13 de mai de 2010

Encontradas galáxias modernas pós Big Bang

Imagem divulgada pela Nasa (agência espacial americana) mostra uma grande coleção de galáxias maduras formadas pouco depois do Big Bang. As galáxias (pontos vermelhos no centro da imagem) teriam sido formadas há 9,6 bilhões de anos, apenas 3 bilhões de anos após o Big Bang, evento que teria dado origem ao UniversoA imagem é composta por observações dos telescópios Spitzer, da Nasa, que detecta radiação infravermelha, e Subaru, do Japão, que detecta radiação visível. A descoberta é surpreendente, pois astrônomos não esperavam encontrar grupos de galáxias tão desenvolvidos precocemente após o Big Bang. Outras galáxias do mesmo período tendem a ser muito menores. Na imagem, a luz infravermelha do Spitzer é mostrada em vermelho para melhor visualização, e as observações do Subaru são exibidas em vermelho e azul. A camada púrpura é uma medida de densidade galáctica média e destaca a grande concentração de galáxias nessa região do espaço.
Fonte: NASA

IC 2118- Nebulosa da Cabeça da Bruxa

Esta sugestiva nebulosa de reflexão assemelha-se bastante à face de uma bruxa, não é? IC 2118 está associada com a brilhante estrela Rigel na constelação de Orionte. Também conhecida como Nebulosa da Cabeça da Bruxa, brilha principalmente devido à luz reflectida de Rigel, situada para fora da imagem no canto superior direito. A fina poeira na nebulosa reflecte a luz. A cor azul não é provocada apenas pela cor azul de Rigel mas também devido aos grãos de poeira reflectirem com mais eficiência a cor azul do que a vermelha. Os mesmos processos físicos fazem com que o céu da Terra apareça azul, embora quem disperse a luz na atmosfera da Terra sejam as moléculas de nitrogénio e oxigénio. A nebulosa está localizada a 1,000 anos-luz de distância.
Crédito: Gary Stevens

Rigel e a Nebulosa da Cabeça da Bruxa sob a lente de Rogélio Bernal Andreo

             A estrela gigante azul Rigel e a Nebulosa da Cabeça da Bruxa fotografadas por Rogélio Bernal Andreo
Esta sugestiva nebulosa de reflexão à esquerda está ligada diretamente a brilhante estrela Rigel, à direita na foto, na constelação de Órion. Conhecida formalmente como IC 2118, a Nebulosa da Cabeça da Bruxa brilha refletindo a luz emanada pela estrela gigante azul Rigel. Assim, é a poeira cósmica desta nebulosa peculiar que reflete a luz.

A reflexão azul da poeira cósmica

A cor azulada da Nebulosa da Bruxa e também da poeira ao redor de Rigel é causada não só pela cor azul de Rigel mas também porque os grãos de poeira reflete a luz nas freqüências do azul mais eficientemente que no espectro do vermelho. Trata-se do mesmo processo físico que causa a cor azul do céu diurno no céu da Terra, embora os compostos responsáveis pelo espalhamento na atmosfera terrestre sejam as moléculas de nitrogênio e oxigênio. Rigel, a Nebulosa da Cabeça da Bruxa, o gás e a poeira que os envolve residem a 800 anos luz de distância da Terra.

A Nebulosa da Cabeça de Bruxa capturada pelo Star Shadows Remote Observatory (Steve Mazlin, Jack Harvey, Rick Gilbert, Teri Smoot, Daniel Verschatse)
 
 RIGEL (β Orionis) segundo Jim Kaler

Assim como sua rival vermelha classe M em Orion, Betelgeuse, Rigel (β Orionis) também é uma estrela super-gigante, mas completamente diferente de α Orionis. Rigel contrasta com a vermelha Betelgeuse devido a sua cor azul (na realidade um branco azulado), a cor padrão das estrelas da classe espectral B (subclasse B8). Seu nome vem também da mesma raiz árabe que a Betelgeuse, originalmente “rijl al-jauza,” que significa o pé de Al-Jauza, ou em árabe, o “Ente Único Central”. Para nós Rigel está associada ao pé do mítico caçador Órion. Embora Rigel seja denominada Beta Orionis (a ’segunda’ de Órion), sua brilhante magnitude quase zero (0,12) é eventualmente mais intensa que Alfa Orionis (Betelgeuse) o que pode indicar que Betelgeuse era mais brilhante que Rigel quando ganhou sua designação, ou talvez Bayer tenha apenas considerado as posições relativas das estrelas para designá-las.
Comparação do tamanho entre Rigel e o Sol

