12 de jul de 2010

Galeria de Imagens - As 7 luas mais bizarras do Sistema Solar

Satélites podem ser até parecidos com planetas em relação ao tamanho, mas quando se trata de “personalidade”, eles com certeza são mais excêntricos. Há mais de 20 luas para cada planeta no Sistema Solar e elas são extremamente diferentes uma das outras. Há luas tão complexas como a Terra, como a famosa Titã. Há também possíveis ninhos para a vida, como a gelada Europa.

Conheça as luas mais bizarras do Sistema Solar:

1. O inferno gelado:
Banhada de radiação e cheia de vulcões em erupção constante, a lua Io é considerada o inferno do Sistema Solar. Ela é uma lua de Júpiter e é o astro com mais vulcões conhecido pelo homem (ela expele 100 vezes mais lava do que todo o material que os vulcões da Terra conseguiriam expelir) – apesar de ser muito fria e estar coberta por uma camada de gelo sulfuroso. Io também tem belos lagos de pedra derretida. O mais famoso é Loki Patera, que tem mais de 200 km de largura. Atualmente parece que Io está ficando mais “fresquinha” porque sua órbita está menos elíptica. Daqui a alguns milhões de anos, sua órbita estará tão mudada que ela irá esfriar e o inferno do Sistema Solar vai parecer menos quente.
2. Ying-Yang de Saturno:
A bizarra Iapetus é metade branca e metade negra. Além disso, o seu formato é estranho, como um limão – ninguém sabe explicar ao certo o porquê. Uma das possibilidades é que, quando era nova, Iapetus ainda estava “macia” e o movimento rápido fez com que ela ficasse distorcida.
3. As bolas de neve:
Tritão, Enceladus e Europa parecem apenas bolas de gelo, mas, na verdade, possuem algumas das áreas mais ativas do Sistema Solar – podendo, até mesmo, abrigar vida. As luas de Júpiter, assim como Io, também possuem grande atividade vulcânica. Apesar de serem cobertas de gelo, seu centro é feito de rocha derretida, como na Terra. Na foto, vemos Europa.
4. As panelas voadoras:
Não, essas não são aquelas panelas voadoras que eram chamadas de “efeitos especiais” no cinema dos anos 50. São Pan e Atlas, luas de Saturno. Menores do que a média (Atlas possui 18 km de pólo a pólo e 40 km de largura), o seu formato também é inusitado.
5. O bumerangue:
Nereida ganha sua posição nessa lista por possuir a órbita mais inusitada do Sistema Solar. A maioria das luas simplesmente fica circulando seu planeta, mas Nereida se afasta mais de 9 milhões de km de Netuno e depois volta a ficar a 1,4 milhões de km de distância.
6. A segunda Terra:
Titã é estranha por ser justamente tão familiar. Ela é tão parecida com a Terra que mal podemos acreditar que ela seja apenas um satélite. Assim como nosso planeta ela tem lagos, rios, vales, planícies, desertos e todo o resto. Só que está coberta com uma grossa camada de nitrogênio.
7. A original:
Nossa companheira a Lua. Há 400 anos atrás, Galileu descobriu as luas de Júpiter. Até aquela época o único satélite conhecido era o nosso. Nossa lua é bizarra por que não há satélites no Sistema Solar “interno” – nos planetas mais próximos ao Sol. Vênus e Mercúrio não possuem luas, enquanto as luas de Marte são pequenas perto da nossa. Nossa Lua, pelo que se sabe, é, na verdade, um pedaço da Terra, que se desprendeu quando nosso planeta ainda era muito novo.
Créditos:[NewScientist]
Fonte: Por Luciana Galastri-hypescience.com

Galáxia M 81 (NGC 3031) vista pelo Spitzer

Crédito: NASA/JPL-Caltech/S. Willner (Harvard-Smithsonian Center for
Os magníficos braços espirais da galáxia M 81 são postos em evidência nesta imagem de infravermelho obtida com o Telescópio Espacial Spitzer da NASA. Localizada na direcção da constelação Ursa Maior, esta galáxia é facilmente visível com a ajuda de uns binóculos ou de um pequeno telescópio. Imagens de infravermelho como esta permitem uma estimativa da quantidade total de poeira existente na galáxia, bem como dos locais onde novas estrelas se estão a formar. M 81 situa-se a cerca de 12 milhões de anos-luz de distância. Possui um diâmetro óptico de cerca 100000 anos-luz e uma massa de 50000 milhões de massas solares.

