19 de jul de 2010

Mensageiras Universais


Há mais de 30 anos em ação, as sondas Voyager ainda desbravam as fronteiras do sistema solar

IMPULSO LIMITADO - Alguns quilos de plutônio-238 servem de combustível para os equipamentos da nave. Esses átomos, radioativos, atiram partículas nas paredes de um cilindro, gerando calor. Depois, uma miniusina termoelétrica converte o calor em energia elétrica para a sonda. Pelos cálculos da Nasa, a força não acaba antes de 2020

TRANSMISSÃO TRUNCADA - Com 70 metros de diâmetro, a antena manda dados para a Terra a 7,2 quilobits por segundo (kbps), taxa oito vezes menor que a de um modem comum, de 56 kbps. Mas os sinais vêm rápido: viajando à velocidade da luz (1,08 bilhão de km/h), demoram só 12 horas para atingir a Terra. Os dados chegam logo, mas em pequenos blocos de informação

PENEIRA DE ÁTOMOS - Detectores de partículas captam os chamados raios cósmicos, jatos de núcleos atômicos e elétrons que saem de estrelas e atravessam a galáxia. Quando a nave estiver fora da área de influência do Sol, poderá captar e estudar as propriedades desse turbilhão sem a interferência das partículas atiradas por nosso astro

MAGNETISMO PLANETÁRIO - Este instrumento, o magnetômetro, determina a intensidade de campos magnéticos. No caso da Voyager 2, foi útil para medições em Júpiter, Saturno, Urano e Netuno. Em dez anos, com a nave fora da influência magnética do Sol, poderá fornecer os primeiros dados de campos magnéticos do espaço vazio

BIG BROTHER NO ESPAÇO - Das quatro lentes da Voyager, duas são semelhantes às das câmeras terrestres. A menor filma panoramas abertos, como uma grande-angular, e a maior focaliza detalhes, como uma teleobjetiva. Uma terceira lente, a de infravermelho, pode medir o calor de planetas. Já a de ultravioleta ajuda a analisar as composições químicas dos astros.

Os bebês de Rosetta

A Nebulosa da Rosetta é uma região de formação de estrelas já conhecida há muito tempo. Ela está a uns 5.000 anos-luz de distância e é composta por uma nuvem de gás capaz de formar (se tudo desse certo) uns 10.000 sóis. Essa nebulosa tem estrelas massivas e jovens (acima de 10 vezes a massa do Sol e com poucos milhões de anos de idade) e sabe-se que elas dispararam a formação de uma geração subsequente de estrelas.
As estrelas que surgem da ação dessa primeira leva estão ainda em processo de formação, ou seja, estão escondidas por densas nuvens de gás e poeira e não são vistas em imagens no óptico. Por outro lado, essas estrelas aquecem essas nuvens e elas reemitem a energia no infravermelho, tornado-as presas fáceis para os telescópios de infravermelho. O caçador da vez é o satélite Herschel, que promete revolucionar o modo como enxergamos o universo em comprimentos de onda bem longos. Desde julho de 2009, o Herschel está com seus instrumentos operacionais e coletando informações essencialmente sobre a poeira fria, desde 10 até 30 graus acima do zero absoluto! Como poeira e gás estão misturados no espaço, mapear um é mapear o outro. A última imagem enviada pelo Herschel mostra a Nebulosa da Rosetta como um emaranhado de poeira emitindo no infravermelho com algumas manchas brilhantes. Essas manchas são grandes concentrações de poeira que escondem as estrelas em formação. As primeiras estrelas formadas nessa região estão à direita na imagem, mas não podem ser vistas pois nesse comprimento de onda elas emitem pouco; as estrelas de alta massa concentram sua emissão no ultravioleta e raios X. A segunda geração de estrelas também é uma geração “da pesada”, com estrelas com várias dezenas de vezes a massa do Sol. Segundo Frederique Motte, que participu da pesquisa, é a primeira vez que estrelas tão jovens e massivas são observadas na Rosetta, pois as estrelas massivas são raras e as regiões onde elas se formam estão a, no mínimo, 3 mil anos-luz de distância. Apenas um instrumento tão sofisticado quanto o Herschel seria capaz disso. O estudo de regiões de formação de estrelas massivas é muito importante pois as teorias que tentam descrever os processos que resultam em uma estrela desse tipo ainda não são totalmente estabelecidos. Além disso, quando observamos outras galáxias, as evidências de haver formação de estrelas parte de regiões como essa. Entender as regiões de formação estelar significa entender melhor outras galáxias.
Fonte: G1

