conjunto de mais de mil galáxias anãs num aglomerado gigante de galáxias. As galáxias anãs, apesar dos seus tamanhos diminutos, desempenham um papel crucial na evolução cósmica. Os astrônomos acreditam que estas foram as primeiras galáxias a se formar e que são os blocos de construção de galáxias de maior dimensão. Este tipo de galáxias é de longe o mais numeroso no universo e ajudam a mapear a estrutura de larga escala do cosmos. Simulações computorizadas de evolução cósmica sugerem que regiões do universo de grande densidade, tais como os aglomerados gigantes de galáxias, deveriam conter um número muito maior de galáxias anãs do que aquele que tem vindo a ser observado.

Localizado na constelação Cabeleira de Berenice, o aglomerado estudado pela equipe de astrônomos encontra-se a 320 milhões de anos-luz da Terra, e dele conheciam-se previamente algumas centenas de galáxias, espalhadas por mais de 20 milhões de anos-luz. A equipe utilizou dados do Spitzer para estudar as galáxias presentes no centro do aglomerado. Galáxias localizadas nas regiões exteriores do aglomerado foram também observadas com o objetivo de comparar as populações de galáxias em diferentes localizações no aglomerado. Isto permite estudar como as variações do meio influenciam a evolução destes objetos. A equipe descobriu cerca de 30 mil objetos tendo alguns destes sido identificados como galáxias pertencentes ao aglomerado da Cabeleira de Berenice. Porém, muitas das galáxias observadas teriam de ser galáxias de fundo, não pertencendo ao aglomerado.

 Na imagem acima, podem-se observar alguns objetos pouco luminosos detectados pela equipe. Muitos destes objetos são galáxias anãs pertencentes ao aglomerado. Pode-se ainda observar duas grandes galáxias elípticas, a NGC 4889 e a NGC 4874, que dominam o centro do aglomerado. Com o auxílio do telescópio terrestre de 4 metros William Herschel, a equipe mediu a distância de centenas de galáxias com o objetivo de estimar que porcentagem pertenceria, na realidade, ao aglomerado em estudo. Surpreendentemente, concluiu-se que um grande número de galáxias pertence de fato ao aglomerado.

Estes objetos aparentam possuir massas comparáveis ou mesmo menores que a da Pequena Nuvem de Magalhães, a segunda maior galáxia satélite da Via Láctea. Foi estimado que cerca de 1.200 dos 30 mil objetos identificados, sejam galáxias anãs pertencentes ao aglomerado. É um número muito superior aquele identificado no passado. Pois, as observações efetuadas abrangem apenas uma porção do aglomerado, os resultados obtidos implicam uma população total de galáxias anãs de pelo menos 4.000. Outras galáxias anãs pertencentes ao aglomerado da Cabeleira de Berenice poderão estar à espera de serem descobertas nos dados do Spitzer, mas outros estudos serão necessários para determinar quantas.
Fonte:imagensdouniverso.blogspot.com

Pulsar PSR B1509-58

Quando se fala em galáxias, estrelas e universo, a primeira coisa que impressiona são os números verdadeiramente astronômicos relacionados a eles. São valores tão grandes que até para medí-los é necessário o uso de uma unidade também gigantesca, chamada de ano-luz (equivalente a mais de 9 trilhões de quilômetros). Algumas vezes, no entanto, nos deparamos com objetos bastante pequenos, mas de energia tão intensa que fica difícil de compará-los a algo conhecido aqui na Terra. Um desses objetos é um pulsar de aproximadamente 1.700 anos de idade localizado a 17 mil anos-luz da Terra. O objeto é realmente pequeno, com menos de 20 quilômetros de diâmetro, mas apesar de suas pequenas dimensões é responsável por uma gigantesca nebulosa de raios-x que se expande por mais de 150 anos-luz desde seu centro. O pulsar em questão, conhecido como PSR B1509-58, é uma estrela de nêutrons que rotaciona em velocidade muito alta, jorrando enormes feixes de energia ao redor do espaço, criando complexas e intrigantes estruturas. Na imagem mostrada, captada pelo telescópio espacial Chandra, os raios-x de menor energia são vistos em vermelho, enquanto os de média energia são destacados em verde e os mais energéticos em azul. Uma estrela de nêutrons é o que resta quando uma estrela de grande massa esgota seu combustível nuclear e desmorona, produzindo um núcleo muito pequeno e altamente denso. No caso de B1509, seu período de rotação é de 7 revoluções por segundo, lançando energia ao seu redor a uma taxa realmente impressionante, provavelmente devido ao intenso campo magnético de sua superfície estimado em nada menos que 15 trilhões de vezes o campo magnético da Terra. A combinação da rápida rotação e do campo magnético ultra-intenso faz de B1509 um dos mais poderosos geradores eletromagnéticos da Galáxia. Esse gerador produz um intenso vento energético de íons e elétrons que se propaga pela nebulosa, ionizando o gás ao redor e produzindo a bela imagem no espectro dos raios-x, captada pelo telescópio espacial. O pulsar é o ponto branco que encontra-se um pouco abaixo do centro da imagem.
Créditos: Chandra & Apolo 11

