5 de mai de 2010

Planeta Binário

Um planeta binário é um sistema composto por dois planetas que interagem mutuamente e orbitam um ponto livre e comum no espaço, normalmente um planeta principal e uma lua que orbita o centro de massa no sistema, tendo essa lua um tamanho considerável em relação ao planeta principal.

No Sistema Solar existe somente um planeta binário.

Plutão - Caronte: Tradicionalmente, Plutão era visto como um dos nove planetas do Sistema Solar, e Caronte como um de seus satélites naturais, porém Plutão foi rebaixado de planeta para planeta anão.
Mas a translação de Caronte em torno de Plutão ocorre de tal forma que ambos, na verdade, giram em torno de um eixo imaginário comum (ou seja, o satélite não gira em torno do planeta, mas ambos giram em torno de um centro onde não há nenhum outro corpo celeste)
Assim, surge uma corrente na Astronomia que tende a classificar Plutão e Caronte não como um planeta e seu respectivo satélite, mas sim como um sistema planetário duplo.

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

DISCOS PROTOPLANETÁRIOS NA NEBULOSA DE ORIONTE

Localização, dentro de M42, de alguns dos discos protoplanetários descobertos. Crédito: NASA/ESA e L. Ricci (ESO)Uma colecção de 30 imagens, nunca-antes-vistas, de sistemas planetários embriónicos na Nebulosa de Orionte, são o ponto alto do projecto mais longo do Hubble já dedicado ao tópico da formação estelar e planetária. Também conhecidos como discos protoplanetários, estes modestos "borrões" rodeiam estrelas bebés e ajudam os astrónomos a perceber o mecanismo por trás da formação planetária. Apenas o Telescópio Hubble da NASA/ESA, com a sua altíssima resolução e sensibilidade, é capaz de obter imagens tão detalhadas de discos circunstelares em comprimentos de onda visíveis.   Parecida com uma graciosa aquarela, a Nebulosa de Orionte é um dos objectos mais fotogénicos do céu e um dos alvos favoritos do Hubble. À medida que estrelas recém-nascidas surgem da mistura de gás e poeira da nebulosa, discos protoplanetários, também conhecidos como "proplyds", formam-se em seu redor: o centro do disco em rotação aquece e torna-se numa nova estrela, mas os restos de material à sua volta atraem poeira e agregam-se. Pensa-se que os proplyds sejam jovens sistemas planetários em formação. Num ambicioso estudo da famosa nebulosa, usando a câmara ACS (Advanced Camera for Surveys) do Hubble, os cientistas descobriram 42 discos protoplanetários. Visível a olho nu, a Nebulosa de Orionte é conhecida desde a Antiguidade, mas foi descrita pela primeira vez só em meados do século XVII pelo astrónomo francês Nicolas-Claude Fabri de Peiresc - que detém o crédito da sua descoberta. A 1500 anos-luz de distância, a nebulosa, também conhecida como M42, é a região de formação estelar mais próxima da Terra, e contém estrelas massivas o suficiente para aquecer o gás em redor, inflamando-o de cor, e fazendo com que a região sobressaia no céu. Nos contornos gasosos de Orionte, os investigadores identificaram dois tipos diferentes de discos em torno de estrelas jovens e em formação: aqueles que se situam perto da estrela mais brilhante do enxame (Theta 1 Orionic C) e aqueles mais distantes. Esta brilhante estrela aquece o gás dos discos vizinhos, fazendo com que brilhem significativamente. Os discos mais longínquos não recebem radiação energética suficiente da estrela para aquecer o gás e por isso podem apenas ser detectados como silhuetas escuras contra o pano de fundo da brilhante nebulosa, pois a poeira que os rodeia absorve luz visível. Ao estudar este discos em silhueta, os astrónomos são capazes de melhor caracterizar as propriedades dos grãos de poeira, que se pensa unirem e possivelmente formarem planetas como o nosso.
Este novo atlas contém 30 proplyds, ou discos protoplanetários, recentemente descobertos na majestosa Nebulosa de Orionte, usando o Telescópio Espacial Hubble. Crédito: NASA/ESA e L. Ricci (ESO)
Os discos mais brilhantes são indicados por uma extremidade brilhante no material excitado na direcção da estrela brilhante, mas que nós vemos numa orientação aleatória dentro da nebulosa, alguns de lado e outros de cima, por exemplo. Outras características interessantes realçam a aparência destes objectos cativantes, tais como jactos de matéria e ondas de choque. As dramáticas ondas de choque formam-se quando o vento estelar da massiva estrela vizinha colide com o gás na nebulosa, esculpindo "boomerangs", flechas, e até no caso de 181-825, uma medusa espacial! A observação de proplyds no visível é extremamente rara, mas a alta resolução e sensibilidade do Hubble, em conjunto com a proximidade de M42, permite a captura de imagens detalhadas destes potenciais sistemas planetários. Este atlas de discos protoplanetários é o primeiro resultado científico do Programa de Tesouro do Hubble, em relação à Nebulosa de Orionte. Estes programas são feitos para permitir aos cientistas estudos compreensivos ao longo de grandes períodos de tempo, dado que este recurso, altamente valioso no Hubble, é rigorosamente repartido. As imagens em alta-resolução de discos protoplanetários servem como o exemplo de uma descoberta científica que levou ao desenvolvimento de melhores tecnologias e é um dos estudos científicos principais do ALMA (Atacama Large Millimeter/submillimeter Array), um dos maiores projectos de astronomia terrestre da próxima década. O ALMA irá observar a poeira em maiores comprimentos de onda, em emissão (em vez de absorção como vemos no visível) e com uma resolução angular 10 vezes melhor que a do Hubble.
Fonte:ccvalg.pt