NGC 4921

A constelação chamada Cabeleira de Berenice, a 320 milhões de anos-luz da Terra, possui uma das mais ricas coleções de galáxias do Universo mais próximo de nós. Entre elas, há um aglomerado particularmente interessante, chamado pelos astrônomos de Abell 1656 ou, mais popularmente, Aglomerado de Galáxias da Cabeleira. As galáxias no interior de um aglomerado interagem fortemente umas com as outras, mesclam-se e, ao longo do tempo, transformam as espirais repletas de gás em sistemas elípticos, sem passar por processos ativos de formação de novas estrelas. Como resultado, esses aglomerados têm muito mais galáxias elípticas do que espirais. No interior do nosso aglomerado da Cabeleira, há uma galáxia especial, uma das mais brilhantes do Aglomerado, chamada NGC 4921. Ao contrário da maioria das suas vizinhas, ela é espiral. E, mais especial ainda, ela é tênue, suave, quase transparente. Os astrônomos dizem que ela é mesmo anêmica. Estrelas azuis mesmo não possuindo processos vigorosos de formação de estrelas, que poderiam fazer com que seus braços brilhassem como as galáxias espirais tradicionais, algumas estrelas azuis jovens, extremamente brilhantes, espalham luz pelos seus redemoinhos de poeira estelar que formam um anel suave ao seu redor. O Telescópio Espacial Hubble agora conseguiu capturar toda a beleza da NGC 4921. Ainda que os detalhes não possam ser vistos na resolução aqui mostrada, os astrônomos pela primeira vez puderam ver detalhadamente as estrelas azuis destacadas contra as nuvens de poeira. Eles também visualizaram uma série de outras galáxias na vizinhança, ainda não estudadas em detalhe.Visíveis na imagem estão, a partir do centro: um brilhante núcleo, uma brilhante barra central, um anel proeminente de poeira escura, enxames azuis de estrelas recém-formadas, várias galáxias vizinhas mais pequenas, galáxias sem relação no plano de fundo, e estrelas da nossa própria Via Láctea.
´Créditos: mensageirodasestrelas.blogspot.com

Nasa divulga imagem de brilhante galáxia espiral azul

       A imagem, que foi capturada pelo telescópio Wise, mostra a galáxia com a sua brilhante espiral azul celeste.Foto: EFE
A Agência espacial americana, Nasa, divulgou nesta segunda-feira a imagem da galáxia Messier 83, conhecida como M83. A M83 é relativamente próxima à nossa Via Láctea e possui uma estrutura global similar a ela, porém tem a metade do diâmetro. A imagem, que foi capturada pelo telescópio infravermelho do explorador Wise, mostra a galáxia com a sua brilhante espiral azul celeste. Segundo astrônomos, a Messier 83 se encontra a 15 milhões de anos luz da constelação Hydra.
Fonte:TERRA

