19 de mai de 2010

Como seriam as adaptações da vida aos exomundos

Até agora, apenas Gliese 581 d surge como um exoplaneta candidato a se falar em vida extraterrestre. Todos nós nos lembramos do furor inicial que recaiu sobre Gliese 581 c, o qual sabemos agora que se parece mais com um Vênus massivo que qualquer outra coisa, tendo em vista sua proximidade em relação a estrela hospedeira, a anã vermelha Gliese 581.
IMAGEM: Ilustração feita por John Schoenherr do exomundo Mesklin de Hal Clement, capa da edição de 1960 do romance de ficção cientifica Mission of Gravity. Poderia alguém capturar a essência de uma história melhor do que o notável Schoenherr?

A gravidadeEnquanto isso, Gliese 581 d orbita nos limites da região externa da zona habitável

 Refinando os cálculos da órbita de Gliese 581 d, descoberto em 2007, os astrônomos confirmaram a sua presença dentro da zona de habitação de Gliese 581, onde a água liquida pode existir. O diagrama acima mostra os planetas do Sistema Solar (na barra superior) comparando suas distancias com os exoplanetas de Gliese 581 (barra inferior). A zona de habitação está representada pela zona azulada, mostrando Gliese 581 d como um planeta dentro da zona de habitação. Crédito: ESO
Pensando na morfologia do exoplaneta Gliese 581 d em si, sua órbita em torno desta anã vermelha deve colocá-lo na mesma posição relativa que Marte é do nosso Sol, em termos de luminosidade que recebe de sua estrela mãe. Por outro lado, sua muito maior massa em relação a Terra deve resultar em uma frenética atividade tectônica de placas, uma enorme quantidade de vulcões, uma blindagem magnética poderosa e uma atmosfera espessa, com extensos oceanos abaixo. Em Gliese 581 d você poderá encontrar as corretos cenários astrobiológicos para o desenvolvimento da vida. [Estes cenários presentes em super-Terras foram analisados no artigo “Podem as Super Terras serem superiores para hospedar a vida?”]
neste interessante sistema planetário. Assim, recentemente, Dirk Schulze-Makuch sustentou na conferência de exobiologia em Houston que esta super-Terra, se tem a capacidade de manter a vida, pode ter criaturas sobre ela que conseguiram se adaptara à gravidade de um exoplaneta com pelo menos sete vezes a massa da Terra. Fazendo os cálculos: se inferirmos que a densidade média de Gliese é similar a da Terra, a gravidade em sua superfície deveria ser quase o dobro, ou melhor, 191,3% (raiz cúbica de 7) da gravidade da Terra. Tal gravidade em excesso, provavelmente, deverá talvez produzir uma população que tende a rastejar em vez de voar, sugeriu o investigador do estado de Washington, e podemos deixar a nossa imaginação trabalhar em cima das possibilidades.

Os leitores poderão até apontar para possíveis cenários de ficção científica em planetas extrasolares de maior gravidade em configurações menos radicais do que o escritor Hal Clement criou no clássico Mission of Gravity. Neste romance de ficção científica o exomundo Mesklin tem 16 vezes a massa da Terra e sua gravidade é 3 vezes a nossa, onde as formas de vida inteligentes têm meio metro e rastejam na forma de centopéias.

Teoria da Convergência?

