20 de jul de 2010

Planeta Marte

Marte é o quarto planeta partindo do Sol e é normalmente referido como o Planeta Vermelho. As rochas, solo e céu têm uma tonalidade vermelha ou rosa. A cor vermelha característica foi observada por astrónomos ao longo da história. Os romanos atribuíram-lhe este nome, em honra ao deus da guerra. Outras civilizações deram-lhe nomes semelhantes. Os antigos egípcios chamaram-lhe Her Descher que significa o vermelho.  Antes da exploração espacial, Marte era considerado o melhor candidato para ter vida extra-terrestre.

Os astrónomos pensaram ver linhas rectas que se cruzavam na superfície. Isto levou à crença popular que seres inteligentes construíram canais de irrigação. Em 1938, quando Orson Welles transmitiu uma novela por rádio baseada num clássico de ficção científica A Guerra dos Mundos de H.G. Wells, muita gente acreditou na história da invasão dos marcianos, o que quase chegou a causar uma situação de pânico.

Outra razão para os cientistas acreditarem na existência de vida em Marte tinha a ver com as aparentes alterações periódicas de cores na superfície do planeta. Este fenómeno levou à especulação de que determinadas condições levariam à explosão de vegetação marciana durante os meses quentes e provocavam o estado latente das plantas durante os períodos frios. Em Julho de 1965, a Mariner 4 transmitiu 22 fotografias de perto de Marte. Foi revelada unicamente uma superfície contendo muitas crateras e canais naturais mas nenhuma evidência de canais artificiais ou água corrente. Finalmente, em Julho e Setembro de 1976, as sondas Viking 1 e 2 pousaram na superfície de Marte.

As três experiências biológicas realizadas a bordo das sondas descobriram actividade química inesperada e enigmática no solo marciano, mas não forneceram qualquer evidência clara da presença de microorganismos vivos no solo perto dos locais onde poisaram. De acordo com os biologistas da missão, Marte é auto-esterilizante. Eles acreditam que a combinação da radiação solar ultravioleta que satura a superfície, a extrema secura do solo e a natureza oxidante da química do solo impedem a formação de organismos vivos no solo marciano. A questão de ter havido vida em Marte em algum passado distante permanece contudo aberta. Outros instrumentos não encontraram sinais de química orgânica nos seus locais de poiso, mas forneceram uma análise definitiva e precisa da composição da atmosfera marciana e encontraram traços de elementos que não tinham sido previamente detectados.
 
-Rotação: 24.6 Horas
-Translação: 687 dias
-Diâmetro: 6794 km
-Temp. Máxima: 20 C
-Temp. Mínima: -140 C
-Pressão atmosférica: - 92 bar
-Luas: 2 - Phobos e Deimos

Atmosfera - A atmosfera de Marte é bastante diferente da atmosfera da Terra. É composta principalmente por dióxido de carbono com pequenas porções de outros gases. Os seis componentes mais comuns da atmosfera são:

-Dióxido de Carbono (CO2): 95.32%
-Azoto (N2): 2.7%
-Árgon (Ar): 1.6%
-Oxigénio (O2): 0.13%
-Água (H2O): 0.03%
-Néon (Ne): 0.00025 %

O ar marciano contém apenas cerca de 1/1,000 da água do nosso ar, mas mesma esta pequena porção pode condensar, formando nuvens que flutuam a uma grande altitude na atmosfera ou giram em volta dos vulcões mais altos. Podem-se formar bancos de neblina matinal nos vales. No local de aterragem da sonda Viking 2, uma fina camada de água congelada cobre o solo em cada inverno. Há evidências de que no passado uma atmosfera marciana mais densa pode ter permitido que a água corresse no planeta. Características físicas muito parecidas com costas, gargantas, leitos de rios e ilhas sugerem que alguma vez existiram grandes rios no planeta.
 
Temperatura e Pressão - A temperatura média registada em Marte é -63° C (-81° F) com uma temperatura máxima de 20° C (68° F) e mínima de -140° C (-220° F). A pressão atmosférica varia semestralmente em cada local de aterragem. O dióxido de carbono, o maior constituinte da atmosfera, congela de modo a formar uma imensa calote polar, alternadamente em cada polo. O dióxido de carbono forma uma grande cobertura de neve e evapora-se novamente com a chegada da primavera em cada hemisfério. Quando a calote do polo sul é maior, a pressão diária média observada pela sonda Viking 1 tem o valor baixo de 6.8 milibars; em outras épocas do ano chega a atingir o valor de 9.0 milibars. As pressões do local da sonda Viking 2 eram 7.3 e 10.8 milibars. Em comparação, a pressão média na Terra é 1000 milibars.
Fonte:solarviews.com