Rogelio Bernal Andreo flagra o centro galáctico e suas vizinhanças cósmicas

             Paisagem cósmica de Rogelio Bernal Andreo. Clique na imagem para acessar a versão em alta resolução original.
Paisagem cósmica revela um rio negro ligando o centro galáctico às maravilhas do zoo celeste
Um rio negro de poeira cósmica parece fluir a partir do centro galáctico e ‘desaguar’ em um campo estelar contendo maravilhas fotogênicas celestes. Se você procurar na imagem achará muitos destes objetos (você consegue?) tais como:
1.a estrela gigante alaranjada Antares;
2.a nebulosa da cabeça do cavalo com um olho azul (veja: Mosaico revela detalhes da magnífica Nebulosa Cabeça de Cavalo)
3.o esbranquiçado aglomerado estelar globular M4;
4.o sistema estelar azul brilhante Rho Ophiuchi;
5.a obscura e marrom nebulosa do charuto (Pipe);
6.a avermelhada nebulosa da Lagoa;
7.a vermelha e azul nebulosa Trífida (M20) (veja: ESO: o projeto GigaGalaxy Zoom libera uma fantástica visão do centro da Via Láctea);
8.a avermelhada nebulosa da Pata do Gato (veja: NGC 6334: ESO revela a ‘Pata do Gato Cósmico’);
9.o multicolorido centro da nossa galáxia (veja: O que está acontencendo no centro da Via Láctea? Hubble e Spitzer ajudam a responder).
Esta visão de campo largo captura uma paisagem detalhada contendo cerca de 50 graus do céu noturno, equivalente a 100 vezes o diâmetro da Lua cheia.
A imagem cobre desde a constelação do Arqueiro (Sagittarius), passando pelo Serpentário (Ophiuchus), até o Escorpião (Scorpius).
O rio negro celeste por si só pode ser identificado como a faixa de poeira marrom conectada a Antares, que se espalha por 100 anos luz. Uma vez que a nuvem de poeira que forma a faixa do rio negro reside a apenas 500 anos-luz da Terra, ela aparece como uma ponte para o muito mais distante Centro Galáctico, que na verdade não tem nenhuma conexão com esta faixa negra, pois fica a 25.000 anos luz de nós.

Quasar gera lente gravitacional no espaço

© EPFL/Caltech/WMKO (quasar gera uma imagem dupla da galáxia) 
Astrônomos do Instituto de Tecnologia da Califórnia, o Caltech, e da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, descobriram o primeiro caso de uma galáxia distante cuja imagem é ampliada pela gravidade de um quasar, que atua como uma lente. A descoberta é publicada na edição mais recente do periódico Astronomy & Astrophysics. Cientistas acreditam que quasares, objetos extremamente luminosos das regiões mais distantes do Universo, são alimentados pela energia de buracos negros supermassivos, no núcleo de galáxias.
 
Um único quasar pode ser mais brilhante que uma galáxia inteira, o que torna o estudo das galáxias que abrigam esses objetos extremamente difícil. Mas a nova descoberta oferece uma janela para esse tipo de pesquisa. "É meio como olhar para os faróis de um carro e tentar discernir a cor das bordas", disse Frédéric Courbin, de Lausanne, o principal autor do trabalho. Usando lentes gravitacionais é possível medir a massa das galáxias que hospedam quasares. De acordo com a Teoria da Relatividade Geral, se uma grande massa, como uma galáxia, é posicionada na linha de visão entre a Terra e um outro objeto luminoso mais distante, parte da luz vinda dessa fonte vai se desviar.
 
Por causa disso, um observador na Terra verá duas ou mais imagens do objeto de fundo, agora amplificado. A análise do fenômeno permite a dedução de propriedades do objeto que causa o efeito de lente. Para descobrir a lente gravitacional de quasar, os astrônomos vasculharam uma grande base de dados acumulada pela Sloan Digital Sky Survey (SDSS). O melhor candidato, SDSS J0013+1523, foi encontrado a 1,6 bilhão de anos-luz. Ele estava distorcendo a luz de uma galáxia a 7,6 bilhões de anos-luz.
Créditos: Astronomy & Astrophysics

Galáxia NGC 4710

A NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de "X" que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia
Ainda um mistério para astrofísicos, a evolução das formas das galáxias espirais leva os astrônomos a estudar a estrutura da galáxia NGC4710. Fora dos padrões convencionais de galáxias, a NGC4710 apresenta uma fraca, quase imperceptível, estrutura em forma de "X" que se desenvolve a partir do centro do corpo da galáxia. As informações são da agência AP. Essa característica - que os astrônomos chamam de "protuberância em forma de amendoim" - ocorre devido aos movimentos verticais das estrelas na borda da galáxia e só é evidente quando a galáxia é vista de lado. Este formato curioso é muitas vezes observado em galáxias espirais com pequenos corpos e grandes braços, mas é menos comum em galáxias com braços menores e 'barriga' mais proeminente, como a NGC4710. NGC 4710 é uma galáxia espiral (S0-a) localizada na direcção da constelação de Coma Berenices. Possui uma declinação de +15° 09' 53" e uma ascensão recta de 12 horas, 49 minutos e 38,7 segundos. A galáxia NGC 4710 foi descoberta em 21 de Março de 1784 por William Herschel.
Fonte:Terra/Wikipédia
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