Entrementes, a detecção de um análogo da Terra provavelmente não está tão longe e quando o encontrarmos, o que devemos esperar por meio dos seres vivos lá? É óbvio que nós não teremos informações sobre os seres alienígenas ainda por um longo tempo, mas vale a pena destacar que Simon Conway Morris, há muito tempo sustentou que certas formas presentes nos corpos dos animais como os olhos e as asas continuam aparecendo como interessantes soluções, porque são as respostas ideais para interagir com um ambiente como o nosso. Contudo, este é um argumento que Charles Lineweaver (Australian National University), não tem concordado, como foi observado neste resumo da conferência de Houston, na Astrobiology Magazine, onde Lineweaver é citado com relação ao tema que trata dos caminhos evolutivos únicos da vida:
“A “teoria da convergência”, disse Lineweaver, apresenta falhas, porque ignora o fato de que praticamente toda a vida na Terra compartilha certos genes, e estes genes são a base para que formas corporais podem eventualmente se desenvolver. Por exemplo, muitas vezes as pessoas apontam para o tamanho do cérebro dos golfinhos como uma instância de convergência com relação aos seres humanos. Lineweaver diz que tal afirmação é ridícula, porque simplesmente ignora o fato de que há cerca de 60 milhões de anos, os humanos e os golfinhos divergiram de um ancestral comum.”

Inteligência extraterrestre? Que é isso?

E a vida que nós iremos encontrar no futuro? Será esta eventualmente inteligente? Mais uma vez, haverá um longo tempo pela frente antes que nós tenhamos um contato real, mas nesta mesma conferência foi dito por C. Lineweaver e divulgado pelo twitter: “A palavra ‘inteligência’ está agora tão carregada que se tornou quase inútil. Melhor seria dizer ‘uma espécie de aparelhagem de sinalização’.”
Quem discorda da força da ferramenta twitter deve ter em mente o quanto uma pequena mensagem como esta – enviada por um participante em uma sessão da conferência de Lineweaver – pode influenciar na escolha de um tema interessante para se escrever. Você vai encontrar resumos de bolso de alguns dos pontos mais interessantes das sessões da conferência no Astrobiology Magazine, juntamente com as previsões de Chris Impey (University of Arizona), que aponta para a participação futura (talvez tentando influenciar) das empresas privadas na exploração do Sistema Solar exterior. Houve também quem exortou (não há certeza quem foi que disse, se Impey ou o autor Leslie Mullen) na despedida: “Em 2060 – Viagem a Alfa Centauro!”, mas eu (Paul Gilster) sou totalmente a favor da idéia, mesmo que o realista em mim pensa que a viagem acontecerá em cerca de 250 anos a frente. A beleza do futuro está no fato que em geral nossas previsões são muitas vezes mal elaboradas, como eu espero que seja a minha.

Canal marciano visto pela sonda Mars Express

Esta imagem foi obtida no dia 15 de Janeiro pela Câmara de Alta Resolução (HRSC) da sonda Mars Express da ESA. Quando obteve esta imagem, a Mars Express encontrava-se numa órbita em torno do planeta vermelho a uma altitude de 273 km. A área coberta corresponde a cerca de 100 km. Na imagem pode-se ver um canal que se deverá ter formado devido à passagem, em tempos atrás, de água corrente. Esta foi uma das evidências apresentadas recentemente pela Agência Espacial Europeia para corroborar a ideia de que deverá ter existido água na superfície de Marte. Neste momento encontram-se dois robôs da NASA na superfície de Marte em busca de mais indícios que possam indicar condições favoráveis à existência de vida no planeta vermelho. 
Crédito: ESA/DLR/FU Berlin (G. Neukum).

Johannes Kepler

Johannes Kepler (1571 – 1630) foi um astrônomo e filósofo alemão, que ficou famoso por formular e verificar as três leis do movimento planetário conhecidas como as leis de Kepler. Ele nasceu do dia 27 de dezembro de 1571, em Weil der Stadt, em Württenberg, e estudou teologia e ciências exatas na universidade de Tübingen. Ali foi influenciado por um professor de matemática, chamado Michael Maestlin, partidário da teoria heliocêntrica do movimento planetário desenvolvida, inicialmete, pelo astrônomo polonês Nicolau Copérnico. Kepler aceitou imediatamente a teoria de Copérnico ao acreditar que a simplicidade da ordem planetária tinha de ter sido o plano de Deus.

