18 de jun de 2010

NGC 253: as entranhas da galáxia explosiva do Escultor foram reveladas pela visão infravermelha do telescópio VISTA

Imagem da NGC 253 na constelação do Escultor, situada a 13 milhões de anos-luz da Terra. Esta imagem é uma composição capturada pelo VISTA em diversas frequências do espectro infravermelho. Créditos: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical Survey Unit
telescópio infravermelho VISTA do ESO, situado no Observatório do Paranal, Chile, capturou uma surpreendente imagem da galáxia do Escultor (NGC 253), como parte da sua primeira grande campanha. Ao varrer os céus no espectro do infravermelho, a visão do VISTA é menos prejudicada pela poeira, revelando uma pletora de estrelas vermelhas frias, assim como a barra estelar da região central desta galáxia explosiva. Assim, o VISTA contribui para demonstrar a história e o desenvolvimento da NGC 253. A NGC 253 reside na direção da constelação do Escultor e é uma das galáxias mais brilhantes no céu. Sua luminosidade permite a observação via bons binóculos e foi descoberta por Caroline Herschel, Inglaterra, em 1783. NGC 253 é uma galáxia espiral situada que dista 13 milhões de anos-luz da Terra. NGC 253 o componente mais notável do pequeno agrupamento de galáxias conhecido como o Grupo do Escultor, um dos aglomerados galácticos mais próximos do nosso Grupo Local de Galáxias. Parte do seu destaque na radiação visível deve-se ao fato de ser uma starburst galaxy (galáxia com formação estelar explosiva), o que implica que se encontra a formar estrelas muito rapidamente. Além disto, a NGC 253 é preenchida por muita poeira, a qual obscurece a sua visualização via telescópios óticos (Eso0902 – Frantic activity revealed in dusty stellar factories). Sob nosso ponto de vista, a galáxia encontra-se de tal modo disposta no céu que os braços em espiral são facilmente visíveis nas zonas periféricas, e observa-se claramente o seu núcleo brilhante no centro.

O painel  compara a imagem do VISTA (acima) no infravermelho com a foto no espectro visível obtida com o telescópio ótico de 2,2 em La Silla. Crédito: ESO/J. Emerson/VISTA & Cambridge Astronomical

O observatório VISTA (Visible and Infrared Survey Telescope for Astronomy), é a última novidade do Observatório do Paranal do ESO, no deserto chileno ultra seco do Atacama. VISTA é o maior telescópio terrestre de rastreio. Inaugurado no final de 2009 (leia: VISTA: telescópio pioneiro de rastreamento mostra os primeiros resultados), o telescópio fez dois estudos detalhados de pequenas regiões do céu, antes de iniciar um programa de rastreamentos mais amplo. Em um destes “mini rastreamentos” foi feito um estudo detalhado de NGC 253 e da sua vizinhança. Uma vez que o observatório VISTA atua no espectro do infravermelho, isto torna possível olhar através da poeira cósmica da NGC 253, algo que atrapalha a observação da Galáxia do Escultor quando focada radiação visível dos telescópios tradicionais. Com o VISTA podem agora ser mapeadas uma enorme quantidade de estrelas frias, dificilmente detectáveis via telescópios óticos. Assim, o VISTA atua desvendando parte do que estava escondido pelas espessas nebulosas de pó dispostas na região central do bojo galáctico e permite uma visualização bem nítida da sua barra central de estrelas que se estende pela núcleo galáctico, barra esta que não se observava nas imagens obtidas no espectro luminoso visível. As excelentes condições climáticas de observação que o VISTA partilha com o Very Large Telescope do ESO (VLT), situado no pico montanhoso adjacente, permitem ao observatório obter imagens excepcionalmente nítidas para um equipamento que se encontra instalado no solo terrestre. Através do VISTA os astrônomos pretendem descobrir alguns dos mistérios da Galáxia do Escultor. Agora estão analisando inúmeras estrelas gigantes vermelhas frias situadas no halo que envolve a galáxia. A composição de algumas das pequenas galáxias anãs satélites da NGC 253 também estão em estudo, ao mesmo tempo em que se procuram novos objetos não descobertos, tais como enxames globulares e galáxias anãs ultra-compactas, os quais seriam invisíveis se não fossem as imagens infravermelhas do telescópio VISTA. Os astrônomos pretendem utilizar os dados inéditos coletados pelo VISTA para mapear o modo como a galáxia NGC 253 surgiu e como se desenvolveu.

Marte poderia ter vastos oceanos e mares no passado

Pesquisadores da Universidade do Colorado, nos Estados Unidos, divulgaram um estudo que traz grandes revelações. O hemisfério norte de Marte pode um dia ter abrigado um imenso oceano capaz de cobrir um terço de seu território. Em outras palavras, o ciclo hidrológico de Marte pode ter sido semelhante ao da Terra há 3,5 bilhões de anos.
Os cientistas acreditam que o planeta vermelho já teve formação de nuvens, de gelo, de chuva, de água corrente e de acumulo de água no solo. Segundo o estudo, um oceano cobriu 36% do planeta com um volume de água equivalente a um décimo dos oceanos na Terra. Em uma simulação é possível ver a extensão das águas sobre o planeta.
Para chegar a essa conclusão, os cientistas analisaram pela primeira vez a distribuição de sedimentos em dezenas de deltas e milhares de vales do planeta, além de toda topografia de Marte, e observaram que muitos deltas ficam em altitudes semelhantes, sugerindo que os rios desembocaram para um mesmo lugar.
A distribuição dos antigos deltas traça uma superfície em potencial para a presença de um vasto oceano nas planícies do norte do planeta. 29 dos 52 deltas foram em algum momento conectados.
Essas constatações são a prova que os estudiosos precisavam. Pesquisas anteriores feitas a partir de sondas espaciais apontavam a possibilidade da existência de um oceano em Marte, mas as incertezas nas investigações continuavam por décadas.
“Na Terra, deltas e lagos são excelentes coletores e depósitos de sinais de vida passada. Se alguma vez surgiu vida em Marte, os deltas podem ser a chave para desvendar o passado biológico do planeta”, afirmou Di Achille, um dos autores do estudo.
“Uma das principais questões que gostaríamos de responder é onde foi parar toda a água de Marte”, indaga Achille.
Fonte: Apolo 11

Reencontrada a listra desaparecida de Júpiter

Novas imagens do telescópio Hubble confirmam que uma das listras de Júpiter que tinha desaparecido estava apenas encoberta por nuvens de amônia. A listra escura do planeta, que fica na região sul de Júpiter, havia desaparecido completamente em maio de 2010.
© NASA/Hubble (listras em Júpiter)
No dia 7 de junho, o Hubble foi direcionado ao gigante gasoso para investigar um estranho objeto que teria se chocado contra o planeta sem deixar rastros, que foi identificado como sendo um meteoro.
Durante a observação, uma das câmeras do telescópio confirmou que eram nuvens de amônia, que ficam numa altitude maior que as escuras, encobrindo-as. Além disso, o Hubble registrou pontos escuros mais ao sul. Os cientistas acreditam que a faixa deve voltar a ficar totalmente visível em alguns meses.
"O cinto sul equatorial desapareceu pela última vez no início dos anos 70. Nós não fomos capazes de estudar esse fenômeno com esse nível de detalhe anteriormente", diz Amy Simon-Miller, da Nasa (agência espacial americana). "As mudanças dos últimos anos estão adicionando um extraordinário banco de dados sobre as dramáticas mudanças nas nuvens de Júpiter", afirma a cientista.
Fonte: NASA
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