13 de jul de 2010

O Centro da Via Láctea em raios-X

Crédito: NASA/MIT/PSU.
O centro da nossa galáxia é visto em raios-X nesta imagem obtida pelo observatório Chandra. Cobrindo os 10 anos-luz mais centrais da Via Láctea, a imagem evidencia a emissão de raios-X proveniente de uma extensa nuvem de gás quente que rodeia o buraco negro de dimensões colossais que se pensa existir na zona central da galáxia (Sagitário A). Este gás emite raios-X porque foi aquecido a elevadíssimas temperaturas (milhões de graus) devido a choques provocados por supernovas e por colisões ocasionadas por ventos estelares produzidos por estrelas jovens de elevada massa.

Disco circum-estelar 114-426 em Orionte

Esta imagem no infravermelho mostra uma pequena zona na nebulosa de Orionte observada pelo Very Large Telescope (VLT). No centro da imagem pode-se ver um disco circum-estelar em torno de uma estrela jovem em formação. O disco, cerca de 30 vezes maior que o nosso Sistema Solar, é visto de perfil e sob a forma de silhueta em contraste com o fundo brilhante da nebulosa de Orionte. Muitos destes discos são de dimensões muito reduzidas para poderem ser vistos por telescópios terrestres, pelo que são detectados apenas através de observações realizadas com o Telescópio Espacial Hubble. No entanto, quando as condições de observações são as ideias, o VLT consegue visualizar estes discos no infravermelho, competindo, assim, com o Hubble na procura e descoberta destes discos. Pensa-se que todas as estrelas jovens deverão, ao longo do seu processo de formação, conter um disco de poeira e gás à sua volta, podendo estes discos vir a ter condições ideias para a formação de planetas no seu seio.
Crédito: Mark McCaughrean & ESO.
Telescópio: Very Large Telescope (ESO).
Instrumento: Infrared Spectrometer And Array Camera (ISAAC).
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Remanescente de supernova G292.0+1.8

O telescópio de raios-X Chandra da NASA captou esta imagem de G292.0+1.8, um remanescente jovem de supernova rico em oxigénio com um pulsar no seu centro. Com uma idade estimada de 1600 anos, G292.0+1.8 é um dos três remanescentes de supernova ricos em oxigénio conhecidos na nossa Galáxia. Este tipo de remanescentes de supernovas é de grande importância, porque eles são uma das principais fontes de elementos pesados necessários à formação de planetas e ao desenvolvimento de vida. A imagem mostra uma camada de gás com cerca de 36 anos-luz de extensão em rápida expansão. No interior desta nuvem a milhões de graus de temperatura encontra-se um pulsar, uma estrela de neutrões em rápida rotação, o resultado da esplosão de uma estrela maciça sob forma de supernova.
Crédito: NASA/CXC/Rutgers/J.Hughes.
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M81 e M82

No sentido de celebrar o primeiro aniversário do lançamento do satélite GALEX (Galaxy Evolution Explorer), a NASA tornou pública esta imagem das galáxias M81 e M82, um par de galáxias situadas a cerca de 10 milhões de anos-luz de distância. M81, semelhante em tamanho e brilho à nossa Via Láctea, é visível na parte de baixo da imagem. O GALEX revela que se assiste à formação de novas estrelas em regiões bastante afastadas do núcleo da galáxia. Na parte de cima da imagem vê-se a magnífica M82. Esta galáxia apresenta uma enorme actividade de formação de estrelas. Esta actividade é tão intensa e violenta que gás e poeira são expelidos numa direcção perpendicular ao seu disco.
Crédito: NASA.
Telescópio: GALEX (Galaxy Evolution Explorer).
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Giovanni Cassini

Giovanni Domenico Cassini nasceu no dia 8 de junho de 1625 em Gênova, na Itália, e faleceu em Paris em 14 de setembro de 1712. Ele foi contemporâneo de Christian Huygens (1629-1695), que descobriu que o planeta Saturno tinha anéis ao seu redor. Quando jovem, Cassini estudou Matemática e Astronomia num colégio jesuíta e com apenas 25 anos tornou-se professor de Astronomia na famosa Universidade de Bolonha.

Cassini fez parte de suas observações astronômicas no Observatório de Panzano, na Itália, mas a convite do rei Luís XIV mudou-se para a França em 1669, onde ingressou na recém fundada Royal Academia de Ciências, e foi nomeado o primeiro diretor do Observatório de Paris. Ele jamais regressou à Itália, e foi através dos poderosos telescópios franceses que realizou trabalhos conjuntos com Huygens, naturalizando-se francês em 1673.

