21 de jul de 2010

As violentas fusões de galáxias

As fusões violentas de galáxias podem alimentar buracos negros supermassivos. Teoricamente, o resultado são emissões intensas vindas de regiões próximas dos buracos negros supermassivos, criando alguns dos objetos mais luminosos no universo. Os astrônomos chamam a isso Núcleos Galácticos Ativos, ou simplesmente NGA. Porém, durante décadas, somente cerca de 1% dos NGAs pareciam estar associados a fusões galácticas. Agora, novos resultados de um importante levantamento do céu feito em raios-X duros (de alta energia) pelo satélite Swift, da NASA, demonstram solidamente uma forte associação entre NGAs e galáxias em fusão. Os raios-X duros penetram mais facilmente as nuvens de poeira e gás das galáxias em fusão e revelam a presença de emissões a partir dos buracos negros ativos. Aliás, estes painéis mostram a localização (marcada com um círculo) dos buracos negros supermassivos detectados pelos raios-X do Swift em uma série de sistemas galácticos em fusão. As imagens ópticas são do Observatório Nacional Kitt Peak, no Arizona. No centro, acima, está o grupo compacto de galáxias conhecido como o Quinteto de Stephan.

NGC 1097 e seu buraco negro monstruoso com 100 milhões de vezes a massa solar

Um buraco negro monstruoso com 100 milhões de vezes a massa solar está se alimentando de gás, poeira e um anel de estrelas no centro da galáxia NGC 1097, localizada a 50 milhões de anos-luz. O anel de estrelas do buraco negro forma o olho da galáxia que foi fotografado pelo Telescópio Espacial Spitzer da NASA. A estranha galáxia espiral estende seus longos braços de estrelas vermelhas no espaço. A NASA diz que o buraco negro no centro da Via Láctea é minúsculo se comparado com esse da NGC 1097, com a massa de apenas algumas milhões de vezes a massa solar. “O destino desse buraco negro e de outros como esse ainda é uma área ativa de pesquisa”, diz George Helou, diretor do Centro de Ciências do Spitzer da NASA. “Algumas teorias garantem que os buracos negros podem se acalmar e eventualmente entrar num estado de dormência como o buraco negro localizado no centro da Via Láctea”. “O anel de estrelas é outro tema fascinante de estudo pois é uma região onde estrelas estão sendo formadas numa alta taxa”, diz Kartik Sheth. Os braços espirais vermelhos da galáxia e o turbilhão localizado entre eles mostram poeira sendo aquecida pelas estrelas jovens, enquanto que a população de estrelas mais antigas na galáxia apresentam coloração azulada. Um ponto azul apagado à esquerda da imagem mostra uma galáxia companheira, enquanto que outros pontos representam estrelas e outras galáxias. A imagem acima mostra a região central com 5500 anos-luz de diâmetro da NGC 1097. Nessa região mais de 300 regiões de formação de estrelas – os pontos brancos na imagem – são distribuídas ao longo do anel de poeira e gás. No centro está a fonte brilhante onde o núcleo ativo da galáxia e o buraco negro supermassivo estão localizados.
Fonte: Ciência e Tecnologia

Os asteróides podem mesmo colidir com a Terra? É possível evitar ?


Riscos de colisão

É extremamente difícil estimar o risco real que os asteróides representam para nosso planeta. Diariamente, um grande número de desses objetos são observados e têm suas órbitas recalculadas, mas até mesmo os pesquisadores se surpreendem com alguns asteróides que se aproximam do nosso planeta sem que tenham sido observado anteriormente. Em dezemro de 2001, observações astronômicas mostraram que um desses objetos passaria muito próximo da Terra. No dia 7 de janeiro, esse asteróide, batizado de 2001 YB5, passou a apenas 600 mil quilômetros de distância do nosso planeta. Essa distância, duas vezes a distância entre a terra e a Lua, é considerada muito pequena em termos astronômicos.
Asteróide Gaspra, como visto pela sonda Galileo. Crédito: Nasa
O 2001 YB5 tinha um diâmetro estimado de 350 metros e se chocasse com a suerfície, a quantidade de energia liberada seria a mesma produzida por dezenas de bombas atômicas. No dia 8 de marco de 2002, outro asteróide, batizado de 2002 EM7, passou a somente 461 mil quilômetros de distância. Como se deslocava da direção do Sol para a Terra, os observadores só conseguiram observá-lo 4 dias depois de ter alcançado a maior aproximação com nosso planeta. O 2002 EM7 é um dos 10 objetos conhecidos que mais se aproximou da Terra. Caso tivesse se chocado com a superfície, produziria um estrago maior que aquele verificado em 1907, quando um asteróide destruiu uma grande extensão de floresta próximo à Tunguska, na Sibéria.

