3 de mai de 2010

NGC 3190: imagem de uma galáxia espiral em perfil processada por Robert Gendler

Esta imagem foi capturada pelo observatório espacial Hubble e reprocessada por Robert Gendler. Créditos: Dados originais - Hubble Legacy Archive, ESA, NASA; Processamento - Robert Gendler.

Há galáxias belíssimas que são visualizadas de forma peculiar, quase de perfil. A galáxia espiral NGC 3190 é o maior membro do Grupo de galáxias Hickson 44. Hickson 44 é um dos grupos de galáxias mais próximos do nosso Grupo Local de galáxias. Em destaque  gigantescos redemoinhos de poeira cósmica, finamente construídos, rodeiam o centro brilhante e fervente desta maravilhosa espiral.
Os cientistas estimam que provavelmente os efeitos gravitacionais de maré com outros membros deste grupo de galáxias provavelmente causaram a aparência assimétrica dos braços espirais da NGC 3190 em volta do núcleo. Além disso, o disco galáctico nos parece também retorcido. A NGC 3190 tem um diâmetro calculado em 75.000 anos-luz e é visível via pequenos telescópios na constelação de Leão (Leo). A galáxia NGC 3190 foi descoberta em 12 de março de 1784 por William Herschel. A NGC 3190 é uma galáxia violenta pois tem um núcleo ativo (AGN – Active Galactic Nucleus) e como tal, seu coração hospeda um supermassivo buraco negro.

As supernovas Ia coincidentes
O telescópio VLT do ESO capturou esta imagem da galáxia espiral NGC 3190 em 2003Crédito:ESO/Henri Boffin

Em março de 2002 uma supernova (SN 2002bo) foi encontrarada entre “V” das linhas de poeira, nap arte à sudeste da NGC 3190. Esta supernova foi descoberta independente mente pelos astrônomos Paulo Cacella (Brasil) e Yoji Hirose (Japão). Felizmente a supernova SN 2002bo foi encontrada duas semans antes do seu pico de brilho, o que permitiu aos astronomos rastrearem sua evolução. Assim, os astrônomos concluirasm que se tratava de uma Supernova tipo Ia incomum. A imagem do ESO abaixo foi capturada em 2003, cerca de um anos após o máximo desta supernova, 50 vezes mais brilhante que na ocasião em que o VLT fez esta foto.

Um grupo de astrônomos italianos, ao observar a SN 2002bo deparou-se com outra supernova, SN 2002cv, no outro lado da NGC 3190, um raro evento cósmico. A presença de duas supernovas deste tipo ao mesmo tempo em uma galáxia é muito raro. Os astrônomos esperam encontrar apenas uma supernova por galáxia a cada 100 anos. A supernova SN 2002cv estava escondida e foi visualidada em infravermelho pois estava situada atras das nuvens de poeira da NGC 3190. De fato, a SN 2002cv foi atribuído o recorde de ter sido a supernova Ia mais obscura já observada, até março de 2002.

Créditos ©: Dados – Hubble Legacy Archive, ESA, NASA.
Processamento – Robert Gendler
Universe Today: Twin Supernovae in NGC 3190

Descobertos buracos negros remanescentes

Imagens dos telescópios Chandra, da Nasa, e XMM-Newton, da ESA, mostram indícios de dois buracos negros de massa intermediária que "sobreviveram" a um buraco negro supermassivo. Segundo os cientistas, estas descobertas podem ajudar a explicar o crescimento dos buracos negros supermassivos que são encontrados nos centros das galáxias.
© NASA (Registro de dois buracos negros pelo telescópio Chandra)
De acordo com a Nasa, é o primeiro caso em que há boas evidências para mais de um buraco negro de tamanho médio em uma única galáxia, no caso, a M82. Um deles, chamado de X42.3+59, tem uma massa estimada entre 12 mil e 43 mil vezes a do Sol e está a uma distância projetada em 290 anos-luz do centro do aglomerado de estrelas. De acordo com os cientistas, a essa distância, se o buraco negro nasceu ao mesmo tempo que a galáxia e sua massa era de aproximadamente 30 mil vezes a do Sol, ele deveria ter sido atraído para o centro da galáxia, mas "escapou". O outro buraco negro, o X41.4+60, está a 600 anos-luz do centro da M82 e teria entre 200 e 800 vezes a massa do Sol. Segundo a Nasa, o resultado é interessante porque pode ajudar a esclarecer como se formam os buracos negros supermassivos que são encontrados nos centros das galáxias. A M82 está a cerca de 12 milhões de anos-luz da Terra e é o lugar mais próximo onde as condições são similares àqueles do Universo jovem, com uma grande quantidade de formação de estrelas.