Aglomerado MACS J0025.4-1222

Uma poderosa colisão de galáxias foi capturada pelo Telescópio Espacial Hubble e o Observatório de Raios-X Chandra. Esta colisão de aglomerados fornece espetaculares evidências da existência da matéria escura e um melhor entendimento sobre suas propriedades. As observações do aglomerado conhecido como MACS J0025.4-1222 indicam que uma colossal colisão separou a matéria escura da matéria comum e forneceu uma confirmação independente de um efeito similar detectado anteriormente em uma observação chamada Aglomerado da Bala. Estes novos resultados mostram que o Aglomerado da Bala não é um caso anormal. A MACS J0025 formou-se após uma enorme colisão energética entre dois gigantescos aglomerados. Usando as imagens na luz visível obtidas pelo Hubble, a equipe foi capaz de inferir a distribuição total de massa - entre matéria comum e escura. O Hubble foi usado para mapear a matéria escura (colorida de azul) usando uma técnica chamada de lente gravitacional. Os dados do Chandra permitiram que os astrônomos mapeassem com acurácia a posição da matéria comum, a maior parte sob a forma de gás quente, que brilha intensamente ao ser visto na faixa de Raios-X (rosa). Quando os dois aglomerados que formaram a MACS J0025 se fundiram na velocidade de milhões de quilômetros por hora, o gás quente nos dois aglomerados colidiu e perdeu velocidade, mas a matéria escura passou direto através da colisão. A separação entre o material mostrado em rosa e azul provê desta forma a evidência observacional da presença de matéria escura e suporta a visão de que as particulas de matéria escura interagem muito pouco entre si apesar da força gravitacional.

Créditos: NASA, ESA, CXC, M. Bradac (Universidade da Califórnia, Santa Barbara),
e S. Allen (Universidade de Stanford).
Fonte:imagensdouniversoblogspot.com

Matéria escura no aglomerado ZwCl0024+1652

Astrônomos suspeitam há tempos da existência de uma substância invisível como fonte da gravidade adicional que mantém os aglomerados de galáxias. Chamada de matéria escura, ela evitaria que os aglomerados se desmontassem, o que ocorreria caso tivessem que contar apenas com a gravidade de suas estrelas visíveis.
Matéria escura (nuvem azul)
Embora ninguém saiba do que poderia ser feita essa substância hipotética, a suspeita é que seria um tipo de partícula elementar que permeia o Universo. Ponto para os defensores da teoria, pois cientistas europeus e norte-americanos acabam de anunciar a descoberta do que classificaram como anel de matéria escura no aglomerado ZwCl0024+1652, a partir de observações feita com o telescópio espacial Hubble. Segundo eles, trata-se de uma das mais fortes evidências da existência da matéria escura. "Esta é a primeira vez que detectamos sinais de matéria negra em uma estrutura única, diferente do gás e das galáxias em aglomerados", disse M. James Jee, da Universidade Johns Hopkins, que participou do estudo. Embora não seja possível ver a matéria escura, os astrônomos podem inferir sua existência pela observação de como a gravidade curva a luz de galáxias mais distantes em seu fundo. O anel agora identificado mede 2,6 milhões de anos-luz de um lado a outro. "Ainda que matéria invisível tenha sido encontrada anteriormente em outros aglomerados, essa é a primeira vez que é identificada em região tão distante do gás quente e das galáxias que compõem os aglomerados", disse Jee. Em suas observações, os cientistas encontraram ainda uma variação na substância misteriosa, parecida com as ondas que se formam ao se atirar uma pedra em um lago.
"A princípio, não podíamos acreditar no que encontramos mas, quanto mais tentávamos remover o anel dos resultados, mais ele aparecia em destaque. Foi preciso mais de um ano para que ficássemos convencidos de que o anel era real. Nunca vimos nada parecido", disse Jee. Segundo os cientistas, a maior parte da matéria no Universo seria formada pela matéria escura. A chamada matéria ordinária, que compõe planetas e estrelas, responderia por uma pequena porcentagem do total. O aglomerado galáctico CL 0024+17 (ZwCl 0024+1652) está localizado a 5 bilhões de anos-luz da Terra.
Luz visível