NGC 2261 - Nebulosa Variável de Hubble

A Nebulosa Variável de Hubble (NGC 2261) é assim chamada em homenagem a Edwin Hubble, que a estudou no início do século XX. Trata-se de uma nebulosa de reflexão, ou seja, cujo brilho se deve ao facto da poeira reflectir a luz de uma ou mais estrelas nela embebidas. Esta nebulosa é iluminada por uma estrela muito jovem, R Monocerotis (R Mon), que se encontra no canto inferior da imagem. R Mon não é observável directamente, mas somente através da luz dispersada pelos grãos de poeira da nebulosa. Já Edwin Hubble tinha reparado que esta nebulosa se alterava em apenas algumas semanas. A melhor explicação para a variabilidade da Nebulosa Variável de Hubble consiste em admitir que nódulos muito densos de poeira, e por isso opacos, passam perto de R Mon, provocando sombras que se deslocam sobre a poeira do resto da nebulosa. Esta nebulosa encontra-se na direcção do Unicórnio a cerca de 2500 anos-luz e estende-se por 1 ano-luz.
Crédito: NASA & The Hubble Heritage Team (STScI/AURA).
Fonte:portaldoastronomo.org

Imagem - Cometa Hyakutake

Crédito: H. A. Weaver (Applied Research Corp.), HST Comet Hyakutake Observing Team, NASA
Estas são imagens do cometa Hyakutake obtidas pelo Telescópio Espacial Hubble. Ao contrário da maioria das imagens de cometas, estas imagens mostram em grande detalhe um pequena região muito perto do núcleo do cometa. Do lado direito podem-se ver duas imagens zoom da região central do cometa, podendo-se ver, em baixo, pedaços do cometa que se fragmentou. Os cometas são "bolas" sujas de gelos e poeiras que vagueiam pelo Sistema Solar desde os primórdios da sua formação. O cometa Hyakutake passou junto da Terra em 1996. .

Luas Além dos Anéis de Saturno

O que aconteceu com aquela lua de Saturno? Nada -- a lua Rhea, de Saturno, só está parcialmente escondida atrás dos anéis do planeta. Em abril, a espaçonave robótica Cassini que agora está orbitando Saturno, tirou esta foto em ângulo fechado na direção dos mais famosos anéis do sistema solar. Os anéis que podem ser vistos em primeiro plano incluem o fino anel F, por fora, e os anéis A e B, bem mais largos, no interior dele. Embora pareça pairar sobre os anéis, a lua de Saturno Janus está na verdade bem além deles. Janus é uma das menores luas de Saturno e mede apenas cerca de 180 quilômetros de extensão. Bem mais longe da câmera está a lua Rhea, coberta de crateras e muito maior, medindo 1.500 quilômetros de extensão. O topo de Rhea pode ser visto apenas por entre as falhas nos anéis. A missão da Cassini em torno de Saturno foi prolongada até 2017 para um estudo mais profundo do complexo sistema planetário à medida em que muda de equinócio para solstício.
Fonte:apod.astronomos.com.br

Sonda Roseta fotografa asteroide de perto

Esta é a foto mais próxima tirada do Lutécia pela sonda Rosetta. Nos próximos dias, os especialistas devem se debruçar sobre os dados coletados, antes de anunciar qualquer conclusão sobre o asteroide. [Imagem: ESA]
A sonda Rosetta, da Agência Espacial Europeia (ESA), cruzou o caminho do asteroide Lutécia a uma distância de pouco mais de 3 mil quilômetros e enviou uma enorme quantidade de dados científicos de volta à Terra neste sábado.
A rocha de cerca de 120 km de extensão na sua dimensão mais longa é o maior asteroide já investigado por um satélite.
Imagens enviadas pela sonda mostram que o Lutécia parece ter um formato bastante irregular e sua superfície é marcada por um grande número de crateras, abertas por impactos com outros corpos, além de algumas reentrâncias que intrigaram os cientistas.
O encontro espacial aconteceu a cerca de 454 milhões de quilômetros da Terra, além da órbita de Marte. A expectativa dos cientistas é de que os dados gerados pela nave ajudem a identificar as origens do asteroide. "As imagens são majestosas, me deixaram sem fôlego", afirmou o professor David Southwood, da ESA. Até hoje, telescópios baseados na Terra encontraram muitas dificuldades ao tentar classificar o asteroide. Algumas observações indicavam tratar-se de um corpo muito primitivo, com poucas mudanças desde sua formação.
No entanto, outras medições parecem revelar a existência de metais na sua superfície, o que significaria que o grande rochedo espacial já estaria em um estágio mais avançado de evolução.
Outra hipótese é que Lutécia seja um fragmento de um asteroide muito maior que teria se despedaçado em uma colisão. Os cientistas esperam que as informações coletadas por Rosetta ajudem a responder estas perguntas.
Créditos: mensageirodasestrelas.blogspot.com