Colisão em 2027

Dias atrás foi alardeado que outro asteróide, conhecido por 1999 AN10, deverá se chocar com a Terra no dia 7 de agosto de 2027. É importante informar que não existe nada que comprove que este objeto, de aproximadamente 1.5 quilômetro de diâmetro, irá de fato, colidir com a Terra. As últimas observações mostram que a menor distância que esse corpo poderia se aproximar do nosso planeta é de 37 mil quilômetros. Essa é a menor distância, considerando-se todos os extremos. De acordo com o JPL, Laboratório de Propulsão a Jato, da NASA, a possibilidade de choque do 1999 AN10 com a Terra é zero, mesmo assim sua passagem será muito próxima. Para 2039, quando ocorrerá nova aproximação do 1999 AN10, as chances de impacto aumentam, mas segundo os pesquisadores Andrea Milani, Steven Chesley e Giovanni Valsecchi, o cenário é incerto, com probabilidade de impacto de 1 em 10 milhões.

O mais perigoso

Recentemente, os pesquisadores descobriram outro asteróide, batizado de 1950 DA, visto na imagem ao lado. Ao que tudo indica, até agora esse é o objeto que maiores chances tem de impactar diretamente com a Terra. Segundo dados do JPL, as chances de colisão são da ordem de 1 em 300 e deverá acontecer no ano de 2880. Esse objeto, um esferóide assimétrico, tem um diâmetro de 1.1 km e gira ao rodor do próprio eixo em 2.1 horas, o mais rápido movimento rotacional observado em um asteróide desse tamanho.

Conclusão

Pelo que foi exposto, torna-se claro que, para os objetos conhecidos, e que têm sua dinâmica orbital estudada continuamente, os riscos de impacto são muito baixos. O problema surge com os asteróides desconhecidos, que se aproximam sem serem vistos,além de asteróides como 1999 AN10, que se aproximam muito da Terra. Cientistas especializados em riscos planetários dizem que se um asteróide de grandes proporções rumasse de fato em direção à Terra, não haveria tempo suficiente para uma contra medida. Todas as peripécias vistas em filmes, como bombas nucleares fragmentando os asteróides, são de fato ficção, já que a tecnologia necessária para isso não existe. Estimativas mostram que seriam necessários pelo menos 20 anos, após a detecção de um asteróide em rota de colisão, para que uma tecnologia para desviá-lo ou destruí-lo fosse desenvolvida. A dúvida atual é a de quantos asteróides ainda não descobertos poderão nos surpreender, já que surgem quase de repente à nossa frente.

O Que, afinal, são Supernovas?

Se você já leu o termo “Supernovas” em revistas, jornais, ou até mesmo no HypeScience, e até agora não sabe do que se trata (apesar de ter certeza de que não é uma heroína criança), confira a nossa explicação: Pense em uma estrela como o nosso Sol. Algum dia, ele vai ficar sem hidrogênio – o gás que faz com que seu centro produza fusões nucleares. Quando isso acontecer ele, provavelmente, irá se expandir, virando o que os astrônomos chamam de “Gigante Vermelho” (red giants) e depois irá encolher, virando uma pequena estrela branca “anã”.
Agora pense em uma estrela massiva – com cerca de cinco vezes a massa do Sol. Quando o hidrogênio dela acabar e ela começar a inflar para virar uma Gigante Vermelha, ela corre o risco de explodir. E essa explosão é uma Supernova. O que acontece é que na maior parte da vida de uma estrela, sua gravidade faz com que ela absorva gases. Mas as reações nucleares que acontecem em seu interior fazem com que haja um balanço na estrela, empurrando os gases para fora, em uma espécie de cabo- de- guerra na qual a força de cada um dos lados é constante. No entanto, quando o hidrogênio de uma estrela acaba e não tem mais reação nuclear no centro da estrela, o cabo-de-guerra perde a sua estabilidade e o lado da gravidade, que empurra os gases para dentro da estrela “ganha”, fazendo com que a estrela tenha um colapso. Em estrelas como o nosso Sol, o calor do colapso causa novas reações nucleares que misturam o material da estrela e acabam formando metais sólidos pesados. Quando esses metais esfriam, o colapso para e a estrela se estabiliza, parando de produzir reações nucleares. Mas em estrelas maiores, essas explosões “pós-fim de hidrogênio” são tão intensas que chegam a mais de 100 bilhões de graus Celsius, que fazem com que os átomos de ferro se aproximem até que explodam em uma enorme onda – e esse fenômeno é conhecido como Supernova. As Supernovas, pelo que sabemos, podem deixar para trás nebulosas coloridas, que são, basicamente, gás espacial, buracos negros ou simplesmente desaparecerem sem deixar rastros. Mais precisamente esse é o Tipo II de Supernova. O Tipo I envolve a interação entre duas estrelas em um sistema binário onde uma, eventualmente, explode. Quanto mais pesquisas são feitas sobre as Supernovas, mais fatos sobre o Universo inteiro são revelados. Observando Supernovas cientistas nos anos 90 conseguiram notar que elas se afastam do centro do Universo a uma velocidade surpreendente, mostrando que ele está se expandindo. Cientistas chamam essa força de expansão desconhecida de energia escura – mais um termo esclarecido. Supernovas são muito raras. A última vista em nossa galáxia foi registrada em 1604. Mas, apesar de elas não serem muito freqüentes, agora você saberia como explicá-las em uma conversa de bar: uma Supernova é a explosão de uma estrela massiva que está “morrendo”.
[Life's Little Mysteries]