Créditos: Hubble Site

Hubble, 20 anos no espaço a observar planetas fora do sistema solar

               O Hubble tem capacidade para observações desde o espectro ultravioleta ao infravermelho (NASA/Reuters)
A observação e caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao sistema solar, até então quase desconhecidos, foi um dos principais feitos do telescópio Hubble, lançado há 20 anos e que assinala amanhã o seu aniversário. Resultado da colaboração entre as agências espaciais europeia (ESA) e norte-americana (NASA), o Hubble é um telescópio espacial com 2,4 metros de diâmetro, com capacidade para observações desde o espectro ultravioleta ao infravermelho. De acordo com a ESA, o Hubble, lançado pelo vaivém espacial norte-americano Discovery, “revolucionou a astronomia moderna” e um dos seus maiores feitos é a caracterização da atmosfera de planetas exteriores ao nosso sistema solar (exoplanetas) que, até ao seu lançamento, nunca tinham sido observados. O telescópio Hubble efectuou a primeira medição da composição da atmosfera em torno de outra estrela (HD 209458), descobrindo evidências de sódio, carbono e oxigénio. O Hubble encontrou ainda evidência de metano na atmosfera de um planeta com a dimensão de Júpiter, o HD 189733b e, mais recentemente, registou imagens de um exoplaneta que orbita em torno da estrela Formalhaut. Quando foi lançado, os cientistas pensavam que a expansão do universo estaria a desacelerar, pois a gravidade actua como um redutor da velocidade.
Porém, através do estudo de supernovas do tipo Ia - estrelas que explodem no fim da sua vida -, enquanto indicadores de distância, o Hubble descobriu que a velocidade a que o Universo actualmente se expande tem aumentado nos últimos mil milhões de anos. Isto aponta para a existência da “energia negra”, uma força que consegue exceder a da gravidade e acelera a expansão do Universo. Apetrechado com três câmaras, dois espectógrafos e um conjunto de sensores muito sensíveis, o Hubble foi colocado numa órbita baixa (a 575 quilómetros do solo) e preparado para ser assistido no espaço, o que permite substituir os seus instrumentos à medida que a tecnologia evolui. A energia para os computadores de bordo e instrumentos científicos é fornecida por dois painéis solares, que carregam também seis baterias de níquel e hidrogénio que mantém a nave durante os 25 minutos, em cada órbita, em que atravessa a sombra da Terra. Cada órbita demora cerca de 96 a 97 minutos. Desde a sua colocação em órbita, o Hubble foi já assistido no espaço cinco vezes: a primeira em Dezembro de 1993 e a última das em Maio de 2009, pelo vaivém Atlantis.

Disco de estrelas alimentaria super buracos negros

No canto direito superior, imagem ampliada do centro da galáxia de Andrômeda mostra o que parece ser um disco de estrelas azuis próximo a um buraco negro. No canto inferior direito, uma simulação do disco junto ao buraco negro
Um dos grandes mistérios da ciência pode estar próximo de uma explicação. Por anos os cientistas estão intrigados sobre como os buracos negros supermassivos conseguem matéria suficiente para atingirem seus tamanhos. A resposta pode estar em um disco de estrelas encontrado próximo ao centro da galáxia de Andrômeda, um fenômeno que pode ser mais comum do que se pensava. As informações são da New Cientist. Buracos negros que tem massas milhões ou até bilhões de vezes maiores que a do Sol ficam no centro de galáxias, inclusive na nossa. Esses buracos foram "engordados" por gigantescos amontoados de gás, mas os astrônomos não sabem como esse gás fazia a última parte da migração, um caminho por dezenas ou centenas de anos-luz, para ser "comido".
Os astrônomos Philip Hopkins e Eliot Quataert da Universidade de Berkeley, no Estado americano da Califórnia, sugerem que a formação de um disco de estrelas facilita o curso do gás, formando um caminho pela espiral até o buraco negro. De acordo com simulações dos cientistas, quando há gás suficiente para a formação de um amontoado de estrelas orbitando um buraco negro, essas estruturas se alinham em forma de um disco elíptico que pode se estender por dezenas de anos-luz do centro da galáxia. Essa estrutura oval acaba por atrair gás, criando diversos fluxos. O gás perde força ao longo do processo e, finalmente, acaba por ser "engolido" pelo buraco negro. Dessa forma, os buracos negros poderiam consumir 10 vezes a massa do Sol por ano, segundo os cientistas. Os pesquisadores ainda dizem que no auge da "gula" dos buracos negros, há 10 bilhões de anos, essa maneira seria suficiente para alimentar esses gordões do espaço. Os astrônomos afirmam que uma evidência para esta teoria pode ser encontrada em Andrômeda, uma galáxia vizinha que tem um espécie de "núcleo duplo" - dois pontos brilhantes no seu centro - junto ao que parece ser um sinal de um disco oval de estrelas e gás. De acordo com a reportagem, um teste vai tentar ver se outras galáxias possuem essa característica de um disco de estrelas no seu centro. "(O que ocorre em Andrômeda) não é único. O que vemos provavelmente é comum", diz Tod Lauer, do National Optical Astronomy Observatory, em Tucson, Arizona, que identificou diversas galáxias semelhantes à nossa vizinha.
Fonte:Terra
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