Cientistas japoneses esclarecem sobre o conteúdo do interior da Lua

Através da sonda japonesa Kaguya os cientistas encontraram 245 pontos com evidências da presença do mineral olivina, oriundo do interior lunar, distribuídos nos anéis das crateras principais, tais como a cratera Schrödinger, mostrada aqui.
Os pesquisadores têm uma boa idéia dos minerais que formam a superfície da Lua, graças as milhares de rochas lunares trazidas pelos astronautas das missões Apollo e vastas quantidades de informação coletadas através de sensoriamento remoto. Mas o que fica abaixo da crosta lunar? Os cientistas japoneses acreditam ter uma resposta parcial: dados compilados pela sonda orbital lunar japonesa Kaguya sugere que o material do interior lunar, um mineral relativamente pesado chamado olivina, poderia ser encontrado nos anéis de suas crateras principais. Em geral os cientistas planetários concordam que a lua se formou a partir de escombros lançados no espaço quando um planeta errante do tamanho de Marte chamado Théia colidiu com a Terra há cerca de 4,5 bilhões de anos. A Lua “recém nascida” estava tão quente que se apresentava coberta por um oceano de magma liquefeito e assim os elementos mais pesados e minerais afundaram e formaram o manto lunar, enquanto que os mais leves flutuaram para a superfície e, em seguida, solidificaram gerando a crosta lunar. Olivina é um dos componentes principais do manto terrestre e os cientistas especulam que também deve compor uma parte importante do manto da Lua. No entanto, as evidências desta suposição eram limitadas até agora.
Diagrama da estrutura da olivina na escala atômica, vista ao longo do eixo a. O oxigênio é representado pela cor vermelha, o sílicio pelo rosa, e o ferro/magnésio pelo azul. O retângulo indica a projeção de uma célula unitária. 
Asteróides e cometa escavaram a Lua
Estudos anteriores tanto a partir da Terra quanto das sondas espaciais têm observado algumas zonas de olivina na superfície da lua. A sonda japonesa Kaguya foi configurada para dar uma olhada mais de perto ao orbitar a Lua entre novembro de 2007 e junho de 2009. O dispositivo Spectral Profiler da sonda Kaguya registrou nos espectros da luz visível e próximos do infravermelho refletidas a partir da superfície lunar em 70 milhões de pontos. As análises resultantes encontraram uma assinatura de refletância de olivina em 245 destes pontos observados. Ao marcar estes pontos no mapa da Lua foi gerado um padrão que aponta para a presença de anéis de olivina nas bordas das crateras principais, que foram trazidos à superfície pelos impactos, quando a crosta lunar era relativamente fina. Agora, o cientista planetário no Instituto Nacional do Japão para Estudos Ambientais (Tsukuba), e sua equipe relataram na revista Nature Geoscience on-line que a explicação mais provável para este padrão é que os asteróides e cometas que impactaram a Lua atravessaram a crosta e lançaram material do manto superior ou da crosta inferior ejetando-o nos anéis das grandes crateras lunares primordiais.
“A descoberta é emocionante, porque pela primeira vez, parece haver evidências de rochas expostas na superfície da lua que não tenham origem da crosta lunar superior,” disse Carsten Munk, geoquímico da Universidade de Colônia, na Alemanha. Os resultados “são muito importantes para a compreensão de como a crosta e o manto inicial [de corpos como a Lua] se formam e evoluem nos primeiros cem milhões de anos”, acrescentou Carle Pieters, cientista planetário da Universidade de Brown.