O jovem aglomerado estelar Westerlund 2

O poeirento berçário estelar RCW 49 cerca o jovem aglomerado estelar Westerlund 2 nesta extraordinária composição de paisagens além do espectro da luz visível. Os dados em infravermelho do Telescópio Espacial Spitzer aparecem em preto e branco complementando os dados da imagem em raios-X (cores falsas) obtida pelo Chandra das estrelas quentes e energéticas na região central do aglomerado. Posicionadas na direção da formidável constelação austral do Centauro, ambas as vistas revelam estrelas e estruturas escondidas dos telescópios ópticos pela poeira obscurescente. Westerlund 2 tem meros 2 milhões de anos de idade ou menos e contêm algumas das estrelas mais luminosas, massivas e, portanto, de vida curta da nossa galáxia. As assinaturas em infravermelho de discos protoplanetários também foram identificadas na região de intensa formação de estrelas. O aglomerado se encontra a 20.000 anos-luz, o quadrado que marca o campo de visão do Chandra tem cerca de 50 anos-luz de lado.
Fonte: APOD

Encontrada a maior estrela do universo

                                               © ESO (agrupamento de estrelas RMC 136a)
Astrônomos britânicos descobriram o que se acredita ser a maior estrela do Universo, cuja massa atual é 265 vezes maior do que o Sol e a luminosidade cerca de 10 milhões de vezes mais intensa.

Usando o Telescópio Extremamente Grande, no Chile, da ESO (Organização Europeia para a Investigação Astronômica no Hemisfério Sul, na sigla em inglês), que reúne 14 países, e informações de arquivo capturadas pelo telescópio espacial Hubble, da Nasa (agência espacial americana), a equipe liderada pelo astrofísico Paul Crowther, da Universidade de Sheffield, calculou que a massa da estrela gigante teria sido 320 vezes maior que a do sol no momento de sua formação, ou seja, pelo menos o dobro da massa da maior estrela já encontrada.
© ESO (estrela RMC 136a1 no centro)
A estrela, batizada de RMC 136a1, faz parte do agrupamento de estrelas jovens RMC 136a. Os astrônomos também encontraram outras estrelas imensas no agrupamento NGC 3603.
Ambos agrupamentos estelares foram apelidados de "fábricas de estrelas", já que novos astros se formam constantemente a partir da extensa nuvem de gás e poeira das nebulosas.

O NGC 3603 fica a 22 mil anos-luz do Sol, na Nebulosa da Tarântula, e o RMC 136a fica em uma galáxia vizinha à nossa, a Grande Nuvem de Magalhães, a 165 mil anos-luz de distância. Segundo o artigo publicado na revista científica "Monthly Notices of the Royal Astronomical Society", a expectativa é de que estrelas colossais como as encontradas existam apenas durante alguns milhões anos, antes de explodirem. A existência de estrelas como essas, era mais comum no início do Universo. É pouco provável que alguma dessas estrelas venha a ter planetas orbitando a seu redor, já que demoram mais tempo para serem formados que a "curta" vida das estrelas. Muitas das estrelas observadas têm temperatura superior a 40 mil graus Celsius, mais de sete vezes superior à temperatura do Sol, além de serem dezenas de vezes maiores e milhões de vezes mais brilhantes que o astro. Com um pouco mais de um milhão de anos, a estrela mais extrema, a RMC 136a1 já está na 'meia idade' e perdeu mais de um quinto de sua massa inicial neste período, ou mais de 50 massas solares.
A seguir a imagem mostra o tamanho comparativo das estrelas.
                                                 © Cosmo Novas (tamanho das estrelas)
Se a RMC 136a1 substituísse o Sol em nosso Sistema Solar, "a sua grande massa reduziria a duração de um ano na Terra para apenas três semanas e banharia o planeta em uma radiação ultravioleta incrivelmente intensa, tornando a vida impossível em sua superfíce", afirma Raphael Hirschi, da Universidade de Keele, integrante da equipe. Estrelas como essas são extremamente raras e se formam apenas nos agrupamentos estelares mais densos. Se houvesse algum planeta dentro do agrupamento RMC 136, o céu nunca escureceria, já que a densidade de estrelas na região é 100 mil vezes maior do que em torno do Sol e muitas delas são extremamente brilhantes. A descoberta da RMC 136a1 provoca a extensão do limite do tamanho máximo para estrelas, que atualmente é de 150 massas solares.
Fonte: ESO e NASA                
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