Fonte: NASA e ESA

Sol escuro pode ser vizinho mais próximo do Sistema Solar


Estrelas que não brilham
Estrelas brilham, certo?
Na verdade, não. E uma dessas estrelas escuras, localizada a menos de 10 anos-luz da Terra, parece ser a anã-marrom mais próxima de nós. Anãs-marrons têm tão pouca massa que nunca foram quentes o suficiente para manter as reações de fusão nuclear que alimentam as estrelas "normais", como o Sol. Elas brilham no início da vida, por causa do calor da sua formação, mas logo esfriam e desaparecem gradualmente da paisagem.
A UGPS 0722-05 é a anã-marrom mais fria já encontrada, com temperaturas que variam entre 130 e 230 graus Celsius. E é também a mais escura, emitindo apenas 0,000026 por cento da energia emitida pelo Sol.[Imagem: ESO]

 Estrela fria

A UGPS 0722-05, em particular, que acaba de ser descoberta, é tão fria que eventuais residentes em um planeta ao seu redor, ao olharem para o céu, veriam um disco escuro, em vez de uma estrela brilhante. Essa vizinha discreta foi achada por Philip Lucas e seus colegas da Universidade de Hertfordshire, no Reino Unido, a partir da radiação infravermelha que ela emite. Localizado a apenas 9,6 anos-luz de distância, esse sol escuro se tornou a sétima estrela mais próxima do nosso Sol. Os astrônomos não descobriam uma nova estrela tão próxima de nós desde 1947. Mas ela se tornou também a anã-marrom mais próxima de nós, bem mais próxima do que um par de anãs-marrons que giram ao redor da estrela Epsilon Indi, a 11,8 anos-luz, que eram as mais próximas conhecidas.

Recordes do sol escuro

E a estrela sem brilho bate também outros recordes. Ela é a anã-marrom mais fria já encontrada, com temperaturas que variam entre 130 e 230 graus Celsius. E é também a mais escura, emitindo apenas 0,000026 por cento da energia emitida pelo Sol - essa energia é emitida na faixa do infravermelho, e não na faixa visível do espectro. Seriam necessárias 3,8 milhões de anãs-marrons como essa para igualar a energia do Sol. Ela tem aproximadamente o tamanho de Júpiter, mas sua massa deve estar ser entre 5 e 30 vezes mais. Os pesquisadores afirmam que sua descoberta demonstra que as anãs-marrons podem ser muito mais comuns do que os astrônomos imaginavam. E que muitas delas podem estar bem na nossa vizinhança.

Paralaxe

A distância estimada em 9,6 anos-luz ainda é preliminar. O cálculo foi baseado no fenômeno óptico chamado paralaxe. Se um observador na Terra estabelece a posição de uma estrela no céu e então olha para ela novamente meses mais tarde, ela parecerá ter-se movido ligeiramente porque então estará sendo observada de um ponto diferente, conforme a Terra se move em sua órbita em volta do Sol. Conhecendo as dimensões da órbita da Terra, os astrônomos podem calcular a distância que a estrela está de nós a partir da medida do seu movimento aparente. Até agora, porém, os astrônomos que descobriram a anã-marrom UGPS 0722-05 ainda não dispõem de medições de paralaxe suficientes para fazer o cálculo com precisão. O resultado deverá ser refinado ao longo dos próximos meses.

