3 de jun de 2010

Sol vai mergulhar em nuvem interestelar super quente

Atualmente o Sol, e todo o Sistema Solar, está viajando através de uma nuvem de gás interestelar - a Nuvem Interestelar Local - medindo cerca de 10 anos-luz de diâmetro, com uma temperatura entre 6.000 e 7.000 Kelvin. Esta nuvem está contida dentro de uma Bolha Local, muito maior, com uma temperatura na faixa dos milhões de graus.[Imagem: SRC/Tentaris,ACh/Maciej Frolow]

No final de 2009, a sonda espacial IBEX, da NASA, descobriu que a fronteira do Sistema Solar possui uma faixa brilhante e misteriosa. Agora um grupo de cientistas da Polônia e dos Estados Unidos sugere que a "Faixa", resultado da emissão de átomos energéticos neutros, é um sinal de que o Sistema Solar está prestes a entrar em uma nuvem de gás interestelar com temperaturas que podem atingir a casa dos milhões de graus de temperatura.

Nuvens interestelares
Segundo os pesquisadores, a Faixa mostrada no mapeamento da sonda IBEX pode ser explicada por um efeito geométrico gerado conforme o Sol se aproxima da fronteira entre a Nuvem Local de gás interestelar e uma outra nuvem de gás muito quente, a chamada Bolha Local. Se esta hipótese estiver correta, a IBEX estaria captando a matéria de uma nuvem interestelar muito quente, na qual o Sol poderá entrar daqui a cerca de 100 anos. Desde a descoberta da "Faixa", apontada pela NASA como um dos achados mais importantes na exploração espacial feita em 2009, pelo menos seis hipóteses foram propostas para explicar o fenômeno, todas elas propondo uma relação da Faixa com os processos em curso na heliosfera ou nas suas vizinhanças. Mas a equipe do professor Stan Grzedzielski, da Academia Polonesa de Ciências, propõe uma origem bem mais distante. "Nós vemos a Faixa porque o Sol está se aproximando de uma fronteira entre a nossa Nuvem Local de gás interestelar e uma outra nuvem de gás muito quente e turbulenta," diz Grzedzielski.

Átomos neutros energéticos
Os átomos neutros energéticos (ENA: Energetic Neutral Atoms), registrados pelos sensores da IBEX, originam-se de íons (prótons) sendo acelerados da Bolha Local, que é extremamente quente, quando eles trocam carga com os átomos relativamente frios "evaporando-se" da Nuvem Interestelar Local. Os recém-criados ENAs não têm carga elétrica e, portanto, podem viajar livremente em linha reta a partir do seu local de nascimento, sem sofrer alterações induzidas pelos campos magnéticos presentes. Segundo os pesquisadores, alguns deles podem atingir a órbita da Terra, quando então foram detectados pela sonda IBEX.

Bolha quente e turbulenta
A Bolha Local é provavelmente um remanescente de uma série de explosões de supernovas que ocorreram alguns milhões de anos atrás e, portanto, não só é muito quente (pelo menos alguns milhões de graus), mas também turbulenta. Com isto, os prótons na Bolha Local, que estão próximos à fronteira com a Nuvem Local, arrancam elétrons dos átomos neutros e zarpam em todas as direções, alguns deles chegando à IBEX. "Se nossa hipótese estiver correta, então nós estamos capturando átomos que se originaram de uma nuvem interestelar que é diferente da nossa," maravilha-se o Dr. Maciej Bzowski, chefe da equipe polonesa da IBEX.

Efeito geométrico
Mas se esses átomos neutros estão sendo criados ao longo de toda a fronteira entre a Nuvem Local e a Bolha Local, por que enxergamos uma Faixa? "É um efeito puramente geométrico, que observamos porque o Sol está atualmente no lugar exato, a cerca de mil unidades astronômicas da fronteira entre as nuvens," propõe Grzedzielski. Se a fronteira entre as nuvens for plana, ou melhor, ligeiramente inclinada em direção ao Sol, então ela aparece mais fina em direção ao centro da Faixa e mais grossa nas laterais, exatamente onde vemos a borda da Faixa. Se estivéssemos mais longe da fronteira, não veríamos nenhuma faixa, porque todos os ENAs seriam reionizados e se dispersariam no gás da Nuvem Local," explica o cientista.

