1 de jun de 2010

Erupção vulcânica em Io

O Telescópio Espacial Hubble obteve esta imagem em 1996 onde é visível uma coluna de gás e poeira com mais de 400 km de extensão proveniente de uma erupção vulcânica em Io, o maior satélite de Júpiter. Na altura, Io passava em frente do planeta gigante. Estas ejecções de material vulcânico em Io são muito mais extensas do que aquelas que ocorrem no nosso planeta por duas razões: por um lado, a atmosfera fina de Io não oferece grande resistência aos gases vulcânicos e, por outro lado, muitos dos vulcões em Io são bastante mais violentos do que os vulcões terrestres. Estas espectaculares erupções já tinham sido observadas pelas sondas Voyager em 1979. Esta observação agora realizada pelo Hubble é a primeira desde as expedições das Voyager. 
Crédito: John Spencer (Lowell Observatory) and NASA.
Telescópio: Hubble Space telescope (NASA/ESA).
Instrumento: Wide Field and Planetary Camera 2 (WFPC2).
Fonte:portaldoastronomo 

Crateras da Lua indicam novos asteroides

Um censo das crateras recentes abertas por impactos na Lua sugere que existe, ao redor da Terra, uma população ainda desconhecida de asteroides, alguns dos quais podem ser perigosos para o nosso planeta, diz um estudo realizado por pesquisadores no Japão e nos Estados Unidos e aceito para publicação no periódico Astronomy & Astrophysics.  O trabalho, liderado por Takashi Ito, do Observatório Astronômico Nacional do Japão, analisou a diferença no número de impactos recentes, com menos de 800 milhões de anos, entre a face da Lua que aparece "de frente" no sentido da órbita do satélite e a face voltada para trás, com base em previsões teóricas feitas a partir de modelos da população conhecida de asteroides. Cientistas esperavam que a face frontal tivesse mais marcas de impacto, já que funciona como uma espécie de escudo do satélite. A assimetria prevista com base nas populações conhecidas de asteroides, no entanto, mostrou-se muito menor que a verificada no levantamento dos números reais. Para uma previsão teórica de 32% mais impactos na face dianteira, foi encontrada, de fato, uma diferença média de 65%. "Nossos resultados sugerem a existência de uma população não detectada de projéteis de baixa velocidade de impacto praticamente na mesma órbita da Terra", escrevem eles, advertindo que mais observações da Lua são necessárias para confirmar a conclusão. O fato desses asteroides, não terem sido detectados até agora não significa necessariamente que sejam pequenos demais, ou inofensivos, mas apenas que devem ser muito escuros e se mover muito devagar. Então, se um asteroide desse tipo atingir a Terra agora, ele pode causar algum desastre, dependendo de seu tamanho, material e local de impacto. Até agora, segundo dados da Nasa, são conhecidos cerca de 7.000 asteroides próximos da Terra, dos quais cerca de 1.100 são considerados "potencialmente perigosos". Desses, o que tem mais chance de colidir conosco é 2007 VK184,  com probabilidade de impacto de 0,033%, no período 2048-2057.
Fonte: NASA

Estudo:Explosão de estrela lançou raios e partículas na Terra

Hoje, apenas os restos da supernova de Vela podem ser vistos, mas, segundo cientistas, ela impulsionou partículas a energias altíssimas

Uma teoria astronômica dos anos 30 pode ter encontrado seus primeiros indícios favoráveis em um experimento na Antártida. Segundo a hipótese, ondas de choque de explosões estelares, ou os campos magnéticos superdensos resultantes das estrelas de nêutrons - que por sua vez são resultantes das explosões estelares -, são capazes de impulsionar partículas a energias altíssimas. "Contudo, não havia absolutamente nenhuma evidência disso", diz o pesquisador Francis Halzen, da Universidade de Wisconsin. As informações são da New Scientist. Cientistas da universidade americana que trabalham no detector Cubo de Gelo, no continente gelado, detectaram partículas de alta energia que atingiram a Terra e que seriam resultado de uma explosão estelar a 800 anos-luz. Os pesquisadores afirmam que foram detectadas "chuvas" de partículas que atingiram o planeta enquanto raios cósmicos atingiam nossa atmosfera. Após analisarem cerca de 4,3 bilhões dessas partículas entre junho de 2007 e março de 2008, os cientistas encontraram um pequeno, porém claro, excesso de raios que vinham da constelação Vela. "Esta talvez seja a primeira forte indicação que temos (para dar suporte à teoria)", diz Halzen.
Fonte:Terra

M 13, O Grande Aglomerado Globular em Hércules

Em 1716, o astrônomo inglês Edmond Halley fez a seguinte anotação: "É apenas uma pequena mancha, mas que se mostra ao olho nu quando o céu está sereno, e a Lua, ausente." Como se sabe, M13 é agora modestamente conhecido como o Grande Aglomerado Globular em Hércules, um dos mais brilhantes aglomerados estelares globulares no céu do hemisfério norte. Visto através de telescópios, revela-se um espetacular aglomerado de centenas de milhares de estrelas. A uma distância de 25.000 anos-luz, as estrelas do aglomerado amontoam-se em uma região de 150 anos-luz de diâmetro, porém, ao nos aproximarmos do núcleo do aglomerado, mais de 100 estrelas poderiam estar contidas em um cubo de apenas 3 anos-luz de lado. Para fins de comparação, a estrela mais próxima do Sol está a mais de 4 anos-luz de distância. Além do denso núcleo do aglomerado, os limites externos de M13 estão destacados nesta nítida imagem colorida. As estrelas gigantes vermelhas e azuis do aglomerado que sofreram evolução aparecem em tons amarelados e azuis.
Fonte:NASA
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