14 de jul de 2010

Nasa detecta buraco negro em "cabelo" de Medusa

O buraco negro fica em uma fonte brilhante no lado esquerdo do "cabelo" (este situado acima do centro da galáxia, sob a cor laranja)Foto: Nasa/Divulgação
 
As câmeras do Observatório Chandra X-ray e do telescópio espacial Hubble, que funcionam como os "olhos" da Nasa, agência espacial americana, realizaram uma nova descoberta no "cabelo" de uma galáxia conhecida como Medusa- em homenagem à divindade da mitologia grega - informou a agência espacial em seu site nesta quarta-feira. Diferente dos gregos que temiam o ser mitológico capaz de petrificar quem a olhasse, o Chandra X-ray e o Hubble apontaram suas lentes sem medo para a galáxia e detectaram um buraco negro no lado esquerdo do aglomerado estelar.

A fotografia divulgada no site da Nasa é o resultado de diversas imagens captadas pelos observatórios - Chandra X-ray (azul) e Hubble (laranja). De acordo com a agência, o buraco negro pode trazer pistas importantes sobre a formação de estrelas em Medusa, também conhecida como NGC 4194. O buraco negro está situado em uma fonte brilhante no lado esquerdo do "cabelo" da galáxia (localizado logo acima do centro, sob a cor alaranjada).

O "cabelo", na verdade, é uma maré de gás que resultou da colisão entre duas ou mais galáxias. De acordo com a Nasa, a maioria das fontes brilhantes de raio-X são binárias e contêm buracos negros ou estrelas de neutrôns em seu interior que permanecem após a explosão de uma estrela massiva (também chamada de supernova). A interação entre esses objetos pode produzir raios-X binários por longos períodos de tempo, que depois servem de pistas para que os cientistas estudem a história da formação de estrelas nas galáxias.

Na fotografia da NGC 4194, os pontos azuis são os raios-X binários. Um estudo recente feito com a Medusa e nove outras galáxias tentou avaliar a média de formação de estrelas com a produção de raios-X binários. Os pesquisadores constataram que, para cada um milhão de toneladas de gás que terminam por gerar estrelas, uma tonelada é arrastada por um buraco negro massivo ou uma estrela de neutrôns. Segundo a Nasa, a leitura dessas taxas podem ser útil para o entendimento do histórico de formação estelar.

Christian Huygens


Christian Huygens nasceu em Haia, na Holanda, em 14 de abril de 1629. Filho de Constantin Huygens, uma das figuras mais importantes do renascimento na Holanda, foi também um grande amigo do filósofo René Descartes.
 
Naquela época, pouco depois que Galileu usou pela primeira vez uma luneta para observar os astros, ele percebeu que a melhoria na qualidade dos instrumentos ópticos faria grande diferença na Astronomia, e por isso passou a fazer seus próprios telescópios. Foi assim que por volta de 1655, usando uma dos telescópios mais poderosos de seu tempo, Christian Huygens demonstrou que as estruturas estranhas observadas por Galileu ao redor de Saturno quase cinqüenta anos antes eram, na verdade, anéis! A observação sistemática dos anéis de Saturno conduziu a uma das maiores descobertas desse astrônomo: a lua Titã, uma dos maiores satélites naturais de todo o Sistema Solar.

E como Huygens afirmou quando os viu pela primeira vez, os anéis de Saturno realmente não são sólidos, mas sim formados por uma infinidade de fragmentos brilhantes girando em volta do planeta. Quanto a Titã, tem um diâmetro superior a 5.000 km (maior que nossa Lua) e uma densa atmosfera (50% mais densa que a terrestre), com prováveis lagos de metano na superfície – o que, naturalmente, Huygens não fazia idéia naquela época. Huygens também se interessou pela medição do tempo. Foi ele quem inventou o pêndulo como regulador de relógios, em 1657. Seu interesse por óptica levou-o também a especializar-se no polimento e na montagem de associação de lentes. E na Mecânica, enunciou o princípio da força centrífuga e a lei do pêndulo. Em sua pesquisa sobre o comportamento do pêndulo Huygens fez uma descoberta matemática notável, publicada em seu célebre tratado "Horologium oscillatorium", de 1673, um clássico da literatura científica sobre movimentos circulares e pendulares e sobre a conservação da energia, além de diversos outros estudos fundamentais da Mecânica.