Remanescente de supernova G292.0+1.8

O telescópio de raios-X Chandra da NASA captou esta imagem de G292.0+1.8, um remanescente jovem de supernova rico em oxigénio com um pulsar no seu centro. Com uma idade estimada de 1600 anos, G292.0+1.8 é um dos três remanescentes de supernova ricos em oxigénio conhecidos na nossa Galáxia. Este tipo de remanescentes de supernovas é de grande importância, porque eles são uma das principais fontes de elementos pesados necessários à formação de planetas e ao desenvolvimento de vida. A imagem mostra uma camada de gás com cerca de 36 anos-luz de extensão em rápida expansão. No interior desta nuvem a milhões de graus de temperatura encontra-se um pulsar, uma estrela de neutrões em rápida rotação, o resultado da esplosão de uma estrela maciça sob forma de supernova.
Fonte: NASA/CXC/Rutgers/J.Hughes.
Telescópio: Chandra.

A jovem galáxia I Zwicky 18

A nossa galáxia é uma galáxia espiral comum, velha, com cerca de 12 mil milhões de anos de idade. O nosso próprio Sistema Solar já tem também 4.5 mil milhões de anos. No entanto, todas as estrelas da galáxia anã I Zwicky 18 são muito mais jovens. Com base em observações realizadas com o Telescópio Espacial Hubble, foi possível concluir que as primeiras estrelas desta galáxia se formaram há apenas 500 milhões de anos atrás, fazendo dela a galáxia mais jovem conhecida. Esta jovem galáxia minúscula tem pouco mais de 3000 anos-luz de extensão e situa-se a apenas 45 milhões de anos-luz de distância.
Crédito: Y. Izotov (Main Astronomical Obs., Ukraine),
 T. Thuan (Univ. Virginia), ESA, NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (HST).