Divisão de Cassini

ENTRE SUAS MUITAS FAÇANHAS científicas, Cassini elaborou um grande mapa da superfície da Lua em 1680, onde as montanhas aparecem de uma maneira quase tridimensional, bem parecido com as fotografias modernas. Esse trabalho cartógrafo de notável valor estético manteve-se com um dos melhores já compilados por mais de cem anos. Cassini também mediu a distância de Marte por triangulação. Esse planeta apresenta uma pronunciada excentricidade orbital, de modo que sua distância ao Sol varia muito (entre 206 e 249 milhões de quilômetros). O que também ocasiona uma sensível variação da distância de Marte à Terra (entre 57 e quase 100 milhões de quilômetros).

A duração da rotação de Marte também foi determinada com precisão por Cassini, em 1666. Mas foi observando Júpiter um ano antes que Cassini descobriu uma enorme mancha oval na região tropical sul do maior planeta do Sistema Solar. Era a Grande Mancha Vermelha, um redemoinho ciclônico capaz de engolfar com facilidade o A observação dessa tempestade colossal, vista até mesmo com instrumentos amadores, permitiu ao astrônomo determinar o período de rotação de Júpiter: apenas 9 horas e 51 minutos. Um dia tão pequeno naturalmente implica numa elevada velocidade de rotação. Tanto que Júpiter se achata, sendo mais abaulado no equador que nos pólos.

Cassini também determinou o achatamento polar do planeta como sendo 1/15 do seu diâmetro. Observando Saturno em 1675, Cassini fez a descoberta que o tornaria mais conhecido. Os anéis do planeta não pareciam uma superfície contínua, ao contrário, achava-se dividido em duas partes por uma estreita falha. Cassini estava absolutamente certo, e é por isso que o maior espaço vazio observado nos anéis de Saturno é chamado até hoje de “divisão de Cassini”.

Homenagens

CASSINI AINDA DESCOBRIU os quatro maiores satélites de Saturno depois de Titã: Jápeto (1671), Rea (1672), Tétis e Dione (1684). E percebeu que um dos hemisférios de Jápeto é cinco vezes mais brilhante que o outro (imagina-se que um material escuro esteja sempre “chovendo” sobre o hemisfério mais escuro, já que essa lua mantém sempre sua face mais luminosa voltada para Saturno). Ele também elaborou efemérides melhoradas das principais luas de Júpiter e descobriu atrasos nas ocultações periódicas entre elas e o planeta gigante. Seu colaborador, Ole Roemer, usou os resultados de Cassini para determinar a velocidade da luz. nosso próprio planeta, e que até hoje não parou de girar na densa atmosfera do planeta gigante. Um valor mais acurado para a distância média Terra-Sol (a chamada Unidade Astronômica), uma nebulosa e a natureza de fenômenos como a luz zodiacal foram outras realizações desse incansável astrônomo, homenageado em crateras na Lua, em Marte, num asteróide e no satélite Jápeto. Além, é claro, da mais sofisticada nave espacial de todos os tempos, o orbitador Cassini e a sonda Huygens, que estão nesse exato instante continuando o trabalho de Cassini ao explorar Saturno – só que em órbita desse planeta.
Créditos:astronomianozenite

Telescópio CFHT

O telescópio CFHT (Canada-France-Hawaii-Telescope) é um telescópio de 3.6 metros de diâmetro situado no topo de Mauna Kea, um vulcão extinto situado na Ilha Grande do Hawaii. Mauna Kea situa-se a 4200 metros de altitude e é o melhor local de observação astronómica conhecido no hemisfério Norte. As observações neste local benefeciam da elevada altitude do local, resultando numa atmosfera mais limpa e seca e num céu livre de poluição luminosa. O CFHT foi construído na década de 70 e entrou em funcionamento em 1979. Nessa altura, o CFHT era o sexto maior telescópio do mundo. O CFHT tem sofrido nos últimos anos um intenso programa de desenvolvimento e actualização do seu equipamento instrumentos com vista a continuar competitivo com os maiores telescópios do mundo. Esta fotografia corresponde a uma longa exposição tirada na direcção da estrela polar, em torno da qual todas as estrelas parecem girar devido ao movimento de rotação da Terra.
Crédito: CFHT - Outreach Consortium.
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Eso divulga imagem de estrela gigante bebê

                      A imagem prova que as estrelas maciças nascem da mesma forma de suas 'irmãs' menores. Foto: AFP
O Observatório Espacial Europeu (ESO) divulgou nesta terça-feira a imagem de uma estrela maciça recém-nascida. A imagem inédita é uma sobreposição de fotos obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer, da Nasa, e pelo telescópio do ESO em sua base na terra.
Segundo os astrônomos, a imagem é a primeira evidência direta de que as estrelas muito grandes - aquelas que têm a massa no mínimo 10 vezes maior que o nosso Sol - nascem da mesma forma que as irmãs menores, a partir de uma nuvem de poeira e gás em forma de disco.
Fonte:AFP/TERRA