Detalhe dos anéis de Saturno obtido durante a missão Cassini-Huygens. Estrutura é formada por uma miríade de pedaços de rocha e gelo.
Polêmica

MAS SEM DÚVIDA uma das grandes polêmicas na vida desse brilhante cientista foi a que envolveu a forma como a luz interage com a matéria. Isaac Newton (1642-1727) acreditava que a luz era composta por partículas, e assim, como uma bola de bilhar, recuava após se chocar com um objeto. Huygens nunca concordou com isso e descreveu a teoria ondulatória da luz. Quem estava com a razão? De certo modo, os dois. Hoje, a teoria quântica da luz admite essa dualidade. A luz é, ao mesmo tempo, onda e partícula. A mesma luz que emergiu das distantes estrelas imensas na nebulosa de Órion – mais uma das descobertas de Huygens através dos telescópios que ele mesmo fazia.

Mais de três séculos depois, um dos mais bem sucedidos projetos espaciais de todos os tempos levou seu nome e o de outro grande apaixonado pelo Universo. A missão Cassini-Huygens foi uma realização conjunta das agências espaciais dos Estados Unidos e Europa (Nasa e ESA). Cassini é a nave-mãe. Dela escapuliu uma pequena sonda que mergulhou na atmosfera da lua Titã em janeiro de 2005 – o primeiro pouso (automático) em uma lua além da nossa. Já a sonda Huygens tem esse nome em homenagem ao importante astrônomo, falecido em 1695 na mesma cidade em que nasceu.
Fonte: Astronomia no Zenite

