10 de jun de 2010

Telescópio Trappist faz primeiros registros

O Observatório Europeu do Sul (ESO) anunciou que o Trappist (Pequeno Telescópio de Trânsito de Planetas e Planetesimais, na sigla em inglês), no observatório La Silla, no Chile, começou a fazer os primeiros registros de teste com sucesso.
© ESO (nebulosa da Tarântula)
O projeto, desenvolvido em parceria com a Universidade de Liège (Bélgica) e com o Observatório de Genebra (Suíça), será dedicado ao estudo de sistemas planetários através de duas formas: a busca de planetas fora do Sistema Solar (exoplanetas) e também de cometas que orbitam o Sol. Apesar de estar localizado no Chile, o pequeno telescópio de 60 cm será operado em Liège, a 12 mil km de distância. "Os dois temas de pesquisa do projeto Trappist são partes importantes de um campo interdisciplinar de pesquisa (a astrobiologia) que visa estudar a origem e a distribuição da vida no Universo", diz o pesquisador Michaël Gillon, que lidera o estudo de exoplanetas do projeto.

"Planetas similares à Terra são alvos óbvios na busca por vida fora do Sistema Solar, enquanto cometas são 'suspeitos' de terem um importante papel no aparecimento e desenvolvimento da vida no nosso planeta", diz o também pesquisador Emmanuël Jehin, que lidera o estudo de cometas. Ao contrário de muitas outras observações astronômicas, a pesquisa por exoplanetas não é caracterizada por belas imagens. Às vezes, os dados mais importantes aparecem em gráficos de observações dos telescópios. Os planetas fora do Sistema Solar podem ser encontrados por um pequeno decréscimo de brilho em sua estrela - isso acontece quando ele passa em frente à estrela, bloqueando parte da luz.

Quanto maior o planeta, mais ele bloqueia a passagem de luz, fazendo com que o brilho caia mais e, portanto, mais facilmente ele é detectado. Para registrar cometas, o telescópio foi equipado com filtros especiais largos e considerados de alta qualidade, o que permite aos astrônomos registrarem a presença de diversos tipos de moléculas nos cometas durante sua viagem ao redor do Sol. O Trappist vai funcionar integrado a outros dois telescópios bem maiores: o Coralie, de 3,6 m, e o suíço Leonhard Euler Telescope, de 1,2 m, ambos também em La Silla. Além disso, o novo observador foi instalado na construção que abrigava o antigo T70, da Suíça. O ESO afirma que a colaboração entre as três instituições possibilitou a rápida realização do projeto; foram dois anos entre a decisão de construí-lo e os primeiros registros. O equipamento é robótico e totalmente automatizado, podendo percorrer o céu com alta velocidade e precisão.
Fonte: ESO

M 17 - Nebulosa Omega

      Crédito: European Southern Observatory (ESO).Telescópio: New Technology Telescope (NTT). Instrumento: Son Of ISAAC (SOFI).
Esta imagem dá-nos uma perspectiva geral da região gigante de formaçao de estrelas conhecida por M 17 ou nebulosa Omega. Esta região fica na constelação do Sagitário, perto do plano da Via Láctea, a cerca de 5000 anos-luz de distância. Estas observações, caracterizadas pelo seu grande campo de visão, elevada sensibilidade e elevada qualidade de imagem, têm como objectivo identificar estrelas de elevada massa em fase de formação e registar o seu espectro de infravermelho para um estudo físico detalhado destes objectos raros. Estrelas de massa elevada em formação são muito mais difícieis de encontrar do que as de pequena massa como o Sol, isto porque elas vivem muito menos tempo e passam pelas diferentes fases de evolução muito mais rapidamente. A formação de estrelas, tanto de pequena como de elevada massa, não pode ser observada na região do óptico, devido ao elevado obscurecimento provocado pela poeira existente nas nuvens onde as estrelas se formam. Daí o recurso a instrumentos sensíveis à radiação infravermelha como o SOFI.
Fonte:portaldoastronomo.org