Novas descobertas implicam em novas questões

Quando há muitas descobertas, uma gama de novas questões é levantada, principalmente sobre a origem da olivina, se esta procede do manto ou da crosta inferior. Yamamoto acredita que o padrão de luz refletida se encaixa muito bem com o que se espera de material proveniente do manto. “Mas não podemos descartar uma origem na crosta”, afirmou. Missões lunares futuras provavelmente irão tentar resolver este problema, recuperando possivelmente alguma olivina lunar. “Os geoquímicos estão muito interessados em dar uma olhada nestas amostras”, disse Munk.
Amostra de olivina
Fonte:eternosaprendizes.com

Telescópio Hubble registra show de luzes em buraco negro

A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1- Foto: Nasa/Divulgação
O telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), testemunhou um verdadeiro show de luzes vindo de um buraco negro no centro de uma galáxia. A explosão de luz veio de uma bolha de matéria chamada HST-1, embutida em um jato de matéria, um poderoso e estreito raio de gás quente produzido por um buraco negro que fica no centro de uma galáxia elíptica e gigantesca, a M87.
O HST-1 é tão brilhante que está ofuscando até o centro brilhante da galáxia M87, cujo buraco negro é um dos maiores já descobertos. A massa de gás brilhante tem dado um espetáculo para astrônomos. Os cientistas observaram o brilho estável do HST-1 por vários anos, até que ele se apagasse. E então o HST-1 se reacendeu e agora os astrônomos afirmam que é difícil prever o que vai acontecer.
O telescópio Hubble está observando esta atividade nos últimos sete anos, fornecendo imagens detalhadas dos eventos. O telescópio dá aos astrônomos uma visão única, próxima do ultravioleta do jato de luz que os telescópios na Terra não conseguem alcançar. "A visão precisa do Hubble permite definir o HST-1 e separar do buraco negro", afirmou o o astrônomo Juan Madrid, da Universidade McMaster, em Hamilton, no Canadá. Madrid reuniu sete anos de imagens de arquivo do jato de luz, capturadas pelo Hubble, incluindo as mudanças no comportando do HST-1 durante o tempo. O jato de luz pode fornecer dados sobre a variação de jatos em buracos negros de galáxias distantes, que são difíceis de estudar por estarem tão longe da Terra.
A galáxia M87, por exemplo, está a 54 milhões de anos-luz da Terra, no Grupo de Virgem, uma região próxima no universo, com a maior densidade de galáxias.
"Não esperava que o jato na M87, ou que qualquer outro jato em um buraco negro, aumentasse o brilho da maneira que este jato faz", disse Madrid.
"Ficou 90 vezes mais brilhante que o normal. A questão é: isto ocorre com todos os jatos ou núcleos ativos, ou estamos observando um comportamento incomum da (galáxia) M87?", questionou o astrônomo.

Razões para o brilho

Apesar das muitas observações feitas pelo Hubble e outros telescópios, os astrônomos não tem certeza da causa do brilho. Uma das explicações mais simples é que o jato atingiu uma linha de poeira ou nuvem de gás e então está brilhando devido à colisão. Outra possibilidade é que as linhas do campo magnético do jato estão espremidas, juntas, o que libera uma grande quantidade de energia.
Este fenômeno é semelhante à maneira como se desenvolvem as explosões solares e é até um mecanismo de criação das auroras na Terra. Agora, o astrônomo Juan Madrid espera que as observações futuras do HST-1 revelem a causa da atividade misteriosa.
"Esperamos que as observações nos forneçam algumas teorias com boas explicações sobre os mecanismos que estão causando os jatos de luz", afirmou.
"Os astrônomos querem saber se esta é uma instabilidade intrínseca ao jato quando abre caminho para fora da galáxia ou se pode ser outra coisa", acrescentou.
Fonte:Terra