Spitzer vê o Cosmos através de seus olhos “quentes” infravermelhos

Berçário Estelar DR22 na constelação de Cisne.
O Telescópio Espacial Spitzer da NASA está iniciando uma segunda fase da sua carreira, tomando suas primeiras imagens do Universo desde começou a esquentar.
O telescópio infravermelho esgotou seu líquido refrigerante em 15 de maio de 2009, mais de cinco anos e meio depois de seu lançamento. Desde então o Sptizer já aqueceu até os gélidos 30º Kelvin (-243º C). As novas imagens obtidas com os dois canais do detector infravermelho de Spitzer – os dois que trabalham na nova temperatura mais temperada – demonstram que o observatório segue como uma poderosa ferramenta para estudar o empoeirado Universo. As imagens mostram uma animada região de formação estelar, os restos de uma estrela similar ao Sol e uma galáxia girando repleta de estrelas. “O rendimento dos dois canais de comprimento curto de onda da câmara infravermelha do Spitzer basicamente não se alterou com relação ao desempenho anterior ao esgotamento do hélio líquido [refrigerante] do observatório”, disse Doug Hudgins, cientista do programa Spitzer no escritório central da NASA em Washington. “Colocando isto em perspectiva, isto significa que a sensibilidade de Spitzer nestes comprimentos de onda é aproximadamente a mesma que um telescópio em Terra de 30 metros. Estas imagens esfuziantes demonstram que o Spitzer continuará fornecendo imagens espetaculares e dados científicos de primeiro nível durante sua ‘missão aquecida’”.
Spitzer revela a nebulosa planetária NGC 4361
A primeira das três imagens mostra uma nuvem repleta de estrelas de grande porte na região da constelação de Cisne (Cygnus) na Via Láctea. Os olhos infravermelhos do Spitzer têm a capacidade de ver através da poeira cósmica e assim revelar jovens estrelas incrustadas em seus empoeirados nós. Uma segunda imagem mostra uma estrela moribunda próxima — uma nebulosa planetária conhecida como NGC 4361 – a qual tem camadas exteriores que se expandem para sob um estranho formato de quatro jatos de matéria. A terceira e última imagem é de uma galáxia espiral barrada clássica conhecida como NGC 4145, situada a aproximadamente 68 milhões de anos luz da Terra.
Spitzer revela a galáxia espiral barrada NGC 4145, com baixa formação estelar, trata-se de uma galáxia 'calma' na constelação de Canes Venatici, 68 milhões de anos-luz da Terra.
Com as bandas mais curtas que restaram no Spitzer, podemos continuar vendo através da poeira cósmica das galáxias e atingir uma melhor visão mais abrangente das populações de estrelas”, disse Robert Hurt, especialista de imagens no Centro de Ciência Spitzer da NASA no Instituto Tecnológico de Califórnia em Pasadena. “Todas as estrelas são similares [nos comprimentos de onda do] no infravermelho”.  Desde seu lançamento em Cabo Canaveral, Florida, em 25 de agosto de 2003, Spitzer tem feito importantes pesquisas. Entre suas descobertas destacamos a visualização dos discos de formação planetária ao redor de estrelas, a composição do material forma os cometas, a descoberta buracos negros ocultos e imagens de galáxias a bilhões de anos luz de distância. Talvez o feito mais revolucionário e surpreendente de Spitzer envolva os planetas extra-solares ou exoplanetas. Em 2005, Spitzer detectou os primeiros fótons da luz emitida por um exoplaneta. Através de uma inteligente técnica, agora conhecida como método do eclipse secundário, Spitzer foi capaz de recolher luz de um exoplaneta quente e gasoso e determinar sua temperatura de superfície. Posteriores estudos revelaram mais sobre a composição e estrutura das atmosferas destes mundos exóticos. O Spitzer em sua nova ‘fase quente’ vai continuar a abordar muitas das mesmas questões científicas. Também será alocado a novos projetos tais como refinar estimativas do valor da constante de Hubble, o índice da expansão do Universo; buscar galáxias nos limites do Universo; caracterizar mais de 700 objetos próximos a Terra, os asteróides e cometas com órbitas que passam perto de nosso planeta e estudar as atmosferas dos planetas gigantes gasosos que serão descobertos em breve pela missão Kepler da NASA. O procedimento de escolha de projetos se manterá: da mesma forma que na missão fria, estes e o resto de programas de pesquisa que requisitam o Spitzer são selecionados mediante competição na qual estão convidados a participar cientistas de todo o mundo. O observatório espacial Spitzer começou oficialmente a nova fase, sua missão científica ‘à quente’, em 27 de julho de 2009. As novas imagens apresentadas aqui foram criadas durante o recomissionamento, quando o telescópio estava retomando sua operação em serviço em 18 de julho (NGC 4145, NGC 4361) e em 21 de julho (Cygnus).

Chandra e Spitzer revelam o jovem aglomerado Westerlund 2 no coração do berçário estelar RCW 49

No centro da imagem temos o aglomerado Westerlund 2, dentro do berçário estelar RCW49. Créditos - raios-X: Y.Nazé, G.Rauw, J.Manfroid (Université de Liège), CXC, NASA / Infravermelho: E.Churchwell (Universidade de Wisconsin), JPL, Caltech, NASA
A imagem acima é uma composição de paisagens capturadas em radiação fora do espectro da luz visível. Aqui vemos o berçário estelar RCW 49, repleto de poeira cósmica que cerca o aglomerado estelar jovem Westerlund 2. A visão em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer aparece em preto e branco complementando os dados da imagem em raios-X (em cores falsas) capturada pelo observatório espacial Chandra, que destaca as energéticas e quentes estrelas da zona central do aglomerado estelar.
                      O aglomerado Westerlund 2 e a nebulosa formadora de estrelas RCW 49 no infravermelho pelo Spitzer  
Posicionadas na direção da formidável constelação austral do Centauro, as duas visões revelam estrelas e estruturas escondidas dos telescópios ópticos pelo véu de poeira obscura.  O aglomerado Westerlund 2 tem menos de 2 milhões de anos de idade e contém algumas das estrelas mais luminosas, massivas e de curta vida da Via Láctea. As assinaturas em infravermelho dos discos protoplanetários estão também identificadas nesta região de formação frenética de estrelas. O aglomerado estelar Westelund 2 reside a 20.000 anos-luz de distância da Terra e o quadrado que marca o campo de visão do Chandra possui cerca de 50 anos-luz de lado. 