Galáxia espiral Arp 188

Nesta imagem obtida pelo Telescópio Espacial Hubble é visível a galáxia espiral Arp 188 contra um fundo impressionante de centenas de outras galáxias. Arp 188 encontra-se a cerca de 420 milhões de anos-luz de distância, na constelação do Dragão. A forma inicial desta galáxia espiral terá sido distorcida devido à passagem de uma galáxia vizinha, dando origem à cauda espectacular que se vê na imagem. Esta cauda tem cerca de 280 anos-luz de comprimento e está cravejada de enxames de estrelas azuis de massa elevada. As forças de maré resultantes do encontro das duas galáxias terão sido de tal forma intensas que muitas estrelas, muito gás e muita poeira da galáxia terão sido dela arrancados, dando origem à sua cauda actual. A galáxia intrusa foi capturada e aprisionada, encontrando-se, agora, por detrás da galáxia Arp 188, a cerca de 300 000 anos-luz de distância, sendo visível na parte esquerda, em cima, da imagem.

Crédito: ACS Science & Engineering Team, NASA.
Telescópio: Hubble Space Telescope (NASA/ESA)

Nebulosa do Pelicano (M20)

A nebulosa do Pelicano é uma nebulosa de emissão e reflexão situada a cerca de 5000 anos-luz de distância na constelação do Sagitário. Estrelas jovens quentes ionizam o gás envolvente a partir do qual se formaram e fazem-no emitir. É uma das nebulosas mais jovens que se conhece, com uma idade estimada de 300000 anos. Na imagem vê-se parte desta nebulosa, sendo visíveis inúmeras zonas escuras, algumas com formas bem peculiares e características. Estas zonas são regiões de grande concentração de poeira que obscurecem a luz das estrelas. É do colapso gravitacional destas regiões que se formam mais estrelas novas.
Crédito: Adam Block/NOAO/AURA/NSF.

Asteroide Eros

433 Eros é um asteroide cujo nome foi dado em homenagem ao deus da mitologia grega Eros. É um asteroide de "tipo S" com dimensões de aproximadamente 13 × 13 × 33 km. É o segundo maior asteroide que passa próximo à Terra depois de 1036 Ganymed, ambos pertencentes ao grupo Amor. É um asteroide do tipo "Mars-crosser", pois foi o primeiro a ser identificado em órbita próxima a Marte. É um dos poucos asteroides com órbita também próxima à Terra com diâmetro maior que 10 km. Acredita-se ser maior do que o que caiu na península de Yucatán formando a cratera de Chicxulub à qual é atribuída a causa da extinção dos dinossauros.
O 433 Eros foi visitado pela sonda espacial NEAR Shoemaker que entrou em sua órbita em 15 de fevereiro de 2000 e aterrissou em sua superfície em 12 de fevereiro de 2001.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Tamanho aparente do Sol no afélio e no periélio

Todos os anos, no início de Janeiro, a Terra passa no seu ponto mais próximo do Sol, designado por periélio. Da mesma forma, no início de Julho, a Terra passa pelo ponto mais afastado, designado afélio. Embora esteja mais afastada do Sol em Julho, nesta altura os habitantes do hemisfério norte estão no Verão. Em Janeiro estão a atravessar o Inverno, embora a Terra esteja mais próxima do astro-rei. A explicação reside no facto de as estações do ano serem ditadas, não pela distância maior ou menor ao Sol, mas sim pela inclinação do eixo de rotação da Terra. Em Janeiro, apesar de mais próximos do Sol, os habitantes do hemisfério norte recebem menos luz solar devido à inclinação da Terra na direcção contrária ao Sol. Desta forma, a variação da distância à nossa estrela é pouca e não define as estações do ano. No entanto ela existe, como se pode neste conjunto de duas imagens obtidas em 2005 por Anthony Ayiomamitis (http://www.perseus.gr/ ), onde se nota, de forma clara, a diferença de tamanho aparente do Sol no afélio e o periélio.

Crédito: Anthony Ayiomamitis (http://www.perseus.gr/ ).
Fonte:portaldoastronomo.org
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