Novo tipo de buraco negro tem 500 vezes o tamanho do Sol

Ilustração mostra o HLX-1, que pode ajudar os cientistas a entender as origens dos buracos negros supermassivos Foto: Heidi Sagerud/ESA/Divulgação
Uma equipe internacional de cientistas descobriu uma nova classe de buracos negros médios, com tamanho 500 vezes superior ao do Sol. O novo tipo, batizado de HLX-1 (Hyper Luminous X-Ray source 1) fica em uma galáxia situada a 290 milhões de anos-luz da Terra e foi detectado pelo Observatório Newton X-ray, da ESA, agência espacial europeia. As informações são do jornal espanhol El Mundo. Os responsáveis pelo estudo, do Centro de Estudos Espaciais des Rayonnements de Toulouse, na França, disseram que o achado indica um importante avanço para entender as origens dos buracos negros supermassivos que se encontram no centro da Via Láctea, onde fica a Terra, e em outras galáxias. Apesar da comunidade internacional ter dúvidas sobre a existência de uma categoria com tamanho intermediário, os responsáveis pela investigação acreditam que esta prova seja a mais concreta encontrada até agora. O estudo foi publicado na última edição da revista científica Nature.
Até o momento, as duas categorias de buracos negros reconhecidas eram a de supermassivos - com tamanho de vários milhões ou bilhões de vezes superior ao do Sol -, ou de massa estelar - com tamanho semelhante ao de uma estrela.
"Está amplamente aceita a teoria de que os buracos negros de massa estelar se formam a partir de grandes estrelas agonizantes, mas ainda desconhecemos como se formam os supermassaivos", explicou Sean Farrel, pesquisador da Universidade de Leicester e um dos autores da pesquisa. Segundo ele, "uma teoria é que podem ser formados por certo número de buracos negros intermediários, mas antes é preciso provar sua existência".
Fonte:cosmoevida.blogspot.com

Buracos negro proximo a terra

         Nasa registra fusão de buracos negros próxima à Terra
Na imagem, o ponto brilhante no centro representa os buracos negros interagindo e a poeira cósmica (em vermelho, laranja e amarelo) são os dados captados pelos instrumentos do Chandra X-ray

Foto: NASA/Divulgação
A Nasa, agência espacial americana, divulgou nesta quarta-feira a imagem de uma fusão entre dois buracos negros a apenas 3 mil anos-luz de distância da Terra. A interação no sistema NGC 6240 foi registrada a partir de fotos captadas pelo observatório espacial Chandra X-ray e pelo telescópio Hubble. Na imagem, o ponto brilhante no centro representa os buracos negros e a poeira cósmica (em vermelho, laranja e amarelo) são os dados captados pelos instrumentos do Chandra X-ray. Segundo os cientistas, os buracos negros estavam próximos um do outro e se atraíram por estarem no meio de um espiral durante um processo que começou há cerca de 30 milhões de anos. A estimativa dos astrônomos é que os dois devam se fundir em algumas dezenas ou centenas de milhões de anos, gerando um buraco negro muito maior. A Nasa informou que encontrar e estudar a fusão de buracos negros é um campo muito ativo da pesquisa em astrofísica. Desde 2002, tem havido grande interesse no prosseguimento das observações com o NGC 6240, assim como a busca por outros sistemas semelhantes. No entanto, entender o que acontece quando estes objetos espaciais interagem ainda intriga os cientistas.  Os especialistas acreditam que a formação de múltiplos sistemas de buracos negros é comum no universo, uma vez que muitas galáxias sofrem colisões e se fundem. Na opinião dos cientistas, a fusão entre buracos negros pode ser a mais poderosa fonte de ondas gravitacionais existente no universo.
Fonte:NASA/Divulgação