O massivo sistema binário WR20a mostra sua fúria
Um sistema binário incrivelmente massivo denominado WR20a está visível na imagem abaixo do aglomerado Westlunf 2, capturada pelo Chandra, visível aqui no ponto brilhante amarelo logo abaixo e à direita do centro do aglomerado estelar Westerlund 2.
                                                    Aglomerado Westerlund 2 sob a visão de raios-X do Chandra
Este sistema contém duas formidáveis estrelas de Wolf-Rayet, classe espectral WN6ha com massas da ordem de 82 M☼ e 83 M☼, Os densos jatos de matéria expelidos por estas duas violentas estrelas (seus ventos estelares) colidem entre si produzindo grandiosas quantidades de radiação de raios-X. Estas colisões podem ser observadas de diversos ângulos uma vez o par binário orbita em torno do seu centro de massa a cada 3,7 dias. Há outras diversas fontes brilhantes de raios-X que evidenciam furiosas colisões entre ventos estelares em outros sistemas multiestelares massivos. As estrelas massivas afetam a formação dos demais sistemas protoplanetários, vejamos isto a seguir:
                             Interação entre um disco protoplanetário e uma estrela gigante classe O. Crédito: NASA/JPL
Na concepção artística acima está demonstrada uma interação perigosa entre um disco protoplanetario de uma estrela recém formada e uma quente estrela gigante azul classe O. Este sistema recém nascido corre perigo de não formar planetas uma vez que a estrela gigante tipo O está aquecendo e evaporando o material do disco. Este processo, chamado de fotoevaporação pode lever de 100.000 a um milhão de anos. Sem seu disco, a estrela não terá a capacidade de formar planetas.

Enxame da Borboleta

M 6 é um enxame aberto de estrelas descoberto no séc. XVII, tendo na altura sido identificadas 18 estrelas. Hoje conhecem-se cerca de 300 estrelas associadas a este enxame. Também conhecido por NGC 6405, ou enxame da Borboleta, M 6 tem um diâmetro de 20 anos-luz, com uma densidade estelar estimada de 0,6 estrelas por parsec cúbico. Relembra-se aqui que 1 parsec corresponde a 3,26 anos-luz. Com uma idade estimada entre 50 e 100 milhões de anos, M 6 é o objecto do catálogo de Messier que mais perto se situa do centro da Via Láctea, localizando-se a menos de 20 anos-luz abaixo do plano da Galáxia.
Crédito: Nigel Sharp, Mark Hanna, AURA/NOAO/NSF.
portaldoastronomo.org