Sinais de vida encontrados em uma das luas de Saturno

Cientistas podem ter encontrado sinais de vida em Titã, uma das luas de Saturno. Mas eles já declaram que reações químicas não orgânicas também poderiam estar por trás do fenômeno.
Titã tem o clima muito frio para que haja água líquida em sua superfície, mas cientistas sugerem que poderia existir vida em algumas piscinas de metano e de etano líquidos que existem no satélite.
Em 2005, cientistas levantaram a hipótese de que a vida poderia existir nesse tipo de ambiente se os micróbios alienígenas respirassem hidrogênio e comessem o acetileno, uma molécula orgânica, liberando metano no processo. A idéia de que poderia haver vida em Titã surgiu do fato que não há acetileno livre na atmosfera – apesar das condições do satélite e dos raios ultravioleta que ele recebe serem propícios à produção da substância. Além disso, medidas da sonda Cassini, que estuda Titã, mostraram que há hidrogênio desaparecendo da superfície do astro. Como o gás é liberado do interior do planeta, ele devia ficar acumulado na superfície, mas isso não acontece, o que pode sugerir que há seres respirando hidrogênio. Enquanto a presença de vida extraterrestre em Titã ainda não é provada, cientistas afirmam que o fenômeno é muito interessante.
Fonte:hypescience.com

Oceanos enormes já existiram em Marte

Cientistas estadunidenses encontraram evidências de que grandes oceanos já existiram no planeta vermelho. Um projeto de mapeamento geológico encontrou depósitos sedimentares em uma região conhecida como planície Hellas.
Hellas é, basicamente, uma cratera de dois mil quilômetros de comprimento e oito quilômetros de profundidade. As pesquisas mostram que podia haver vida lá cerca de 4.5 bilhões de anos atrás e que o lugar poderia ser um enorme lago. Alguns cientistas acreditam, até mesmo, que as condições para que a vida se desenvolvesse eram mais favoráveis em Marte, na época, do que na própria Terra.
Pequenos relevos se revelaram depósitos sedimentários – o que quer dizer que passou água pela área, arrastando material que se depositou no fundo de Hellas.
Mais estudos no local serão feitos para saber onde toda essa água foi parar e também irá mostrar de que forma o clima marciano mudou daquela época até agora.
Fonte:[BBC]

Lua de Júpiter pode abrigar extraterrestres

O oceano da mais famosa Lua de Júpiter, Europa, pode abrigar vida, de acordo com novas descobertas. Lá pode ter uma quantidade enorme de oxigênio que conseguiria sustentar toneladas de peixes. Mas calma. Ninguém está sugerindo que você possa preparar um prato exótico com um peixe importado do satélite. Os cientistas acham mais provável que encontremos um tipo de vida similar aos da Terra, mas nada tão empolgante quanto um peixe alien: micróbios. Europa tem, aproximadamente, o tamanho da Terra, e possui um oceano com profundidade de 160 quilômetros, encoberto por uma crosta de gelo. Pelo que sabemos que acontece aqui na Terra, onde há água e oxigênio há vida – então há uma chance bem plausível de que encontremos extraterrestres no satélite de Júpiter. E os efeitos que o planeta tem sobre Europa podem aumentar a probabilidade disso. A radiação que Júpiter passa para Europa reage com o gelo da lua e libera oxigênio, que pode sustentar as formas de vida. A reatividade do oxigênio foi, de acordo com os cientistas, o que ajudou nosso planeta a desenvolver formas de vida multiceluares.
Fonte: [MSNBC]

Telescópio registra estrela gigante "alimentando" uma menor

Imagem composta (no detalhe) com registro em raio-X do telescópio Chandra (em vermelho), do Hubble (verde) e do telescópio VLA (azul) mostra o disco que se forma entre as duas estrelas e "alimenta" a menor delas
A administração do telescópio Chandra divulgou nesta quarta-feira uma imagem do sistema binário de estrelas CH Cyg, que fica a 800 anos-luz da Terra e no qual uma anã branca é "alimentada" pelos ventos de uma gigante vermelha. O vento na verdade é formado por partículas emanadas pela gigante vermelha. Essas partículas se acumulam e formam um disco antes de chegarem ao astro menor. Segundo os cientistas, o telescópio registrou um poderoso jato emanado pela estrela maior a uma velocidade de aproximadamente 4,8 milhões de km/h. Os astrônomos afirmam que é a primeira vez que um jato desses é visto em raio-X tão detalhadamente nesse sistema, podendo, inclusive, ser distinguida a direção na qual gira o disco criado pelo vento da estrela. Ainda de acordo com os cientistas, a extensão do jato chega a 750 unidades astronômicas (ou seja, 750 vezes a distância da Terra ao Sol, ou 20 vezes a da nossa estrela a Plutão). Os astrônomos acreditam que a qualidade da observação pode fazer com que ela seja utilizada como modelo para estudar a formação e propagação de jatos de partículas em sistemas estelares muito mais complexos e distantes que o nosso.
Fonte:Terra
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...