Mapa da Lua

Estamos tão acostumados com a presença da Lua no céu que às vezes nem a percebemos. Ela está ali, natural, como sempre esteve. Algumas vezes, no entanto, especialmente durante a fase cheia, sua beleza e brilho ímpares são difíceis de não serem notados. O problema é que, mesmo estando sempre disponível, poucas pessoas são capazes de reconhecer as crateras e os mares que formam a paisagem lunar. Os locais de pouso das missões Apollo são ainda mais desconhecidos pela maioria da população. Para dar uma mãozinha a quem tem interesse na observação do nosso satélite, seja à vista desarmada ou através de algum instrumento, essa pequena carta lunar poderá ajudar a dar os primeiros passos na exploração da Lua, mesmo bem longe dela. As legendas mostram os acidentes geográficos vistos com mais facilidade enquanto os círculos amarelos numerados indicam os locais em que as missões Apollo fizeram as explorações humanas entre 1969 e 1975.
Copérnicus - Uma cratera muito fácil de observar. Tem 92 km de diâmetro e foi formada a cerca de 800 milhões de anos devido a um choque com algum meteoro. Uma observação mais apurada mostrará picos centrais e paredes laterais, criadas no momento do impacto.
Aristarchus - Uma cratera muito recente. É tão brilhante que William Herschel, astrônomo que descobriu Urano em 1781, acreditava que fosse um vulcão ativo.
Kepler - Uma pequena cratera. Versão miniatura da Copérnicus.
Grimaldi - Cratera preenchida com Lava é um dos pontos mais escuros que pode ser visto na Lua. Mede aproximadamente 225 km de diâmetro.
Mare Humorum ou Mar de Umidade - Tem um diâmetro de 350 km. Com um pequeno telescópio ou binóculo é possível ver duas crateras ao longo das bordas.
Tycho - Cratera jovem, melhor observada durante a lua cheia. As raias brilhantes ao seu redor são formadas por material ejetado após a colisão com um grande asteróide, ocorrida a 109 milhões de anos.
Mar da Tranqüilidade - Região plana e com poucos acidentes, formada por lava derretida. Esta foi a região do pouso da Apollo 11 em 20 de julho de 1969, quando os primeiros Homens ali estiveram.
Mar das Crises - Planície de 550 km de comprimento facilmente identificada à vista desarmada.
Mar da Serenidade - Planície de lava sólida com 620 km de comprimento.
A Lua está repleta de crateras e pequenos mares, mas os apresentados são os mais fáceis de serem identificados e com um pequeno binóculo diversos acidentes interessantes podem ser vistos e pesquisados. Apesar de algumas regiões serem chamadas de "Mar", elas não possuem água e têm essa denominação porque os antigos astrônomos acreditavam que eram de fato grandes oceanos. Como vimos, Observar a Lua é uma tarefa muito prazerosa e fica ainda mais interessante quando se sabe exatamente o que estamos vendo. Bons céus a todos!
Créditos: O Mensageiro das Estrelas

HD 209458 b: VLT detecta pela primeira vez uma super tempestade em exoplaneta

                                 Impressão artística do exoplaneta HD 209458 b por L. Calçada (ESO)
Pela primeira vez os astrônomos conseguiram avaliar uma mega-tempestade na atmosfera de um exoplaneta, um “Júpiter quente”. As observações do comportamento atmosférico do monóxido de carbono mostraram que este gás se move em um turbilhão de alta velocidade que se desloca do lado diurno super aquecido para o lado noturno mais frio. Além disso, os astrônomos descobriram algo inédito: mediram a velocidade orbital do próprio exoplaneta, permitindo assim a determinação direta de sua massa.
“HD 209458 b claramente não é um local hospitaleiro. Ao estudar o venenoso monóxido de carbono com precisão, descobrimos evidências de um super vento, que sopra a uma velocidade espantosa de 5.000 a 10.000 km por hora,” disse Ignas Snellen, que lidera a equipe de astrônomos.

Em rotação sincrônica com seu sol

HD 209458 b, também conhecido como Osiris, é um exoplaneta gigante gasoso com massa de 0,64 (± 0,09) MJ (Massa de Júpiter), que orbita uma estrela similar ao Sol que reside a cerca de 150 anos-luz de distância da Terra, na direção da constelação de Pegasus. Orbitando a uma distância de apenas 5% da distância Sol-Terra, o exoplaneta é fortemente aquecido por sua estrela hospedeira, resultando em uma temperatura superficial de aproximadamente 1.000º Celsius no lado diurno. Estando gravitacionalmente amarrado a sua estrela, este exoplaneta tem sempre o mesmo lado voltado seu sol, o lado mais quente. “Na Terra, grandes diferenças de temperatura levam inevitavelmente a ventos extremos e nossas medições revelam que o cenário em HD 209458 b não é diferente,” disse o membro da equipe Simon Albrecht.
                                       Comparação dos tamanhos de Júpiter e HD 209458 b
HD 209458 b, descoberto em 1999, foi o primeiro exoplaneta a ser encontrado por meio da técnica de trânsito: cada 3,5 dias o planeta passa a frente de sua estrela hospedeira, bloqueando uma pequena parte da radiação estelar durante um período de três horas. Durante este fenômeno uma diminuta fração da radiação estelar é filtrada pela profunda atmosfera do exoplaneta deixando uma pequena assinatura. Aproveitando-se disto, a equipe de astrônomos da Universidade de Leiden, do Instituto Holandês para a Investigação Espacial (acrônimo do holandês, SRON) e do MIT nos Estados Unidos da América, utilizou o Very Large Telescope do ESO e o seu potente espectrógrafo CRICES para detectar e analisar estas impressões digitais muito tênues, observando o exoplaneta durante cerca de cinco horas, à medida que este passava em frente à estrela. “O CRICES é o único instrumento do mundo capaz de obter espectros tão precisos quanto o necessário para determinarmos a posição da assinatura espectral do monóxido de carbono com uma precisão de uma parte em 100.000,” disse Remco de Kok, outro membro da equipe. “Esta elevada precisão permite-nos medir pela primeira vez a velocidade do gás de monóxido de carbono utilizando o efeito Doppler.”
E mais, os astrônomos descobriram outros resultados pioneiros. Mediram diretamente a velocidade do exoplaneta à medida que este orbita a sua estrela. “Geralmente, a massa de um exoplaneta é determinada através de medições do movimento da estrela e supondo um valor hipotético para a massa da estrela, de acordo com as teorias da astrofísica estelar. Mas neste caso concreto, conseguimos medir o movimento do exoplaneta e assim determinar com precisão tanto a massa da estrela como a do exoplaneta,” disse o co-autor Ernst de Mooij.