Mergulho interestelar
Isto significaria que o Sistema Solar poderá entrar na nuvem de milhões de graus - a Bolha Local - já no próximo século. Mas, segundo os pesquisadores, não há razões para preocupações. Não há nada de incomum, o Sol frequentemente atravessa várias nuvens de gás interestelar durante sua viagem galáctica," afirma Grzedzielski. Essas nuvens têm densidade muito baixa, muito menor do que o melhor vácuo obtido nos laboratórios da Terra. Uma vez lá dentro, a heliosfera se adaptará, podendo encolher um pouco. O nível de radiação cósmica entrando na magnetosfera também poderá subir um pouco, mas nada mais. "Talvez as gerações futuras tenham também que aprender formas melhores de proteger seus equipamentos contra uma radiação espacial mais forte," conclui Grzedzielski.
Fonte:Inovação Tecnológica

Astrônomos descobrem origem das nuvens de hidrogênio na Via Láctea

Concepção artística mostra as regiões da Via Láctea estudadas pelos astrônomos, com as nuvens de hidrogênio mais abundantes localizadas onde a barra central da galáxia funde-se com um braço espiral. O ponto brilhante, embaixo ao centro, mostra a localização do Sistema Solar.[Imagem: Bill Saxton, NRAO/AUI/NSF]

Nuvens de hidrogênio

A descoberta de que as nuvens de hidrogênio, encontradas em abundância no interior e acima da nossa Via Láctea, encontram-se em pontos bem específicos, deu aos astrônomos uma pista fundamental sobre a origem dessas nuvens, até agora desconhecida. Eles estudaram agrupamentos de nuvens de hidrogênio situados a 400 e a 15.000 anos-luz fora do plano em formato de disco da Via Láctea. O disco contém a maioria das estrelas dos gases da galáxia, e é circundado por um halo de gás mais distante do que as nuvens que os astrônomos agora estudaram. O que torna as nuvens intrigantes é justamente o fato de estarem a meio caminho entre o corpo principal da galáxia e o halo que a envolve. As nuvens consistem de hidrogênio neutro, com uma massa média equivalente a cerca de 700 sóis. Seus tamanhos variam muito, mas a maioria têm cerca de 200 anos-luz de diâmetro. Os astrônomos estudaram cerca de 650 dessas nuvens nas duas regiões.

Evolução das galáxias

Quando os astrônomos compararam as observações das duas regiões, eles viram que uma região continha três vezes mais nuvens de hidrogênio do que a outra. Além disso, as nuvens da região mais densa estão, em média, duas vezes mais distantes do plano da galáxia. A diferença dramática, acreditam eles, deve-se ao fato de a região com mais nuvens estar próxima da "barra" central da galáxia, onde a barra se funde com um grande braço espiral. Esta é uma área de intensa formação de estrelas, contendo muitas estrelas jovens cujos ventos fortes podem impulsionar o gás para longe da região. "Nós concluímos que essas nuvens são formadas por gases que foram ejetados do plano da galáxia por explosões de supernovas e pelos violentos ventos emanados de estrelas jovens em áreas de intensa formação de estrelas," propõe Alyson Ford, da Universidade de Michigan, que chegou a esta conclusão com a colaboração dos seus colegas Felix Lockman e Naomi McLure-Griffiths. "As propriedades dessas nuvens mostram claramente que elas se originaram como uma parte do disco da Via Láctea, e são um importante componente da nossa Galáxia. Entendê-las é importante para compreender como o material se move entre o disco da galáxia e o seu halo, um processo crítico na evolução das galáxias," disse Lockman.
Fonte:(Inovação tecnológica)

NOVA TEORIA PODE EXPLICAR SUPERROTAÇÃO DE VÉNUS

Imagem de Vénus tirada pela Mariner 10 a 5 de Fevereiro de 1974.
Crédito: NASA; Mariner 10; Calvin J. Hamilton

Um dos mistérios do nosso Sistema Solar é a superrotação, um fenómeno conhecido desde os finais dos anos 60, no qual os ventos de Vénus sopram mais depressa que a velocidade de rotação do planeta. Os cientistas propuseram já várias teorias, mas nenhuma foi completamente satisfatória. Agora cientistas do México sugeriram, pela primeira vez, um mecanismo viável pelo qual um vento ainda mais rápido, por cima do planeta, alimenta a superrotação. Uma rotação completa do planeta Vénus demora 243 dias terrestres, mas a atmosfera, viajando a velocidades de aproximadamente 200 m/s, demora apenas quatro dias terrestres a completar uma volta. O outro único local no Sistema Solar onde a superrotação atmosférica é comum é na lua de Saturno, Titã. Cientistas da Universidade Nacional Autónoma do México, liderados por Héctor Javier Durand-Manterola, têm estudado as velocidades supersónicas dos ventos na ionosfera entre 150 e 800 km por cima da superfície. Os ventos, conhecidos como o fluxo "transterminador", viajam a vários quilómetros por segundo. Foram descobertos nos anos 80 pela sonda americana Pioneer Venus e pensa-se que sejam alimentados pela interacção com o vento solar.
Durand-Manterola e a sua equipa propõem que o fluxo transterminador na criosfera possa transferir momento de fluxo para a atmosfera por baixo na forma de ondas de pressão à medida que se dissipam. Propõem que a interacção do lado nocturno entre o fluxo no lado do amanhecer e o fluxo do lado do anoitecer gera ondas porque fluem a velocidades diferentes, sendo o lado do anoitecer muito mais rápido.
As ondas viajam desde a ionosfera, através da termosfera e mesosfera até à troposfera depositando a maioria do momento e dissipando-se na camada de nuvens, movendo a atmosfera numa direcção retrógrada e alimentando a superrotação.
A equipa calculou o fluxo energético que transporta o fluxo transterminador e comparou com a energia calculada perdida pela viscosidade da atmosfera. Estes cálculos mostram que existe energia suficiente no fluxo transterminador para contrariar a viscosidade e alimentar a superrotação. Depois calcularam a amplitude que as ondas precisariam de ter para induzir a superrotação e descobriram que a amplitude necessária produziria 84 dB no lado nocturno, o suficiente para manter um "rugido" nas nuvens do lado nocturno - semelhante a uma orquestra tocando em "fortissimo".
Os investigadores testaram as suas teorias de transferência energética numa experiência usando água. Dirigiram um jacto de água para um lado de uma camada de poliestireno a partir de uma altura de 0,2 m, o que criou um fluxo que irradiava para fora a 2 m/s. Depois, dirigiram um segundo jacto de água para o outro lado da camada, desta vez a 0,02m, e isto criou um fluxo radial de 0,63 m/s. Ocorreu turbulência na área onde os dois fluxos interagiam e foram observadas ondas superficiais que se moviam do fluxo mais rápido para o fluxo mais lento, o que demonstrou que nesta analogia o momento das ondas viaja na direcção prevista. O satélite meteorológico Akatsuki, que foi lançado pelo Japão a semana passada, deverá chegar a Vénus em Dezembro e poderá esclarecer um pouco mais estas questões.
Crédito:NASA
Fonte:Astronomia On-line