Tempestade Solar deve atingir a Terra hoje - 14/07

Imagem feita pelo Observatório Solar e Heliosférico SOHO no comprimento de onda de 195 Angstroms (ultravioleta) mostra o buraco coronal e as manchas solares 1087 e 1088, como vistas em 12 de julho de 2010. Acima, imagem animada captada pelo mesmo satélite mostra o desenvolvimento das duas mancha solares, que devem provocar tempestades solares de classe M até quarta-feira, dia 14 de julho. Dois eventos solares em andamento devem causar manifestações na alta atmosfera terrestre nas próximas 72 horas. Imagens captadas pelo satélite SOHO mostram um grande buraco coronal no disco solar, além de duas manchas solares de grande porte rotacionando suas faces em direção à Terra.  Dados computados pelo Space Weather Prediction Center, SWPC, órgão ligado à Administração Oceânica e Atmosférica dos EUA, indicam que existem até 30% de chances de ocorrências de auroras boreais nas latitudes mais elevadas e até 10% de probabilidades nas latitudes médias do planeta. O motivo seria um grande buraco na coroa solar, que sopra partículas eletricamente carregadas em direção à Terra. Enquanto a maior parte dessas partículas vindas do Sol são bloqueadas ao se chocarem contra a magnetosfera da Terra, outra parte é desviada em direção aos polos. Isso provoca as chamadas auroras boreais, luzes multicoloridas, principalmente esverdeadas, produzidas pela ionização do gás presente na alta atmosfera do planeta. Apesar do nome remeter à uma possível catástrofe cósmica, os buraco coronais são eventos comuns e consistem de áreas onde a coroa solar é mais escura, fria, e possui densidade de plasma abaixo da média que a região ao redor. Nestas regiões, as linhas do campo magnético, por serem unipolares se estendem indefinitivamente no espaço ao invés de retornarem ao Sol, permitindo que parte do material da coroa vaze. Quando o a face do buraco está voltada em direção à Terra, o material ejetado é soprado em direção ao planeta, em um fenômeno conhecido como “vento solar”. Além do buraco coronal registrado nas imagens do satélite SOHO, a presença de duas manchas na face visível da estrela também deve provocar interferências aqui na Terra.
Imagem feita pelo Observatório Solar e Heliosférico SOHO no comprimento de onda de 195 Angstroms (ultravioleta) mostra o buraco coronal e as manchas solares 1087 e 1088, como vistas em 12 de julho de 2010. Acima, imagem animada captada pelo mesmo satélite mostra o desenvolvimento das duas mancha solares, que devem provocar tempestades solares de classe M até quarta-feira, dia 14 de julho. De acordo com o SWPC, existe até 15% de chances de que essas manchas, batizadas de 1087 e 1088, causem flares solares de Classe M até quarta-feira, dia 14 de julho. Rajadas (ou flares) dessa categoria são considerado como de média intensidade e provocam fortes perturbações na alta atmosfera terrestre, principalmente a ionosfera, e são responsáveis por provocar blackouts de radiocomunicação que afetam diretamente as regiões polares.
Fonte:mensageirodasestrelas.blogspot.com

Sondas espaciais revelam cavernas profundas sob a Lua

O satélite Lunar Reconnaissance Orbiter (LRO), da Nasa, está enviando para Terra imagens de cavernas lunares com centenas de metros de profundidade, e os cientistas estão ansiosos para explorá-las. "Elas podem ser entradas para um país das maravilhas geológico", disse, em nota, o principal pesquisador ligado à câmera da LRO, Mark Robinson, da Universidade do Arizona. "Acreditamos que esses buracos gigantes são claraboias que se formaram quando o teto de tubos de lava subterrâneos desmoronou". A sonda japonesa Kaguya já havia fotografado cavernas enormes em 2009. Agora, a potente câmera da LRO - que conseguiu, entre outros feitos, localizar os objetos deixados na La pelos astronautas do programa Apollo - produziu imagens de alta resolução das cavernas e arredores. Antes da chegada dos primeiros astronautas à Lua, pesquisadores já teorizavam sobre a existência de cavernas, uma rede de túneis que seria uma relíquia deixada por rios de lava derretida, sob a superfície. A teoria baseava-se em fotografias feitas do espaço que revelaram faixas estreitas percorrendo as planícies, ou mares, da Lua. Cientistas presumiram que essas faixas seriam os sinais, na superfície, da presença de túneis abaixo, escavados por lava há bilhões de anos. "É emocionante agora confirmarmos essa ideia", disse Robinson. "As fotos da Kaguya e da LRO provam que essas cavernas são claraboias para os túneis, então sabemos que os túneis se mantêm intactos, ao menos em alguns trechos, há bilhões de anos". Tubos de lava se formam quando, ao fluir de um vulcão, uma camada de lava mais próxima à superfície esfria e endurece, enquanto que a camada mais abaixo continua a fluir, num canal tubular. A lava enrijecida acima isola que está mais abaixo, ajudando-a a manter o calor e o estado líquido. Na Terra, tubos de lava podem variar de um mero cilindro a complexos labirintos com quilômetros de extensão. No futuro, os tubos descobertos na Lua, além de oferecer preciosas informações geológicas, poderão ajudar astronautas a se proteger de meteoritos e da radiação.
Fonte:Estadão