Rigel está entre as estrelas mais brilhantes do céu, em 7º lugar de magnitude visual, logo atrás de Capella da constelação Auriga. Rigel se situa a uma distância de 860 anos luz e brilha com a força de 85.000 Sóis, considerando a intensa radiação ultravioleta de sua superfície com a temperatura aquecida de 11,500 Kelvin (o dobro do Sol que tem a temperatura de 5.750 Kelvin). Rigel é uma estrela super-gigante, com um diâmetro de ~74 vezes o do Sol, 0,34 UA, tem o tamanho da ordem da órbita de Mercúrio. Os estudos da estrutura estelar e sua evolução indicam que Rigel tem a massa que quase 18 vezes e apenas 10 milhões de anos de idade e devido a sua massa irá eventualmente explodir como uma supernova tão brilhante como nossa Lua em quarto crescente. Rigel é na verdade um sistema quádruplo de estrelas onde o par Rigel BC é uma dupla de estrelas tênues, separadas entre si por 100 UA, com magnitude 7. A dupla Rigel BC dista 2.500 UA (60 vezes a distância Plutão x Sol) de Rigel A e leva 25.000 anos para dar uma volta em torno do centro de massa do sistema Rigel. A dupla Rigel BC orbita entre si em 400 anos. A quarta estrela do sistema, Rigel D, dista 11.500 UA da estrela principal, com magnitude 15, trata-se de uma anã laranja classe K que leva 250 milhões de anos para circundar o trio Rigel ABC. Rigel dista 40 anos-luz da Nebulosa de Cabeça da Bruxa o que mostra a energia desta fantástica super-gigante azul, excitando a poeira cósmica desta nebulosa de reflexão.

Mosaico revela detalhes da magnífica Nebulosa Cabeça de Cavalo

 
A Nebulosa Cabeça de Cavalo. Clique na imagem para ver a versão em alta resolução.
Créditos: Marco Burali, Tiziano Capecchi, Marco Mancini (Osservatorio MTM)
Esculpida por vento estelar e radiação, uma magnífica nuvem interestelar de poeira assumiu este formato peculiar. Chamada de Nebulosa Cabeça de Cavalo, esta nuvem reside a 1.500 anos-luz de distância da Terra, dentro do vasto complexo da Nuvem de Órion. Esta gloriosa imagem colorida é uma composição que combina múltiplas imagens tanto de filtros de banda estreita do espectro quando de banda larga a partir de dados de 3 diferentes telescópios. Com uma ‘altura’ de 5 anos-luz, esta nuvem negra está catalogada como Barnard 33 e está visível apenas porque casualmente sua silhueta obscura se destaca contra a brilhante nebulosa avermelhada de emissão IC 434. Há estrelas em formação dentro desta nuvem negra.

NGC 2023 – nebulosa de reflexão

Em contraste com IC 434 temos a nebulosa azulada de reflexão NGC 2023, envolvendo uma estrela jovem e quente aparece à esquerda, embaixo.

A nebulosa de reflexão NGC 2023 por
Robert Gendler
NGC 2023 é uma das mais brilhantes fontes fluorescentes de hidrogénio molecular nos céus. É iluminada por uma estrela de classe espectral B, denominada HD 37903, a mais brilhante do aglomerado de jovens estrelas que iluminam a face frontal da nuvem molecular Lynds 1630 (Barnard 33) em Órion B (complexo de Órion). A NGC 2023 forma uma cavidade na superfície da nuvem, a cerca de 450 parsecs de distância, produzindo não só uma brilhante nebulosa de reflexão, como também uma região ultravioleta excitada.

A Cabeça do Cavalo pelo Hubble

Em abril de 2001, em celebração de onze anos de operação, a equipe do Hubble Heritage liberou imagens desta famosa nebulosa.
Em abril de 2001 o time do Hubble Heritage liberou esta imagem da Cabeça do Cavalo em celebração dos 11 anos do observatório espacial Hubble - Crédito: Hubble Heritage