Rico em carbono

Os astrônomos mediram também (e isto também foi pela primeira vez) a quantidade de carbono presente na atmosfera do planeta. “Parece que o HD 209458 b é rico em carbono, tal como Júpiter e Saturno. Esta constatação possivelmente indica que se formaram de maneira similar,” disse Snellen. “No futuro, os astrônomos poderão utilizar este tipo de observações para estudar as atmosferas dos exoplanetas telúricos, como a Terra, tentando assim determinar se existe vida em outros lugares do Universo.”
Fonte: ESO: VLT Detects First Superstorm on Exoplanet
eternosaprendizes.com

ÁGUA PERCORREU MARTE HÁ MUITO MENOS TEMPO DO QUE SE PENSAVA

Glaciares derreteram e formaram rios em Marte há poucas centenas de milhões de anos atrás. Esta imagem mostra um rio que nasceu de um antigo glaciar de uma cratera ainda sem nome a latitudes médias em Marte.

Crédito: NASA/JPL/MSSS
Investigadores afirmam agora que a água percorreu Marte tão recentemente quanto há várias centenas de milhões de anos, quando a luz solar derreteu uma fina camada de gelo glacial. A evidência baseia-se em dúzias de canais em Marte, escavados pelo derreter do gelo glacial durante o período mais frio e seco que dominou o Planeta Vermelho durante os últimos 3,5 mil milhões de anos, afirmam os cientistas. Tais jovens provas surpreenderam os investigadores, porque sugere que a água corrente existia em Marte há muito menos tempo do que se pensava. "Nós pensamos que Marte é muito, muito frio e muito, muito seco, por isso o facto de existirem estes canais, nestes tipos de condições, está a mudar o modo como vemos a história da água no planeta," afirma o líder do estudo Caleb Fassett, geólogo planetário da Universidade de Brown em Providence, Rhode Island, EUA.
De acordo com um estudo anunciado este mês, um vasto oceano cobriu mais de um-terço da superfície marciana há mais de 3 mil milhões de anos atrás. Mas as provas de água líquida em Marte desde o período Noachiano, uma época que terminou há 3,5 mil milhões de anos, permaneceram escassas até agora.
Fassett e colegas da Universidade de Brown e da Universidade Estatal de Portland descobriram evidências mais recentes na forma de canais que se prolongam por 2-3 quilómetros e que têm uma largura de quase 46 metros. Também ligaram os depósitos de gelo aos canais - chamados vales glaciofluviais - esculpidos por água líquida. Tais canais nasceram no interior e exterior de crateras marcianas a latitudes médias do planeta durante a recente época Amazoniana em Marte, quando a luz solar derreteu uma fina camada de gelo no topo dos glaciares. Alguns geólogos da Universidade de Brown e da Universidade de Boston também avistaram condições similares na Terra. Elas encontram-se nos Vales Secos da Antártica, onde as superfícies dos glaciares derretem durante o Verão, afirmam.
"Está muito frio e existe gelo glacial por todo o lado, e quando aquece o suficiente temos um rio," afirma James Dickson, analista também da Universidade de Brown.
Fassett e seus colegas estudaram 15.000 imagens obtidas pela câmara CTX (Context Camera) acoplada à sonda Mars Reconnaissance Orbiter da NASA, que já mapeou cerca de 40% do planeta até agora. Mas isso é apenas o início da sua busca por mais vales glaciofluviais. O estudo está detalhado numa edição recente da revista científica Icarus.
Fonte:ccvalg.pt