Fonte:Inovação Tecnológica

Chandra descobre mais jovem supernova em nossa galáxia

Os restos de uma explosão de supernova na Via Láctea são mostradas aqui nesta imagem composta, da esquerda, da remanescente de supernova G1.9 0,3. A imagem de raios-X obtida no início de 2007, pelo Observatório Chandra, é apresentada em laranja e a imagem de rádio de "Very Large Array" do NRAO (VLA) de 1985 está em azul. A diferença de tamanho entre as duas imagens dá uma clara evidência de expansão, mostrando o tempo decorrido desde a explosão da supernova original, cerca de 140 anos atrás. Isso faz com que essa explosão seja a supernova mais recente da Galáxia, medido em período de tempo da Terra (referindo-se quando os eventos são observáveis por nós). Esta é a remanescente de supernova mais jovem conhecida na Via Láctea (140 anos), superando com folga o recorde anterior de cerca de 300 anos de Cassiopeia A. A rápida expansão e idade para G1.9 0,3 foi recentemente confirmado pelas novas imagem obtida no início de 2008 pelo VLA. A explosão da supernova original não foi observada em luz óptica a cerca de 140 anos atrás, porque ocorreu perto do centro da galáxia, e está imersa em um denso campo de gás e poeira. Isso fez com que a supernova parecesse cerca de um trilhão de vezes mais fraca, em luz óptica. Os raios X e ondas de rádio da supernova, penetram facilmente pelo resíduo de poeira e gás. À direita é uma imagem infravermelha do "2MASS", onde as cores representam diferentes comprimentos de onda infravermelhos. O centro da galáxia é o ponto vermelho no canto superior direito e a localização de 0,3 G1.9 é mostrado pela caixa no canto inferior esquerdo, o que corresponde a aproximadamente 1.000 anos-luz de distância do centro da galáxia. Outras estrelas são visíveis na imagem do "2MASS" em uma imagem óptica. A supernova G1.9 0,3 está se expandindo a quase 35 milhões de quilômetros por hora, ou cerca de 5% a velocidade da luz, uma expansão sem precedentes de velocidade para uma remanescente de supernova.
Fonte: www.nasa.gov

As estranhas manchas detectadas em Plutão pelo Hubble podem ser alcatrão e gelo

Recentemente o telescópio orbital Hubble forneceu aos cientistas imagens em primeiro plano de Plutão com detalhes inéditos. A partir destas imagens sem precedentes foram identificadas misteriosas manchas claras e escuras na superfície deste planeta anão. Agora os pesquisadores julgam ter uma melhor idéia do que está causando essas manchas estranhas.

As faces de Plutão: o disco central (180o) mostra uma região brilhante misteriosa que é rica em monóxido de carbono. Crédito: NASA, ESA e M. Buie (Southwest Research Institute)

As imagens geradas pelo Hubble, divulgadas em fevereiro de 2010, revelaram Plutão como um mundo cor de mel orbitando na periferia do Sistema Solar, um objeto com surpreendentes variações de brilho em toda a sua superfície. Baseados em análises mais detalhadas posteriores, os cientistas sugerem que as manchas escuras podem representar partes da superfície cobertas por uma camada primordial de compostos orgânicos.
 
Visão artística de como seria a superfície de Plutão, de acordo com os novos estudos sobre sua atmosfera. Esse desenho mostra as trilhas de puro metano na superfície. Crédito: ESO/L. Calçada
 
“Nós sabemos que há metano em Plutão”, afirmou Mike Brown, especialista em planetas anões, da Caltech. “Eis o que nós acreditamos que está acontecendo: a radiação solar atinge o metano (CH4) e o decompõe em seus componentes químicos (hidrocarbonetos). Durante milhões de anos este processo tem criado um óleo com de tonalidade marrom avermelhada escura ou ainda uma substância parecida com o alcatrão que gruda no solo. Estas áreas mais escuras se espalham a medida que absorvem mais luz solar que faz com que as os compostos congelados sofram sublimação.”
Compostos orgânicos avermelhados podem estar permeados na superfície criogênica de Plutão. Caronte, sua maior lua, brilha no céu. Crédito: Don Dixon (http://www.cosmographica.com/)