Vênus Vivo

Sempre que se dá um exemplo de um planeta com nenhuma atividade geológica, o primeiro nome que vem à cabeça é Vênus. Tudo bem, Mercúrio também é um forte candidato, mas Vênus tem um “quê de mistério”: como pode um planeta com as mesmas dimensões da Terra ser geologicamente morto se a própria Terra não é? Longe disso, aliás. Observações da superfície de Vênus feitas por radar – já que a superfície do planeta é coberta de nuvens pesadas e grossas – mostram que faltam crateras. Uma hipótese para isso é que ventos fortes teriam varrido areia para dentro, cobrindo as crateras. Mesmo assim, isso não daria conta. Marte também tem ação de vento, mas ainda assim a quantidade de crateras parece normal.
Outra hipótese tem a ver com vulcanismo recente. Em suma, significa que vulcões ativos em um passado bem recente teriam despejado lava que cobriu as crateras de impacto na superfície de Vênus. Mas teria sido um evento global e catastrófico no passado distante que “apagou” as crateras, ou seria a ação de vulcanismo recente em escalas menores e contínuas?
A sonda Vênus Express, em órbita desde 2006, mapeou uma pequena região da superfície venusiana e em comprimentos de onda no infravermelho, ou seja, mapeou as variações de calor do solo. Concentrando-se na região ao redor de Idunn Mons, um vulcão com 2,5 km de altura e uma cratera de 200 km de diâmetro, a cientista Sue Smrekar, da Nasa, mostrou que o terreno tem emissividades diferentes. Isso significa que ele é composto por materiais diferentes, que irradiam calor de forma diferente. Quando a lava surge de um vulcão na Terra, ela imediatamente começa a reagir quimicamente com o ar, principalmente com o oxigênio, alterando sua composição química. Esse processo deve ocorrer de forma semelhante em Vênus, mas nesse caso a lava quente deve reagir mais violentamente com uma atmosfera de gás carbônico bem mais quente e bem mais densa.
De acordo com Sue e seus colaboradores, a presença de diferentes materiais ao redor de Idunn Mons é uma evidência de que os ventos e outras atividades climáticas não limparam a lava que reagiu com a atmosfera, ou ao menos não tiveram tempo suficiente para isso. As análises dos dados de infravermelho combinados com modelos de vulcanismo mostram que esse material deve ter sido expelido há uns 2,5 milhões de anos, ou menos. Na verdade, é até possível que esse vulcão esteja ativo hoje! Os modelos de vulcanismo de Vênus são intrigantes, mas têm consequências interessantes. Para explicar que a superfície de Vênus foi coberta por lava em um período curto, seu interior deve ser bem diferente do interior da Terra. Por outro lado, se a atividade vulcânica em Vênus for mais gradual, muito provavelmente o seu interior se parece mais com o da Terra, a despeito da falta de tectonismo.
Fonte: G1

Cientistas veem mudança no nível dos lagos de lua de Saturno

                   Titã aparece como o grande globo atrás dos anéis de Saturno; pequena lua é Epimeteu. Nasa
Os nível dos lagos da Terra mudam de acordo com as estações e os períodos de chuva e seca. Agora, pela primeira vez, cientistas encontraram provas de que mudanças semelhantes ocorrem na maior das luas de Saturno, Titã, o único outro astro do Sistema Solar onde já se descobriu um ciclo semelhante ao da água e com massas de líquido estáveis na superfície. Usando dados reunidos pela sonda Cassini ao longo de quatro anos, pesquisadores obtiveram indícios que mostram uma queda aproximada de um metro ao ano no nível dos lagos do hemisfério sul de Titã. A queda é resultado da evaporação sazonal do metano líquido dos lagos, que são compostos de uma mistura de metano, etano e propano. "É muito emocionante porque, nesse objeto tão distante, conseguimos ver essa queda na escala de metros da profundidade do lago", disse um dos autores da descoberta, Alexander G. Hayes, do Caltech. Um dos lagos, chamado Ontário - por ser do mesmo tamanho aproximado do Lago Ontário, na América do Norte - teve um recuo de sua margem de cerca de 10 km entre junho de 2005 e julho de 2009, um período correspondente à transição entre verão e outono no hemisfério sul de Titã. Um ano na lua corresponde a 29,5 anos terrestres. O Lago Ontário de Titã e outros lagos do hemisfério sul foram analisados por meio de informações obtidas pelo Radar de Abertura Sintética (SAR) da Cassini. Nos dados de radar, características planas da superfície, como o espelho líquido dos lagos, aparecem escuras, enquanto que áreas mais rústicas, como montanhas, aparecem brilhantes. Além disso, uma altimetria por radar - que mede o tempo que um sinal de micro-ondas leva para voltar ao espaço depois de atingir uma superfície - foi realizada no lago em dezembro de 2008. Uma vez que sejam conhecidas as propriedades do líquido que preenche os lagos, os pesquisadores puderam usar o radar para determinar a profundidade das massas de água, calculando a profundidade necessária para que o sinal seja totalmente absorvido pelo líquido. Os pesquisadores compararam imagens do lago obtidas num intervalo de quatro anos, e descobriram que o Ontário encolheu. "A extensão em que a margem recuou está ligada à inclinação. Isto é, onde o lago é raso, o líquido recuou mais", disse Hayes. "Isso nos permitiu deduzir a altura vertical da queda do nível, que ficou em cerca de um metro ao ano".
Fonte:estadao.com.br
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