Em 1594, quando Kepler foi embora de Tübingen e foi para Graz, Áustria, elaborou uma hipótese geométrica complexa para explicar a distância entre as órbitas planetárias (órbitas que eram, erroneamente, consideradas circulares). Posteriormente, Kepler deduziu que as órbitas dos planetas são elípticas. Kepler propôs que o sol exerce uma força que diminui de forma inversamente proporcional à distância e impulsiona os planetas ao redor de suas órbitas. Publicou, em 1596, suas teorias em um tratado chamado Mysterium Cosmographicum. Esta obra é importante porque apresentava a primeira demonstração ampla e convincente das vantagens geométricas da teoria de Copérnico. Kepler foi professor de astronomia e matemática na universidade de Graz desde 1594 até 1600, quando se tornou ajudante do astrônomo Tycho Brahe em seu observatório de Praga.

A morte de Brahe, em 1601, fez com que Kepler assumisse seu cargo de matemático imperial e astrônomo da côrte do Imperador Rodolfo II. Uma de suas obras mais importantes durante este período foi Astronomia Nova (1609), foi o ápice de seus esforços para calcular a órbita de Marte. Este tratado contém a exposição de duas das chamadas leis de Kepler sobre o movimento planetário. Segundo a primeira lei de Kepler (lei das órbitas), os planetas giram em órbitas elípticas ao redor do sol. A segunda lei de Kepler (lei das áreas), afirma que uma linha imaginária desde o sol a um planeta percorre áreas iguais a uma elipse durante intervalos iguais de tempo, em outras palavras, um planeta girará com maior velocidade quanto mais próximo estiver do sol.
Em 1612, Kepler se tornou matemático dos estados da Áustria. Enquanto vivia em Linz, publicou seu Harmonices mundi, Libri (1619), cuja parte final contém outra descoberta sobre o movimento planetário (terceira lei de Kepler), a relação do cubo da distância média de um planeta ao sol e o quadrado do período da revolução do planeta é uma constante e é a mesma para todos os planetas. Na mesma época, publicou um livro, Epítome astronomiae copernicanae (1618 – 1621), que reúne todas as descobertas de Kepler em um só livro.

Igualmente importante foi o primeiro livro de astronomia baseado nos princípios de Copérnico, e durante as três décadas seguintes teve uma influência capital convertendo muitos astrônomos ao copernicanismo kepleriano. A última obra importante foram as Tabelas Rudolfinas (1625). Baseando-se em dados de Brahe,

as nove tabelas de movimento planetário reduzem os erros médios da posição real de um planeta. O matemático e físico inglês Isaac Newton baseou-se nas teorias e observações de Kepler para formular sua lei da gravitação universal. Kepler também contribui no campo da ótica e desenvolveu um sistema infinitesimal em matemática, que foi um antecessor do cálculo. Morreu no dia 15 de novembro de 1630, em Ragensburg.
Fonte: http://www.infoescola.com/astronomia/johannes-kepler/

Nikolaus Sulzenauer nos mostra um panorama da Galáxia da Baleia

Panorama da galáxia da Baleia capturada pelo Hubble e processada por Nikolaus Sulzenauer. Clique na imagem para ver a versão em alta resolução.
A galáxia da baleia NGC 4631 é uma belíssima galáxia espiral que pode ser vista lateralmente a apenas 30 milhões de anos luz da distância. Devido ao seu formato ligeiramente distorcido e sua aparência peculiar ganhou o apelido de galáxia da Baleia. As nuvens de poeira interestelares escuras e os jovens e brilhantes aglomerados de estrelas azuis embeleza esta imagem colorida panorâmica. O formato (faixa) da NGC 4631 não só parece com o formato da nossa Via Láctea como seu tamanho, da mesma forma, é idêntico ao da nossa galáxia. A NGC 4631 é também conhecida pela emissão em raios-X a partir de seu halo de brilhante gás aquecido. A galáxia da Baleia se espalha por aproximadamente 140.000 anos-luz e pode ser vista com um pequeno telescópio na região da constelação dos Cães Caçadores (Canes Venatici).
Crédito: Dados: Hubble Legacy Archive, ESA, NASA
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