Hubble captura espetacular berçário de estrelas

A NGC 2467 foi descoberta no século XIX e está situada na constelação Popa (Puppis), que representa a popa do lendário navio Argo de Jasão, da mitologia grega. A região está a cerca de 13.000 anos-luz da Terra.[Imagem: NASA/ESA/Orsola De Marco]
Nuvens cósmicas - O telescópio Hubble capturou esta imagem com uma definição impressionante da região conhecida como "berço de estrelas" NGC 2467. Nuvens de poeira interestelar de formatos irregulares são recortadas contra um fundo colorido de gás brilhante. Os astrônomos acreditam que a maioria da radiação responsável pela "iluminação" dessas nuvens, que estão ao fundo das inúmeras estrelas azuis, vem da estrela gigante que está no centro da imagem.

Berçário de estrelas - A região de formação de estrelas NGC 2467 é uma enorme nuvem de gás - principalmente hidrogênio - que serve como uma incubadora de novas estrelas. Algumas destas estrelas jovens emergiram de nuvens densas existentes anteriormente, no meio das quais elas nasceram . Muitas outras ainda devem estar ocultas nas nuvens interestelares vistas ao fundo. As estrelas jovens e quentes estão emitindo a forte radiação ultravioleta que está fazendo toda a cena brilhar. Embora seja responsável por esculpir o belíssimo cenário, essa radiação aos poucos vai corroendo as nuvens de gás.

Composição química das galáxias - Uma das regiões mais conhecidas de formação de estrelas é a Nebulosa de Órion, que pode ser vista a olho nu. A NGC 2467 é uma região similar, mas muito mais distante. A NGC 2467 foi descoberta no século XIX e está situada na constelação Popa (Puppis), que representa a popa do lendário navio Argo de Jasão, da mitologia grega. A região está a cerca de 13.000 anos-luz da Terra. Esses berçários estelares podem ser vistos a distâncias consideráveis do Universo, e seu estudo é importante para determinar a composição química de outras galáxias. Algumas galáxias contêm grandes regiões de formação estelar, que podem conter dezenas de milhares de estrelas. Outro exemplo dramático é a constelação de Dourado, na Grande Nuvem de Magalhães onde, recentemente, o Hubble fotografou uma estrela em disparada a 400 mil km/h.
Fonte:Inovação Tecnológica

Hubble captura imagem de estrela morrendo

O telescópio Hubble capturou imagens raras de uma estrela em seus últimos dias. À medida que estrelas parecidas com o Sol envelhecem, elas se transformam em gigantes vermelhas. E quando essa fase chega ao fim, elas começam a lançar sua atmosfera no espaço. Os arredores da estrela acumulam poeira quando ela ainda está relativamente fria. Nessa altura do processo, a nuvem de poeira brilha ao refletir a luz do centro da estrela, e a poeira quente emite radiação infravermelha.
© ESA/NASA (nebulosa planetária capturada pelo telescópio Hubble)
Foi essa radiação que o satélite Iras detectou em 1983, atraindo a atenção de astrônomos para a nebulosa Iras 19475+3119. A nebulosa, localizada na constelação do Cisne, fica a cerca de 15 mil anos luz da Terra, no mesmo plano da Via Láctea. Os jatos do objeto criam lobos ocos em ângulos diferentes, eventos raros e efêmeros.
O prosseguimento do envelhecimento estelar, com mais atmosfera e materiais sendo lançados no espaço, faz com que o núcleo mais quente da estrela passe a ser revelado. A radiação ultravioleta liberada nesse processo faz com que a poeira brilhe fortemente, criando uma nebulosa planetária, porém não há planetas envolvidos. A imagem do Hubble foi criada pela composição de imagens obtidas pelo canal de alta resolução do telescópio. A luz vermelha foi capturada por um filtro que deixa passar as luzes amarela e vermelha e a luz azul foi grava por meio de um filtro azul padrão. A camada verde da imagem foi criada pela combinação das imagens vermelha e azul. Os tempos de exposição total da imagem foram 24 segundo, para a luz vermelha, e 245 segundo, para a luz vermelha.
Fonte: ESA e NASA
astrtonews
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