Espaço vazio em berçário de estrelas surpreende cientistas

NGC 1999 é a nuvem esverdeada no alto. A mancha escura à direita é o espaço vazio. ESA
O telescópio espacial Herschel fez uma descoberta inesperada - um pedaço de espaço vazio no espaço. Segundo nota da Agência Espacial Europeia (ESA), o trecho de vácuo oferece a cientistas um vislumbre das etapas finais do processo de formação de estrelas. Estrelas nascem em grandes nuvens de poeira e gás, que são estudadas por telescópios como o Herschel. Embora jatos e ventos de gás já tenham sido observados partindo de estrelas jovens, pesquisadores ainda não sabem como eles funcionam para expulsar o material que cerca a estrela, permitindo que o novo astro surja de sua nuvem natal. O espaço vazio detectado pelo Herschel pode representar uma estágio inesperado desse processo. Uma nuvem de gás brilhante conhecida como NGC 1999 fica localizada junto a um trecho escuro de céu. Astrônomos sabem que a maioria desses trechos são nuvens densas de material que impede a passagem de luz. Quando o Herschel olhou na direção desse pedaço de céu negro, ele continuou escuro - mas o telescópio, que capta radiação infravermelha, deveria ter sido capaz de enxergar através de uma nuvem de material escuro. Segundo os pesquisadores envolvidos no estudo, ou a nuvem tinha uma densidade extraordinária ou alguma outra coisa estava errada. Complementando a investigação com telescópios baseados no solo, os astrônomos concluíram que o trecho não parece excepcionalmente escuro por conter um material misterioso, mas por estar, de fato, vazio. Alguma coisa abriu um buraco no meio da nuvem. Os pesquisadores acreditam que o buraco deve ter sido aberto quando jatos estreitos de gás de estrelas jovens da região perfuraram a camada de poeira que forma NGC 1999. A radiação de uma estrela adulta próxima também, pode ter ajudado a limpar a área.
Fonte: estadao.com.br

Estudante da Holanda encontra fenômeno espacial inédito

  Na foto do Hubble, um círculo vermelho indica um objeto em uma galáxia distante que poderia ser um buraco negro expulso

Ao realizar o seu projeto final de graduação, uma estudante universitária da Holanda descobriu um estranho objeto que pode ser um enorme buraco negro, se deslocando a uma velocidade de mais de 1 bilhão de quilômetros por hora e com uma massa mais de um bilhão de vezes maior do que a do sol. Marianne Heida estava comparando milhares de fontes de raios X, escolhidas aleatoriamente, com a posição de galáxias, no Instituto de Pesquisa Espacial da Holanda (SRON) quando percebeu um ponto luminoso "no lugar errado" - nas margens de uma galáxia e não no centro.
 
Normalmente, cada galáxia contém um imenso buraco negro no seu centro, que às vezes brilha sob raios X, mas quando dois buracos negros se fundem, podem surgir também novos buracos negros em recuo, que são expulsos da galáxia em alta velocidade. O objeto encontrado em uma galáxia distante da Terra meio bilhão de anos-luz é tão brilhante, quando observado sob raios X, que só pode ser comparado com outros buracos negros super brilhantes localizados no centro do sistema.
 
"Achamos aquele estranho tipo de fonte de raios X, mas para estes objetos, antes de mais nada precisamos precisamos de medidas precisas do satélite Chandra, da Nasa, para as localizarmos com mais detalhes", afirmou Heida. Cientistas ainda têm pouco conhecimento sobre buracos negros em recuo e acreditam que isso pode ajudar a entender as características destes objetos antes de uma fusão entre dois deles. Os estudos podem ajudar a descobrir se os super buracos negros no centro de galáxias são o resultado da fusão de vários buracos negros menores. O trabalho de Marianne Heida no SRON foi publicado na revista especializada The Monthly Notices of the Royal Astronomical Society.
Fonte:BBC / Terra

A galáxia supergigante NGC 1365

Esta galáxia é uma das galáxias espirais com barra mais notável no céu. Trata-se de uma galáxia supergigante, na constelação da Fornalha (hemisfério Sul), cujo diâmetro alcança os 200.000 anos-luz , ou seja, duas vezes o tamanho da Via Láctea. A galáxia faz parte do enxame de galáxias da Fornalha, encontrando-se a uma distância de cerca de 60 milhões de anos-luz de nós. A sua velocidade de recessão é de 1.632 km/s. Nesta imagem, podemos ver a barra proeminente que atravessa a galáxia e contém o núcleo dela. Esta barra é composta essencialmente de estrelas velhas, daí a sua cor amarelada. A perturbação gravitacional devido à barra obriga o gás e poeira interestelares a distribuirem-se em dois braços espirais que se estendem a partir das duas extremidades da barra. A cor azulada dos braços deve-se às muitas estrelas jovens, quentes e luminosas formadas a partir das nuvens interestelares. Visto da Terra, tanto a estrutura espiral como a barra rodam no sentido dos ponteiros do relógio. Uma rotação desta galáxia leva cerca de 350 milhões de anos.
Fonte: portaldoastrónomo.org
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