Vênus pode ter sido habitável

Em suas mais absurdas fantasias, cientistas espaciais podem pensar em formar colônias humanas na Lua ou em Marte, mas não cogitam Vênus. Hoje em dia o planeta é inóspito, devido à altíssima temperatura da superfície e sem ter praticamente nenhuma umidade. Mas não foi sempre assim.
Cientistas da Agência Espacial Europeia (ESA, na sigla em inglês) afirmam que Vênus pode já ter sido possuidor de largos oceanos e rios caudalosos, que permitiriam a vida de uma população tão variada quanto a que temos aqui na Terra.
A teoria é que a água foi se esvaindo devido à radiação ultravioleta do sol, que quebrava as moléculas de água (sim, separava o “H2” – Hidrogênio – do “O” – Oxigênio – e fazia os átomos evaporarem e se perderem no espaço), o que foi minando a água pouco a pouco, ao longo de milhões de anos. No entanto, isso é uma teoria, os cientistas afirmam que não se pode dizer, com certeza, que de fato havia oceanos. De qualquer maneira, o planeta foi se modelando, e aquela superfície que supostamente continha água em abundância foi completamente derretida. Assim, o magma teria coberto totalmente essa estrutura, e hoje o plantes está dessa forma: mais quente e seco do que Brasília, e, ao contrário da capital federal, inabitável. [msnbc]
Fonte:hypescience

Buracos negros monstruosos resultam de colisões entre galáxias

Buracos negros massivos são as maiores fontes de radiação do Universo e, aparentemente, são criados quando acontece uma colisão entre duas galáxias. Os cientistas notaram isso quando perceberam que algumas galáxias podem gerar uma energia radioativa muito maior do que seria possível apenas com a presença de estrelas e de outros planetas – e elas conseguiam gerar mais energia do que toda a Via Láctea junta, mas em um espaço menor do que o nosso sistema solar. Agora os astrônomos suspeitam que isso seja resultado da absorção da matéria através de buracos negros – que, de tão grandes, podem ser bilhões de vezes maiores do que nosso Sol. O novo estudo reforça a idéia de que esses núcleos ativos seriam resultado da junção de duas galáxias, que por sua força gravitacional, se tornam apenas uma. As colisões também resultariam em bastante material para que um enorme buraco negro pudesse ser alimentado e crescesse– quando não “engole” matéria, o buraco negro vai perdendo as forças até desaparecer. [MSNBC]
Fonte:hypescience

Buraco negro expele enormes bolhas de gás

Um buraco negro recém descoberto foi encontrado liberando uma quantidade estrondosa de energia pelos pares de jatos mais poderosos já vistos em um objeto cósmico como esse.Os astrônomos disseram que os jatos fortes desse tipo de buraco negro, chamado microquasar, se chocam em volta dos gases interestelares, os aquecendo e criando uma bolha gigante de gás quente que tem mil anos-luz de diâmetro. Confira a foto abaixo:
Microquasares são buracos negros com jatos de partículas de alta velocidade. Alguns são conhecidos por produzir bolhas de gás graças a interação entre os jatos e o meio interestelar, mas estas bolhas são relativamente pequenas – menores que dez anos-luz de diâmetro. A bolha de gás observada é duas vezes mais larga e dez vezes mais poderosa do que as outras. É impressionante a quantidade de energia injetada neste buraco negro. Segundo os pesquisadores, ele é feito de apenas várias massas solares, mas é a versão em miniatura do quasar e do rádio mais poderosos da galáxia, que contém buracos negros com massa inferior – em poucos milhões – ao sol.

Foto incrível: onde está Plutão?

Apesar de não ser mais considerado um planeta e sim um planeta anão, Plutão ainda tem muitos astrônomos em seu encalço. Nessa época é muito difícil avistá-lo, já que ele está passando pelo campo de estrelas de Sagitário e pelo centro da Via Láctea que, por serem muito povoados de estrelas, podem esconder o ex-planeta. E você, consegue vê-lo nessa foto?
Ele está bem no centro, marcado por dois pequenos riscos (um vertical e outro horizontal). Achou? Os astrônomos só conseguiram identificá-lo por ele estar atravessando uma nebulosa escura, a Banard 92, que o destacou dos demais astros. A paisagem que preenche o resto da fotografia é o aglomerado de estrelas de Sagitário. [Nasa]
Fonte:hypescience.com
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