Estudo: superexplosão de estrela foi "estopim" do sistema solar

Anel de gás brilha ao ser atingido por ondas de choque de uma supernova
Foto: Nasa/Divulgação
Quando uma estrela morre, ela dá origem a outra (ou outras). Os restos da antiga acabam por fazer parte de uma nova. O "ciclo da vida" estelar ocorre há bilhões de anos e é responsável pela criação de novos elementos - desde as primeiras estrelas de hidrogênio e hélio até as atuais que possuem elementos mais pesados, como carbono, ferro e oxigênio. Além de ter papel fundamental na criação da maioria dos elementos que compõem os nossos corpos, um novo estudo indica que esse ciclo também pode ter sido o "estopim" do surgimento do sistema solar, há cerca de 4,5 bilhões de anos. As informações são da Scientific American. Segundo os pesquisadores, um modelo indica que a onda de choque de uma supernova (explosão ocorrida no fim da vida de uma estrela supermassiva) a muitos anos-luz provavelmente deu início ao colapso da nuvem de moléculas que viria a formar o Sol e os planetas do nosso sistema.
Astrofísicos encontraram as "impressões digitais" de radioisótopos de vida curta, que há muito tempo se tornaram elementos mais estáveis, em meteoritos primitivos. Segundo os cientistas, esse radioisótopos só poderiam ter sido incorporados pelos primeiros corpos do sistema solar se eles chegassem a esses corpos por um cataclisma próximo, como uma explosão estelar ou uma estrela que "jogasse" esse material para cá.
Alguns pesquisadores criaram a hipótese de que esses isótopos de vida curta chegara em uma onda de choque forte o suficientes para colapsar a nuvem de moléculas pré-solar, dando início à formação do sistema e injetando novos materiais sintetizados pela estrela morta. Contudo, os modelos iniciais falharam em simular como teria ocorrido uma "entrega" de matéria suficiente para o sistema nascente.
O pesquisador Alan Boss, coautor do estudo, e sua equipe então começaram a testar diversos parâmetros de como esse choque teria ocorrido. Segundo Boss, a incorporação no modelo de ondas de choque mais finas e controladas resolveu o problema. Além disso, o modelo indica que o "gatilho" da criação do sistema solar pode ter sido criado tanto por uma supernova quanto pelo material ejetado por uma estrela do ramo gigante assintótico (AGB, na sigla em inglês).
Segundo o cientista Gary Huss, da Universidade do Havaí, nos EUA, o estudo reforça diversos estudos anteriores que aponta para uma massiva supernova como a fonte dos elementos de vida curta nos primórdios do sistema solar. "Me sinto confortado com essa conclusão, mas o caso ainda não está fechado. (...)Ainda teremos muitos estudos como esse, muitas observações de estrelas, formação estelar e explosão estelar e muitos outros modelos de nucleossíntese estelar para fechar esse caso", diz o pesquisador à reportagem.
O estudo de Boss e da equipe também está no começo. Os pesquisadores pretendem agora passar o modelo de duas para três dimensões, o que exige uma capacidade computacional maior, mas resulta em melhores pistas para entender a formação do nosso sistema. "A mão natureza fez isso (...) mas queremos saber como ela fez", diz Boss à reportagem.
Fonte:Terra

Eclipse Total do Sol


Mais de quatro mil turistas e cientistas não perderam a rara oportunidade de assistir ao eclipse total do Sol, na Ilha de Páscoa, no Oceano Pacífico, dia 11 de julho de 2010. A população duplicou na ilha, de apenas 160 quilômetros quadrados, situada a 3.500 quilômetros da costa do Chile. O eclipse ocorreu ao mesmo tempo que se realizava a final do Campeonato do Mundo de Futebol, durou 4 minutos e 41 segundos, período invulgarmente longo. A sombra projetada pela Lua deslocou-se cerca de 4.000 quilômetros pelo Pacífico em direção a leste. Esse fenômeno acontece quando a Lua se posiciona entre o Sol e a Terra. No Taiti os muitos fãs de futebol abandonaram a televisão, onde viam a final disputada entre Espanha e Holanda, para sair às ruas e observar o eclipse. Tratou-se do sétimo eclipse solar total deste século e o próximo é previsto para novembro de 2012. Eclipses totais são considerados mais interessantes pelos cientistas, porque permitem a observação direta da coroa, a atmosfera do Sol, que normalmente é obscurecida pela luz intensa do disco solar.
Créditos: Estadão & Euronews

O Sol está calmo?

No período chamado “mínimo solar”, o Sol fica mais quieto, sem explosões – e, nos últimos anos, o Sol está ainda mais calmo. Essa fotografia que mostra um sol perfeitamente redondo, sem as enormes ondas de fogo que normalmente aparecem por lá, foi tirada na semana passada.
Mas, através dessa imagem, podemos ver, com detalhes, a atividade que ocorre na superfície do sol, mesmo sem as explosões normais.
As partes mais escuras do Sol (aquelas duas manchas) são as partes mais ativas. Atualmente o Sol está saindo do mínimo e se movendo para seu máximo, e ele irá ficar muito mais ativo – então fotos como essa serão muito raras.
Fonte:[Nasa]

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