Por outro lado, os cientistas julgam que as manchas brilhantes estão associadas às zonas cobertas de monóxido de carbono (CO) congelado.
Estas imagens recentes de Plutão revelam uma diferente visão do que os astrônomos já haviam observado em imagens anteriores, em parte porque a aparência do planeta-anão está mudando com a lenta evolução das estações climáticas. Devemos nos lembrar que as estações são extremamente longas por lá, porque o Plutão necessita de 248 anos terrestres para fazer uma viagem completa ao redor do Sol.
“Até meados dos anos 80, o hemisfério norte de Plutão estava inclinado na direção oposta do Sol por mais de 100 anos, acumulando uma quantidade substancial de gelo”, disse o autor do estudo, Marc Buie do Southwest Research Institute. “Agora, o hemisfério norte está recebendo maior quantidade de luz solar e parece, como mostrado nas imagens do Hubble, que está se tornando mais claro.”
Atualmente, Plutão está com temperaturas da ordem de -232º Celsius, relativamente mais amenas, após a sua aproximação máxima do Sol na década de 1980. Mas, Plutão terá algumas épocas mais frias no futuro.
Assim, quando as temperaturas se tornam gélidas o suficiente, os cientistas estipulam que o gás da rarefeita atmosfera efetivamente se congelará e se depositará no solo de Plutão.
“Agora, Plutão está se movendo novamente para longe do Sol”, afirmou Mike Brown. “Pouco a pouco Plutão vai ficar cada vez mais frio e sua atmosfera vai congelar sobre sua superfície. Na verdade, isso já deveria ter começado a acontecer, mas aparentemente não é isto que estamos observando. É um mistério”.

A exótica órbita de Plutão, comparada com os 8 planetas. Crédito: Don Dixon (http://www.cosmographica.com/)
Se hipoteticamente a Terra se esfriasse o suficiente para congelar totalmente sua atmosfera, uma camada de 9 metros de espessura seria criada. Felizmente, nosso planeta é um paraíso tropical em relação a Plutão. E a atmosfera de Plutão é tão delgada que, quando se congela é criada apenas um fino filme de azoto (nitrogênio) e metano gelado.
As novas imagens de Plutão capturadas pelo Hubble são apenas a ponta de um iceberg para os cientistas que estudam este distante mundo gelado. Atualmente a sonda New Horizons da NASA ruma a toda velocidade na direção de Plutão, em uma jornada de uma década de duração, através de todo o Sistema Solar.
A NASA lançou a espaçonave New Horizons, em janeiro de 2006. A sonda ultrapassou a Lua 10 horas mais tarde e orbitou Júpiter um ano depois, ganhando velocidade para tornar-se o veículo espacial mais rápido já enviado a outro mundo.

Plutão e Caronte vistos da sua pequena lua Hydra, descoberta recentemente. Crédito: David Aguilar

A New Horizons irá atingir uma série de metas este ano, ao completar a metade de sua viagem a Plutão. A sonda robótica irá sobrevoar Plutão e suas três luas (Caronte, Nix e Hydra) em julho de 2015.
Fonte:Space.com:

O lugar mais perigoso do sistema solar é belíssimo

Esse é o lugar mais mortal do sistema solar, fotografado pelo novo observatório Solar Dynamics, da Nasa. As imagens são as primeiras capturadas pela nave e mostram um lugar belíssimo.
A sonda foi lançada em fevereiro. Sua imagem é dez vezes melhor do que as transmitidas pelas televisões que usamos hoje e quatro vezes melhor do que as imagens que possuíamos anteriormente do Sol.
Créditos:NASA
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