Buracos Negros que giram para trás produzem jatos de gás mais violentos

Eles podem rodar a favor ou contra discos que o circundam.

Veja concepção artística mostrando como fenômeno ocorre.
Concepção artística divulgada pela Nasa mostra o centro de uma galáxia com um buraco-negro supermassivo expelindo jatos de ondas de rádio. (Foto: NASA/JPL-Caltech)

Pesquisas conduzidas pelo astrofísico David Garofalo, da Nasa, publicadas nesta quarta-feira (2), sugerem que buracos negros supermassivos que giram ao contrário produzem jatos de gás mais violentos. O resultado é importante para que se saiba como as galáxias mudam ao longo do tempo. Buracos negros são imensas distorções de espaço e tempo. A gravidade deles é tão grande que nem a luz consegue escapar. Há mais de uma década, astrônomos sabem que todas as galáxias, incluindo a nossa Via Láctea, são ancoradas em tremendos buracos negros que têm uma massa muito grande (supermassivos), até bilhões de vezes superior à massa do Sol.
Os buracos negros são rodeados e alimentados por discos de gás e poeira chamados "discos de acreação". Jatos poderosos saem por cima e por baixo desses discos como se fossem raios laser. Os buracos-negros podem girar na mesma direção dos discos ou no sentido contrário.
Segundo os pesquisadores, os que giram no sentido contrário expelem jatos mais poderosos porque há mais espaço entre o buraco negro e os discos. Esse vazio estimula o crescimento de campos magnéticos, que impulsionam os jatos.
Fonte:G1

Aglomerado globular M2 (NGC7089)

M2, a segunda entrada no catálogo de Charles Messier, é um aglomerado globular com mais de 100000 estrelas. Este aglomerado gira em torno do centro da Via Láctea, tal como outros 200 aglomerados globulares formados nos estágios inicias do Universo. M2 situa-se a cerca de 50000 anos-luz de distância, possui um diâmetro superior a 150 anos-luz e pode ser visto com a ajuda de uns binóculos na direcção da constelação do Aquário. Tendo sido descoberto por Maraldi em 1746, foi mais tarde descoberto independentemente por Messier em 1760, que o catalogou como "uma nebulosa sem estrelas". William Herschel foi o primeiro a conseguir observar estrelas individuais neste aglomerado. Estima-se que M2 deverá ter cerca de 13 mil milhões de anos de idade.
Fonte:portaldoastronomo.org

O Centro galático visto em Infravermelho

O centro da nossa galáxia é um lugar movimentado. Em luz visível, boa parte do centro galáctico encontra-se obscurecido por poeira opaca. Entretanto, em luz infravermelha, a poeira brilha mais e obscurece menos, permitindo que quase um milhão de estrelas sejam registradas na imagem acima. O centro galáctico propriamente dito aparece brilhando abaixo à esquerda, e está localizado a cerca de 30.000 anos-luz de distância, na direção da constelação de Sagitário. O plano galáctico da nossa Via Láctea, ou seja, o plano em que o Sol orbita, pode ser identificado pela faixa diagonal de poeira escura. Os grãos de poeira que absorvem a luz são criados nas atmosferas de estrelas gigantes vermelhas frias e crescem em nuvens moleculares. A região imediatamente em volta do centro galáctico brilha fortemente em rádio e radiações de alta energia. Acredita-se que o centro galáctico abrigue um grande buraco negro.
Créditos: APOD
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